A dinastia do Golden State Warriors está apenas começando

Pedro Suaide
Pedro Suaide
Curry, Klay e Green: a fundação da dinastia segue junta
Curry, Klay e Green: a fundação da dinastia segue junta Thearon W. Henderson/Getty Images

Klay Thompson disse que é prematuro para dizer que a dinastia do Golden State Warriors não existe mais. Klay está certo. 

"Dizer que a dinastia acabou, eu acho que é um pouco ignorante, porque eu vou voltar melhor e ainda mais atlético."

Certas vezes nos acostumamos com certo nível de excelência e não aceitamos menos disso.

Os Warriors perdem sem Kevin Durant, é claro. Os melhores reservas já saíram do time e nomes tão importantes como Andre Iguodala são passado. Ok, estão certos. A questão é outra.

Nos últimos três anos, os Warriors não fizeram esforço algum para chegar às finais. Levaram a temporada regular em banho-maria e foram impiedosos nos playoffs. Perderam as finais de 2019 com todos os méritos de Kawhi Leonard e do Toronto Raptors. Mas nós sabemos que com Durant e Klay saudáveis em todos os jogos a história poderia ser (e acho que provavelmente seria) diferente.


         
    

Entretanto, para ser campeão não é necessário tal nível de excelência. E para ser uma dinastia, não é necessário ser tão surrealmente acima da média.

Os Warriors têm um dos três maiores armadores da história em seu time, o único MVP unânime da NBA de todos os tempos. Ele ainda tem só 31 anos - e seu estilo de jogo não pune tanto seu corpo como é comum na liga. Sim, ele tem suas lesões, mas isso não faz ele cair de nível. E bom, me desculpe, mas eu não preciso argumentar para você entender o quão especial é o camisa 30.

Klay Thompson é um dos maiores arremessadores da história (ao lado de Steph) e um dos mais inteligentes que já pisaram numa quadra de basquete.

D'Angelo Russell está em clara evolução com potencial de se tornar uma superestrela. Apenas 23 anos e vindo da melhor temporada de sua carreira.

Draymond Green finalmente entendeu que se estiver mais magro pode ser o jogador mais importante da NBA. É a alma e coração de um time intenso.

Willie Cauley-Stein, Kevon Looney, Omari Spellman são garotos que estão devem render cada vez mais nesse estilo de jogo. Jordan Poole, Alfonzo McKinnie e Alec Burcs estão longe de ser um ponto fraco para o futuro.

Entretanto, uma parte dessa orquestra sempre é esquecida. O maestro Steve Kerr. Um gênio muitas vezes subestimado por ter treinado um time que foi um ponto muito fora da curva. Kerr é diferente, e dinastias são marcadas por treinadores diferentes.

Os últimos cinco anos foram alucinantes, mas o futuro não é menos promissor. Em uma NBA que se desenha mais equilibrada, jamais tire da conta uma equipe acostumada a vencer e com tanta casca e habilidade como esse.

Então sigam desacreditando dos Warriors. Continuem não contando com eles. Logo, logo eles vão aparecer, e estão apenas começando.

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Quase no estouro do cronômetro, Clippers eliminam Rockets e definem as Finais de Conferência da NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o LA Clippers é o último finalista de conferência NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

Foi bem difícil! Kahwi, Paul George e cia. tiveram muita dificuldades diante de Russell Westbrook e James Harden. Mas o time de Los Angeles venceu o Houston Rockets por 397 a 380.

Como funciona? Desde o dia 29 de abril, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

Assim, as duas finais de conferência estão decididas.

No Leste, a disputa começa às 20h desta terça-feira, com Boston CelticsMilwaukee Bucks.

Na quarta, o duelo será no Oeste com o clássico de Los Angeles: Lakers x Clippers.

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Celtics de Kemba e Tatum eliminam o atual campeão Raptors e vão à final do Leste nos playoffs da NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o Boston Celtics é o primeiro finalista da Conferência Leste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

Kemba Walker, Jayson Tatum e cia. não deram chances ao atual campeão Toronto Raptors de Pascal Siakam e Kyle Lowry e venceram por 284 a 135.

Como funciona? Desde a última quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O Boston Celtics encara na final do Leste o Milwaukee Bucks de Giannis Antetokounmpo.

Agora, é a vez de votar em Houston Rockets e Los Angeles Clippers. Quem vence esse duelo na semi do Oeste?

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LeBron James e Anthony Davis não dão chances ao Thunder, e Los Angeles Lakers é o 1º finalista do Oeste na NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o Los Angeles Lakers é o primeiro finalista da Conferência Oeste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

Lebron James, Anthony Davis e cia. não deram muitas chances e venceram o Oklahoma City Thunder por 301 a 205.

Como funciona? Desde a última quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O rival dos Lakers sai do duelo entre LA Clippers Houston Rockets.

Antes, porém, Boston Celtics e Milwaukee Bucks na final do Leste. Quem vence esse duelo?

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A lição que a NBA dá sobre volta da pandemia

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
NBA coronavírus
NBA coronavírus Getty Images

O esporte está parado por causa do coronavírus, e é evidente que está perdendo muito dinheiro com isso. Como quase toda a economia, claro. Por isso, discutir, planejar e estabelecer um modelo para a retomada das atividades pós-pandemia não é apenas natural como obrigatório. Afinal, não se imagina que tudo volte ao normal do dia para a noite. O retorno terá de ocorrer no momento certo, e diante de diversos protocolos de segurança. Não é diferente com a NBA, que teve a temporada interrompida pouco antes dos playoffs. E ela parte de um parâmetro mínimo que deveria ser padrão de todos.

