[Programação] NBB chega a seu jogo das estrelas, e a NHL tem semana de clássicos regionais

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NBB tem o final de semana das estrelas
NBB tem o final de semana das estrelas Divulgação

As estrelas do basquete nacional na capital do basquete nacional. O NBB tem seu fim de semana das estrelas no Pedrocão, mítico ginásio do Franca. O desafio de habilidades, os concursos de três pontos e de enterradas e o duelo de novatos contra um selecionado da liga argentina foram nesta sexta. Mas o sábado tem o jogo mesmo, reunindo os melhores brasileiros contra os melhores estrangeiros da liga. É o nono confronto desse, e os brasileiros levam vantagm por 5 a 3 no retrospecto.

Mas a semana não termina na sábado. Pelo contrário. Tem muito basquete universitário masculino e feminino e dois dérbis eestaduais na NHL: Panthers x Lightning no duelo da Flórida e Panguins x Flyers no encontro da Pensilvânia. Fique ligado!

SÁBADO, 9 DE FEVEREIRO

NBA
23h30 - Houston Rockets x Oklahoma City Thunder (ESPN)

NBB
13h55 - Jogo das Estrelas: NBB Brasil x NBB Mundo (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
15h - Virginia Tech x Clemson (Watch ESPN)
15h - Miami x North Carolina (Watch ESPN)
15h - Oklahoma State x Kansas (Watch ESPN)
17h - Minnesota x Michigan State (Watch ESPN)
17h - Auburn x LSU (Watch ESPN)
19h - Louisville x Florida State (Watch ESPN)
19h - Texas Tech x Oklahoma (Watch ESPN)
19h - Florida x Tennessee (Watch ESPN)
21h - Duke x Virginia (Watch ESPN)
21h - Kansas State x Baylor (Watch ESPN)
21h - Texas A&M x Missouri (Watch ESPN)
23h - Texas x West Virginia (Watch ESPN)
1h* - Washington x Arizona State (Watch ESPN)
1h* - Saint Mary's x Gonzaga (Watch ESPN)

DOMINGO, 10 DE FEVEREIRO

NBA
18h30 - Los Angeles Lakers x Philadelphia 76ers (ESPN)

NHL
21h - Tampa Bay Lightning x Florida Panthers (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
19h - Cincinnati x Houston (Watch ESPN)
21h - Georgia Tech x Notre Dame (Watch ESPN)
23h - Stanford x Oregon (Watch ESPN)

NCAA (basquete feminino)
15h - Florida State x Notre Dame (Watch ESPN)
19h - Oregon x Stanford (Watch ESPN)

SEGUNDA, 11 DE FEVEREIRO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL
22h - Pittsburgh Penguins x Philadelphia Flyers (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Virginia x North Carolina (ESPN 2)
0h - Kansas x TCU (Watch ESPN)
0h - Oklahoma x Baylor (Watch ESPN)

NCAA (basquete feminino)
22h - South Carolina x Connecticut (Watch ESPN)

TERÇA, 12 DE FEVEREIRO

NHL
22h - Chicago Blackhawks x Boston Bruins (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Georgia x Texas A&M (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Greensboro Swarm x Grand Rapids Drive (Watch ESPN)
23h30 - Rio Grande Valley Vipers x Northern Arizona Suns (Watch ESPN)

QUARTA, 13 DE FEVEREIRO

NBA 
23h15 - Houston Rockets x Minnesota Timberwolves (ESPN)
1h35* - Golden State Warriors x Portland Trail Blazers (ESPN)

NHL
23h - Edmonton Oilers x Pittsburgh Penguins (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h30 - South Carolina x Tennessee (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Georgia Tech x Virginia Tech (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
2h* - USC x Stanford (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h - Fort Wayne Mad Ants x Lakeland Magic (Watch ESPN)
22h - Maine Red Claws x Erie BayHawks (Watch ESPN)
22h30 - Santa Cruz Warriors x Raptors 905 (Watch ESPN)

QUINTA, 14 DE FEVEREIRO

NHL
22h - Calgary Flames x Florida Panthers (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
2h* - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

SEXTA, 15 DE FEVEREIRO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
22h - All-Star Game: Jogo das Celebridades (ESPN)
0h - All-Star Game: Jogo dos Calouros (ESPN)

ESPORTS
16h30 - NBA All-Star Premier, final (ESPN Extra)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 8 de fevereiro, 22h30.

Fonte: Ubiratan Leal

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All-Star Game e maior clássico universitário: semana é um festival de basquete

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All Star acontece esse fim de semana
All Star acontece esse fim de semana Getty

Fã de esporte pode esfregar as mãos, pois poderá ver o melhor do basquete nos próximos dias. A semana começa com os eventos do All-Star Game da NBA, com Desafio de Habilidades, Torneio de 3-Pontos e Concurso de Enterradas no sábado. E não vale reclamar que é muita coisa para uma noite só, pois o horário de verão está acabando e metade do Brasil terá uma hora a mais para dormir. No domingo é disputado o Jogo das Estrelas, ao vivo de Charlotte. Tudo bem, parece uma overdose e a NBA até tira um recesso depois disso. Mas fique ligado, porque aí vem uma maratona de basquete universitário, incluindo o maior clássico da NCAA: North Carolina Tar Heels x Duke Blue Devils. 

Veja todos os eventos de esportes americanos da semana abaixo:

SÁBADO, 16 DE FEVEREIRO

NBA
23h - Desafio de Habilidades, Torneio de 3-Pontos e Concurso de Enterradas (ESPN)

NHL
22h - Montréal Canadiens x Tampa Bay Lightning (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
15h - North Carolina x Wake Forest (Watch ESPN)
15h - Clemson x Louisville (Watch ESPN)
15h - Oklahoma x TCU (Watch ESPN)
16h - Texas A&M x South Carolina (Watch ESPN)
17h - Florida State x Georgia Tech (Watch ESPN)
17h - Notre Dame x Virginia (Watch ESPN)
17h - Baylor x Texas Tech (Watch ESPN)
17h - Indiana x Minnesota (Watch ESPN)
17h - Florida x Alabama (Watch ESPN)
19h - West Virginia x Kansas (Watch ESPN)
19h - Iowa State x Kansas State (Watch ESPN)
19h30 - Virginia Tech x Pittsburgh (Watch ESPN)
21h - NC State x Duke (Watch ESPN)
21h - LSU x Georgia (Watch ESPN)
23h - Tennessee x Kentucky (Watch ESPN)
0h - Gonzaga x San Diego (Watch ESPN)

DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO

NBA
22h - All-Star Game; Time LeBron James x Time Giannis Antetokoumnpo (ESPN)

SEGUNDA, 18 DE FEVEREIRO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL
18h - Arizona Coyotes x Calgary Flames (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Virginia x Virginia Tech (Watch ESPN)
23h - Kansas State x West Virginia (Watch ESPN)
23h - TCU x Oklahoma State (Watch ESPN)

TERÇA, 19 DE FEVEREIRO

NHL
22

NCAA (basquete masculino)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Alabama x Texas A&M (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

QUARTA, 20 DE FEVEREIRO

NHL
22h30 - Winnipeg Jets x Colorado Avalanche (Watch ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Louisville x Syracuse (Watch ESPN)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - North Carolina x Duke (ESPN)
23h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Agua Caliente Clippers x Windy City Bulls (Watch ESPN)
21h - Fort Wayne Mad Ants x Delaware Blue Coats (Watch ESPN)
21h - Capital City Go-Go x Lakeland Magic (Watch ESPN)
21h - Erie BayHawks x Grand Rapids Drive (Watch ESPN)
22h - Rio Grande Valley Vipers x Oklahoma City Blue (Watch ESPN)
0h - Santa Cruz Warriors x Sotckton Kings (Watch ESPN)

QUINTA, 21 DE FEVEREIRO

NHL
21h - Washington Capitals x Toronto Maple Leafs (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
21h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
21h - Sioux Falls Skyforce x Long Island Nets (Watch ESPN)

SEXTA, 22 DE FEVEREIRO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
21h15 - San Antonio Spurs x Toronto Raptors (ESPN)
23h30 - Utah Jazz x Oklahoma City Thunder (ESPN)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 16 de fevereiro, 14h30.

Fonte: Ubiratan Leal

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All-Star Game e maior clássico universitário: semana é um festival de basquete

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O que é e o que podemos esperar da AAF, a nova liga profissional de futebol americano?

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Legends x Apollos
Legends x Apollos Getty

Younghoe Koo entrou em campo com uma missão, acertar um field goal de 38 jardas. A marca não é das mais complexas para um kicker profissional, mas parecia uma montanha para o sul-coreano escalar. Em 2017, como chutador novato do Los Angeles Chargers, ele havia convertido apenas uma das cinco tentativas com mais de 30 jardas na NFL. Foi dispensado, e por isso aquela oportunidade de 38 jardas soava tão simbólica. Veio o snap, o holder posiciona a bola e… chute certeiro, no meio do Y.

Mais do que a redenção pessoal de Koo, aquele field goal entrou para a história pelo jogo, pelo momento. Naquele momento, noite de 9 de fevereiro no estádio Spectrum da University of Central Florida, o Atlanta Legends fazia 3 a 0 sobre o Orlando Apollos e anotava os primeiros pontos da AAF, a Alliance of American Football, a nova liga profissional de futebol americano.

Mas o que é a AAF? O que podemos esperar dela? O que ela tem diferente de outras ligas que foram criadas e desapareceram rapidamente?

Desde a fusão da American Football League com a National Football League em 1970, que se transformaram nas Conferências Americana e Nacional da atual NFL, houve duas tentativas mais relevantes de criar uma sombra à principal liga esportiva do futebol americano. Nos anos 80, houve a United State Football League (USFL). Na primeira década deste século, a Extreme Football League (XFL).

A história dessas duas ligas é fascinante e foi muito bem contada nos documentários “Small Potatoes” (USFL) e “This Was de XFL” (XFL), ambos produzidos pela ESPN dentro da série 30 por 30 e estão disponíveis com legendas em português no Watch ESPN. Se não viram ainda, vejam, porque são sensacionais.

A menção aos filmes da ESPN não é gratuita. O diretor do documentário sobre a XFL foi Charlie Ebersol. O cineasta concluiu a produção em 2016, mas, durante o trabalho de pesquisa, entrevistas e edição, ele ficou se convenceu de que o conceito de uma segunda liga profissional de futebol americano, cuja temporada se estendesse durante o recesso da NFL, era viável, bastava fazer ajustes no projeto. E ele tinha os contatos certos para fazer uma nova tentativa, até porque seu pai é Dick Ebersol, co-fundador da XFL e executivo aposentado do canal NBC Sports.

O principal problema da USFL foi uma disputa entre os donos das franquias (um deles Donald Trump), que levaram a liga a rumos erráticos que faliram o projeto. Mas a USFL e a XFL tinham em comum outro ponto que se mostrou problemático a ambas: a forma como se apresentavam ao público. Para chamar a atenção do torcedor, as duas organizações vendiam a ideia de que a NFL era uma “liga cheia de regras estúpidas que tiram a graça do jogo” e que ela era a representante do “futebol americano raiz, sem frescura, coisa para macho” (linguajar tosco proposital como forma de retratar o estilo).

A ideia fazia algum sentido considerando que o nível técnico era claramente inferior. Assim, se a qualidade do jogo não era das melhores, ao menos elas tentavam se diferenciar pelo estilo de jogo. No entanto, isso acabou se voltando contra os organizadores. Apesar de criar situações que viraram folclóricas, como substituir o cara ou coroa por jogadores correndo atrás de uma bola como em um fumble e a permissão aos jogadores para colocarem seus apelidos nas camisas, a linguagem alienou o público comum. Fez as ligas, principalmente a XFL, a ganhar a imagem de modalidade exótica que atendia a um nicho muito específico.

Charlie Ebersol percebeu que a estratégia virou um tiro no pé. Por isso, quando idealizou uma nova liga de futebol americano, ele percebeu que não podia tirar o foco do principal: apresentar jogos de bom nível técnico para torcedores de verdade. Sem afetação.

Por isso, trouxe para o projeto profissionais que podiam dar credibilidade técnica. As figuras mais conhecidas do público são Troy Polamalu, lendário safety do Pittsburgh Steelers, Bill Pollian, ex-diretor geral de Buffalo Bills, Carolina Panthers e Indianapolis Colts, Justin Tuck, ex-defensive end do Oakland Raiders, e Mike Pereira, ex-árbitro e comentarista de arbitragem na TV.

Com esses nomes ao lado, foi mais fácil atrair treinadores com experiência em trabalhar com times de alto nível. Para montar os times, foram selecionados jogadores que ficaram de fora na definição dos elencos da NFL - ou seja, jogadores que não tiveram espaço na liga mais importante, mas que têm nível técnico suficiente para terem recebido oportunidades de fazer testes e lutar por uma vaga - e que não foram draftados.

A AAF trabalhou também para adaptar algumas regras. Há uma tentativa de apresentar um jogo com menos faltas, uma reclamação constante dos torcedores mais tradicionalistas da NFL, mas sem a afetação de “aqui não tem frescura” da XFL. Outras mudanças são o fim do ponto extra (todo time é obrigado a tentar a conversão de dois pontos após o touchdown), dos kick offs (na nova liga, o time que receberia o chute já inicia a campanha de sua linha de 25 jardas) e do onside kick (se quiser manter a posse após pontuar, o time posiciona a bola na linha de 35 jardas de seu campo e tenta avançar 12 jardas em uma descida. Isso só pode ser feito em condições específicas).

Garantindo um nível técnico decente e uma partida com algumas modificações que tornem o jogo mais dinâmico e/ou divertido, a questão da AAF foi alocar suas franquias. Foram criados oito equipes, praticamente todos no sul dos Estados Unidos. Além disso, a preferência era por cidades que já tivessem equipes de grandes ligas profissionais - ou seja, mercado com capacidade comprovada de sustentar uma equipe economicamente -, mas que não estivessem na NFL - afinal, concorrer diretamente diante do mesmo público seria arriscado demais.

No final, acabaram abrindo exceções. Quatro equipes atendem a essas três condições: Orlando Apollos, San Diego Fleet, San Antonio Commanders e Memphis Express. Atlanta Legends e Arizona Hotshots são as únicas franquias e dividem mercado com uma da NFL (Falcons e Cardinals). Salt Lake City Stallions é a única que não está no sul dos EUA. E o Birmingham Irons é a única em cidade sem uma outra equipe profissional.

A rodada de estreia foi no último fim de semana, com quatro jogos. E a primeira impressão foi satisfatória. Apesar de a qualidade do jogo claramente não ser a mesma da NFL ou das melhores equipes da NCAA, foi possível ver jogadores de bom nível técnico, algumas jogadas empolgantes e uma ação mais fluida. O retorno na TV também foi bom: a CBS teve mais audiência que a ABC, que no mesmo momento transmitia Houston Rockets x Oklahoma City Thunder pela NBA.

Claro, é só uma primeira impressão. Ao longo da temporada, o nível técnico pode cair à medida que os elencos fiquem desgastados e acusem a falta de reposição à altura. A audiência também deixará de se beneficiar do fator curiosidade, que teve papel importante nos números da rodada de estreia. E a concorrência com outras modalidades, como a reta final da temporada regular da NBA e da NHL, o March Madness do basquete universitário e o início da temporada da MLB podem atingir a AAF.

De qualquer modo, a AAF parece uma boa aposta para uma liga secundária de futebol americano. O projeto tem uma base interessante e parece haver um cuidado para oferecer bons jogos ao público. Seria um milagre ela conseguir concorrer com a NFL ou mesmo atrapalhar a NBA, a NHL ou a MLB, mas ela pode se estabelecer como uma liga de desenvolvimento, dando uma segunda chance a dezenas de atletas de potencial que são dispensados da NFL ou ficam de fora do draft e que, hoje, só têm na Canadian Football League uma alternativa de seguirem suas carreiras.

Fonte: Ubiratan Leal

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O que é e o que podemos esperar da AAF, a nova liga profissional de futebol americano?

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Como os Beatles invadiram um jogo de futebol americano há 60 anos

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Beatles deixam campo em clipe de American Pie
Beatles deixam campo em clipe de American Pie Reprodução

Os Beatles estão no meio do campo. É intervalo de uma partida de futebol americano e eles animam a torcida com uma marcha. O público tentou entrar para dançar, mas não foi possível porque os jogadores queriam entrar logo no gramado, mesmo com a banda inglesa se negando a sair.

