Periodização para fisiculturistas

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Rê Spallicci competição WBFF
Rê Spallicci competição WBFF []

Você sabe o que periodização? No fisiculturismo é o planejamento feito pelo atleta e seu treinador para que atinjamos as habilidades físicas máximas (força, velocidade, potência, etc.) para uma determinada competição ou período de competições.

Nós, seres humanos, temos uma capacidade incrível de adaptação. Adaptamo-nos  a temperaturas distintas, a situações variadas, a realidades boas e más.

Enfim, nosso corpo e nossa mente foram feitos para se acostumarem a diversas realidades. E assim acontece também com nosso treino. Começamos algum tipo de treinamento e, após um tempo, nosso organismo se adaptará e, ao se acomodar àquele estímulo, os resultados começam a ficar menos efetivos.

Muitos praticantes de musculação utilizam o mesmo programa de treino por vários meses. Durante um ou dois meses, os resultados até que são satisfatórios. Porém, se  continuarem repetindo a mesma estratégia  por um longo período, inevitavelmente os resultados não vão mais aparecer. Imagina então quando falamos de um atleta de fisiculturismo!

Por esse motivo, um programa de treinamento deve sempre prever mudanças periódicas, a fim de manter nosso corpo sempre em “estado de alerta”.

Mas, a dúvida que sempre fica é: quando e por que devemos alterar nosso treino? Devemos mudar por mudar, ou há alguma lógica na mudança? 

Em primeiro lugar, temos de entender que a periodização é uma variação no treinamento de forma programada, planejada com finalidade e duração específicas. Logo, não há uma regra que possamos seguir para determinar quando devem ser realizadas as mudanças. Até porque cada organismo reage de uma maneira, e periodização deve sempre levar em consideração a realidade de cada indivíduo.

Os ciclos de treinamento

O primeiro ponto que devemos observar é que a mudança de treino não deve ser feita sem critério, pois é preciso levar em conta  algumas variáveis como volume, tempo de intervalo, exercícios, pausa ativa, velocidade na execução e tempo de treino.

Para haver uma periodização adequada, devemos ter sempre em mente uma data inicial e uma final. Por exemplo, no meu caso, quando estou treinando visando a uma competição, todo meu treino tem esta data como limite, para que eu obtenha a melhor performance naquele dia. Mas, mesmo que você não vá participar de alguma competição, é importante que defina alguma data como meta, que pode ser um casamento, uma festa, ou simplesmente um período no qual pretende atingir determinado resultado, que deve ser algo em longo prazo.

Com a definição da data final, teremos o chamado macrociclo e, dentro desta etapa maior, temos que considerar algumas “fatias” menores de tempo: o mesociclo e o microciclo.

Os objetivos em curto prazo são conquistados de microciclo a microciclo, como o aperfeiçoamento em alguma técnica mais simples, correção de posicionamento, entre outros. Nessa fase, o ajuste do volume e da intensidade é fundamental para se alcançarem os objetivos esperados. Por fim, a união entre os resultados dos micro e mesociclos levam ao resultado conquistado no macrociclo.

Os tipos de periodização

E para atingirmos os resultados esperados, os treinos devem ser periodizados e, para isso, temos três grandes tipos de periodização, a Linear, a Reversa e a Ondulatória.

Linear: é o modelo mais tradicional. O volume começa alto e diminui com o aumento da intensidade, em ciclos de 4 a 8 semanas. É a mais usada em academias,  ideal para alunos iniciantes e intermediários. Começa-se com um maior número de repetições e, conforme elas vão diminuindo, aumenta-se a sobrecarga (peso).

Ondulatória: intensidade e volume variam diariamente ou semanalmente. É um trabalho misto para desenvolvimento simultâneo de várias capacidades (hipertrofia, resistência, força). Com isso, modificam-se os estímulos com maior frequência, dificultando a homeostase do organismo (o tal momento que a pessoa deixa de evoluir). É recomendada para alunos intermediários/avançados. Requer mais ajustes, cuidado, conhecimento e acompanhamento. Em função disso, é uma estratégia que se restringe principalmente aos treinamentos orientados por um personal trainer.

E, por fim, existe também a Linear Reversa, menos usual, em que ocorre mudança no volume e intensidade em ordem reversa em comparação à linear comum. 

Segundo o meu amigo, o querido Marcelo Santana, atleta e personal trainer formado há dez anos em Educação Física e pós-graduado em Musculação e Condicionamento Físico na FMU-SP, a periodização deve ser realizada sempre por um profissional.

 “Claro que atletas e alunos mais experientes, entendendo dos princípios da periodização, podem colaborar com o profissional na montagem do treino, mas o olhar de fora é essencial para que o treinamento obtenha os resultados esperados”, comenta.

Marcelo explica que a periodização deve sempre levar em conta um treino equilibrado que permita ao atleta trabalhar força, potência, resistência e velocidade. “Tudo deve ser bem elaborado, de acordo com cada pessoa e cada projeto”, conclui.

 

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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Está com o tempo curto? Vá treinar na esteira!

Ativo
Ativo

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A rotina atribulada é uma desculpa para você abdicar dos treinos e te impede de ter maior constância na corrida? Não tem problema. Começar a correr e realizar a sua primeira prova não é tarefa de outro mundo.

Mesmo que não tenha tempo para sair para correr no asfalto, é possível ganhar gás com treinos curtos na esteira — e cruzar bem a linha de chegada de uma corrida de 5 km.

Encontrar o seu ritmo ideal é mais fácil no aparelho, pois há maior controle sobre a velocidade do treino.

Ao contrário dos treinos no asfalto, em que você deve ficar atento ao ritmo — e a variação tende a ser maior –, treinar na esteira basta programar o ritmo desejado e aumentar ou diminuir quando desejar.

Outra facilidade de treinar na esteira é relativa ao impacto nos membros inferiores, que é muito menor no aparelho do que no asfalto, facilitando as passadas para quem está com sobrepeso.

“A esteira não proporciona variação de terreno (o que diminui o impacto da passada), mas tem um fator psicológico exigente”, fala Juliana Véras, especializada em treinamentos de corrida.

Ou seja, como não há variação de cenário como na rua, treinar na esteira pode ficar um pouco monótono.

Nesse caso, vale adicionar variáveis ao seu treino, como uma boa música ou até um programa interessante na TV, caso haja essa possibilidade — apenas tome cuidado para não se distrair e não render! O foco principal é sempre no treino!

1) O foco da planilha (abaixo) é te fazer aumentar a sua velocidade na esteira aos poucos, proporcionando, assim, uma ambientação à corrida no aparelho e às peculiaridades da postura e movimentação em cima dele. O mais importante no começo é estar seguro e confortável na utilização do equipamento. Encare essa preparação inicial como fundamental para estabilidade, variação e percepção de ritmo.

2) Antes de começar a correr, prepare seu corpo para o esforço com um aquecimento prévio. Para isso, basta uma caminhada de alguns minutos antes do treinamento. “Ela é fundamental antes de qualquer atividade física, pois permite ao corpo uma preparação gradativa”, diz a treinadora. Por isso, siga corretamente o treino proposto na planilha, pois além de a caminhada servir de aquecimento, faz parte da mudança de ritmo que virá em seguida.

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3) Além de pensar no treinamento, aproveite alguns dos benefícios da esteira! “Ela é uma ótima opção para refinar o movimento da corrida, além de servir como transição para a corrida em terreno firme”, afirma Michael Jesus, especializado na formação de atletas. Segundo ele, o equipamento também pode proporcionar uma economia de energia. “Há formas menores que freiam a passada, por isso exige pouco menos do seu corpo em comparação à corrida de rua”, completa o professor.

4) Não se torture! Distrair-se ao treinar na esteira e não ficar olhando a todo o momento para o cronômetro são algumas das dicas para evitar o tédio. Aproveite a oportunidade para pensar no movimento da corrida e corrigir a sua postura. A planilha abaixo te ajuda a fugir da monotonia ao oferecer treinos com variação de ritmo e distância.

5) Não mude seu comportamento no dia da prova. Treinar na esteira serve de modelo para repetir em terreno firme. Ao alcançar um ritmo ideal no equipamento, é permitido (e até recomendado) treinar uma vez no solo para também encontrar sua estabilidade. Por conta dos obstáculos da corrida na rua, a tendência é que sua velocidade seja um pouco menor que a atingida na esteira — para isso, é permitido colocar 0,5° ou 1° de inclinação nos treinos no aparelho.

6) Para você que está começando essa nova fase de treinamento, algumas dicas poderão ajudar. “Não ficar segurando no apoio da esteira e prestar atenção na respiração mesmo nos momentos em que você conseguir se distrair são fundamentais”, recomenda Michael. Para os mais adiantados, o professor recomenda seguir a planilha da mesma forma e não exagerar na velocidade para evitar lesões.

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*Fontes: Juliana Véras, responsável pela Jú Verás Assessoria Esportiva. Michael Jesus, especializado em preparação de atletas e dono da Michael Trainer Profissional.

