A Cinderella da temporada: Nationals abrem 2-0 e viram favoritos na World Series

Antony Curti
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Stephen Strasburg teve mais uma atuação de gala na pós-temporada e agora tem 1.32 de ERA na carreira em jogos de playoff
Stephen Strasburg teve mais uma atuação de gala na pós-temporada e agora tem 1.32 de ERA na carreira em jogos de playoff Getty

Quem diria, hein?

Falei no Jogo 1 da final da Liga Americana entre Houston Astros e New York Yankees que aquela ALCS tinha tudo para ser a "final antecipada" do beisebol em 2019. Bom, convenhamos: era para ser. Las Vegas apontava isso, analistas apontavam isso, até mesmo os torcedores de times da Liga Nacional achavam que seria o caso. Mas se tem um esporte imprevisível esse esporte é o beisebol. 

Passados dois jogos na World Series, supresa. Pintou o campeão? Talvez. E ele não se chama Houston Astros. Ontem, o Washington Nationals teve uma vitória gigante e seus rebatedores colocaram Justin Verlander "no bolso" como fizeram no Jogo 1 com Gerrit Cole. O bullpen dos Astros pouco fez – dos Nationals, por sua vez, detonou qualquer pessimismo e segurou a vitória para Stephen Strasburg. A vitória por 12-3 foi a maior por um time nas últimas 20 World Series. E leva o 2-0 para os Nationals. O que isso quer dizer?

Jogo 3

Os Nationals são apenas o terceiro time nesta temporada a vencer Cole e Verlander em jogos consecutivos. Agora terão Zack Greinke pela frente e, bem ele não faz uma boa pós-temporada – o que é uma notícia terrível para Houston. Primeiro porque a única virada sobre um 3-0 foi em 2004 naquele histórico Yankees x Red Sox. Segundo porque os Astros investiram no meio do ano para trazer Greinke e a ideia era que ele "selasse" a rotação que já era absurda com Cole/Verlander. O problema é que esses dois foram dizimados pelos Nationals e, como dito, Greinke não vive um bom momento.  Com o histórico que coloquei acima e o momento de Greinke, a tendência é o pior para Houston e o melhor para Washington. Não é absurdo dizer que a zebra virou favorito.  

Nesta pós-temporada, ele tem 0-2, 6.43 de ERA, 1.43 de WHIP e 8.1 de BB%. Números horríveis e um contraste forte do que ele teve na temporada regular – respectivamente, 18-5, 2.93, 0,98 e 3,7%. Como ele está cedendo bases a rodo (vide o WHIP) e os Nationals estão quentes com home runs frequentes, o jogo 3 pode virar uma grande avalanche de corridas para o time da capital americana.   

Os Nationals, por sua vez, virão com Anibal Sanchez na sexta-feira em vez de Patrick Corbin. Veterano, chegou "ao fundo do poço" na carreira após um bom início – mas vive um momento brilhante.  Sanchez tornou-se o primeiro arremessador a ter duas tentativas de No-Hitter com seis entradas em uma mesma pós-temporada. Sua última World Series foi junto de Verlander na mesma rotação, em 2012 pelo Detroit Tigers – que acabaria perdendo para o San Francisco Giants. Naquela série, teve 7 entradas arremessadas, duas corridas-merecidas cedidas e, por incrível que pareça, acabou ficando com a derrota naquele jogo. 

O Jogo 3 da World Series será nesta sexta-feira, 21h, após o ESPN League, na ESPN e Watch ESPN

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Curti: Temporada curta fortalece favoritismo dos Yankees na Liga Americana

Antony Curti
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Aaron Judge, do New York Yankees
Aaron Judge, do New York Yankees Getty

Agora vai? 

O New York Yankees não chega à World Series há mais de dez anos. É uma seca digna de anos 1980 para aquela que além de ser a franquia com mais títulos do beisebol é, também, a com mais títulos nos esportes americanos. O time do Bronx bateu na porta do Clássico de Outono nas últimas temporadas – esbarrando no Boston Red Sox e no Houston Astros. Com ambos fragilizados em 2020 e com outros fatores que listarei, os Yankees apresentam-se como forças dominantes na Liga Americana.

Falando dos Red Sox, a equipe do Fenway Park já desde o ano passado não é a mesma e tampouco deve ser problema para os Yankees na divisão. A equipe sofreu com um bullpen pavoroso em 2018 e perdeu seu principal rebatedor, Mookie Betts, em troca para o Los Angeles Dodgers. Em realidade, o Tampa Bay Rays que apresenta-se como rival a ser batido por Nova York na divisão leste da Liga Americana.

Falando da Liga como um todo, o Houston Astros não vem fortes como no ano passado. O time está envolto na narrativa de roubo de sinais, perdeu seu treinador e, se não bastasse, um dos principais arremessadores do time – Gerrit Cole – assinou com os... Yankees. 9 anos, 324 milhões. 

Para além desse contexto de enfraquecimento de rivais históricos dos últimos anos – que, de certa forma, impediram que os Yankees voltassem à World Series – temos o contexto da pandemia e da temporada reduzida para 60 jogos. Isso pode ajudar Nova York. 

Vários jogadores que perderam jogos por lesão no ano passado devem estar aptos para jogo ao final de julho – como Giancarlo Stanton, Aaron Hicks, Aaron Judge e o arremessador abridor James Paxton. Menos jogos significa também menos desgaste e, em tese, menos chance dos Yankees serem bicampeões do título de Departamento Médico mais movimentado no beisebol – ano passado foram 30 jogadores passando pela lista de machucados de acordo com o ESPN Stats and Info.  

O torcedor dos Yankees sonha com a dupla Judge e Stanton, falando nisso, jogando junta por mais tempo do que já viu. Também de acordo com o ESPN Stats and Info, eles estiveram juntos no lineup em apenas 36% dos jogos possíveis desde 2018. Para além de ambos estarem prontos para jogar no final de julho, Judge tem um histórico de começar forte as temporadas: nos 60 primeiros jogos de cada temporada durante sua carreira, ele tem 1.039 de OPS (soma da estatística de chegada em base e força no bastão), um número de elite. 

Nem tudo são flores, claro. Aquele que no papel é o ace da rotação, Luis Severino, deve voltar apenas em 2021 – ele passou por cirurgia Tommy John em fevereiro. O herdeiro desse posto no ano passado, Masahiro Tanaka, é um sólido arremessador mas pode ser uma das vítimas do calendário adaptado de 2020. Os Yankees jogarão 60 jogos como os demais; Serão 40 contra a AL East e 20 contra a NL East. Contra esses times nas duas últimas temporadas, Tanaka tem ERA de 4.55 (número ruim) contra 3.66 de ERA contra as outras divisões. É algo a se monitorar. 

De toda forma, os Yankees vem fortes para 2020. São os favoritos ao título da Liga Americana e, em tese, a tendência por tudo o que eu falei acima é que voltem à World Series pela primeira vez desde 2009 – contra os Dodgers? O tempo dirá. 

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Curti: Em temporada de 60 jogos, bullpen deve ser (ainda mais) importante na MLB em 2020

Antony Curti
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Aroldis Chapman em ação pelo New York Yankees
Aroldis Chapman em ação pelo New York Yankees Icon Sportswire/Getty Images

Como já amplamente noticiado, a temporada de 2020 terá 60 jogos para cada uma das 30 equipes da MLB. Tiro curto, portanto. Desses 60, 40 serão contra adversários da mesma divisão e outros 20 contra a divisão correspondente da outra liga – portanto, AL vs NL West/East/Central e vice-versa.

Praticamente não temos precedente de uma temporada tão curta assim. Em realidade, será a temporada com menos jogos desde 1877, quando ela também teve apenas 60. Ante isso, uma realidade se avizinha: bullpen. Para os iniciantes no beisebol, trata-se do grupo de arremessadores especialistas que “fecha” os jogos, geralmente atuando no terço final das partidas. Um arremessador “titular”/”abridor” tem uma autonomia – salvo retirada por mau desempenho – de coisa de 90, 100 arremessos. Quando/se ele cansar, os especialistas entram em atuação.

Aí que tá: em 2020, com menos jogos e mais atletas em cada elenco, podemos ter os abridores sendo poupados em dados momentos para que estejam “frescos” para duelos divisionais importantes. Ou mesmo podemos ver uma preocupação com a ferrugem dos abridores pelo tempo parado e o momento atípico. Com isso, não seria estranho imaginar um maior uso de bullpen – até porque esse uso só cresce na última década. O Tampa Bay Rays, por exemplo, chegou a usar “abridores” da mesma forma que times usam fechadores (closers) para a primeira entrada. 

Os Rays, inclusive, podem ser um dos times mais beneficiados caso os arremessadores de alívio (bullpen) sejam mais usados. No ano passado, esse coletivo de Tampa Bay liderou a MLB em entradas arremessadas, com 772 – ou seja, volume. Mas não só: também qualidade. Foi o melhor bullpen do beisebol, com ERA de 3.66. Adversários de divisão dos Rays, o New York Yankees já há algum tempo tem um dos melhores bullpens do beisebol. Para além de estatísticas, são nomes fortes: Zack Britton, Tommy Kahnle, Adam Ottavino e o míssil cubano Aroldis Chapman.  

Algo curioso para vermos nessa questão é se veremos abridores saindo do bullpen como às vezes acontece na pós-temporada. Esse expediente pode ser usado à rodo pelo Los Angeles Dodgers, que tem uma rotação profunda de arremessadores abridores mesmo com a saída de Hyun-Jin Ryu. Por outro lado, o atual campeão, Washington Nationals, pode sofrer. Embora as coisas tenham melhorado na pós-temporada, o trabalho dos arremessadores de alívio (relievers) dos Nats foi pavoroso de março a setembro. O time teve 5.66 de ERA do bullpen durante a temporada regular. 

Bullpen, pela própria natureza das coisas na MLB de hoje, é algo cada vez mais importante. Como destacado pelo ESPN Stats and Info em pacote de estatísticas que recebemos, no ano passado 8 dos 11 melhores bullpens da MLB foram à pós-temporada. Dos três que não foram, Indians e Cubs poderiam ter ido – e os Giants acabam sendo a exceção que confirma a regra. Em 2020, podemos ver isso acontecendo ainda mais. 

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Qual Cam Newton vai aparecer em New England? 2018 pode ser a resposta

Antony Curti
Antony Curti
Cam Newton assinou por um ano com os Patriots
Cam Newton assinou por um ano com os Patriots Twitter: thachermac


Numa movimentação um tanto quanto inesperada para o final de junho, o New England Patriots contratou o quarterback Cam Newton em contrato de um ano e sete milhões de dólares segundo Adam Schefter, repórter da ESPN americana. Não que Newton não fosse ventilado nos Patriots, afinal a equipe da AFC East perdeu Tom Brady e é uma das poucas que não contam com um nome forte na posição. 

Mas o timing da decisão surpreendeu. Afinal, mesmo num ano atípico como 2020, é raro ver decisões como essas às portas do training camp – que costumeiramente começa em meados de julho. As últimas impressões de Newton, contudo, não são as melhores. MVP (jogador mais valioso) da liga em 2015, quando conduziu o Carolina Panthers à campanha de 15-1 e ao Super Bowl 50, Newton esteve na parte baixa das estatísticas de 2016 em diante. Em 2019, vindo de cirurgia no ombro e com lesão no pé, Newton teve atuações desastrosas nas duas semanas em que foi a campo. Contra o Los Angeles Rams e o Tampa Bay Buccaneers, duas derrotas, uma interceptação, nenhum passe para touchdown e o rating na casa dos 70.0 – número bem abaixo da média da NFL atual. 

2019, contudo, não pode ser a referência mesmo que seja a lembrança mais recente. Como dito acima, Cam estava com lesão séria no pé, não aparentava estar curado do ombro e jogou no sacrifício. O mesmo pode ser dito da semana 10 da temporada 2018 em diante. Por que esse corte temporal?

T.J. Watt. Em partida contra o Pittsburgh Steelers num Thursday Night Football na semana 10 de 2018, Newton sofreu um forte impacto por Watt. Lance de jogo, frise-se, não houve maldade do então calouro. Dali em diante, Cam não foi o mesmo e a lesão no ombro não foi tratada corretamente. Arrisco dizer, houve negligência do Carolina Panthers, que só tirou Cam dos dois jogos finais daquela temporada – quando o time já estava fora da disputa. 

Cam Newton, 2018, Semana 11 à 15: 7 TDs, 8 INTs, 7.3 jardas por passe.
Cam Newton, 2018, Semana 1 à 9: 15 TDs, 4 INTs, 7.2 jardas por passe. 

A diferença é significativa. Antes do jogo contra os Steelers, aliás, os Panthers tinham campanha de 6-2 e brigavam forte para chegar à pós-temporada – ao menos pelo wild card, dado que o New Orleans Saints era um rolo compressor naquele momento e Drew Brees duelava com Pat Mahomes pelo MVP da liga. 

Esse Cam Newton, saudável, tem que ser o ponto de referência agora em New England. Claro, supondo – e assim supomos, dado que ele passou por exame médico antes da contratação – que ele esteja na mesma forma do espaço estatístico que separei acima. Acima de tudo, a contratação do camisa 1 dá fôlego à Dinastia dos Patriots. Ao contrário do que vimos com outros times dominantes nesta década – Golden State Warriors, San Francisco Giants – não haverá um ano para se esquecer se o Cam Newton de 2018 aparecer. 

A defesa dos Patriots é uma das melhores da NFL, retorna boa parte dos titulares e Cam é um quarterback competente. Claro: precisamos respeitar o Buffalo Bills (e sua defesa, sobretudo) e não dá para cravar New England vencendo a divisão como outrora fazíamos. Mas uma coisa é certa: a briga vai ser boa. A chegada de Cam Newton só torna essa narrativa ainda melhor. 

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Para variar, Mike Trout é favorito para o MVP da Liga Americana

Antony Curti
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Mike Trout
Mike Trout Ezra Shaw/Getty Images

Ao contrário das outras grandes ligas americanas, no beisebol há premiações separadas por Ligas – equivalente às conferências nos outros esportes. Não há, portanto, um MVP único. Isso dá um charme a mais e é explicado pela própria história, com as ligas nascendo e germinando de maneira distinta – do início do século XX até a década de 1990, um time da Liga Americana só enfrentaria um time da Liga Nacional na World Series. 

Não que faça muita diferença para Mike Trout. O outfielder do Los Angeles Angels seria favorito na Liga Nacional e mesmo num prêmio unificado de MVP (jogador mais valioso) do beisebol. No ano passado, Trout foi eleito o MVP mesmo tendo jogado praticamente 30 jogos a menos por conta de lesão: foram 134. Nesses, chegou a brigar pelo topo do número de home runs. Ele terminou o ano com 45, melhor marca da carreira – tendo o excepcional 1.083 de OPS (soma da estatística de chegada em base e força no bastão, qualquer coisa acima de 1000 é de elite). 

Trout é o melhor e mais completo jogador do beisebol – além de ter uma narrativa forte de “andorinha única fazendo verão no Los Angeles Angels”. É bem verdade que o time conta com Albert Pujols, mas ele não é o mesmo há algum tempo. E também conta com Shohei Ohtani, arremessador/rebatedor que encanta os olhos. A verdade que resta, contudo, é que Trout é o melhor jogador do time. Se temos algo como “mais valioso”, certamente é ele. 

Leia também: Agora na Liga Nacional, Mookie Betts é o favorito para o MVP

Depois de Trout, um abismo nas odds. Trout é favorito pagando 2.05 a cada dólar apostado. O segundo da lista é Aaron Judge, do New York Yankees, pagando 11.00 a cada dólar apostado. Em termos de odds, é uma diferença significativa. Também dos Yankees, Gleyber Torres é o terceiro colocado, pagando 17.00 para cada dólar apostado. Francisco Lindor, talentoso infielder como Gleyber e que deve vir para a última temporada no Cleveland Indians, paga os mesmos 17.00 para cada dólar. 

É difícil que o prêmio fuja desses quatro, ainda mais numa temporada de tiro curto. Neste ano, são 60 jogos apenas por conta da pandemia de covid-19 e na demora da MLB e seus times se acertarem com o sindicato de jogadores (MLBPA). 

Abaixo, as odds dos principais favoritos ao prêmio de jogador mais valioso da Liga Americana.   