A cena acima parece resultado de um sonho envolvendo o show do intervalo do Super Bowl, os Beatles e uma mente muito imaginativa. Mas, em no universo alternativo regido pelos clássicos do rock, isso tudo aconteceu. Foi em 3 de fevereiro de 1959, data que completou 60 anos enquanto New England Patriots e Los Angeles Rams disputavam o Super Bowl de verdade.

Bem, mas como é possível os Beatles tocarem em um jogo de futebol americano de 1959 se a primeira turnê norte-americana da banda ocorreu apenas em 1964? Aliás, como é possível os Beatles tocarem em um jogo de futebol americano de 1959 se a banda só foi formada em 1960? Então acompanha o raciocínio.

Três de fevereiro de 1959 é uma data histórica no rock. Uma data triste. Na noite daquele dia, Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper Richardson viajavam em um pequeno avião entre uma apresentação e outra no Meio-Oeste americano. O tempo era ruim e o piloto não tinha a formação adequada para navegar apenas por instrumentos. A aeronave caiu em Clear Lake, estado de Iowa. Ninguém sobreviveu.

A melhor definição para o impacto do acidente veio apenas 12 anos depois. Don McLean, um adolescente na época da tragédia e grande fã de Buddy Holly, compôs em 1971 o épico “American Pie”, em que chama o 3 de fevereiro de 1959 de “o dia em que a música morreu”. Desde então, é assim que a data é conhecida até hoje.


Em “American Pie”, McLean descreve diversas cenas cotidianas dos Estados Unidos da década de 1950, com pessoas levando suas vidas normais sem imaginar que, naquele dia, a música morreria. Uma das cenas era uma partida de futebol americano. Não fica claro se é um jogo profissional, universitário ou escolar, nem em que cidade ele teria ocorrido:

“The players tried for a forward pass / With the jester on the sidelines in a cast / Now the half-time air was sweet perfume / While sergeants played a marching tune / We all got up to dance / Oh, but we never got the chance / 'Cause the players tried to take the field / The marching band refused to yield / Do you recall what was revealed / The day the music died?”

Tradução livre:

“Os jogadores tentaram um passe para frente / Com o animador na lateral do campo / Agora o ar do primeiro tempo tinha passado / Enquanto os sargentos tocavam uma marcha / Todos nós levantamos para dançar / Oh, mas nós nunca tivemos chance / Porque os jogadores tentaram tomar o campo / A banda se recusou a parar / Você se lembra o que foi revelado / No dia que a música morreu?”

Os “sargentos” eram os Sargeant Peppers, os Beatles. E, pela cronologia do terceiro parágrafo desse texto, fica óbvio que a banda de Liverpool não estava nos Estados Unidos tocando no intervalo de um jogo de futebol americano em fevereiro de 1959. Mas “American Pie” vai mais além do “dia em que a música morreu”. A canção usa as cenas cotidianas dos anos 50 como pano de fundo para diversas referências referências que acabam traçando a trajetória da música e a agitação cultural da virada da década de 1960 e 70.

O futebol americano era mais que um jogo. Era a juventude tentando se fazer ouvir e protestar em movimentos em favor dos direitos das mulheres, contra o racismo e contra a guerra. O animador do lado de fora era Bob Dylan (que ficou ficou recluso em 1966 após sofrer um acidente), os sargentos eram os Beatles, que entravam em ação como a voz da geração e agitavam os manifestantes. Os jogadores que tentavam expulsar quem curtia a música eram as autoridades buscando tomar as ruas de volta.

McLean nunca deixou completamente claro o que quis dizer em cada verso de “American Pie” e interpretações diferentes se espalharam. De qualquer modo, em 1989 foi gravado um clipe para a música que deixava claro que os sargentos eram os Beatles (a partir de 4:00 no vídeo acima).

Obs.: “American Pie” foi regravada em versão reduzida por Madonna em 2000. O trecho que menciona a partida de futebol americano foi cortado. Em 2005, enfim os Beatles realmente entraram em um jogo de futebol americano, ainda que indiretamente. Paul McCartney, um dos líderes da banda, foi a atração do intervalo do Super Bowl 39 com um repertório composto apenas por músicas dos Beatles (“Drive My Car”, “Get Back”, “Live and Let Die” e “Hey Jude”). Os jogadores não precisaram expulsá-lo para retomar a partida, em que os Patriots venceram o Philadelphia Eagles por 24 a 21.

Fonte: Ubiratan Leal

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Como os Beatles invadiram um jogo de futebol americano há 60 anos

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[Programação] Todos param no domingo para ver o Super Bowl, mas tem muito esporte americano ao longo da semana. Confira

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Kevin Durant e LeBron James se cumprimentam antes de Warriors x Lakers: reencontro
Kevin Durant e LeBron James se cumprimentam antes de Warriors x Lakers: reencontro Getty

Super Bowl, Super Bowl e mais Super Bowl. A final da NFL é claramente o principal evento do esporte mundial neste fim de semana. Mas isso não significa que o universo do esporte americano se limite à noite de domingo nesta semana. O fã de esporte pode conferir eventos todos os dias, e não vai se arrepender disso.

No basquete, tem grandes duelos como Los Angeles Lakers de LeBron James contra o Golden State Warriors de Kevin Durant e Stephen Curry e Oklahoma City Thunder x Boston Celtics. No NBB, é a semana do jogaço entre Franca e Flamengo. E ainda tem All-Star Game, com o Desafio de Habilidades abrindo o fimd e semana das estrelas do NBB e o draft do jogo das estrelas da NBA. Quem prefere o hóquei no gelo poderá ver duas vezes o campeão Washington Capitals de Alexander Ovechkin e a final da Champions Hockey League europeia.

Nada mal, hein?

SÁBADO, 2 DE FEVEREIRO

NBA
23h30 - Los Angeles Lakers x Golden State Warriors (ESPN)

E-SPORTS
23h - Madden NFL 19 Club Championship (ESPN Extra)

NCAA (basquete)
15h - St. John's x Duke (Watch ESPN)
15h - Virginia Tech x NC State (Watch ESPN)
15h - Oklahoma x West Virginia (Watch ESPN)
17h - North Carolina x Louisville (Watch ESPN)
17h - Miami x Virginia (Watch ESPN)
17h - Notre Dame x Boston College (Watch ESPN)
17h - Texas x Iowa State (Watch ESPN)
19h - UCLA x Washington (Watch ESPN)
19h - Kentucky x Florida (Watch ESPN)
21h - Kansas State x Oklahoma State (Watch ESPN)
21h - Indiana x Michigan State (Watch ESPN)
21h - Arkansas x LSU (Watch ESPN)
23h - Tennessee x Texas A&M (Watch ESPN)
23h - Alabama x Auburn (Watch ESPN)

DOMINGO, 3 DE FEVEREIRO

NFL (Super Bowl)
20h - New England Patriots x Los Angeles Rams (ESPN)

NBA
17h - Oklahoma City Thunder x Boston Celtics (ESPN)

NHL
15h30 - Boston Bruins x Washington Capitals (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
19h - Stanford x California (Watch ESPN)

SEGUNDA, 4 DE FEVEREIRO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Louisville x Virginia Tech (ESPN 2)
0h - West Virginia x Texas Tech (Watch ESPN)
0h - Iowa State x Oklahoma (Watch ESPN)

TERÇA, 5 DE FEVEREIRO

NBB 
18h50 - Flamengo x Franca (ESPN)

NHL
22h30 - Vegas Golden Knights x Tampa Bay Lightning (ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Hóquei no gelo europeu)
15h55 - Final: Frolund Indians (SUE) x Red Bull Munich (ALE) (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
22h - South Carolina x Kentucky (Watch ESPN)
23h - NC State x North Carolina (Watch ESPN)
23h - Florida State x Syracuse (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)

QUARTA, 6 DE FEVEREIRO

NBA 
23h15 - Washington Wizards x Milwaukee Bucks (ESPN)
1h35* - San Antonio Spurs x Golden State Warriors (ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
22h - Texas A&M x Ole Miss (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)

QUINTA, 7 DE FEVEREIRO

NBA
22h - All-Star Draft (ESPN)

NHL
22h - Colorado Avalanche x Washington Capitals (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Jogo a definir (Watch ESPN)

SEXTA, 8 DE FEVEREIRO

18h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
22h15 - Denver Nuggets x Philadelphia 76ers (ESPN)
0h35* - Minnesota Timberwolves x New Orleans Pelicans (ESPN)

NBB
19h - All-Star Game: Desafio de Habilidades (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 2 de fevereiro, 2h.

Fonte: Ubiratan Leal

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O sonho olímpico da Nicarágua chega pelas ondas do WhatsApp

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Nicarágua enfrenta México no qualificatório para o Pan de 2019
Nicarágua enfrenta México no qualificatório para o Pan de 2019 Ubiratan Leal

O campo é pequeno, acanhado, não tem estrutura específica para a imprensa. Mas Carlos Alfaro León se vira do jeito que dá. O jornalista da Radio Ya de Manágua pega uma cadeira e uma mesinha de plástico, daquelas de salão de festas, e senta do lado da cerca que separa o que é dentro do que é fora do campo. Ele coloca seu boné da seleção da Nicarágua de beisebol, posiciona os cartões em que anota cada jogada da partida e não para de contar pelo WhatsApp tudo o que acontece em campo. Quando o jogo para, vai rapidinho para perto do banco nicaraguense para fazer algumas fotos e volta. Não pode perder tempo, pois milhões de torcedores em seu país dependem da rapidez e precisão de seus movimentos.

Alfaro é o único jornalista nicaraguense que veio a São Paulo para a disputa do qualificatório para o beisebol dos próximos Jogos Pan-Americanos, a serem realizados em Lima em julho e agosto deste ano. A quantidade de profissionais na cobertura não é proporcional à importância do torneio para a torcida Nica (como os nicaraguenses se referem às coisas de seu país). 

O beisebol é o esporte mais popular da Nicarágua e qualquer coisa que a seleção do país faz é motivo de grande expectativa dos torcedores. Uma paixão que se mantém mesmo diante de resultados discreetos e que aparecem apenas esporadicamente. Os Nica têm como principais glórias beisebolísticas medalhas de prata nos Pans de 1983 e 95 e um quarto lugar nos Jogos Olímpicos de 1996, além de pódios em torneios centro-americanos e do Caribe. A liga profissional tem apenas quatro equipes e é disputada por apenas cinco meses, mas o resto do ano é ocupada por uma competição semi-profissional com equipes de cada região. Uma estrutura modesta, mas que encanta Alfaro. Quando perguntado sobre o que o beisebol representa para os nicaraguenses, seus olhos brilham, o sorriso sai e ele diz apenas: "O beisebol na Nicarágua é tão lindo".

Só por ter em campo a camisa azul e branca com "Nicarágua" no peito, o Pré-Pan já é motivo para os nicaraguenses ficarem atentos ao que ocorre na Grande São Paulo. A estreia contra o Brasil, na última terça, era transmitida pela TV quando foi interrompida por chuva - a conclusão está prevista para esta sexta. Mas o jogo contra o México foi transferido para Ibiúna, no campo 2 do Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), onde não há estrutura para a transmissão em vídeo. Assim, os nicaraguenses ficam de ouvido no rádio. Mas… se o jogo não está na TV ou na internet e há apenas um repórter à beira do campo, como isso é possível?

Aí aparece a capacidade de improviso de quem está acostumado a lidar com recursos limitados, a magia do rádio e também um trabalho em equipe azeitado. Alfaro é mais que um repórter, ele é os olhos da equipe de transmissão que está em Manágua. Ele não desgruda de seu celular e fica se revezando entre as anotações do jogo e o WhatsApp.

Carlos Alfaro anota tudo e passa as informações para a equipe da Radio Ya na Nicarágua
Carlos Alfaro anota tudo e passa as informações para a equipe da Radio Ya na Nicarágua Ubiratan Leal

Do outro lado do aplicativo está a redação da rádio. E vai a mensagem:

“Óscar Félix pitcher zurdo. Hit de Ofilio, Vásquez a tercera, cuando el pitcher le pasaron la pelota, cometió error y anotó Vásquez. Vamos 5 - 0. El hit de Ofilio al center. El pitcher cometió error porque no agarró la pelota”

Segundos depois, essas informações chegam aos ouvintes da Radio Ya, que a dinâmica e exclamativa voz do narrador Moisés Ávalos Ruiz transforma de texto telegráfico em pura emoção:

“Hit de Ofilio Castro al centerfield. Wuillians Vásquez corre a la tercera. Más un hit a Nica pero... ¡EL PITCHER DE MÉXICO COMETE UN ERROR! ¡Óscar Félix no le agarró la pelota! ¡Le deja pasar la pelota! ¡ANOTA VÁSQUEZ! ¡NICARÁGUA CINCO, México cero!”

E assim vão as três horas e meia de jogo, vencido pelos Nica por 12 a 4. Alfaro envia por WhatsApp cada lance, e Ávalos narra como se estivesse vendo tudo. O repórter ainda fica de ouvido na transmissão para se certificar que tudo é interpretado da maneira correta ou que nenhuma mensagem tenha passado em branco. Quando surge alguma dúvida, ele telefona a um produtor da Radio Ya - ou recebe a ligação desse colega - para explicar com mais detalhes o que está acontecendo. "Preciso explicar bem, porque ele tem de imaginar a jogada e criar toda a narração em cima disso. Se alguma coisa não parece clara, melhor falar diretamente com eles", explica Alfaro.

A coordenação da equipe é fundamental. Enquanto não surge uma nova informação, Ávalos exercita sua capacidade de improviso e preenche os espaços vazios com comentários sobre a equipe, alguma história sobre os jogadores e, claro, os informes dos patrocinadores. A transmissão não é detalhada como uma feita com as imagens, mas é notável como o resultado final é convincente.

Até o papa atrapalhou

O qualificatório do Pan é mais que um torneio de beisebol, é também um exercício constante de jogo de cintura de jogadores, delegações e da organização, da busca por passagens aéreas até a definição da tabela. A Confederação Pan-Americana de Beisebol (Copabe) concedeu ao Brasil o direito de sediar o evento. A exigência era que todos os jogos fossem em estádios que pudessem para receber público. Com a estrutura bastante limitada para o beisebol no Brasil, só havia duas opções: o estádio Mie Nishi, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, e o campo principal do CT da entidade, localizado em Ibiúna, a 61 km da capital paulista. Assim, a primeira fase, encerrada nesta sexta, se dividiu entre os dois estádios e as finais estão programadas para este fim de semana em São Paulo.

As dificuldades começaram antes mesmo de o primeiro arremesso ser feito. No último dia 15, menos de duas semanas antes da estreia, a Venezuela anunciou sua desistência. A equipe era uma das favoritas da competição, mas o governo local cortou a verba prometida para a viagem da delegação. Sem dinheiro para vir ao Brasil, restou aos venezuelanos desistirem. O Grupo B, com sede em Ibiúna, ficou com apenas Canadá, Colômbia e Panamá.

A chave do Brasil também teve seleções com problemas de viagem, mas de outra natureza. A Nicarágua também vive um momento de instabilidade política, mas conseguiu os recursos para a viagem. Mas sem direito a exageros.

A rota aérea mais tradicional e direta de um país centro-americano ao Brasil é com uma conexão no Panamá. No entanto, a Cidade do Panamá está recebendo a visita do Papa Francisco, e os preços das passagens para o país explodiram, extrapolando o orçamento nicaraguense. Assim, só uma parte da delegação Nica pôde fazer esse caminho. O resto do time se dividiu em duas levas: uma com um complicado voo Manágua - San Salvador (El Salvador) - Lima (Peru) - São Paulo e outra em Manágua - Santo Domingo (República Dominicana) - São Paulo. O time chegou aos pedaços a partir de 25 de janeiro e não teve tempo de se reunir para treinar antes da estreia contra o Brasil, no dia 29.

Jogador da Nicarágua ao lado da bandeira do país no banco do estádio do Bom Retiro, em São Paulo
Jogador da Nicarágua ao lado da bandeira do país no banco do estádio do Bom Retiro, em São Paulo Ubiratan Leal

A República Dominicana teve mais problemas ainda para chegar. Turistas dominicanos e brasileiros podem ir de um país ao outro livremente, mas a República Dominicana exige um visto especial para esportistas brasileiros que vão competir em seu território. Pela regra de reciprocidade adotada pelo governo brasileiro nessas questões, os atletas dominicanos também precisam desse visto para atuar aqui. E isso pegou a delegação dominicana desprevenida.

