Bayern é mais vulnerável do que na última temporada, mas Lewandowski mantém nível de melhor do mundo

André Donke
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Vencedor do sexteto (Bundesliga, Copa da Alemanha, Champions League, Supercopa da Alemanha, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes), o Bayern de Munique de Munique já sabe que não conseguirá repetir o feito nesta temporada. Isso porque foi eliminado na copa nacional de forma surpreendente para o Holstein Kiel, da segunda divisão.

Porém, os bávaros têm boas chances nas duas principais disputas (o Campeonato Alemão e a Champions), ainda que não esteja no mesmo nível de desempenho que o da temporada passada.

O time de Hansi Flick até manteve a base titular e, embora tenho perdido uma peça importante como Thiago Alcântara, deixou seu elenco mais profundo e ainda passou a contar mais com o zagueiro Niklas Sule, que perdeu grande parte da temporada passada por conta de uma lesão séria.  Mas, ainda assim, o time mostra uma vulnerabilidade defensiva que quase não apareceu anteriormente.

O atual octocampeão alemão já levou 31 gols em 22 jogos nesta edição da Bundesliga, um a menos do que sofreu em todas as 34 rodadas da campanha passada. Seus adversários estão sabendo explorar as suas linhas altas e os espaços que deixa, algo que não ocorreu tanto em 2019-20, ocasião em que ganhou a Bundesliga com 13 pontos de vantagem e faturou a Champions vencendo todos os 11 jogos que disputou, algo inédito no torneio.

Bayern de Munique em busca do bi da Champions League: o que aconteceu com os últimos cinco que tentaram?


É verdade que o Bayern lidera a Bundesliga no momento com dois pontos de vantagem, mas já empatou quatro vezes e perdeu três, ficando a uma derrota de igualar o total de tropeços que teve no campeonato anterior – vale lembrar que o início do time foi bem abaixo na edição 2019-20, o que custou inclusive o emprego do técnico Niko Kovac.

De qualquer forma, a equipe de Flick ainda tem um desempenho de altíssimo nível, figurando na primeira prateleira de candidatos ao título da Champions e deve passar pela Lazio com tranquilidade nas oitavas - o confronto de ida ocorre nesta terça-feira no Estádio Olímpico de Roma. Mas o ponto é: este time dá mais possibilidade de ser batido do que dava anteriormente.

De qualquer forma, esta realidade não tem relação com a sua principal estrela. Robert Lewandowski soma 30 jogos, 2539 minutos (sem contar acréscimos) 31 gols e oito assistências. Ou seja, ele participa diretamente de um gol a cada 65 minutos em média. O número é muito similar ao que fez na temporada passada, na qual anotou 55 gols e nove assistências em 47 partidas (4135 minutos em campo). A médica ficou em uma participação direta em gol a cada 64,61.

Com absurdos 26 gols em 21 jogos na Bundesliga, o melhor do mundo de 2020 tem boas condições de superar o recorde de Gerd Muller, que foi 40 vezes às redes na edição de 1971-72. Faltam 14 gols em 12 rodadas para igualar a marca, o que exige do polonês uma média inferior ao que ele vem produzindo.

Com Lewandowski voando baixo novamente, o Bayern pode até dar mais possibilidades de ser batido, mas nada que o tire do grupo de principais favoritos ao título da Champions League 2020-21.

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Levante, o clube que foi campeão em plena Guerra Civil Espanhola e resgatou título do esquecimento

André Donke
André Donke

O Levante recebe o Athletic Bilbao nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília), com transmissão do Fox Sports, em busca de sua primeira final de Copa do Rei na história. Para isso, precisa de um empate sem gols ou de qualquer vitória, depois de ter ficado no 1 a 1 no País Basco.

De qualquer forma, o clube de Valência já iguala sua melhor campanha no torneio, uma vez que o máximo que havia conseguido até esta edição foi chegar na semifinal em 1934-35, ocasião em que eliminou o Barcelona nas quartas de final por 3 a 0, antes de cair na fase seguinte para o Sabadell.

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Sem títulos também do Campeonato Espanhol, o Levante tem as taças da segunda divisão em 2003–04 e 2016–17 como seus maiores feitos. Bem, isso aos olhos da Federação Espanhola. Afinal, o clube tem um troféu bastante especial conquistado em plena Guerra Civil Espanhola, e que curiosamente ficou por muito tempo no esquecimento.

“É um relato que pertence à Espanha que perdeu a guerra, e se sabe que os perdedores não escrevem a história”, diz Emilio Nadal, responsável pela área do patrimônio histórico do clube, em entrevista ao blog.

Em 1937, no meio da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), houve a realização da Copa Espanha Livre, que contou com times da região republicana do país, já que não havia mais competições nacionais em meio ao cenário de conflito.

Valencia e Levante, da Comunidade Valenciana, e Espanyol e Girona, da Catalunha, eram os participantes do torneio que contou com jogos de ida e volta entre todos os times. Os dois melhores decidiriam o título. O Barcelona, campeão mais cedo naquele ano da Liga Mediterrânea, fez uma excursão pela América e não participou.

A final da Copa Espanha Livre teve Valencia x Levante, mas ocorreu no Sarriá, em Barcelona, uma vez que, segundo relato publicado pelo jornal El País, o governo da república havia se instalado em Valência por conta do cenário de guerra em Madri, e, com receio de bombardeio, a decisão aconteceu na Catalunha, onde o Levante venceu por 1 a 0 com gol de Nieto, que na verdade era do Gimnástico, clube que se fundiria com o Levante FC em 1939 virando o atual Levante Unión Deportiva.

"Sempre se vendia uma ideia: o campo do Levante, que era o Campo de La Cruz, estava em um estado muito ruim. O Gimnástico tinha um campo bom, que era Vallejo, e poucos jogadores. Um colocava jogadores e outro colocava o campo. É uma história que sempre se contou e na realidade é real", resume Nadal, destacando que o Levante deu o nome ao time, enquanto o Gimnástico entrou com o as cores azul e grená.

Assista aos gols de Athletic Bilbao 1 x 1 Levante pela ida das semifinais da Copa do Rei 2020-21:


Ainda que a relação da Copa Espanha Livre com a Guerra Civil seja apenas pela questão cronológica, é inegável que tal contexto recaia sobre a conquista do Levante. Um bom exemplo atende pelo nome de Salvador Artigas, que era jogador da equipe na década de 30 e também um dos últimos aviadores da república durante o conflito no país. Inclusive, seu nome vai desaparecendo das escalações, como recorda o historiador do clube.

Menos de dois anos depois da conquista do então Levante FC, a Guerra Civil Espanhola chegaria ao fim com vitória dos nacionalistas liderados pelo ditador Francisco Franco, que governaria a Espanha até 1975. Em meio a tudo isso, a Copa Espanha Livre caiu em esquecimento.

“Desde 2000 começa a aparecer outra vez. Eu, por exemplo, publico um artigo em 2000 no jornal El Mundo na edição de Valência em que começamos a falar deste troféu. A partir daí, digamos que começa a tomar forma novamente a Copa. A princípio é um relato que ninguém conhecia, nem no próprio clube. Mas esse relato já faz parte do imaginário do Levante, o que já é uma conquista para nós (...)  Qualquer torcedor do Levante conhece esta história”, conta Nadal, que já trabalhou no departamento de imprensa do clube e é autor do livro “Siempre tuyo, Levante UD”.

“Em 2007, houve uma reivindicação da Izquierda Unida, um partido político espanhol, no congresso dos deputados reconhecendo a validez dessa competição, digamos que é um segundo salto. Todo o congresso dos deputados, por unanimidade - e se sabe que é bastante difícil que haja uma unanimidade em um congresso -, aceitou a validade da Copa.”

Porém, não houve reconhecimento da Federação até o momento.

Um novo trunfo para o Levante são atas da Fifa de 1937 descobertas recentemente que indicam que durante a Guerra Civil Espanhola coexistiram duas federações. "Nossa reivindicação vai por aí, um pouco pelas atas da Fifa, que estão dando oficialidade a dois organismos, e sobretudo à figura de Ricardo Cabot, que é o primeiro grande executivo do futebol espanhol, que sempre está ligado a tudo que está ocorrendo nesses anos", contou Nadal, fazendo menção ao dirigente que representava a federação republicana e seu contato com a Fifa.

De qualquer forma, o resgate de uma memória importante na história do Levante e o reconhecimento popular já foram alcançados. “A Copa, por exemplo, foi parte de uma exposição muito ambiciosa em Valência do 80º aniversário de Valência capital da república”.

Depois de ter recuperado um dos maiores capítulos de sua história, agora o Levante espera escrever outro nesta quinta-feira.

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De herói da Copa de 1954 a Ozil: o tradicional clube da 4ª divisão alemã que vive ‘conto de fadas’ 11 anos após ‘quebrar’

André Donke
André Donke
Jogadores do Rot-Weiss Essen comemoram vitória sobre o Leverkusen
Jogadores do Rot-Weiss Essen comemoram vitória sobre o Leverkusen Getty

O dia 4 de junho de 2010 foi um dos mais tristes da história centenária do Rot-Weiss Essen. O clube fundado em 1907 não conseguiu levantar 2,5 milhões de euros necessários para conseguir seguir na quarta divisão, entrou com pedido de insolvência e foi rebaixado da liga regional.

Problemas financeiros e no quinto escalão nacional. Um golpe duro para um clube que, ainda que esteja longe da elite desde 1976-77, não deixa de pertencer ao rol de campeões nacionais. O seu título solitário veio em 1955, dois anos depois de sua única conquista na Copa da Alemanha.

Aquelas taças contaram com um nome ilustre em campo: Helmut Rahn. O ex-ponta defendeu o time de Essen ao longo da década de 50 e foi o autor de dois gols na vitória por 3 a 2 da Alemanha na final da Copa do Mundo de 1954 diante da poderosa Hungria, na partida que ficou conhecida como “Milagre de Berna”, em que os alemães conquistaram seu primeiro título mundial.

Já na quarta e última conquista dos alemães, em 2014, o Rot-Weiss Essen também teve uma participação, só que mais discreta. Mesut Ozil passou pela base do clube antes de se juntar ao Schalke 04 em 2005, quando tinha 16 para 17 anos.