1-  Mike Trout (LA Angels), pagando 2.05 para cada dólar apostado 
2- Aaron Judge (NY Yankees), pagando 11.00 para cada dólar apostado
3- Gleyber Torres (NY Yankees), Francisco Lindor (Indians), pagando 17.00 para cada dólar apostado
4-Yoan Moncada (CHI White Sox), pagando 18.00 para cada dólar apostado

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Agora na liga nacional, Mookie Betts é favorito para MVP

Antony Curti
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Mookie Betts, em ação pelo Los Angeles Dodgers
Mookie Betts, em ação pelo Los Angeles Dodgers Getty Images

Ao contrário das outras grandes ligas americanas, no beisebol há premiações separadas por Ligas – equivalente às conferências nos outros esportes. Não há, portanto, um MVP único. Isso dá um charme a mais e é explicado pela própria história, com as ligas nascendo e germinando de maneira distinta – do início do século XX até a década de 1990, um time da Liga Americana só enfrentaria um time da Liga Nacional na World Series. 

Assim, em tese, é mais fácil vencer uma premiação e ser eternizado, dado que você está competindo com jogadores de 15 times e não com o esporte inteiro. Mookie Betts agradece. O outfielder saiu do Boston Red Sox neste ano e ser MVP na Liga Americana é uma tarefa um tanto quanto ingrata com Mike Trout sendo o melhor jogador de beisebol da galáxia. 

A saída de Betts da Liga Americana para a Liga Nacional facilitou sua vida. A missão do agora jogador do Los Angeles Dodgers nesta temporada curta de 60 jogos é se juntar a Frank Robinson – em 1966, ele tornou-se o único jogador da centenária história do beisebol a vencer o MVP das duas ligas em sua carreira. 

Betts é “favoritaço” para o prêmio. Sendo um jogador completo e no melhor elenco da Liga Nacional, ele ainda deve ter produção ofensiva – corridas anotadas e impulsionadas – pelo fato das duas ligas terem a regra do rebatedor designado nesta temporada. Ainda, vale lembrar: ele é o pacote completo (5-tool), com velocidade, rebatida de força, contato, habilidade defensiva e força no braço. 

Nos cassinos de Las Vegas, o jovem Ronald Acuña Jr. do Atlanta Braves é o segundo colocado da lista. Aos 21 anos, Acuña liderou a Liga Nacional em bases roubadas no ano passado e ultrapassou a marca de 100 corridas impulsionadas. Seu OPS, porém (estatística que mede chegadas em base + força no bastão) não foi de elite, abaixo dos .900. Em terceiro, o MVP de 2018, Christian Yelich, do Milwaukee Brewers. Ele liderou a Liga Nacional em 2018 em aproveitamento no bastão (.329), chegadas em base (.429), slugging (.671) e OPS (1.100), mas seus jogos perdidos por lesão atrapalharam a caça ao bi-MVP. 

Juan Soto, jovem do atual campeão Washington Nationals, aparece em terceiro na lista de odds de Vegas. Por fim, o atual MVP da Liga Nacional, Cody Bellinger, é o quinto. Estar no mesmo time de Betts (os Dodgers) com certeza derrubaram as odds de Bellinger, dado que a presença do ex-Boston certamente lhe colocará uma sombra em 2020. Ele está empatado em odds com o jovem Fernando Tatis Jr, que vem para sua segunda temporada com o San Diego Padres – bem como com Bryce Harper, estrela do Philadelphia Phillies que já foi MVP da Liga Nacional quando em passagem pelo Washington Nationals. 

Abaixo, a lista dos favoritos nas principais casas de apostas. 

1- Mookie Betts (LA Dodgers), pagando 3.85 para cada dólar 

2- Ronald Acuña Jr. (Braves), pagando 7.00 para cada dólar

3- Christian Yelich (Brewers), pagando 8.00 para cara dólar

4- Juan Soto (Nationals), pagando 9.00 para cada dólar

5- Cody Bellinger (LA Dodgers),  Fernando Tatis Jr. (Padres), Bryce Harper (Phillies), pagando 13.00 para cada dólar. 

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EA perdeu totalmente a vergonha e não há mudanças para o franchise no Madden 21

Antony Curti
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Divulgação EA
Divulgação EA []

É, amigos, o momento que todos temíamos finalmente chegou: a virtual morte do Madden na atual geração de consoles. Perfumarias (e não melhoras) em relação à versão Madden 20 acabou por ser a realidade do que vimos nos trailers e nas informações oficiais que a EA Sports apresentou neste mês. 

No final das contas, é algo natural: os últimos Maddens de cada console acabam sendo mais uma atualização de elencos do que qualquer outra coisa. Parece ser o caso aqui. O Madden NFL 21 de Xbox One e PlayStation 4 não apresenta nenhuma novidade em relação ao modo franchise – aquele que outrora colocou o jogo no mapa e o preferido de quem joga offline. O modo “carreira” de um jogador foi expandido – agora será possível jogar como running back e wide receiver além de quarterback e o modo não acaba após o Draft – e o Ultimate Team segue como grande cassino-carro-chefe do jogo tal como acontece no FIFA. 

 

Há novidades no gameplay?

Aparentemente, sim. A princípio, a EA anunciou uma reforma no Superstar XFactor (o fatality, digamos, dos melhores jogadores). “Explore mais de 50 novas habilidades, saídas fresquinhas de nossos laboratórios”, diz o comunicado. No ano passado, a EA testou o recurso – que... Já existia em Madden 08, foi retirado e voltou como novidade – e algumas habilidades extrapolavam o bom senso. Aaron Donald ficava muito mais imparável, por exemplo. 

Ainda, há novidades no gameplay do ataque e da defesa. No ataque, a presença do “skill stick” para criar combos. Ou seja, mais uma aproximação do gameplay, nesse sentido dos combos, com jogos de luta. Adicionalmente, correr com a bola estará mais fluído.  Na defesa, o mesmo skill stick (o analógico do controle) será usado para movimentos de pass rush (apressamento de passe) e outros combos. O tackle também é uma promessa de melhora em termos de precisão por parte da EA. 

Por ora, essas são as novidades. Como estamos praticamente em julho e, portanto, no final do ciclo de desenvolvimento do game, a tendência é que o que foi omitido agora nos comunicados não seja endereçado. A menos, claro, que haja uma fúria da comunidade – coisa que até acontece mas que a EA passa por cima na maior parte dos casos.

No trailer oficial, há 16 mil likes e... 41 mil dislikes. Assim, não espere muitas novidades no modo franchise, que deve voltar praticamente intacto em relação ao ano passado. Graficamente, o jogo segue praticamente o mesmo. Não que isso tudo seja problema, chega um ponto que não dá para onde ir mesmo. O problema em si é esse pacote de perfumaria ser vendido a preço cheio, por cerca de R$ 250,00 aqui no Brasil.

Madden NFL 21 estará disponível no dia 28 de agosto para PlayStation 4, Xbox One e PC. No final do ano, o game deve receber lançamento para a nova geração de consoles. 

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O que você precisa saber sobre a volta da MLB em julho

Antony Curti
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Nationals comemora o seu primeiro título da MLB
Nationals comemora o seu primeiro título da MLB Getty

Demorou, teve treta e corremos um forte risco de não ter beisebol em 2020. Não é como se uma temporada já tivesse sido severamente afetada em meio a discussões entre a Major League Baseball e o sindicato de jogadores (MLBPA). Em 1994, a temporada foi interrompida por uma greve dos atletas e sequer World Series houve. 

Em 2020, o cenário era diferente: por conta da pandemia de COVID-19, o spring training (pré-temporada) foi suspenso, a abertura da temporada adiada de maneira indefinida e quando houve sinais de reabertura nos Estados Unidos, o impasse veio: jogadores toparam receber de maneira proporcional ao número de jogos – donos de times, após inicialmente concordarem com isso, sugeriram que esse valor seria uma porcentagem do proporcional. Aí veio o caos. 

Felizmente, depois da tempestade, o consenso – embora ano que vem seja ano de negociação de novo acordo coletivo-trabalhista e aí já viu o que vai acontecer. Basicamente, a liga voltou ao previamente acordado, com os atletas recebendo 100% do valor proporcional ao número de jogos. Se tudo der certo, seria como se eles recebessem 37% do valor original – porque 60 jogos é 37% dos 162 de situações normais. 

Então é isso, assim fica: 60 jogos, com a pré-temporada começando dia 1º de julho, o Opening Day (abertura da temporada) no dia 24 de julho e neste ano, 10 times nos playoffs. Como fica o calendário? Adaptado à realidade atual. Para minimizar viagens, os times terão 40 jogos contra adversários da própria divisão – 10 contra cada um, portanto – e mais 20 jogos contra cinco adversários interliga de proximidade geográfica. Por exemplo, teremos mais New York Yankees vs New York Mets do que o costume proporcional de outras temporadas. 

Dentro de campo, dois testes de regras

As maiores diferenças parecem estar dentro de campo. No caso, a MLB aproveitará o contexto de menor temporada para testar duas regras novas. A primeira é do rebatedor designado “universal”, sendo usado nas duas ligas em vez de aparecer na Liga Americana e na Liga Nacional, não. Assim, arremessadores da Liga Nacional não irão mais ao bastão como acontece desde... Desde sempre. 

Ainda, as entradas-extras – prorrogação do beisebol – terão um elemento para agilizar as coisas. Cada metade de entrada começa com o time rebatedor com um jogador na segunda base, em posição de anotar corrida. Isso deve evitar que jogos se estendam da 12ª entrada em diante, coisa que complicaria demais a vida numa temporada de calendário com tiro curto.  Adicionalmente, os times terão 30 jogadores no elenco de início de temporada – algo que deve ter sido pensado como margem de manobra no caso de equipes terem atletas que forem diagnosticados com a COVID-19.

Matrix existe, e este arremessador da MLB escapando da morte com uma bola quase rasgando seu pescoço vai te provar


Os protocolos de segurança 

Ante tudo isso, haverá protocolos para minimizar o risco biológico. Ou seja, que jogadores, técnicos e empregados dos times acabem contraindo o novo coronavírus. Então, celebrações com abraços e apertos de mão estão proibidas. Jogadores e empregados sentarão longe, um do outro, nas arquibancadas dos estádios. Distância entre os que estão no campo será encorajada. Ainda, entre outras medidas, uma bola que for tocada por vários jogadores será descartada. E, por óbvio, os hábitos culturais do beisebol, como as cuspidas no chão... Bem, você imagina.

Atletas serão monitorados múltiplas vezes por dia quanto à sua temperatura. Haverá, também, testes de COVID-19 por várias vezes numa semana. Torçamos para que, daqui em diante, as coisas entrem nos eixos e que continuem em melhora. O beisebol faz falta – como o Ubiratan Leal escreveu uma vez, é como um livro que você lê todos os dias. Que bom que a leitura vai voltar. 

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F1 2020 terá "Lance Stroll Simulator" como carro chefe (ou melhor, seja dono da equipe)

Antony Curti
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Em F1 2020, será possível ser o dono da própria equipe
Em F1 2020, será possível ser o dono da própria equipe []

A Codemasters poderia ser sacana e criar dois jogos: um no qual você é piloto e outro no qual você administra uma equipe de Fórmula 1. Afinal, foi o que a EA Sports – sempre ela... – fez por anos com a série FIFA. Havia o jogo “padrão” e o FIFA Manager. Até 2014, a produtora de Redwood ainda tinha a coragem de lançar um jogo exclusivo da Copa do Mundo, que meses depois era vendido a coisa de 40 reais nos sites de varejo. 

Porém, a produtora do jogo exclusivo de F1 optou por um caminho que enriqueceu seu principal produto. A versão deste ano de seu principal game trará o modo carreira como em outros anos – começando a carreira na F2, mas sem nenhuma historinha nem rivais – e um modo carreira no qual você é o dono da equipe. É o "MyTeam". 

Na prática,  como vi num comentário brincalhão no YouTube, é um Lance Stroll Simulator –  mas aí no caso não é seu papai que comprou a equipe. Vamos imaginar como um Bruce McLaren Simulator para a ideia ficar menos pejorativa. Como vai funcionar o “MyTeam”?

Como você imaginou mesmo. Você cria a equipe, coloca o nome, assina com patrocinadores (fictícios, para dar mais liberdade na criação do modo de jogo), melhora suas instalações e etc. As duas partes mais interessantes, porém, vem na escolha do motor – Ferrari, Renault, Mercedes e Honda são as opções, com durabilidade e desempenhos diferentes – e na dos pilotos. Você obviamente não poderá contratar Lewis Hamilton de primeira, então prepare-se para pescar algum talento da F2. O bacana é que os pilotos terão ratings, como os jogadores no FIFA, por exemplo. Hamilton, a propósito, é o com maior “nota”. 

Versão especial do F12020 terá carros que Schumacher usou na carreira, como o B194 do primeiro título
Versão especial do F12020 terá carros que Schumacher usou na carreira, como o B194 do primeiro título []

E as outras novidades?

Pelo o que vi nos vídeos de divulgação, a Codemasters melhorou a inteligência artificial do jogo. Além disso, há dois novos circuitos que originalmente teriam grandes prêmios em 2020 mas um deles já foi cancelado – Holanda/Zandvoort, voltando à modalidade – e o outro, adiado – Circuito de rua em Hanói, Vietnã. 

Para atrair jogadores casuais, há um modo de direção “facilitada” para iniciantes e o jogo finalmente volta com o multiplayer caseiro, com batalhas em tela dividida ao melhor estilo do Mario Kart no Nintendo 64 (mas sem cascos de tartaruga, claro).  Por fim, para os jogadores hardcores, há uma edição especial e obviamente mais cara, que conta com carros que Michael Schumacher guiou em sua carreira – como a Jordan de 1991 em seu primeiro GP, as duas Benettons do bicampeonato 94/95 e a primeira Ferrari na qual o alemão foi campeão, em 2000.

F1 2020 será lançado no dia 10 de julho para PlayStation 4, Xbox One, PC e Google Stadia. Assim que houver o lançamento e jogarmos o mínimo para um review digno, estará aqui no blog. 

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F1 2020 terá "Lance Stroll Simulator" como carro chefe (ou melhor, seja dono da equipe)

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Curti: Jamal Adams tem pouca barganha para pedir troca – então, ele vai causar

Antony Curti
Antony Curti
Jamal Adams durante vitória dos Jets sobre os Cowboys na temporada 2019 da NFL
Jamal Adams durante vitória dos Jets sobre os Cowboys na temporada 2019 da NFL Getty

Jamal Adams está no mercado. A afirmação, em realidade, é a conclusão de uma longa novela que há algum tempo se arrasta nas entrelinhas e nas especulações. Em meio a um time com muitos buracos e algumas decepções, Adams conseguiu ir ao Pro Bowl e, no ano passado, foi eleito para a seleção All-Pro, dos melhores jogadores da liga.

Mas, para ele, ainda é pouco. Normal, Adams é um jogador talentoso e pode ser um dos melhores safeties de sua geração. A seu ver, ao que tudo indica, isso não deve acontecer no New York Jets. O time teve uma temporada complicada em 2019, primeiro ano de Adam Gase no comando do time.

É aí que mora a situação: Gase x Adams. Não é de hoje que sabemos que Adam Gase é um técnico que não tolera personalidades fortes. Em sua passagem anterior, em Miami, Gase despachou vários jogadores com base na filosofia de “mudança de cultura” no vestiário. Um exemplo foi Jarvis Landry, que vinha de liderar a NFL em recepções.

Em outubro do ano passado, listei no ESPN League como Adams poderia acabar sendo trocado mesmo que fosse o melhor jogador do time. Com o quarterback Sam Darnold perdendo jogos, a temporada foi pro vinagre – então uma troca para capitalizar no futuro seria plausível. Então, não rolou.  Agora, parece que Adams não quer mais esperar. Ele sabe de seu valor como um dos melhores safeties da liga e sabe que com ajuda de melhores companheiros defensivos, pode muito mais – além de na chegada a um novo time carente na posição, ter a barganha de pedir um mega contrato. 

Os Jets, porém, têm a barganha de “não precisar fazer nada”. Não é como se, com o elenco atual e a AFC East do jeito que está – Bills em ascensão, Patriots ainda com boa defesa e Dolphins arrumando a casa – o time estivesse a um Jamal Adams de vencer o Super Bowl ou mesmo de ter mais de 10 vitórias na temporada. Ademais, os Jets acionaram a opção de quinto ano de Adams – então ele ainda teria dois anos no contrato.  

Então, Adams precisa causar e, como Ian Rapoport falou no Twitter, usar a imprensa como meio de pressionar o time. Foi o que ele fez o que está fazendo. Inclusive, chegou a listar times pelos quais ele jogaria. Tampa Bay, Baltimore, Dallas, Houston, Kansas City, Philadelphia, San Francisco e Seattle. Em comum, todos times que brigam por playoffs – e vários com carência na posição de safety. 