Como a liga dominicana de beisebol se encerrou apenas na semana passada, os atletas não estavam disponíveis para a federação. Os trâmites para o pedido de visto foram feitos em cima da hora e não deu tempo de todos estarem com a documentação regularizada antes da estreia contra o México, no dia 29.

A situação só não ficou pior porque a CBBS interveio, pedindo para a embaixada brasileira em Santo Domingo dar uma atenção especial ao caso dos jogadores dominicanos e acelerarem o processo, e a Copabe mudou a tabela, transferindo a partida contra os mexicanos para esta sexta (1º de fevereiro). Assim, todos os vistos ficaram prontos em um dia.

Sem a certeza de que a documentação estaria em ordem, a federação dominicana não comprou as passagens aéreas. Teve de fazer de emergência. A delegação embarcou no dia em que, pela tabela original, estaria estreando e se dividiu em cinco levas, vindo ao Brasil pelas mais diferentes rotas pelas Américas. O último grupo chegou apenas às 9h da manhã de 30 de janeiro, cinco horas antes de entrar em campo para enfrentar o Brasil.

Jogo adiado por chuva, mesmo sob sol escaldante

Um dos mais fortes candidatos ao título, os dominicanos poderiam sofrer com esse périplo para chegar a São Paulo. Enfrentariam o time da casa sem aclimatação, treino e mesmo uma noite de sono minimamente decente. Chegaram ao estádio do Bom Retiro às 12h30, uma hora e meia antes do jogo. Mas a sorte foi generosa. Era uma tarde de sol impiedoso em São Paulo, como tem sido esse começo de ano em boa parte do Brasil, mas a chuva forçou o adiamento do jogo.

Bem, não havia chovido ainda, e, naquele dia, só choveria às 17h30, a tempo de realizar a partida. No entanto, havia chovido forte no dia anterior (29). Tão forte que interrompeu o duelo entre brasileiros e nicaraguenses na terceira entrada e deixou o gramado - de drenagem notoriamente ruim - tão encharcado que mesmo o México x Nicarágua, programado para às 10h da manhã do dia 30 já havia sido adiado. A esperança da organização é que mais algumas horas de sol forte deixaria o campo em melhores condições para as 14h, horário da partida do Brasil.

Campo do Bom Retiro (São Paulo) castigado pela chuva no último dia 29
Campo do Bom Retiro (São Paulo) castigado pela chuva no último dia 29 Ubiratan Leal

Após vistoriar o gramado, a República Dominicana disse que não jogaria naquele gramado. Torcedores brasileiros reclamaram, achando que se tratava de alguma malandragem dos caribenhos para adiar o confronto e poder descansar adequadamente. No entanto, jogadores brasileiros que também entraram em campo confirmaram informalmente que não havia condições. “O pé afundava a cada passo. Não dá para correr e tem jogador aqui com contrato com times americanos, só vieram com seguro. O cara não vai arriscar uma contusão”, disse Tiago Magalhães, defensor externo.

O gramado do Bom Retiro deixou a organização em uma situação delicada no Grupo A. A primeira rodada, a do dia 29, teve um jogo adiado porque a República Dominicana não havia chegado ao Brasil e um jogo interrompido por chuva. A segunda rodada foi adiada por falta de condições do campo. Era preciso repor os quatro jogos antes do sábado, data prevista para as semifinais.

Menos mal para a Copabe e a CBBS que, com exceção da desistência venezuelana, as coisas no Grupo B, o de Ibiúna, estavam caminhando. Como o grupo se transformou em um triangular, havia apenas uma partida por dia. Era possível jogar antes das chuvas de verão de meio para o fim da tarde. E, com um campo de drenagem boa, a chuva da véspera não causava tantos problemas. O Canadá venceu o Panamá (5 a 1) na abertura do torneio em 29 de janeiro e a Colômbia bateu os mesmos panamenhos (10 a 4) no dia seguinte.

Canadenses e colombianos já estavam classificados para as semifinais - e para o Pan de Lima - e precisavam apenas decidir quem ficaria em primeiro lugar da chave. Dessa forma, a relevância do jogo se tornou melhor e foi possível transferir o Grupo A para Ibiúna. A última quinta (31) teve rodada quádrupla. Às 10h da manhã, Brasil e México (13 a 3 México) se enfrentaram no campo 1 do CT e Nicarágua e República Dominicana (10 a 3 República Dominicana) atuaram no campo 2. Às 15h, Brasil e República Dominicana se enfrentaram no campo 1 (3 a 2 para os dominicanos), enquanto nicaraguenses e mexicanos duelavam no 2 (os 12 a 4 Nica transmitidos por Carlos Alfaro pelo seu WhatsApp).

Sonho olímpico e nível técnico alto

Os resultados deixaram o Brasil praticamente eliminado. Só uma lavada homérica sobre a Nicarágua, combinada a uma vitória dominicana sobre os mexicanos, classificariam os brasileiros para as semifinais (e para o Pan). Não deu: logo na abertura da rodada final - que, na realidade, era a primeira rodada adiada - o México venceu a República Dominicana por 3 a 2, resultado que classificou os dominicanos e acabou com as possibilidades brasileiras.

Apesar da derrota contundente contra o México, o resultado que mais dá motivo para lamentação ao Brasil são os 3 a 2 contra os dominicanos. O arremessador Felipe Natel, chamado internamente de “Pelé”, teve uma atuação memorável. Formado no beisebol japonês, ele tem um estilo com bolas mais lentas e com muito efeito. Isso desconcertava os rebatedores dominicanos, que preferem bolas mais rápidas e retas. O abridor levou o no-hitter até o segundo eliminado da quinta entrada e teve seis entradas completas sem ceder corrida alguma.

Pelé enfrenta rebatedor dominicano
Pelé enfrenta rebatedor dominicano Ubiratan Leal

O Brasil vencia por 1 a 0 e bastava fechar as três entradas finais. André Rienzo, melhor abridor brasileiro, subiu ao montinho. Mas os dominicanos estavam preparados. Dois home runs seguidos deixaram o placar em 2 a 1 para os caribenhos. Na nona entrada, o Brasil conseguiu um par de rebatidas e empatou o jogo a uma eliminação do final. Poderia ter virado, não fossem dois erros de corredores na terceira base. Mas, na parte de baixo da nona entrada, duas rebatidas em cima de Thyago Vieira e um erro do catcher Daniel Molinari permitiram a vitória dominicana por 3 a 2.

A derrota doeu, pois uma vitória deixaria o Brasil em boas condições de lutar pela classificação (bastaria vencer a Nicarágua nesta sexta). Mas mostrou que a seleção é capaz de atuar contra equipes fortes.

O Pré-Pan tem nível técnico surpreendentemente alto. Como a temporada dos Estados Unidos está em recesso, vários jogadores vinculados à equipes da MLB foram liberados para jogar. Não os atletas de ponta, que formam o elenco principal das grandes ligas, mas algumas das principais promessas e até veteranos que querem ganhar ritmo de jogo antes de se apresentar para a pré-temporada norte-americana, na segunda quinzena de fevereiro. Além disso, jogadores importantes das fortes ligas profissionais da América Latina também se apresentaram, com exceção dos que estão na disputa da Série do Caribe, uma espécie de Copa Libertadores do beisebol que reúne os campeões nacionais latino-americanos e encerra a temporada na região.

Assim, o Brasil pôde contar com André Rienzo, ex-Chicago White Sox e Miami Marlins e atualmente no beisebol mexicano, e Thyago Vieira, membro do bullpen do time principal dos White Sox. O Canadá trouxe Michael Saunders, do Colorado Rockies, que disputou o All-Star Game há apenas três anos, e Dalton Pompey, do Toronto Blue Jays. O México veio com uma seleção de jogadores que atuam nas suas ligas profissionais, as que mais crescem nas Américas. A República Dominicana tem várias promessas da MLB, assim como Nicarágua, Panamá e Colômbia.

O arremessador Thyago Vieira, do Chicago White Sox e da seleção brasileira
O arremessador Thyago Vieira, do Chicago White Sox e da seleção brasileira Ubiratan Leal

Conversei com representantes de cinco equipes e todos eles diziam mais ou menos a mesma coisa: “temos poucas oportunidades de reunir jogadores desse nível para alguma competição. Ainda que seja apenas o qualificatório para o Pan, era uma boa chance de fazer nossa seleção jogar junto”. A oportunidade é rara porque o beisebol internacional depende muito da agenda da MLB, que centraliza os principais atletas das Américas - e alguns da Ásia.

No Pré-Pan, quatro seleções se classificam aos Jogos Pan-Americanos, onde se juntarão a Cuba, Porto Rico, Peru e Argentina. Os dois melhores terão vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, mas, em Lima, dificilmente as seleções terão o mesmo nível visto no Brasil. Cuba ainda levará o que tem de melhor entre os jogadores que atuam na ilha, mas os times da MLB estarão no meio da temporada e não devem liberar seus atletas.

A Nicarágua, por exemplo, não pôde contar com apenas cinco jogadores, vetados por franquias da MLB com as quais têm contrato. De resto, o que há de melhor no beisebol Nica está no Brasil. O que justifica todo o esforço de Carlos Alfaro e da Radio Ya para levar todas as emoções do Pré-Pan para a torcida nicaraguense. Um esforço que se pagou: a Nicarágua encerrou a primeira fase batendo o Brasil por 6 a 2 e conquistando uma surpreendente classificação para as semifinais, garantindo a vaga aos Jogos Pan-Americanos e mantendo vivo o sonho olímpico. Uma emoção que todos em Manágua puderam acompanhar na voz de Moisés Ávalos Ruiz e no WhatsApp de Carlos Alfaro.

Fonte: Ubiratan Leal

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O sonho olímpico da Nicarágua chega pelas ondas do WhatsApp

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Semana de Super Bowl = ESPN League todo dia
Semana de Super Bowl = ESPN League todo dia []

Muito fã de esporte está sedento pelo Super Bowl, não consegue pensar em outra coisa. Na redação do ESPN League não é tão diferente assim. E, com a aproximação do maior evento dos esportes americanos, é hora de dissecar tudo o que se pode esperar de Los Angeles Rams e New England Patriots em 2 de fevereiro. Por isso, mantemos a tradição de um ESPN League diário, debatendo tudo sobre a final da NFL. E com cobertura in loco em Atlanta.

Mas a semana ainda tem outros atrativos. Por exemplo, é o fim de semana das estrelas, tanto da NFL, com o Pro Bowl, quando da NHL, com o All Star Game. E quem é da turma do basquete poderá saborear um duelo sensacional entre Russell Westbrook e Giannis Antetokounmpo no Oklahoma City Thunder x Milwaukee Bucks.

Confirma abaixo toda a programação de esportes americanos dos canais ESPN e não perca nada.

SÁBADO, 26 DE JANEIRO

NFL
22h - Pro Bowl: concurso de habilidades (ESPN)

NBA
23h30 - Golden State Warriors x Boston Celtics (ESPN)

NHL
23h - All Star Game (ESPN 2)

NCAA (basquete)
17h - Pittsburgh x Louisville (Watch ESPN)
17h - Texas x Georgia (Watch ESPN)
17h - South Carolina x Oklahoma State (Watch ESPN)
17h - Kansas State x Texas A&M (Watch ESPN)
19h - Vanderbilt x Oklahoma (Watch ESPN)
19h - West Virginia x Tennessee (Watch ESPN)
21h - LSU x Missouri (Watch ESPN)
21h - Arkansas x Texas Tech (Watch ESPN)
21h - Kansas x Kentucky (Watch ESPN)
23h - Syracuse x Virginia Tech (Watch ESPN)
23h - Arizona State x USC (Watch ESPN)
23h30 - Auburn x Mississippi State (Watch ESPN)
1h* - Arizona x UCLA (Watch ESPN)

DOMINGO, 27 DE JANEIRO

NFL
18h - Pro Bowl (ESPN)

NBA
21h - Milwaukee Bucks x Oklahoma City Thunder (ESPN)

NCAA (basquete)
17h - Houston x Tulsa (Watch ESPN)
21h - Florida State x Miami (Watch ESPN)
23h - Washington State x Oregon (Watch ESPN)

SEGUNDA, 28 DE JANEIRO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Duke x Notre Dame (ESPN 2)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

TERÇA, 29 DE JANEIRO

22h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBB 
18h50 - Basquete Cearense x Corinthians (ESPN)

NHL
22h - Winnipeg Jets x Boston Bruins (ESPN 2)

NCAA (basquete)
21h30 - Tennessee x South Carolina (Watch ESPN)
22h - North Carolina x Georgia Tech (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Ball State x Buffalo (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h - Grand Rapids Drive x Delaware Blue Coats (Watch ESPN)

QUARTA, 30 DE JANEIRO

22h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
23h15 - Indiana Pacers x Washington Wizards (ESPN)
1h35* - Utah Jazz x Portland Trail Blazers (ESPN)

NHL
23h - Tampa Bay Lightning x Pittsburgh Penguins (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
21h30 - Ole Miss x Florida (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)
23h - Louisville x Wake Forest (Watch ESPN)
0h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h30 - Santa Cruz Warriors x Memphis Hustle (Watch ESPN)
22h - Grand Rapids Valley Vipers x Erie BayHawks (Watch ESPN)
23h - Long Island Nets x Texas Legends (Watch ESPN)
1h* - Lakeland Magic x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)

QUINTA, 31 DE JANEIRO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL
22h - New York Rangers x New Jersey Devils (ESPN)

NCAA (basquete)
2h* - Gonzaga x BYU (Watch ESPN)

SEXTA, 1º DE FEVEREIRO

21h45 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA 
22h45 - Boston Celtics x New York Knicks (ESPN)
1h45* - Houston Rockets x Denver Nuggets (ESPN)

NHL
22h - Chicago Blackhawks x Buffalo Sabres (ESPN 2)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 27 de janeiro, 14h.

Fonte: Ubiratan Leal

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Rivera é primeiro a entrar no Hall da Fama da MLB por unanimidade. O que isso significa?

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Mariano Rivera é ovacionado pela torcida dos Yankees em seu último jogo
Mariano Rivera é ovacionado pela torcida dos Yankees em seu último jogo ESPN

Babe Ruth reinventou o beisebol, fazendo do home run uma arma ofensiva constante para seu time. Em torno dele se construiu a franquia mais vitoriosa do esporte americano. Em uma época em que a MLB era a única liga profissional com repercussão em todos os Estados Unidos, o craque do New York Yankees foi a primeira superestrela esportiva do país. Durante décadas, os americanos usaram o termo “ruthian” para se referir a algo inigualável, o melhor possível. Um ator que tivesse uma interpretação “ruthiana” é porque foi ao ápice de sua categoria, digno de Oscar.

Claro, Ruth está no Hall da Fama do beisebol. Foi imortalizado na primeira turma, em 1936. Justo por tudo o que ele representa à modalidade. E nem assim sua escolha foi unânime. Ele recebeu “apenas” 95,13% dos votos. Ty Cobb, outro mito das primeiras décadas da MLB, teve mais adesão. E nem assim foi perfeito: 98,23% dos votos. Podemos pegar dezenas e dezenas de grandes nomes do beisebol - Honus Wagner, Walter Johnson, Willie Mays, Joe DiMaggio, Cy Young, Lou Gehrig, Ted Williams, Hank Aaron, Carl Yaztrzemski, Stan Musial, Mickey Mantle, Jackie Robinson, Sandy Koufax, Whitey Ford, Greg Maddux, Roberto Clemente, Randy Johnson, Carl Ripken Jr, Pedro Martínez… - e não acharemos um sequer, NEM UNZINHO, que foi eleito por unanimidade. Até esta quarta, quando Mariano Rivera foi eleito com adesão de 100% do eleitorado.

Obs.: Para ser eleito, o jogador precisa receber um mínimo de 75% dos votos. Ele se torna elegível cinco anos após sua aposentadoria. Ele perde a elegibilidade se receber menos de 5% dos votos ou se ficar dez anos na cédula de votação sem ser eleito. Depois disso, só pode entrar por meio de comissões especiais.

Trata-se de um feito notável do panamenho, maior fechador da história e referência do bullpen dos Yankees por 20 anos. Não é formas de diminuir o tamanho dessa façanha, mas é preciso entender o que ela representa, até como marco para as próximas votações do Hall da Fama.

