A era dos Browns na NFL - finalmente - chegou

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

7 de janeiro de 2018.

Depois de mais uma temporada fracassada, cerca de três mil torcedores do Cleveland Browns se juntaram para um desfile de "comemoração" pela campanha de 0-16 na temporada de 2017. Era um inacreditável passo atrás para a franquia que, um ano antes, havia vencido uma partida.

13 de março de 2019.

Se aquele mesmo torcedor que participou do desfile de um ano atrás dormiu cedo na terça-feira, ele provavelmente precisou de alguns minutos para entender o que aconteceu. Odell Beckham Jr. é, sim, um Cleveland Brown.


Sam Darnold, Josh Allen, Saquon Barkley. Os dias que anteciparam o draft de 2018 da NFL deixaram claro que os Browns teriam várias opções para a 1ª escolha. Mas só na véspera o nome de Baker Mayfield, vencedor do Troféu Heisman de 2017, apareceu.

E quando o general manager John Dorsey, que estava há alguns meses no cargo, teve seus poucos minutos para a definir a pick 1 do draft, ele não teve dúvidas: Baker.

Baker Mayfield em sua estreia, contra os Jets
Baker Mayfield em sua estreia, contra os Jets Getty

Desde então, todo o processo dos Browns foi feito ao redor do novo quarterback, E quando ele entrou no lugar de Tyrod Tayler na Semana 3, contra o New York Jets, e liderou a primeira vitória da franquia em 635 dias, ficou claro: com Mayfield, Cleveland não seria mais uma piada na NFL.

Foram sete vitórias em toda a temporada - além de oito derrotas e um empate. E o principal para os fãs dos Browns: a esperança de chegar aos playoffs estava de volta.


O Cleveland Browns é um dos quatro times que nunca chegaram em um Super Bowl (Lions, Jaguars e Texans são as outras). Para uma franquia com tanta história, lendas como Jim Brown e uma das torcidas mais fanáticas da NFL, as derrotas incomodam ainda mais.

Afinal, tente se imaginar torcendo para uma equipe que não é campeã desde 1964 - ainda na 'era antiga' da liga -, não vence sua divisão há 30 anos e não foi aos playoffs nas últimas 16 temporadas - maior jejum de toda a NFL.

Myles Garrett e o general maganer John Dorsey
Myles Garrett e o general maganer John Dorsey Getty

Mas toda a frustração dos fãs dos Browns se tornou empolgação em um espaço de meses, desde que Dorsey escolheu Baker.


Apesar de ter um quarterback como o fator central de toda a revolução que comanda em Cleveland, John Dorsey fez muito mais do que isso em pouco mais de um ano na franquia.

Ainda em 2018, ele demitiu Hue Jackson, técnico principal que teve campanha de três vitórias, 36 derrotas e um empate em pouco mais de duas temporadas no comando da equipe.  Gregg Williams, então coordenador defensivo, assumiu o cargo e, com ele, os Browns venceram cinco dos oito jogos finais do ano.

Mas para 2019, Dorsey resolveu fazer mais uma troca: Freddie Kitchens, coordenador ofensivo interino que empolgou com Mayfield, ganhou a vaga de técnico principal.


Mas as mudanças não aconteceram apenas do lado de fora do campo.

Os Browns que, além de Mayfield, já contavam com os promissores Nick Chubb (running back), David Njoku (tight end), Myles Garrett (defensive end) e Denzel Ward (cornerback), além do confiável Jarvis Landry (wide receiver), viram uma brecha e atacaram o mercado.

A troca por Odell foi a cereja no bolo de uma offseason em que Cleveland também levou 

Se olharmos para os rivais dos Browns na AFC Norte, é fácil entender o que fez Cleveland dar um all-in em 2019.

O Baltimore Ravens, atual campeão da divisão, perdeu boa parte de sua forte defesa com as saídas de Eric Weddle, Terrell Suggs, C.J. Mosley e Za'Darius Smith. O Pittsburgh Steelers foi praticamente obrigado a trocar Antonio Brown e viu Le'Veon Bell assinar com o New York Jets depois de se recusar a jogar em 2018. O Cincinnati Bengals, lanterna da AFC Norte na temporada passada, não fez grandes contratações.

A NFL é conhecida pelas rápidas reviravoltas de seus times. Mas Cleveland parecia ser a única equipe incapaz de fazer tais mudanças, de organizar uma reformulação que realmente funcionasse. Até agora.

Fonte: Matheus Zucchetto

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[Programação] Finais do NBB colocam frente a frente dois gigantes do basquete nacional

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Os finalistas do NBB Caixa: Flamengo x Franca
Os finalistas do NBB Caixa: Flamengo x Franca Flamengo

O maior campeão do NBB contra o maior campeão de todas as versões do Campeonato Brasileiro de Basquete. Um título mundial e um das Américas contra dois vices mundiais e quatro título das Américas. Flamengo e Franca têm muita história com a bola laranja nas mãos, e vão colocá-la frente a frente em uma decisão de camisas pesadíssimas do NBB. 

A final começa no próximo domingo e terá todos os jogos transmitidos pelos canais ESPN. O fã de esporte também pode acompanhar o que acontece na final do basquete nacional, e também nas finais de conferência da NBA (a ESPN transmite com exclusividade os jogos da Conferência Oeste) nas edições diárias do ESPN League.

Confira abaixo tudo o que vai rolar de esportes americanos nos canais ESPN e não perca nada.

ATENÇÃO: de 13 a 25 de maio estará aberta a janela para a realização da etapa de Bali da World Surf League. Eventos na ESPN 2 e ESPN Extra podem ter alterações. 

SÁBADO, 18 DE MAIO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
22h - Golden State Warriors x Portland Trail Blazers (ESPN)

NCAA (lacrosse masculino - playoffs)
13h - Maryland x Virginia (WatchESPN)
15h30 - Notre Dame x Duke (WatchESPN)

DOMINGO, 19 DE MAIO

19h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBB (finais)
10h30 - Franca x Flamengo (ESPN)

NHL (playoffs)
16h - St. Louis Blues x San Jose Sharks (ESPN)

MLB
20h - Chicago Cubs x Washington Nationals (ESPN)

NCAA (lacrosse masculino)
13h - Loyola x Penn State (WatchESPN)
15h30 - Yale x Pennsylvania (WatchESPN)

SEGUNDA, 20 DE MAIO

20h45 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
22h - Golden State Warriors x Portland Trail Blazers (ESPN)

MLB
20h - New York Yankees x Baltimore Orioles (ESPN 2)

TERÇA, 21 DE MAIO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (playoffs)
21h - San Jose Sharks x St. Louis Blues (ESPN)

MLB
20h - Philadelphia Phillies x Chicago Cubs (ESPN 2)
22h45 - Atlanta Braves x San Francisco Giants (WatchESPN)

QUARTA, 22 DE MAIO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
22h - Portland Trail Blazers x Golden State Warriors (ESPN)

MLB
20h - Boston Red Sox x Toronto Blue Jays (ESPN 2)

QUINTA, 23 DE MAIO

19h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBB (finais)
19h50 - Franca x Flamengo (ESPN)

NHL (playoffs)
22h - St. Louis Blues x San Jose Sharks (ESPN)

LBF
19h - Santo André x Blumenau (ESPN Extra)

SEXTA, 24 DE MAIO

20h45 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
22h - Golden State Warriors x Portland Trail Blazers (ESPN)

MLB
20h - Los Angeles Dodgers x Pittsburgh Pirates (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 18 de maio, 15h.

Fonte: Ubiratan Leal

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Trocar a MLB pela NFL já valeu a pena para Kyler Murray. Ao menos no dinheiro

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Murray em ação pelos Sooners
Murray em ação pelos Sooners Getty


Você recebeu uma oferta de emprego para fazer o que gosta. Mais que isso, lhe pagam US$ 4,9 milhões antes mesmo de você começar a trabalhar, só por aceitar a proposta. Convenhamos, não há muitos empregos que podem ser melhores que esse, mesmo se for para jogar na liga esportiva mais rica do mundo. Por isso que muitos achavam que Kyler Murray se tornaria jogador do Oakland Athletics. Dificilmente a NFL apresentaria uma proposta melhor. Mas apresentou.