Fonte: Ativo.com

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Campeonatos Brasileiro e Mundial anunciam premiação igual para homens e mulheres da faixa preta

Mayara Munhos
Mayara Munhos
Mulheres no pódio do Mundial de 2018
Mulheres no pódio do Mundial de 2018 Lisa Albon

Sim, gente! Está acontecendo!

Nessa semana, a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) anunciou que vai pagar premiação nas categorias de peso e absoluto faixa preta adulto, igualmente entre masculino e feminino, no Campeonato Brasileiro. Mais tarde, a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) anunciou o mesmo, para o Campeonato Mundial.

Sim, ambas as federações são duramente criticadas por serem responsáveis pelos maiores campeonatos do mundo e por nunca pagarem premiação, apesar da alta taxa de inscrição. Vou tentar me dividir em tópicos para clarear minhas ideias. 

As taxas de incrição

Campeonato Brasileiro tem a duração de nove dias, sendo que os dias 27 e 28 de abril são para as categorias de 04 a 17 anos e 29 e 30 de Abril, 1, 2, 3, 4 e 5 de maio, as categorias de 18 para cima. Os valores de inscrição de pré-mirim, mirim, infantil e infanto-juvenil custam de R$80  a R$105 (variando a data de inscrição). A categoria juvenil e adulto varia de R$155 a R$180. 

Campeonato Mundial dura 5 dias e, neste ano, vai de 29 de  maio a 2 de junho. Os preços variam de U$S115 a U$S149 (na cotação de hoje, varia cerca de R$439 a R$569). Além disso, é cobrado também uma entrada do público: nos três primeiros dias (de quarta à sexta) 15 dólares e no final de semana, 20 dólares. 

Sim, é caro. Mas até o ano passado, o único "pagamento" vindo das federações era uma camiseta do evento - algo que sim, gostamos, mas que convenhamos: não paga nossas contas.

Eu não faço a mínima ideia do valor para organizar um campeonato, desde pagamento das placas de tatame até os funcionários que trabalham incansávelmente todos os dias para fazer a competição acontecer, mas na minha cabeça, o lucro era muito grande para dar aos atletas apenas uma camiseta e uma medalha (acho que isso pode ser uma próxima pauta).

Luiza Monteiro, faixa preta bicampeã mundial da equipe Atos Jiu-Jitsu, comemorou a iniciativa, mas ressalta que o parabéns deve ser para os atletas: "Passei uma vida inteira pagando inscrição para ganhar medalha e ainda sair toda feliz dos campeonatos, mas sem um real no bolso". Ela também ressaltou o investimento que precisa ser feito por brasileiros, que moram no Brasil, para lutar nos Estados Unidos, que é base de campeonatos como Pan-Americano e Mundial. 


Os pagamentos da IBJJF

Sim, a IBJJF tem uma forma de bonificação. Desde 2015, a federação paga aos líderes do ranking um bônus. O pagamento acontece sempre no mundial do ano seguinte. No ano passado, Tayane Porfírio e Erberth Santos, líderes do faixa preta adulto, receberam 15 mil dólares. Os segundos colocados (Claudia Doval e Leandro Lo), receberam 4 mil dólares e os terceiros colocados (Hulk e Bia Mesquita), mil dólares.

É uma ótima iniciativa, é claro. Mas são poucos que recebem. Você precisa participar do máximo possível de campeonatos e, se você depende desse dinheiro, vai demorar bastante tempo para receber, já que é só uma vez por ano. Por isso, é um bônus, e não um "salário". Porém, não desmereço. É um grande reconhecimento, porém não o necessário.

Luiza também falou algo muito importante sobre ser atleta: "Ser atleta é dar tiro no escuro, é ter que ter uma fé inabalável na vitória, porque existe muita coisa que botamos em risco o ano inteiro por um único dia, que pode dar certo ou errado".

Outras federações que pagam

Não vou me estender aqui, mas para não deixar passar, a UAEJJF, federação dos Emirados Árabes, também paga premiação. Aliás, eles valorizam muito o jiu-jitsu por lá. Mas ela ainda não é igual entre homens e mulheres. Em 2016, lembro dessa foto no Mundial da UAEJJF, que estão os campeões absolutos faixa por faixa e os faixas pretas adultos em destaque (Felipe Preguiça e Tayane Porfírio) com um cheque de 20 mil dólares de diferença. Algumas pessoas questionaram muito.

Felipe Preguiça e Tayane Porfírio com seus cheques em 2016
Felipe Preguiça e Tayane Porfírio com seus cheques em 2016 BJJ Style


Em 2017, também escrevi um texto falando das mulheres que dividiram a premiação em um Campeonato Mundial organizado pela Sport Jiu-Jitsu International Federation (SJJIF). Eles ofereceram a mesma premiação, tanto no masculino quanto no feminino, mas infelizmente as mulheres não alcançaram o mínimo de atletas exigido para receber a premiação e, por um acordo, dividiram entre si e à federação. 

Então aí entra uma decisão importante tanto da CBJJ quanto da IBJJF: deixar claro no anúncio a quantidade de atletas que precisam estar inscritos para que haja a premiação. Vai haver de qualquer jeito, mas "x" atletas precisam compor a chave para que a premiação seja justa.

Em setembro do ano passado, depois do BJJ Pro, campeonato organizado pela CBJJ, alguns atletas como Alexandre Vieira, Mahamed Aly e Rudson Matheus, se manifestaram contra a diferença de pagamento entre as categorias masculinas e femininas. Se quiser relembrar, veja esse texto aqui: "No jiu-jitsu, atletas publicam mensagens de apoio à igualdade de premiação entre gêneros". 

As regras para o pagamento

Isso é primordial. Geralmente, alguns campeonatos que não são organizados por federações, pagam os vencedores. Mas, nas regras, eles deixam claro que precisa de um número mínimo de atletas para que a premiação aconteça. E isso é justo. Em setembro de 2016, eu escrevi um texto para o BJJ Fórum chamado "Premiação feminina em campeonatos: A Atleta x O Organizador". É uma discussão que vai muito além, mas pelo lado do organizador, de certa forma é compreensível que se pague de acordo com a quantidade de atletas inscritos, mas as mulheres também precisam ser incentivadas a participar. Então aqui digamos que é uma via de mão dupla: quanto mais atletas se inscreverem, mais as organizações vão pagar.

Nisso, tanto a IBJJF quanto a CBJJ foram inteligentes: na divulgação do pagamento, elas deixaram claro quanto cada categoria recebe e quantos inscritos precisam ter para que isso aconteça. Então sim, as premiações são iguais. Mas elas só serão pagas se atingir o número mínimo.

NO CAMPEONATO BRASILEIRO

Das categorias peso Galo à Pesadíssimo, faixa preta adulto masculino e feminino:
De 2 a 8 atletas - R$5 mil (campeão) e R$1 mil (vice-campeão);
De 9 a 16 atletas - R$6 mil (campeão) e R$1200 (vice-campeão);
De 17 a 32 atletas - R$7 mil (campeão) e R$1400 (vice-campeão);
De 33 para cima - R$8 mil (campeão) e R$1600 (vice-campeão).

No absoluto:
De 2 a 8 atletas - R$7 mil (campeão) e R$2 mil (vice-campeão);
De 9 a 16 atletas - R$8 mil (campeão) e R$2200 (vice-campeão);
De 17 a 32 atletas - R$9 mil (campeão) e R$2400 (vice-campeão);
De 33 para cima - R$10 mil (campeão) e R$2600 (vice-campeão).

NO CAMPEONATO MUNDIAL

Duas diferenças para o Brasileiro. Enquanto no Brasil pagarão 1º e 2º lugar, na Califórnia pagará apenas para o campeão. E o absoluto, que no Brasileiro varia de acordo com a quantidade de atletas, é um valor só independente da quantidade.

Das categorias peso Galo à Pesadíssimo (para homens) e Super-pesado (para mulheres - aqui é a máxima feminina), faixa preta adulto masculino e feminino: 

De 2 a 8 atletas - $4 mil dólares;
De 9 a 16 atletas - R$5 mil dólares;
De 17 a 32 atletas - R$6 mil dólares;
De 33 para cima - R$7 mil dólares.

No absoluto: 10 mil dólares - independente da quantidade de atletas (segundo a tabela divulgada no Instagram da IBJJF).


Ainda há muito o que melhorar, mas comemore!

É lógico que sempre vai ter muito para melhorar. Só faixa preta adulto recebe, e aí vem o questionamento: "e o máster?". Das outras faixas: "e a minha faixa?". Calma! São conquistas gradativas. Vamos esquecer o lado ruim e lembrar que ter dois dos maiores campeonatos do mundo pagando premiações, é um grande começo, uma grande conquista para o jiu-jitsu e também para as mulheres, pela equidade. No mês passado, a Tayane publicou em seu Instagram um desabafo sobre a desigualdade.

E agora estamos vendo mobilizações para que tudo melhore. Muitos atletas comemoraram. O Alexandre Vieira, atleta da Brazilian Top Team, por exemplo, recebeu uma pergunta no Instagram se ele ia lutar o Brasileiro desse ano, e ele respondeu: "Já ia, agora que anunciaram premiação, estou mais certo que o tatame". Isso incentiva, inspira.