Hoje, o clube não conta mais com nomes de seleção, mas não deixa de viver um sonho, algo impensável lá em 2010, quando acabou parando na quinta divisão, mesmo tendo terminado na quinta posição em seu campeonato em 2009-10.

Aquele drama deixaria de ser realidade em um ano. Em 30 de junho de 2011, o período de insolvência oficialmente deixava de ser realidade para o Rot-Weiss Essen, que dentro de campo ainda conseguiu a promoção ao ser campeão da então NRW-Liga. Do dia 1º de julho em diante daquele ano, ele estava livre da insolvência.

Desde então, o clube se manteve na liga regional e faz em 2020-21 a sua melhor campanha - o time está na segunda posição com 54 pontos - três atrás do líder Borussia Dortmund II e com um jogo a menos em relação aos aurinegros. Somente o campeão consegue o acesso.

Além disso, o Essen está nas quartas de final da Copa da Alemanha, sendo o único representante de fora das duas primeiras divisões. Seu adversário nesta quarta-feira é o Holstein Kiel, do segundo escalão, e outro único time de fora da Bundesliga ainda vivo na disputa. O duelo ocorre em Essen nesta quarta-feira, às 14h30 (de Brasília).

Para chegar entre os últimos oito remanescentes, o que já representa sua melhor campanha desde o vice de 1993-94, o Rot-Weiss Essen ganhou no tempo normal de Arminia Bielefeld e Fortuna Düsseldorf, equipes da primeira e segunda divisões, respectivamente. Por fim, conseguiu uma virada surreal para cima do Bayer Leverkusen na prorrogação nas oitavas de final.

O gol da vitória foi anotado aos 117 minutos pelo atacante Simon Engelmann, de 31 anos, que soma ao todo três na competição. O camisa 11 ainda é o artilheiro da liga regional do oeste - ramificação da quarta divisão a qual integra o Rot-Weiss Essen -, com 20 gols, quatro a mais do que Steffen Tigges, que defende o Borussia Dortmund II e já atuou cinco vezes pelo time principal nesta temporada.

Onze anos após um de seus maiores maior pesadelos em 114 anos de história, o Rot-Weiss Essen volta a viver um sonho.

Assista aos gols da vitória do Rot-Weiss Essen sobre o Bayer Leverkusen por 2 a 1:

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Real Madrid Galáctico: a utopia que não vingou e não tem mais vez no futebol

André Donke
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Ronaldo comemora gol contra o Sevilla em 2004
Ronaldo comemora gol contra o Sevilla em 2004 Getty Images

Quando partimos pura e simplesmente da expectativa, o Real Madrid de 2003 foi um dos maiores times que o futebol já viu.

O documentário 'Galácticos', produzido pela ESPN, estreia nesta quarta-feira (24), com os três episódios sendo exibidos em sequência a partir das 19h30 (horário de Brasília) na ESPN e no ESPN App.

Galácticos: o trailer do documentário da ESPN sobre império, glamour, rebelião e problemas do histórico Real Madrid

Credenciado pelos títulos da Champions League de 2000 e 2002, o maior campeão da história da Europa chegava à sua quarta estrela em quatro anos ao anunciar David Beckham, depois de Luis Figo (2000), Zinedine Zidane (2001) e Ronaldo (2002). Enquanto o português, o francês e o brasileiro pisaram no gramado do Santiago Bernabéu com Bolas de Ouro no currículo, o inglês tinha sido ‘apenas’ o segundo melhor do mundo, mas era líder absoluto em retorno publicitário.

O auge do encantamento por uma das maiores reuniões de talentos individuais em um mesmo time viu nos videogames espalhados pelo mundo as suas grandes conquistas. Nem mesmo o fato de se tratar de um período anterior à profissionalização de gamers e sem a possibilidade de interação online impediu que aquele Real Madrid se disseminasse de crianças a adultos de qualquer canto do planeta.

Se o ápice dos títulos deste time ocorreu entre 2000 e 2002, o auge de popularidade se deu a partir de 2003, mas foi neste momento em que menos houve conquistas. Beckham, por exemplo, ganhou somente a Supercopa da Espanha de 2003 e o título de LaLiga em 2006-07, momento em que o clube já vivia um cenário pós-galáctico.

Florentino Pérez, o grande executor desta utopia a partir de 2000, deixaria a presidência do clube em 2006, mesmo ano em que Zidane pendurou as chuteiras. Luis Figo tinha ido à Inter de Milão no ano anterior.

Talvez o grande feito daquele time pós-2002 foram as camisas vendidas nas mais diferentes moedas ou a quantidade de pessoas que ‘assumiram o comando’ do Real Madrid com seus controles de videogame em mãos.

Os Galácticos encantaram o mundo, mas não o conquistaram.

Diretor de documentário sobre o Real Madrid galáctico conta como vestiário de 'celebridades' engoliu Luxemburgo

Para piorar para o Real Madrid naquele momento, ao passo que Florentino Pérez via aquela constelação se apagar, o Barcelona faturava a Champions League pela segunda vez na sua história e se prepararia para vencê-la mais duas vezes nos cinco anos seguintes.

O Real Madrid de Pérez esteve longe de fracassar, até porque o começo da era galáctica envolveu a conquista de duas Champions e com outras estrelas que já estavam lá e que até foram formadas lá, como Roberto Carlos e Raúl. Mas o ponto alto do sonho de reunião de astros não foi acompanhado pelo sucesso em campo. Pelo contrário, houve um declínio.

A simples reunião de grandes nomes era um produto de sucesso no campo do mercado. No campo de futebol era algo mais complexo, já naquele período. Quinze anos depois, a ideia de um time como aquele é ainda mais impensável.

O futebol exige cada vez mais do entrosamento, da intensidade e de um absurdo equilíbrio coletivo. Até mesmo quem pode gastar muito, como o Manchester City, o faz seguindo o seu conceito de jogo e não de mercado. Prova disso é que o nome mais badalado do clube, apesar de inúmeros investimentos, está no banco de reservas.

O PSG, por sua vez, reuniu estrelas como Neymar e Kylian Mbappé, mas a final da Champions não seria uma realidade sem uma equipe equilibrada e com excelentes e entrosados coadjuvantes.

Relembrar a história dos Galácticos é poder ver um conceito extinto no futebol do mais alto nível, que, ainda que não tenha sido um sucesso dentro de campo, o mesmo não se pode dizer fora dele. Afinal, não estaríamos recordando tanto de uma equipe que não ganhou nada no que seria o seu auge. 

Diretor do documentário 'Galácticos', sobre o Real Madrid, conta como chegada de Beckham mudou o clube: 'O equilíbrio de um barco gigante que se rompeu'

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Chelsea sob mudança, Atlético de Madrid sob desconfiança: o confronto mais equilibrado das oitavas da Champions

André Donke
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Chelsea e Atlético de Madrid fazem o confronto, teoricamente, mais equilibrado das oitavas de final da Uefa Champions League. Parecia que haveria uma mudança de cenário no intervalo de dois meses entre o sorteio a realização do jogo de ida nesta terça-feira no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri, mas isso não ocorreu.

Ao passo que o Atlético de Madrid ia enfileirando vitórias  e construindo uma vantagem enorme na liderança de LaLiga, o Chelsea viu a desconfiança no trabalho de Frank Lampard só aumentar. Após a última rodada fase de grupos do torneio continental, os Blues perderam cinco, empataram e venceram apenas dois de seus oito jogos seguintes na Premier League. Nem mesmo a idolatria manteve Lampard no cargo.

Assim, o confronto na Champions parecia mais inclinado a um Atlético de Madrid, que chegou a ganhar 15 de 16 jogos em LaLiga em um intervalo entre outubro e janeiro, confirmando o excelente momento de um time eficiente e sem mais a imagem tão defensiva que ficou característica com Diego Simeone no comando.  

Porém, o mês de fevereiro tratou de trazer o equilíbrio novamente para o confronto. A vantagem na liderança de oito pontos (e um jogo a menos) no fim de janeiro caiu para três pontos (com ainda uma partida a menos). Nos últimos cinco jogos do Espanhol, a famosa defesa dos Colchoneros levou oito gols, a mesma quantidade que tinha sofrido nos 18 confrontos anteriores no Campeonato Espanhol. Na última semana, foram dois duelos com o Levante: um empate fora e uma derrota em casa.

De um título que parecia encaminhado, o time madrilenho vive um período de desconfiança.

Duelo de artilheiros na Champions: Atlético de Madrid x Chelsea coloca frente a frente Suárez e Werner; veja gols


Por outro lado, Thomas Tuchel estreou no Chelsea em 27 de janeiro e ainda está invicto, com cinco vitórias e dois empates, com destaque para o triunfo fora de casa contra o Tottenham.  O alemão resgatou nomes como Marcos Alonso, viu a defesa se tornar mais estável, tendo sofrido apenas dois gols em sete jogos e tendo um domínio territorial chamativo – a posse de bola saltou de 59,8% para 68,6%.

Ainda é cedo para avaliar o trabalho de Tuchel, mas inegavelmente o cenário é muito mais otimista para os Blues para as oitavas, independentemente da situação de seu adversário. Neste período, aliás, Timo Werner marcou na penúltima rodada da Premier League contra o Newcastle, encerrando uma seca na competição que durou mais de três meses, e o que pode contribuir – e muito – para o alemão recuperar a confiança que vinha lhe faltando.

O mês de fevereiro estabeleceu realidades bem opostas para um confronto que ainda segue muito igual.              

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'Vira-casacas' e bolas especiais: lenda do Schalke relembra histórias de clássico com Dortmund e analisa crise do clube

André Donke
André Donke

Este sábado é dia do maior clássico da Alemanha. O Schalke 04 recebe o Borussia Dortmund na Veltins Arena, em Gelsenkirchen, para um duelo cheio de atrativos, embora a rivalidade em si só já seja o bastante para chamar atenção de qualquer fã de futebol.

Os dois times fazem uma Bundesliga abaixo da expectativa, embora a situação dos visitantes seja muito menos desconfortável. A equipe aurinegra está na sexta colocação e ainda sonha com um lugar no G-4, enquanto a disputa dos Azuis Reais é para evitar o rebaixamento à segunda divisão, competição que disputou pela última vez em 1990-91.

Nada como um clássico para ensaiar uma reação na temporada – ou para agravar ainda mais uma crise. Dessa forma, o duelo deste sábado tem todos os ingredientes para ser mais um memorável dérbi do Vale do Ruhr.