Na última semana foi anunciado o acordo de Murray com o Arizona Cardinals. O ex-quarterback (e outfielder) do Oklahoma Sooners terá um contrato de quatro ano, com uma opção do time de renovar por mais um. O valor garantido -- ou seja, que o jogador receberá de qualquer forma, mesmo que seja dispensado no meio do vínculo -- é de US$ 35,16 milhões, valor que se soma aos US$ 23,6 milhões de bônus na assinatura (equivalente às luvas do futebol brasileiro).

Isso é muito mais que os A’s davam de garantia a Murray. Como defensor externo recém-saído da primeira rodada do draft, ele recebeu um bônus alto (US$ 4,9 milhões) e… só. Como ocorre com jogadores de beisebol, Murray entraria em algum nível das ligas menores, recebendo salários baixos e tendo de encarar dois ou três anos morando em repúblicas de atletas jovens e viajando de ônibus. Se conseguisse crescer na modalidade, seria promovido ao time principal, ficaria alguns anos recebendo salários medianos para, quem sabe em alguns anos, virar free-agent e ganhar um contratão.

Se esse contrato de agente livre viesse, Murray talvez recebesse mais dinheiro do que verá em toda sua carreira no futebol americano. Considerando valor total do acordo, dos 20 maiores contratos da história dos esportes americanos, 16 são da MLB e nenhum da NFL. No entanto, o ex-Sooners não tem certeza se entrará nesse grupo dos craques do beisebol. Essa resposta só chegaria em uns cinco anos, para ser otimista. Na NFL, como quarterback de primeira escolha geral do draft, ele ainda não é um craque. Mas já recebe tratamento e dinheiro como tal.

Fonte: ubiratan leal

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Trocar a MLB pela NFL já valeu a pena para Kyler Murray. Ao menos no dinheiro

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Os Sixers deram All-In e perderam; e agora, Joel?

Pedro Suaide
Pedro Suaide


 

Fonte: Pedro Suaide

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[Programação] NBA na reta final tem ESPN League diário e transmissão da loteria do draft

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Lillard arremessa para a vitória na série entre Blazers e Thunder
Lillard arremessa para a vitória na série entre Blazers e Thunder Getty


A NBA chega a suas finais de conferência, e a ESPN entra em imersão total no melhor basquete do mundo. A partir desta segunda, o ESPN League terá edições diárias, destrinchando tudo o que ocorre nos esportes americanos -- com foco, claro, na reta final do basquete. Além disso, o fã de esporte poderá conferir com exclusividade todas as partidas das finais do Oeste, um ótimo aquecimento antes da final, também exclusiva da ESPN. Se o seu time já foi eliminado, não se preocupe. Na terça, o WatchESPN transmite ao vivo a loteria do draft e você já pode projetar como sua equipe poderá se reforçar para a próxima temporada.

Mas a semana tem ainda as finais de conferência da NHL, confrontos diretos entre times que lutam por playoffs na MLB e até lacrosse. Confira tudo o que vai rolar de esportes americanos nos canais ESPN e não perca nada.

ATENÇÃO: de 13 a 25 de maio estará aberta a janela para a realização da etapa de Bali da World Surf League. Eventos na ESPN 2 e ESPN Extra podem ter alterações. 

SÁBADO, 11 DE MAIO

NHL (playoffs)
21h - St. Louis Blues x San Jose Sharks (ESPN)

NCAA (lacrosse masculino)
13h - Syracuse x Loyola (WatchESPN)
15h30 - Georgetown x Yale (WatchESPN)
18h - Army x Pennsylvania (WatchESPN)
20h30 - Robert Morris x Virginia (WatchESPN)

DOMINGO, 12 DE MAIO

NBA (playoffs)
16h30 - Portland Trail Blazers x Denver Nuggets (ESPN)

NHL (playoffs)
16h - Carolina Hurricanes x Boston Bruins (ESPN 2)

MLB
20h - Milwaukee Brewers x Chicago Cubs (ESPN)

NCAA (lacrosse masculino)
13h - Jogo a confirmar (WatchESPN)
15h30 - Maryland x Townson (WatchESPN)
18h - Richmond x Duke (WatchESPN)
20h30 - Johns Hopkins x Notre Dame (WatchESPN)

SEGUNDA, 13 DE MAIO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (playoffs)
22h - St. Louis Blues x San Jose Sharks (ESPN)

MLB
20h - Milwaukee Brewers x Philadelphia Phillies (ESPN 2)

TERÇA, 14 DE MAIO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
21h30 - Loteria do Draft (WatchESPN)
22h - Portland Trail Blazers x Golden State Warriors (ESPN)

NHL (playoffs)
21h - Boston Bruins x Carolina Hurricanes (ESPN 2)

MLB
20h - New York Mets x Washington Nationals (WatchESPN)

QUARTA, 15 DE MAIO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
21h -

NHL (playoffs)
21h - San Jose Sharks x St. Louis Blues (ESPN)

MLB
20h - St. Louis Cardinals x Atlanta Braves (ESPN 2)

QUINTA, 16 DE MAIO

21h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
22h - Portland Trail Blazers x Golden State Warriors (ESPN)

NHL (playoffs)
21h - Boston Bruins x Carolina Hurricanes (ESPN 2)

LBF
19h - Blumenau x Sampaio (ESPN Extra)

SEXTA, 17 DE MAIO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
21h - San Jose Sharks x St. Louis Blues (ESPN)

MLB
20h30 - Houston Astros x Boston Red Sox (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 13 de maio, 15h.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] NBA na reta final tem ESPN League diário e transmissão da loteria do draft

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Os Lakers não vão trocar LeBron James... certo?

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

Fonte: Matheus Zucchetto

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Nada é tão cardíaco quanto uma prorrogação nos playoffs da NHL

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Pat Maroon abraça colegas de St. Louis Blues após a vitória no Jogo 7 contra o Dallas Stars
Pat Maroon abraça colegas de St. Louis Blues após a vitória no Jogo 7 contra o Dallas Stars Getty Images

Dallas Stars e St. Louis Blues se embrenharam em um épico de quatro horas para definir quem seria o primeiro finalista da Conferência Oeste dos playoffs da NHL. Era jogo 7 e o vencedor manteria suas chances de título. O perdedor podia arrumar as malas, ir ao aeroporto e sair de férias. No final, os Blues venceram por 2 a 1, com gol na segunda prorrogação. E nada pode ser mais cardíaco que a prorrogação de um jogo de mata-mata do hóquei no gelo.

Partidas de playoffs são, por definição, emocionantes. Confronto direto para definir o destino das duas equipes, um precisa superar o outro para seguir vivo. A NHL aproveita bem isso, até porque tem a fase de mata-mata mais imprevisível das grandes ligas americanas. Nesta temporada, por exemplo, os times de pior campanha passaram em cinco dos oito confrontos. Entre as vítimas esteve o Tampa Bay Lightning, equipe com mais vitórias em uma temporada regular na história da liga.

Mas a NHL é ainda mais especial quando o duelo chega ao tempo extra. Prorrogação na NBA, na MLB e na NFL também são emocionantes, mas são diferentes. Na NBA, os dois times desenvolvem um mini-jogo em que vão tentando ter melhor situação possível para o minuto final, quando o encontro é efetivamente decidido. Na MLB, um arremesso ruim pode definir a partida a qualquer momento, mas cada time tem seu momento de atacar e, se esse arremesso ruim for do time da casa, ele ainda terá uma oportunidade de se recuperar. Na NFL, é comum o time que perde o cara ou coroa sequer tocar na bola no prolongamento.

O hóquei no gelo é o caos. É um vaivém do disco, com jogadores patinando loucamente de um lado para o outro. Os turnos ofensivos não são tão demarcados como no beisebol e no futebol americano, e o tempo extra pode ser encerrado a qualquer momento, ao contrário do basquete. Na NHL, se sai um gol, fim de papo.