A liga já estabeleceu seu plano de retorno. Nem tudo é divulgado oficialmente, até porque muitas medidas dependerão do cenário da pandemia em diferentes regiões dos Estados Unidos, algo em constante mudança. Provavelmente a NBA trabalha com alguns caminhos, cada um entraria em ação de acordo com as situações apresentadas. Mas uma coisa já se sabe: quantos testes de Covid-19 seriam necessários.

Jogadores, comissões técnicas, profissionais de mídia e funcionários de diversos setores operacionais teriam de trabalhar nos jogos. Todos teriam de ser testados para reduzir ao máximo o risco de um surto surgir dentro da liga. Pelos cálculos da direção da NBA, seriam necessários 15 mil testes para concluir a temporada 2019-20. E o que a liga decidiu em cima disso?

A LIGA NÃO TOCARÁ EM NENHUM TESTE enquanto profissionais de saúde e de outros serviços essenciais ou pessoas com sintoma estiverem precisando. Simples assim. 

Nesta sexta, Orlando Magic, Los Angeles Clippers e Los Angeles Lakers se tornaram as primeiras franquias a anunciarem testes em seus jogadores e funcionários. Mas isso só será possível porque as autoridades do Centro da Flórida e do Sul da Califórnia confirmaram que não há escassez de testes para Covid-19 na região. E isso foi confirmado por escrito.

Independentemente de a liga ou suas franquias terem ou não dinheiro para comprar e realizar testes de coronavírus, é evidente que o esporte não é uma atividade essencial à sociedade -- e mesmo à economia -- e pode esperar para realizar. Qualquer teste que apareça deve ser disponibilizado primeiro a quem é mais importante no combate à pandemia. Se o clube conseguiu algum, que ofereça ao hospital mais próximo ou às autoridades de saúde de sua cidade.

Não é o que ocorre com Flamengo, Grêmio e Internacional, que testaram seus elencos nos esforços de retomar os treinos presenciais no momento mais agudo da pandemia no Brasil. Podiam ter a mesma sensibilidade da NBA. Os profissionais da linha de frente e pessoas com sintoma de Covid-19 agradeceriam.

Fonte: Ubiratan Leal

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Bucks de Giannis Antetokounmpo vencem Heat de Jimmy Butler e vão à final do Leste na NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o Milwaukee Bucks avançou nos playoffs da Conferência Leste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo não foi muito equilibrado, com o MVP Giannis Antetokounmpo e os Bucks superando o Miami Heat de Jimmy Butler na semifinal de conferência por 131 a 82.

Como funciona? Desde a última quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O próximo confronto será já a semifinal de conferência entre Los Angeles Lakers e Oklahoma City Thunder. Quem vence esse duelo?

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No sufoco, Clippers de Kawhi vencem Mavericks de Doncic e avançam à semi do Oeste nos playoffs da NBA

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Vocês decidiram, e o Los Angeles Clippers avançou nos playoffs da Conferência Oeste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo até que foi o mais equilibrado até aqui, mas no fim Kawhi Leonard e Paul George superaram o Dallas Mavericks de Luka Doncic por 194 a 182.

Como funciona? Desde a última quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O próximo confronto será já a semifinal de conferência entre Milwaukee Bucks e Miami Heat. Quem vence esse duelo?

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Raptors de Siakam e Lowry batem os Nets e avançam nos playoffs da NBA

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Vocês decidiram, e o Toronto Raptors avançou nos playoffs da Conferência Leste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo até que foi aquilibrado, mas no fim Kyle Lowry e Pascal Siakam superaram o Brooklyn Nets por 206 a 135.

Como funciona? Desde a última quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O próximo confronto será entre Los Angeles Clippers e Dallas Mavericks. Quem vence esse duelo?

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Rockets de Harden e Westbrook atropelam Nuggets e avançam nos playoffs da NBA

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Vocês decidiram, e o Houston Rockets avançou nos playoffs da Conferência Oeste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo era para ser equilibrado no papel, mas terminou com uma vantagem considerável. James Harden, Russell Westbrook e cia. passaram pelo Denver Nuggets de Nikola Jokic. por 231 a 94.

Como funciona? Desde a última quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O próximo confronto será entre Toronto Raptors x Brooklyn Nets. Quem vence esse duelo?






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No duelo mais acirrado, Thunder elimina Jazz por apenas sete votos e avança no playoff da NBA

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Vocês decidiram, e o Oklahoma City Thunder avançou nos playoffs da Conferência Oeste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo foi apertadíssimo, o mais acirrado até agora. Chris Paul e cia. passaram pelo Utah Jazz de Donovan Mitchell por apenas sete votos: 135 a 128.

Como funciona? Desde quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O próximo confronto será entre Philadelphia 76ers Boston Celtics. Quem vence esse duelo?

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No duelo mais acirrado, Thunder elimina Jazz por apenas sete votos e avança no playoff da NBA

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Heat de Jimmy Butler não dá chances aos Pacers e avança nos playoffs da NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o Miami Heat avançou nos playoffs da Conferência Leste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O esquadrão de Jimmi Butler e Bam Adebayo do Heat não deu chances a Domantas Sabonis e o Indiana Pacers na série, escolhida pelos votos do fã de esporte.

No total, foram 172 votos, com 147 favoráveis ao time de Miami.

Como funciona? Desde quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O próximo confronto será entre Utah Jazz x Oklahoma City Thunder. Quem vence esse duelo?

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Lakers de LeBron e Davis trucidam Grizzlies e avançam nos playoffs da NBA

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Vocês decidiram, e o favoritismo do Los Angeles Lakers foi confirmado na primeira rodada dos playoffs da Conferência Oeste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O esquadrão de LeBron James, Anthony Davis e companhia dos Lakers não deu chances a Ja Morant, Jaren Jackson Jr. e o Memphis Grizzlies na série, escolhida pelos votos do fã de esporte.