Agora é a vez de Adam Gase. O que ele fará sobre? A troca vem ou o que virá é o silêncio como resposta? A forma pela qual Gase e a diretoria do time vão lidar com isso tudo podem dar a tônica do vestiário dos Jets em 2020. Joe Douglas, oficialmente o general manager – que por óbvio vai ouvir seu treinador – parece ser um cara ponderado que não segue a imprensa ou a torcida em suas decisões. Seja como for, cenas dos próximos capítulos.

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Curti: Afinal, vai ter MLB em 2020? (tá cada vez mais complicado)

Antony Curti
Antony Curti

O 4 de julho é uma data simbólica em todos os anos. Fora os feriados tradicionais nos Estados Unidos, talvez seja o mais importante: é o Dia da Independência, quando as 13 colônias foram libertas do domínio inglês e quando em 1995, Will Smith conseguiu expulsar os Aliens do Planeta Terra. Fora isso, é um feriado no meio do verão do hemisfério norte no qual as famílias aproveitam para comer cachorro-quente e se divertir nos estádios ao redor do país. 

Essa última parte não vai acontecer em 2020. Com a pandemia da COVID-19, aglomerações viraram nostalgia e a perspectiva é que elas não voltem a acontecer tão cedo. Ante tudo isso, parece que a não-volta do beisebol da MLB parece algo atrelado a questões de saúde, certo? Antes fosse. No panorama atual, a problemática tem raiz puramente financeira. 

Em março, às portas do caos e da pandemia, as franquias da MLB comprometeram-se a pagar salários proporcionais em função ao número de jogos numa dada temporada de 2020. Se o salário é x e o número de jogos normal é 162, numa temporada de 81 jogos o salários dos atletas seria x/2. O problema é que, num segundo momento, os donos de franquia repensaram esse modelo.

Nationals comemora o seu primeiro título da MLB
Nationals comemora o seu primeiro título da MLB Getty

Como não haverá público a curto e médio prazo, a tendência é que a bilheteria dos times seja severamente afetada. Isso é problema para as equipes porque boa parte da receita vem dessa bilheteria – afinal, são 81 jogos em casa por ano. Sem a bilheteria, como pagar 100% dos salários proporcionais? Foi o argumento dos donos. Argumento esse que não foi engolido pelos jogadores, ainda mais lembrando que as franquias são empresas milionárias e, recentemente, a MLB renovou contrato de TV com a Turner Sports. 

Em resumo, os jogadores, parte hipossuficiente dessa relação, querem que o que foi acordado seja cumprido: montem um calendário e nos digam quando e como vamos jogar e que vamos receber 100% de nossos salários em função do número dos jogos. Os donos, começaram a “trucar” a situação e o contexto todo é de falta de confiança e de rachaduras para todos os lados. 

Ante tudo isso, tivemos um especial do SportsCenter americano na noite de segunda e o comissário da MLB, Rob Manfred, mostrou-se bastante pessimista com as perspectivas. “Não estou confiante”. Essas foram as palavras.

Se a frase foi dita para aumentar o poder de barganha da liga/times ou se é uma lamentação, o tempo dirá. Mas a questão é que a maior parte das pessoas fica cada vez menos otimista em relação à volta do beisebol em 2020. Os prazos estão passando, a relação entre times e jogadores está danificada e a temporada hipotética apresenta-se com perspectiva de ser cada vez com menos jogos e, pior: de bater em novembro com o clímax da temporada regular da NFL e com as eleições presidenciais. Não é um nem de perto um cenário positivo para o beisebol. 

Como “molho especial” desse imbróglio, lembramos o histórico da modalidade. O Sindicato de Jogadores do beisebol tem um DNA bastante aguerrido se comparado ao seus pares das outras ligas de esportes americanos. Em 1994, a temporada foi interrompida por greve e não voltou mais. Em 2002, quase houve outra greve. Agora, uma relação que historicamente não foi boa – entre donos e times e jogadores – coloca a fragilizada popularidade do beisebol em xeque novamente. 

No fundo, nem times nem jogadores vão perder tanto nessa história como o esporte em si. Torçamos para que um dos lados ceda – ou que cada lado ceda um pouco. Porque as perspectivas não são boas. A pandemia nos tirou muitas coisas neste ano e pode tirar mais uma: a temporada da MLB. 

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No auge da franquia, MLB The Show 20 apresenta poucas novidades em relação ao 19

Antony Curti
Antony Curti

Para além de Uncharted e Last of Us, um dos trunfos de exclusividade da Sony nos Estados Unidos é o fato de só o PlayStation 4 contar um um simulador de beisebol. O console da Microsoft conta com o "RBI Baseball", mas não é a mesma coisa. Durante a atual geração, esse trunfo foi um dos motivos que me fez continuar com a Sony em vez de experimentar o Xbox One. 

Bom, o trunfo não seguirá por muito tempo: mesmo o jogo sendo produzido por um estúdio da Sony (o San Diego Studios), no ano que vem essa exclusividade cai e estaremos diante de um paradoxo: um estúdio first party produzindo para outras plataformas. Antes disso, porém, vamos à última versão exclusiva do quarto filho de Ken Kutaragi: mudou algo?

Não. Sinceramente, quase nada. MLB The Show foi "vítima" de si mesmo. Enquanto a Eletronic Arts manipula seus lançamentos de maneira que retira modos de jogo para depois colocá-los como novidades – vide a "volta" do Pro Bowl no Madden 20 sendo que no Madden 08 ele já existia – a Sony não fez isso na evolução do The Show. Essa evolução foi constante durante a segunda metade desta década. O San Diego Studios sempre melhorou uma coisinha ou outra, seja nos modos de jogo ou no gameplay. Como bônus, embora tenha microtransações, o jogo nunca foi "Pay To Win" como seus pares Madden, FIFA e NBA 2k. É possível, sim, comprar "cartas" no modo semelhante ao Ultimate Team da EA – mas não chega a ser um grande cassino que quebrará economias familiares. 

Em resumo: o jogo chegou no ápice. Tanto em gameplay como em modos de jogo. Fica difícil "ter para onde ir". Até por conta disso a chegada da nova geração, ao final deste ano, será um grande bônus para o The Show e outras franquias esportivas com lançamentos anuais: ao menos ficará nítido que os gráficos vão melhorar. 

[]

E então, mudou algo?

Como disse, pouca coisa. Basicamente, rebater está mais realista porque está de acordo com o contato que você faz no home plate. A zona de contato aliás, recebeu um feedback a mais com duas bolinhas – a de cima vai gerar bola voadora, a de baixo vai gerar contato rasteiro e ruim. Então posso dizer que está mais prazeroso rebater nesta versão. Contato perfeito e timing perfeito dá o feedback de "PERFECT" na jogada e, com isso, a bola em jogo tende a ser mais efetiva para o ataque – gerando mais home runs, rebatidas em linha e rebatidas rasteiras mais fortes. Um exemplo é este home run abaixo que tive, note o feedback no canto inferior esquerdo.

Ainda, na defesa, o jogo seguiu sua evolução em fazer as defesas, sobretudo no campo externo, mais de acordo com a realidade. Jogadores bons em defesa no campo externo raramente erram – os ruins errarão a defesa com mais frequência, algo que se vê na vida real e que pouco se via em versões anteriores do jogo. 

Sobre os modos de jogo, continuo focado no March to October, um modo franchise mais simplificado e ágil. Ele te leva para momentos-chave das partidas – o que no beisebol em videogame é pra lá de importante, porque jogar 162 partidas completas é algo que demora. Eu mesmo joguei, em toda minha vida, apenas duas temporadas completas de 162 jogos em quase 10 anos com a franquia The Show (e uma delas ainda foi no PlayStation 3). Então a agilidade e simular alguns jogos – com base se seu time está "quente" ou "frio" é importante. Abaixo, demonstro na Live que fiz em meu canal um pouco desse modo. 

O Franchise Mode (mais completo que o March to October) e o Road to The Show (modo carreira com apenas um jogador) seguem tão parecidos com a versão do ano passado que, sinceramente, é melhor você ler sobre no meu review do MLB The Show 19. Seria perda de tempo copiar e colar para falar as mesmas coisas. 

No final das contas, como disse acima, o MLB The Show 20 foi vítima do próprio empenho em versões anteriores e da própria limitação que jogos esportivos têm em si mesmos para lançamentos anuais. Com a geração nova, o debate "será que não seria melhor um serviço de assinaturas em vez de lançamentos anuais com poucas novidades?" novamente cairá porque, bem, graficamente haverá evolução. Então voltaremos nisso lá para 2023, podem contar comigo nesse debate. 

Enquanto isso, mais do mesmo. Se por um lado o MLB The Show 20 é o melhor jogo de beisebol já feito, pouco faz sentido pagar o preço inteiro que a Sony cobra na PSN – 250 reais. Ainda mais com a versão do ano passado pela metade do preço. Se você não tem a versão 18 ou 19, certamente vale a pena o investimento – costumo fazer isso com o FIFA, que é o jogo esportivo que jogo menos. Se não, aí espera por uma promoção bacana. Até porque, com a COVID19, a temporada não começou de toda forma. 

Veredito: Esperar promoção para comprar. 

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Curti: Draft Simulado 2.0 (o que eu faria como general manager)

Antony Curti
Antony Curti

Simulações de Draft são imperfeitas. Mas ao mesmo tempo, divertidas. É quase impossível acertar mais de 10 escolhas, mas a gente tenta mesmo assim. O exercício é importante porque ele é o grande exercício prático de intersecção entre as duas grandes áreas de cobertura do Draft da NFL: necessidades dos times com o valor dos prospectos. 

Claro, nem sempre os times escolhem puramente para preencher seus buracos – como veremos adiante no texto. Um bom exemplo é 2014, quando o New York Giants escolheu Odell Beckham Jr por ser o melhor jogador disponível no entendimento da diretoria do time. Em 2005, o Green Bay Packers escolheu Aaron Rodgers na 24ª escolha mesmo sabendo que ainda poderia contar com mais alguns anos do quarterback Brett Favre. Então, são três motivações básicas para um time: 

i) Necessidade no elenco 
ii) Antever necessidade futura no elenco 
iii) Melhor jogador disponível 

Usei as três para motivar as escolhas que você verá adiante. Ainda, fiz algumas trocas – o que obviamente vai diminuir ainda mais o índice de acerto. Na realidade, a ideia aqui não é nem de falar sobre acertos ou previsões: é o que eu faria como general manager. Para a prévia do que eu acho que os times podem fazer, confira no link abaixo o Draft Simulado 1.0. 

Nota: Atualmente, não se usa mais DE/OLB, preferindo-se a nomenclatura EDGE (ponta) para jogadores que prioritariamente pressionam o quarterback. As defesas da NFL praticamente não jogam mais com 4-3 e 3-4 como base, usando a formação nickel (5 defensive backs) em mais de 50% dos snaps. Daí, LB, EDGE e iDL (interior defensive lineman) fazer mais sentido em 2020.

Leia também:

Necessidades dos 32 times para o Draft 2020
Curti: Draft Simulado 1.0 (o que eu acho que os times vão fazer)
Curti: Os 5 melhores quarterbacks do Draft 2020
Curti: Os 5 Melhores Running Backs do Draft 2020
Curti: Os 5 melhores wide receivers do Draft 2020

1- Cincinnati Bengals: Joe Burrow, QB, LSU
Necessidades dos Bengals: QB, OL, LB

O melhor prospecto na posição de quarterback para um time que precisa urgentemente de ajuda na posição. Fome com a vontade de comer. 

2- Washington Redskins: Chase Young, EDGE, Ohio State
Necessidades: EDGE, OL, TE

Ryan Kerrigan tem 31 anos e vem de temporada com baixa produção. Chase Young é um dos melhores prospectos da década entre os apressadores de passe. Sendo general manager, gostaria de começar o relacionamento com meu novo head coach, Ron Rivera, de forma a agradar uma mente defensiva que sempre valorizou a linha defensiva. 

3- TROCA! Miami Dolphins via Detroit: Tua Tagovailoa, QB, Alabama
Necessidades: QB, OT, S

Miami precisa de seu quarterback do futuro e o melhor disponível é Tua Tagovailoa. Há riscos de lesões e etc mas só se vive uma vez. Miami já deixou de arriscar num Drew Brees lesionado e se arrependeu. Já deixou de apostar em Matt Ryan em 2008 e idem. Tua, saudável, está na mesma prateleira de Burrow.

4- New York Giants: Jedrick Wills, OT, Alabama
Necessidades: EDGE, OL, LB

Embora o meio da defesa seja uma senhora necessidade, os Giants precisam aproveitar a abundância de bons jogadores de linha ofensiva neste Draft. Considerando que Nate Solder eventualmente será cortado em alguns anos, é necessário planejamento para isso – e/ou soluções para o HOJE no lado direito, que tem Cam Fleming como tapa buraco. Wills é técnico e tem experiência justamente no lado direito, podendo ser lapidado para substituir Solder como left tackle no futuro. 

5- Detroit Lions: Jeff Okudah, CB, Ohio State
Necessidades: CB, DL, iOL

Jeff Okudah é um cornerback polido que tem tamanho, técnica e capacidade de jogar tanto em zona como homem-a-homem. Os Lions precisam sair deste Draft com a secundária reforçada, ainda mais após a troca de Darius Slay. 

6- Los Angeles Chargers: Justin Herbert, QB, Oregon
Necessidades: QB, OT, WR

Justin Herbert não está no mesmo nível dos dois outros quarterbacks mas, a meu ver, também não merece as críticas que vem recebendo às vésperas do Draft. Herbert precisa arrumar algumas questões como a base de lançamento, por exemplo, mas um ano como reserva podem resolver isso – Tyrod Taylor, o quarterback mais ponte da década, está lá para isso.

7- Carolina Panthers: Isaiah Simmons, LB, Clemson
Necessidades: iDL, CB, LB

Seria uma dádiva imensa para a torcida dos Panthers se isso acontecesse. Sei que iDL também é necessidade, mas a aposentadoria de Luke Kuechly deixou um rombo no coração da torcida e, bem, da defesa também. Simmons vale quase como que por dois jogadores e na sétima posição, sua saída está mais do que adequada. Ele pode ter o mesmo impacto nessa unidade que Kuechly teve no início da década. 

8- Arizona Cardinals: Tristan Wirfs, OT, Iowa
Necessidades: OT, WR, S

Se sou Steve Keim, general manager dos Cardinals, penso no trade down com carinho aqui. Pode haver times querendo saltar para o final do top 10 com o objetivo de ter um wide receiver de calibre. De toda forma, Arizona precisa pensar no futuro na posição de offensive tackle. Tristan Wirfs tem a agilidade, tendo histórico de atleticismo para além do futebol americano. Pensando no Air Raid dos Cardinals e do técnico Kliff Kingsbury. 

9- Jacksonville Jaguars: Jeff Gladney, CB, TCU
Necessidades: iDL, EDGE, WR, CB

Suponho que aqui a necessidade maior seria… Várias. Então seria interessante se Jacksonville trocasse para baixo para acumular escolhas. No mundo real, é justamente o que vai acontecer, porque algum time vai apertar o gatilho buscando os offensive tackles que faltam. Na minha simulação, estou mais acanhado como general manager desses times. Então não subo e os Jaguars escolhem na 9 mesmo. No caso, endereçando a posição de cornerback, que foi “dizimada” após as trocas de A.J. Bouye e Jalen Ramsey. A reposição seria Jeff Gladney, cornerback versátil que julgo mais técnico que C.J. Henderson (mais atlético e que provavelmente vai sair no top 10). 

10- Cleveland Browns: Andrew Thomas, OT, Georgia
Necessidades: OT (lado esquerdo), S, LB

Os Browns já reforçaram o lado direito da linha com a contratação (a preço de barganha, aliás) de Jack Conklin na free agency. O lado direito, que é problema desde a aposentadoria de Joe Thomas, seria pra lá de reforçado com o forte e técnico Andrew Thomas – que fez um excepcional trabalho em Georgia. 

11- New York Jets: Mekhi Becton, OT, Louisville
Necessidades: EDGE, OL, WR

Juro que queria dar alvos para Sam Darnold, mas sua propensão a fumbles e turnovers como um todo me fazem ficar mais inclinado à linha ofensiva. Becton é um prospecto físico que precisa de lapidação na sua técnica, mas com bom teto de produção na NFL. 