E esse gol pode realmente sair de formas aleatórias, desde uma articulada troca de passes até em uma finalização sem muito sentido que dá a sorte de passar em uma fresta de menos 5 centímetros entre o goleiro e a trave. Ou, como no caso de Blues e Stars, de um puck que bate na trave e na nuca do goleiro antes de se apresentar apetitoso ao atacante do St. Louis.

O único descanso para o coração do torcedor são os pedidos de tempo e o intervalo da TV. Fora isso, há uma sensação constante de que toda a campanha do time pode ser definida em cada ataque. Algo único do hóquei na prorrogação. E isso torna os playoffs da NHL ainda mais espetaculares e imperdíveis.

Fonte: Ubiratan Leal

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Nada é tão cardíaco quanto uma prorrogação nos playoffs da NHL

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O mundo é de Kawhi Leonard, nós só estamos vivendo nele

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto



Fonte: Matheus Zucchetto

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[Programação] O NBB chega às semifinais com clássicos estaduais

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Mogi venceu Franca na fase de classificação
Mogi venceu Franca na fase de classificação Reprodução/Twitter

Duas camisas pesadas do basquete paulista de um lado, duas camisas pesadas do esporte brasileiro do outro. O NBB chega às semifinais com dois confrontos regionais: Franca x Mogi, duas das torcidas mais fanáticas do basquete nacional, e Flamengo x Botafogo, clássico carioca em tudo quando é modalidade. Serão dois confrontos de muita rivalidade, e você poderá ver cada detalhe do duelo paulista nos canais ESPN.

Nos próximos dias serão três confrontos garantidos: sábado, quarta e sexta. Todas as séries são melhor-de-cinco e, se a quarta e a quinta partida forem necessárias, serão programadas para a semana que vem.

Mas o clima de decisão segue em outras ligas. A NBA com as semifinais de conferência e a NHL com a reta final das semifinais e o início das finais de conferência. Já a turma do beisebol poderá conferir uma rodada dupla no domingo, inclusive com um jogo em Monterrey (México), e várias das equipes que ocupam a liderança de suas divisões neste início de temporada.

Confira a programação completa de esportes americanos dos canais ESPN.

SÁBADO, 4 DE MAIO

NBA (playoffs)
21h30 - Golden State Warriors x Houston Rockets (ESPN)

NBB (playoffs)
13h50 - Mogi 77 x 85 Franca (ESPN)

NHL (playoffs)
20h15 - Columbus Blue Jackets x Boston Bruins (ESPN 2)

DOMINGO, 5 DE MAIO

NHL (playoffs)
16h - St. Louis Blues x Dallas Stars (WatchESPN)

MLB
17h - Houston Astros x Los Angeles Angels (WatchESPN)
20h - St. Louis Cardinals x Chicago Cubs (ESPN)

SEGUNDA, 6 DE MAIO

19h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (playoffs)
20h - Boston Bruins x Columbus Blue Jackets (ESPN)

MLB
21h - Philadelphia Phillies x St. Louis Cardinals (ESPN 2)

TERÇA, 7 DE MAIO

NBA (playoffs)
23h - Portland Trail Blazers x Denver Nuggets (ESPN)

NHL (playoffs)
21h - Dallas Stars x St. Louis Blues (ESPN 2)

MLB
20h - Arizona Diamondbacks x Tampa Bay Rays (WatchESPN)

QUARTA, 8 DE MAIO

NBA (playoffs)
21h - Boston Celtics x Milwaukee Bucks (ESPN)

NBB (playoffs)
18h50 - Franca x Mogi (ESPN)

NHL (playoffs)
20h - Jogo não definido (ESPN 2)

MLB
19h30 - Seattle Mariners x New York Yankees (ESPN Extra)

Basquete internacional (amistoso)
20h - China x New York Liberty (WatchESPN)

QUINTA, 9 DE MAIO

NBA (playoffs)
21h - Jogo não definido (ESPN)

LBF
19h - LSB x Uninassau (ESPN Extra)

SEXTA, 9 DE MAIO

18h50 - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
22h - Golden State Warriors x Houston Rockets (ESPN)

NBB (playoffs)
19h50 - Franca x Mogi (ESPN)

MLB
20h - New York Yankees x Tampa Bay Rays (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 9 de maio, 15h.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] O NBB chega às semifinais com clássicos estaduais

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[Programação] Warriors e Rockets se reencontram nos playoffs da NBA

ESPN League
ESPN League
Stephen Curry marca James Harden
Stephen Curry marca James Harden ESPN

Desde que teve início a dinastia do Golden State Warriors, apenas dois oponentes pareceram fortes o suficiente para superar os californianos: o Cleveland Cavaliers nas finais de 2015-16 e o Houston Rockets em 2017-18. O primeiro, comandado por LeBron James e Kyrie Irving, conseguiu bater os Warriors em uma virada espetacular na decisão. O segundo ficou "apenas" com a melhor campanha na temporada regular, mas caiu na final da Conferência Oeste.

Pois os texanos têm chance da revanche. Nesta semana, Houston e Golden State se encontram nas semifinais do oeste e o fã de esporte poderá conferir esse duelo nos canais ESPN a partir deste domingo. 

Além disso, a ESPN também segue na cobertura do Draft da NFL, dos playoffs da NHL e das temporadas da MLB e da LBF. Veja a programação e não perca nada.

SÁBADO, 27 DE ABRIL

NFL
13h - Draft, quarta a sétima rodadas (ESPN)

NHL (playoffs)
21h - Columbus Blue Jackets x Boston Bruins (ESPN)

E-SPORTS
20h - Madden NFL 19 Bowl (ESPN Extra)

DOMINGO, 28 DE ABRIL

NBA (playoffs)
14h - Boston Celtics x Milwaukee Bucks (ESPN)
16h30 - Houston Rockets x Golden State Warriors (ESPN)

MLB
20h - Cleveland Indians x Houston Astros (ESPN)

SEGUNDA, 29 DE ABRIL

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (playoffs)
21h - St. Louis Blues x Dallas Stars (ESPN)

MLB
20h - Oakland Athletics x Boston Red Sox (ESPN 2)

TERÇA, 30 DE ABRIL

NBA (playoffs)
23h30 - Jogo não definido (ESPN)

MLB
20h - St. Louis Cardinals x Washington Nationals (ESPN 2)

QUARTA, 1º DE MAIO

NHL (playoffs)
20h - New York Islanders x Carolina Hurricanes (ESPN)

MLB
21h - Houston Astros x Minnesota Twins (ESPN 2)

QUINTA, 2 DE MAIO

NHL (playoffs)
23h - San Jose Sharks x Colorado Avalanche (ESPN)

LBF
19h - Sorocaba x São Bernardo (ESPN Extra)

SEXTA, 3 DE MAIO

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
21h - Jogo não definido (ESPN)
23h30 - Jogo não definido (ESPN)

MLB
20h - Minnesota Twins x New York Yankees (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 27 de abril, 11h30.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Warriors e Rockets se reencontram nos playoffs da NBA

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Playoffs da NBA: As decepções, surpresas, 'falta' de LeBron e palpites para as Finais

ESPN League
ESPN League

Após duas semanas de playoffs da NBA, a equipe do ESPN.com.br analisou o que de melhor já rolou, o que de pior aconteceu, quem surpreendeu, quem decepcionou e qual deve ser a grande decisão da Liga.

O painel de especialistas do ESPN.com.br formado por Gustavo Faldon (@gustavofaldon) , Matheus Zuchetto (@euzucchetto), Bruno Nossig (@brunonossig), Pedro Suaide (@suaidepe) e Leonardo Sasso (@leonardosasso_) respondeu a cinco perguntas pertinentes sobre os playoffs até aqui.

Qual a principal surpresa dos playoffs?

Lillard arremessa para a vitória na série entre Blazers e Thunder
Lillard arremessa para a vitória na série entre Blazers e Thunder Getty

Leonardo Sasso: Blazers. Por mais que a equipe de Portland tenha conquistado a terceira posição na Conferência Oeste, perderam Nurkic, pilar defensivo do garrafão. Lillard está num momento fantástico e tem o complemento perfeito em CJ McCollum. Isso sem esquecer de bons role players que tem o ajudado, Aminu, Kanter e Harkless.