No total, foram 388 votos, com 353 favoráveis ao time de Los Angeles.

Como funciona? Desde quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O próximo confronto será entre Miami Heat e Indiana Pacers. Jimmy Butler e companhia conseguirão derrubar os Pacers?


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Bucks de Giannis 'varrem' Magic e avançam à semi do Leste nos playoffs da NBA

ESPN League
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Vocês decidiram, e o favoritismo do Milwaukee Bucks foi confirmado na primeira rodada dos playoffs da Conferência Leste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O MVP Giannis Antetkounmpo e seu esquadrão dos Bucks não deram chances a Aaron Gordon, Nikola Vucevic e o Orlando Magic na série, escolhida pelos votos do fã de esporte.

No total, foram 256 votos, com 225 favoráveis ao time de Milwaukee.

Como funciona? Desde quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O próximo confronto será entre Los Angeles Lakers e Memphis Grizzlies. E aí, alguém será capaz de parar King James?


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Sistema de pagamento para atletas universitários é tão óbvio que é difícil entender como demorou tanto

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

LSU Tigers x Louisville Cardinals pelo futebol americano universitário
LSU Tigers x Louisville Cardinals pelo futebol americano universitário Getty Images

Instituições bilionárias, com milhões de torcedores, recebem centenas de milhões de dólares da televisão para ceder o direito de transmissão dos jogos de seus times, acompanhados por dezenas de milhares de torcedores nas arquibancadas, comandados por treinadores bilionários e formados por atletas de alto nível que… jogam de graça. É muito fácil de perceber que algo parece desproporcional no modelo financeiro do esporte universitário nos Estados Unidos. Algo que será reduzido em breve, pois a direção da NCAA aprovou a proposta que permite aos jogadores ganharem dinheiro com o uso de seus nomes e imagens.

O que isso significa?

Tecnicamente, os estudantes-atletas continuam jogando de graça para suas universidades. O pagamento que recebem é a bolsa de estudos, como sempre foi. No entanto, eles estão liberados para negociarem acordos para diversas atividades, como protagonizar campanhas publicitárias, participar de eventos comerciais, venderem anúncios em suas redes sociais, escrever um livro, dar clínicas do seu esporte e até abrir um negócio, entre outras coisas. Tudo isso seria apenas a partir de 2021, ainda não vale para o que resta (se é que resta algo) de 2020.

A grande vantagem desse sistema é que os atletas são remunerados por diversas atividades, mas não recebem dinheiro diretamente das universidades. E, ainda que soe justo que as instituições paguem pelos atletas que permitem que elas faturem tanto com esporte, essa relação seria mais trabalhosa para negociar. Primeiro, porque algumas universidades não aceitariam reduzir seus ganhos para repassar aos jogadores. Segundo, porque parte do público ainda acredita que tudo isso é uma questão educacional (para a maioria dos atletas -- os comuns, que servem para compor elenco -- é, mas isso não se aplica às estrelas, que é basicamente quem gira toda a roda) e resistiria a mudanças.

Sim, o resultado final acaba sendo bom para os dois lados. É tão óbvio que sai fumaça da cabeça pensar por que demorou tanto para chegarem a essa conclusão.

Há ainda outros benefícios. O sistema de recrutamento do esporte universitário é altamente corrompido, com constantes escândalos de pagamentos clandestinos a jogadores. Quando não há remuneração ilegal, cria-se um cenário ainda pior: atletas que vivem na miséria (houve já até casos de moradores de rua) durante as férias escolares. 

Por isso, se torna cada vez mais comum o caso de jogadores saírem do ensino médio e usarem uma liga profissional de desenvolvimento ou na Europa ou Austrália antes de saltarem para a NBA ou a MLB. O futebol americano não tem essa possibilidade, mas uma XFL ou AAF bem sucedida poderia ter esse papel. No sistema atual, as universidades se tornam mais interessantes aos jogadores. 

No entanto, ainda há questões que não são conhecidas. Jogos de videogame da NCAA seguem vetados porque a negociação para exploração de imagem de jogadores é negociada em bloco, e não há um sindicato ou associação que represente os estudantes-atletas. Mas a porta se abriu. Além disso, toda uma rede de exploração comercial desses atletas seria criada, e talvez atuar em universidade X fosse melhor para explorar esse universo do que defender a faculdade Y, eventualmente mudando um pouco a relação de forças das competições.

De qualquer modo, a notícia é boa. É hipocrisia demais tratar o esporte universitário americano como algo amador. Não é. E faz muito tempo. Agora, ao menos, isso se torna mais claro.

Fonte: Ubiratan Leal

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Sistema de pagamento para atletas universitários é tão óbvio que é difícil entender como demorou tanto

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NBA na ESPN! Você decide playoffs, finais de conferência e a grande decisão; veja como funciona e participe

ESPN League
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Saudade de assistir à NBA na ESPN, né? Pois pensando em você, fã de esportes que ama o melhor basquete do mundo e estava empolgado com os playoffs que teriam início no último dia 18 de abril, está no ar o #EuDecidoNBAnaESPN!

Nesta dinâmica, vamos reproduzir os duelos eliminatórios, as finais de conferência e, claro, as Finais da NBA para que você decida qual time leva o troféu Larry O’Brien para casa!

Como vai funcionar? A partir desta quarta 29 de abril, às 20h (de Brasília), lançaremos no Instagram da ESPN a primeira partida de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será publicado no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

#EuDecidoNBAnaESPN
#EuDecidoNBAnaESPN Dalton Cara

Nos comentários, vamos deixar as duas opções dos times em disputa para que você responda qual leva a melhor.

Será que vocês acertam o campeão da temporada 2019/2020 da NBA, fãs de esportes?

O desafio está lançado, agora é com vocês!