Histórias deste jogo não faltam, e algumas delas foram relembradas por Olaf Thon, lenda do Schalke. Revelado pelo time de Gelsenkirchen, o ex-meio-campista jogou com a camisa azul entre 1983 e 1988 e retornou em 1994 após passagem pelo Bayern de Munique, antes de ser aposentar em 2002. Ele conquistou um título Copa da Uefa e dois da Copa da Alemanha pelo clube.

Olaf Thon, ídolo do Schalke 04
Olaf Thon, ídolo do Schalke 04 Schalke 04/Divulgação

“Eu joguei com Andreas Möller em 2000, embora ele tenha jogado quase 10 anos pelo Borussia Dortmund. Isso foi especial. Eu e o Andreas Möller estivemos em campo pelo Schalke e ganhamos de 4 a 0. No gol (do Dortmund) estava o Jens Lehamnn, que tinha jogado pelo Schalke. Foi na realidade o grande jogo que fiz. Nós quase fomos campeões alemães em 2001. Na ocasião, o doutor Markus Merk (árbitro) interferiu, e nós infelizmente não fomos campeões pela primeira vez desde 1958”, afirmou em entrevista virtual o hoje embaixador do Schalke.  A presença de dois 'vira-casacas' chama atenção pela raridade do fato ao longo da história, tendo em vista a grande rivalidade entre duas equipes de cidades que estão separadas por cerca de 35 km.

A goleada por 4 a 0 na casa do rival só não foi coroada com o título naquela temporada, porque o Bayern de Munique ficou um ponto na frente, graças a um gol no final da partida contra o Hamburgo, pela última rodada. Patrik Andersson mandou à rede após uma falta indireta dentro da área, que foi marcada pelo árbitro Markus Merk, e definiu a vitória por 1 a 0. O fim do sonho do Schalke que segue sem conquistar o título do campeonato desde 1958.

Outra lembrança de Thon sobre o clássico não diz respeito a uma partida específica.

“Nós jogávamos (em Dortmund) com uma bola Derbystar, sempre uma bola Derbystar branca que voava melhor que todas as outras na Bundesliga. Por isso eu sempre gostei de jogar em Dortmund. Primeiro, é onde está sempre com o estádio cheio e com uma atmosfera contrária.  Em segundo lugar, se você acertasse bem a bola, poderia chutar de 30, 40 metros e as bolas voavam simplesmente de forma magnífica.”

Embaixador do Schalke 04 relembra jogos contra o Borussia Dortmund e destaca que bola voava de forma 'magnífica'


Agora, os torcedores do Schalke só querem saber de a bola entrando na rede, seja de uma forma bonita ou feia. Com apenas uma vitória, o time soma nove pontos e está na última posição. A diferença é de nove pontos para o Arminia Bielefeld, que está em 16º e hoje disputaria um playoff para seguir na elite.

O Schalke, que abriu a competição levando 8 a 0 do Bayern, tem o pior ataque (15 gols marcados) e a pior defesa (52 gols sofridos) após 21 partidas e, com Christian Gross, estÁ em seu quarto técnico diferente na temporada, após as saídas de David Wagner e Manuel Baum, além da curta passagem interina de Huub Stevens.

"Tivemos muitos problemas, muitas lesões no começo da temporada, a expectativa era alta, mas estamos no quarto treinador com Christian Gross, o que mostra os problemas que estamos encarando, já que não é uma situação normal para um clube da Bundesliga", declarou Thon, que como jogador ainda foi vice-campeão mundial pela Alemanha em 1986 e campeão em 1990, além de ter disputado a Copa de 1998.

“É muito importante que o clube siga junto, não só dentro como fora de campo”, afirmou o ídolo dos Azuis Reais, que ainda apontou os jovens como um caminho. Um dos que apareceram de forma positiva foi o atacante Matthew Hoppe, que marcou um hat-trick na única vitória do time: 4 a 0 sobre o Hoffenheim em 9 de janeiro.

Com cinco gols na Bundesliga, o atacante norte-americano de 19 anos é disparadamente o artilheiro do time na competição – nenhum outro atleta do elenco tem mais do que dois gols.

Hoppe tem mostrado aos torcedores do Schalke que a esperança é a última que morre. E um clássico é uma grande oportunidade para fortalecê-la. 

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Mais do que um goleador nato, Haaland tem outra virtude: é nada egoísta

André Donke
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O Borussia Dortmund vinha de atuações desastrosas e resultados ruins, o que o deixou longe da disputa do título da Bundesliga. Até mesmo uma vaga no G-4 tornou-se uma tarefa difícil.

Por isso e pela sequência de um time bem equilibrado como o Sevilla (vinha de sete vitórias seguidas sem sofrer gols), os espanhóis chegavam como favoritos ao confronto pelas oitavas de final da Champions League. Ainda mais depois que Suso abriu o placar após uma falha de marcação de Jadon Sancho e a sorte de um desvio em Mats Hummels logo aos sete minutos de bola rolando.

Porém, de forma impressionante e até inesperada, os alemães viraram o placar em 3 a 1 antes do intervalo. Luuk de Jong até descontou no fim do jogo, mas o Dortmund leva um 3 a 2 para a Alemanha, uma vantagem significativa para uma eventual classificação às quartas de final, o que parecia pouco crível pelo que se viu nas últimas semanas.

O triunfo se deu em grande parte pelo principal nome do time. Mais do que os dois últimos gols dos aurinegros, Erling Haaland foi fundamental no lance de empate, no qual mostrou uma enorme virtude: é um artilheiro que joga para o time. O fato de a sua função prioritária seja fazer gols de ser um jogador que vive um momento de ascensão na carreira não fazem dele egoísta, muito pelo contrário.

No golaço de Dahoud, é Haaland quem vai buscar a bola na direita, dá a assistência e entra na área para atrair a marcação e oferecer o espaço para o seu companheiro preparar o corpo para acertar uma belíssima finalização.

Haaland interage com Sancho durante vitória do Dortmund sobre o Sevilla
Haaland interage com Sancho durante vitória do Dortmund sobre o Sevilla Getty Images

Esta foi a sexta assistência do norueguês na temporada, sendo o terceiro principal garçom do time ao lado de Marco Reus - somente Jadon Sancho (11) e Raphael Guerreiro (8) têm mais.  Não deixa de ser algo notável para alguém que, como dito, o foco principal é fazer gol – são 25 bolas nas redes, 16 a mais do que Sancho, o vice-artilheiro do elenco. Isso sem falar em sua contribuição defensiva...

Ao todo, ele soma 41 gols e oito assistências em 42 partidas pelo clube. Em 13 jogos na Champions, o norueguês soma 18 gols e está um de igualar a Kylian Mbappé, que é o recordista de mais gols no torneio antes dos 21 anos. Ele ainda está a um de alcançar Ole Gunnar Solskjaer como norueguês com mais gols na história da competição. Desde a edição passada do torneio, Haaland e Lewandowski marcaram 18 vezes, mais do que qualquer outro atleta. Em 2020-21, o atacante do Dortmund é o artilheiro isolado com nove gols.

Com grande espírito coletivo em campo, Haaland foi fundamental para reerguer o moral de um time que já teve demissão de técnico e precisava de uma atuação grande assim para recuperar a confiança. O Dortmund não é favorito à Champions League, e chegar às quartas de final já seria uma campanha bem-sucedida. Porém, isso pode contribuir – e muito – para uma busca por uma recuperação na Bundesliga e na luta pelo título da Copa da Alemanha, que já não conta mais com o Bayern de Munique.

Camisa 9 à parte, há muito mérito do técnico Edin Terzic, que escalou uma equipe com três volantes, com Mahmoud Dahoud ajudando muito na marcação e chegando ao ataque para fazer um belo gol. Marco Reus e Jadon Sancho também tiveram atuações notáveis em um primeiro tempo em que o Dortmund foi muito superior, antes de recuar as linhas e administrar a vantagem de maneira muito efetiva, a menos pela desatenção de Emre Can na bola parada que resultou no gol de De Jong.

De qualquer forma, o Dortmund dá uma resposta que pode trazer benefícios não apenas na Champions League.

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Sevilla vira favorito diante de um Dortmund que joga mal e já começou a pensar na próxima temporada

André Donke
André Donke

Um dos confrontos mais equilibrados das oitavas de final no momento do sorteio, o cenário de Sevilla x Borussia Dortmund mudou consideravelmente desde então. Muito por conta dos alemães, que irão visitar os espanhóis no estádio Ramón Sánchez Pizjuán nesta quarta-feira.

Quatro dias após ter vencido o Zenit na Rússia na última rodada e ter confirmado a liderança de seu grupo, o Dortmund levaria 5 a 1 em casa do Stuttgart, resultado que culminou na demissão do técnico Lucien Favre.

Comandado desde então pelo auxiliar Edin Terzic, que foi garantido na posição até o fim da temporada, a equipe aurinegra não melhorou e segue irregular e até pior do que antes.

A equipe de Haaland, Sancho e cia. venceu apenas o Augsburg nas últimas seis rodadas da Bundesliga, foi derrotada três vezes e empatou em casa com o Hoffenheim e o Mainz. O título deixou de ser uma realidade, e a até classificação à próxima Uefa Champions League via Campeonato Alemão virou uma missão difícil - hoje são seis pontos a menos que o Wolfsburg, que fecha o G-4.

Além dos resultados em si, o desempenho caiu consideravelmente em 2020-21. Jadon Sancho até teve uma melhora nas últimas semanas, mas ainda faz uma temporada aquém das expectativas, e Marco Reus talvez seja o maior retrato deste declínio técnico.

Em meio a este cenário, o Borussia Monchengladbach anunciou na segunda que o treinador Marco Rose decidiu comandar o Dortmund a partir da próxima temporada. Ou seja, a aposta em Terzic não vingou, e agora os aurinegros buscam ao menos uma recuperação e entregar o time na melhor condição possível para o início de um novo ciclo, depois de Lucien Favre ter treinado o elenco por duas temporadas e meia.