Bruno Nossig: Portland Trail Blazers. Damian Lillard vive o melhor momento de sua carreira e, os 50 pontos no quinto jogo contra OKC provam isso. C. J. McCollum foi muito constante nas cinco partidas da pós-temporada e Enes Kanter vem cobrindo muito bem a ausência de Nurkic.

Matheus Zucchetto: A forma como os Blazers dominaram o Thunder. Sim, Damian Lillard é um dos três melhores armadores da NBA, mas Portland controlou a série contra um time de OKC que preferiu falar muito e jogar pouco.

Pedro Suaide: Os Sixers. Até começarem os playoffs, só haviam começado 10 partidas com Simmons/Redick/Butler/Harris/Embiid e tiveram atuações decepcionantes para um time formado para ser campeão, sofrendo do típico caso de muito talento e pouco treino. Após o susto do Jogo 1 contra os Nets, foram extremamente dominantes, intercalaram boas partidas entre os astros e se consolidaram como postulantes ao título.

Gustavo Faldon: O “calor” que os Clippers estão dando em cima dos Warriors. A série está 3 a 2 e Golden State está suando mais do que esperava. Se eles fizerem o dever de casa e passarem, dessa vez Chris Paul está (ainda) saudável e não irá perdoar. 

Qual a principal decepção dos playoffs?

Russell Westbrook antes de jogo contra os Blazers
Russell Westbrook antes de jogo contra os Blazers Getty

LS: Thunder. No mesmo confronto a surpresa e a decepção. desde que Kevin Durant saiu de OKC, nenhuma vitória fora de casa em playoffs. Westbrook pouco fez na série e teve seu melhor jogo na única vitória da equipe. Paul George também decepcionou, mas muito mais por conta da lesão no ombro. 

BN: Indiana Pacers. A equipe fez uma grande temporada e brigou pela terceira posição da Conferência Leste. Os Celtics eram favoritos para avançar, mas a expectativa era de uma série disputada. Nenhuma vitória na pós-temporada tornou a equipe na maior decepção até o momento.

MZ: Não sei se posso falar que Russell Westbrook é uma decepção. Afinal de contas, a mesma coisa acontece sempre quando os playoffs chegam. Mesmo assim, um time com dois MVPs deveria, pelo menos, ter dado trabalho para os Blazers - que perderam Nurkic na reta final da temporada regular e conseguiram se defender com Enes Kanter (!!!).

PS: Não achei que o Thunder fosse passar dos Blazers, mas esperava pelo menos duas vitórias, quem sabe três. A eliminação por 4 a 1, liderada pelas péssimas decisões de Westbrook, deveria fazer a franquia repensar o futuro do elenco e o quão amarrado à Russell ele deve estar.  

GF: Utah Jazz. Depois de chegar na semifinal do Oeste no ano passado, esperava mais do time nos playoffs neste ano, com Donovan Mitchell mais experiente. O duelo contra a antítese de Utah,  os Rockets, parecia perfeito, mas o Jazz não conseguiu nem vencer quando James Harden teve uma das piores atuações da sua carreira.

LeBron tem feito falta?

LeBron em jogo dos Lakers
LeBron em jogo dos Lakers Getty

LS: Sim. LeBron é um nome clássico nos playoffs. Antes desta temporada, o astro de LA só havia perdido a pós-temporada em 2005. Com participações em finais por muitos anos seguidos, James eleva os playoffs, por ser um jogador totalmente extraclasse.

BN: O ala esteve presente nas últimas oito finais da NBA. A pós-temporada segue interessante, mas seria muito melhor se o melhor jogador da liga estivesse presente.

MZ: Seria legal ver LeBron nos playoffs com os Lakers? Sim. Trocaria algum time do Oeste pelos Lakers de 2019? De jeito nenhum. Na teoria, adoraria ver ele encarando uma conferência mais difícil. Mas a realidade é que os Lakers são uma bagunça e perderiam na primeira rodada do Oeste.

PS: Como jornalista e apaixonado por conteúdo, sim. Como fã, nem um pouco. O Leste está incrível após anos. No Oeste, esse time dos Lakers passaria vergonha - enquanto os Clippers fazem o que fazem contra os Warriors. Melhor ele seguir descansando e treinando (e gravando) para disputar de verdade na próxima temporada.

GF:  Nem um pouco. Estamos vivenciando momentos e disputas incríveis sem ele. Nenhum jogador jamais será maior que a NBA.

Qual será a final da NBA?

Curry com o troféu após o título da NBA em 2018
Curry com o troféu após o título da NBA em 2018 Getty

LS: Warriors x Celtics. Vou manter meu palpite prévio. Apesar da inconstância dos Celtics, ainda os vejo como o único time capaz de fazer algo em uma série contra os Warriors. Enfrentar os Bucks e Antetokounmpo não será uma tarefa fácil, mas o modo Irving-playoffs já está aí.

BN: Raptors x Warriors. Kawhi é um dos melhores jogadores da NBA, sendo o líder que Toronto precisa para chegar a decisão. Junto a atuação de Pascal Siakam e um grupo sólido, os Raptors chegam forte no Leste. É difícil acreditar que algum time no Oeste consiga impedir que o Golden State chegue na final.

MZ: Warriors x Bucks. Golden State nunca esteve tão vulnerável, com um banco enfraquecido e sofrendo contra os Clippers. Mas não acredito que os Rockets são melhores do que no ano passado, mesmo com Chris Paul saudável.

PS: Warriors x 76ers.  Golden State ainda é imbativel, apesar dos tropeços. No Leste, a briga será insana, mas o quinteto de Philadelphia se destaca. Embiid jogou 24 minutos por jogo na primeira rodada e destruiu os Nets. Simmons está mais agressivo, Butler e Harris pontuam sem ninguém perceber e Redick é mortal. Vão sofrer contra a defesa de Toronto, mas chegam lá.

GF: Warriors x Celtics. Existe algo inexplicável pela ciência exata que acontece com os times de Boston em qualquer esporte: quanto mais dão eles como carta fora do baralho, mais eles amam e triunfam.

Qual a principal ameaça aos Warriors?

Harden e Antetokounmpo em Rockets x Bucks
Harden e Antetokounmpo em Rockets x Bucks Getty

LS: Rockets no Oeste e Celtics numa eventual final. A franquia de Houston esteve muito próxima de eliminar os Warriors na final do Oeste da última temporada. A lesão de Chris Paul foi essencial para o revés. Nesta temporada, é o único time no Oeste capaz de bater os atuais bicampeões. Os Celtics contam com Irving. O retorno de Marcus Smart será crucial para melhor a defesa da equipe.

BN: As principais ameaças vêm do Leste. Raptors é uma das equipes mais sólidas e foi muito bem contra os Warriors durante a temporada regular. Milwaukee Bucks é um dos favoritos, sendo o time que mais venceu em 18/19 e, Giannis está preparado para a pós-temporada.  

MZ: Houston pode vencer dois ou três jogos, mas a grande ameaça vem do Leste. Bucks - Sixers - Raptors, nesta ordem. Por que Milwaukee no primeiro lugar? Giannis Antetokounmpo.

PS: Ninguém é uma ameaça real, a não ser que Durant ou Curry se machuquem.

GF:  O Houston Rockets. Com Chris Paul saudável e no dia em que as bolas de Harden estão caindo...

Fonte: ESPN.com.br

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Playoffs da NBA: As decepções, surpresas, 'falta' de LeBron e palpites para as Finais

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Como o Dallas Cowboys descobriu o valor das escolhas no draft (e dominou a NFL)

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Jerry Jones, dono do Dallas Cowboys, após conquista do Vince Lombardi no Super Bowl XXX
Jerry Jones, dono do Dallas Cowboys, após conquista do Vince Lombardi no Super Bowl XXX Getty Images

Após uma campanha terrível, com apenas uma vitória em 16 jogos, o New England Patriots tinha a primeira escolha do Draft da NFL de 1991. O Dallas Cowboys estava de olho nessa posição. Assim, os texanos ofereceram a 11ª e a 41ª escolhas, além de Ron Francis, David Howard e Eugene Lockhart, pelo direito de iniciar o recrutamento e contratar Russell Maryland.