Ter sido o primeiro jogador com 100% dos votos não significa que Rivera tenha sido maior ou melhor que seus companheiros no Hall da Fama. A discussão sobre quem é maior jogador da história ainda fica entre Willie Mays (tecnicamente mais completo, eleito com 94,68%) e Babe Ruth (mais influência na história do esporte). Essa conclusão, relativamente fácil, nos leva a uma questão: por que isso só aconteceu agora, 83 anos depois de o Hall da Fama do Beisebol ser criado?

O cenário do momento estava levando o eleitorado a chegar à unanimidade em algum momento. O arremessador Tom Seaver foi eleito com 98,84% em 1992 e carregou o status de jogador mais votado durante mais de 20 anos. Nolan Ryan, também arremessador, teve 98,79% em 1999 e quase igualou a marca. Mas, na primeira década deste século, o eleitorado se mostrou muito hostil.

Nas 14 eleições entre 2000 e 2013, apenas seis jogadores foram eleitos com mais de 90% dos votos (Ozzie Smith em 2002, Wade Boggs em 2005, Carl Ripken Jr e Tony Gwynn em 2007, Rickey Henderson em 2009 e Roberto Alomar em 2011). Nas seis votações realizadas desde 2014, já foram oito com mais 90%: Greg Maddux e Tom Glavine em 2014, Randy Johnson e Pedro Martínez em 2015, Ken Griffey Jr em 2016, Chipper Jones e Vladimir Guerrero em 2018 e Mariano Rivera em 2019.

Mariano Rivera emocionou torcedores e companheiros de time em sua despedida
Mariano Rivera emocionou torcedores e companheiros de time em sua despedida Reuters

O eleitorado continua sendo jornalistas que cobrem a MLB e são membros da Associação de Jornalistas de Beisebol dos EUA há dez anos. Mas houve mudanças nos últimos anos. Nos últimos anos, foram aceitos jornalistas que trabalhassem em sites (antes era exclusivo para quem estivesse em jornais). Além disso, profissionais que não estão mais atuando na cobertura da MLB perdem o direito ao voto.

Essas mudanças levaram a uma significativa renovação no eleitorado. Jornalistas mais jovens passaram a ter mais força, trazendo consigo uma nova forma de avaliar o legado dos jogadores (por exemplo, considerando com mais carinho as estatísticas mais modernas e tendo menos resistência ao voto em jogadores que utilizaram doping). Outra questão importante foi o escrutínio do público e o papel das redes sociais.

Muitos dos craques do passado deixaram de ter 100% dos votos simplesmente porque ninguém tinha conseguido ainda. Como a marca não havia sido alcançada por mitos como Ruth, Mays e Aaron, muitos jornalistas tradicionalistas achavam que o certo é que ninguém a atingisse. Com isso, alguns eleitores deixavam de votar propositalmente em alguns jogadores - aqueles cuja eleição era barbada - só para evitar que eles chegassem à unanimidade.

No entanto, o público começou a fiscalizar mais os votos. Não votar em algum jogador deixou de ser visto como uma proteção aos ídolos do passado, mas como atitude mesquinha. O sujeito pode não votar em jogadores como Greg Maddux, Pedro Martínez ou Chipper Jones, mas é melhor ter argumentos técnicos para isso. Ou então mantém o voto em segredo para evitar as críticas.

Mas esse processo parecia inevitável. Em 2016, Griffey Jr bateu o recorde de 24 anos de Seaver e foi eleito com 99,32%. Quando o ídolo do Seattle Mariners ficou a três votos da unanimidade, ficou evidente que ela apareceria quando a cédula tivesse o nome de um jogador que fosse incontestavelmente um craque, admirado como pessoa e que tivesse atuado diante de uma audiência nacional. Muitos apostavam em Derek Jeter, mas Rivera chegou um ano antes.

Com a quebra da barreira dos 100%, a tendência é que essa marca se repita de tempos em tempos. Jeter tem boas chances em 2020. Em 2022 há uma questão interessante com Alex Rodríguez e David Ortiz, dois jogadores espetaculares, mas com histórico - confirmado ou fortemente suspeito - de doping.

De qualquer modo, isso não mudará o fato de que o Hall da Fama do beisebol continuará sendo visto como o mais difícil de entrar nas grandes ligas americanas. Apenas 1,2% dos jogadores da MLB conseguem a imortalização. Na NFL, o índice é ligeiramente inferior, 1,1%, mas dá para considerar empate técnico se considerarmos que punters, kickers e long snappers são praticamente descartados como jogadores “imortalizáveis” (há apenas um punter e quatro kickers no Hall da Fama do Futebol Americano Profissional). Na NBA e na NHL nem há comparação: 3% dos atletas acabam ganhando um busto no Hall da Fama.

Fonte: Ubiratan Leal

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Rivera é primeiro a entrar no Hall da Fama da MLB por unanimidade. O que isso significa?

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[Programação] As finais de conferência da NFL são só a entrada: semana ainda tem 39 (isso mesmo, 39!) jogos de basquete nos canais ESPN

ESPN League
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Sean McVay, técnico do Los Angeles Rams
Sean McVay, técnico do Los Angeles Rams Getty

Los Angeles Rams x New Orleans Saints e New England Patriots x Kansas City Chiefs. Depois de uma semana de uma espera que parecia interminável, chegam as finais de conferência da NFL. Muita gente já nem marcou compromisso para o domingo pensando em como ver a definição do próximo Super Bowl, mas a semana de esportes americanos não termina precocemente, no domingo. Tem muito jogo todos os dias, sobretudo para quem gosta de uma bola redonda laranja.

São 39 partidas de basquete nos canais ESPN, entre ESPN, ESPN 2 e Watch ESPN. E tem para todos os gostos: NBA, NBB, universitário e liga de desenvolvimento da NBA. Muito basqueteiro terá de apelar para duas telas para companhar tudo, com TV + celular/tablet ou TV + computador. Nós do ESPN League damos o maior apoio.

SÁBADO, 19 DE JANEIRO

NBA
18h30 - Oklahoma City Thunder x Philadelphia 76ers (ESPN)
23h30 - Los Angeles Lakers x Houston Rockets (ESPN)

NHL
22h - Winnipeg Jets x Dallas Stars (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
15h - North Carolina x Miami (Watch ESPN)
15h - Michigan x Wisconsin (Watch ESPN)
17h - NC State x Notre Dame (Watch ESPN)
17h - Kansas x West Virginia (Watch ESPN)
17h - Alabama x Tennessee (Watch ESPN)
19h - Louisville x Georgia Tech (Watch ESPN)
19h - Wake Forest x Virginia Tech (Watch ESPN)
19h - Kentucky x Auburn (Watch ESPN)
21h - Virginia x Duke (Watch ESPN)
23h - Texas Tech x Baylor (Watch ESPN)
23h - Houston x USF (Watch ESPN)
1h* - Air Force x Nevada (Watch ESPN)

DOMINGO, 20 DE JANEIRO

NFL (playoffs)
18h - Los Angeles Rams x New Orleans Saints (ESPN)
21h30 - New England Patriots x Kansas City Chiefs (ESPN)

NHL
18h - Anaheim Ducks x New York Islanders (ESPN 2)

NCAA (basquete)
15h - Florida State x Boston College (Watch ESPN)

SEGUNDA, 21 DE JANEIRO

20h - ESPN LEAGUE

NHL
18h - Nashville Predators x Colorado Avalanche (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Virginia Tech x North Carolina (Watch ESPN)
0h - Iowa State x Kansas (Watch ESPN)
0h - Baylor x West Virginia (Watch ESPN)

TERÇA, 22 DE JANEIRO

NBB 
18h50 - Bauru x Brasília (ESPN)

NHL
22h - San Jose Sharks x Washington Capitals (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
21h30 - Auburn x South Carolina (Watch ESPN)
22h - Jogo não definido (Watch ESPN)
22h - Mississippi State x Kentucky (Watch ESPN)
23h30 - Texas A&M x Florida (Watch ESPN)
0h - Wake Forest x Virginia (Watch ESPN)
0h - Duke x Pittsburgh (Watch ESPN)
0h - Ole Miss x Alabama (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h30 - Santa Cruz Warriors x Sioux Falls Skyforce (Watch ESPN)
1h* - South Bay Lakers x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)
1h* - Rio Grande Valley Vipers x Stockton Kings (Watch ESPN)

QUARTA, 23 DE JANEIRO

NBA 
23h15 - San Antonio Spurs x Philadelphia 76ers (ESPN)

NHL
22h30 - Washington Capitals x Toronto Maple Leafs (ESPN Extra)

NCAA (basquete)
0h - Oklahoma x Oklahoma State (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h - Fort Wayne Mad Ants x Erie BayHawks (Watch ESPN)
22h - Canton Charge x Lakeland Magic (Watch ESPN)

QUINTA, 24 DE JANEIRO

NCAA (basquete)
22h - Tulsa x Cincinnati (ESPN 2)
23h - NC State x Louisville (Watch ESPN)
0h - Washington x Oregon (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
22h - Grand Rapids Drive x Maine Red Claws (Watch ESPN)
1h* - Salt Lake City Stars x Agua Calienet Clippers (Watch ESPN)

SEXTA, 25 DE JANEIRO

22h - ESPN LEAGUE

NBA 
23h - Toronto Raptors x Houston Rockets (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 19 de janeiro, 14h.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] As finais de conferência da NFL são só a entrada: semana ainda tem 39 (isso mesmo, 39!) jogos de basquete nos canais ESPN

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Patriots chegam à oitava final de conferência seguida. Quão rara é essa marca nas ligas americanas?

ESPN League
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Tom Brady vai a sua oitava final seguida da AFC
Tom Brady vai a sua oitava final seguida da AFC Reprodução/EA Sports

A vitória foi tão tranquila que soou a constrangedora. O New England Patriots fez 41 a 28 - sendo que estava 38 a 7 no meio do terceiro período, quando o time puxou o freio de mão - no Los Angeles Chargers e conquistou a vaga na final da Conferência Americana. A oitava vaga seguida. Mais do que os seis Super Bowls no século ou as três presenças na finalíssima em quatro anos, essa série de oito finais da AFC dão a real dimensão da dinastia da equipe de Boston.

São oito anos seguidos ficando entre os quatro melhores da NFL, uma liga feita - do sistema de draft ao teto salarial e ao mata-mata em jogo único - para ter equilíbrio técnico entre as franquias. É uma marca inédita, e que dificilmente será alcançada. A outra grande sequência de finais de conferência na NFL tem 41 anos de idade: cinco seguidas do Oakland Raiders (1974-78) na Americana. Outras passaram perto, mas também são de décadas atrás: Dallas Cowboys fez dez finais da NFC em 13 anos (1971-83, mas com um máximo de quatro seguidas nesse período), o San Francisco 49ers fez seis da NFC em sete (1989-95, mas com duas séries de três), o Pittsburgh Steelers chegou a seis da AFC em oito (1973-80) e Los Angeles Rams (1975-80 na NFC) e Buffalo Bills (1989-94 na NFC) têm cinco em seis temporadas.

Mas, e se compararmos a dinastia dos Patriots com as das outras grandes ligas norte-americanas? Há precedentes?

Sim, há, mas são poucos. E o torcedor de Boston não ficará triste em saber a resposta.

A maior sequência da história é do Boston Celtics na Conferência Leste da NBA, com 13 finais seguidas entre 1957 e 69. O mais incrível é que foram 12 vitórias nas finais do leste e e 11 títulos da NBA no período. A dinastia é, na verdade, ainda maior, porque os Celtics não foram à final em 1956 (Syracuse Nationals, atual Philadelphia 76ers, contra Philadelphia Warriors, atual Golden State Warriors), mas chegaram nos três anos anteriores. Ou seja, 16 finais em 17 anos.

Três franquias dividem a segunda posição em finais de conferências seguidas, com oito. A primeira é o Los Angeles Lakers de 1982 a 89, time do Showtime de Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar e Pat Riley no Oeste da NBA. A marca foi igualada pelo Atlanta Braves de Greg Maddux, Chipper Jones e Bobby Cox entre 1991 a 99 (são nove temporadas, mas não houve playoffs em 1994 por causa de greve que suspendeu o campeonato no meio) na Liga Nacional da MLB. E, agora, os Patriots de Tom Brady e Bill Belichick desde 2012.

Larry Bird e Magic Johnson - NBA Final 1987
Larry Bird e Magic Johnson - NBA Final 1987 Getty

Depois disso, 12 equipes conseguiram chegar a seis ou cinco finais de conferência seguidas. Os Lakers tiveram três dessas séries, quase emendadas: cinco entre 1951 e 55 (ainda em Minneapolis), cinco entre 1959 e 63 e seis entre 1968 e 73. No total, os Lakers chegaram a 20 finais do Oeste em um período de 25 anos.

Outras séries de finais de conferência*:

- St Louis Hawks (atual Atlanta), seis decisões do Oeste da NBA entre 1956 e 61, dentro de um período de 11 decisões em 13 anos;
- New York Knicks, seis finais do Leste da NBA entre 1969 e 74 e cinco finais entre 1949 e 53;
- Detroit Pistons, seis finais do Leste da NBA entre 2003 e 08 e cinco entre 1987 e 91;
- Oakland Athletics, cinco finais da Liga Americana da MLB entre 1971 e 75;
- Boston Celtics, cinco finais do Leste da NBA entre 1972 e 76 e outras cinco entre 1984 e 88;
- Oakland Raiders, as cinco da AFC mencionadas no segundo parágrafo.

O leitor atento percebeu que não houve menção à NHL. É que o hóquei no gelo faz jus à fama de mata-mata mais imprevisível das grandes ligas, com nenhum caso de equipe chegando a cinco finais seguidas de conferência desde que elas foram criadas, em 1982. Os dois casos que mais se aproximaram foi do Edmonton Oilers, com oito finais do Oeste em dez anos (1983-92), e do Colorado Avalanche, com seis finais do Oeste em sete temporadas (1996-2002).

* Warriors e Cleveland Cavaliers podem integrar esta lista na atual temporada. Ambos estão com quatro finais seguidas em suas conferências na NBA. Na MLB, o Los Angeles Dodgers tem três finais seguidas na Liga Nacional. Na NHL, Washington Capitals, Tampa Bay Lightning, Vegas Golden Knights e Winnipeg Jets, os quatro finalistas de conferência da temporada passada, têm uma "série" (aspas de ironia) de uma final, ainda que o Lightning tenha chegado em três decisões do Leste nos últimos quatro anos.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Semana de semifinais de conferência na NFL, mas também tem muito jogo bom de basquete na ESPN

ESPN League
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Drew Brees em ação pelo Saints, durante a vitória sobre os Panthers
Drew Brees em ação pelo Saints, durante a vitória sobre os Panthers Getty Images

As notificações de watch party vão pipocando na sua rede social e fica claro que não há mais tanto tempo assim para escolher de que forma ver o Super Bowl. Sinal de que a final está se aproximando, e cada fim de semana traz jogos mais decisivos. Neste sábado e domingo, o fã de esporte tem as semifinais de conferências, que definem os finalistas de cada lado da chave dos playoffs da NFL.

Claro, esses são os grandes destaques da programação da semana. Mas não perca o foco: a semana é muito boa também no basquete. A NBA terá, por exemplo, Spurs x Thunder, Celtics x Raptors e Warriors x Clippers, todos confrontos diretos entre equipes que brigam por vaga nos playoffs. E o basquete universitário terá vários times no topo do ranking em ação, como Duke, Virginia, Tennessee, Gonzaga e Kansas. O destaque é o clássico Virginia x Virginia Tech, dois times no top 10 dos rankings da Associated Press e dos técnicos (no qual Virginia é o líder, aliás).