Luiza Monteiro me falou sobre a felicidade de estarem pagando premiação, parabenizou a IBJJF e, para ela 'antes tarde do que nunca', mas relembra que  nesse ano, vai fazer 9 anos de faixa preta e que batalhou uma vida toda para que esse tipo de melhoria acontecesse. "Se luto até hoje, é porque amo demais, nunca foi pelo dinheiro, mas precisamos profissionalizar o esporte. Já tinha passado da hora. Nós precisamos da IBJJF, mas ela também precisa de nós e foi graças a nós que ela cresceu", disse. 

A faixa preta também aproveitou para parabenizar todos os atletas, campeões mundiais, faixas pretas e todos que batalharam todos os dias buscando por um momento como esse, e finalizou, dizendo: "Ainda não é o ideal, mas fico feliz por fazer parte dessa geração que contribuiu demais para a mudança no jiu-jitsu, fico feliz em saber que as próximas gerações serão tratadas como deveríamos ter sido. Ainda vou aproveitar um pouco disso se Deus quiser e permitir, mas o melhor ainda está por vir".

Certamente, é um "pequeno grande passo", uma grande mudança na história e algo para se comemorar, mas que isto não sirva para nos calar e sim, nos fortalecer cada vez mais no meio do esporte.

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Muito mais do que um uniforme na jornada do futebol feminino pela igualdade

Bibiana Bolson
Bibiana Bolson
Realizada <3
Realizada <3 Reprodução


No dia que uma marca esportiva lançou pela primeira vez na história um uniforme todo pensado para as mulheres, incluindo conceito e design, apresentando também iniciativas para o desenvolvimento do futebol amador e profissional, eu voltei no tempo. Abri um portal de volta ao meu primeiro contato com esse esporte que eu tanto amo. 

Aliás, é louco. Uma das coisas que eu mais amo, eu não sei “fazer”. Estudei muito futebol. Estudo ainda. Sou apaixonada por esse esporte. Mas não sei jogar e tive pouquíssimas oportunidades para aprender, assim, jogando.

Vivi uma noite mágica. Ao pisar no gramado do Estádio do Pacaembu pela segunda vez, sendo que a primeira foi para cobrir os sonhos de jovens jogadores da Copa São Paulo recentemente, senti uma das maiores alegrias dos últimos meses. Foi como se muito da nossa luta diária (essa luta dura e coletiva) estivesse valendo a pena. É simbólico, mas é impactante, porque foi exatamente assim que aconteceu. Então, em frações de segundos, me transportei para as lembranças de quando eu, magrinha, de pernas tortas, fazia parte de todas as atividades oferecidas pela escola: teatro, pintura, coral, dança, vôlei. Lembrei das aulas de educação física e de como poucas vezes nós, as meninas, corremos de um lado para o outro com uma bola apenas nos pés. Me recordei que tudo que eu sei sobre futebol foi porque aprendi VENDO. Assistindo pela televisão. Me emocionando com o sonho realizado de outras pessoas. Quão maluco é amar com tanta intensidade algo que sempre aconteceu com essa distância? COMO?

Essa história é a minha, mas ela encontra a de outras tantas meninas que simplesmente não tiveram a chance de praticar mais esse esporte. Que iam para a quadra de vôlei enquanto os colegas se divertiam no futebol. Que faziam aulas de dança, balé, artes, enquanto o irmão ia para a escolinha bater bola.  A minha história encontra também o enredo daquelas que fizeram o oposto, das que, a contragosto, remando contra a maré, jogavam sim futebol na escola e nos campinhos do bairro. Ou ainda das que depois de mais velhas decidiram que era chegada a hora de finalmente praticar de igual para igual. Não se intimidaram, montaram times, viver o sonho atrasado...

Mulheres jogando no Pacaembu
Mulheres jogando no Pacaembu Nike

Eu sou péssima jogadora. Me falta talento, me falta coordenação, mas em especial, entendo que me faltou oportunidade. Não que eu seria uma grande atleta, mas definitivamente me faltou mais chances. E isso começou na escola, na tradicional ideia de que durante as aulas de Educação Física, meninos e meninas deveriam praticar exercícios separados, na maioria das vezes. Tudo isso iniciou na delimitação do que é para quem. 

Hoje, chegando aos 30, e dedicada intensamente às nossas causas, consigo entender melhor sobre as dificuldades de desconstrução que nós -sociedade- temos. Compreendo quão difícil é nos desprendermos de culturas enrraigadas e que nos transformaram nesse mundo que, sim, é machista e tão intolerante. 

Queria compartilhar aqui como pisar no Pacaembu foi incrível, mas também que mais fantástico ainda foi estar acompanhada de tantas mulheres. Éramos MUITAS. Foi lindo perceber no olhar de cada uma a alegria e o entendimento de que estamos mudando aos poucos as coisas. 

Saber jogar futebol é o que menos importa na nossa luta. A verdade é essa. Jogamos umas pelas outras. E nos reconhecemos em cada drible como mulheres capazes de superar tudo que passamos até aqui para reescrevermos uma nova história. Além disso, há uma novíssima geração que chega carregando a nossa herança da resiliência e a força necessária para outros rompimentos. Está acontecendo... já está acontecendo. 

Nas palavras da Adriana, jogadora da Seleção, “Queria deixar o incentivo para vocês, meninas que sonham em ser jogadoras de futebol. Não desistam. O caminho é longo, mas vocês não fazem ideia de como é prazeroso chegar a um clube de alto nível, como eu cheguei ao Corinthians, e ainda mais chegar em uma Seleção Brasileira. Sigam seus sonhos”. 

Sigam sempre! Como amadoras ou profissionais. Lutemos juntas! 

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Aos 15 anos, uma super-heroína usou o jiu-jitsu para se livrar de assassinos no massacre de Suzano

Mayara Munhos
Mayara Munhos

Faixa branca de jiu-jitsu, Rhyllary lutou contra Luiz, um dos assassinos no massacre da escola de Suzano
Faixa branca de jiu-jitsu, Rhyllary lutou contra Luiz, um dos assassinos no massacre da escola de Suzano Arquivo Pessoal

13 de março de 2019. Depois de uma semana já conturbada, após uma grande enchente que acabou com casas e vidas na Capital de São Paulo e do ABC Paulista, tudo estava parecendo clarear. Mas nessa manhã, porém, noticiários começaram a falar sobre um tiroteio dentro de uma escola em Suzano. É um fato: esse ano não está para brincadeira.

Dois atiradores, identificados como Guilherme Taucci Monteiro de 17 anos e Luiz Henrique de Castro, de 26, entraram na Escola Estadual Raul Brasil e atiraram a esmo. Um deles, o mais jovem, ficou conhecido por ter entrado com um machadinho. Foi contra ele que uma garota de 15 anos lutou.

Rhyllary Barbosa é estudante do 1º ano do ensino médio. Faixa branca de jiu-jitsu, ela se defendeu do “assassino da machadinha” e conseguiu se livrar da morte.


09h30 da manhã, Rhyllary saiu para o intervalo com uma amiga e comprou um lanche. “Eu estava terminando de comer e escutei um tiro. Quando olhei para trás, o Guilherme estava com a arma em punho apontando para quem ainda estava ali dentro”, me contou pelo telefone. Ela disse que, quando perceberam, todos ficaram desesperados e começaram a correr.

“Eu ajudei umas amigas a pular o murinho, que é da altura da minha cintura e dá para o refeitório. Em seguida, pulei também e me abaixei, encostada na parede, no canto da mesa. Foi na hora que vi eles [assassinos] descendo”. Ao tentar fugir, ela não imaginava que Luiz estaria na porta da diretoria. No momento, ela começou a tentar encorajar pessoas: “Eu levantei e comecei a falar ‘coragem, gente, vamos sair, levanta, vamos embora’; e estava todo mundo em choque, com medo e continuaram abaixados”.

Em seguida, ela se levantou, sozinha. Foi quando correu até a diretoria. Quem assistiu ao vídeo que circulou na mídia, vai entender melhor e, quem não assistiu, não assista! Rhyllary descreve: “Foi na hora que trombei com o Luiz. Eu não identifiquei o machado que estava do lado dele, mas nos trombamos e ele me puxou”. Luiz tentou dar uma queda nela que, fazendo uma base e firmando os pés no chão, conseguiu se manter em pé.

“Tentei chacoalhar ele para me soltar. Nesse momento, os outros alunos vieram atrás e assim quem ele viu, me soltou e foi procurar o machado dele para impedir que os alunos saíssem. Foi o momento que aproveitei para abrir a porta”. Foi quando ela conseguiu fugir junto com algumas outras pessoas.

Depois disso, ela correu com um amigo, que tentou acalmá-la, para uma rua um pouco mais afastada.  “Eu estava desesperada, chorando muito e falando para ele [o amigo] que a gente precisava voltar para resgatar outros alunos, mas ele falou que era melhor ficarmos por lá”.

Rhyllary contou que chegou a ver José Vitor Ramos Lemos, de 18 anos, ferido com o machado no ombro, mas se tranquilizou depois que a namorada dele falou que ele já tinha sido atendido no hospital.