Não parou por aí. Os Cowboys fizeram várias transações envolvendo escolhas do draft e pegaram dez escolhas nas quatro primeiras rodadas em 1991 e sete em 1992. Muitos dos selecionados, como Maryland, acabaram indo ao Pro Bowl em algum momento na carreira e, principalmente, ajudaram a reformular a base do Dallas. Um time que conquistou três Super Bowls entre 1992 e 95.

A série incrível de bons negócios no draft chamou a atenção, parecia que a franquia sempre estava um passo à frente das demais, que sabia algo que os outros não sabiam. E era isso mesmo.

A história começou com Mike McCoy, amigo de Jerry Jones (dono dos Cowboys) e acionista minoritário da franquia. Ele entendia pouco de futebol americano, seu trabalho era na área de exploração de petróleo. Mas isso se mostrou fundamental.

Até aquele momento, trocas envolvendo escolhas de draft eram feitas por instinto. É óbvio que uma 12ª escolha vale mais que uma 23ª, mas uma 12ª vale mais que a soma de uma 23ª e uma 103ª? Uma primeira escolha vale mais que dois jogadores já profissionais e consolidados na liga? Quando um time ligava para outro com a proposta, o que cada um oferecia dependia basicamente do achismo dos dirigentes naquele momento.

McCoy achava que havia outro caminho. Em seu trabalho na exploração de petróleo, o empresário tinha de definir se perfuraria ou não determinados campos. Se as reservas naquele local fossem boas, o lucro era imenso. Caso contrário, os prejuízos seriam milionários. Por isso, saber como calcular riscos era vital para sobreviver.

Seguindo o mesmo princípio, ele decidiu implementar um sistema para descobrir quanto valia na prática cada escolha no draft. McCoy pediu uma lista de todas as trocas realizadas no dia do draft nos quatro anos anteriores. O empresário deu uma pontuação para cada escolha do recrutamento e pôde definir quanto, em média, as franquias da NFL davam em troca por cada uma. O resultado foi uma tabela de valores, em pontos, para cada seleção de cada rodada do draft.

Com essa planilha em mãos, os Cowboys sabiam se uma oferta de troca no draft estava acima ou abaixo do valor médio praticado pela liga. Se a proposta valia a pena, a troca era feita. Se não valia, o Dallas rejeitava ou fazia uma contraproposta que fosse vantajosa. Além disso, os texanos também descobriram que franquias realizavam as piores trocas e, claro, as tornaram alvos preferenciais no mercado.

O domínio dos Cowboys no processo do draft ficou claro, e era óbvio que não duraria tanto tempo. Primeiro, porque as demais equipes passaram a desconfiar de qualquer sugestão de troca vinda de Dallas, imaginando que seria algo prejudicial a elas. Além disso, os olheiros dos caubóis viraram profissionais valorizados no mercado e receberam propostas vantajosas para trocar de time. E, quando chegavam ao novo emprego, traziam consigo uma cópia da planilha mágica de McCoy. Em pouco tempo, praticamente toda a NFL conhecia a tabela de valores do draft.

Quando as informações chegaram a todos, elas deixaram de ter valor estratégico. Mas os Cowboys já tinham atingido o objetivo inicial: reformular o elenco e conquistar títulos. Além disso, a iniciativa do empresário do petróleo deixou em toda a liga a ideia de que era preciso estudar o draft e criar sistemas próprios para avaliar o valor de cada posição. Atualmente, a planilha de McCoy pode ser considerada rudimentar e antiquada, mas, em uma época em que não havia nada, ela foi a diferença entre ter um time comum e ter uma dinastia.

Fonte: Ubiratan Leal

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Como o Dallas Cowboys descobriu o valor das escolhas no draft (e dominou a NFL)

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NFL: Draft Simulado 1.0 de Antony Curti

Antony Curti
Antony Curti

A versão completa do Draft Simulado 1.0 já está disponível no WatchESPN. Lá, o fã do esporte poderá ver a análise completa das 32 escolhas da 1ª rodada do recrutamento.

Clique para assistir no WatchESPN:

Picks 10 a 1
Picks 20 a 11
Picks 32 a 21

Lembrando que os canais ESPN mostram os três dias do evento de 2019.

Quinta-feira - 21h (de Brasília) - 1ª rodada na ESPN e WatchESPN
Sexta-feira - 20h (de Brasília) - 2ª e 3ª rodada na ESPN 2 e WatchESPN
Sábado - 13h (de Brasília) - 4ª a 7ª rodadas na ESPN 2 e WatchESPN

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[Programação] A NFL não para: agora é a vez do Draft. E você pode ver aqui nos canais ESPN

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Draft NFL
Draft NFL Getty

As ligas norte-americanos têm longos recessos, o que faz o seguidor mais desatento a achar que são férias generosas em que o torcedor e os times ficam em hibernação. Nada mais falso. A atividade não para nunca, com ações de marketing, planejamento e, principalmente, movimentações de mercado para montar o elenco da temporada seguinte. E o principal exemplo disso poderemos ver nesta semana, com o Draft da NFL.

É o momento mais esperado pelos torcedores durante a intertemporada. Cada time seleciona os jovens mais promissores do futebol americano universitário em um processo que pode definir o destino da franquia pela década seguinte. E tudo isso você poderá ver nos canais ESPN.

Mas não fica só nisso. A programação de esportes americanos segue com os playoffs da NBA e da NHL, além de vários confrontos entre times com pretensões de classificação na MLB.

Veja a programação e não perca nada.

ATENÇÃO: de 17 a 27 de abril estará aberta a janela para a realização da etapa de Bells Beach da World Surf League. Eventos na ESPN 2 e ESPN Extra podem ter alterações. 

SÁBADO, 20 DE ABRIL

NBA (playoffs)
21h - Milwaukee Bucks x Detroit Pistons (ESPN)
23h30 - Houston Rockets x Utah Jazz (ESPN)

NHL (playoffs)
20h - Winnipeg Jets x St. Louis Blues (ESPN 2)

DOMINGO, 21 DE ABRIL

NBA (playoffs)
14h - Boston Celtics x Indiana Pacers (ESPN)
16h30 - Golden State Warriors x Los Angeles Clippers (ESPN)

NHL (playoffs)
16h - Boston Bruins x Toronto Maple Leafs (WatchESPN)

MLB
20h - Atlanta Braves x Cleveland Indians (ESPN)

SEGUNDA, 22 DE ABRIL

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
21h - Milwaukee Bucks x Detroit Pistons (ESPN)

NHL (playoffs)
20 - Jogo não definido (ESPN 2)

MLB
20h - Philadelphia Phillies x New York Mets (WatchESPN)

TERÇA, 23 DE ABRIL

NBA (playoffs)
21h - Brooklyn Nets x Philadelphia 76ers (ESPN)

NHL (playoffs)
22

MLB
20h - Detroit Tigers x Boston Red Sox (ESPN 2)

QUARTA, 24 DE ABRIL

NBA (playoffs)
21h - Jogo não definido (ESPN)

MLB
20h - Philadelphia Phillies x New York Mets (ESPN 2)

QUINTA, 25 DE ABRIL

NFL
21h - Draft, primeira rodada (ESPN)

NHL (playoffs)
22h - Jogo não definido (ESPN 2)

LBF
19h - Santo André x Araraquara (ESPN Extra)

SEXTA, 26 DE ABRIL

20h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
21h - Jogo não definido (ESPN)
23h30 - Jogo não definido (ESPN)

NFL
21h - Draft, segunda e terceira rodadas (ESPN 2)

MLB
20h - Milwaukee Brewers x New York Mets (ESPN Extra)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 20 de abril, 11h30.

Fonte: Ubiratan Leal

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Zion Williamson entra no Draft da NBA tendo completado sua missão: ser, em números, o maior calouro da história do College

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso

Nada foi tão chamativo nesta temporada do que Zion Williamson. Sua força incrível, aliada a enterradas que pararam o mundo do basquete, transformaram o ala de Duke no jogador mais valioso do planeta. Sim, mais do que qualquer outro que está na NBA!