Veja a programação completa dos esportes americanos nos canais ESPN para a próxima semana:

SÁBADO, 12 DE JANEIRO

NFL (playoffs)
19h30 - Indianapolis Colts x Kansas City Chiefs (ESPN)
23h - Dallas Cowboys x Los Angeles Rams (ESPN)

NBA
23h - San Antonio Spurs x Oklahoma City Thunder (ESPN 2)

NHL
16h - New York Rangers x New York Islanders (ESPN)

NCAA (basquete)
15h - Louisville x North Carolina (Watch ESPN)
15h - Virginia x Clemson (Watch ESPN)
15h - Boston College x Notre Dame (Watch ESPN)
15h - Kansas State x Iowa State (Watch ESPN)
15h - Oklahoma State x West Virginia (Watch ESPN)
17h - Duke x Florida State (Watch ESPN)
19h - Kansas x Baylor (Watch ESPN)
21h - Tennessee x Florida (Watch ESPN)
23h30 - Vanderbilt x Kentucky (Watch ESPN)
1h* - Washington x Colorado (Watch ESPN)
1h - Gonzaga x San Francisco (Watch ESPN)

DOMINGO, 13 DE JANEIRO

NFL (playoffs)
16h - Los Angeles Chargers x New England Patriots (ESPN)
19h30 - Philadelphia Eagles x New Orleans Saints (ESPN)

NHL
21h - Anaheim Ducks x Winnipeg Jets (Watch ESPN)

SEGUNDA, 14 DE JANEIRO

18h - ESPN LEAGUE

NCAA (basquete)
22h - Syracuse x Duke (ESPN Extra)
22h - Florida State x Pittsburgh (Watch ESPN)
0h - Texas x Kansas (Watch ESPN)
0h - Baylor x Oklahoma State (Watch ESPN)

TERÇA, 15 DE JANEIRO

NBB 
18h50 - Brasília x Mogi (ESPN)

NHL
22h30 - Florida Panthers x Montréal Canadiens (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - West Virginia x TCU (Watch ESPN)
22h - Arkansas x Tennessee (Watch ESPN)
23h - Virginia Tech x Virginia (Watch ESPN)
0h - Notre Dame x North Carolina (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Capital City Go-Go x Lakeland Magic (Watch ESPN)
23h - Rio Grande Valley Vipers x Oklahoma City Blue (Watch ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Hóquei no gelo europeu)
14h25 - Pilsen-TCH x Frolunda Indians-SUE (ESPN 2)

QUARTA, 16 DE JANEIRO

NBA 
23h15 - Toronto Raptors x Boston Celtics (ESPN)
1h35* - New Orleans Pelicans x Golden State Warriors (ESPN)

NHL
22h30 - Boston Bruins x Philadelphia Flyers (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Boston College x Louisville (Watch ESPN)
22h - Jogo a definir (Watch ESPN)
0h - Houston x SMU (Watch ESPN)
0h - Iowa State x Texas Tech (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
14h - Grand Rapids Drive x Long Island Nets (Watch ESPN)
15h30 - Erie Bayhawks x Wisconsin Herd (Watch ESPN)
1h* - Austin Spurs x Santa Cruz Warriors (Watch ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Hóquei no gelo europeu)
17h15 - Red Bull Salzburg-AUT x Red Bull Munich-ALE (ESPN 2)

QUINTA, 17 DE JANEIRO

NHL
22h - Chicago Blackhawks x New York Rangers (ESPN Extra)

NBA G-LEAGUE
1h - Jogo a definir (Watch ESPN)

SEXTA, 18 DE JANEIRO

22h15 - ESPN LEAGUE

NBA 
23h15 - San Antonio Spurs x Minnesota Timberwolves (ESPN)
1h35* - Golden State Warriors x Los Angeles Clippers (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 12 de janeiro, 4h40.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Semana de semifinais de conferência na NFL, mas também tem muito jogo bom de basquete na ESPN

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Por que tem um jogador de futebol americano na fachada da biblioteca da maior universidade do México?

ESPN League
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Mural da fachada ocidental da biblioteca central da Unam
Mural da fachada ocidental da biblioteca central da Unam Divulgação

Grandes painéis, imponentes, com desenhos gigantescos que unem diversos elementos e personagens para contar uma história. O muralismo é um movimento artístico que surgiu no México após a Revolução Mexicana (1910-1920) e se tornou elemento fundamental da cultura do país. Vários prédios públicos são decorados com enormes murais, e um dos locais em que isso está mais evidente é na biblioteca central da Universidad Nacional Autónoma de México. Lá estão o passado pré-colombiano do México, a história colonial, o mundo contemporâneo e a universidade, com brasão, estudos e… um jogador de futebol americano?

A NFL encomendou uma pesquisa em 2015 sobre sua popularidade fora das fronteiras dos Estados Unidos. O México foi o primeiro colocado, com mais de 20 milhões de seguidores. O Brasil ficou em segundo. Não à toa, a liga já realizou dez partidas na Cidade do México. Uma delas, San Francisco 49ers x Arizona Cardinals em 2003, levou 103.467 pessoas ao estádio, maior público de temporada regular da história da NFL na época. A marca foi batida por um Dallas Cowboys x New York Giants em 2009, mas o maior público da liga em qualquer jogo ainda é do Azteca: 112.376 em um Cowboys x Houston Oilers de pré-temporada em 1994.

Faixa promocional para o jogo entre Rams e Chiefs que ocorreria no Azteca em novembro. A partida foi transferida para Los Angeles por falta de condições do gramado
Faixa promocional para o jogo entre Rams e Chiefs que ocorreria no Azteca em novembro. A partida foi transferida para Los Angeles por falta de condições do gramado Ubiratan Leal


Esses números impressionam, mas só mostram parte da história. O futebol americano é apenas o quinto esporte mais popular do México, atrás de futebol, beisebol, boxe e basquete, sexto se considerarmos que lucha libre (também chamada de luta livre, pro wrestling e telecatch) é um esporte. Ainda assim, o futebol da bola oval tem uma longa história dentro da cultura esportiva mexicana, e isso fica muito claro na universidade.

O primeiro jogo de futebol americano realizado em solo mexicano foi em 1896, quando o time da Universidade do Texas atravessou a fronteira sul e fez uma excursão por Monterrey, Cidade do México e Nuevo Laredo. Na época, ainda nem era permitido dar um passe para frente. Essa primeira fagulha teve caráter universitário, e assim continuou. De certa forma, continua até hoje.

No esporte, a Unam é mais conhecida pelos Pumas, o terceiro clube de maior torcida do país e sete vezes campeão mexicano de futebol. Mas os Pumas não são apenas uma equipe de futebol profissional de bola redonda, também são todas as equipes esportivas da instituição em competições universitárias. E a principal delas é a de futebol americano (e aí dá para entender a presença do jogador de futebol americano no mural da foto do alto).

A partir da década de 1920, estudantes da Unam começaram a organizar partidas de futebol americano nas horas livres. A atividade foi se desenvolvendo, principalmente depois de uma forte geração vinda da Escola de Medicina. Isso incentivou a criação de um campeonato amador de clubes e, principalmente, à implementação do futebol americano no Instituto Politécnico Nacional, segunda principal universidade pública do México. Logo em sua estreia, a Politécnica venceu a Unam por 6 a 0 (os times ainda não adotavam os mascotes atuais, Burros Blancos e Pumas). Surgia uma grande rivalidade.

Inspirados pelo que ocorria nas universidades da capital,  duas instituições de Monterrey, o Instituto Tecnológico de Ensino Superior de Monterrey (Itesm) e a Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL), criaram suas equipes na década de 1940. Era o segundo grande clássico do futebol americano do México: os Borregos Selvajes e os Auténticos Tigres (como os Pumas, mais conhecidos pela participação no futebol profissional, só como Tigres).

A rivalidade universitária foi capaz de grandes feitos. Em 1952, o governo mexicano construiu um grande estádio dentro da Unam. O primeiro evento foi uma competição de atletismo juvenil, mas o primeiro jogo de competição não foi com o futebol, foi a final da liga universitária de futebol americano entre Unam e Poli. Os Pumas venceram por 20 a 19 diante de 90 mil torcedores, público que jamais foi igualado, nem pelos Pumas do futebol, nem pela cerimônia de abertura ou competições de atletismo dos Jogos Olímpicos de 1968.

O estádio Olímpico Universitário em seu dia mais cheio: 90 mil pessoas vendo futebol americano universitário do México
O estádio Olímpico Universitário em seu dia mais cheio: 90 mil pessoas vendo futebol americano universitário do México Direção de Comunicação da Unam


Em 1970, outra marca, ainda mais impressionante: 120 mil pessoas apinharam o estádio Azteca para ver Pumas 24 x 13 Burros Blancos. São 13 mil torcedores A MAIS que o de Brasil 4 x 1 Itália na final da Copa do Mundo, disputado no mesmo estádio apenas seis meses antes, e um público maior que o de qualquer partida da história da NFL.

Curiosamente, a força do futebol americano universitário do México não se transferiu ao profissionalismo, com ligas que não atraem muito público e sofrem para se manter. A mais importante de hoje, a Liga de Fútbol Americano Profesional (LFA) foi criada em 2016 e é, na prática, semiprofissional. Como o esporte ficou muito ligado à comunidade universitária, ele vive em torno das instituições. E, também por isso, teve raízes mais fortes nas cidades em que há essas grandes escolas, em geral as capitais estaduais e o Distrito Federal.

De qualquer modo, isso ajudou a tornar o futebol americano uma parte da vida esportiva do mexicano há gerações, ao contrário do que ocorre no Brasil, onde o crescimento é significativo, mas recente. Por isso, não soa estranho ver que a NFL tem alguns jogos transmitidos por TV aberta (a maioria ainda é por assinatura). Muito menos que a principal manchete do Récord, principal jornal esportivo do país, na última segunda não era o Campeonato Mexicano de futebol, mas o field goal perdido por Cody Parker no último lance de Chicago Bears x Philadelphia Eagles.

Capa do jornal mexicano Récord em 7 de janeiro
Capa do jornal mexicano Récord em 7 de janeiro Divulgação

Fonte: Ubiratan Leal

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Playoffs da NFL começam, mas semana tem decisão na NCAA e até no hóquei europeu

ESPN League
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Russell Wilson comemora TD na NFL
Russell Wilson comemora TD na NFL Getty

A margem de erro é zero. O mata-mata da NFL começa neste fim de semana com dois jogos no sábado e outros dois no domingo, sempre em jogo único. São os jogos de wildcard, em que quatro não-campeões de divisão têm uma nova chance de seguir no campeonato, visitando os quatro piores campeões de divisão. Vale a pena anotar o horário de todas as partidas (não serão necessariamente os mesmos da temporada regular) para não perder nada.

Mas há mais decisões nos próximos dias. Na segunda, Clemson e Alabama se encontram pela terceira vez nos últimos quatro anos na final do futebol americano universitário. Cada equipe venceu um título nesses confrontos e agora é a vez de desempatar. Além disso, o amante de hóquei no gelo também tem motivos para ficar ligado, com as semifinais da Champions Hockey League, a competição que reúne os melhores times de algumas das principais ligas da Europa.

SÁBADO, 5 DE JANEIRO

NFL
19h35 - Playoffs (wildcard): Indianapolis Colts x Houston Texans (ESPN)
23h15 - Playoffs (wildcard): Seattle Seahawks x Dallas Cowboys (ESPN)

NBA
23h30 - Toronto Raptors x Milwaukee Bucks (ESPN 2)

NHL
16h - Calgary Flames x Philadelphia Flyers (ESPN 2)

NCAA (futebol americano)
15h - Final FCS (segunda divisão): Eastern Washington x North Dakota State (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
15h - North Carolina x Pittsburgh (Watch ESPN)
15h - Syracuse x Notre Dame (Watch ESPN)
17h - Wake Forest x Georgia Tech (Watch ESPN)
18h30 - Georgia x Tennessee (Watch ESPN)
20h - Kansas x Iowa State (Watch ESPN)
22h - South Carolina x Florida (Watch ESPN)
23h - Nevada x New Mexico (Watch ESPN)
0h - West Virginia x Texas (Watch ESPN)
2h* - BYU x Saint Mary’s (Watch ESPN)

DOMINGO, 6 DE JANEIRO

NFL
16h - Playoffs (wildcard): Los Angeles Chargers x Baltimore Ravens (ESPN)
19h35 - Playoffs (wildcard): Philadelphia Eagles x Chicago Bears (ESPN)

NHL
20h - Washington Capitals x Detroit Red Wings (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
21h - Miami x Louisville (Watch ESPN)
21h - Memphis x Houston (Watch ESPN)
23h - Stanford x USC (Watch ESPN)

SEGUNDA, 7 DE JANEIRO

22h05 - ESPN LEAGUE

NCAA (futebol americano)
23h - Final: Clemson x Alabama (ESPN)

TERÇA, 8 DE JANEIRO

NBB
19h50 - Corinthians x Minas (ESPN)

NHL
22h - New Jersey Devils x Buffalo Sabres (ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Tennessee x Missouri (ESPN 2)
22h - Duke x Wake Forest (Watch ESPN)
22h - Texas x Oklahoma State (Watch ESPN)
22h - Toledo x Buffalo (Watch ESPN)
22h - Texas A&M x Kentucky (Watch ESPN)
0h - North Carolina x NC State (Watch ESPN)
0h - Oklahoma x Texas Tech (Watch ESPN)
0h - Purdue x Michigan State (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
1h* - Sioux Falls Skyforce x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)

CHAMPIONS HOCKEY LEAGUE (Liga dos Campeões do hóquei)
15h - Semifinal: Frolunda Indians-SUE x HC Pilsen-TCH (ESPN 2)
16h30 - Semifinal: Red Bull Munique x Red Bull Salzburg (Watch ESPN)

QUARTA, 9 DE JANEIRO

NBA
23h15 - Milwaukee Bucks x Houston Rockets (ESPN)
1h30* - Detroit Pistons x Los Angeles Lakers (ESPN)

NHL
23h - Nashville Predators x Chicago Blackhawks (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Virginia Tech x Georgia Tech (Watch ESPN)
22h - Houston x Temple (Watch ESPN)
22h - West Virginia x Kansas State (Watch ESPN)
22h - Auburn x Ole Miss (Watch ESPN)
23h - Louisville x Pittsburgh (Watch ESPN)
23h30 - Florida x Arkansas (Watch ESPN)
0h - Virginia x Boston College (Watch ESPN)
0h - TCU x Kansas (Watch ESPN)

QUINTA, 10 DE JANEIRO

NHL
22h - Washington Capitals x Boston Bruins (ESPN)

NCAA (basquete)
0h - A confirmar (Watch ESPN) 2h* - Pacific x Gonzaga (Watch ESPN)

SEXTA, 11 DE JANEIRO

21h45 - ESPN LEAGUE

NBA
22h45 - Indiana Pacers x New York Knicks (ESPN)
1h05* - Los Angeles Lakers x Utah Jazz (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 05 de dezembro, 4h40.

Fonte: Ubiratan Leal

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Playoffs da NFL começam, mas semana tem decisão na NCAA e até no hóquei europeu

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Kyler Murray vai mesmo trocar a NFL pela MLB?

ESPN League
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Murray em ação pelos Sooners
Murray em ação pelos Sooners Getty

Não há muito o que se fazer quando seu time toma 28 a 0 da melhor defesa do campeonato logo no início do segundo quarto. Foi esse o cenário que Kyler Murray, quarterback do Oklahoma Sooners, enfrentou nas semifinais do futebol americano universitário contra o Alabama Crimson Tide. Depois desse início catastrófico, seu desempenho foi bom, terminando com dois passes para touchdown e 308 jardas aéreas. Mas não foi suficiente. Os Sooners perderam por 45 a 34 e Murray pode ter feito sua última partida de futebol americano em alto nível antes de se dedicar exclusivamente ao beisebol. Será mesmo?

Como as temporadas escolares das duas modalidades não se chocam, muitos jovens atuam nos dois esportes no ensino médio e alguns conseguem manter essa versatilidade na NCAA. Como os atletas não precisam se inscrever para o draft da MLB (ou seja, podem rejeitar a oferta) e há dezenas - sim, dezenas - de rodadas, é comum o beisebol recrutar atletas que se dedicam ao futebol americano. Há diversos casos famosos, entre eles Tom Brady (Montréal Expos), John Elway (Kansas City Royals e New York Yankees), Jameis Winston (Texas Rangers), Colin Kaepernick (Chicago Cubs), Golden Tate (Arizona Diamondbacks e San Francisco Giants) e Dan Marino (Kansas City Royals). Esses preferiram o chamado da NFL ou seguir no futebol americano universitário ainda esperando a NFL.

Em junho deste ano, o Oakland Athletics draftou na nona posição geral o defensor externo Kyler Murray, da Universidade de Oklahoma. Ele vinha de uma ótima temporada, com aproveitamento de 29,6% de aproveitamento, 10 home runs, 10 bases roubadas e 47 corridas impulsionadas em 51 jogos. Murray também era (ou ainda é?) o quarterback do time de futebol americano. Ele aceitou o contrato com bônus (equivalente às luvas adotadas no futebol brasileiro) de US$ 4,66 milhões para se profissionalizar no beisebol, desde que pudesse pular algumas etapas preparatórias para os recém-draftados para jogar uma última temporada com a bola oval.