Rhyllary tem 15 anos e é aluna do 1º ano da Escola Estadual Raul Brasil
Rhyllary tem 15 anos e é aluna do 1º ano da Escola Estadual Raul Brasil Arquivo Pessoal

A jovem heroína treina jiu-jitsu há 3 anos, no Projeto Social Bonsai - Construindo o Futuro, com o professor Ângelo de Oliveira. O projeto teve início em Suzano, em 2014. Um dos alunos do projeto também perdeu a vida, aos 15 anos. Clayton Antônio Ribeiro era conhecido como “Samurai”. Apesar de todo o momento ter afirmado que sentiu medo e ter contado que, ao ouvir os tiros, sentiu sua espinha gelar, ela ainda teve coragem de lutar contra um dos assassinos com parcimônia.

Eu acredito que o jiu-jitsu ajudou muito. Se tivesse outra pessoa despreparada no momento em que o Luiz puxou o cabelo, ela podia estar muito vulnerável, perder a estabilidade do corpo e cair com a rasteira que ele deu. Se eu caísse naquele momento, ele ia me matar. Era o plano dele.  Talvez eu poderia não ter saído. Então dei graças a Deus que fui eu nessa hora, porque por ter conhecimento do jiu-jitsu, me ajudou muito”.

Apesar de ter dado uma pausa de 2 meses do treino por conta dos estudos, Rhyllary começou a treinar no projeto por incentivo da prima. Ela fez uma aula experimental e se apaixonou, mas o que a motivou foi uma outra história violenta, durante um culto. “Era comemoração de Dia das Mães e a igreja estava enfeitada. Um homem chegou com uma faca falando que ia matar todo mundo porque igreja não era lugar de estar decorado. Ele ameaçou o pastor”. No momento, ela ainda não treinava e não teve outra reação a não ser se esconder. Ninguém saiu ferido.

Isso serviu como um sinal de alerta para Rhyllary: “Foi quando percebi que precisava de alguma forma me proteger do mundo. Esse foi um dos motivos que comecei a treinar jiu-jitsu, pela defesa pessoal. Foi como um alerta de que, a todo momento, não importa o lugar ou a hora, temos que estar preparados para o pior. Não só o corpo, mas a mente também”.

Mais uma história que prova o quanto a defesa pessoal é importante e necessária. Dessa vez, não foi um estupro, não foi um abuso, mas um grande massacre. E Rhyllary, conscientemente, teve o estalo de se defender. Se foi a melhor escolha? Não temos como saber. Mas foi o que salvou a vida de uma jovem, de 15 anos, que ainda tem muitos sonhos a serem realizados.

Rhyllary contou ter perdido alguns amigos próximos e acredita que será muito difícil voltar ao local do crime. “Será muito difícil para todo mundo superar. Acho que esquecer ninguém vai, mas superar vai ser um grande progresso”, finalizou a jovem.

Aos jovens, pais e familiares que de alguma forma presenciaram ou tiveram vidas próximas perdidas: meus sentimentos. O mundo está mesmo muito louco e muitas coisas acontecem sem propósitos ou explicações. Que tenhamos forças de superar todas as coisas ruins que passaram e que, a cada dia, coisas melhores estejam por vir.

Certamente, alguns danos psicológicos serão difíceis de superar. As dores, aos poucos serão minimizadas. Mas Rhyllary conquistou algo muito maior do que uma medalha de ouro no campeonato. Mais uma vez, o jiu-jitsu se mostrou eficiente. E ela, a mais nova heroína teve a coragem e a mente sã de se salvar e salvar também a vida de outras pessoas.

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Futebol americano profissional feminino existe, mas custa caro para as atletas

Paula Ivoglo
Paula Ivoglo

As mulheres que jogam futebol americano são movidas única e exclusivamente pela paixão, não pelo dinheiro. Elas vestem seus equipamentos, capacetes e se submetem a pancadas brutais porque não se imaginam fazendo outra coisa, mesmo arriscando seu corpo e saúde, mesmo sem nenhuma compensação monetária. Na verdade, a maioria das mulheres que joga, têm que pagar do próprio bolso para praticar a modalidade.

As ligas de futebol americano femininas de tackle football (com contato físico e equipamentos de proteção) estão ganhando visibilidade e credibilidade. Uma das principais ligas nos EUA, a Women’s Football Alliance tem 68 times que jogarão na temporada de 2019.

Portland Fighting Wave v Los Angeles Warriors LOS ANGELES, CA - 30 Junho: Jogadoras do LA Warriors erguem seus capacetes para o hino nacional.
Portland Fighting Wave v Los Angeles Warriors LOS ANGELES, CA - 30 Junho: Jogadoras do LA Warriors erguem seus capacetes para o hino nacional. Foto Meg Oliphant/Getty Images)

As regras são similares ao futebol masculino, adaptadas do livro de regras da NCAA. A maioria dos times treina 3 vezes na semana, começando em janeiro e a temporada regular tem 8 jogos, que acontecem de abril a junho, e a pós temporada em Julho.

De acordo com Lisa King, a comissária da liga, cada time trabalha com orçamento de US$ 20mil por ano, e cada jogadora tem que pagar uma anuidade para fazer parte da WFA, que custa em torno de US$1 mil á US$2 mil por temporada. A filiação inclui seguro, bolas, filmagem dos jogos para os times poderem estudar e se preparar para as partidas, custos de viagem para os playoffs e campeonatos nacionais. Cabe aos próprios times arcarem com os custos durante a temporada regular.

“A maioria dos equipamentos que utilizamos foram doados ou comprados no tamanho extra grande de criança para economizar dinheiro”, conta uma das jogadoras.


Para ajudar a arrecadar dinheiro, os times devem pagar uma taxa para jogar, que varia de acordo com a equipe, mas a maioria fica entre US$250 e US$800.  Adicionando custos de viagem e de equipamento e mais o preço que as mulheres têm que pagar para jogar, o custo aumenta ainda mais. Dependendo de onde o time joga, alugar um ônibus e hotel para todo mundo pode chegar a custos de muitos mil dólares.  Alguns times conseguem trabalhar de maneiras diferentes, conseguindo patrocinadores e fazendo eventos para levantar fundos, mas nenhuma jogadora ganha qualquer tipo de ajuda de custo das equipes. 

Em um mundo ideal, as jogadoras deviam focar apenas em treinar, mas nesse cenário, elas devem se preocupar em conseguir dinheiro para jogar e a maioria das atletas tem um trabalho regular e/ou estudam. Além de todos esses gastos, tem o risco de potenciais lesões, que podem acabar com uma carreira e atrapalhar bastante a vida pessoal e profissional das atletas fora de campo.

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, isso não significa que o futebol americano feminino nunca será profissionalizado e monetizado, afinal no começo da própria NFL, em 1920, não havia lucro nem salários. As ligas de futebol americano femininos estão ativas por no máximo duas décadas, e nem sempre de maneira estruturada, então há muito o que evoluir.

Na Europa, o crescimento de mulheres que jogam futebol americano é de impressionar: atualmente, 21 países com mais de 200 times apenas de mulheres jogam a modalidade, todas sem qualquer tipo de ajuda monetária.


Já no Brasil, o próprio futebol americano masculino ainda engatinha e tem pouco patrocínio e investimento. Os times e atletas daqui (seja masculino ou feminino) custeiam suas viagens para poder jogar, e isso por muitas vezes inviabiliza tentar algo mais profissional, afinal, o investimento é muito alto, não só de dinheiro, mas também de tempo. Alguns jogadores de alguns times mais estruturados já são pagos para jogar, mas a grande maioria é amadora.

Em se tratando do futebol americano feminino, o país conta com aproximadamente 10 times full pads, que jogam tackle football. A modalidade que mais faz sucesso entre as mulheres é o flag football, já que demanda um nível de investimento bem mais baixo, afinal não precisa de equipamentos para jogar. 

Como tudo tem que ter um início, esse é o começo da representatividade feminina no futebol americano. Alguns países estão mais avançados nessas iniciativas que outros, mas é importante manter o foco e se estruturar, com o objetivo de crescer e ganhar mais visibilidade, para atrair público e investidores, alavancando assim a carreira de tantas atletas que amam e dedicam suas vidas ao esporte.

Fonte: Paula Ivoglo

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Futebol americano profissional feminino existe, mas custa caro para as atletas

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Colágeno tipo 2 pode prevenir lesão na cartilagem

Ativo
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Colágeno tipo 2 pode prevenir lesão na cartilagem
Colágeno tipo 2 pode prevenir lesão na cartilagem Shutterstock

Responsável por garantir a firmeza e a elasticidade da pele, o colágeno é uma proteína que exerce outras funções importantes.

Presente em ossos e outros tecidos, substância ajuda a manter a integridade dos músculos, ligamentos e articulações.

Fellipe Savioli, médico do esporte e ortopedista, explica que o corpo produz dois tipos de colágeno, chamados de 1 e 2. Entenda as funções de cada um.

As diferenças entre os tipos de colágeno

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O colágeno tipo 1 ou colágeno hidrolisado, que é mais indicado para a manutenção da saúde da pele, é uma proteína extraída do osso e da cartilagem de animais, como bois e frangos.