 

E ele fez por merecer esse rótulo. Com números fantásticos na sua única temporada em Duke, não trouxe o título da NCAA para os Blue Devils, mas conseguiu acumular números que deixaram muitos perplexos.

 

Ponto mais desenvolvido do seu jogo, a força para disputar cada rebote dentro do garrafão, o ajudou a ter notáveis 68% de aproveitamento nos arremessos, maior marca da história de um calouro na história da Divisão I da NCAA.

 

E mais: se colocarmos apenas jogadores que tiveram ao menos 13 arremessos de média por jogo, Zion tem o maior aproveitamento da história também, isso contando todos os jogadores que já atuaram no College.

 

Sua companhia no grupo dos jogadores que tiveram mais de 500 pontos, mais de 50 tocos e mais de 50 roubos de bola nas últimas 20 temporadas é de peso: Anthony Davis e Kevin Durant. Com eles, também divide a estatística de serem os únicos calouros a vencerem o prêmio de melhor jogador universitário.

 

 

Zion ficou de fora de cinco jogos, após ter lesionado o joelho no primeiro minuto contra North Carolina na temporada regular da conferência ACC, e isso foi um duro baque para Duke. Duas derrotas nessas partidas e quase uma zebra contra Wake Forest, quando venceu por 71 a 70.

 

No March Madness, foram 26 pontos por jogo, maior marca de um calouro que atuou pelo menos três partidas (Durant lidera no quesito, com 28,5, mas só atuou duas vezes). Zion é o único calouro com 100 pontos ou mais no Torneio da NCAA e que a equipe não chegou ao Final Four.

 

 

Muito do impacto do astro de Duke não é medido somente nos números. Dividindo a responsabilidade de liderar a equipe junto com RJ Barrett, poderia ter inflado ainda mais seus números, mas soube compartilhar o comando com maestria.

 

A primeira escolha do Draft é quase uma certeza. O time que não recrutá-lo com a primeira escolha será vaiado. Elton Brand, em 1999, e Kyrie Irving, em 2011, foram os únicos jogadores de Duke selecionados na primeira escolha. Zion está perto de ser o próximo. E com todos os méritos.

Fonte: Leonardo Sasso

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Zion Williamson entra no Draft da NBA tendo completado sua missão: ser, em números, o maior calouro da história do College

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O potencial existe: Giannis Antetokounmpo pode se tornar o melhor jogador de todos os tempos da NBA

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

"Ele é uma força, nunca vi nada igual. E seu potencial é... se realmente quiser, pode acabar sendo o melhor jogador de todos os tempos. E isso é assustador."

Kevin Durant disse isto em 2017, quando foi perguntado sobre um Giannis Antetokounmpo de, na época, 22 anos de idade.

E o que, na época, poderia parecer um exagero... já começa a ganhar traços de realidade. Não, não estou falando que Giannis está perto de se tornar o famoso GOAT Greatest of All Time, o melhor de todos os tempos. Longe disso. 

Mas há algo que não podemos negar. O potencial existe.


Dois anos se passaram desde que Durant falou sobre o 'teto' de Giannis. Hoje, o grego tem 24 anos e já entrou na conversa pelo prêmio de MVP. Ele tem uma combinação de tamanho, velocidade, força e dedicação ao trabalho nunca antes vista.

E não, ele ainda não está em seu auge.

Nesta temporada, o grego se juntou a Kareem Abdul-Jabbar como os únicos jogadores da história da liga com médias de pelo menos 27 pontos, 12 rebotes, cinco assistências e um toco por partida durante uma temporada inteira.

Com 2,11m de altura, Giannis dominou o garrafão como uma nova versão de Shaquille O'Neal. Mas, claro, não estamos falando de um pivô aqui. 

O grego é capaz de encarar os marcadores, driblar e enterrar com a mesma facilidade de um LeBron James jovem. E de defender qualquer rival da liga... eu repito: QUALQUER UM.

Joel Embiid não consegue marcá-lo no perímetro. Kawhi Leonard não pode pará-lo perto da cesta.

Vamos a dois exemplos práticos.

Na reta final de 2018-19, temporada em que o Milwaukee Bucks de Giannis foi o único time da liga a vencer 60 jogos, o grego enfrentou o Philadelphia 76ers duas vezes. E as partidas contra um dos principais rivais da Conferência Leste podem servir de exemplo do que estou tentando argumentar.

Jogando em casa, ele marcou 52 pontos, pegou 16 rebotes, deu sete assistências e passou por cima de Ben Simmons que, na teoria, é a melhor opção dos Sixers para tentar defendê-lo - afinal, o australiano tem praticamente a mesma altura do grego e também está entre os point-forwards da nova geração, aqueles jogadores mais altos que atuam como armadores.

Mas além de todas as estatísticas, o comportamento de Giannis foi o que mais impressionou. O grego quis deixar muito claro que Simmons não teria chances - como quando ele chamou o rival de 'maldito bebê' depois de uma enterrada.

Pouco tempo depois, na casa dos Sixers, o segundo exemplo do potencial de Giannis: 45 pontos, 13 rebotes e seis assistências. E o número que mais chamou atenção? Cinco tocos, todos sobre Joel Embiid - provavelmente o melhor pivô da NBA hoje.

Com um esquema armado pelo treinador Mike Budenholzer, Giannis se tornou praticamente imparável. E o que ele faz vai muito além de pontuar. Antetokounmpo cria arremessos para seus companheiros de time - principalmente do perímetro, afinal, você acha que Khris Middleton teria sido All-Star sem ele por perto?

Defensivamente, Giannis é uma máquina. Ele não é o pivô que fica no garrafão protegendo a cesta, nem mesmo lidera o time em roubos de bola. Mas eu repito: qual outro jogador em toda a NBA é capaz de defender todas as cinco posições?

Vamos ainda mais longe. Na história da liga, qual grande defensor poderia encarar, da mesma forma, um armador e um pivô? Scottie Pippen era capaz de ficar na frente de armadores e alas, mas não era tão eficaz contra um pivô 15 centímetros mais alto dentro do garrafão. Hakeem Olajuwon, Dikembe Mutombo, Bill Russell - todos um pouco mais altos do que Giannis - entraram para a galeria dos maiores protetores da cesta de todos os tempos. Só que contra armadores (muito) mais baixos e ágeis, a história era diferente.



O que faz de um jogador o maior de todos os tempos? Talento puro. Dedicação. Liderança. Prêmios. Títulos...

Michael Jordan, claro, superou todas as expectativas. Mas, acima de tudo, ele mudou o jogo dentro e fora das quadras. Venceu com o Chicago Bulls e se transformou em um verdadeiro ícone pop.

Antetokounmpo ainda está dando os primeiros passos neste universo. Em um mercado considerado pequeno, ele está prestes a ganhar sua primeira linha de tênis. Mesmo assim, já se consolidou como um dos 'queridinhos' da NBA - algo que costuma acontecer quando jovens superestrelas surgem. Tanto que foi o segundo mais votado para o All-Star Game de 2019, atrás apenas de LeBron James (que joga em Los Angeles, o segundo maior mercado da liga).


O grande - e talvez único - defeito no jogo de Antetokounmpo é seu arremesso de longa distância. Algo que ele admite e trabalha como poucos para melhorar - exemplo disso foi o 'não' que ele deu para LeBron James ao ser convidado para participar do filme Space Jam 2.

E quando o assunto é trabalho e dedicação, que tal a opinião de um especialista?

"Giannis treinou comigo no verão, e ele chegava uma hora e meia antes", disse Kobe Bryant para o portal The Athletic.

"Nós conversamos por 20 minutos antes do treino, e ele pegou um bloco de notas. Foi quando começou a anotar. 'E o trabalho de pés aqui? A cobertura na defesa?' E ele escrevia tudo. Depois do treino, a mesma coisa. Ele se sentou e anotou. Não fico surpreso com tudo que ele está fazendo. Tem a mentalidade de melhorar sempre. Ainda está descobrindo o que pode fazer."