É claro que o Dortmund tem condições de passar o Sevilla, até por contar com individualidades como Haaland e Sancho, e de lutar pelo título da Copa da Alemanha - os aurinegros enfrentam justamente o Monchengladbach, fora de casa, nas quartas de final de um torneio que não conta mais com o Bayern de Munique. No entanto, o futebol que os aurinegros têm demonstrado não é algo que inspire confiança para coisas grandes no momento. Ainda mais quando seu adversário na Champions é um time que vive uma realidade completamente oposta.

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O Sevilla vem de nove vitórias seguidas em jogos oficiais, sendo que nas últimas sete tem um retrospecto de 15 gols marcados e nenhum sofrido. O destaque vai para o triunfo por 2 a 0 sobre o Barcelona no último dia 10, resultado deixou os andaluzes perto da decisão da Copa do Rei.

Com sete pontos de vantagem na zona da Champions, o Sevilla faz mais uma campanha consistente em LaLiga e até ameaça Real Madrid (2º) e Barcelona (3º), que possuem quatro e um pontos de vantagem, respectivamente.

Fazendo grande trabalho desde que chegou na temporada passada, Julen Lopetegui levou o Sevilla à conquista da Liga Europa, passando por Manchester United e Inter de Milão na semi e na final. Já na atual campanha, o início até foi inconstante, mas a equipe atinge a regularidade justamente no momento de confrontos tão decisivos e apresenta um time equilibrado e que ganhou o excelente reforço de Papu Gómez, um dos protagonistas da Atalanta.

Se do lado do Dortmund, o argumento a favor é  algo mais abstrato (o potencial que o time tem), pelo Sevilla a confiança se dá em um aspecto concreto (o que tem sido apresentado de fato). Assim, por mais que se trate de um duelo bem imprevisível, é certo que os espanhóis chegam em condições bem melhores para as oitavas de final. 

Mbappé brilha com hat-trick, e PSG atropela Barcelona no Camp Nou

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Sevilla vira favorito diante de um Dortmund que joga mal e já começou a pensar na próxima temporada

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Mbappé comprova que é craque e leva a melhor sobre Messi em jogo enorme... pela 2ª vez na carreira

André Donke
André Donke

A melhora do Barcelona nas últimas semanas, assim como as ausências de Neymar e Ángel di María no Paris Saint-Germain, indicavam um cenário de equilíbrio para o confronto desta terça-feira pela Champions League.

Porém, só foi visto no primeiro tempo, em que as duas equipes criaram boas chances, levaram perigo e foram às redes, embora estrategicamente o PSG tenha se comportado melhor.

O atropelo dos visitantes no Camp Nou depois do intervalo e o show à parte de Kylian Mbappé acabaram levando o duelo a um 4 a 1 e um passo gigantesco dos franceses às quartas de final.

Depois de Lionel Messi ter aberto o placar em pênalti de Layvin Kurzawa em Frenkie de Jong, o PSG soube explorar uma fraqueza do adversário para empatar: o lado direito da defesa. Ousmane Dembélé não ajudava muito na marcação - o que causava problemas ao time da casa quando Kurzawa subia, como no lance do primeiro gol. Além disso, Sergino Dest apresenta vulnerabilidade na hora de defender – não à toa, o zagueiro Óscar Mingueza atuou improvisado na lateral direita nas últimas quatro rodadas de LaLiga.

Mbappé levou a melhor sobre Messi... de novo!
Mbappé levou a melhor sobre Messi... de novo! Getty

A mudança de Dest por Mingueza até aconteceria, mas já quando o placar mostrava 3 a 1 para os franceses. Antes disso, o lado direito do ataque do PSG já havia virado o jogo, quando Alessandro Florenzi não foi acompanhado por Antoine Griezmann e recebeu no fundo para cruzar para Mbappé ampliar. Moise Kean aproveitou levantamento de Leandro Paredes para marcar de cabeça em lance de bola parada.

Mbappé aproveitou um contra-ataque e uma assistência de Julian Draxler para fechar a conta com um hat-trick, o que dá o direito ao atacante de levar a bola. A vaga ainda não foi junto a Paris, mas ficou muito próxima - é sempre importante ser ponderado ao falar quando o outro time em questão tem Lionel Messi.

Por falar no craque argentino, é a segunda vez que ele é superado por Mbappé em uma partida gigante. No jogo mais legal da Copa do Mundo de 2018, a França despachou a Argentina com uma vitória por 4 a 3, com dois gols de Mbappé, enquanto Messi não foi às redes, mas deu duas assistências. Aqueles representaram metade dos quatro gols que o atacante então com 19 anos marcou no título de seu país no torneio.

Hoje com 22 anos, o atacante alcançou a marca de 111 pelo PSG e ultrapassou Pauleta (109) como terceiro maior goleador da história do clube, ficando atrás apenas de Edinson Cavani (200) e Zlatan Ibrahimovic (156). O camisa 7 ainda tem 54 assistências nas 155 partidas que fez pelo time parisiense, no qual disputa apenas sua quarta temporada.

Porém, mais do que os números, Mbappé mostrou em um jogo grande e contra um adversário enorme que é sim decisivo, inclusive em um cenário em que o protagonismo era todo dele. Se Neymar não pôde estar no Camp Nou, Mbappé resolveu tomar conta dele.


Mbappé brilha com hat-trick, e PSG atropela Barcelona no Camp Nou

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Mbappé comprova que é craque e leva a melhor sobre Messi em jogo enorme... pela 2ª vez na carreira

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Com defesa à (enorme) prova, Liverpool dá sua última cartada na temporada

André Donke
André Donke
Alisson
Alisson Getty Images

Nos dois meses desde o sorteio das oitavas de final da Champions League, o Liverpool perdeu seis partidas. Foi a mesma quantidade que sofreu, por exemplo, na soma de Champions e Premier League na temporada 2019-20 inteira. No período, os Reds foram eliminados na Copa da Inglaterra pelo Manchester United e ficaram a 13 pontos do Manchester City, que ainda tem um jogo a menos e vem de 16 vitórias seguidas. Já fora também da Copa da Liga, o time de Jurgen Klopp tem na competição continental ua única possibilidade de título em 2020-21.

Para isso, terá de superar o RB Leipzig, uma das equipes mais perigosas da temporada e que se estabeleceu no nível mais alto do futebol europeu e conta com o técnico mais promissor do futebol mundial. Julian Nagelsmann, de 33 anos, levou o time à semifinal na segunda participação do clube (fundado em 2009) na história na Champions League Fez isso eliminando times de José Mourinho (Tottenham) e Diego Simeone (Atlético de Madrid) no mata-mata em 2019-20..

A classificação às oitavas de final desta edição se deu eliminando o Manchester United na fase de grupos. Este é só mais um feito notável para o clube e para o seu treinador, que pode se orgulhar também de ter levado o Hoffenheim de forma inédita à fase de grupos da competição.

Com um comandante e um time em grande fase e que joga um futebol ofensivo e envolvente (além de ter a defesa menos vazada da Bundesliga), o RB Leipzig definitivamente não teve motivos para comemorar quando o Liverpool foi sorteado como seu adversário. Porém, pode comemorar o momento em que irá enfrentá-lo.

O atual campeão inglês vem de três derrotas seguidas na Premier League, algo que não acontecia desde novembro de 2014. Ou seja, é uma série negativa inédita para Jurgen Klopp no cargo, o qual ocupa desde outubro de 2015.

Boa parte da explicação desta fase ruim diz respeito a problemas na defesa, que é a sétima pior nesta Premier League, com 32 gols sofridos em 24 jogos - sete deles nos dois últimos compromissos contra Manchester City e Leicester City. Impressionantemente, Alisson vem de três falhas grandes nos dois jogos citados, e a zaga continua tendo de lidar com adversidades por conta das lesões de Virgil Van Dijk, Joe Gomez e Joel Matip. Ozan Kabak e Ben Davies foram contratados na última janela, e o primeiro até foi titular na derrota contra o Leicester, mas ainda se trata de nomes novos no elenco.

Seja por improvisações de Jordan Henderson e Fabinho, que acabam deixando de dar sua importante contribuição no meio de campo, ou pela falta de entrosamento de peças que acabaram de chegar, a zaga do Liverpool é motivo para se preocupar. E agora veio o extra com as falhas de Alisson.

Veja os erros de Alisson na última semana


Por mais que seja indiscutível a qualidade do brasileiro, o que não vai ser diminuído por conta de duas partidas ruins, o torcedor fica preocupado se isso possa ter algum efeito no camisa 1 e também teme um filme que já passou duas vezes diante de seus olhos, com Loris Karius na final da Champions 2017-18 e com Adrián na eliminação para o Atlético de Madrid nas oitavas da edição passada.

Independentemente dos problemas do Liverpool, o ataque do RB Leipzig oferece enorme risco por si só.  Mesmo em uma chave com PSG e United, o time alemão foi o sétimo que mais criou chances na fase de grupos, com 67, uma a menos do que o Manchester City. O Liverpool criou apenas 51.

Além disso, a equipe de Nagelsmann chega para o confronto em excelente estado anímico. O vice-líder da Bundesliga viu o Bayern de Munique tropeçar nesta segunda-feira e agora tem uma distância de quatro pontos, o que é inferior a sua vantagem ao terceiro colocado Eintracht Frankfurt (cinco pontos).

A chance de título é ainda mais real na Copa da Alemanha, pela qual receberá o Wolfsburg nas quartas de final. Vale lembrar que o Borussia Dortmund atravessa momento ruim na temporada e que o Bayern já foi eliminado.

Assim, o RB Leipzig faz (muito bem) o seu papel em solo doméstico e na Champions, ainda que não seja favorito, vê a pressão ficar toda em seu adversário. Seja pelo que cada um tem ainda por disputar ou pelos problemas que têm lidado.

Não ficaria nada surpreso se Nagelsmann acrescentasse o nome de Klopp em sua lista de grandes técnicos que já eliminou em mata-mata da Champions.

Resultados desde a fase de grupos da Champions:

RB Leipzig: 13 jogos - nove vitórias, dois empates e duas derrotas

Liverpool: 15 jogos - cinco vitórias, quatro empates e seis derrotas

Natalie Gedra repercute erros de Alisson no Liverpool: 'Na Inglaterra, não há discussão sobre um chá de banco de reservas'

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Com defesa à (enorme) prova, Liverpool dá sua última cartada na temporada

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Sem Neymar, sem favorito: nenhum confronto da Champions mudou tanto como PSG x Barcelona desde o sorteio

André Donke
André Donke
Neymar se lesionou diante do Caen
Neymar se lesionou diante do Caen Getty Images

Entre o sorteio dos confrontos e o início da disputa das oitavas de final da Champions League houve um intervalo de dois meses, um tempo em que pode mudar muita coisa no futebol, algo que é comprovado no duelo entre Paris Saint-Germain e Barcelona.