#EuDecidoNBAnaESPN

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Red Sox recebem punição leve da MLB por roubo de sinais. Faz sentido, e não faz

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Red Sox comemoram vitória sobre os Yankees
Red Sox comemoram vitória sobre os Yankees Getty

Houve um tempo em que pouco se falava de distanciamento social, abaixar a curva, hospitais de campanha, EPIs e respiradores. Isso vinha só no noticiário internacional, algo supostamente distante, lá na Ásia. Naquele momento, que não é tão remoto assim, a vida seguia normalmente. E, no beisebol, o assunto mais quente eram as punições recebidas pelo Houston Astros -- e as boladas que seus jogadores levavam na pré-temporada -- por roubo de sinais e o que poderia vir para o Boston Red Sox.

Tudo isso parece fútil, mas as investigações continuaram e, nesta semana, a MLB anunciou as penas aos Meias Vermelhas. E, como ocorrera com os texanos, a torcida ficou com a sensação de que a liga pegou leve.

O Boston perdeu a segunda escolha do próximo draft. Além disso, o coordenador de vídeo JT Wilkins foi suspenso por um ano. O técnico Alex Cora também recebeu um gancho de uma temporada, mas essa pena é referente à participação dele no escândalo dos Astros em 2017. O treinador foi absolvido pelo papel dele no caso dos Red Sox. E só.

LEIA MAIS: Como o escândalo de roubo de sinais estourou no Boston Red Sox

Sabia-se que o caso do Boston era mais leve que o dos Astros, então é natural que a punição seja menor. Mas parece pouco na comparação direta, pois o Houston teve seu diretor esportivo e seu treinador suspensos por um ano (e o auxiliar técnico, Cora, que entrou no pacote agora), recebeu multa de US$ 5 milhões e perdeu as escolhas das duas primeiras rodadas nos dois próximos drafts. E isso porque houve quem achasse muita generosidade aos texanos.

Mas a chave aí é o que a investigação apontou. O que torna a punição proporcional.

O inquérito da MLB indicou que o uso de tecnologia para roubo de sinais foi iniciativa de Wilkins, ex-catcher que passou a assistente de observação e foi colocado na coordenação de replays para eventuais desafios à arbitragem. Com experiência de ex-jogador, ele tinha bom olho para observar o jogo e captar sinais dos catchers adversários. Por isso, também ajudava a preparar os vídeos utilizados pela comissão técnica para orientar o time. 

Wilkins teria incluído informações de sinais roubados nesse material, o que poderia ser utilizado por um corredor na segunda base, que está em posição de ver a mão do catcher adversário durante um duelo e passar o sinal de volta ao rebatedor. Segundo a liga, essa infração teria ocorrido poucas vezes, e só com alguns jogadores. A franquia teria comunicado a seu funcionário que isso era proibido e não deveria continuar.

Considerando essa informação, a punição leve aos Red Sox até soa proporcional. A irregularidade seria esporádica e de pouco impacto técnico ao longo da temporada. E o clube teria inibido a continuidade dessa prática. A questão é: muita gente acha estranho que teria sido apenas isso. Ainda mais considerando que, em 2017, o Boston já havia recibo um puxão de orelha oficial por usar meios eletrônicos para roubar sinais.

Sem detalhes de como foram conduzidas as investigações da liga é difícil julgar o relatório final. De fato, soa provável que um clube que já tivesse um esquema funcional de roubo de sinais (tinham feito pouco tempo antes, e tinham um profissional especializado nisso com ferramentas na mão) aproveitasse para usar melhor isso. A desconfiança generalizada na liga é que quase todos os times faziam, então imagina-se que os Red Sox fossem além do que foi divulgado pela MLB nesta semana.  Mas, dentro do que é oficial, a punição leve é compreensível. E é nisso que a liga vai se escorar diante das críticas.

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Red Sox recebem punição leve da MLB por roubo de sinais. Faz sentido, e não faz

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Acordo da MLB com jogadores é boa notícia para o torcedor

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

A pandemia de Covid-19 obrigou clubes e atletas a buscarem acordos para lidar com as perdas econômicas decorrentes da paralisação ou adiamento das atividades. Claro, isso também aconteceu na Major League Baseball. E o acordo veio rápido: os jogadores concordaram em receber o valor proporcional ao período em que o campeonato será efetivamente disputado e os donos das equipes aceitaram que a temporada será contabilizada nos contratos, mesmo que ela acabe cancelada por completo.

Os dois lados ficaram satisfeitos. Os atletas garantiram o que é mais precioso a eles: capacidade de se tornar agente livre para negociar contratos trilhardários o mais rápido possível. Por exemplo, Mookie Betts está em seu último ano e seria surpreendente se seu próximo contrato não superar os US$ 300 milhões garantidos. Se uma temporada parcial ou totalmente cancelada não fosse computada, ele só poderia fazer isso ao final de 2021, quando estaria um ano mais velho e com mais chance de uma lesão reduzir seu valor de mercado.

Mookie Betts, em ação pelo Los Angeles Dodgers
Mookie Betts, em ação pelo Los Angeles Dodgers Getty Images

Para os donos, correr o risco de ter um jogador em campo por um ano a menos não agrada muito. No entanto, a contrapartida é boa. Pagando o salário proporcional pela duração da temporada, eles garantem que só gastarão pelo que faturarem. Além disso, o acordo dá muito mais segurança jurídica aos clubes. Se eles decidissem pagar só parte dos salários, sem uma negociação prevendo isso, correriam o risco de entrarem em longas e custosas batalhas legais.

Obs.: para quem se perguntou, salários de funcionários de salários mais baixos e de jogadores de ligas menores foi garantido por completo para a temporada.