Já o colágeno tipo 2 é produzido nas cartilagens das articulações e pode aliviar os sintomas de osteoartrite e artrite, que são doenças que destroem a cartilagem. O uso do colágeno tipo 2, portanto, auxilia a repor o colágeno perdido e amenizar possíveis dores.

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Colágeno tipo 2 para quem corre

Normalmente, a substância é procurada por corredores que sofreram lesões na cartilagem, mas pode ser consumida para prevenir tais males.

“Existem alguns marcadores, tanto no sangue como na urina, que mostram o nível de degradação das cartilagens. Alguns trabalhos que avaliaram a suplementação com colágeno mostraram diminuição desses marcadores. Logo, esportistas podem utilizar o colágeno mesmo não apresentando lesões”, afirma Savioli.

Contraindicações

O colágeno é uma substância naturalmente produzida pelo corpo. Então, não há contraindicações se a pessoa estiver saudável. “Pessoas com diminuição da função renal deverão ser avaliadas individualmente. Devemos ficar atentos aos outros componentes presentes na fórmula, que podem gerar reações de hipersensibilidade (alergias)”, alerta o ortopedista.

Fonte: Ativo.com

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O anticoncepcional atrapalha o desempenho na corrida?

Ativo
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Entre os diversos métodos contraceptivos, o anticoncepcional se destaca por suas possibilidades de uso.

Afinal, sua única função não é apenas a de prevenir uma gravidez, mas pode ajudar a tratar ovários policísticos, por exemplo. 

Embora tenha seus benefícios, muito se tem questionado sobre seus efeitos colaterais.

Principalmente depois que foram divulgados estudos e pesquisas relacionando a pílula a sérios problemas de saúde, como a trombose.

A base da fórmula

Antes de avaliar os prós e contras do medicamento, é preciso entender sua composição.

Basicamente, as pílulas anticoncepcionais de uso oral são produzidas a partir de dois hormônios, o estrogênio e a progesterona.

“Existem medicamentos com um só hormônio (no caso, a progesterona), e existem os que têm ambos. Em relação ao estrogênio, há a possibilidade de ele ser sintético ou natural”, explica a ginecologista e obstetra Sílvia Gomyde Casseb.

As pílulas que são feitas apenas de progesterona, conhecidas como minipílulas, geralmente são de uso contínuo e podem ser usadas durante a amamentação, inclusive.

Como o anticoncepcional age

Os hormônios atuam no eixo hipotalâmico hipofisário, responsável pela variação hormonal típica do ciclo menstrual, inibindo a ovulação e assim impedindo uma possível gravidez.

E a menstruação que vem todos os meses, para quem faz uso do anticoncepcional, na verdade, é outra coisa.

“Quando a mulher faz a pausa entre as cartelas, a privação dos hormônios causa o que chamamos de sangramento de privação, e se a mulher optar por emendar uma cartela na outra não há sangramento”, explica a ginecologista e corredora Cidinha Ikerigi.

Teoricamente, essa “falsa menstruação” tende a causar menos cólica, e o sangramento dura menos dias.

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O hormônio presente na pílula interfere no sistema circulatório, dilata os vasos, a viscosidade do sangue e, consequentemente, a coagulação.

Por isso que se aumenta de duas a três vezes o risco de trombose. É importante dizer que esse problema pode se manifestar quando há predisposição genética ou outros fatores de risco associados.

De acordo com Ikegiri, o uso de anticoncepcional ainda pode estar ligado à queixa de retenção hídrica, dependendo do tipo de hormônio utilizado, e à diminuição do desejo sexual, relacionado à diminuição dos níveis de testosterona ativos.

“Mulheres produzem testosterona em níveis bem menores que homens, e esse hormônio está relacionado à libido, disposição e ao anabolismo (aumento de massa muscular). Então, é de se esperar que níveis mais baixos deste hormônio possam trazer algum prejuízo nesses aspectos”, pontua.  

“Outros efeitos que devem ser monitorados são intoxicação, hepatite medicamentosa e a combinação com outros medicamentos, como antibióticos e anticonvulsivantes”, complementa 
Casseb. 

O anticoncepcional atrapalha a corrida, afinal?

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Aqui vale a máxima de que “tudo depende do ponto de vista”. Para Ikegiri, entre mulheres que praticam esportes, o uso da pílula oral pode ser negativo para o desempenho esportivo, pois aumenta a concentração de uma proteína chamada SHBG, conhecida portadora de hormônios sexuais.

“A SHBG tem muita afinidade pela testosterona. Ao se ligar a esse hormônio, desabilita sua ação no corpo. Na mulher que pratica esporte, a testosterona é importante, já que está relacionada ao ganho de músculo, melhora da força e também interfere na composição corporal, fatores importantes para o desempenho físico”, explica. 

Já Casseb defende que as corredoras que usam anticoncepcional podem, na verdade, se beneficiar, como conseguir ajustar o ciclo ao período de competições.

“Para as atletas que sofrem interferências físicas ou psicoemocionais e que têm suas performances afetadas pelo período menstrual, é possível programar a menstruação longe do ciclo de competições. Mas essa é uma escolha que deve ser individualizada e feita em conjunto com atleta, treinador e médico”, pontua.

Quando o anticoncepcional é realmente necessário?

  • No auxílio do tratamento de endometriose e casos graves de TPM.
  • Casos de menstruação com sangramentos excessivos.
  • Para mulheres que não ovulam ou que têm síndrome dos ovários micropolicísticos, pois o hormônio da progesterona previne o câncer de endométrio.
  • Para mulheres que possuem níveis de testosterona aumentados, o que causa acne e crescimento de pelos em excesso.

Outros métodos contraceptivos

Quem não quer utilizar o anticoncepcional oral ou outro método com hormônios na composição, pode buscar outros métodos contraceptivos.

Camisinhas masculina e feminina, espermicidas e dispositivos intrauterinos são algumas opções que dispensam o uso de hormônios e são igualmente eficazes.

“O DIU de cobre é uma ótima alternativa. O dispositivo é inserido no útero e dura aproximadamente 10 anos. Funciona através da sua ação local, fazendo com que o ambiente seja desfavorável aos espermatozoides. O eixo hormonal da paciente funciona sem nenhuma interferência”, aconselha Ikegiri.

Elas pararam de tomar tomar anticoncepcional e contam por quê.

Sara Vigiano, 27 anos, corre há um ano

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“Comecei a pesquisar muito sobre os efeitos negativos do anticoncepcional, porque tive pessoas próximas que tiveram problemas de saúde por tomar a pílula. Geralmente os médicos não expõem os riscos quando você pede um método contraceptivo. Depois de muita pesquisa decidi parar por ‘N’ motivos: chance de trombose, mudança de humor e histórico de câncer na família. Optei por usar o DIU de cobre, queria me ver livrar dos hormônios. Tive que ser persistente para conseguir pelo convênio, mas também dá para colocar pelo SUS. Com zero hormônio sintético meu corpo passou a funcionar na íntegra: ovulação, TPM e variação de humor.”

Renata Reis, 31 anos, corre há 15 anos

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“Me sentia inchada, indisposta, com fadiga e a pele do meu rosto estava com um aspecto estranho. Comecei a ler sobre o uso do anticoncepcional. Lia artigos do Brasil e de outros países e percebi o quão ruim podia ser a pílula. Pela minha pesquisa entendi que em longo prazo pode ser algo destrutivo. Depois que parei minha vida só me anlhorou, minha pele está melhor, meu cabelo não cai mais e me sinto mais disposta. Até a oleosidade da pele do rosto melhorou. Tenho relações sexuais com preservativo e está funcionando. Parar de tomar anticoncepcional dá uma sensação de liberdade.”

Micheli Sossai, 33 anos, corre há três anos

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"Em 2016 fiz um exame preventivo de rotina e apareceu uma alteração. Era uma lesão pré-cancerígena no colo do útero. Fiz uma pequena cirurgia para retirar e segui fazendo o acompanhamento. Depois desse susto li bastante sobre o câncer de colo de útero e sobre os possíveis efeitos negativos do anticoncepcional. Em 2016 comecei a correr para perder peso, mas não tive muito sucesso. Em 2017 peguei firme na corrida e na reeducação alimentar, aí funcionou. Em maio do mesmo ano decidi parar com a pílula e conversei com a minha ginecologista, que apoiou. Comecei a sentir as primeiras diferenças no humor, melhorei demais nesse quesito. Minha disposição aumentou, me sinto com mais energia. Meu fluxo menstrual mudou também, sem a pílula ficou mais intenso. Mas a pílula tinha tanto hormônio que o meu fluxo só começou a aumentar depois de sete meses. Acho que, além de preservar meu corpo da carga hormonal, ter parado contribuiu para o processo de emagrecimento. Para prevenir a gravidez eu e meu namorado começamos a usar preservativo e nunca tivemos problemas. Mas devo colocar o DIU em breve.”