No momento em que as bolinhas indicaram que Neymar reencontraria Lionel Messi, com a chance que as duas partidas fossem as últimas do argentino com a camisa azul-grená na Champions, o time francês surgiu naturalmente como favorito. Não apenas pelo que vinha fazendo, mas sobretudo pelo que o seu rival não vinha fazendo.

Aliás, este duelo só foi possível porque o Barça perdeu de forma inimaginável para a Juventus em casa por 3 a 0 na última rodada da fase de grupos, o que acabou custando uma liderança que parecia garantida.

Porém, a realidade do time catalão mudou... para melhor. É inegável que seu futebol progrediu nos últimos dois meses, mas o que coloca o confronto em pé de igualdade são as ausências de Neymar e Ángel Di María na ida no Camp Nou nesta terça-feira. 

O que mudou desde a pausa?

Barcelona: 18 jogos - 13 vitórias, três empates e duas derrotas

Os catalães até saíram em desvantagem na semifinal da Copa do Rei diante do Sevilla, perderam a Supercopa da Espanha para o Athletic Bilbao e estão bem distante do líder Atlético de Madrid em LaLiga, mas há boas notícias dentro das quatro linhas: a evolução de Frenkie De Jong nesta temporada é a melhor delas. Ousmane Dembélé tem conseguido superar as lesões e vem atuando bem, assim como Antoine Griezmann, que parece enfim estar se encontrando no Camp Nou, além do jovem Pedri, que com só 18 anos e em meio a uma atmosfera tão turbulenta, se firmou rapidamente. O zagueiro Ronald Araújo, que está lesionado, também entra na lista de gratas surpresas de 2020-21. Aos poucos, Ronald Koeman vai encontrando sua equipe. 

Dessa forma, as inúmeras e enormes polêmicas extracampo têm ficado um pouco de lado recentemente. Em uma temporada que começou com Messi pedindo para sair, renúncia de presidente, contrato vazado do craque, os últimos dias viram as manchetes serem novamente a genialidade do camisa 10, que chega para o confronto com o PSG após uma atuação magnífica diante do Alavés no último fim de semana.

Com show de Messi, Barcelona atropela Alavés em LaLiga; VEJA os gols!


PSG: 14 jogos - 10 vitórias, dois empates e duas derrotas

Depois de ter se classificado às oitavas de final da Champions – e com liderança - com uma goleada sobre o Istanbul Basaksehir, o PSG venceu duas partidas, empatou uma e perdeu outra antes da demissão do técnico Thomas Tuchel nos últimos dias de 2020.

Mauricio Pochettino assumiu, venceu oito dos dez jogos que fez, ganhou um título (Supercopa da França), mas ainda vê o PSG fora da liderança na Ligue 1, competição na qual ele sofreu sua primeira derrota no clube, com um 3 a 2 inimaginável para o Lorient, que luta contra o rebaixamento.

Ainda é pouco tempo para avaliar o trabalho do argentino, que já testou formações com quatro e três nomes de frente, mas é certo que sua missão se tornou mais difícil na Champions League depois que Neymar se lesionou e será baixa certamente no jogo de ida e possivelmente no de volta. Ainda que o brasileiro atue no segundo confronto, o cenário poderá estar bem adverso ao time parisiense. Afinal, trata-se de um duelo diante de um Barcelona com Messi em bom momento e ciente de que tem uma excelente oportunidade para ser agressivo e em busca da construção de um placar que o deixe mais próximo da classificação. Melhor arriscar mais na ida em casa, do que fora de casa na volta e com a chance de ainda precisar parar Neymar.

Atuar sem Di María na Catalunha também será outro ponto de dificuldade para Pochettino lidar, ainda mais para conseguir encaixar contra-ataques e jogadas individuais ou de velocidade. Mbappé será a grande esperança de um PSG que talvez atue de forma mais cautelosa do que se tivesse com time completo.

Outra preocupação para Pochettino é que Leandro Paredes e Marco Verratti, coadjuvantes tão importantes, não levem cartão amarelo, uma vez que estão pendurados e seriam baixas no jogo em Paris em caso de punição.

Pelos desfalques e pelas mudanças, o favoritismo do Paris Saint-Germain no momento do sorteio virou um cenário de equilíbrio em questão de semanas.

Neymar não joga Barcelona x PSG pela Champions League; reveja o lance que gerou lesão no brasileiro

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Desfile de Carnaval! Com Gundogan na comissão de frente, Manchester City dá baile no Tottenham

André Donke
André Donke

Quem disse que não ia ter Carnaval? Sem a possibilidade de aglomerações, o Manchester City mostrou que dá para fazer um verdadeiro desfile – ou dar um baile – mesmo em um estádio frio e vazio.

O time que atualmente joga o melhor e mais belo futebol no mundo deu mais uma enorme mostra de força, uma semana após ter atropelado o Liverpool em Anfield. A equipe de Pep Guardiola não deu a menor chance ao Tottenham na vitória por 3 a 0 deste sábado no Etihad Stadium.

Gundogan festeja terceiro gol do Manchester City contra o Tottenham, no Etihad Stadium
Gundogan festeja terceiro gol do Manchester City contra o Tottenham, no Etihad Stadium Getty Images

Como de costume, o time de José Mourinho se defendeu e esperava o erro do adversário, uma bola parada ou uma situação de contra-ataque, que é muitas vezes mortal com a dupla Son e Kane. Até houve uma chance com uma falta de Kane da entrada da área no começo do confronto em que o atacante acertou a trave.

Porém, foi só, e do outro lado estava um time que não ficou nem um pouco incomodado com postura defensiva do adversário. Davinson Sánchez até fez sua parte ao bloquear oportunidades claras do rival, mas Hojbjerg cometeu um pênalti completamente desnecessário que Rodri converteu. Ali Gundogan já demonstrava ser a ‘comissão de frente’ daquele desfile, já que estava na área para sofrer a penalidade.

O meio-campista alemão voltaria a pisar na área para marcar dois gols na segunda etapa; no segundo, deixou Sánchez no chão após belíssimo lançamento de Ederson. É esta intensa movimentação e participação do camisa 8 no jogo que faz o time driblar tão bem a ausência de Kevin de Bruyne.

Veja o gol de Gundogan após bela assistência de Ederson


Eleito o melhor atleta de janeiro da Premier League, Gundogan já dá bons argumentos para ficar com o prêmio também em fevereiro – ele já havia balançado as redes duas vezes contra o Liverpool.

Vivendo a temporada mais artilheira da sua carreira, o jogador de 30 anos é o principal goleador de sua equipe e o sexto na competição, com 11 bolas nas redes. Entre os jogadores que não são atacantes, apenas Bruno Fernandes, com 13 gols, marcou mais vezes.

O time da casa fez o que quis do começo ao fim. Controlou o jogo com imensa tranquilidade e, quando encontrava algum espaço, acelerava a troca de passes e levava perigo. Neste ritmo, os mandantes fecharam o duelo ‘Big 6’ com 15 a 7 nas finalizações, 6 a 3 em finalizações no alvo, 627 a 381 nos passes completos e 60,8% de posse de bola.

O City protagonizou um desfile digno de campeão, mas ainda precisa esperar o fim da apuração. Mas essa só acaba na Premier League bem depois do Carnaval.

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Deixa o choro ao Neymar? Técnico do Caen errou o tom, a hora e falou uma grande bobagem

André Donke
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"Não vou chorar pela derrota da minha equipe, deixo isso para o Neymar".

Mais do que o momento, o tom da declaração do técnico do Caen, Pascal Dupraz, foi completamente infeliz. O brasileiro saiu lesionado na vitória do PSG sobre o Caen pela Copa da França nesta quarta-feira, em um jogo em que sofreu seis faltas, mais do que qualquer outro atleta.

Apenas para contextualização, desde que chegou à França em 2017, o atacante sofreu 267 faltas em 63 jogos no que disputou no campeonato nacional. O segundo colocado na lista tem 216 faltas sofridas em 102 jogos – ou seja, sofreu 61 faltas a menos mesmo tendo disputado 39 partidas a mais.

Se for considerado em média a cada 90 minutos, Neymar sofre 4,43 faltas por jogo. Nenhum atleta na Ligue 1 no período cruzou a marca de quatro faltas sofridas por partida, entre os nomes que disputaram ao menos 180 minutos (dois jogos inteiros).

Neymar chora no banco de reservas após a derrota do PSG na final da Champions
Neymar chora no banco de reservas após a derrota do PSG na final da Champions Getty

Lionel Messi sofreu 265 faltas de 2017-18 para frente em 122 jogos em LaLiga; Cristiano Ronaldo sofreu 148 faltas em 108 jogos (Espanhol 2017-18 e Série A 2018-19, 2019-20 e 2020-21).

Neymar já ficou marcado e foi muito ironizado ao longo da carreira pela fama de cair muito no gramado, o que teve sua verdade no passado. Mas também é verdade que ele sofreu muito por lesões, ficando de fora mais de uma vez de momentos decisivos de Champions League, algo que o torcedor do PSG lidará novamente, uma vez que o clube confirmou nesta quinta que o camisa 10 será baixa por quatro semanas. Ele será desfalque no duelo de ida na próxima terça - o jogo de volta será em 10 de março.

Dupraz deu a declaração antes da confirmação da ausência de Neymar no primeiro duelo contra o Barcelona. Isso não muda o fato de que errou no tom e no momento da declaração.

Canetas, gol perdido, assistência perfeita e lesão: a atuação de Neymar contra o Caen 

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'Vai, Corinthians!' foi brincadeira ou sério? Ex-companheiros respondem e falam sobre convivência com Gignac: 'É super da zoeira'

André Donke
André Donke

André-Pierre Gignac ganhou o carinho de muitos torcedores brasileiros que ‘secaram’ o Palmeiras no último domingo, quando o Tigres venceu por 1 a 0 e se classificou à final do Mundial de Clubes.