Mas quem tem mais a comemorar com o acordo são os torcedores. A questão não é o que cada lado pediu ou concedeu, mas o simples fato de o consenso ser atingido rapidamente e aparentemente sem tensões. Parece pouco, mas é um sinal alvissareiro considerando o clima ruim que dominava as conversas entre a liga e o sindicato de jogadores nos últimos anos.

O atual acordo trabalhista da MLB vence em dezembro de 2021. Mas já se sabe que os atletas estão descontentes com vários pontos e pedirão mudanças sensíveis para a nova versão do documento. Além disso, vários elementos novos serão incluídos no debate, como mudanças nas regras do jogo ou no regulamento do campeonato.

Por isso, as conversas para a renovação foram bastante antecipadas, com encontros ocorrendo desde 2018. Houve avanços em algumas áreas, mas ainda há motivos de impasse e, em determinado momento, a possibilidade de greve ou de locaute em 2022 era considerada razoável. O ambiente melhorou no segundo semestre de 2019, mas a discussão ainda é delicada.

Nesse cenário, os dois lados terem achado um termo comum para um momento de crise em que muito dinheiro será perdido é notável. E talvez mude o humor de dirigentes e jogadores na continuidade das conversas pelo próximo acordo trabalhista.

Fonte: Ubiratan Leal

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NBA olha para a China novamente, agora atrás de uma solução ao calendário

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Jimmer Fredette, durante o All-Star Game da liga chinesa
Jimmer Fredette, durante o All-Star Game da liga chinesa Getty

O crescimento incessante da economia chinesa atraiu a NBA há muito tempo. A liga norte-americana de basquete realiza diversas ações na China para abocanhar alguns milhões de dólares da maior população do mundo. Mas, em momentos de crise pela pandemia de Covid-19, o que mais leva os olhares dos dirigentes americanos ao Extremo Oriente não é o dinheiro, e sim as opções para a retomada das atividades pós-quarentena e como terminar um campeonato em andamento.

Como país de origem do novo coronavírus, a China também foi o primeiro a sentir seus efeitos, o primeiro a decretar o fechamento do país e o primeiro a ver o recuo nos números de novos infectados e de mortos. Por isso, provavelmente será o primeiro entre as maiores economias do mundo a voltar à vida cotidiana, mesmo que o processo seja gradual. O que inclui a realização de eventos esportivos.

A NBA entrou em contato com a CBA (Chinese Basketball Association, a liga chinesa de basquete) para saber quais seus planos para a retomada da temporada. O basquete chinês está parado desde 24 de janeiro e ainda não anunciou quando e como será reiniciado. Mas a sinalização dada aos americanos é de um plano de colocar a liga toda em uma bolha. A informação foi publicada pelo repórter Brian Windhorst da ESPN americana.

A ideia seria colocar todos os 20 times da CBA em uma ou duas cidades, as candidatas principais seriam Dongguan e Qingdao, pouco afetadas pela Covid-19. Todas as delegações ficariam isoladas em um hotel. Lá eles não teriam contato com ninguém de fora e seriam submetidos a constante acompanhamento médio. Só sairiam da concentração para ir ao ginásio, onde disputariam as partidas contra adversários que estão no mesmo regime de isolamento. Todas as instalações estariam desinfectadas e os profissionais envolvidos na operação também estariam na bolha. E, claro, os eventos seriam com portões fechados a torcedores.

No cenário ideal, essa medida seria implementada para o resto da temporada regular. Nos playoffs, já seria possível os times voltarem a suas cidades e jogar com torcedores nas arquibancadas.

Esse tipo de regime vem sendo adotado no Japão e na Coreia do Sul. No Japão, a J-League (futebol) e a NPB (beisebol) estão suspensas, mas as equipes estão de quarentena em hotéis e saem para treinar ou disputar jogos-treino. O brasileiro Thyago Vieira, arremessador do Yomiuri Giants, me confirmou que os clubes da NPB até liberaram os jogadores a ficarem com a família na concentração, desde que as esposas e os filhos também se submetessem ao isolamento do resto do mundo.

A NBA já considera uma solução dessas. Entre outras opções, como reduzir o que resta da temporada ou reduzir as férias, a liga estuda a viabilidade de concentrar todas as equipes em uma cidade ou duas cidades -- que nem precisariam ter uma franquia -- e realizar jogos sem torcida. A bolha seria feita preferencialmente no Meio-Oeste, região com menos casos de covid-19 até agora, e poderia usar a infraestrutura de alguma universidade ou menos algum hotel de Las Vegas que tenha ginásio (assim, todos os times poderiam ficar no mesmo prédio).

A diferença da NBA para a CBA é que, na China, o governo pode impor uma ideia e todos teriam de aceitá-la. Nos Estados Unidos, seria preciso negociar com jogadores, e certamente haveria resistência a uma solução que afastasse os atletas de suas famílias por várias semanas. A Premier League também estuda solução semelhante à chinesa para concluir sua temporada e também teria o mesmo obstáculo.

Ainda não dá para dizer que a NBA realmente fará isso. Mas vale ficar de olho ao que acontece na China, pois medidas que funcionem lá podem ser replicadas nos demais países quando a pandemia der uma trégua. Isso vale principalmente para a retomada da vida normal e da economia. Mas também para o reinício das competições esportivas.

Fonte: Ubiratan Leal

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Começar a temporada em dezembro (para sempre) seria bom para a NBA?

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Rodada de Natal da NBA
Rodada de Natal da NBA Divulgação


A NBA está diante de duas opções para a atual temporada: ou ela não terminará na data prevista, 21 de junho para caso de final em sete jogos, ou terá de reduzir o que falta do campeonato para caber no calendário. É com isso que a liga trabalha no momento, mas talvez a paralisação geral pela pandemia de coronavírus seja grande demais e nenhum desses dois caminhos sejam possíveis. Pensando nisso, o diretor executivo do Atlanta Hawks, Steve Koonin, veio com uma sugestão radical: mudar o período do ano em a temporada da NBA é disputada. Para sempre.