12- Las Vegas Raiders: CeeDee Lamb, WR, Oklahoma
Necessidades: WR, CB, S

Os Raiders precisam de ajuda para o corpo de recebedores após o projeto Antonio Brown ir para o espaço no ano passado. Como jogadores no lado de fora, apenas Tyrell Williams inspira alguma confiança e mesmo assim nem tanta. Vamos com o melhor wide receiver disponível no board aqui com Lamb. 

13- San Francisco 49ers: Jerry Jeudy, WR, Alabama
Necessidades: WR, iOL, CB

É necessário que o time dê armas para Jimmy Garoppolo. Jerry Jeudy é um prospecto fantástico em jardas após a recepção e no bem desenhado sistema ofensivo de Kyle Shanahan tem tudo para voar baixo. 

14- TROCA! Dallas Cowboys via Tampa Bay: K'Lavon Chaisson, EDGE, LSU
Necessidades: EDGE, DB, TE

Com os principais nomes na linha ofensiva já saindo do board, troco como Tampa Bay para um time que precisa passar “por cima” de Atlanta, dado que suas necessidades são parecidas. Os Cowboys perderam Robert Quinn na free agency e precisam dar ajuda para Demarcus Lawrence. Encontram no melhor EDGE disponível com Chaisson, jogador rápido e com ótimo contorno de arco para apressar o quarterback adversário. 

15- Denver Broncos: Henry Ruggs III, WR, Alabama
Necessidades: WR, OT, CB

Acho difícil que Denver fique quietinho esperando os recebedores saírem do board, sendo um time fortemente candidato a ir pra cima e buscar um wide receiver. No caso, fico esperando Henry Ruggs ou o terceiro que sobrar porque não vejo necessidade de subir aqui, especialmente por Ruggs. Sendo ele a escolha, será interessante vê-lo de laranja com o forte braço de Drew Lock: a principal virtude do prospecto de Alabama é a velocidade. 

16- Atlanta Falcons: Javon Kinlaw, iDL, South Carolina
Necessidades: CB, iDL, EDGE

Há três necessidades aqui e todas são na defesa – natural, o time tem 239 jogadores do ataque que já foram escolhas de primeira rodada no Draft. O melhor prospecto disponível em meu board é Javon Kinlaw, que reforça o pass rush de Atlanta pelo miolo da linha e que poderá ajudar (e muito) o sólido Grady Jarrett na função. 

17- Tampa Bay Buccaneers via Dallas: Justin Jefferson, WR, LSU
Necessidades: OT, RB, iDL

Não é uma necessidade do time, mas para além de Mike Evans e Chris Godwin (que têm histórico de lesão, ambos), não há muitas alternativas no corpo de wide receivers. Os Buccaneers poderiam dar um slot para Tom Brady e Justin Jefferson é o nome para isso. Sua rota slant é fatal e Brady deve usar e abusar desse expediente no meio do campo. 

18- TROCA! Green Bay Packers via Miami: Jalen Reagor, WR, TCU
Necessidades: WR, LB, TE

Com a saída de Justin Jefferson na escolha anterior, deve começar uma caçada aos wide receivers e Green Bay não pode ficar esperando na escolha 30 como se nada estivesse acontecendo. Ao mesmo tempo, os Dolphins não têm muitos offensive tackles de alto nível ainda disponíveis, então ficam felizes em descer. Jalen Reagor é rápido e um playmaker que pode ajudar bastante o ataque dos Packers, que no corpo de recebedores não conta com titulares de calibre para além de Davante Adams. 

19- Las Vegas Raiders: CJ Henderson, CB, Florida
Necessidades: WR, CB, S

Secundária em Las Vegas é problema na posição de cornerback. Fiquei tentado a um safety aqui com Grant Delpit caindo, mas os Raiders já investiram em veteranos para o setor. Então vamos de cornerback com o atlético C.J Henderson que tem tudo para ser o segundo cornerback escolhido na vida real e que dificilmente deve ter a queda que coloquei aqui. 

20- Jacksonville Jaguars: Derrick Brown, iDL, Auburn
Necessidades: iDL, EDGE, WR, CB

Os Jaguars sofreram várias perdas defensivas nas últimas temporadas e o miolo da linha defensiva preocupa. Derrick Brown dificilmente deve cair tão longe, mas aqui na simulação cai porque eu, pessoalmente, não sou tão fã de seu estilo de iDL pesado e não tão apto para o pass rush para além do bull rush. De toda forma, os Jaguars agradecem. 

21- Philadelphia Eagles: Brandon Aiyuk, WR, Arizona State
Necessidades: WR, DB, LB

Num mundo mágico, teríamos DeSean Jackson em profundidade, Alshon Jeffery como flanker e todo mundo saudável. Não foi o que aconteceu ano passado. Aiyuk é uma arma interessante em profundidade e sólido em jardas após a recepção – vai ajudar muito em profundidade de talento para os Eagles. 

22- Minnesota Vikings: Tee Higgins, WR, Clemson
Necessidades: WR, CB, iOL

Após a saída de Stefon Diggs, via troca, precisamos de uma peça de reposição. Vou com Higgins, jogador de boa envergadura e trabalho em bolas contestadas. É meu melhor wide receiver disponível. 

23- New England Patriots: Grant Delpit, S, LSU
Necessidades: QB, TE, WR

Não vamos de quarterback aqui – mas, dadas as necessidades dos Patriots, vamos de melhor jogador disponível. Raramente as equipes optam pela abordagem de reforçar o que já é bom, mas dada a força da defesa de New England, talvez Bill Belichick queira deixar a secundária ainda mais forte – ao mesmo tempo que antevê a reposição de Devin McCourty, que terá 33 anos durante a temporada 2020. Delpit tem seus problemas em tackle, mas se bem lapidado ao estilo Do You Job, pode maximizar suas habilidades. 

24- New Orleans Saints: Denzel Mims, WR, Baylor.
Necessidades: LB, WR, OL

A maior necessidade é linebacker mas não julgo que nenhum dos disponíveis sejam dignos de primeira rodada. Então, vamos reforçar o que já é bom. Com Michael Thomas e o recém-chegado Emmanuel Sanders o setor vai bem, mas toda ajuda no potencial último ano de Drew Brees é interessante. Denzel Mims é um recebedor com velocidade e pode ser alternativa para os Saints em profundidade. 

25- Minnesota Vikings: Jaylon Johnson, CB, Utah.
Necessidades: WR, CB, iOL

O corpo de cornerbacks dos Vikings silenciosamente foi ficando deteriorado nas últimas temporadas e beira o desespero.  No momento, o time tem duas apostas no setor: Nate Meadors e Mike Hughes. O primeiro não foi draftado e o segundo, escolha de primeira rodada em 2018, tem suas inconsistências e apanha de wide receivers mais físicos. Ajuda para o setor é necessária, até porque na secundária a equipe tem uma das melhores duplas de safeties da NFL em Anthony Harris e Harrison Smith. Com dois bons safeties, o time pode arriscar num cornerback agressivo – é o caso de Johnson. 

26- Detroit Lions via Miami: Curtis Weaver, EDGE, Boise State
Necessidades: CB, DL, iOL

Um dos jogadores mais subestimados da classe de EDGEs, Weaver aparece atrás de Yetur Gross-Matos e AJ Epenesa talvez porque jogou em uma escola com menos fama, Boise State – Gross-Matos e Epenesa jogaram em escolas da Big Ten, conferência com maior exposição nacional. Gosto de seu trabalho na primeira passada, agressividade e contorno de arco. Pode ser uma boa para os Lions, que precisam ajudar Trey Flowers – que não é um “artista nato” de sacks. 

27- Seattle Seahawks: Neville Gallimore, iDL, Oklahoma 
Necessidades: EDGE, OT, WR

A maior chance aqui é de Seattle descendo e acumulando escolhas como geralmente faz. O meio da linha defensiva precisa de ajuda mesmo que Poona Ford e Jarran Reed até façam um trabalho digno. De toda forma, o teto de Neville Gallimore é pra lá de interessante no pass rush e os Seahawks podem pensar com carinho em replicar a fórmula da primeira metade da década passada, quando tinha muitos jogadores no setor para uma rotação descansada e agressiva que indiretamente ajudava a Legion of Boom. Prefiro isso a apostar em algum EDGE que não tem valor de primeira rodada tal como o time fez ano passado. 

28- Baltimore Ravens: Jonah Jackson, iOL, Ohio State
Necessidades: WR, EDGE, LB

A aposentadoria do excelente e futuro hall of famer Marshal Yanda acabou deixando uma lacuna no meio da linha. Jonah é um jogador inteligente e o melhor da classe entre os iOLs. Refinado com as mãos, tem o atleticismo para ajudar no jogo terrestre e num ataque com Lamar Jackson & Amigos, isso é pra lá de importante. 

29- Tennessee Titans: Bryce Hall, CB, Virginia
Necessidades: EDGE, RB, CB

Logan Ryan não renovou contrato e Malcolm Butler não vem jogando no nível de seu início de trajetória em New England, inclusive tendo perdido parte da temporada passada com lesão no punho. Jogador de instintos apurados, acabou perdendo valor para o Draft deste ano depois de se machucar no início da temporada passada – então, pode ser uma barganha aqui. 

30- Miami Dolphins via Green Bay: Antoine Winfield Jr, S, Minnesota
Necessidades: QB, OT, S

Miami sabe que haverá algum sólido safety disponível aqui, então, seria interessante descer. Filho de excelente ex-CB da NFL, Antoine Winfield Jr tem o “faro” da bola e poderia ser um playmaker agressivo e pra lá de interessante para os Dolphins – ainda mais porque a dupla de cornerbacks promete e dá segurança com a chegada de Byron Jones e Xavien Howard do outro lado. O time ainda poderia subir para o topo da segunda rodada por Josh Jones ou algum outro offensive tackle, dado que estará bem estocado aqui. 

31- TROCA! Indianapolis Colts via San Francisco: Jordan Love, QB, Utah State
Necessidades: WR, CB, QB

Jordan Love tem o físico, o braço forte e outras intangíveis – mas falta lapidação no processamento mental do jogo. Um ano de banco atrás de Philip Rivers pode fazer com que a excelente comissão técnica dos Colts possa lapidar esse ponto, bem como questões de mecânicas de lançamento. Rivers tem contrato de apenas um ano, lembrando. 

32- TROCA! Atlanta Falcons via Kansas City Chiefs: AJ Epenesa, EDGE, Iowa
Necessidades: CB, iDL, EDGE

Os Falcons precisam de ajuda no setor e já subiram para o final da primeira rodada no ano passado na busca por reforço de linha ofensiva. Agora o fazem para o outro lado da bola. Epenesa teve 2019 decepcionante se pensarmos que ele brigava com Chase Young pela empolgação de melhor da classe. O atleticismo deixa a desejar e no Combine os números não foram dos melhores. Mas com ajuda ao seu lado e contando com bom trabalho técnico, disciplina no jogo terrestre e leitura de jogo, pode render frutos aos Falcons.

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Curti: Draft Simulado 2.0 (o que eu faria como general manager)

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Curti: Os 5 melhores defensores do Draft 2020

Antony Curti
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Terminando os trabalhos em nosso board, vamos agora falar um pouco sobre a defesa. A classe de 2020 talvez não seja tão talentosa em quantidade, mas em seu topo com certeza há muito valor. Nas posições de EDGE Rusher, cornerback  e linebacker, há um "rei" incontestável. No caso da primeira, ainda há valores bons na primeira rodada – para o meio e o final da primeira, também podemos dizer o mesmo nos cornerbacks. Em linebackers, o "título" de Isaiah Simmons é inquestionável. 

Já para jogadores de meio de linha defensiva, há um debate interessante sobre Derrick Brown e Javon Kinlaw. O primeiro é o "protótipo" da posição e que é mais valorizado por analistas com uma visão mais old school – como Mel Kiper, o pai de todos, da ESPN americana – que dão valor a jogadores com capacidade de atrair bloqueios duplos e colapsar o jogo terrestre. O segundo lembra muito Chris Jones, do Kansas City Chiefs: embora menor, tem melhor trabalho contra o jogo aéreo, pressionando o quarterback. Dou minha opinião sobre mas, sem delongas, vamos ao ranking.

Observação importante: Sempre quando falamos em prospecto no Draft, é uma projeção – o recrutamento NÃO é ciência exata e o sucesso do jogador no nível profissional (NFL) depende de inúmeras variáveis, como sua lapidação pela comissão técnica, elenco de apoio e tantas outras coisas mais. 

Observação 2: Atualmente, não se usa mais DE/OLB, preferindo-se a nomenclatura EDGE (ponta) para jogadores que prioritariamente pressionam o quarterback. As defesas da NFL praticamente não jogam mais com 4-3 e 3-4 como base, usando a formação nickel (5 defensive backs) em mais de 50% dos snaps. Daí, LB, EDGE e iDL (interior defensive lineman) fazer mais sentido em 2020.

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1- Chase Young, EDGE, Ohio State

O que gosto nele: Primeira passada, explosão, técnica de mãos para se livrar do bloqueador, contorno de arco (bend), produção – foram 27 sacks nas duas últimas temporadas. É realmente um prospecto completo e numa classe que tem K’lavon Chaisson como segunda opção, apresenta-se sozinho na primeira prateleira. Uma rara combinação de técnica e atleticismo se pensarmos num prospecto saindo do college. Além do pass rush, trabalho contra a corrida é muito bem feito, ele sela perfeitamente a lateral. 

O que não gosto nele: Vou falar logo menos sobre sua comparação, mas talvez o motor – nenhum sack em seus últimos três jogos. É o ponto de interrogação que foi colocado sobre Myles Garrett também. Forçando a amizade, talvez dê para dizer que sua cobertura ao passe não é das melhores – mas é a mesma coisa que dizer que seu carro não anda bem em Interlagos, não é como se ele fosse recuar tanto assim para marcar o passe. 

Young me lembra muito a polidez com a qual Myles Garrett chegou à NFL. É um EDGE completo em termos de prospecto, com um contorno de arco (bend) raríssimo e feito junto de um trabalho de mãos igualmente raro. É realmente um cara que eu tive dificuldade para achar problemas, vide a forçação de barra que tive que colocar nos pontos fracos. Tem potencial de All-Pro e como seu colega ex-Ohio State, Nick Bosa, uma chance excelente de contribuir desde o primeiro dia e ser forte candidato ao prêmio de calouro defensivo do ano.

Chase Young
Chase Young Getty Images

2- Jeff Okudah, CB, Ohio State

O que gosto nele: O pacote completo. Habilidade incrível no espelhamento de rotas, trabalho de pés excepcional e quase hipnótico quando analisamos o tape, velocidade que faz com que consiga cobrir os principais recebedores da NFL e sua altura (6’1) está longe de lhe atrapalhar nesse sentido. Além de excelente espelhamento no trabalho em marcação individual, tem disciplina na marcação em zona e capacidade de instintivamente fechar janelas nela. Quadril fluído nesse sentido, também. 

O que não gosto nele: Tal como Joe Burrow, teve apenas um ano como principal cornerback do time. Seu trabalho de buscar a bola no ponto de ataque não é de elite, há espaço para melhora nesse sentido. 

O pacote completo, como disse. Okudah tem totais condições de ter uma carreira como grandes cornerbacks da história da NFL. Ele tem as habilidades físicas, notoriamente o espelhamento de rotas e o quadril, a altura e a vontade de tacklear que tanto falta para alguns prospectos da posição. Jeff tem teto alto e, sobretudo, piso alto também: ele pode ser titular desde o início e encaixa na maior parte dos sistemas ofensivos, conseguindo fazer um bom trabalho em marcação individual e em zona. 

3- Isaiah Simmons, LB, Clemson

O que gosto nele: É impossível começar este trecho sem abusar do “Titês” e dizer a palavra VERSATILIDADE. Simmons alinhou em todas as posições defensivas, chegando até mesmo a jogar marcando o slot ou como único homem no fundo do campo. Tem histórico de provas no atletismo, algo raro para a posição – velocidade de alto nível para um LB. 

O que não gosto nele: Precisa melhorar sua capacidade de identificar jogadas como screens ou play-actions; acaba perdendo muito tempo no alvo errado. Precisa acrescentar movimentos de mãos em jogadas que se estendem. Talvez a massa muscular complique as coisas, porque para jogar de LB na NFL precisará adicionar massa magra. Às vezes se complica na leitura dos play-actions. 