Adriana Padilha, 39 anos, corre há 15 anos

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“Não tomo anticoncepcional há 14 anos. Minha menstruação nunca foi regulada, essa foi uma das razões que comecei a tomar, mas com o anticoncepcional me sentia inchada, mal humorada e gorda. Decidi parar de vez um ano antes de engravidar e durante esse período percebi que meu corpo respondia melhor aos exercícios físicos. Já praticava esportes há cinco anos, porém não era com a intensidade de hoje. Engravidei da minha filha, hoje com nove anos, e durante a gestação corri dos três aos sete meses, porque me sentia bastante disposta. Hoje, com quase 40, estou na minha melhor forma.”

Rafaela Pedroso, 29 anos, corre há dois anos

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“Comecei a tomar anticoncepcional em 2004, com 15 anos, por causa de cólica. Em 2015, estava muito abalada com a doença do meu tio, que na época fazia tratamento contra um câncer na boca. No mesmo período, conheci uma jovem que estava internada fazendo o tratamento pós-retirada do útero.  Um dia conversando com o marido dela, ele disse que o uso contínuo do anticoncepcional desde os 15 anos poderia ter contribuído para a doença se desenvolver.  Aquela informação entrou em mim como uma granada. Chorava como criança, poderia ser eu. No mesmo dia resolvi jogar fora a cartela que ainda estava na metade. Avisei meu esposo que não ia mais usar e decidimos tomar as nossas providências para evitar uma gravidez. Mas as cólicas voltaram.  Todo mês era a mesma coisa: dor, queda de pressão, desmaio, remédios e mais remédios. Eram dois dias seguidos com dor e depois tudo voltava ao normal. Em 2016 descobri que tinha endometriose, mas não queria voltar a tomar anticoncepcional. Encontrei um médico, que é um anjo. Ele me orientou a buscar alternativas que ajudassem a controlar a dor sem medicamento. No meio disso tudo, comecei a treinar para uma meia maratona e tenho a sensação que a corrida foi benéfica para a minha saúde, pois hoje sofro menos com as cólicas. Também medito e faço leituras que têm me tornado mais forte e próxima dessa minha dor. Estamos aprendendo a conviver juntas.”


Fonte: Ativo.com

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A história que faz história: primeira exposição a céu aberto do futebol feminino brasileiro invade a Av. Paulista

Julia Vergueiro
Julia Vergueiro

Jogadoras da Seleção ganham visibilidade em exposição inédita na Av Paulista
Jogadoras da Seleção ganham visibilidade em exposição inédita na Av Paulista Nike.com


Ontem foi um daqueles dias em que as lágrimas não pedem licença.

Ouvindo a Daniela Alfonsi, diretora cultural do Museu do Futebol, falar sobre todo o caminho que elas – e todas nós – percorremos pra chegar nesse dia histórico, meu coração e meus olhos transbordaram de alegria.

Como diria Ludmilla: “pode parecer clichê”, mas foi assim que eu me senti durante todo o tour guiado que fizemos nessa noite de 5ª feira na Avenida Paulista, para conhecer a primeira exposição a céu aberto sobre o futebol feminino brasileiro. Parecia mentira que eu estava ali, e ainda por cima acompanhada de pessoas com vozes fortíssimas que com certeza farão toda essa história chegar em milhares de pessoas, como deve – e precisa - ser.

Minha emoção não foi à toa. Quem trabalha com o futebol feminino convive com o constante conformismo de que “não vamos viver pra ver” os frutos daquilo que estamos plantando hoje com tanto suor e amor. Mas ontem não foi assim. Ontem eu vi um trabalho que começou há 4 anos, quando o Museu iniciou o árduo desafio de pesquisar e construir um acervo do futebol feminino, tomando agora a avenida mais poderosa do Brasil. Eu vivi pra ver!

Pra nós, que estamos acostumadas a dizer que o futebol feminino evolui a passos lentos, quão gigante é ver Andressinha, Andressa Alves, Bia Zaneratto brilhando nos enormes relógios de rua da maior cidade do país? Uma visibilidade mais do que merecida àquelas que ousaram sonhar sem questionar se valia a pena ou não, sem dar ouvidos aos que nunca acreditaram, sem saber onde e se iriam chegar. 

A história da nossa modalidade, antes oculta até mesmo do espaço onde residem todos os registros do futebol brasileiro, agora está escancarada pra quem quiser e pra quem não quiser ver também. Mais do que não esconder que somos também parte da trajetória do esporte mais democrático do mundo, essa exposição caracteriza uma celebração do que tantas mulheres brasileiras fizeram pelo futebol.

Em um momento da humanidade no qual sentimos tanta falta de exemplos, de ídolos, é essencial que possamos reconhecer e vangloriar feitos como o de Léa Campos, a primeira árbitra mulher do mundo. Ela é brasileira e temos que ter um orgulho imenso disso! Dela e da primeira camisa 10 do Barcelona. Dela e da seis vezes melhor jogadora do mundo. Dela e da maior atrilheira das olimpíadas. Elas são sangue verde e amarelo, e nós merecemos poder inspirar as futuras gerações por meio de mulheres como essas.


Lea Campos, a primeira árbitra de futebol
Lea Campos, a primeira árbitra de futebol Nike.com

Fica aqui o meu convite duplo: primeiro – caminhem pela Avenida Paulista e conheçam a primeira exposição a céu aberto sobre o futebol feminino. Segundo – visitem o Museu do Futebol e explorem as diversas peças que contam a história da modalidade que foi proibida no Brasil por quase quatro décadas.

Que nesse Dia Internacional da Mulher possamos celebrar as nossas loucuras e enxergar a genialidade que reside em cada uma delas. Se o amanhã parece impossível, ousemos ao menos sonhar, pois toda grande conquista um dia começou como uma simples fantasia.

Importante: a exposição fica nos relógios e pontos de ônibus da Av Paulista até o dia 11 de março. 

Manifesto: as loucas do futebol
Manifesto: as loucas do futebol Nike.com


Fonte: Júlia Vergueiro

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Um Feliz Dia das Mulheres a todas as fisiculturistas e atletas mulheres!

Rê Spallicci
Rê Spallicci
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Dia 8 de março é o Dia Internacional das Mulheres. Uma data para nos lembrarmos de nossas lutas e conquistas pelos direitos à igualdade em todos os setores da sociedade.

E talvez nada represente tão bem a desigualdade de gêneros do que o esporte! Se tomarmos como exemplo o seu evento máximo, as Olimpíadas, vamos perceber o quanto a mulher sempre foi discriminada. Nas Olimpíadas clássicas, elas não só não podiam competir como não podiam sequer assistir, sob pena de serem condenadas à morte.    

Com o advento das Olimpíadas modernas, em 1896, a proibição de competir continuou, e às mulheres sobrou apenas o direito a assistir. Foi somente em 1936 que as atletas femininas foram realmente reconhecidas pelo Comitê Olímpico Internacional. E apenas em 2012, nas Olimpíadas de Londres, é que todas as delegações enviaram atletas mulheres.

No Rio de Janeiro, em 2016, um novo marco: a maior participação feminina da história- 5% das atletas foram mulheres. Mas é claro que esta equidade se aproxima somente em número de participação, já que a diferença de cobertura e de patrocínio é ainda abissal.

A mulher o e fisiculturismo

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Se no esporte em geral o preconceito contra a mulher sempre foi e ainda é latente, o que não dizer especificamente do fisiculturismo?  As mulheres que “ousaram e ousam” participar do esporte são consideradas “masculinizadas”, “pouco atraentes” e “grosseiras”. E isso acontece desde o início da participação feminina nesse esporte!

Criado pelos antigos gregos e egípcios, levantar pesos para criar músculos era originalmente para entretenimento, um espetáculo de circo. O propósito inicial não era para gratificação própria ou para ganho pessoal, mas para agradar as centenas de espectadores que atraiu. 

Com o passar do tempo, esse “show de horrores” se transformou na primeira competição de fisiculturismo, em 1891, chamada “The Great Show”. O prêmio foi monetário e marcou o início do culturismo para outros fins que não o entretenimento circense.

 O bodybuilding cresceu para uma grande empresa corporativa, focada em pessoas que querem ganhar massa muscular por razões estéticas e pessoais. O Mr. Olympia foi uma das primeiras competições de fisiculturismo em grande escala,  e que atraiu milhares de fisiculturistas para lutar pelo título. Com o aumento da popularidade, as mulheres começaram a entrar no campo também, mas não sem resistência.

Em 1980, Olympia Fitness & Performance Weekend de Joe Weider, criadores do Mr. Olympia, decidiu expandir a competição. Eles criaram a Olympia, a versão feminina do super popular Mr. Olympia. Rachel McLish se tornou a primeira vencedora da Ms. Olympia e quebrou as barreiras para as mulheres na comunidade de fitness. Outras fisiculturistas, como Bev Francis, Anja Langer, Cory Everson, Lenda Murray e muito mais continuaram o legado para a construção do corpo feminino e, posteriormente, a igualdade das mulheres.