Em teoria, Murray se tornou um atleta profissional de beisebol. Ele já anunciou que, em fevereiro, deve se apresentar ao centro de treinamento dos A’s no Arizona para a pré-temporada. A partir daí, teria início sua carreira no beisebol. E o fim dela no futebol americano.

Há bons motivos para essa escolha. Na MLB, o dinheiro é garantido: 100% do que for assinado vai parar na conta do jogador (na NFL, ele deixa de receber uma parte se for dispensado do time), a carreira é normalmente mais longa e a média salarial é mais alta. Além disso, analistas consideram seu potencial no beisebol maior do que no futebol americano. Por fim, pode haver uma questão de preservação física.

No entanto, a temporada espetacular - coroada com a conquista do prestigioso Troféu Heisman, dado ao melhor jogador do futebol americano universitário no ano - fez Murray balançar. O desempenho fez que seu potencial no futebol americano fosse reavaliado, e se equiparasse ao do beisebol. Ele ainda é visto como um quarterback baixo para a NFL (tem 1,78 de altura), mas já há analistas que consideram que seu talento natural pode ser suficiente para ele se consolidar na liga, como ocorre com Drew Brees e Russell Wilson.

Obs.: Russell Wilson traçou um caminho intermediário entre as duas ligas. Foi draftado pela MLB e decidiu se dedicar ao beisebol. Fez duas temporadas fracas nas ligas menores do Colorado Rockies e desistiu do beisebol, aproveitando que ainda era elegível pela NCAA para retornar ao futebol americano universitário. Seu registro e seu vínculo como atleta profissional na MLB ainda existe, e seus direitos foram negociados pelo Texas Rangers e, no início deste ano, com o New York Yankees. Assim, ele se apresenta à pré-temporada para manter a forma, fazer umas ações de marketing e dar palestras aos colegas de beisebol sobre o duro caminho para se tornar um atleta de sucesso.

Isso muda algumas questões, sobretudo no ganho financeiro imediato. Se Murray for draftado na primeira rodada da NFL, ele terá um bônus contratual mais alto do que os US$ 4,66 recebidos dos A’s e ainda há uma possibilidade enorme de receber um bom contrato de patrocínio de um fabricante de material esportivo (nessa área, a NFL traz muito mais dinheiro que a MLB). O ganho em longo prazo talvez seja menor, pois seria uma carreira provavelmente mais curta e com salários mais baixos, mas o futebol americano traria mais dinheiro nesse início de carreira profissional.

Scott Boras, empresário de jogadores mais importante do beisebol e agente de Murray, disse no início do mês que a escolha pela MLB é definitiva. Dias depois, mudou o tom e deu a entender que ainda havia a possibilidade de o cliente ficar no futebol americano. No momento, é essa a posição: teoricamente ele vai ao beisebol, mas ainda pode tentar o futebol americano.

O prazo para inscrição de jogadores no draft da NFL é 14 de janeiro. Até essa data ficará claro o que Murray fará. Se ele não se inscrever, é quase definitivo que ficou exclusivamente no beisebol. Se ele se inscrever, há dois caminhos: ele desiste do beisebol (e devolve o bônus contratual ao Oakland Athletics) ou tenta se tornar um atleta profissional nas duas modalidades.

A segunda opção é a mais deliciosa de imaginar, seria uma nova versão de Bo Jackson e Deion Sanders e Bo Jackson, que brilharam nas duas ligas ao mesmo tempo nas décadas de 1980 e 90. Dificilmente as equipes das duas ligas permitiram. Por isso, meu palpite é que ele tentará um meio-termo. Inicia a pré-temporada do beisebol normalmente, até joga na equipe de liga menor que lhe designarem. Quando ocorrer o draft da NFL, no final de abril, ele verá qual seu cenário no futebol americano - valor do contrato, nível do time em que caiu, potencial de crescimento e potencial de jogar imediatamente - e escolherá entre uma modalidade ou outra.

Fonte: Ubiratan Leal

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Kyler Murray vai mesmo trocar a NFL pela MLB?

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[Programação] Que semana! Final do Super 8, playoffs da NCAA, rodada final da NFL, Thunder x Lakers e Winter Classic

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O próximo fim de semana é de decisões no futebol americano. A maratona de bowls universitários ainda não acabou, mas o sábado tem, finalmente, o início dos playoffs que definirão o campeão nacional. Alabama (atual bicampeão e maior vencedor do torneio), Oklahoma, Clemson e Notre Dame (segundo maior campeão) disputam as semifinais, válidos pelo Cotton Bowl e pelo Orange Bowl. No domingo, todos os times da NFL entram em campo para a última rodada da temporada regular - e, claro, a definição das últimas três vagas dos playoffs.

Luka Doncic
Luka Doncic Getty

Mas a semana não é só da bola oval. Os amantes da bola laranja e do disco também têm o que ver. O basquete nacional tem a final do Super 8 entre Franca e Flamengo, que disputam uma vaga na Liga das Américas. A NBA tem rodadas duplas na quarta e na sexta, com duelos como Thunder x Lakers e Celtics x Mavericks. E o hóquei no gelo aparece a céu aberto, com o clássico Boston Bruins x Chicago Blackhawks no Winter Classic, disputado no estádio de futebol americano da Universidade Notre Dame. Você pode acompanhar todos os eventos no WatchESPN.

SÁBADO, 29 DE DEZEMBRO

NBA
22h - Houston Rockets x New Orleans Pelicans (ESPN)

NBB
13h55 - Super 8 (final): Franca x Flamengo (ESPN)

NHL
19h - San Jose Sharks x Edmonton Oilers (ESPN)
23h - Pittsburgh Penguins x St. Louis Blues (Watch ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h - Chick-fil-A Peach Bowl: Florida x Michigan (ESPN 2)
15h - Belk Bowl: South Carolina x Virginia (Watch ESPN)
19h10 - Cotton Bowl (semifinal FBS): Notre Dame x Clemson (ESPN 2)
23h10 - Orange Bowl (semifinal FBS): Alabama x Oklahoma (ESPN 2)

NCAA (basquete)
15h - Coppin State x Notre Dame (Watch ESPN)
15h - Davidson x North Carolina (Watch ESPN)
16h - Tennessee Tech x Tennessee (Watch ESPN)
16h30 - Eastern Michigan x Kansas (Watch ESPN)
17h - Kentucky x Louisville (Watch ESPN)
19h - North Florida x Auburn (Watch ESPN)
19h - Butler x Florida (Watch ESPN)

DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO

NFL
16h - New York Jets x New England Patriots (ESPN)
16h - Jacksonville Jaguars x Houston Texans (ESPN Extra)
19h25 - Chicago Bears x Minnesota Vikings (ESPN)
19h25 - Cleveland Browns x Baltimore Ravens (ESPN 2)
23h15 - Indianapolis Colts x Tennessee Titans (ESPN)

SEGUNDA, 31 DE DEZEMBRO

15h - ESPN LEAGUE

NHL
15h30 - Nashville Predators x Washington Capitals (ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h - Military Bowl: Cincinnati x Virginia Tech (ESPN 2)
18h45 - Autozone Liberty Bowl: Missouri x Oklahoma State (ESPN 2)
22h30 - Taxlayer Gator Bowl: North Carolina State x Texas A&M (ESPN 2)

NCAA (basquete)
16h - Marshall x Virginia (Watch ESPN)

TERÇA, 1º DE JANEIRO

NHL
16h - Winter Classic: Boston Bruins x Chicago Blackhawks (ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h - Outback Bowl: Mississippi State x Iowa (Watch ESPN)
16h - Playstation Fiesta Bowl: LSU x UCF (ESPN 2)
16h - Citrus Bowl: Kentucky x Penn State (Watch ESPN)
20h10 - Rose Bowl: Washington x Ohio State (ESPN 2)
23h50 - Allstate Sugar Bowl: Texas x Georgia (ESPN 2)

QUARTA, 2 DE JANEIRO

NBA
23h15 - Minnesota Timberwolves x Boston Celtics (ESPN)
1h35* - Oklahoma City Thunder x Los Angeles Lakers (ESPN)

QUINTA, 3 DE JANEIRO

NHL
22h - Jogo a confirmar (Watch ESPN)

NCAA (basquete)
22h - Penn State x Michigan (ESPN 2)

SEXTA, 4 DE JANEIRO

22h15 - ESPN LEAGUE

NBA
23h15 - Boston Celtics x Dallas Mavericks (ESPN)
1h30* - Oklahoma City Thunder x Portland Trail Blazers (ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 28 de dezembro, 15h40.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Que semana! Final do Super 8, playoffs da NCAA, rodada final da NFL, Thunder x Lakers e Winter Classic

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Como o futebol brasileiro explica como funcionam os bowls e as finais do futebol americano universitário

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Clemson x Alabama durante semifinal do College Football
Clemson x Alabama durante semifinal do College Football Getty Images

A ressaca natalina da NBA ainda nem passou direito e o fã de esportes americanos já entra em outra maratona: a dos bowls universitários. Os canais ESPN transmitirão 21 jogos nos próximos sete dias, uma média de três por dia. No meio deles estarão as semifinais do futebol americano universitário (a decisão está marcada para 7 de janeiro). Muito legal, mas, para muita gente, isso tudo soa como um idioma desconhecido. Afinal, o que são esses “bowls”? E como foram definidos os semifinalistas do campeonato?

São perguntas recorrentes, até porque o sistema de disputa da FBS (primeira divisão do futebol americano universitário) é misterioso até para alguns amantes de NFL, quanto mais para o seguidor mais ocasional. Mas, para entendê-lo, talvez a analogia mais fácil esteja bem longe do esporte americano: o futebol brasileiro.

Vamos começar com a fórmula de disputa.

Atualmente, definir o melhor clube do Brasil é simples: os 20 times da primeira divisão disputam um campeonato e o vencedor leva esse título. Mas vamos imaginar que, por um motivo qualquer, fosse obrigatório definir a melhor equipe do Brasil ao final do primeiro semestre. Como seria? Bem, seria parecido com o cenário do futebol americano universitário.

Quase todas as universidades da NCAA se dividem em conferências relativamente regionais. As equipes se enfrentam dentro de suas regiões e têm algumas partidas contra adversários de fora. Há diferença de nível técnico entre uma conferência e outra e não há confronto direto entre muitas das equipes mais fortes. Mais ou menos como no futebol brasileiro do primeiro semestre, com cada clube disputando seu estadual e tendo um ou outro jogo de Copa do Brasil e das primeiras rodadas do Brasileiro para medir a força com times de outras áreas do país.

Com poucas datas disponíveis, é difícil para a NCAA organizar um sistema de disputa que dê a todas as universidades um mínimo de dez jogos por ano e ainda permita que todos os grandes se enfrentem para decidir o melhor. Há ainda uma definição do campeão de cada conferência, mas isso ainda não define o campeão nacional. Por isso, foi adotado o sistema de bowls e rankings.

Um grupo de analistas faz um pré-ranking com os times que consideram mais fortes no início do campeonato. A cada rodada, as equipes vão subindo ou descendo de acordo com os resultados e com o nível de jogo apresentado. Perdeu de um time pequeno? Perde muitas posições. Perdeu de um time grande? Perde algumas posições se foi um jogo apertado, mas pode perder muitas se tomou uma lavada. Ganhou de um grande? Ganha muitas posições, ainda mais se foi uma sacolada. Ganhou de um pequeno? Ganha algumas posições, mas pode até estagnar ou perder se foi apertado e era obrigação dar um vareio. Essa atualização pode ser feita por analistas ou por um computador a partir de uma fórmula matemática.

Voltando ao futebol brasileiro: vamos imaginar que estamos em maio e precisamos definir o melhor time do país. Talvez essa fosse a melhor solução, pegando a classificação do Brasileirão anterior como ponto de partida e ajustando o ranking cada rodada dos estaduais (isso pressupondo que todas as equipes sempre jogassem com força total nos estaduais).

Dudu em ação contra o Botafogo-SP
Dudu em ação contra o Botafogo-SP Gazeta Press

Por exemplo, o Palmeiras começaria como líder, mas poderia perder essa posição se tropeçasse em Red Bull Brasil e Botafogo de Ribeirão logo de saída no Campeonato Paulista enquanto Flamengo e Grêmio arrancam bem no Carioca e no Gaúcho. Enquanto isso, o Bahia poderia acertar o time e vencer bem todo mundo no Baiano e nas primeiras fases da Copa do Brasil. O Tricolor ganharia posições gradualmente até o clássico contra o Vitória ou adversários da Série A nacional (Fortaleza, Ceará e CSA) no Nordestão, quando uma vitória valeria uma subida acentuada.

Claro, haveria a ponderação em cima da força do adversário, mesmo quando não for confronto entre dois grandes. Uma vitória contra um time do interior que está na Série B nacional (São Bento, Ponte Preta, Guarani, Brasil de Pelotas ou Londrina, por exemplo) teria mais peso que uma sobre um time que não tem divisão nacional alguma (America-RJ, Mirassol ou URT, por exemplo). Mas, claro, um clube teoricamente muito fraco poderia se mostrar mais forte - e valorizar os resultados obtidos contra ele - se fosse acumulando boas atuações contra os grandes no seu estadual e, eventualmente, na Copa do Brasil.

Enquanto boa parte dos jogos forem entre grandes e pequenos, haveria muitas distorções. Mas, quando chegam as finais dos estaduais e as primeiras rodadas do Brasileiro, há mais confrontos diretos entre as equipes mais fortes e teríamos uma noção maior de quem são realmente os melhores. Um time que subiu no ranking por destruir adversários no seu estado poderia ver tudo ruir quando chegasse o Brasileiro, ainda mais se o seu rival local também começasse mal. Seria a prova que aquela sequência de bons resultados foi conquistada contra oponentes muito frágeis.

Durante décadas, a NCAA funcionou mais ou menos assim. E, para arrematar a temporada, havia alguns “bowls”. Tratam-se de jogos independentes, normalmente organizados por instituições sem fins lucrativos, que convidam universidades que tenham feito boas campanhas para uma partida de fim de temporada. Muitos dos bowls são previamente vinculados a uma ou duas conferências, mas há casos de convites a partir do desempenho em campo.

Todo mundo fica feliz, a seu modo. O vencedor leva o título e a projeção de vencer uma partida importante. O “dono” do bowl pega o lucro e destina à causa que defende (ainda que tenha havido denúncias nos últimos anos de que nem sempre isso acontece como deveria). Os estudantes das universidades em questão aproveitam o jogo para viajar a um lugar diferente no recesso de fim de ano. Os torcedores que não viajam têm o que ver na TV entre um encontro familiar e outro durante as festas.

Seria o equivalente, no futebol brasileiro, a criar vários torneios espalhados pelo país após a interrupção da temporada no meio do ano. Poderia haver o Taça Churrasco (os nomes caricatos seguem a tradição do futebol americano universitário), reunindo o time mais bem ranqueado do Rio Grande do Sul com um outro time do Sul que tenha feito boa campanha. Ou a Taça Ponte Aérea (já até imagino potenciais patrocinadores) entre os times mais bem ranqueados de Rio de Janeiro e São Paulo que não estejam em outro torneio. A Taça Café-com-Leite poderia ter um mineiro e um paulista. A Taça Lampião teria os dois nordestinos com melhor posição no ranking, ou um nordestino contra um clube de outra região. A Taça Pirarucu poderia reunir o melhor do Norte com um de outra região. A Taça Candango seria disputada no estádio Mané Garrincha de Brasília e teria obrigatoriamente um time do Centro-Oeste.

Corinthians x Cruzeiro durante final da Copa do Brasil
Corinthians x Cruzeiro durante final da Copa do Brasil Gazeta Press

Os bowls universitários serviam como instância final para um time se posicionar no ranking nacional. Algum tempo depois era anunciado o campeão (ou campeões, em épocas em que havia duas listas diferentes). Claro, havia uma enorme polêmica, pois muitas equipes terminavam com campanhas iguais e a diferença era o peso que os analistas ou a fórmula matemática deu para cada vitória. Se você está seguindo nossa analogia e aplicando o sistema da NCAA ao futebol brasileiro, certamente já pensou que haveria muita confusão, acusação de favorecimentos a certos times ou de perseguição a outros.

A partir de 1999, o futebol americano universitário tentou contornar um pouco a situação e criou o BCS National Championship Game, nome pomposo para a final. Os bowls continuam sendo disputados, até porque muitos são lucrativos - não à toa, houve uma explosão de novos bowls nas duas últimas décadas - e muita gente fica feliz com a existência deles, mas os dois primeiros colocados no ranking medem forças em um confronto direto. Aí não tem mais título dividido por divergência entre rankings ou polêmica de “meu time ficou em segundo, mas era melhor que o primeiro”.