Um dos prospectos mais interessantes e intrigantes que analisei em muitos anos. É como se fosse uma evolução pokémon de Derwin James no sentido de ser mais físico como um todo – ou seja, em vez de safety é linebacker. Nesse sentido, portanto, pode ser um coringa potente nas mãos de um bom coordenador defensivo – em certa medida, guardadas as proporções por serem de posição diferente, tal como Minkah Fitzpatrick. O problema, como Fitzpatrick nos Dolphins, é se ele cair no time errado. 

4- K'Lavon Chaisson, EDGE, LSU

O que gosto nele:: Sua primeira passada é de elite – e entre os não-Chase Young tem o melhor contorno de arco (bend) da classe. Justamente por isso acaba se destacando. É o clássico caso do jogador que consegue apressar o passe por conta de atleticismo fora de série. 

O que não gosto nele:: A produção deixou a desejar na carreira, sendo apenas 9,5 sacks (6.5 em seu último ano, 2019, tendo tido uma sólida segunda metade de temporada). Isso se explica também pelo histórico de lesão, tendo perdido temporada com lesão no joelho. Falta recursos de elite para além da velocidade e do contorno de arco para buscar o sack. Precisa expor o peito menos em jogadas terrestres. 

O melhor pass rusher dentre os mortais não chamados Chase Young, por assim dizer. A comparação que faço de Chaisson é com Josh Allen, EDGE produto de Kentucky que fez boa temporada por Jacksonville e cuja maior virtude era a velocidade – sendo cru em outros aspectos. K´Lavon precisa ganhar massa e ampliar os recursos no trabalho de mãos para a NFL, mas tem algo que não se ensina: atleticismo. 

5- Javon Kinlaw, iDL, South Carolina

O que gosto nele: Explosão e primeira passada, praticamente sobrenaturais para seu tamanho – 145 kg. Não deixa a dever no jogo terrestre, jogando de maneira disciplinada nos gaps. A produção em pressões (26) e sacks (6) no ano passado fazem com que ele me lembre o estilo de jogo e a agressividade de Chris Jones (Chiefs) na linha defensiva. 

O que não gosto nele: Afobado em alguns momentos, morte o play action com muita facilidade. Embora tenha mais recursos do que Derrick Brown – que prioritariamente usa o Bull Rush – vejo uma necessidade de aumentar os movimentos de mãos no pass rush, sobretudo para jogadas que se estendam. 

Na maioria dos boards e na opinião da maior parte dos analistas, Derrick Brown está acima de Kinlaw entre os jogadores de interior de linha defensiva (iDL) e mesmo nos defensores em geral. Discordo dessa opinião na medida em que Kinlaw é melhor preparado para a NFL atual na medida em que joga melhor contra o passe, conseguindo números melhores que Brown mesmo jogando contra a mesma competição (Conferência SEC) e com menos ajuda em South Carolina do que Brown em Auburn. 

Menções honrosas: 

- Derrick Brown, iDL, Auburn
- Grant Delpit, S, LSU
- Jeff Gladney, CB, TCU
- Xavier McKinney, S, Alabama
- Justin Madburke, iDL, Texas A&M
- Neville Gallimore, iDL, Oklahoma
- Bryce Hall, CB, Virginia
- CJ Henderson, CB, Florida
- Kenneth Murray, LB, Oklahoma
- Patrick Queen, LB, LSU
- Antoine Winfield Jr, S, Minnesota
- AJ Epenesa, EDGE, Iowa
- Yetur Gross-Matos, EDGE, Penn State

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Curti: Os 5 melhores Wide Receivers do Draft 2020

Antony Curti
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Observação importante: Sempre quando falamos em prospecto no Draft, é uma projeção – o recrutamento NÃO é ciência exata e o sucesso do jogador no nível profissional (NFL) depende de inúmeras variáveis, como sua lapidação pela comissão técnica, elenco de apoio e tantas outras coisas mais. 

Não há classe tão profunda em termos de talento como a de wide receiver deste ano. A classe de quarterbacks é pra lá de interessante neste ano, com três nomes que têm potencial de serem franchise quarterback. A classe de offensive tackles é bem interessante também, como vários nomes de primeira rodada. Contudo, há muito tempo não temos tanta profundidade de talento na classe de wide receivers: há vários com talento de primeira rodada que, pelo fluxo do Draft, acabarão caindo no colo de um time esperto no topo da segunda.

Dito isso, falemos aqui dos cinco principais. É difícil estabelecer um ranking – a primeira posição é quase empate técnico, por exemplo – neste ano, mas vamos lá. 

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1- CeeDee Lamb, Oklahoma

O que gosto nele: Poucos drops, mãos firmes; Excelente poder de improviso quando necessário; Fisicalidade buscando o ponto de ataque quando a bola chega; Vai bem em recepções contestadas. 

O que não gosto nele: Precisa ganhar massa muscular para a NFL; Não tem volume de snaps contra marcação diretamente na linha (press coverage) e deve ter dificuldades contra isso na NFL; Não tem velocidade de elite, embora boa aceleração. 

Com exceção à massa magra, a análise acima poderia ser de DeAndre Hopkins quando ele chegou na NFL – é por isso que comparo Lamb a ele, embora uma versão mais magra. Dos recebedores desta classe, é o mais lapidado – não faz nada de maneira ruim e é excelente em jardas após a recepção. Suas mãos firmes e poder em bolas contestadas fazem dele um wide receiver capaz de jogar como WR1/Split End na NFL, ao contrário do que projeto para Jeudy.

CeeDee Lamb
CeeDee Lamb Getty Images
 

2- Jerry Jeudy, Alabama

O que gosto nele: Melhor árvore de rotas da classe. Bastante agilidade na execução das rotas. Embora Lamb seja melhor em jardas após a recepção, Jeudy também é excelente no quesito. Suas quebras nas rotas (e depois delas) são magistrais. 

O que não gosto nele: Alguns drops por falta de concentração. Precisa ganhar mais massa magra. Precisa usar as mãos melhor vs press. 

Num primeiro momento, deve ser usado como flanker/z/WR2 tal como aconteceu com o também ex-Alabama, Calvin Ridley – uma boa comparação para Jeudy, aliás. Tal como a maioria dos wide receivers da classe, precisa ser lapidado para jogar melhor contra press coverage. Se cair no sistema certo, que usa e abusa de movimentações e jardas após a recepção (exemplos da NFL atual: Rams, 49ers) tem tudo para brilhar já no primeiro ano. 

3- Jalen Reagor, TCU

O que gosto nele: Tal como o próximo da lista, a velocidade. Suas quebras de rotas são precisas, sobretudo próximo às sidelines. Double moves excelentes. É um playmaker e se bem utilizado pode render na NFL. 

O que não gosto nele: A altura é problema para a NFL, talvez tenha que jogar como slot por conta disso. Tal como Jeudy, houve drops por conta de concentração ou porque está pensando nas jardas após a recepção antes de segurar a bola de fato. Tem problemas contra press. 

Atlético, Reagor pode ser a "alternativa" para o time que não tiver Ruggs. De toda forma, vejo ele com piso maior e, embora os números do Combine não tenham indicado isso, é um jogador veloz. Não tem problemas de lesão e pode ser um excelente flanker/z/WR2 para times que queiram velocidade na posição. 

4- Henry Ruggs, Alabama

O que gosto nele: A velocidade, obviamente. É a melhora arma vertical da classe, tendo o melhor tempo no tiro de 40 jardas – 4.27. Para times que precisem esticar o campo, não haverá arma melhor. Não é polido nos cortes em jardas após a recepção como os primeiros nomes desta lista, mas com velocidade e bons ângulos também é capaz de produzir no quesito. 

O que não gosto nele: Volume baixo de recepções – por ser ameaça vertical – e o fato de que teve uma árvore de rotas bem pobre por ser mais um velocista de campo fundo. Pode sofrer com press coverage ou cornerbacks rápidos na NFL, porque a separação é basicamente vinda da velocidade. 

Algum time pode até acabar subindo por ele, é uma das "coqueluches" do Draft deste ano. Ruggs, porém, precisa de evolução em vários setores. Ele não vai enfrentar defesas como as do college, nas quais sentava e rolava com base na velocidade. Vai ter que ler as marcações em zona, vai ter que evoluir em separação contra marcação individual. Por isso, precisará ser bem lapidado. O talento físico, porém, certamente está presente. 

5- Justin Jefferson, LSU

O que gosto nele: Bom corredor de rotas, com quebras ajustadas ao tráfego no meio do campo – seu trabalho no meio, aliás, é sua principal virtude, sabendo se posicionar bem. Sua rota slant é fatal e foi uma das bolas de segurança de Joe Burrow no ano passado. 

O que não gosto nele: Jogou mais na parte de dentro e isso limita seu valor para o Draft, estando projetado mais como slot receiver para o nível profissional. Há algumas dúvidas quanto à produção: ele teve números excelentes por conta de Joe Burrow e pelo fato do ataque de LSU ter sido ótimo ou por si?

Jefferson levanta comparações com Doug Baldwin, ex-recebedor do Seattle Seahawks. Como "slot receiver puro", é o melhor nome da classe. Caso um time já tenha opções no lado de fora e queira uma opção por dentro – alô Philadelphia Eagles, estou falando com você – pode ser uma boa pedida.

Menções Honrosas: 

* Brandon Aiyuk, Arizona State
* Denzel Mims, Baylor
* Tee Higgins, Clemson
* Laviska Shenault, Colorado

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Curti: Os 5 melhores running backs do Draft 2020

Antony Curti
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A classe de 2020 do Draft da NFL não apresenta uma unanimidade "top 10" na posição de running back como acontece com cornerback, EDGE e até mesmo linebacker. Não há um Todd Gurley ou um Ezekiel Elliott neste ano – tampouco um Christian McCaffrey. Há uma primeira prateleira com três jogadores que têm seus pontos fortes e pontos fracos. Nenhum deles será draftado no início do Draft – corremos até mesmo o risco de que haja apenas running backs na segunda rodada, como já aconteceu em anos anteriores. Vamos falar deles então?

Observação importante: Sempre quando falamos em prospecto no Draft, é uma projeção – o recrutamento é ciência exata e o sucesso do jogador no nível profissional (NFL) depende de inúmeras variáveis, como sua lapidação pela comissão técnica, elenco de apoio e tantas outras coisas mais. 

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1- Jonathan Taylor, Wisconsin

O que gosto nele: Grande habilidade atlética e porte adequado para a NFL. Tem bons cortes em mudanças de direção. Pode ser bem-sucedido em sistemas que usam bloqueios em zona, dado que sabe ler bem os espaços para explodir. Embora não seja um bloqueador de elite, é esforçado e pode ficar em campo nas três descidas. 

O que não gosto dele: O problema foi mitigado na reta final da carreira, mas sem sombra de dúvidas os fumbles foram problemas. Não tem volume o suficiente para apostarmos nele no jogo aéreo. 

Taylor (foto abaixo), foi a materialização do ataque de Wisconsin na temporada passada – para variar, mais um ano com corridas e poucos passes. Até por conta disso ele não teve um volume alto em rotas corridas – tal como outros running backs oriundos dos Badgers, como Melvin Gordon. É o melhor running back da classe porque é o mais equilibrado entre eles – produz big plays, consegue bloquear e sabe ler o que a linha ofensiva lhe dá. 

Jonathan Taylor
Jonathan Taylor Getty Images

2- D'Andre Swift, Georgia

O que gosto nele: O melhor da classe correndo rotas, foi bem usado no jogo aéreo e pode contribuir na NFL desde o primeiro dia nesse sentido. Assim como Taylor, tem boa leitura de bloqueios no segundo nível. 

O que não gosto nele: Menos eficaz do que o ideal como corredor e isso não deve mudar na NFL, dado que não tem tanta massa muscular. Pode acabar sofrendo com lesões justamente por conta disso. Não tem velocidade final que chama atenção para compensar o corpo mais magro. 

Como brinquei no Twitter na semana passada, temos um Draft "Taylor Swift" neste ano. Se Taylor é um cara mais "clássico", Swift é seu complemento – aquele running back mais usado no jogo aéreo como Georgia produziu com Sony Michel recentemente. De toda forma, minha comparação a ele é de Duke Johnson, até por ser um cara mais voltado para os passes do que entrar numa goal line. 

3- J.K. Dobbins, Ohio State

O que gosto nele: Ao contrário de Taylor, o produto de Ohio State não teve problemas com fumbles em sua carreira. Tal como ele, tem boa capacidade de mover pilhas e de ser um corredor físico – além de ter conseguido muitas big plays para os Buckeyes, foram 31 para mais de 15 jardas na temporada passada. 

O que não gosto dele: Seu teto como corredor é menor do que o de Taylor e, principalmente, não tem bom trabalho nos bloqueios caso precise ajudar numa descida óbvia de passe. Não tem árvore de rotas extensa para o jogo aéreo, é screen e olhe lá. 

Uma das peças mais importantes do ataque de Ohio State no ano passado, Dobbins foi responsável por dar a ignição no ataque do time em vários momentos da temporada 2019. Contudo, suas carências – jogo aéreo recebendo e bloqueando – fazem com que ele tenha menos valor no Draft numa NFL que só pensa em passar a bola. O time que lhe escolher no Dia 2 pode ter uma tremenda barganha. 

4- Cam Akers, Florida State

O que gosto nele: Produziu mesmo com o time em cacos, sobretudo com uma linha ofensiva porosa que em vários momentos mais lhe atrapalhou do que ajudou. Por isso, teve que se virar em vários momentos e produziu bem com cortes para evitar defensores infiltrando no backfield ou em momentos de campo aberto. Consegue contribuir bem no jogo aéreo. Bom quebrando tackles. 

O que não gosto nele: Se por um lado os cortes ajudaram, por outro parecia que ele estava mais querendo fazer firula do que produzir. Precisa ser mais objetivo na NFL. Não é problema como foi para Taylor, mas olho em fumbles. 

Akers foi um dos poucos raios de sol na zona imensa que virou o programa de futebol americano de Florida State depois da saída de Jimbo Fisher. Justamente por conta disso, pode ser uma barganha neste Draft – é um cara que não vai sair na primeira rodada, que não apareceu em jogos importantes mas que produziu bem no ano passado, passando das 1000 jardas num time que, como disse, foi a materialização da bagunça. É um jogador agressivo, mas precisa corrigir as firulas e ser mais norte-sul ao atacar as defesas. 

5- Clyde Edwards-Helaire, LSU

O que gosto nele: No ataque mais prolífico de 2019, Edwards-Helaire foi bem como running back em vários momentos. Running back que pode ficar as três descidas em campo, chegou até a alinhar como wide receiver. Contudo, não chega a impressionar MESMO em nenhuma habilidade – seja correndo pelo meio, por fora, recebendo ou bloqueando. 

O que não gosto nele: Além de fazer muitas coisas mas nada em nível de elite, Edwards-Helaire tem um mega problema quanto ao tamanho: é pequeno demais para a NFL, seja em altura ou massa magra. O histórico de jogadores assim necessita de velocidade e cortes de elite para dar certo na NFL, como Darren Sproles. 

"Jack of all trades, master of none" (algo como "síndrome do pato", nada, anda e voa mas nada bem), Edwards-Helaire tem tudo para até ter seus momentos no jogo profissional, mas como um membro de comitê de running backs – e não como o principal nome da posição de um time.  

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Curti: Os 5 melhores quarterbacks do Draft 2020

Antony Curti
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Chegamos finalmente à semana do Draft 2020 da NFL – agora estamos na semana do evento e as especulações estão a mil por hora. Já pipocam rumores – de fontes fortes, como Peter King, da NBC Sports – que o Miami Dolphins poderia apertar o gatilho em Justin Herbert (Oregon) em vez de Tua Tagovailoa (Alabama). O que poderia ter motivado isso? Vou explicar com calma adiante. 

Começamos nesta segunda-feira uma série com os cinco melhores prospectos em posições importantes da NFL. Este primeiro texto vai para a posição mais importante do jogo, a de quarterback. 2020 tem tudo para ser o terceiro ano seguido no qual um prospecto da posição é escolhido no topo do Draft, na primeira escolha geral. Para além dele, outros dois podem ser escolhidos no top 10. Depois, um quarto na primeira rodada. Para quem não pegou as entrelinhas, estou falando de Joe Burrow, Tua Tagovailoa, Justin Herbert e Jordan Love. Vamos a eles em meu ranking de melhores prospectos na posição de quarterback para o Draft 2020. 

Observação importante: Sempre quando falamos em prospecto no Draft, é uma projeção – o recrutamento é ciência exata e o sucesso do jogador no nível profissional (NFL) depende de inúmeras variáveis, como sua lapidação pela comissão técnica, elenco de apoio e tantas outras coisas mais. 