A sugestão parece estranha, mas faz sentido em vários aspectos. Em curto prazo, daria à liga muito mais margem para encerrar o campeonato. Se a próxima edição mantiver seu início para o final de outubro, a atual temporada teria de ser concluída até julho, no máximo chegando a agosto. Isso ainda daria aos jogadores um mês de férias e mais algumas semanas de preparação antes de recomeçar as disputas. Para concluir as disputas em julho ou agosto, os jogos precisariam ser retomados até o final de maio, no máximo no começo de junho. É possível que isso não seja viável.

Por isso, se a próxima temporada começar apenas no final de dezembro, a atual ganharia mais dois meses para ser encerrada, podendo avançar até setembro ou começo de outubro. Pensando no campeonato atual, seria ótimo ganhar essa margem de manobra. O problema é que estouraria na próxima temporada, que teria de se espremer entre o fim de dezembro e o meio de junho. A NBA teria de reduzir a quantidade de jogos na temporada regular ou congestionar o calendário com menos intervalo entre as partidas.

E aí vem a segunda parte do plano de Koonin: fazer da mudança de data algo permanente. A partir de 2020-21, a NBA jogaria entre o final de dezembro e agosto.

A lógica é principalmente econômica. No modelo atual, de outubro a junho, a primeira metade da temporada é ofuscada pela NFL, a reta final da luta pelos playoffs tem de disputar espaço com o March Madness e o mata-mata ocorre simultaneamente ao da NHL (ainda que o basquete seja bem mais popular na maioria das cidades em que as duas ligas estão presentes). Isso não impede a NBA de ser a liga que mais cresce entre as quatro maiores da América do Norte, mas mostra como o potencial poderia ser mais bem aproveitado.

No modelo previsto por Koonin, a liga tem início no meio de dezembro. Teria de concorrer com os bowls do futebol americano universitário e as últimas duas rodadas da temporada regular da NFL, mas é uma época do ano em que a NBA já fincou sua bandeira, sobretudo com a rodada de Natal. Depois disso, a temporada tomaria fôlego em janeiro e fevereiro, quando os playoffs da NFL atraem muito a atenção da mídia, mas várias equipes (leia-se: cidades) já foram eliminadas e seus torcedores não acharão ruim desviar seus olhares para o basquete. Além disso, a reta final da temporada regular e os playoffs disputariam espaço apenas com a temporada regular da MLB e da MLS.

Analisando apenas pelo calendário, parece o plano perfeito. Mas não é. Talvez os jogadores não aceitem perder as férias de verão, transformando isso em um tema de discussão trabalhista, e a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos. Também é preciso ver se haveria problema com a agenda de muitos ginásios, que aproveitam que NHL e NBA terminam em junho para receber a temporada de verão de shows e eventos em geral. E, como toda mudança cultural, essa talvez sofresse rejeição dos mais tradicionalistas.

De qualquer modo, é uma proposta das mais ousadas. E a NBA está abertamente estudando caminhos para melhorar ainda mais sua média de público e sua audiência na TV. Não apenas pela paralisação causada pelo coronavírus, mas porque quer aproveitar ainda mais seu potencial.

Fonte: Ubiratan Leal

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Enquanto a NBA não volta... os cinco melhores jogos de LeBron na temporada

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto
LeBron e Giannis em Lakers x Bucks
LeBron e Giannis em Lakers x Bucks Getty

O mundo do esporte aguarda, dia após dia, pela volta dos esportes. Mas enquanto estamos em casa, fazendo nossa parte no combate ao novo coronavírus... nos resta apenas a saudade da temporada da NBA.

E pra acabar - um pouco - com a falta que sentimos do melhor basquete do mundo, por que não relembrar o que o 'Papai' fez de melhor até agora? Então, aqui vai: os cinco melhores jogos de LeBron James na temporada em que ele colocou o Los Angeles Lakers de volta na briga pelo topo da NBA!

5 - Los Angeles Clippers 103 x 112 Los Angeles Lakers


         
     

Os números de LeBron: 28 pontos, 9 assistências e 8 rebotes

Dias antes da pausa da temporada, LeBron e os Lakers deram a maior demonstração de força que poderiam: vitórias seguidas contra Bucks e Clippers.

Contra o rival de Los Angeles, que chegou com seis vitórias consecutivas para a partida, LeBron contou com 30 pontos de Anthony Davis e 24 de Avery Bradley para garantir a vitória. A jogada mais importante aconteceu com 40 segundos para o fim, quando o camisa 23 fez a cesta, levou a falta e abriu 12 pontos de vantagem para os Lakers no placar - e ainda ouviu gritos de 'MVP!' ao pisar na linha do lance livre.

Era o ponto de exclamação no melhor final de semana de LeBron com os Lakers - depois de duelos contra o MVP, Giannis Antetokounmpo, e o MVP das Finais, Kawhi Leonard.

4 - Denver Nuggets 116 x 120 Los Angeles Lakers


         
     

Os números de LeBron: 32 pontos, 14 assistências e 12 rebotes

Para recuperar o respeito na conferência, você precisa passar pelos principais rivais. E foi isso que LeBron e os Lakers fizeram em Denver pouco antes do All-Star.

Os Nuggets somavam seis vitórias em sete jogos, mas LeBron deu uma prévia do que veremos (assim esperamos) nos playoffs: 32, 14, 12 e a vitória na prorrogação.