Altos e baixos

Mas se engana quem pensa que a partir desse momento, o esporte se firmou de forma simples e sem lutas. Em 2005, por exemplo, o próprio Olympia Fitness & Performance Weekend, de Joe Weider, implementou a “regra dos 20%”, pedindo às mulheres que diminuíssem o conteúdo dos seus corpos musculares, em um fator de 20%. A organização deu uma explicação simples sobre as novas regras, mas os fãs e competidores perceberam  uma mensagem clara: aos olhos dos organizadores as mulheres pareciam “muito masculinas”. E, em 2015, mais um golpe: Ms. Olympia foi abandonada, e a possibilidade de ver mulheres no culturismo diminuiu muito.

No entanto, mesmo sem o Ms. Olympia, nos últimos anos, o esporte cresceu e federações que unem o universo fitness com o fisiculturismo, como o WBFF, por exemplo, vem crescendo em importância no mundo todo!

 Mas não sem preconceito! Eu mesma já cansei de ler comentários ofensivos sobre a minha aparência  e meus músculos, mas sei que este é o preço pelo pioneirismo e por sermos o que realmente queremos, sem nos ater aos rótulos e àquilo que esperam de nós.     

Embora nós mulheres tenhamos colocado nossos pés na porta e conquistado espaço no mundo do fisiculturismo, sei que ainda temos um longo caminho a percorrer antes de realmente sermos aceitas e recebermos justiça nesse mundo. 

A chave para a igualdade é que a sociedade pare de dizer às mulheres como elas devem ser e permita que as pessoas vivam suas vidas como quiserem.

Por isso, neste dia Internacional das Mulheres, deixo toda a minha gratidão àquelas que vieram antes de nós nesse esporte, abrindo espaço e destruindo preconceitos. E espero continuar este legado lutando sempre pelas mulheres, não somente no fisiculturismo, mas em toda a sociedade. 

A mulher deve ter o corpo que ela quiser ter! E não aquele imposto pela sociedade ou pelos homens. Seja mais gordinha, magrinha, musculosa, não importa, o importante é estar no corpo que a faça feliz! É o que defendo e é por isso que luto todos os dias!

 

Vamos comemorar nosso dia dizendo “sim” à liberdade  de sermos aquilo que quisermos e 100% donas de nossos corpos!

 

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci


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A reflexão do dia 08 de março é também para a humanidade

Juliana Manzato
Juliana Manzato

Escalando
Escalando Reprodução

8 de março, Dia Internacional da Mulher. 

8 de março de 2019 e a minha reflexão para esse dia é sobre humanidade. 

Março chegou junto com o Carnaval e ainda não deu para assimilar tudo que aconteceu em fevereiro. 

Hoje faz um mês que aconteceu a tragédia no Ninho do Urubu, CT do Flamengo. Hoje também faz quase um mês que o fabuloso Boechat nos deixou. 

O segundo mês do ano nos pediu humanidade, mas parece que ainda temos muito para aprender. 

A reflexão sobre humanidade no dia 08 de março é proposital, afinal, o patriarcado parece não ser tão humano assim. 

Nós mulheres ainda somos esmagadas pelo sistema. Apesar dos nossos gritos e por muita coisa ter mudado até aqui, o caminho é longo. 

Ainda somos julgadas. Ainda somos caladas. Ainda somos rebaixadas. Ainda somos humilhadas. Ainda somos chamadas de loucas e putas. Ainda somos oprimidas. Ainda somos olhadas. 

E eu te pergunto: isso é humano? 

Precisamos fazer um escarcéu para nós ouvirem. Ainda precisamos quebrar tabus. Dois mil e dezenove. 

 Marta tem razão: 

 

A WSL finalmente entendeu sobre "Equal pay": 



“Se demonstramos emoções somos chamadas de dramáticas. Se sonhamos com oportunidades iguais estamos delirando. Quando somos boas demais há “algo de errado com a gente”. Se ficamos bravas somos histéricas, irracionais ou estamos ficando loucas, mas… uma mulher correndo uma maratona foi considerada louca. Uma mulher lutando boxe foi considerada louca. Um mulher enterrando uma sexta, sendo técnica de um time da NBA, competindo com um hijab ou vencendo 23 grand Slams, tendo um bebê e depois voltar às competições para mais conquistas? Louca, louca, louca, louca e louca. Se eles quiserem me chamar de louca, tudo bem. Mostre o que a louca pode fazer. Só é loucura até que você o faça.” 

O 8 de março talvez mereça um minuto de silêncio. 

O que você está fazendo para mudar a vida de outras mulheres? 

O que você está fazendo para mudar o rumo da humanidade?

O que você está fazendo para se tornar um pouco mais humano? 

 Lembre-se: só é loucura até você fazer. 

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Que a gente só abaixe a cabeça para amarrar a faixa

Mayara Munhos
Mayara Munhos
Abaixar a cabeça só para amarrar a faixa, migos!
Abaixar a cabeça só para amarrar a faixa, migos! FEES Fotografia

Eu sei que é difícil. E vai continuar sendo. O processo de desconstrução é demorado, mas a gente não pode desistir. Abaixar a cabeça só mesmo para amarrar a faixa.

Derrotas virão. Dentro e fora dos tatames. Nossa luta é árdua e dura. Vai além de campeonato, além de bater o peso, além da preparação física.

Nossa luta começa dentro de casa quando, muitas vezes, somos questionadas pelos familiares se não devemos escolher um esporte de menina. Quem foi que categorizou o jiu-jitsu? 

Nossa luta fora de casa é para conseguirmos treinar sem que sejamos usadas como 'descanso'. Para que não usem, na nossa cara, a expressão 'treinar como mulherzinha' no sentido pejorativo.

Lá dentro, lutamos contra ciúmes, lutamos contra assédio, lutamos contra machismo e também (finalmente), contra os nossos oponentes. Lutamos para que nossos amigos de treino entendam que o que não os incomoda, pode nos incomodar e aos poucos, fazemos nossa parte para que sejamos também respeitadas e compreendidas.

Lutamos pela premiação igualitária e pelo aumento de inscrições femininas no campeonato para que o valor seja justificado. E nessa luta, mulheres, estamos juntas e vamos nos fortalecer.

A luta vai contra nossos dias de menstruação, que devemos ser fortes ainda que com hormônios a flor da pele e desconforto para estarmos lá, treinando e quiçá competindo - aqui o peso ainda é um grande inimigo.

Nossa luta também é pelo psicológico, é contra o "você não vai conseguir" e é pelo precisar sempre se provar duas (ou mais) vezes.

Mas somos mulheres e somos lutadoras, não só nos tatames, ringues ou octógonos. Somos lutadoras da vida, de direitos, de igualdade - aliás, o feminismo é sobre igualdade. 

Que hoje seja um dia de reflexão e, embora a gente ouça tanta história triste, não nos esqueçamos que ao longo dos anos, viemos acumulando vitórias. E foi graças a nós, a nossa força e luta. E nada disso seria possível se não estivéssemos juntas.

Que cada vez mais a gente entenda (e repasse) a importância de "estarmos juntas" para que pouco a pouco, possamos compartilhar experiências para nos ajudarmos. Que ao invés de julgar "a roupa curta demais e desconfortável para treinae jiu-jitsu", a gente chegue e fale, justamente, que pode ser desconfortável. Que a gente acolha as novas garotas que estão por vir para que elas não desistam de serem nossas companheiras de tatame, de treino e quem sabe, da vida.

Que dia 08 seja todos os dias. Contra todas as coisas ruins que nos permeiam e a favor de todas as coisas boas que conquistamos e ainda estão por vir. 

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Solidariedade, o Rugby e Você!

Renata Martines
Renata Martines

Karina defendendo a Seleção Brasileira no World Series em 2015
Karina defendendo a Seleção Brasileira no World Series em 2015 Fotojump

Olá, pessoal!

O rugby carrega sua cultura sob 5 fortes pilares, formando pessoas, profissionais e caráter. São eles: Disciplina, Respeito, Paixão, Integridade e Solidariedade.

Com isso, escrevo hoje sobre a Solidariedade (um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros): uma querida amiga  já venceu muitas batalhas, dentro e fora do campo, defendendo a seleção Brasileira de Rugby e contra o câncer, mas agora, ela precisa da nossa ajuda.

Karina, Karinão ou Fofa, joga rugby pelo São José e também já fez parte da seleção brasileira de rugby sevens. Dentro de campo sempre mostrou sua força e capacidade de seguir em frente – como uma verdadeira rugbier!

Fora de campo, ela enfrenta a doença desde 2013, quando foi diagnóstica com um tumor no sistema reprodutivo. Depois de todo o protocolo, venceu esta batalha e voltou a jogar rugby. Em 2015, o tumor voltou e ela teve que retirar o útero e os ovários. Enfrentou o tratamento mais uma vez e, novamente, foi vitoriosa. Como uma guerreira, voltou a fazer o que mais gosta: jogar rugby. 

Karina com o sorriso e a autoestima que contagia à todos, sempre!
Karina com o sorriso e a autoestima que contagia à todos, sempre! Karina

Infelizmente, em outubro 2017 o câncer voltou, desta vez na região abdominal. E de novo, ela enfrentou a doença. Como uma fênix, voltou aos campos. 