Ainda assim, as confusões seguiram. A definição entre os dois primeiros do ranking ia para o campo, mas havia quem contestasse a seleção dessas duas equipes. Com mais de 120 times no FBS (atualmente são 129), inevitavelmente vários terminam com campanhas como 12-0 (12 vitórias, zero derrota) ou 11-1, e torcedores de universidades na terceira, quarta ou quinta posição do ranking achavam - às vezes com razão - que podiam estar na finalíssima. Tinham de se contentar com a disputa de um bowl de peso, mas não era a mesma coisa.

A partir da temporada 2014-15, a NCAA criou o playoff com os quatro primeiros do ranking. Para caber no calendário, os seis bowls mais importantes foram separados e, a cada ano, dois deles valem como semifinal do campeonato (seguem valendo o título do bowl). Uma semana depois é disputada a decisão nacional.

Fim de polêmica? Claro que não. Ainda há universidades que ficam de fora dos playoffs e tinham campanhas que justificavam a presença no mata-mata. Mas ampliar ainda mais a fase final, criando as quartas de final ou uma repescagem para a quinta e a sexta no ranking, exigiria uma data a mais no calendário. Por isso, a perspectiva é continuar no modelo atual por mais um tempo, ainda que muita gente conteste.

Ainda bem que, no futebol brasileiro, não há obrigação de definir quem é o melhor time no meio do ano. Não haveria conversa de bar suficiente para lidar com as polêmicas de uma definição de finalistas por ranking. Até porque, mesmo tendo um torneio dedicado apenas a isso, o Brasil consegue ter polêmica sobre quem é ou não campeão nacional de futebol.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Semana tem rodada quíntupla de NBA no Natal, penúltima rodada da temporada regular da NFL e muitos bowls universitários

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Kevin Durant e LeBron James se cumprimentam antes de Warriors x Lakers: reencontro
Kevin Durant e LeBron James se cumprimentam antes de Warriors x Lakers: reencontro Getty

Os esportes americanos sabem aproveitar bem a oportunidade de audiência representada pelas festas de fim de ano. Muitas famílias reunidas, em casa, sem muita coisa para fazer além de ver um tio dar vexame depois de tomar umas a mais e de ouvir a criancinha da casa contar a todos algo que seus pais gostariam que fosse segredo. Por isso, as ligas enchem o calendário nas duas últimas semanas de dezembro e na primeira de janeiro. Muitos jogos, e muitos jogos bons, para entreter essa gente toda.

O Natal é dominado pela NBA. São cinco jogos em sequência na TV, e o público brasileiro poderá ver todos nos canais ESPN. E tem muito jogo bom, como os duelos entre Golden State Warriors e o Los Angeles Lakers de LeBron James e entre Houston Rockets de James Harden e o Oklahoma City Thunder de Russell Westbrook. Ainda tem o talentoso Philadelphia 76ers encarando o Boston Celtics em um clássico do Leste.

Para quem prefere a bola oval, a NFL tem a penúltima rodada de sua temporada regular, com alguns times podendo assegurar vaga nos playoffs, e a temporada dos bowls universitários vai esquentando para a chegada dos playoffs (assunto da semana que vem). 

Veja abaixo tudo o que os canais ESPN transmitirão de esportes americanos nesta semana.

SÁBADO, 22 DE DEZEMBRO

NFL
19h30 - Washington Redskins x Tennessee Titans (ESPN)
23h15 - Baltimore Ravens x Los Angeles Chargers (ESPN)

NHL
16h - Nashville Predators x Boston Bruins (ESPN)
22h - Los Angeles Kings x San Jose Sharks (Watch ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h - Birmingham Bowl: Memphis x Wake Forest (Watch ESPN)
18h30 - Lockheed Martin Armed Forces Bowl: Houston x Army (ESPN 2)
1h30* - Hawai'i Bowl: Hawai'i x Louisiana Tech (ESPN 2)

NCAA (basquete)
19h - William & Mary x Virginia (Watch ESPN)
20h - Indiana State x Colorado (Watch ESPN)
21h30 - Murray State x Auburn (Watch ESPN)
22h30 - UNLV x Hawai'i (Watch ESPN)
3h* - Rhode Island x Bucknell (Watch ESPN)

DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO

NFL
16h - Houston Texans x Philadelphia Eagles (ESPN)
16h - Tampa Bay Buccaneers x Dallas Cowboys (ESPN 2)
19h - Chicago Bears x San Francisco 49ers (ESPN Extra)
19h25 - Pittsburgh Steelers x New Orleans Saints (ESPN)
23h15 - Kansas City Chiefs x Seattle Seahawks (ESPN)

NCAA (basquete)
21h30 - Diamond Head Classic: semifinal (Watch ESPN)
3h* - Diamong Head Classic: semifinal (Watch ESPN)

SEGUNDA, 24 DE DEZEMBRO

22h45 - ESPN LEAGUE

NFL
23h15 - Denver Broncos x Oakland Raiders (ESPN)

TERÇA, 25 DE DEZEMBRO

NBA
15h - Milwaukee Bucks x New York Knicks (ESPN)
18h - Oklahoma City Thunder x Houston Rockets (ESPN)
20h30 - Philadelphia 76ers x Boston Celtics (ESPN)
23h - Los Angeles Lakers x Golden State Warriors (ESPN)
1h30* - Portland Trail Blazers x Utah Jazz (ESPN)

NCAA (basquete)
0h - Diamond Head Classic: final (Watch ESPN)

QUARTA, 26 DE DEZEMBRO

NBA
23h30 - Denver Nuggets x San Antonio Spurs (ESPN) 

NBB
19h55 - Super 8: semifinal (ESPN)

NCAA (futebol americano)
16h30 - Servpro First Responder Bowl: Boston College x Boise State (ESPN 2)
20h15 - Quick Lane Bowl: Minnesota x Georgia Tech (ESPN 2)
0h - Cheez-It Bowl: California x TCU (ESPN 2)

QUINTA, 27 DE DEZEMBRO

NHL
22h - Carolina Hurricanes x Washington Capitals (ESPN)

NCAA (futebol americano)
16h30 - Walk-On's Independence Bowl: Temple x Duke (ESPN)
20h15 - New Era Pinstripe Bowl: Miami x Wisconsin (ESPN 2)
0h - Academy Sports + Outdoors Texas Bowl: Baylor x Vanderbilt (ESPN 2)

NBA G-LEAGUE
22h - Grand Rapids Drive x Canton Charge (Watch ESPN)
22h30 - Lakeland Magic x Raptors 905 (Watch ESPN)
23h - Santa Cruz Warriors x Iowa Wolves (Watch ESPN)
23h - Texas Legends x Rio Grande Valley Vipers (Watch ESPN)

SEXTA, 28 DE DEZEMBRO

20h30 - ESPN LEAGUE

NBA
0h - San Antonio Spurs x Denver Nuggets (ESPN)

NHL
22h - Montréal Canadiens x Florida Panthers (Watch ESPN)

NCAA (futebol americano)
16h30 - Franklin American Mortgage Music City Bowl: Purdue x Auburn (ESPN)
20h15 - Camping World Bowl: West Virginia x Syracuse (ESPN 2)
0h - Valero Alamo Bowl: Iowa State x Washington State (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Maryland-Eastern Shore x Virginia Tech (Watch ESPN)

* Madrugada do dia seguinte.

Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 21 de dezembro, 14h40

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Semana tem rodada quíntupla de NBA no Natal, penúltima rodada da temporada regular da NFL e muitos bowls universitários

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Entenda o acordo entre a MLB e Cuba para a contratação de jogadores da ilha

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Barack Obama em jogo entre Tampa Bay Rays e a seleção de Cuba em 2016
Barack Obama em jogo entre Tampa Bay Rays e a seleção de Cuba em 2016 Getty

Foram três anos de negociações, que tiveram uma visita presidencial, uma rara trégua entre liga e sindicato, um amistoso em solo estrangeiro e milhões gastos em lobby com congressistas. O resultado de tudo isso foi anunciado nesta quarta: a Major League Baseball, a MLBPA (sindicato dos jogadores da MLB) e a FCB (Federação Cubana de Beisebol) assinaram um acordo que permitirá a jogadores cubanos defenderem clubes da liga norte-americana sem precisarem desertar.

O tema é rico pela repercussão jurídica, esportiva e política. Por isso, preparei um resumo em forma de perguntas e respostas do que há de mais relevante nesse acordo que pode, enfim, acabar com o isolamento de um dos países mais tradicionais do beisebol mundial.

O que diz o acordo entre a MLB e a Federação Cubana de Beisebol?

Os jogadores cubanos serão categorizados como “profissionais” e “amadores” (vou colocar entre aspas porque os termos não estão sendo usados na forma como costumamos usar no Brasil). 

Os "profissionais" são todos os jogadores que têm 25 anos ou mais e atuam há seis ou mais temporadas na SNB (Serie Nacional de Beisebol, a liga cubana). Esses são agentes-livres, podem assinar com qualquer franquia da MLB quando quiserem. Um percentual entre 15 a 25% do bônus de assinatura (o que, no futebol brasileiro, chamamos de "luvas") é destinado à FCB. O restante é do jogador, que receberá seu salário integral em todos os seus demais contratos ao longo da carreira. O atleta terá um visto de trabalho nos Estados Unidos e no Canadá e não haverá restrição alguma a ele em Cuba. Ele pode levar seus familiares para morar consigo na América do Norte e poderá voltar a Cuba durante as férias, inclusive defendendo a seleção cubana em torneios internacionais.

Os “amadores” também podem se transferir para a MLB, nos mesmos termos dos profissionais. No entanto, eles não são agentes-livres e a saída depende da liberação da Federação Cubana.

É um acordo inédito?

Com o beisebol cubano, sim. Mas o modelo é o mesmo adotado para a contratação de jogadores da NPB (liga japonesa), da KBO (liga sul-coreana) e da CPBL (liga taiwanesa). A diferença é que o percentual do bônus de assinatura repassado à federação cubana é, nos casos asiáticos, destinado aos clubes que os jogadores defendiam.

Como era antes?

O modo mais comum era a deserção. Para isso, o atleta tinha de fugir de Cuba de alguma forma - escapando da delegação durante uma viagem internacional da seleção cubana ou pegando um barco para sair da ilha - e pedir asilo para fixar residência em um país neutro (Costa Rica, Espanha e ilhas caribenhas eram os destinos mais comuns). Dessa nova casa ele negociava sua transferência para a MLB e, aí sim, recebia permissão para trabalhar nos Estados Unidos.

Era um processo extremamente arriscado. O atleta que tentasse fugir durante alguma viagem da seleção cubana corria o risco de ser pego, mandado de volta para Cuba e nunca mais ser convocado para a seleção. Alguns eram banidos até de seus clubes na SNB. Os que tentam escapar pelo mar ficam à mercê de embarcações improvisadas, normalmente sem a menor condição de segurança e de navegabilidade.

Nos dois casos, a fuga é normalmente planejada por agentes. Mas não há controle sobre essa atividade, e muitos dos empresários enganam jovens cubanos para pegar dinheiro e largam os atletas (que, lembrando, não abandonaram apenas seu país, mas também sua família e seus amigos), que não têm estrutura para se manter em uma nação desconhecida para a qual são enviados.

Há relatos dantescos de acontecimentos com atletas cubanos. Yoenis Céspedes, hoje estrela do New York Mets, viu seu barco quebrar e ficou à deriva até chegar a uma ilhota nas Ilhas Turks e Caicos. Ele e sua família precisaram matar uma iguana, uma gaivota e dois caranguejos para se alimentar, sem saber se seriam encontrados. Dias depois, o resgate chegou. A fuga de Yasiel Puig, do Los Angeles Dodgers, foi planejada por um cartel de traficantes mexicanos, que o manteve como refém até que um empresário pagasse os US$ 250 mil prometidos pela ajuda. 

Esses dois jogadores ainda chegaram aos EUA, alcançaram a fama e ganharam milhões de dólares. Mas muitos fogem na esperança de um contrato que nunca chega. Acabam atuando em ligas de outros países ou mesmo abandonando o beisebol e procurando empregos comuns.

Cubano Yasiel Puig em ação pelos Dodgers
Cubano Yasiel Puig em ação pelos Dodgers Getty

O que acontece se o jogador não quiser se submeter aos termos deste acordo?

Ele continua podendo desertar, mas essa opção se tornaria menos atraente ainda. Além de todo o risco da fuga de Cuba, o jogador teria de ficar na geladeira antes de jogar nos EUA. Pelo acordo anunciado nesta semana, um atleta que fugir da ilha só poderá acertar com uma franquia da MLB no segundo mês de julho após a deserção. Se ele escapar em agosto de 2019, só pode assinar em julho de 2021, por exemplo.

Muda alguma coisa para os cubanos que já atuam na MLB?

Não. O acordo atual vale a partir desta semana e para os cubanos que se transferirem a partir de agora. Quem o fez antes segue como um desertor aos olhos do governo cubano e não tem direito a defender a seleção do país, muito menos de voltar à ilha para visitar seus familiares (qualquer tentativa tem de ser negociada pelo atleta, individualmente, com o governo cubano).

Há uns anos o governo cubano havia liberado jogadores a atuarem no exterior. O que aconteceu com esse acordo?

Ele nunca foi válido nos Estados Unidos. Em 2013, Cuba criou um mecanismo para que seus jogadores - de qualquer modalidade - pudessem atuar profissionalmente em ligas estrangeiras. Para isso, teriam de destinar uma parte de seus salários para o Inder (Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação) e continuar defendendo a seleção cubana. Essa lei permitiu que vários cubanos fossem legalmente para a LMB (liga mexicana) e a NPB (japonesa).

O problema dessa regra é que parte do salário tem de se destinar a um órgão do governo cubano. Pelo embargo econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha, um clube da MLB não poderia repassar seu dinheiro diretamente ao Inder. Por isso, esse mecanismo nunca teve efeito nas grandes ligas americanas. Quem fez uso dele e acabou na MLB foi Yulieski Gurriel. O defensor interno do Houston Astros ficou dois anos no beisebol japonês antes até decidir desertar, podendo enfim se transferir aos Estados Unidos. Alfredo Despaigne, outra estrela cubana, está há cinco anos no Japão por meio dessa lei.


Cubano Yoenis Céspedes com a camisa dos Mets
Cubano Yoenis Céspedes com a camisa dos Mets Getty

Qual o lado positivo do acordo anunciado nesta semana?

Há vários. O primeiro é criar um caminho juridicamente legal para os jogadores cubanos irem aos Estados Unidos. Isso elimina todo o risco das tentativas de fuga e também o afastamento dos jogadores de seus familiares que ficaram na ilha. Esse é o argumento mais citado pelos jogadores cubanos que já estão na MLB quando celebraram o anúncio desta quarta.

Além disso, não há ingerência de Cuba sobre o destino dos jogadores “profissionais”: se eles receberem uma proposta e quiserem sair, estão liberados. Não é preciso negociar com o governo ou com seu time na SNB. Outro fator positivo é que, tirando a taxa de transferência, o jogador ficará com todos os salários de sua carreira. Por fim, a torcida pode celebrar o fato de que uma das maiores fontes de talento do beisebol mundial não está mais isolada da principal liga do planeta.

E qual o lado negativo?

O principal é a tal taxa de transferência que a Federação Cubana receberá. Oficialmente a federação cubana é uma entidade independente, mas muitos americanos acreditam que, no final, o dinheiro irá para o governo cubano. Isso criou uma rejeição em parte da opinião pública americana e, dependendo do volume das reclamações, isso pode inviabilizar o acordo.

Outro elemento que merece atenção é a política que a FCB adotará para os jogadores categorizados como “amadores”. Pelo acordo, eles podem ir à MLB, mas necessitam de liberação. Se a federação for rígida na negociação desses atletas, pode limitar a capacidade de desenvolvimento de vários jovens talentos, que só poderão ir aos EUA quando estiverem amadurecido - e terem de dar retorno imediato do investimento, sem muito tempo para adaptação ou ajuste técnico.

Há alguma pendência legal?

Teoricamente não. O acordo entre a MLB e a FCB está dentro das regras estabelecidas pelo governo dos Estados Unidos (na época do governo de Barack Obama) e Cuba para empresas americanas que querem investir na ilha. No entanto, o governo de Donald Trump já disse várias vezes que pretende reverter o processo e que todos os americanos que investem em Cuba devem estar alertas para a possibilidade de a lei mudar. Por isso, há uma chance de a MLB e de seus clubes esperarem um sinal verde de Washington antes de saírem contratando cubanos.