3 - Dallas Mavericks 110 x 119 Los Angeles Lakers


         
     

Os números de LeBron: 39 pontos, 16 assistências e 12 rebotes

Os Lakers começaram a temporada mostrando do que eram capazes. E LeBron deu show no duelo contra Luka Doncic - os dois terminaram o jogo, decidido na prorrogação, com triplos-duplos.

Los Angeles venceu o tempo extra por 16 a 7, e LeBron, sozinho, fez nove pontos - a incrível bola de três com 1:31 para o fim deu uma vantagem de sete pontos para os Lakers e basicamente garantiu a vitória em Dallas.

2 - Los Angeles Lakers 118 x 109 New Orleans Pelicans


         
     

Os números de LeBron: 40 pontos, 6 assistências e 8 rebotes

Bem-vindo à NBA, Zion Williamson. 

Foi no primeiro duelo contra o calouro que LeBron fez sua melhor marca na temporada: 40 pontos. Aos 35 anos, ele mostrou que ainda é a grande referência da NBA - dias depois, depois de outro jogo contra os Pelicans, LeBron deixou claro que quer passar tudo que sabe para a nova geração da liga; Zion entre eles.

Mas jogando em Los Angeles, o camisa 23 também deixou claro que não passou o bastão.

1 - Los Angeles Lakers 113 x 103 Milwaukee Bucks


         
     

Os números de LeBron: 37 pontos, 8 assistências e 8 rebotes

Falando em passar o bastão, a vez de Giannis Antetokounmpo está chegando... mas ainda não chegou.

Os Bucks têm a melhor campanha da NBA, o grego é o atual MVP, mas foi LeBron quem comandou o espetáculo em Los Angeles.

Entre gritos de 'MVP' da torcida e jogadas em que precisou marcar Giannis, LeBron liderou a vitória que encerrou a seca de playoffs dos Lakers depois de sete anos. E ele ainda reacendeu a discussão sobre a briga pelo prêmio de jogador mais valioso da temporada.

Nada mal para um ala de 35 anos que está em sua 17ª temporada, não acham?




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Quais ligas americanas potencialmente sofrerão mais os impactos do coronavírus

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Champions League com portões fechados, Six Nations com jogos adiados, Campeonato Italiano suspenso no mínimo até abril, Masters de Indian Wells cancelado. O mundo do esporte tem cortado na carne para lidar com a epidemia de coronavírus. Nas grandes ligas norte-americanas, a NBA foi a primeira: anunciou a suspensão da temporada até segunda ordem. Além disso, as autoridades de Seattle e San José proibiram eventos que reúnam milhares de pessoas nas suas cidades.

É questão de tempo para que medidas como essas sejam anunciadas em outras ligas nos EUA. E, no momento entre eu escrever esse texto e você lê-lo, é bem possível que haja já novidades. De alguma forma, todas serão atingidas. Mas em quais os impactos seriam maiores?

A resposta precisa não existe, pois ainda não se sabe qual será o ciclo da epidemia, principalmente a quantidade de pessoas infectadas e o tempo até ela ser controlada. Ainda assim, dá para estimar quais têm mais potencial para lidar com isso sem tantos problemas e quais sofreriam mais.

Veja abaixo, na ordem da que potencialmente sentiria menos para a que sentiria mais.

NFL e futebol americano universitário

A temporada do futebol americano, seja o profissional, seja o estudantil, tem seu início apenas em agosto e setembro. Se as medidas de controle dos Estados Unidos forem eficientes agora em março, é possível que o pico da epidemia já tenha passado no segundo semestre e já seja seguro realizar jogos com portões fechados ou com limitação na venda de ingressos.

O Kansas City Chiefs, atual campeão da NFL, talvez consiga abrir a temporada na data prevista
O Kansas City Chiefs, atual campeão da NFL, talvez consiga abrir a temporada na data prevista Getty

Na NCAA, haveria um grande impacto na temporada da primavera, quando as equipes fazem a triagem de jogadores e treinam (em alguns casos, com grandes públicos -- e faturamento com bilheteria -- nos estádios) para a temporada regular. Seria uma perda de receita considerável e os times talvez tivessem uma preparação prejudicada, mas os jogos oficiais em si talvez fossem realizados sem tantos problemas.

Na NFL, a pré-temporada é bem mais curta e mesmo ela poderia escapar do período mais sério da pandemia. O problema maior seria no draft, programado para 23 a 25 de abril em Las Vegas. É bem possível que o evento seja realizado sem público ou mesmo ser realizado remotamente, com cada time trabalhando dentro de seus escritórios e os jogadores aguardando seus nomes vendo a TV de casa. 

Ainda assim, a elite do futebol americano profissional e universitário ficaria longe do olho do furacão.

MLB

A Major League Baseball está prestes a começar. A pré-temporada está rolando e o início da temporada regular está marcado para 26 de março. É óbvio que o início da temporada será impactado, pois ocorrerá (ou deveria ocorrer, o tempo verbal pode mudar rapidamente) bem no momento em que os norte-americanos estão tomando as medidas mais drásticas para evitar o aumento da epidemia. E isso não é pouca coisa, pois o Opening Day é um dos dias mais importantes no calendário da MLB, com todos os estádios cheios e calendário feito para o beisebol dominar o dia na TV americana.

Fenway Park, casa do Boston Red Sox, em um Opening Day
Fenway Park, casa do Boston Red Sox, em um Opening Day Getty

Isso posto, a MLB teria muita capacidade de absorver o “fechamento” dos EUA (as pessoas ficarem prioritariamente em casa, só atividades fundamentais funcionarem normalmente) se ele durar dois ou até três meses. A temporada regular tem 162 jogos e há poucos dias livres para remarcar eventos adiados, mas não é preciso refazer a tabela inteira. Como os times podem jogar vários dias seguidos sem problema, é bem possível realizar uma temporada regular de 90 a 100 jogos em quatro meses ou de 80 jogos em três meses. Seria um campeonato legítimo pela grande amostragem de jogos e que chegaria aos playoffs em outubro, quando talvez não haja tantas restrições a grande aglomerações.