Se Kobe falou, quem sou eu para discordar...

Giannis não está perto de ser o GOAT. Não está perto de ser LeBron. Há muito caminho pela frente. Mas, acredite, os primeiros passos já foram dados.

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Os números deixam claro que Russell Wilson merece US$ 140 milhões

Rafael Belattini
Rafael Belattini

Russell ampliou seu vínculo e ficará nos Seahawks por mais cinco anos
Russell ampliou seu vínculo e ficará nos Seahawks por mais cinco anos Ronald Martinez/Getty Images

Russell Wilson ganhou uma extensão contratual de quatro anos e US$ 140 milhões (R$ 545,43 milhões) e assumiu o posto de mais bem pago jogador de toda a NFL, registrando um novo recorde de média anual e também com o maior bônus de assinatura de todos os tempos US$ 65 milhões (R$ 253,23 milhões).

Com uma média de US$ 35 milhões (R$ 136,36 milhões) por temporada, Russell seria o sexto jogador mais bem pago da NBA, apenas para contextualizar dentro de uma reclamação corriqueira entre os jogadores da liga de futebol americano.

Por mais que muitos questionem o quanto o quarterback vai ocupar da folha salarial, o Seattle Seahawks  estava em uma situação delicada. Afinal, aos 30 anos o camisa 3 já é o quarterback com mais vitórias (75) e passes para touchdowns (196) na história da franquia, perto ainda de ser o líder em jardas (faltam 3.811).

Em sete temporadas na liga, ninguém venceu tanto quanto Wilson, e apenas Dan Marino e Peyton Manning tiveram mais passes para touchdown nesta mesma amostragem.

Além disso, Russell resolve com as pernas e apenas dois quarterbacks tiveram mais jardas que ele neste tempo de carreira: Cam Newton e Michael Vick.

A união do melhor de dois mundos obviamente tem seu preço, e fica na casa dos US$ 140 milhões.

Mesmo jogando em um time que sempre teve linhas ofensivas bastante questionáveis e dentro de um divisão com nomes como o de Aaron Donald no lado rival, ele nunca deixou de ser titular em um jogo desde que virou titular em 2012, tendo a quarta maior sequência da atualidade (112 jogos).

Se conseguir ficar saudável durante toda a próxima temporada, Russell se juntará a Peyton Manning como os únicos QBs a serem titulares em todos os jogos nos oito primeiros anos de carreira, feito que fica ainda mais pelo camisa 3 ter 432 corridas e 160 sacks a mais que o ex-jogador.

Além de tudo isso, o quarterback já mostrou que sabe se virar com o que tem. Foram mais passes completados para recebedores (TE ou WR) não recrutados (677) do que para aqueles selecionados na 1ª ou 2ª rodada (371).

Campeão do Super Bowl XLVIII, ele teve na decisão do ano seguinte o maior questionamento da carreira (sério, um passe na linha de 1 jarda?), mas não é sem motivo que seu rating da carreira (100,3) só fica atrás de Aaron Rodgers (103,1) em toda a história da NFL.



Fonte: Rafael Belattini

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[Programação] Playoffs da NBA chegam chutando a porta: dez transmissões (com TODOS os times) nesta semana. Confira!

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
O Golden State tenta seu terceiro título seguido
O Golden State tenta seu terceiro título seguido ESPN

Mais de um dia inteirinho do basquete do mais alto nível. O fã de esporte tem motivos de sobra para mergulhar na overdose de NBA nesta semana. Os playoffs chegaram, e invadiram a grade dos canais ESPN. Serão dez transmissões, somando mais de 24 horas de cestas, tocos, enterradas e arremessos surreais só nos próximos sete dias. Serão quatro rodadas duplas -- sábado, domingo, quarta e sexta -- e mais um jogo na terça e um na quinta. E ninguém pode alegar que ficou de lado, pois todos os 16 times classificados terão ao menos uma partida transmitida. 


Não é apenas na bola laranja, porém, que as emoções estarão em alta. Os playoffs da NHL seguem com suas surpresas e o hóquei universitário tem sua grande final. No beisebol, é semana de 15 de abril, Dia de Jackie Robinson, quando se homenageia o legado do primeiro jogador negro da história da Major League Baseball.

Veja a programação e não perca nada.

ATENÇÃO: de 17 a 27 de abril estará aberta a janela para a realização da etapa de Bells Beach da World Surf League. Eventos na ESPN 2 e ESPN Extra podem ter alterações. 

SÁBADO, 13 DE ABRIL

NBA (playoffs)
21h15 - Los Angeles Clippers x Golden State Warriors (ESPN)
23h30 - San Antonio Spurs x Denver Nuggets (ESPN)

NHL (playoffs)
21h - Toronto Maple Leafs x Boston Bruins (WatchESPN)

NCAA (hóquei no gelo masculino - final)
21h - Massachusetts x Minnesota Duluth (WatchESPN)

DOMINGO, 14 DE ABRIL

NBA (playoffs)
16h30 - Oklahoma City Thunder x Portland Trail Blazers (ESPN)
20h - Detroit Pistons x Milwaukee Bucks (ESPN)

NHL (playoffs)
13h - New York Islanders x Pittsburgh Penguins (ESPN 2)

MLB
17h - St. Louis Cardinals x Cincinnati Reds (WatchESPN)
20h - New York Mets x Atlanta Braves (ESPN 2)

SEGUNDA, 15 DE ABRIL

19h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NHL (playoffs)
20h - Boston Bruins x Toronto Maple Leafs (ESPN)

MLB
20h - New York Mets x Philadelphia Phillies (ESPN 2)
23h - Cincinnati Reds x Los Angeles Dodgers (WatchESPN)

TERÇA, 16 DE ABRIL

NBA (playoffs)
22h - San Antonio Spurs x Denver Nuggets (ESPN)

NHL (playoffs)
22h30 - Winnipeg Jets x St. Louis Blues (ESPN 2)

MLB
20h - New York Mets x Philadelphia Phillies (WatchESPN)

QUARTA, 17 DE ABRIL

NBA
20h - Indiana Pacers x Boston Celtics (ESPN)
22h30 - Utah Jazz x Houston Rockets (ESPN)

MLB
19h30 - Boston Red Sox x New York Yankees (ESPN 2)

QUINTA, 18 DE ABRIL

NBA (playoffs)
21h - Philadelphia 76ers x Brooklyn Nets (ESPN)

SEXTA, 19 DE ABRIL

19h - ESPN LEAGUE (ESPN)

NBA (playoffs)
20h - Toronto Raptors x Orlando Magic (ESPN)
22h30 - Portland Trail Blazers x Oklahoma City Thunder (ESPN)

MLB
20h - Atlanta Braves x Cleveland Indians (ESPN 2)

A programação pode ser alterada sem aviso prévio. Para ver a programação completa, clique aqui. Última atualização: 13 de abril, 11h30.

Fonte: Ubiratan Leal

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[Programação] Playoffs da NBA chegam chutando a porta: dez transmissões (com TODOS os times) nesta semana. Confira!

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Por que a AAF fechou as portas antes de terminar sua primeira temporada

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Andrew McDonald, do San Antonio Commanders, olha para cima durante jogo contra o Arizona Hot Shots, pela AAF
Andrew McDonald, do San Antonio Commanders, olha para cima durante jogo contra o Arizona Hot Shots, pela AAF Ronald Cortes/Getty Images

A Alliance of American Football surgiu com motivos para otimismo. A estrutura técnica tinha credibilidade, a NFL não via problemas em seu surgimento (pelo contrário), a audiência da TV foi decente na sua estreia e havia um consenso de que ela tinha lugar dentro do cenário esportivo dos Estados Unidos. Ainda assim, a AAF nem conhecerá seu primeiro campeão. Na última semana, a liga anunciou a interrupção de suas atividades duas rodadas antes do término da temporada regular. Mas o que aconteceu?

A informação direta é: Tom Dundon, dono do Carolina Hurricanes (NHL), comprou a liga por US$ 250 milhões e decidiu unilateralmente fechá-la, surpreendendo os criadores da AAF e os jogadores. A questão é o que levou o empresário a isso.