Autor do gol da partida, o atacante francês, inclusive, virou quase um xodó de uma torcida em específico ao comemorar o triunfo nas redes sociais com um: ‘vai, Corinthians!’.

Mas afinal, foi pela brincadeira ou há algo por trás disso? Para dois ex-companheiros que jogaram com Gignac no Olympique de Marselha, a publicação parece ser mais pela diversão mesmo.

“Esse ‘vai, Corinthians!’, eu apostaria em uma brincadeira, não sei se é alguma coisa concreta”, afirmou o goleiro Elinton Andrade.

“Acho que ele não tem nenhuma ligação com o Corinthians, pelo que eu saiba não, ele fez isso daí porque é um cara super da zoeira, gosta da resenha, da brincadeira”, respondeu Lucas Mendes, que passou pelo Coritiba e hoje defende o Al-Wakrah, do Catar.

“É um cara que brinca muito com o torcedor também. Lá no Marselha, posso até dizer que a torcida do Corinthians é um pouco como a do Marselha, são muito fanáticos mesmo, acho que foi mais para isso mesmo. Ele é da resenha, gosta de brincadeira, mas não que tenha faltado com respeito, nada disso”, disse o zagueiro de 30 anos, que jogou ao lado do atacante entre 2012 e 2014.

Já Elinton Andrade, que hoje está no futebol de areia em Portugal, atuou ao lado de Gignac entre 2010 e 2012, mas antes disso teve a experiência de encará-lo. Na temporada 2009-10, a primeira do goleiro no Marselha, o atacante fez o gol do Toulouse na derrota para o Marselha por 2 a 1 na prorrogação pela semifinal da Copa da Liga Francesa.

Gignac, do Tigres
Gignac, do Tigres EFE

“Eu já comentava nos bastidores sobre a qualidade dele, eu sempre falei: 'que jogador incrível'. Uma qualidade absurda, poder de finalização incrível, com uma leitura de jogo sensacional, aí no ano seguinte eu pude ver isso de perto”, afirmou Elinton, que também é só elogios a Gignac na questão pessoal.

"É uma criança grande, um paizão com os filhos que tem, dentro do vestiário é um cara superamigo com todos os atletas. Profissionalmente falando, muito dedicado na parte física e técnica. Depois do treino era um dos caras que gostava de ficar finalizando.”

“O convívio com ele era muito bom, super da resenha, um dos que mais brincavam do grupo, que mais fazia piadinha com todo mundo. Só que ele sabia diferenciar, na hora que era treino, era treino, treinava muito sério, sempre focado”, disse Lucas Mendes.

O treino era tão sério que chegou até a ir além do limite certa vez.

“No meu primeiro ano lá, eu cheguei junto com o Joey Barton, e teve um treino que ele deu uma chegada ou uma discussão mais calorosa no meio do treino com o Gignac. Os dois conversando, meio que brigando e falaram: 'vamos lá dentro, vamos resolver no vestiário'. Os dois foram ao vestiário e meio que acabaram discutindo um pouco, mas não chegaram a trocar soco, mas faltou pouco para eles se pegarem. Mas foi tudo coisa de treino, ficou tudo ali no treino. Gignac é uma pessoa super do bem. Acabou isso e todo mundo era amigo já, no outro dia estava tudo tranquilo”, contou o zagueiro.

No período em que defendeu o Marselha, entre 2010 e 2015, o atacante foi vice-campeão francês duas vezes, fez 77 gols em 188 jogos e ganhou títulos apenas ao lado de  Elinton, com duas taças da Copa da Liga (2011 e 2012). Aliás, ele mantém contato com o goleiro até hoje.

Elinton contou que deu os parabéns ao amigo após a classificação e também lembrou de quando o nome dele foi ligado a um clube brasileiro, mas nada de brincadeira como o ‘vai, Corinthians!’.

Ex-companheiro de Gignac, brasileiro lembra quando empresários falaram com ele sobre possível ida do francês ao Flamengo


De qualquer forma, Elinton acredita ser uma missão bem complicada tirar Gignac do Tigres, o qual defende desde 2015. No período em solo mexicano, o francês ganhou três títulos do Apertura, um do Clausura e foi campeão da última Champions League da Concacaf - sendo artilheiro e melhor jogador. Além disso, ele tornou-se o maior goleador da história do Tigres, motivo pelo qual o clube avisou que construiria uma estátua dele.

“Para ele sair do Tigres, tem que ser algo muito incrível. Tem tudo lá. Ele é o rei de lá”, opinou Elinton.

Agora, o próximo passo do rei do Tigres será tentar conquistar o mundo. 

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Real Madrid ganha três pontos e uma ideia interessante: Marcelo mais avançado

André Donke
André Donke

A vitória do Real Madrid sobre o Getafe por 2 a 0 nesta terça-feira pode não ter representado uma atuação de encher os olhos, mas foi um triunfo sem riscos, o que já é algo digno de nota considerando o desempenho do clube nesta temporada.

O Real foi dominante, teve 67,5% de posse de bola e finalizou 14 vezes, sendo quatro no alvo. Por outro lado, viu seu adversário errar a meta na única conclusão que teve em 90 minutos.

O resultado ainda fez o time de Zinedine Zidane diminuir a distância para o líder Atlético de Madrid para cinco pontos, embora o rival tenha dois jogos a menos. Os Colchoneros cederam o empate ao Celta de Vigo por 2 a 2 no fim na segunda.

Além da vitória sem sustos e da aproximação da liderança, o duelo desta terça no Alfredo Di Stéfano apresentou uma possibilidade interessante, já que se deu com uma formação alternativa, com Marcelo atuando de forma mais avançada em relação a uma linha de três zagueiros formada por Nacho Fernández, Raphael Varane e Ferland Mendy.

Marcelo durante vitória do Real Madrid sobre o Getafe
Marcelo durante vitória do Real Madrid sobre o Getafe Denis Doyle/Getty Images

Há um tempo sem o protagonismo – e até mesmo sem a titularidade – de outrora, Marcelo teve uma atuação muito boa, sendo bastante participativo e sendo coroado com a assistência para Mendy fechar o triunfo merengue – foi o quarto passe para gol do camisa 12 em 2020-21. O brasileiro, inclusive, não foi só importante em descidas à linha de fundo por atuar mais avançado na esquerda, mas também aparecia muitas vezes centralizado no momento de ataque, uma variação que ajuda qualquer equipe a ser menos previsível.

Marcelo criou cinco chances diante do Getafe, o que representa a segunda melhor marca de qualquer jogador do Real Madrid em qualquer uma das 22 partidas do clube nesta edição de LaLiga - Toni Kroos criou seis diante do lanterna Huesca na última rodada.

Resgatar uma maior e melhor participação de Marcelo no Real Madrid é bom por si só, mas tem um ganho extra, já que neste caso falamos de um dos maiores ídolos da história do clube. Sua presença faz diferença, e muita. Mas, para isso, é necessário que ele atue e atue bem.

É claro que falo exclusivamente de uma partida, não dá para considerar como algo concreto, mas é fato que, mais do que os três pontos, a vitória do Real sobre o Getafe trouxe uma possibilidade ao menos interessante para Zidane considerar.

Assista aos gols de Real Madrid 2 x 0 Getafe

 

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De titular de Klopp a protagonista de Guardiola: Gundogan decide clássico dos erros e põe City como ‘favoritaço’ ao título

André Donke
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Uma vitória gigante em um jogo gigante para deixar uma vantagem gigante na disputa pelo título. O Manchester City deu um passo significativo para recuperar o troféu da Premier League ao golear o Liverpool por 4 a 1 em pleno Anfield neste domingo.

O City abre cinco pontos de vantagem ao segundo colocado Manchester United e ainda tem um jogo a menos. A defesa da taça tornou-se uma possibilidade remota para o Liverpool, que agora se encontra dez pontos atrás dos comandados de Pep Guardiola.

Mais do que a vantagem em si, o atual líder do campeonato mostra um nível e uma regularidade impressionantes. É o melhor futebol do mundo na atualidade, embora seja importante ressaltar que isso sempre pode mudar rapidamente em uma temporada tão atípica por conta do impacto da pandemia.

Gundogan comemora um de seus gols pelo Manchester City sobre o Liverpool na Premier League
Gundogan comemora um de seus gols pelo Manchester City sobre o Liverpool na Premier League Getty

No entanto, o time de Manchester parece quase não errar – prova disso é sua sequência de 14 vitórias seguidas em jogos oficiais, sendo dez triunfos consecutivos na Premier League.

E mesmo quando errou ainda viu o adversário errar mais. Rúben Dias cometeu uma falha grande ao se atrapalhar com o tempo de bola e precisar cometer um pênalti em Salah, que o próprio atacante converteu. Um dos defensores mais seguros da temporada parecia não estar sujeito a tal cenário, assim como Alisson não pareceria que erraria duas vezes com o pé, causando os gols de 2 a 1 e 3 a 1 do City, o que definiu o rumo do clássico.

Até mesmo um dos destaques positivos do jogo cometeu uma falha. Ilkay Gundogan mandou por cima do alvo uma cobrança de pênalti quando o placar estava zerado, mas se redimiria - e iria além - ao fazer dois gols.

Gundogan isola pênalti cometido por Fabinho em jogadaça de Sterling

Gundogan foi a primeira contratação do City após a chegada de Pep Guardiola em 2016. À época, ele era um meio-campista importante no Borussia Dortmund, tendo sido peça importante da conquista da Bundesliga 2011-12 sob o comando de Jurgen Klopp. O volante, por exemplo, converteu o pênalti dos aurinegros na derrota para o Bayern de Munique na final da Champions League em 2012-13. Quando o atleta rumou à Premier League, Klopp já estava por lá, o esperando na condição de adversário, algo que certamente ele lamentou neste domingo.

Depois de ter sofrido com lesão e ir se alternando entre reserva e titular, o alemão não tem sido apenas uma peça constante entre os 11 iniciais nesta temporada como também virou um dos protagonistas no time.

Em meio à ausência do lesionado Kevin de Bruyne, Gundogan tem sido fundamental para dar dinamismo ao meio de campo do seu time e tem sido um goleador. Já são 11 bolas nas redes em 2020-21, sua melhor marca na carreira. Além disso, o meio-campista soma nove gols na Premier League, figurando como artilheiro do City na competição.