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Necessidades dos 32 times para o Draft 2020
Curti: Draft Simulado 1.0

1- Joe Burrow, LSU

O que gosto nele: Antecipação de passes, fluidez no pocket e precisão em curta e média distância. 

O que não gosto nele: Burrow ainda é dependente de orientações da sideline, não tendo o costume de mudar jogadas por si na linha. Ainda, teve apenas um ano de sólida produção, em 2019. 

Burrow é o melhor prospecto desta classe na posição de quarterback. Resiliente, tem uma história de vida pra lá de interessante – e a cereja no bolo foi o título nacional por LSU na temporada passada depois de ter se transferido um ano antes, vindo de Ohio State. O camisa 9 teve uma ascensão meteórica em 2019, terminando o ano com o prêmio Heisman, 60 TDs e 6 INTs. 

Tua Tagovailoa
Tua Tagovailoa Getty Images

2- Tua Tagovailoa, Alabama

O que gosto nele: Mecânica compacta, resiliência mental, capacidade de lançar fora do pocket, bom braço para lançamentos em profundidade. 

O que não gosto nele: Às vezes exagera segurando a bola demais, seja dentro ou fora do pocket – onde inclusive se machucou contra Mississippi State, em novembro. Histórico de lesões é extenso. Chegou nesse jogo contra o Bulldogs com o tornozelo machucado e aí lesionou o quadril, lesão esta que lhe tirou do Combine e que levanta dúvidas sobre se ele jogará em 2020. 

Desde o primeiro momento em que entrou em campo, Tua Tagovailoa é um prospecto vencedor. Há 10 anos ele sequer seria considerado como top 5, dado que é canhoto – alguns general managers old school não gostam disso, porque a linha ofensiva tem que operar de forma diferente – e baixo para um atleta da posição. Com o sucesso de Russell Wilson e Drew Brees, esse último paradigma caiu por terra. Embora seja um prospecto excelente, Tua pode cair no Draft por conta da lesão no quadril – séria a ponto de ter lhe tirado da temporada 2019 do College e que lhe forçou a passar por cirurgia. 

3- Justin Herbert, Oregon

O que gosto nele: Experiente, vencedor e com braço apto para todos os lançamentos que a NFL exige.  Alto e esguio, tem o protótipo que a NFL pensa para a posição. 

O que não gosto nele: Por vezes falha na antecipação de passes; Foi inconsistente e "se escondeu" em jogos importantes; Sua base de lançamento é mais aberta do que deveria. 

A questão do gene de ser decisivo, a meu ver, é certo exagero. Herbert foi campeão da Conferência Pac 12 e só não brigou por mais porque a defesa de Oregon deixou a desejar em vários momentos da temporada, como no início dela contra Auburn. No Senior Bowl e no Combine foi muito elogiado por sua liderança, inclusive. 

4- Jordan Love, Utah State

O que gosto nele: Um dos braços mais fortes da classe, tem velocidade de lançamento fora de série. O trabalho de pés é melhor do que muitos pensam. Também impressiona o release rápido. Ainda, tem mobilidade para ganhar jardas com as pernas. 

O que não gosto nele: o número absurdo de interceptações no ano passado, foram 16. Love ainda precisa de muita lapidação no processamento mental para ser um titular na NFL. Deixa a desejar na parte mecânica de gerar torque no quadril, confiando muito na força do braço. 

Love é a versão 2020 de "quarterback atlético com braço forte mas baixo processamento mental". Algum time certamente vai arriscar e tentar lapidar o produto de Utah State – mas para cada Pat Mahomes bem lapidado há tantos outros Kyle Boller que não dão em nada. É um risco, resta saber qual time vai apertar esse gatilho. O que sabemos é que a tendência é isso acontecer na primeira rodada. 

5- Jalen Hurts, Oklahoma

O que gosto nele: Ética profissional impecável, tendo sido bancado por Tua em Alabama sem dar escândalo posteriormente. Após ser transferido para Oklahoma, ajudou a manter o nível competitivo do time – embora com menos octanagem que Kyler Murray. É possível até dizer que lança melhor fora do pocket do que dentro. 

O que não gosto nele: Se complica muito no processamento mental, sobretudo se a defesa apresenta algo complexo. Força de lançamento deixa a desejar em alguns momentos. A progressão de recebedores ainda é um trabalho em desenvolvimento, travando várias vezes no pocket.  Problemas sérios em antecipar o passe. 

Hurts é uma das histórias legais desse Draft – titular em Alabama, perdeu o posto para Tua Tagovailoa e depois se transferiu para Oklahoma após Kyler Murray ir para a NFL. Embora tenha mobilidade e certa força no braço, não é nem de perto um prospecto como seus antecessores, Murray e Baker Mayfield. Vários aspectos mentais da posição de quarterback precisam de refino – ou seja, precisará cair no time certo para ter uma chance boa de ser bem sucedido na NFL. 

Menções honrosas: Jacob Eason (Washington), Jake Fromm (Georgia), Anthony Morgan (Washington State), James Morgan (Florida International). 

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Curti: Necessidades dos 32 times da NFL para o Draft

Antony Curti
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O Draft não é apenas sobre o que cada time precisa. Em várias oportunidades, os times pensam no futuro – um titular que vai ter o contrato não renovado ou algo assim. Ainda, muitos times simplesmente optam por pegar o melhor jogador disponível naquele momento no Draft – não importando sua posição. 

De toda forma, quando pensamos em Draft, geralmente pensamos em carências sendo endereçadas pelos times. Cincinnati Bengals e Miami Dolphins, por exemplo, têm carências gritantes na posição de quarterback. É quase certo que escolherão quarterbacks para suprir esse setor. O mesmo pode valer para o New England Patriots após a saída de Tom Brady, por exemplo. 

As necessidades são ainda mais importante na análise do Draft quando pensamos no Dia 2 – vários times optam por endereçá-las com bons nomes que às vezes passam sob o radar na segunda e terceira rodada. Então, sem mais delongas, vamos às necessidades dos 32 times da NFL antes do Draft 2020. 

Draft 2020 da NFL
Draft 2020 da NFL Getty Images

Nota: Atualmente, não se usa mais DE/OLB, preferindo-se a nomenclatura EDGE (ponta) para jogadores que prioritariamente pressionam o quarterback. As defesas da NFL praticamente não jogam mais com 4-3 e 3-4 como base, usando a formação nickel (5 defensive backs) em mais de 50% dos snaps. Daí, LB, EDGE e iDL (interior defensive lineman) fazer mais sentido em 2020.

Leia também: Draft Simulado 1.0, com várias trocas na primeira rodada e simulando quem seu time pode escolher.

AFC East:

Buffalo Bills: EDGE, iOL, RB: Os Bills reforçaram o miolo da linha com Ed Oliver no ano passado, mas ainda contam com peças que estão bem na média da liga com Jerry Hughes, por exemplo. O miolo da linha ofensiva, pensando na vocação terrestre do time, também pode melhorar – o mesmo quanto à posição de running back para além do promissor Devin Singletary.

Miami Dolphins: QB, OT, S: Ryan Fitzpatrick não é alternativa para quem briga por títulos, embora tenha tido seus momentos como quarterback dos Dolphins no ano passado. O time precisa de jogadores para a linha ofensiva também, sendo um dos planteis mais frágeis da liga no quesito. Para complementar a chegada de Byron Jones, o fundo do campo precisa ajuda na posição de safety também.

New England Patriots:  QB, WR, TE: A saída de Tom Brady obviamente será sentida e Bryan Hoyer e Jarrett Stidham não são nem perto de serem soluções para uma franquia. O ataque precisa de reforços na posição de wide receiver: Mohamed Sanu foi mal na temporada passada, N'Keal Harry não tem nem 10 jogos na NFL e Julian Edelman não está ficando mais novo. Por fim, tight end é problema desde a aposentadoria de Rob Gronkowski. 

New York Jets: EDGE, OL, WR: Os Jets não tem nenhuma opção nem mediana para pressionar o quarterback adversário. Harvey Langi e Jordan Jenkins são as opções do momento. Para além disso, Sam Darnold, que tem vocação para sofrer fumbles, precisa de proteção na linha ofensiva – uma das unidades mais frágeis da liga. O corpo de recebedores precisa de ajuda também, não há por ali uma primeira opção de impacto para ajudar Darnold. Se bem que com a máquina de chamar passes curtos chamada Adam Gase, não é como se isso fizesse diferença. 

AFC North: 

Baltimore Ravens: WR, EDGE, LB: Willie Snead é alternativa junto de Miles Boykin se desconsiderarmos Marquise Brown, que tem problemas de lesão por mais talentoso que seja. Então, por mais que tenha passado batido que o time precisa de ajuda na posição de recebedores por ter um fabuloso jogo terrestre, não faz bem negligenciar isso – e com uma classe talentosa de recebedores no Draft, o momento de endereçar isso é agora. EDGE é necessidade considerando que a ótima troca por Calais Campbell é algo mais para curto prazo dada sua idade – e que Matt Judon ficou em 2020 pela franchise tag. Por fim, LB é necessidade desde a saída de C.J. Mosley antes da temporada passada. 

Pittsburgh Steelers: iDL, WR, LB: Passou sob o radar, mas os Steelers perderam o ótimo Javon Hargrave nesta free agency e precisam de ajuda no miolo da linha defensiva, uma das melhores da NFL nos últimos anos. Na posição de wide receiver, há rumores que o time pode não renovar com Juju Smith-Schuster a peso de ouro – a temporada dele no ano passado, em que pese os péssimos quarterbacks com quem jogou, deixou muito a desejar. Ainda, James Washington ainda não se desenvolveu em alternativa no setor. Ainda, LB é necessidade desde a lesão e Ryan Shazier. 

Cincinnati Bengals: QB, OL, LB: A Era Andy Dalton acabou, então quarterback é missão de urgência e os Bengals vão escolher Joe Burrow com a primeira escolha geral. Para além disso, precisam de reforços na linha ofensiva para protegê-lo: em LSU, Burrow teve a melhor linha ofensiva do college football e com tempo no pocket ele pode fazer mágica. Ainda, desde a saída de Vontaze Burfict, o time sofre no setor – mas ao menos está mais adepto ao fair play, vejamos por esse outro lado positivo. 

Cleveland Browns: S, iOL, LB: A dupla atual de safeties é de "cast-offs"... Não, não vou ser pedante e usar uma palavra aleatória em inglês, são dois refugos: Andrew Sendejo e Karl Joseph. Não inspiram confiança. O meio da linha tampouco – embora a contratação e Jack Conklin, como offensive tackle, dê um fôlego para o setor como um todo. Linebacker é problema dadas as saídas de Joe Schobert e Christian Kirksey – embora Mack Wilson, calouro em 2019, inspire confiança dado seu final de temporada.  

AFC South: 

Houston Texans: EDGE, iDL, RB: J.J. Watt tem 31 anos e o time se livrou de Jadeveon Clowney por uma escolha de terceira rodada no ano passado. Entre as outras peripécias de Bill O'Brien, a troca por David Johnson, um running back bem longe de seu auge – assim, natural que o time tenha que pensar na posição. Outra saída sentida foi de D.J. Reader no miolo da linha, algo que precisa ser endereçado o quanto antes. 

Tennessee Titans: EDGE, CB, RB: O time perdeu Jurrell Casey no miolo e ele ajudava bastante no trabalho de pressionar o quarterback. Harold Landry foi grata surpresa no ano passado mas precisa de ajuda na posição de EDGE do outro lado da linha – não confio em Vic Beasley. O corpo de cornerbacks precisa de ajuda após a saída de Logan Ryan e seria interessante se precaver para potencial saída de Derrick Henry, que joga com a franchise tag em 2020. 

Indianapolis Colts: WR, CB, QB: Ajuda para Philip Rivers é medida de urgência – para além de TY Hilton o time tem o "mais ou menos" Zach Pascal e olhe lá. Falando nele, Rivers tem contrato de apenas um ano, então quarterback também pode ser listado como necessidade. Na defesa, mesmo com a chegada de Xavier Rhodes, não é como se ele ou T.J Carrie fossem certeza de nada no setor – até porque o 2019 de Rhodes foi pavoroso. 

Jacksonville Jaguars: iDL, EDGE, WR: O time precisa reforçar o miolo da linha, que preocupa porque tem apenas Abry Jones e a escolha de primeira rodada, Taven Bryan, que ainda não se pagou. Investimento no setor ao longo do recrutamento é pra lá de importante – ainda mais para ajudar Josh Allen, EDGE que vem para seu segundo ano após um sólido 2019. Falando nisso, com a saída de Calais Campbell e a iminente saída de Yannick Ngakoue por troca, sobrou praticamente só ele. No ataque, o corpo de recebedores tem peças jovens em D.J. Chark e Dede Westbrook, mas não são jogadores dominantes e novas peças seriam bem-vindas. 

AFC West: 

Denver Broncos: WR, OT, CB: Cortland Sutton é um sólido wide receiver, mas o time precisa de um alvo em profundidade para que o melhor do braço forte de Drew Lock seja extraído. A linha ofensiva é problemática há algum tempo e Garrett Bolles é um nome que dá calafrios no torcedor. Por fim, mesmo com a chegada de A.J. Bouye, o time ainda precisa de ajuda na secundária após a saída de Chris Harris Jr. 

Kansas City Chiefs: CB, LB, iOL: O subestimado Kendall Fuller saiu na free agency, voltando para o Washington Redskins. Então, mesmo com a renovação de Bashaud Breeland, ainda há carência no setor. Adicionalmente, o corpo de linebackers é talvez um dos mais frágeis da NFL e, embora a contenção terrestre tenha melhorado na metade final da temporada, ainda precisa de ajuda. Como terceira necessidade, o interior da linha ofensiva, que foi problema nos playoffs e que, a bem da verdade, preocupa desde a saída de Mitch Morse no ano passado. 

Los Angeles Chargers: QB, OT, WR: Tyrod Taylor não é opção para longo prazo na posição de quarterback. Chegando um novo nome (Justin Herbert ou quem for) também é necessário que o time enderece a linha ofensiva, que teve panes na temporada passada. A saída de Russell Okung, em troca com Carolina pelo sólido Trai Turner, é sentida mesmo que ele não seja um dos melhores nomes na posição de offensive tackle. Keenan Allen e Mike Williams são recebedores talentosos, mas se machucam muito e não há alternativa para além deles no elenco.

Las Vegas Raiders: WR, CB, S: A operação Antonio Brown foi um colapso impressionante e o time tem Tyrell Williams como opção no elenco de recebedores. Algo a mais é urgência aqui. Nos cornerbacks, o time desistiu de Gareon Conley, trocando-o para Houston – ainda, Daryl Worley saiu na free agency. Então, são duas fragilidades latentes. Na secundária, ainda há problemas na medida que Jeff. Heath, ex-Cowboys, não inspira confiança. 

NFC East: 

Dallas Cowboys: DB (Defensive Back como um todo, CB e S), EDGE, TE: Safety é necessidade crônica no time há algum tempo e ficou ainda maior com as perdas da última free agency – não acho que Haha Clinton-Dix seja alternativa, vide a quantidade enorme de times pelos quais ele passou nos últimos dois anos. Ainda, cornerback ficou como carência depois que o time não renovou com Byron Jones na free agency – além disso, EDGE é problema pelo mesmo motivo, dado a saída de Robert Quinn para os Bears. Adicionalmente, tight end é carência também – a ponto do time ter buscado Jason Witten da aposentadoria para 2019. Agora nem mesmo ele está no elenco em 2020. 

New York Giants: EDGE, OT, C: A situação de apressamento de passe da defesa dos Giants é gritante, não tem tipo ninguém para apressar o passe MESMO. Hoje, não há nenhum pass rusher puro no time – apenas titulares como linebackers ou jogadores de miolo de linha. Nas pontas da linha ofensiva, Nate Solder nem de perto justificou o caro contrato dado a ele pelos Giants. E o meio da linha também não passa perto de ser dos melhores. Spencer Pulley não é alternativa como center. Dados os problemas de fumbles de Daniel Jones, quarterback que liderou a NFL no quesito no ano passado, toda proteção se faz necessária. 