Cubano Yulieski Gurriel em ação pelos Astros
Cubano Yulieski Gurriel em ação pelos Astros Getty
Qual deve ser a postura do governo americano em relação ao acordo?

Ainda não se sabe. Trump sempre deixou claro que não gosta do acordo comercial feito por Obama com o governo cubano. Além disso, muitos cubano-americanos - que formam uma força eleitoral importante na Flórida - rejeitam qualquer coisa que se assemelha a uma conversa entre o governo cubano e os EUA. Marco Rubio, senador do Partido Republicano pela Flórida e filho de cubanos, já disse que pediu ao Departamento de Estado (equivalente ao Itamaraty americano) e à Casa Branca para revisar o acordo entre MLB e FCB.

No entanto, nos últimos anos a MLB investiu pesado no seu escritório de Washington, sobretudo em lobby com congressistas ligados a relação entre EUA e Cuba. Outro fator importante é que o Partido Republicano tem outras pautas mais importantes para negociar com o Congresso no momento, como a aprovação do orçamento para 2019 (que inclui a verba para a construção no muro na fronteira com o México).

Por isso, é difícil que o governo Trump anuncie que aprovou o acordo entre MLB e os cubanos. Mas é bem maior a chance de Washington dar um discreto sinal verde, não dando muita importância para o tema em comunicados públicos, mas, na esfera particular, dando sinais à liga que ela pode ir em frente com sua política. É com essa perspectiva que as grandes ligas trabalham.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Fã de NFL tem 3 dérbis de divisão e mais Patriots, Cowboys e Houston com chances de garantir vaga nos playoffs

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Ben Roethlisberger e Tom Brady após jogo entre Steelers e Patriots em 2013
Ben Roethlisberger e Tom Brady após jogo entre Steelers e Patriots em 2013 Getty

A temporada regular da NFL está em sua antepenúltima rodada, e o torcedor tem bons motivos para ficar animado. Primeiro, porque a partir deste dia 15, o sabadão também tem futebol americano profissional (poucos terão a desculpa de "tenho de dormir cedo, amanhã é dia de trabalho"). Segundo, porque as partidas se tornam mais decisivas e acirradas. 

Só nesta semana, a ESPN transmitirá três confrontos de divisão, incluindo Green Bay Packers x Chicago Bears, dérbi mais antigo da liga e jogo que pode dar aos Bears uma vaga aos playoffs. O público brasileiro ainda poderá ver outras quatro equipes se classificarem para o mata-mata neste fim de semana: New England Patriots (em um confronto sensacional com o Pittsburgh Steelers), Houston Texans e Dallas Cowboys. O torcedor do Los Angeles Rams também tem motivos para ficar atento, pois seu time - já assegurado na pós-temporada - poderá conquistar o título da divisão em cima de um desesperado Philadelphia Eagles.

Se não bastasse a avalanche de NFL, o fã de esporte poerá ainda ver os primeiros bowls universitários e o supertime do Golden State Warriors tentando sair da má fase diante do Utah Jazz de Raulzinho.

SÁBADO, 15 DE DEZEMBRO

NFL
19h30 - Houston Texans x New York Jets (ESPN)
23h15 - Denver Broncos x Cleveland Browns (ESPN)

NBA
20h - Utah Jazz x Orlando Magic (ESPN 2)

NCAA (futebol americano)
15h - Air Force Reserve Celebration Bowl: North Carolina A&T x Alcorn State (ESPN Extra)
17h - New Mexico Bowl: Utah State x North Texas (Watch ESPN)
17h - Semifinal FCS: Maine x Eastern Washington (Watch ESPN)
18h30 - Mitsubishi Motors Las Vegas Bowl: Arizona State x Fresno State (Watch ESPN)
19h - Final segunda divisão: Ferris State x Valdosta State (Watch ESPN)
20h30 - Raycom Media Camellia Bowl: Georgia Southern x Eastern Michigan (Watch ESPN)
0h - R+L Carriers New Orleans Bowl: Middle Tennessee x Appalachian State (ESPN 2)

NCAA (basquete masculino)
15h - Old Dominion x Syracuse (Watch ESPN)
15h - Tennessee x Memphis (Watch ESPN)
15h - Villanova x Kansas (Watch ESPN)
19h - Kent State x Louisville (Watch ESPN)
20h - Utah x Kentucky (Watch ESPN)
22h - Gonzaga x North Carolina (Watch ESPN)
23h - Georgia State x Kansas State (Watch ESPN)
0h - South Dakota State x Nevada (Watch ESPN)
0h - USC x Oklahoma (Watch ESPN)
2h* - Baylor x Arizona (Watch ESPN)

DOMINGO, 16 DE DEZEMBRO

NFL
16h - Green Bay Packers x Chicago Bears (ESPN)
16h - Dallas Cowboys x Indianapolis Colts (ESPN Extra)
19h - Seattle Seahawks x San Francisco 49ers (ESPN 2)
19h25 - New England Patriots x Pittsburgh Steelers (ESPN)
23h15 - Philadelphia Eagles x Los Angeles Rams (ESPN)

NCAA (futebol americano)
4h* - Final terceira divisão: Mount Union x Mary Hardin-Baylor (Watch ESPN)

NCAA (basquete feminino)
16h - Binghamton x Notre Dame (Watch ESPN)

SEGUNDA, 17 DE DEZEMBRO

22h25 - ESPN LEAGUE

NFL
23h15 - New Orleans Saints x Carolina Panthers (ESPN)

NCAA (basquete masculino)
22h - Southern Missouri State x Florida State (Watch ESPN)

TERÇA, 18 DE DEZEMBRO

NHL
22h - Toronto Maple Leafs x New Jersey Devils (ESPN)

NCAA (futebol americano)
22h - Cheribundi Tart Cherry Boca Raton Bowl: UAB x Northern Illinois (ESPN 2)

NCAA (basquete)
21h - Princeton x Duke (Watch ESPN)
22h30 - South Dakota x Kansas (Watch ESPN)
23h - Mercer x Florida (Watch ESPN)
23h - Buffalo x Syracuse (Watch ESPN)
0h - Creighton x Oklahoma (Watch ESPN)

QUARTA, 19 DE DEZEMBRO

NBA
0h - Golden State Warriors x Utah Jazz (ESPN)

NHL
23h - Pittsburgh Penguins x Washington Capitals (Watch ESPN)

NCAA (futebol americano)
23h - DXL Frisco Bowl: San Diego State x Ohio (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Auburn x NC State (Watch ESPN)
22h - North Florida x Florida State (Watch ESPN)
22h - North Carolina A&T x VIrginia Tech (Watch ESPN)
22h - Samford x Tennessee (Watch ESPN)
23h - Southern Miss x Kansas State (Watch ESPN)
0h - UCLA x Cincinnati (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
18h - Memphis Hustle x Raptors 905 (Watch ESPN)
20h30 - Maine Red Claws x Lakeland Magic (Watch ESPN)
23h - Texas Legends x Erie BayHawks (Watch ESPN)
1h30* - Northern Arizona Suns x Windy City Bulls (Watch ESPN)

QUINTA, 20 DE DEZEMBRO

NBB
20h10 - Super 8 (ESPN)

NHL
22h - Anaheim Ducks x Boston Bruins (ESPN)

NCAA (futebol americano)
23h - Bad Boy Mowers Gasparilla Bowl: Marshall x South Florida (ESPN 2)

NCAA (basquete)
22h - Texas Tech x Duke (Watch ESPN)
22h - Jacksonville x Notre Dame (Watch ESPN)

NBA G-LEAGUE
18h - Long Island Nets x Rio Grande Valley Vipers (Watch ESPN)
20h30 - Greensboro Swarm x South Bay Lakers (Watch ESPN)
23h - Fort Wayne Mad Ants x Salt Lake City Stars (Watch ESPN)
1h30* - Lakeland Magic x Santa Cruz Warriors (Watch ESPN)

SEXTA, 21 DE DEZEMBRO

22h15 - ESPN LEAGUE

NBA
23h15 - Milwaukee Bucks x Boston Celtics (ESPN)

NCAA (futebol americano)
15h30 - Makers Wanted Bahamas Bowl: Florida International x Toledo (Watch ESPN)
19h - Famous Idaho Potato Bowl: Western Michigan x BYU (ESPN 2)

NBA G-LEAGUE
18h - Capital City Go-Go x Agua Caliente Clippers (Watch ESPN)
20h30 - Erie BayHawks x Northern Arizona Suns (Watch ESPN)
23h - Raptors 905 x Texas Legends (Watch ESPN)

* Do dia seguinte.

Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 14 de dezembro, 14h

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Fã de NFL tem 3 dérbis de divisão e mais Patriots, Cowboys e Houston com chances de garantir vaga nos playoffs

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Quais as cidades mais vitoriosas dos esportes americanos

ESPN League
ESPN League
Richard Cashin/Icon Sportswire via Getty Images
Richard Cashin/Icon Sportswire via Getty Images David Price e Nathan Eovaldi durante des

Melhor campanha de sua história, seguida de vitórias sobre o maior rival New York Yankees, sobre o então campeão Houston Astros e sobre o então - e novamente - vice-campeão Los Angeles Dodgers. O título de 2018 do Boston Red Sox foi incontestável, e muitos torcedores dos times bostonianos aqui do Brasil já decidiram que é mais um capítulo da história de dominação da cidade sobre as grandes ligas americanas. De fato, New England Patriots e Boston Celtics vivem bom momento, mas isso é suficiente para dizer que essa é a metrópole mais vitoriosa de Estados Unidos e Canadá?

Nada como começar o blog do ESPN League com um ranking. Ou vários, no caso. Afinal, não é tão simples decretar qual a torcida que mais celebra títulos na América do Norte, pois há várias formas de se analisar isso. Por isso, montamos quatro listas, e cada um pode adotar aquela que considerar mais justa.

Cliff Hawkins/Getty Images
Cliff Hawkins/Getty Images New England Patriots se prepara para ent

Algumas observações:

1) A avaliação é por região metropolitana, não por município. Fazer uma lista por município é completamente despropositada nos esportes americanos, pois Arlington, Foxborough, Nova Jersey e Sunrise, por exemplo, só têm times profissionais por questão de sede da arena. Os públicos/mercados de suas equipes são, pela ordem, os de Dallas, Boston, Nova York e Miami. Da mesma forma, Oakland e San Jose ficam na região metropolitana da Baía de São Francisco (chamei de São Francisco/Bay Area para deixar bem claro) e Anaheim na de Los Angeles;

2) Para times que mudaram de sede, os títulos contam para a cidade em que a equipe jogava na época da conquista; 

3) Para o futebol americano, foram contabilizadas as conquistas da NFL e da AFL da era pré-Super Bowl como forma de atenuar o peso das conquistas de MLB e NHL (ligas mais antigas);

4) Contam os títulos de NFL, MLB, NBA, NHL e MLS (que, em algumas cidades, já é a quarta ou terceira liga mais vista), a não ser quando houver indicação de algo diferente.

RANKING 1

Esse é o mais simples: somar os títulos das cinco ligas. Soma direta, sem rodeios.

1) Nova York - 58
2) Boston - 38
3) Chicago - 30
4) Los Angeles - 27
5) Montreal - 26
6) Detroit - 22
7) São Francisco/Bay Area - 20
8) Filadélfia - 17
9) Pittsburgh e Toronto - 16
11) Green Bay e St. Louis - 13
13) Washington - 12
14) Baltimore e Cleveland - 9
16) Minneapolis - 8
17) Dallas, Houston e Miami - 7
20) Denver - 6
21) Cincinnati, Edmonton, Kansas City e San Antonio - 5
25) Ottawa e Seattle - 4
27) Atlanta, Buffalo, Canton, Milwaukee, Portland e Tampa - 2
33) Akron, Calgary, Columbus, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Providence, Raleigh, Rochester, Salt Lake City, San Diego e Syracuse - 1

Toni L. Sandys/The Washington Post via Getty Images
Toni L. Sandys/The Washington Post via Getty Images Alex Ovechkin com a taça em mãos durante

RANKING 2 (apenas século 21)

Muito torcedor - sobretudo no Brasil - não se importa muito se um time X ou Y foi campeão em 1915 ou em 1937. O que vale é o agora, é o período em que o esporte americano entrou no dia a dia do brasileiro. Para esses, os resultados recentes contam mais na hora de escolher um time para torcer ou para ver se a escolha já feita foi boa. Para facilitar o recorte, peguei os títulos deste século (desde 2001).

1) Los Angeles - 12
2) Boston - 11
3) São Francisco/Bay Area - 8
4) Chicago, Pittsburgh e San Antonio - 5
7) Miami e Nova York - 4
9) Denver, Detroit e Houston - 3
12) Baltimore, Filadélfia, Kansas City, St. Louis, Seattle, Tampa e Washington - 2
19) Atlanta, Cleveland, Columbus, Dallas, Green Bay, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Raleigh, Salt Lake City e Toronto - 1

RANKING 3

Só as quatro ligas mais tradicionais, sem contar a MLS. Los Angeles e Washington não gostam muito dessa versão.

1) Nova York - 58
2) Boston - 38
3) Chicago - 26
4) Montreal - 26
5) Detroit e Los Angeles - 22
7) São Francisco/Bay Area - 18
8) Filadélfia - 17
9) Pittsburgh - 16
10) Toronto - 15
11) St. Louis e Green Bay - 13
13) Baltimore e Cleveland - 9
15) Minneapolis e Washington - 8
17) Dallas e Miami - 7
19) Cincinnati, Denver, Edmonton, Houston e San Antonio - 5
24) Ottawa - 4
25) Kansas City e Seattle - 3
27) Buffalo, Canton, Milwaukee e Tampa - 2
33) Akron, Atlanta, Calgary, Frankfort, Indianápolis, Nova Orleans, Phoenix, Portland, Providence, Raleigh, Rochester, San Diego e Syracuse - 1

Getty Images
Getty Images Nick Foles levanta o Vince Lombardi

RANKING 4

Esse é o mais complicado. O ranking absoluto (o número 1) acaba dando muita força a cidades que tiveram franquias dominantes nas primeiras décadas da MLB, da NHL e da NFL pré-Super Bowl. Cidades de desenvolvimento econômico mais recentes acabam prejudicadas por terem criado times profissionais há menos tempo.

Por isso, montei um ranking que balanceia títulos conquistados com temporadas disputadas pelas equipes, incluindo as franquias já extintas. Assim, cidades que têm clubes há mais tempo ou que têm mais de um clube terão mais chance de levantar o troféu, mas também terão mais oportunidades de frustrar suas torcidas.

Um problema dessa lista é favorecer cidades que têm poucos times, mas vitoriosos (casos claros de Green Bay, Montreal, Edmonton e San Antonio). Assim, restringi apenas a mercados campeões em mais de uma liga ou com ao menos 180 temporadas disputadas na soma de suas equipes.

Admito que esta é minha lista preferida, a que parece mais justa. O número que aparece é o de temporadas disputadas na soma dos times para cada título conquistado. Ou seja, se uma cidade tem um time em cada uma das cinco ligas e está com o índice de 10, isso significa que ela conquista em média um título a cada dois anos.

1) Boston - 11,18
2) Toronto - 11,25
3) Nova York - 12,86
4) Baltimore - 15,11
5) Pittsburgh - 16
6) Los Angeles - 16,11
7) Detroit - 16,23
8) São Francisco/Bay Area - 16,45
9) Chicago - 18,01
10) Miami - 19,71
11) St. Louis - 22,07
12) Filadélfia - 22,71
13) Washington - 23,58
14) Houston - 24,43
15) Denver - 25,71
16) Minneapolis - 26,62
17) Dallas - 28
18) Cleveland - 28,44
19) Portland - 28,5
20) Kansas City - 31,5
21) Seattle - 34
22) Cincinnati - 36,8
23) Tampa - 47,5
24) Milwaukee - 61,5
25) Atlanta - 88,5

Obs.: Se colocarmos todas as cidades, sem restrições, a primeira colocada seria Montreal, com um título a cada 6,11 temporadas, seguida por Green Bay (7,38), Edmonton (7,8) e San Antonio (8,6). Também ficaram de fora pelos critérios de corte Buffalo (60,5), Nova Orleans (73), Indianápolis (82), San Diego (116) e Phoenix (124).

Fonte: Ubiratan Leal

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