E o Opening Day? Bem, a MLB deve adiar o início da temporada. Mas ela começaria seus jogos quando fosse seguro realizá-los com portões fechados ou apenas quando houver condições para venda de ingressos? Para preservar o imaginário da abertura da temporada do beisebol, a liga teria bons motivos para esperar o momento em que poderá vender ingressos. Dependendo do caso, até poderia ser um marco sentimental ao público americano do “momento em que as pessoas voltarão a sair de casa”.

MLS

O cenário é semelhante ao da MLB. A temporada teve duas rodadas realizadas e talvez tenha de suspender a temporada por um tempo. Ainda assim, ela tem como absorver sem tantos traumas. Por exemplo, na temporada regular os times se enfrentam em ida e volta dentro de suas conferências e em ida com dez times da outra conferência. Dependendo de quanto tempo durar o “fechamento” dos EUA, bastaria adaptar a tabela e excluir os jogos interconferências, o que reduziria o calendário das equipes em dez jogos e manteria a legitimidade esportiva da classificação para os playoffs. 

A MLS só não tem um cenário tão confortável quanto a MLB porque teria boa margem para absorver só dois meses de interrupção. Mais que isso, precisaria ganhar outras datas, eventualmente cancelando a US Open Cup (Copa dos EUA), reduzindo o intervalo entre jogos no segundo semestre ou mesmo cortando uma fase dos playoffs.

NHL

Minutos depois de a NBA anunciar a interrupção da temporada, a NHL emitiu um comunicado dizendo que estava ciente do ocorrido no basquete, que consultaria especialistas e avaliaria as opções, eventualmente apresentando alguma novidade nesta quinta. Quando você ler esse texto, talvez a temporada já tenha sido suspensa também.


A situação na NHL tem uma ligeira vantagem sobre a NBA por ter uma presença canadense muito mais forte. Não apenas na quantidade de times na parte norte da fronteira, mas também do número de fãs. O canadense gasta mais que o dobro com a NHL que o americano. E a situação no Canadá é, por enquanto, mais controlada do que nos EUA (117 casos confirmados de covid-19, contra 1.312).

Ainda assim, a NHL teria um problema sério a resolver: uma interrupção neste momento afetará duramente a reta final da temporada regular e os playoffs (previstos para começar em 8 de abril). Se a temporada for suspensa, possivelmente os playoffs serão empurrados para frente, com possibilidade de realizar alguns jogos -- sobretudo nas primeiras fases -- com portões fechados e até reduzir as séries para acelerar a decisão, saindo do melhor de sete jogos para melhor de cinco ou mesmo melhor de três. Ainda assim, a decisão poderia ficar para o meio do verão e talvez atrasasse o início da próxima temporada para respeitar um período mínimo de férias dos jogadores.

Tecnicamente não há problemas em jogar no gelo no meio do verão, mas certamente a liga gostaria de evitar esse cenário.

NBA

Cenário muito parecido com o da NHL. As temporadas são quase simultâneas, com o basquete ficando uma semana e meia atrasado: os playoffs estão programados para começar em 18 de abril e terminar em 21 de junho. Isso pode fazer diferença na hora de acomodar a reta final da temporada no calendário após a retomada dos jogos, pois poderia invadiria o draft, programado para 25 de junho, e os Jogos Olímpicos, que devem ser adiados, mas ainda têm 24 de julho como data oficial de abertura.

Se isso acontecer, a NBA dará uma banana ao COI e a Olimpíada que se vire sem os jogadores da liga norte-americana. Mas também será um cenário desconfortável para o basquete e que poderia afetar o início da próxima temporada, como no caso da NHL.

XFL

A XFL teve uma temporada mal sucedida em 2001 e esperou 19 anos para retornar. Tudo para planejar direito e ter o cenário de mídia, torcida e investidores adequado para prosperar. O início da nova tentativa é oscilante, com média de público e de audiência de TV aceitáveis, mas sem convencer completamente. Até porque a sensação é de que as arquibancadas estão mais vazias do que indicam os borderôs de alguns jogos.

Tudo o que a XFL não precisa é de uma interrupção de sua temporada -- ou partidas de portões fechados -- justo quando chegaria na sua reta final e a atenção do público poderia aumentar. Em um cenário pessimista, isso poderia ser fatal para o futuro da liga, mas o mais realista é imaginar que pode tirar o embalo e prejudicar a temporada quando for reiniciada. Ou talvez nem seja encerrada e a edição de 2021 se transforme no retorno definitivo da XFL.

Basquete universitário

É o caso mais dramático. A temporada está nos playoffs de conferência, que ajudam a definir os times que disputarão o torneio que define o campeão nacional. A NCAA resiste em interromper seu calendário e anunciou que essa etapa será realizada com portões fechados, no máximo alguns familiares de jogadores terão permissão para acompanhar as partidas nos ginásios.

Wisconsin enfrenta North Carolina no March Madness
Wisconsin enfrenta North Carolina no March Madness Getty

Já há muita contestação sobre essa decisão, mas se tornará insustentável no March Madness. O supermata-mata do basquete universitário é um dos principais eventos do calendário esportivo americano, gerando bilhões de dólares. Realizar o torneio com portões fechados seria uma perda imensa de faturamento e de imagem, pelos jogos frios diante de assentos vazios. Adiá-lo seria complicado pois poderia cair para o período de final de ano letivo para os jogadores-estudantes e ainda prejudicar a preparação de muitos para o draft da NBA.

Há quem considere a possibilidade de a temporada terminar sem que se defina o campeão nacional.

Fonte: Ubiratan Leal

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