Philadelphia Eagles: WR, DB, LB: As lesões de DeSean Jackson e Alshon Jeffery dinamitaram as chances do Philadelphia Eagles na temporada passada – e, mesmo com eles saudáveis, o time precisa de alternativas ou, ao mínimo, um seguro na posição caso eles se machuquem novamente. Mesmo com a chegada de Darius Slay via troca com Detroit, o time precisa de mais ajuda na secundária – outro setor que sofreu com lesões nas últimas temporadas. Em terceiro lugar, coloco o corpo de linebackers, que é um problema crônico dos Eagles há algumas temporadas. Nesse setor, Nigel Bradham e Jordan Hicks não tiveram as saídas corretamente repostas. 

Washington Redskins: EDGE, OL, TE: Por mais que goste de Ryan Kerrigan, ele tem 31 anos e teve apenas 5.5 sacks em 2019. Com a segunda escolha geral do Draft e a possibilidade de ter Chase Young (Ohio State) é algo quase automático pensar nesse casamento. A linha ofensiva foi mal na temporada passada e a tendência é que o excelente offensive tackle Trent Williams seja trocado, então o setor precisa de reforço. Ainda, Jordan Reed foi cortado e o setor de tight ends precisa de peças de reposição. 

NFC North: 

Chicago Bears: I-OL, DB, S: A aposentadoria de Kyle Long deixou uma lacuna na linha ofensiva dos Bears. O mesmo pode ser dito sobre as dispensas de Prince Amukamara e HaHa Clinton-Dix na secundaria – considerando que o time enfrenta bons quarterbacks duas vezes por ano em Aaron Rodgers, Kirk Cousins e Matt Stafford, digamos que seria pra lá de importante se os Bears endereçassem o setor. 

Minnesota Vikings: CB, WR, OL: O time perdeu (ou deixou perder, como no caso de Xavier Rhodes) vários jogadores importantes no elenco de cornerback, então reposições se fazem necessárias. O mesmo vale para wide receiver depois da troca de Stefon Diggs para o Buffalo Bills. A linha ofensiva, que era problemática há duas temporadas, melhorou no ano passado – mas ainda tem espaço para melhora. 

Green Bay Packers: WR, LB, OT: No quarto final da carreira de Aaron Rodgers, ajuda se faz necessária no corpo de recebedores. O time tem Davante Adams e, fora ele, uma sequência de promessas. David Bakhtiari está em seu último ano de contrato, então seria interessante pensar numa alternativa caso o time não renove com ele – porque Brian Bulaga saiu, pra o Los Angeles Chargers. Na defesa, o corpo de linebackers teve a chegada de Christian Kirksey, ex-Browns – mas ele não é um jogador de elite na posição e os Packers sofreram muito em 2019 com um setor de linebackers frágil – vide a final da NFC contra os 49ers.

Detroit Lions: CB, DL, iOL: A saída do único bom cornerback do time, Darius Slay (v. Eagles acima), escancara ainda mais a necessidade no setor – que deve ser endereçada com o ótimo Jeff Okudah neste Draft. Para além de Trey Flowers, versátil e que é um operário do pass rush, não há muitas opções talentosas na linha defensiva – então tome mais um setor frágil. Por fim, a saída de Graham Glasnow deixa o meio da linha ofensiva exposta – é outro ponto que o time pode se ajudar no Draft 2020. 

NFC South: 

New Orleans Saints: ILB, WR, OL: Demario Davis fez um sólido 2020, mas para além dele não há muitas opções no corpo de linebackers – por favor nem comecem com Kiko Alonso, um dos jogadores mais superestimados da NFL. O corpo de recebedores teve a boa chegada de Emmanuel Sanders para a red zone, mas seria interessante contar com um slot receiver e há várias opções nesta classe. Ainda, já que há poucas necessidades no time, os Saints podem estocar linha ofensiva – nunca é demais apostar no setor, ainda mais com Drew Brees passando dos 40 anos. 

Atlanta Falcons: CB, iDL, EDGE: Há algum tempo os Falcons não tem bons nomes no corpo de cornerbacks e Isaiah Oliver é uma aposta – no lado oposto, o time conta com o fraco Jordan Miller. Então seria importante pensar com carinho em alguém para parear com Oliver. O meio da linha defensiva – ou mesmo EDGE – seria importante porque, na prática, ambos os setores contam apenas com um sólido nome; Respectivamente, Grady Jarrett e Dante Fowler Jr. Eles precisam de ajuda. 

Carolina Panthers: iDL, CB, LB: Neste momento, o titular dos Panthers no meio da linha defensiva é o desconhecido e frágil Woodrow Hamilton. Não dá para ir pra temporada com uma fragilidade dessas. Ainda, tivemos a saída de James Bradberry, que deixou o time sem um cornerback número um. Para piorar as coisas, outra saída: a aposentadoria inesperada de Luke Kuechly, que deixou a torcida dos Panthers órfã de um dos melhores jogadores da posição nesta década. 

Tampa Bay Buccaneers: OT, RB, iDL: Donovan Smith não compromete no lado esquerdo da linha, mas sabendo da (falta de) mobilidade de Tom Brady, todo reforço na linha ofensiva é pouco. Joe Haeg, que é mais guard do que tackle, é o titular no lado direito. Adicionalmente, o corpo de running backs precisa de ajuda na medida que Ronald Jones ainda não explodiu e Brady sempre contou com bons RBs recebedores – há alguns deles neste Draft para os Buccaneers pensarem com carinho. O meio da linha defensiva não é uma necessidade escancarada com a volta de Ndamukong Suh, mas o contrato dele é de apenas um ano. 

NFC West: 

Los Angeles Rams: ILB, EDGE, iOL: A saída de Cory Littleton, um dos melhores linebackers da NFL marcando o passe se pensarmos nas últimas duas temporadas, deixou uma lacuna enorme no setor. Então seria bom o time pensar com carinho em reposição. Clay Matthews III até fez um pouco de barulho na primeira metade da temporada 2019, mas os Rams fizeram certo em não trazê-lo de volta para 2020 – de toda forma, foi a saída de Dante Fowler Jr que será mais sentida, dado que na prática o time não tem nenhum sólido nome para apressar o quarterback adversário. Por fim, o setor que mais preocupa no ataque é o meio da linha ofensiva. Isso, aliás, não vem de hoje – já foi problema ano passado depois das saídas de Rodger Saffold e John Sullivan; 

Seattle Seahawks: EDGE, OT, WR: O time ainda não renovou e nem parece que o fará com Jadeveon Clowney – por quem trocou por uma escolha de terceira rodada antes da temporada 2019. Ainda, L.J. Collier passa longe de ter se pago como escolha de primeira rodada de 2019. Fica claro que há uma fragilidade no setor. Para além disso, o corpo de recebedores pode seguir sendo endereçado após a escolha de DK Metcalf no Draft do ano passado – para além dele e Tyler Lockett o time não tem muita coisa. Linha ofensiva voltou a ser problema no CenturyLink Field, porque não há a menor condição de Cedric Ogbuehi ser titular sólido como right tackle.

San Francisco 49ers: WR, iOL, CB: Não foi por acaso que Emmanuel Sanders chegou no meio da temporada passada. Agora, ele saiu –  e a lacuna no setor de recebedores volta a preocupar. Até pensando nisso, o time trocou DeForest Buckner sabendo que a linha defensiva tinha mais do que estoque para tanto – com a escolha dos Colts que veio por Buckner, vai endereçar a posição. O meio da linha ofensiva foi problema pontualmente no ano passado e Mike Person, que foi titular em 2019, não volta em 2020. Na defesa, o corpo de cornerbacks preocupa – para o lado oposto de Richard Sherman há potenciais problemas em Emmanuel Moseley e Ahkello Witherspoon

Arizona Cardinals. OT, WR, S: Depois que você consegue seu franchise quarterback, você procura proteção a ele. DJ Humphries não chega a comprometer, mas o time pode melhorar do lado esquerdo da linha ofensiva. No lado direito, Marcus Gilbert tem contrato de apenas um ano. O corpo de recebedores, amplamente endereçado no Draft do ano passado, não teve calouros impressionando tanto – e, sabendo que Larry Fitzgerald deve aposentar após 2020, seria interessante continuar pensando no setor, dado que constantemente o time joga com quatro recebedores em campo. Como terceira necessidade, listo safety para ter um complemento no fundo do campo – dado que Budda Baker joga mais no box. 

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Curti: Necessidades dos 32 times da NFL para o Draft

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Curti: Draft Simulado 1.0

Antony Curti
Antony Curti

Simulações de Draft são imperfeitas. Mas ao mesmo tempo, divertidas. É quase impossível acertar mais de 10 escolhas, mas a gente tenta mesmo assim. O exercício é importante porque ele é o grande exercício prático de intersecção entre as duas grandes áreas de cobertura do Draft da NFL: necessidades dos times com o valor dos prospectos. 

Claro, nem sempre os times escolhem puramente para preencher seus buracos – como veremos adiante no texto. Um bom exemplo é 2014, quando o New York Giants escolheu Odell Beckham Jr por ser o melhor jogador disponível no entendimento da diretoria do time. Em 2005, o Green Bay Packers escolheu Aaron Rodgers na 24ª escolha mesmo sabendo que ainda poderia contar com mais alguns anos do quarterback Brett Favre. Então, são três motivações básicas para um time: 

i) Necessidade no elenco 
ii) Antever necessidade futura no elenco 
iii) Melhor jogador disponível 

Usei as três para motivar as escolhas que você verá adiante. Ainda, fiz algumas trocas – o que obviamente vai diminuir ainda mais o índice de acerto. Como sempre: não é um exercício de futurologia, mas um exercício de presente – para, acima de tudo, falar sobre os prospectos e do que cada time precisa. Na semana que vem, postarei outro Draft Simulado aqui (Mock Draft) em sua versão final. Sem mais delongas, vambora. 

Nota: Atualmente, não se usa mais DE/OLB, preferindo-se a nomenclatura EDGE (ponta) para jogadores que prioritariamente pressionam o quarterback. As defesas da NFL praticamente não jogam mais com 4-3 e 3-4 como base, usando a formação nickel (5 defensive backs) em mais de 50% dos snaps. Daí, LB, EDGE e iDL (interior defensive lineman) fazer mais sentido em 2020.

Burrow, Tua Tagovailoa e Chase Young
Burrow, Tua Tagovailoa e Chase Young Getty Images

1- Cincinnati Bengals: Joe Burrow, QB, LSU

Sem nenhuma dúvida que a escolha será esta. Os Bengals encerraram a Era Andy Dalton a ponto de ter colocado a outrora escolha de segunda rodada no banco. Na última vez que os Bengals escolheram um quarterback na primeira rodada, aliás, também foi com a primeira escolha geral – 2003, com Carson Palmer. Agora, o time investe naquele que, a meu ver, é o quarterback com maior piso desta classe, Joe Burrow. Foram 60 TDs ano passado, o título nacional e uma postura no pocket que lembra muito Tony Romo. 

2- Washington Redskins: Chase Young, EDGE, Ohio State

O melhor prospecto da classe vai para Washington. Young é pronto e mais um jogador vindo da "fábrica" de apressadores de passe que Ohio State virou. Tal como Nick Bosa, que por acaso fora escolha número 2 do Draft do ano passado, Chase Young chega com potencial de contribuir desde o primeiro dia e está pronto em vários aspectos – trabalho de mãos, contenção terrestre e muito mais. O time tem um Ryan Kerrigan que vem de temporada com 5.5 sacks e que tem 31 anos. No brainer aqui. 

3- TROCA; Miami Dolphins via Detroit Lions: Tua Tagovailoa, QB, Alabama

Os Dolphins têm munição demais no Draft para ficarem esperando sentados aqui. Trocam para a escolha 3 para concretizar o que é há tempos é plano do dono do time, Stephen Ross. As primeiras menções de Ross a Tagovailoa datam de mais de um ano e meio, para se ter ideia. Tua recupera-se de lesão no quadril mas pelo o que podemos ver em vídeos que ele postou recentemente, a recuperação está em pleno curso. Miami não vai deixar passar a chance de ter um potencial Drew Brees canhoto depois que no meio da década passada... Perdeu a chance de contratar um Drew Brees que também vinha de lesão. 

4- New York Giants: Isaiah Simmons, LB, Clemson

A defesa do New York Giants tem um monte de buracos e mesmo com a contratação de Blake Martinez ainda pode melhorar no miolo. A boa notícia é que a escolha de Simmons não melhora apenas esse setor: ele já alinhou em várias posições na defesa, de nickelback a safety. Simmons pode inclusive ser usado em blitzes inteligentes – como o New England Patriots fez muito com seus LBs. Considerando que Joe Judge, novo head coach do time, vem justamente de lá... Faz sentido aqui a escolha de Isaiah.

5- Detroit Lions via Miami Dolphins: Jeff Okudah, CB,  Ohio State

Descer no Draft faz todo sentido do mundo para o Detroit Lions. Seja com Miami na 5 ou com os Chargers na 6. Isso porque a chance de Jeff Okudah estar disponível nessas duas escolhas é gigante. O time não "se livrou" de Darius Slay a toa, o fez porque sabia que poderia pegar Okudah no topo do Draft. Prospecto pronto, Okudah tem velocidade, técnica e altura para ser um CB1 na NFL desde o primeiro dia. Matt Patricia precisa disso para emular ainda mais a defesa dos Patriots – algo como um Stephon Gilmore que faltava, leia essa escolha dessa forma. 

6- Los Angeles Chargers: Justin Herbert, QB, Oregon

Com a saída de Philip Rivers, abriu-se uma lacuna na posição de quarterback. Tyrod Taylor lá está como quarterback-ponte tal como fora no Cleveland Browns para Baker Mayfield. Aqui, o será para Herbert, o terceiro melhor prospecto na classe na posição de quarterback. Herbert ainda precisa melhorar sua consistência e há temores sobre sua capacidade de liderança, mas vejo este ponto como infundado. 

7- Carolina Panthers: Derrick Brown, iDL, Auburn

Há muitas lacunas na defesa dos Panthers e esses problemas só aumentaram com a aposentadoria de Luke Kuechly e a saída e James Bradberry na secundária. Mas o miolo da linha há muito é problema e Brown, embora não transforme a defesa (nenhum iDL o faz de imediato) pode ajudar. Sobretudo porque o prospecto de Auburn tem capacidade de alinhar em várias techs (posições) diferentes com a mão no chão. 

8- Arizona Cardinals: Tristan Wirfs, OT, Iowa

Primeiro offensive tackle saindo do board. Os Cardinals escolheram seu franchise quarterback no ano passado com a primeira escolha geral/Kyler Murray. Agora vem a proteção a ele. Marcus Gilbert tem contrato de um ano no lado direito e DJ Humphries não é um jogador de elite na posição. Wirfs é atlético para o sistema de Kliff Kingsbury e seria uma melhora em relação a Humphries. 

9- Jacksonville Jaguars: CJ Henderson, CB, Florida

É virtualmente impossível que não tenhamos Henderson saindo alto no board. Embora ele seja cru em alguns aspectos e falte-lhe vontade de tacklear, é um jogador extremamente atlético. Os Jaguars viram isso de perto, dado que os Gators têm seu campus ali perto. Jacksonville precisa de reforços na secundária após trocar Jalen Ramsey e AJ Bouye. Não comparo Henderson a Ramsey porque este veio muito mais pronto de Florida State, mas o atleticismo é semelhante. 

10- Cleveland Browns: Andrew Thomas, OT, Georgia

Os Browns contrataram Jack Conklin para o lado direito da linha mas ainda precisam de ajuda no lado esquerdo – daí Andrew Thomas, offensive tackle muito forte e que pode contribuir com bloqueios de força no jogo terrestre. Essa justamente deve ser a base do playbook de Kevin Stefanski para 2020, dado seu histórico ano passado chamando as jogadas em Minnesota. Fit instantâneo aqui. 

11- New York Jets: Mekhi Becton, OT, Louisville

Sam Darnold precisa de proteção – ainda mais considerando seu crônico problema com fumbles. Becton é gigante – mas, em contrapartida tem um piso de produção menor em relação aos outros prospectos da classe, sobretudo em sua técnica. Adicionalmente, os Jets podem escolher um wide receiver nesta posição, dada a carência do time no setor. 

12- Las Vegas Raiders: CeeDee Lamb, WR, Oklahoma

Falando em wide receivers, vamos tirar um do board agora mesmo. A escolha dos Jets, inclusive, deve ser gatilho para a posição em uma das classes mais talentosas nos últimos 10 anos e certamente a mais talentosa desde 2015. CeeDee Lamb é meu prospecto principal entre os wide receivers e seu potencial de big play e jardas após a recepção é essencial no sistema de passes curtos de Jon Gruden. O time conta apenas com Tyrell Williams de nome razoável na posição. 