De acordo com o FiveThirthyEight, site parceiro da ESPN que usa uma série de combinações matemáticas para calcular as probabilidades jogo a jogo e nas competições como um todo, coloca o City com 95% de chance de ser campeão. Não acho que seja tanto assim, mas as últimas semanas e este domingo confirmam que há sim um ‘favoritaço’ na Premier League.

De qualquer forma, o próximo mês será fundamental para confirmar esta condição.  Tottenham (fora), Everton (fora), Arsenal (fora), West Ham (casa) e Manchester United (casa) são os compromissos do time de Pep Guardiola até 6 de março.

Gol do Manchester City! Sterling dribla Arnold, Alisson faz milagre, mas Gundogan confere no rebote

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Chelsea sofre no fim, mas Tuchel leva a melhor sobre Mourinho e já dá cartão de visitas na Premier League

André Donke
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Thomas Tuchel comemora vitória do Chelsea sobre o Tottenham
Thomas Tuchel comemora vitória do Chelsea sobre o Tottenham EFE/EPA/Clive Rose

Thomas Tuchel somou apenas seu terceiro jogo à frente do Chelsea, o segundo podendo conhecer um pouco o seu time – a estreia dele, o empate com o Wolverhampton, ocorreu um dia após o seu anúncio para o cargo.

Porém, os 270 minutos já serviram para o alemão dar uma ótima amostra do seu trabalho. Não apenas pelas duas vitórias, um empate e nenhum gol sofrido. Mas as atuações da equipe de Tuchel têm sido interessantes, especialmente as últimas duas, quando mudou a formação para um 3-4-3.

Mais estável defensivamente, o time londrino ainda parece construir melhor as jogadas. Se teve dificuldade para criar chances claras contra o Wolverhampton, quando ficou no 0 a 0, a situação mudou contra o Burnley.  Foram 19 chances criadas pelos Blues, a melhor marca do time nesta Premier League e a oitava melhor em todas as 215 partidas disputas na competição até o momento.

O volume ofensivo também foi muito positivo na vitória sobre o Tottenham por 1 a 0 nesta quinta-feira, dia em que Tuchel não deu sossego ao adversário... até os 30 minutos do segundo tempo. O Tottenham de Mourinho tem um jeito muito claro de jogar, sobretudo em partidas maiores: abdica da bola e busca contra-ataques. Porém, desta vez, não teve chances a não ser na reta final de jogo, quando o Chelsea se retraiu e foi muito pressionado, até de forma surpreendente.

Veja o gol da vitória do Chelsea sobre o Tottenham

A linha de três defensores e dois alas do Chelsea se recompunha muito bem em toda transição defensiva diante de um adversário que sofria a ausência de Harry Kane. Sem seu parceiro, Son Heung-min teve muita dificuldade em descidas de velocidade e tentativas de pegar a defesa adversária desprevinida . Além disso, o time azul manteve durante boa parte do clássico uma altíssima posse de bola, o que virou comum sob o comando de Tuchel.

Os 78,1% contra os Wolves foi a melhor marca já registrada na atual edição da Premier League. Além disso, a equipe ainda teve um elevado número 70,3% (o 22º melhor na competição) diante do Burnley.

Já diante do Tottenham, o índice foi de 67,1% no primeiro tempo e caiu para 57,4% ao apito final, em boa parte por conta do sufoco que os Blues levaram nos 20 minutos finais de partida, algo inesperado pelo controle que exerceram ao longo do clássico.

O fim de jogo deixou tenso o torcedor do Chelsea, mas os outros 75 minutos registraram motivos para se animar. O Chelsea vem sendo dominante territorialmente diante de seus rivais e mostrou nesta quinta muita movimentação entre seus alas e homens de frente, além de repertório para atacar de diferentes formas.

É só o começo de Tuchel no Chelsea, mas é um bom começo.

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Chelsea sofre no fim, mas Tuchel leva a melhor sobre Mourinho e já dá cartão de visitas na Premier League

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Autor de gol decisivo, De Jong se confirma cada vez mais como melhor notícia da temporada do Barcelona

André Donke
André Donke

Em meio a uma temporada turbulenta e repleta de problemas, dentro e fora do campo, Frenkie de Jong é a melhor notícia que 2020-21 deu ao torcedor do Barcelona.

A oscilação e o desempenho abaixo da média, além da regularidade impressionante do Atlético de Madrid, fazem com que o time de Ronald Koeman veja o título de LaLiga bem distante. Na Champions League, os catalães não figuram no grupo de principais favoritos, e a eliminação para o PSG nas oitavas de final é algo bem possível.

Dessa forma, a grande chance de título na possível última temporada de Lionel Messi com a camisa azul-grená se dá na Copa do Rei. A classificação à semifinal após vitória diante do Granada veio a muito custo, só depois de prorrogação, apesar do grande volume ofensivo ao longo do confronto.

Frenkie de Jong fez o gol que abriu vantagem de 4 a 3 na prorrogação, antes de Jordi Alba fechar o triunfo por 5 a 3 com um golaço coletivo. É bem verdade que o lateral-esquerdo foi o nome do jogo, até por ter feito o gol do empate nos acréscimos do segundo tempo, após o Barça chegar aos 42min da segunda etapa perdendo por 2 a 0.

De Jong, no Barcelona
De Jong, no Barcelona Getty Images

Porém, o holandês não deixou de brilhar e dar mais um argumento para ser o grande alento até aqui em uma temporada tão difícil para o torcedor catalão. Uma temporada em que talvez seja melhor tentar construir coisas positivas para o futuro do que pensar em uma resposta no presente. E de Jong é e a maior delas.

Veja o gol de De Jong contra o Granada

Depois de um primeiro ano de adaptação e longe de render as altas expectativas, a situação mudou – e muito. Os seis gols em 29 jogos na atual campanha já igualam a marca que teve em toda sua passagem pela equipe principal do Ajax, em 89 jogos. Somente Messi (16 gols) e Antoine Griezmann (12) foram mais vezes às redes do que o holandês no elenco. Além disso, aparece como sexto principal criador de chances, com 28, e como quarto principal garçom do time, com quatro assistências.

Defensivamente, o holandês é o segundo do elenco com mais desarmes (24 - são quatro a menos do que Sergio Busquets), é o líder em interceptações (37) e vice-líder em recuperações de bola (164 - são sete a menos do que Alba). O camisa 21 registra ainda o maior tempo em campo, com 2556 minutos - Alba vem na sequência, com 2249.

Os números são apenas argumentos do que se vê na prática: De Jong é muito mais influente, sobretudo no momento ofensivo. Ele continua tendo sua importância na hora de se defender e ir em busca de recuperar a bola, mas tem pisado mais na área. E pisado para definir jogadas.

Muitas coisas podem estar dando errado para o Barcelona em 2020-21, mas De Jong definitivamente não é uma delas.

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Liverpool faz apostas interessantes! Veja quem são os novos zagueiros do clube

André Donke
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O tão esperado zagueiro chegou para Jurgen Klopp. E chegou em dose dupla. Os Reds anunciaram nesta segunda-feira, o último dia da janela de transferências de meio de temporada, as contratações de Ozan Kabak e Ben Davies.  Enquanto o primeiro é um  atleta promissor de 20 anos e já estabelecido em uma grande liga europeia, o segundo é um jogador de 25 anos com experiência no futebol inglês, mas que jamais esteve na primeira divisão. 

Fato é que os Reds fazem duas apostas de baixo risco - seja pelo valor em si ou pelo modelo do negócio - para um setor cheio que enfrenta enormes adversidades por conta das lesões nesta temporada. 

Confira a trajetória dos dois atletas:

Ozan Kabak

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Kabak foi revelado pelo Galatasaray e, depois de apenas 18 jogos pelo time principal, se transferiu ao Stuttgart no começo de 2019 por 11 milhões de euros, segundo o site Transfermarkt. Ele ficou apenas um semestre, tendo somado 17 partidas (todas como titular) e marcado três gols. Apesar de não ter conseguido evitar o rebaixamento de sua equipe, o turco conseguiu destaque a ponto de ser eleito o calouro da temporada e ser negociado com o Schalke 04 por 15 milhões de euros, de acordo com o Transfermarkt.

As dificuldades coletivas seguiriam para o zagueiro nos Azuis Reais. O Schalke teve um fim desastroso na temporada passada e é hoje o lanterna da Bundesliga. Em meio a este cenário, Kabak somou 42 jogos ao todo e recebeu a nota mais alto entre os nomes do elenco na Bundesliga 2019-20 pela revista Kicker. Além disso, estreou na seleção turca no fim de 2019 e esteve em todas as convocações desde então, atuando em sete das últimas nove partidas do país (cinco como titular).

O zagueiro é um nome promissor que o Liverpool assegura em uma condição interessante: poderá ver como ele comporta neste semestre antes de fazer um alto investimento. Isso porque, ele chega emprestado por seis meses e com opção de compra. De acordo com Andy Hunter, do jornal Guardian, o acordo é de 1,5 milhão de libras pelo empréstimo e mais 18 milhões de libras iniciais, caso os Reds queiram ficar com o atleta em definitivo. Com as lesões assombrando a defesa de Jurgen Klopp, não deverão faltar oportunidades a Kabak justificar ou não a sua permanência para além desta temporada.

Assista aos gols da vitória do Liverpool sobre o West Ham


Ben Davies

Revelado pelo Preston North End, o zagueiro assinou seu primeiro contrato profissional em 2013, quando completou 18 anos. Logo de imediato, foi emprestado ao York City, sendo titular absoluto do time que terminou na sétima colocação da quarta divisão em 2013-14 e foi eliminado na primeira rodada dos playoffs do acesso.

Na campanha seguinte, ele até foi titular em quatro das cinco primeiras rodadas da terceira divisão em seu retorno ao Preston North End, mas passou por um rápido empréstimo pelo Tranmere Rovers (então no quarto escalão), retornou e não jogou mais, fechando a temporada 2014-15 com só dez jogos.

Na campanha 2015-16, Davies defendeu três times diferentes, tendo somado uma atuação na Copa da Liga pelo Preston, 20 jogos pelo Newport County entre quarta divisão e Copa da Inglaterra, e nove atuações pelo Southport FC na quinta divisão.