A decisão ainda é meio nebulosa, assim como os interesses de Dundon no negócio. Ao comprar a AAF, o empresário não levou apenas a competição em si, mas também os direitos à tecnologia de apostas que estava sendo desenvolvida em torno da liga. Para muitos, o interesse real do dono dos Canes era apenas esse sistema.

Mas essa não é a única questão, até porque há dúvidas sobre a legalidade dessa operação.

Pelas suas ações nas semanas que antecederam o fechamento da AAF, Dundon quis acelerar o processo de absorção da nova liga pela NFL. Seria um processo diferente do que ocorreu com a USFL na década de 1980, quando Donald Trump (como dono do New Jersey Generals) quis forçar uma fusão com a NFL. No caso da AAF, a ideia era torná-la oficialmente uma liga de desenvolvimento da National Football League.

Charlie Ebersol, responsável pela criação da AAF, sempre teve esse objetivo, e era algo conhecido da NFL e da NFLPA (associação de jogadores da NFL). No entanto, a meta era viabilizar essa parceria em três anos. Para isso, era preciso acertar questões trabalhistas com os jogadores, sobretudo os que tivessem de disputar as duas ligas ao longo de um ano (a AAF era realizada durante o recesso da NFL), e como estabelecer a relação entre as franquias da AAF com as da NFL.

A National Football League até foi receptiva à AAF, inclusive transmitindo as partidas na NFL Network. Um comportamento bem diferente do recebido pelas finadas USFL e XFL (que será relançada ainda neste ano). Para muitos, a NFL gostou da ideia de existir uma liga que não se pretendia como concorrente testar novas regras e fazer o papel de descobridora/desenvolvedora de talentos.

Mas Dundon quis acelerar o processo e disse que queria fechar essa parceria ainda nesta temporada. Talvez ele tenha blefado ou tentado usar a AAF como porta de entrada para o fechado mundo da NFL, talvez ele tenha percebido que a AAF era inviável comercialmente (apesar de números interessantes de TV, ela já vinha dando prejuízo) e quis evitar um problema maior. Talvez ele realmente quisesse apenas a tecnologia de apostas. Talvez uma soma de tudo isso.

O fato é que a AAF acabou subitamente. Jogadores se apresentaram para os treinos e encontraram as portas fechadas, com funcionários das franquias já empacotando equipamento e material dos times. A liga sequer bancou a passagem de volta para os atletas que estivessem fora de sua cidade a serviço de seus times.

Teoricamente, a liga ainda pode ressuscitar em 2020, mas parece pouco provável. A tendência é esse fim surpreendente e melancólico de um projeto que parecia realista e interessante para o futebol americano como um todo, inclusive a NFL.

Fonte: Ubiratan Leal

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Por que a AAF fechou as portas antes de terminar sua primeira temporada

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Os playoffs da NBA chegaram: VEJA os horários dos jogos na ESPN e PROGRAME-SE

ESPN League
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Após  seis longos meses de temporada regular, estão definidos os playoffs da NBA -  estão definidas também as primeiras 14 transmissões dos canais ESPN no mata-mata.

As partidas decisivas começam no sábado. E já com transmissões de peso! Ao todo, serão 20 transmissões na primeira rodada dos playoffs - 14 já definidas (veja abaixo) e seis ainda esperando o decorrer de cada série. 

Os times que ficaram como cabeças de chave 1, 2, 3 e 4 de suas conferências têm vantagem no mando de quadra, lembrando que as séries são disputadas em melhor de sete jogos.

Em 2019, a ESPN transmite com exclusividade as finais do Oeste e a série decisiva da NBA.

Transmissões da ESPN na primeira rodada:

Jogo 1 - Warriors x Clippers - 13 de abril, 21h   

Jogo 1 - Nuggets x Spurs - 13 de abril, 23h30 

Jogo 1 - Blazers x Thunder - 14 de abril, 16h30 

Jogo 1 - Bucks x Pistons - 14 de abril, 22h30 

Jogo 2 - Nuggets x Spurs - 16 de abril, 22h  

Jogo 2 - Cetlics x Pacers - 17 de abril, 20h   

Jogo 2 - Rockets x Jazz - 17 de abril, 22h30   

Jogo 3 - Nets x 76ers - 18 de abril, 21h   

Jogo 3 - Magic x Raptors - 19 de abril, 20h   

Jogo 3 - Thunder x Blazers - 19 de abril, 22h30   

Jogo 3 - Jazz x Rockets - 20 de abril, 23h30   

Jogo 4 - Pacers x Celtics - 21 de abril, 14h   

Jogo 4 - Clippers x Warriors - 21 de abril, 16h30

Jogo 3 - Pistons x Bucks - 20 de abril, 21h   

Jogo 4 - Pistons x Bucks - 22 de abril, 21h   

Fonte: ESPN League

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Sonhador, desengonçado, lenda: obrigado, Dirk

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Em 1998, Dirk Nowitzki vivia um dilema. Jogar os playoffs da segunda divisão alemã de basquete ou tentar a sua sorte nos Estados Unidos. Aos 19 anos, o alemão decidiu rumar para a América em busca de um sonho: jogar na NBA.

Vinte e um anos depois, podemos dizer que Nowitzki não só jogou na NBA como escreveu seu nome na história do basquete e de uma cidade. Selecionado pelo Milwaukee Bucks na nona posição, o alemão foi imediatamente trocado com o Dallas Mavericks e começava ali uma história de amor, alegrias, tristezas e superações.

Com seu jeito desengonçado e uma capacidade fora do comum para colocar a bola na cesta, Dirk logo caiu nas graças da torcida texana. A cada fadeaway pulando de uma só perna, esse amor só aumentava.

Foram anos e anos de uma relação especial. E que teve de tudo. Como a temporada 2005/2006 em que a equipe chegou até as finais, encarou o Miami Heat de Dwyane Wade e Shaquille O'Neal e saiu derrotada com muita polêmica e até o FBI envolvido.

Que foi do céu ao inferno na temporada 2006/2007 quando o alemão comandou a equipe na conquista da melhor campanha geral e recebeu o prêmio de MVP de forma melancólica após a eliminação na primeira rodada dos playoffs para o Golden State Warriors, oitava melhor campanha do Oeste.

E todas aquelas derrotas ganharam sentido na temporada 2010/2011.  Terceira melhor campanha do Oeste naquele ano, o Dallas desbancou favoritos e a juventude do Oklahoma City Thunder de Kevin Durant, James Harden e Russell Westbrook para voltar a final. O adversário era um velho conhecido. Agora sem O'Neal, mas ainda com Wade e na primeira temporada de LeBron James e Chris Bosh na Flórida, o Miami Heat era ainda mais assustador do que o de cinco anos antes.

Dirk Nowitzki se despede das quadras, pelos Mavericks
Dirk Nowitzki se despede das quadras, pelos Mavericks Getty Images

Assim como em 1999, quando desembarcou nos Estados Unidos para anotar 33 pontos e 14 rebotes em um evento que reunia os principais prospectos do draft, Dirk voltou a chocar a América. No que mais parecia uma aula de como jogar no poste baixo, Nowitzki dominou a série e foi o principal responsável para o Dallas vencer por 4 a 2 e conquistar o troféu, levando para casa o prêmio de MVP das finais.

De lá para cá foram mais oito anos dedicados exclusivamente a uma única franquia, somando 21 anos vestindo azul. Aceitando receber salários menores para que a equipe pudesse contratar melhores jogadores. Colocando a cidade e o carinho da torcida a frente de qualquer dinheiro.

Dando a volta por cima após muitas lesões. Lutando com o seu corpo e com a idade para encerrar sua carreira como o terceiro maior cestinha da história da liga e, para muitos, o maior estrangeiro que a NBA já viu.

Nesta quarta-feira, Dirk Nowitzki deixa as quadras e um vazio no coração dos torcedores do Mavericks. E deixa uma trajetória para se orgulhar de ter tomado a decisão de tentar a vida nos Estados Unidos. Danke, Dirk.

Fonte: Guilherme Sacco

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