13- San Francisco 49ers (via Indianapolis Colts/DeForest Buckner): Jerry Jeudy, WR, Alabama

San Francisco não trocou Buckner a toa. O fez para buscar um wide receiver e ajudar Jimmy Garoppolo naquele que será apenas seu segundo ano como titular. Jeudy é o melhor corredor de rotas da classe e é um absurdo em jardas após a recepção – justamente a base do sistema West Coast/Zone Blocking de Kyle Shanahan. As defesa marcando o lado forte da linha com George Kittle e Jeudy será a mais nova edição da franquia Missão Impossível. 

14- Tampa Bay Buccaneers: Jedrick Wills, OT, Alabama

Cenário mais do que ideal para o Tampa Bay Buccaneers. O time precisa de ajuda na linha ofensiva, sem dúvidas o setor mais frágil do ataque – nem comecem com a ideia de draftar running back aqui porque o time pode fazer isso depois e a classe tem bons nomes para receber passes de Tom Brady. No caso, o cenário é ideal porque a posição de right tackle é mais frágil no time do que a de left tackle. Assim, considerando que Wills foi RT em Alabama por bastante tempo, o fit é mais do que adequado. Para mim, o melhor offensive tackle da classe – que acabou caindo nesta simulação pela falta de experiência no lado esquerdo da linha, mais valioso pensando em Draft.

15- TROCA - Dallas Cowboys via Denver Broncos: K'Lavon Chaisson, EDGE, LSU

Dallas tem DeMarcus Lawrence mas perdeu Robert Quinn para a free agency e Aldon Smith é, no momento, mais aposta do que qualquer outra coisa. Assim, o time sobe e aperta o gatilho de troca aqui pelo segundo EDGE/pass rusher da classe, para evitar que os Falcons lhe peguem e Dallas fique com as mãos abanando. Eu sei que secundária também é necessidade, mas com dois bons EDGEs a defesa é muito ajudada pela pressão ao quarterback e pode ser a ideia dos Cowboys. Chaisson ainda precisa de refino em vários aspectos, mas a velocidade e o contorno de arco que podem gerar muitos sacks estão ali – minha comparação é com o EDGE Josh Allen, de protótipo físico semelhante e que fora escolha top 10 pelos Jaguars ano passado. 

16- Atlanta Falcons: Javon Kinlaw, iDL, South Carolina

Seria uma escolha e tanto para Atlanta. Menos badalado que Derrick Thomas, Kinlaw projeta-se com teto de produção maior, a meu ver. Ainda, tem piso maior de produção no apressamento de quarterback, coisa que Atlanta precisa para ontem. Os Falcons tiveram como grande problema o ano passado as duas linhas. A ofensiva já foi endereçada no Draft do ano passado, agora é a vez da defensiva. 

17- Denver Broncos via Dallas Cowboys: Henry Ruggs, WR, Alabama

O recebedor Cortland Sutton terminou bem a temporada de 2019 e o mesmo pode ser dito de Drew Lock, que agora vem para seu segundo ano como quarterback na NFL. Ainda falta, porém, um alvo para esticar a defesa adversária e, por que não, usar a força do braço de Lock. É justamente o que temos em Henry Ruggs, o wide receiver mais rápido da classe de 2020. Isso casa perfeitamente com o sistema de Pat Shurmur e o impacto de Ruggs deve ser imediato. 

18- Miami Dolphins (via Pittsburgh/Minkah Fitzpatrick):  Grant Delpit, S, LSU

Miami contratou o ótimo cornerback Byron Jones na free agency e agora endereça o fundo do campo com Grant Delpit. Esse fundo do campo ainda é frágil, contando com Eric Rowe e Adrian Colbert como safeties de acordo com o plantel do site Ourlads. Assim, nada mais natural que o time invista uma escolha de primeira rodada com um safety. Embora tenha problemas em tacklear, Delpit projeta-se como melhor safety cobrindo o fundo do campo e também pode ser usado para marcar o slot. 

19- Las Vegas Raiders (via Chicago Bears/Khalil Mack): Jeff Gladney, CB, TCU

Os Raiders precisam de ajuda no setor e, a bem da verdade, secundária nunca é demais para uma equipe que enfrenta Pat Mahomes duas vezes por temporada. Gladney é um sólido cornerback em marcação individual e grata surpresa de TCU no ano passado – seu piso de produção no sistema homem-a-homem- permite que Jon Gruden lhe coloque como titular já no Ano 1, coisa que Las Vegas precisa urgentemente. 

20- Jacksonville Jaguars (via Los Angeles Rams/Jalen Ramsey): Neville Gallimore, iDL, Oklahoma

Os Jaguars endereçaram a ponta da linha com Josh Allen no ano passado e precisam seguir na reposição defensiva após o desmonte que a unidade sofreu no ano passado. Gallimore seria um reach aqui, porque não o projeto como valor de primeira rodada. De toda forma, sua capacidade de colapsar o pocket por dentro pode ser vital para ajudar essa unidade a pressionar o quarteback, então a escolha é válida aqui.

21- Philadelphia Eagles: Justin Jefferson, WR, LSU

Num mundo mágico, teríamos DeSean Jackson em profundidade, Alshon Jeffery como flanker e Justin Jefferson no slot. Isso é, se os dois primeiros ficarem saudáveis, coisa que foi um tremendo problema na Philadelphia no ano passado. Jefferson é o melhor slot da classe e poderia jogar no lugar de Jeffery caso ele se machuque – então é uma escolha que vale quase como duas. Com esses três jogando todos os jogos e mais Carson Wentz sem se machucar e Zach Ertz no meio do campo, os Eagles podem produzir uma chuva de pontos tal como fizeram em 2017. O problema são esses "se". 

22- Minnesota Vikings: Denzel Mims, WR, Baylor

Com a saída de Stefon Diggs, ficou uma lacuna no time; Mims chega para repor essa saída e, embora não seja um wide receiver idêntico a Stefon, pode produzir em bolas contestadas e na red zone. Ainda precisa de refino na árvore de rotas mas não vejo isso como problema para agora, considerando que do outro lado da formação há Adam Thielen, um dos melhores da NFL no quesito. Mims pode ser usado para complementar isso. 

23- New England Patriots: Jordan Love, QB, Utah State

Acho muito, muito difícil que o New England vá para a temporada regular apenas com Brian Hoyer e Jarrett Stidham como quarterbacks. Primeiro porque os times raramente têm apenas dois quarterbacks para o training camp. Segundo porque os dois não tem teto alto de produção – o contrário de Love. Ele ainda tem problemas com interceptações, mas pode ser lapidado nesse sentido. Seu teto é imenso, com braço forte e mobilidade – duas coisas que Bill Belichick sempre admirou e nunca deixou de elogiar em anos anteriores e que teve em Vinny Testaverde, o primeiro quarterback que buscou em sua carreira, ainda em 1993 no Cleveland Browns. Agora, ele terá um quarterback assim no New England Patriots. 

24- New Orleans Saints: Kenneth Murray, ILB, Oklahoma

Os Saints com certeza absoluta estão em "Modo Vencer Agora". Com isso, a tendência é que o time vá atrás de estancar uma carência. No caso, o setor de linebackers, que só conta com Demario Davis como acima da média – e que é free agent após 2020. Murray ainda precisa arrumar alguns pontos em seu jogo, como a marcação ao passe e a leitura. Mas seu potencial como playmaker, pensando num time que quer ganhar agora ao final da carreira de Drew Brees, é vital aqui.

25- Minnesota Vikings (via Buffalo Bills/Stefon Diggs): Jaylon Johnson, CB, Utah

O corpo de cornerbacks dos Vikings silenciosamente foi ficando deteriorado nas últimas temporadas e beira o desespero.  No momento, o time tem duas apostas no setor: Nate Meadors e Mike Hughes. O primeiro não foi draftado e o segundo, escolha de primeira rodada em 2018, tem suas inconsistências e apanha de wide receivers mais físicos. Ajuda para o setor é necessária, até porque na secundária a equipe tem uma das melhores duplas de safeties da NFL em Anthony Harris e Harrison Smith. Com dois bons safeties, o time pode arriscar num cornerback agressivo – é o caso de Johnson. 

26- Detroit Lions (via Miami Dolphins): AJ Epenesa, EDGE, Iowa

Reach aqui a meu ver, mas Detroit precisa de ajuda no apressamento de passe. Trey Flowers, por mais completo que seja, não consegue sacks sozinho – daí a necessidade. Epenesa teve boa produção em Iowa nas duas últimas temporadas e tem bastante disciplina contra o jogo terrestre, algo que Matt Patricia valoriza desde a época de New England. 

27- Seattle Seahawks: Yetur Gross-Matos, EDGE, Penn State

Seattle ainda não renovou com Jadeveon Clowney e, sinceramente, nem parece que o fará. Embora o time já tenha draftado um EDGE no ano passado, foi uma escolha sem pé nem cabeça – L.J. Collier não era prospecto de primeira rodada e não fez jus a isso. Gross-Matos é reach aqui, mas sua habilidade de pressionar o quarterback adversário com contorno de arco (bend) impressiona e pode ser o suficiente para os Seahawks nessa posição. 

28- Baltimore Ravens: Jonah Jackson, iOL, Ohio State

A aposentadoria de Marshal Yanda deixa uma carência enorme no coração de quem gosta de um bom guard, mas a linha ofensiva dos Ravens pode ter uma excelente peça de reposição aqui. Jackson é o melhor interior offensive lineman numa classe carente na posição. Sua habilidade de bloquear no segundo nível pode cair como uma luva para aquele que foi o melhor ataque terrestre da NFL. 

29- Tennessee Titans: Jonathan Taylor, RB, Wisconsin

Quando o time já tinha DeMarco Murray, escolheu Derrick Henry. Agora, com Henry jogando com franchise tag, o time pode escolher um RB da mesma forma – no caso, ainda tendo a opção de quinto ano de contrato por ser escolha de primeira rodada. Taylor é o melhor running back da classe e, embora tenha tido problemas com fumbles na carreira, é um corredor físico que faz sentido no sistema de Tennessee. 

30- Green Bay Packers: Tee Higgins, WR, Clemson

Ajuda para Aaron Rodgers é necessária, dado que para além de Davante Adams o time contou com projetos de wide receivers em 2019. Higgins pode funcionar muito bem no sistema de Green Bay, tendo mãos firmes e sendo um alvo importante na red zone dado sua impulsão de jogador de basquete. Com um quarterback preciso como Rodgers, projeta-se com impacto imediato na NFL. 

31- San Francisco 49ers: Cesar Ruiz, iOL, Michigan

Fiquei em sérias dúvidas em apostar que San Francisco iria de cornerback aqui para jogar no lado oposto de Richard Sherman, mas ainda há possibilidade do time endereçar a posição na segunda rodada fazendo troca para cima. A classe de jogadores de interior da linha ofensiva é mais rasa e precisa ser endereçada antes. Assim, os 49ers o fazem com Cesar Ruiz, jogador que vai bem na proteção ao passe e que ainda precisa de refino no jogo terrestre – mas, sendo treinado por Kyle Shanahan e sendo ágil, isso não será problema em termos de lapidação. Os 49ers tiveram baixas no meio da linha e é importante que ela siga com talentos para que o sistema inside zone de Shanahan siga rodando sem problemas.

32- TROCA: New York Giants via Kansas City Chiefs: Josh Jones, OT, Houston. 

Proteção para Daniel Jones. Com vários cornerbacks ainda disponíveis na segunda rodada, os Chiefs descem e os Giants sobem para garantir um calouro que tenha opção de quinto ano – como acontece com todos da primeira rodada. Josh Jones é um offensive tackle sob o radar e é versátil para jogar em vários pontos da linha – coisa que pode precisar fazer em sua primeira temporada, dada fragilidade do setor em Nova York. Projeto ele nos Giants por conta de sua boa habilidade nos bloqueios em segundo nível e por ter piso alto nos bloqueios terrestres, coisa que é importante para David Gettleman e para quem tem Saquon Barkley no backfield. 

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Curti: Draft Simulado 1.0

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As barganhas e as farsas que marcam a história do draft da NFL

Antony Curti
Antony Curti

O Draft de 2020 da NFL acontece entre 23 e 25 de abril. E para preparar o fã do esporte, o Blog relembrou os maiores steals e busts da história do recrutamento. Assista!

STEALS


BUSTS

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Curti: Drew Brees fora da lista dos melhores da década – subestimado de novo?

Antony Curti
Antony Curti
Drew Brees
Drew Brees Getty

O fato de Drew Brees estar de fora da seleção dos 100 anos de NFL foi algo que revoltou muitos fãs do quarterback e do New Orleans Saints. Eram 10 nomes e, para o azar de Brees, há algumas vagas cativas para lendas dos 50 primeiros anos da liga – como Sammy Baugh e Johnny Unitas. Para o duplo azar do camisa 9, seus contemporâneos – Tom Brady e Peyton Manning – são reputados como quarterbacks melhores. 

Azar ou não, Brees ficou de fora mesmo sendo o dono de vários recordes individuais do esporte. Mais jardas passadas, mais passes completos, mais touchdowns na carreira: todos os recordes são dele. Então por que a ausência? Azar ou Brees é subestimado?

Nesta semana, novamente o tema voltou à pauta com a eleição dos melhores jogadores da década de 2010 – que, para os americanos, compreende da temporada 2010 à temporada 2019. São apenas dois quarterbacks na lista. Não bastasse isso, o corte temporal, por si, dificultou a vida do quarterback dos Saints: seu único título, embora tenha vindo em fevereiro de 2010, foi na temporada 2009 – e a década anterior é inquestionavelmente de Tom Brady e Peyton Manning. 

Na lista, Tom Brady e Aaron Rodgers. Não há dúvidas que Brady pertence a essa lista – seja pela produção lá atrás, seja pelo MVP em 2017 ou pela enorme e sem precedentes quantidades de títulos de Conferência e de Super Bowl. Ficou, porém, a dúvida: Rodgers no lugar de Brees? Afinal, Brees foi campeão em 2009 e na temporada 2018 brigou pelo MVP com Pat Mahomes – enquanto os últimos três anos de Aaron Rodgers foram bem aquém de sua primeira metade de década. Fez sentido? 

Fez. Rodgers foi campeão nesta década – como disse, o corte temporal não ajudou Brees – e seu auge foi insano. A primeira metade da década do camisa 12 dos Packers foi impecável, tendo algumas das melhores temporadas que já vi de um quarterback na história da liga. É discutível, claro, mas parece ser a impressão geral das pessoas. Fiz uma enquete no twitter e Brady vence com esmagadora vantagem. Rodgers ficou em segundo – com o dobro de votos de Brees. 


A pergunta do título deste texto é difícil, porque tem resposta maleável. Acho, sim, Drew Brees um quarterback subestimado – está na minha lista de 10 melhores quarterbacks da história. Mas não estaria entre os dois melhores da década de 2000 e 2010. Intrigante, não? Pois é. Pensando nisso, tentei estender a discussão para outros esportes. 

Talvez Drew Brees tenha aura parecida com Alain Prost, na Fórmula 1. Você raramente vê o tetracampeão mundial em discussões de melhor da história – geralmente polarizadas entre Ayrton Senna e Michael Schumacher. Mas Prost sempre estava ali, com consistência, pontuando, fazendo o necessário para chegar ao pódio. Ele não faria uma loucura como a volta de Senna em Donington Park/1993 (talvez equiparada à temporada 2011 de Rodgers ou às suas hail maries), mas tava sempre ali na briga. 

Outra semelhança existe na NBA. Conversei nesta semana com o Guilherme Giovannoni, nosso comentarista de NBA, e ele mencionou sobre Tim Duncan. Cinco vezes campeão, Duncan jogou num mercado consumidor pequeno – San Antonio – e por várias vezes é esquecido mesmo sendo tantas vezes campeão e inclusive tendo sido MVP da liga e de NBA Finals. San Antonio para a NBA é um mercado consumidor pequeno tanto quanto New Orleans para a NFL. 

No final das contas, o fato é que, por vezes, nomes acabam ficando esquecidos pelo caminho – os recordes às vezes falam menos do que jogadas de impacto, títulos ou picos de produção. Isso acaba se refletindo em listas. Mas, sendo sincero, neste caso – embora haja possibilidade de discussão – o resultado foi acertado. Daqui 50 anos eu provavelmente diria "Aaron Rodgers e Tom Brady" quando me perguntarem para citar quarterbacks que jogaram na década de 2010. Isso, porém, não tira o brilhantismo de Drew Brees – é sempre importante frisar isso. E espero que este texto tenha servido para tal. 

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