Na temporada 2016-17, o zagueiro começou no Preston, atuou só duas vezes pela Copa da Liga e foi emprestado na segunda metade da campanha ao Fleetwood Town, pelo qual foi titular absoluto no período e ajudou a terminar na quarta colocação da terceira divisão, indo aos playoffs - a equipe acabou eliminada na primeira rodada.

Já a partir de 2017-18, Davies voltou para ser titular no Preston na Championship, condição que manteve desde então. Ou seja, a carreira do atleta de 25 anos teve uma evolução gradativa entre passagens por clubes da quinta à segunda divisões, além de ter sido capitão do Preston North End na base.

Pelo elenco principal, ele somou 145 partidas ao todo, com destaque para a temporada 2018-19, na qual atuou em 40 dos 46 confrontos pela Championship e foi eleito o jogador do ano no clube.

A oportunidade e a necessidade de mercado são as maiores justificativas do Liverpool para a contratação, e é uma boa tentativa considerando as baixas constantes no setor nesta temporada e por se tratar de um investimento de ‘apenas’ 2 milhões de libras – ele tinha de vínculo só até o meio de 2021 e já podia assinar pré-contrato com outros clubes. Além disso, Sepp van den Berg fez o caminho contrário e foi emprestado até o fim da temporada, algo bom inclusive para o Liverpool, já que o zagueiro de 19 anos, que só disputou quatro partidas pelo elenco principal, poderá ganhar maior experiência no futebol inglês. 

O risco é baixo com a chegada de um atleta que jamais pisou no gramado para uma partida de Premier League, mas que coleciona já grande experiência em diferentes níveis do futebol inglês, e com ainda só 25 anos. A opção ainda é adequada para uma realidade de grande impacto financeiro por conta da pandemia do coronavírus. 

O Liverpool tem uma aposta, e Ben Davies, a chance de sua vida.

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Probabilidades, jogos e estatísticas: o caminho do Sheffield United para evitar pior campanha da história da Premier League

André Donke
André Donke

O Sheffield United somou apenas cinco pontos na primeira metade que disputou da Premier League. Com uma vitória, dois empates e 16 derrotas em 19 partidas, o time de Chris Wilder não só luta contra uma enorme chance de rebaixamento, como também para evitar a pior campanha já registrada na competição - que existe desde 1992-93.

O (nada honroso) recorde pertence ao Derby County, que encerrou 2007-08 na lanterna com apenas 11 pontos somados, após uma campanha de uma vitória, oito empates e 29 derrotas.

A equipe ainda registrou o pior ataque (20 gols marcados) e a pior defesa (89 gols sofridos) – no último número, a marca é apenas envolvendo o campeonato com 38 rodadas, já que o Swindon Town foi vazado 100 vezes nas 42 jornadas da edição de 1993-94.

Ou seja, se mantiver a média do primeiro turno, o Sheffield finalizará com dez pontos e quebrará o recorde e ainda empatará no quesito pior ataque, uma vez que só marcou dez gols até o momento.

Ethan Ampadu lamenta durante derrota do Sheffield United
Ethan Ampadu lamenta durante derrota do Sheffield United LAURENCE GRIFFITHS/POOL/AFP via Getty Im

Já a defesa dos Blades está bem longe da marca do Derby de 13 temporadas atrás. Com 32 gols sofridos até o momento, os comandados de Chris Wilder têm um número melhor (ou menos pior) que outros quatro times nesta Premier League até o momento.

De acordo com o FiveThirtyEight, site parceiro da ESPN que usa uma série de combinações matemáticas para calcular as probabilidades jogo a jogo e em campeonatos como um todo, a projeção é de que o Sheffield termine com 23 pontos e na lanterna da competição.

Em relação à probabilidade atual de rebaixamento, o número está em 92%, assim como o West Bromwich, vice-lanterna, com 11 pontos. Hoje, o Brighton é o primeiro fora da zona de rebaixamento, com 17 pontos.

Depois de ter conseguido sua primeira vitória no campeonato em 12 de janeiro ao fazer 1 a 0 no Newcastle, o Sheffield perdeu para o Tottenham e agora terá uma sequência pesada nos próximos dez dias. A equipe visitará Manchester United e Manchester City nesta quarta-feira e neste sábado, respectivamente, e ainda receberá o Chelsea em 6 de fevereiro. Antes, no dia 2, terá um confronto direto em seu estádio com o West Bromwich. 

Com Cristiano Ronaldo de garçom e Rooney marcando, Manchester United bateu o Sheffield em 2007; relembre


Veja a lista de jogos do Sheffield no segundo turno e suas chances em cada um (dados de 26 de janeiro)

Fonte: FivethirthyEight

Adversário: Manchester United (fora)
Chance de vitória: 8%
Chance de empate: 17%
Chance de derrota: 75%

Adversário: Manchester City fora)
Vitória: 1%
Empate: 8%
Derrota: 91%

Adversário: West Bromwich (casa)
Vitória: 51%
Empate: 27%
Derrota: 22%

Adversário: Chelsea (casa)
Vitória: 17%
Empate: 24%
Derrota: 59%

Adversário: West Ham (fora)
Vitória: 17%
Empate: 25%
Derrota: 58%

Adversário: Fulham (fora)
Vitória: 26%
Empate: 29%
Derrota: 44%

Adversário: Liverpool (casa)
Vitória: 14%
Empate: 21%
Derrota: 65%

Adversário: Southampton (casa)
Vitória: 31%
Empate: 29%
Derrota: 40%

Adversário: Leicester City (fora)
Vitória: 13%
Empate: 23%
Derrota: 64%

Adversário: Aston Villa (casa)
Vitória: 25%
Empate: 26%
Derrota: 49%

Adversário: Leeds United (fora)
Vitória: 24%
Empate: 25%
Derrota: 51%

Adversário: Arsenal (casa)
Vitória: 22%
Empate: 26%
Derrota: 53%

Adversário: Wolverhampton (fora)
Vitória: 21%
Empate: 27%
Derrota: 52%

Adversário: Brighton (casa)
Vitória: 30% 
Empate: 29%
Derrota: 42%

Adversário: Tottenham (fora)
Vitória: 13%
Empate: 21%
Derrota: 66%

Adversário: Crystal Palace (casa)
Vitória: 38%
Empate: 29%
Derrota: 33%

Adversário: Everton (fora)
Vitória: 18%
Empate: 26%
Derrota: 56%

Adversário: Newcastle United (fora)
Vitória: 31%
Empate: 30%
Derrota: 39%

Adversário: Burnley (casa)
Vitória: 37%
Empate: 31%
Derrota: 32%

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Tuchel é o próximo passo que o Chelsea precisava dar

André Donke
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Thomas Tuchel foi oficializado como novo técnico do Chelsea nesta terça-feira, e a escolha não poderia ser mais adequada. Com contrato de 18 meses, o primeiro alemão a dirigir os Blues terá a missão de dar o passo seguinte em um clube que investiu muito para recuperar o protagonismo.

Frank Lampard fez um grande trabalho, apesar da primeira metade de Premier League bem abaixo do esperado em 2020-21. Além de não poder contratar em sua chegada, perdeu seu principal astro, Eden Hazard, e ainda assim conseguiu uma vaga na Champions League. Não bastasse isso, também fez jovens como Reece James, Mason Mount e Tammy Abraham deslancharem.

O Chelsea no entanto, deixou de acreditar que ele seria a pessoa mais indicada para dar sequência a um projeto que envolveu o gasto de quase 250 milhões de euros em novos atletas. "Os resultados e desempenhos recentes não corresponderam às expectativas, deixando o clube a meio da tabela sem qualquer caminho claro para uma melhora", disseram os londrinos no comunicado anunciando a demissão.

Lampard criou uma base para que esse plano se materializasse e permitiu que esse time chegasse com seus investimentos já disputando uma Champions League. Se o Chelsea de Tuchel levantar taças, seu antecessor merecerá ser lembrado. Mas para que se possa levantá-las, o nome de Tuchel é bem adequado para o cenário atual, caso o relacionamento interno não seja uma adversidade, como foi no Borussia Dortmund e Paris Saint-Germain.

O alemão de 47 anos é um dos principais conhecedores do jogo na atualidade e se mostrou muito competente em cenários bem distintos, sendo que todos os seus trabalhos foram bons.

Thomas Tuchel durante treino do Chelsea
Thomas Tuchel durante treino do Chelsea Getty Images

Primeiramente, ele levou o pequeno Mainz à Liga Europa duas vezes, sendo uma com um quinto lugar na Bundesliga; no Borussia Dortmund, um clube de expressão mas que não figura na primeira prateleira, apresentou o melhor desempenho na era pós-Klopp, conseguindo um título da Copa da Alemanha e uma campanha de 78 pontos na Bundesliga em 2015-16, que permanece como a melhor desde o título de 2011-12 (81 pontos) - e superando a pontuação da conquista do time de Jurgen Klopp em 2010-11 (75).

Por fim, no PSG, ficou muito perto do objetivo do clube de conquistar a Champions League, sendo vice-campeão em uma temporada em que seu time ganhou todas as demais taças. Além disso, apresentou talvez a equipe mais convincente na era milionária dos parisienses.

Tuchel tem ideias muito claras de jogo e estuda o futebol há muito tempo (sua carreira como atleta foi precocemente encerrada aos 24 anos), enquanto Frank Lampard ainda busca se firmar na nova profissão, na qual começou bem com o Derby County e fez um bom primeiro ano no Chelsea, mas só está em sua terceira temporada à beira do gramado. Barney Ronay, do jornal Guardian, mencionou estes aspectos em um texto em que coloca Tuchel como 'anti-Lampard'.

As ideias de Tuchel, inclusive, podem ser fundamentais para resgatar o futebol de Timo Werner e Kai Havertz, que são expoentes de um futebol alemão moderno, o mesmo ao qual o treinador pertence. Além disso, ele conhece muito bem Thiago Silva - seu capitão no PSG e quem gostaria de ter mantido no clube francês - e Christian Pulisic, que foi lançado por ele no Borussia Dortmund aos 17 anos.

Já mais experiente e possivelmente com mais jogo de cintura após o período na França, Tuchel chega com um currículo credenciado e conhecimento o suficiente para colocar o Chelsea no próximo estágio. O desafio será conseguir isso rapidamente, uma vez que os Blues são conhecidos pela constante troca de treinadores.

Relação com dirigentes, 'climão' entre goleiros e mais: os bastidores da saída de Lampard do Chelsea

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