Em setembro de 2018 precisou se afastar do rugby para enfrentar e tacklear este adversário de uma vez por todas. Passou por uma cirurgia e agora voltará a enfrentar todo o protocolo de combate à doença. 

Foi difícil convencer a Karina e sua família a aceitar ajuda. Mas, hoje ela precisa do apoio do time Brasil nessa luta.

Desde 2017, o tratamento tem sido realizado pelo SUS. Mesmo assim, existem custos altos: alimentação especial, transporte diferenciado, exames e consultas que precisam de urgência, entre outros.

Uma das opções para ajudar minha amiga é por meio de Vakinha virtual. Clique aqui para ajudar como pode.

Caso você tenha alguma outra forma de ajudar, escreva para reemartines@gmail.com, será um prazer receber sua ajuda!

Sua torcida e seu apoio são importantes para a Karina virar este jogo e voltar a brilhar dentro do campo de rugby! #tamojuntokarinão

Beijos,

Rê Martines

Fonte: Portal do Rugby

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Solidariedade, o Rugby e Você!

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Conheça Toni Harris, a primeira mulher a receber uma bolsa de estudos para jogar futebol americano nos EUA

Paula Ivoglo
Paula Ivoglo

“Seja tão boa que eles não vão poder te ignorar”, é o lema de vida dessa garota, Toni Harris, que se tornou a primeira mulher (sem ser kicker) a ter uma bolsa de estudos em uma universidade dos Estados Unidos para jogar futebol americano.

Toni ficou em evidência no último mês após estrelar uma campanha da Toyota que foi exibida durante o Super Bowl (veja abaixo), e teve quatro propostas de bolsa de estudos de diferentes universidades.


A free safety tomou sua decisão essa semana e vai jogar pela Central Methodist University, em um programa chamado NAIA*.

Toni Harris assinando sua bolsa de estudos
Toni Harris assinando sua bolsa de estudos Twitter @_toniharris

Orginalmente nascida em Detroit, Toni morou em orfanato dos 4 anos de idade até os 9, quando foi adotada. Aos 18 anos foi diagnosticada com câncer de ovário e pensou em desistir de sua carreira de atleta, afinal, tinha perdido praticamente metade do seu peso devido a doença. Mas com o apoio da família e amigos, continuou na luta e seguiu em frente, e tem a certeza que pode superar todos os obstáculos que aparecerem no caminho.

Harris começou a jogar futebol com 6 anos em Detroit, já jogou como wide receiver e cornerbarck na Redford Union High School em Michigan. Ela perdeu a temporada de 2017, mas teve 3 tackles e 1 tackle for loss em 2018.

Enfrentou dificuldades para encontrar um colégio que a deixasse jogar futebol, mas a East Los Angeles College lhe deu essa oportunidade. Até então, tinha ouvido de vários técnicos que ninguém iria colocá-la em campo, ninguém acreditava nela.

Toni Harris no comercial da Toyota
Toni Harris no comercial da Toyota Toyota

Eu adoro provar que as pessoas estão erradas. Fui expulsa de um time quando era mais nova pois era uma garota. Mas a medida que fui crescendo, apesar de continuar enfrentando dificuldades, trilhei meu caminho sem me importar com o que diziam. É meu sonho e eu vou protegê-lo a qualquer custo”, diz Toni.

E ela sonha alto: planeja ser a primeira mulher a jogar na NFL, draftada ou não, e mesmo que isso não aconteça, Toni tem certeza que está abrindo caminho para que outras mulheres sigam seu exemplo e não tenham medo de fazer o que amam.

Veja alguns destaques da carreira dessa garota inspiradora:



* A Associação Nacional de Atletismo Intercolegial (NAIA), sediada em Kansas City, Missouri, é um órgão que rege os pequenos programas de atletismo dedicados ao atletismo intercolegial. Desde 1937, o NAIA administra programas dedicados a campeonatos em equilíbrio com a experiência educacional universitária em geral. A cada ano, mais de 65.000 alunos-atletas do NAIA têm a oportunidade de praticar esportes universitários, ganhar mais de US $ 600 milhões em bolsas de estudo e concorrer a uma chance de participar de 26 campeonatos nacionais.

Fonte: Paula Ivoglo

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Uma fisiculturista no sambódromo!

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Renata Spallicci Musa da Bateria Acadêmicos do Tatuapé
Renata Spallicci Musa da Bateria Acadêmicos do Tatuapé J. Domingos

Carnaval tá chegando, e eu vou ter a honra de estrear na avenida como Musa da Bateria da Acadêmicos do Tatuapé! Mas aí, vocês que me acompanham aqui no espnW e me conhecem mais como colunista de fisiculturismo, podem se perguntar: legal, Rê, mas  o que isso tem a ver com o esporte que você representa?

Pois não é que tem, sim, tudo a ver? Verdade, a preparação de uma rainha, princesa ou musa de bateria tem muitas similaridades com a de uma atleta de fisiculturismo! Afinal, em última instância, estaremos também exibindo nossos corpos e, consequentemente, temos que prepará-lo da melhor maneira possível. 

No meu caso, estou treinando e levando a dieta tão a sério quanto antes de uma competição... E ainda com alguns desafios extras.

Renata Spallicci - Musa da Bateria
Renata Spallicci - Musa da Bateria J. Domingos

Por exemplo, no que tenho sentido mais dificuldade diz respeito à rotina! Tudo o que um corpo de atleta precisa é de horários regrados. Só que a agenda do carnaval é megaintensa e impede que eu mantenha  minha programação normal de atleta. Os ensaios terminam tarde, portanto, tenho ido dormir em um horário totalmente diferente do que estou acostumada. Mesmo assim, tenho conseguido manter os treinos diários pela manhã. Mas, com isso, acabo sacrificando outro ponto que é essencial para o corpo: o descanso! E a dieta também fica um pouco bagunçada.

Apesar disso, tenho me mantido firme nos meus propósitos e conseguido cumprir aquilo a que me propus. Tudo graças à muita organização e planejamento.

Porém,  como o papo aqui é principalmente  o fisiculturismo, vou focar mais na minha preparação física para o Carnaval, combinado?

Bom, primeiramente, no samba, a gente mexe tudo, né? Então, o corpo tem de estar megafirme para manter as coisas no lugar hahaha.  Sendo assim, minha preparação está superfocada em um corpo mais volumoso, com percentual de gordura baixo, mas com a energia lá em cima. Afinal, não é fácil ficar duas horas sambando em um saltão 10. Isso significa um treino com muita força e pouca repetição, chegando algumas vezes à falha mesmo! Tudo milimetricamente calculado pelo meu personal, o Tiago Guirra, que está me preparando para mais este desafio (pois é,  tenho mais um desafio, que é uma lesão que estou tratando, mas isso vai ser tema de outro post).

Quanto à alimentação, a equipe da qual faço parte, da Ângela Borges, traçou uma dieta bem bacana. Primeiramente, investimos mais nos carboidratos para que eu tivesse uma energia extra, e agora, mais perto do desfile, fomos tirando pouco a pouco os carbos. Na semana passada, entrei em uma dieta AB, ou seja, nos dias em que treinei membros inferiores, tive um consumo alto de carbo; e nos dias que não treinei os membros superiores, tive consumo médio de carbo. E agora, nesta última semana, entrei na fase zerocarb. 

O que eu curti na abordagem do Lucas, nutri da equipe, é que a dieta é bem variada e muito menos restritiva do que costumo fazer para competição. Então, não tenho do que reclamar ;) 

Outro ponto fundamental é a hidratação. Na proximidade do desfile, vamos fazer uma pirâmide de hidratação, ou seja, serão 5 dias com o consumo de 7 litros de água, dois dias zero sódio e, no último dia, faremos um ajuste fino para estar com o corpo legal, mas com disposição e energia!

Outra atitude que reputo essencial para um atleta de fisiculturismo, e que estou levando também para a avenida, é a questão mental. Um atleta tem que ser mentalmente forte, ter humildade para reconhecer suas fraquezas e trabalhar para melhorar sempre! E é assim que também estou encarando o meu desafio na avenida. Tenho muito a aprender e evoluir, mas me concentro em dar o meu melhor, em absorver os feedbacks construtivos e me jogo com toda a energia e positividade!

Bom, agora é fazer os últimos ajustes e cair com tudo no samba e na alegria do carnaval, representando com muito orgulho as atletas de fisiculturismo! Bora para mais um desafio! Torçam por mim!

 

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

 


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Dia de amistosos entre seleções do rugby, sem rivalidade, #SQN

Renata Martines
Renata Martines
Scrum Brasil Verde vs Band
Scrum Brasil Verde vs Band Denys Flores

Dia 18 de fevereiro, a seleção de Rugby Sevens Feminino da Argentina pousou em São Paulo para uma semana de concentração e jogos com a seleção Brasileira.

Em 2018 já fizeram esse experimento e como deu muito certo. As argentinas, dirigidas por Daniel Villen, resolveram repetir a dose nesse começo de ano como aquecimento para todos os torneios que estão por vir. Sofía Gonzalez, capitã, disse: “Treinar com Brasil é muito importante para nós porque é uma seleção de alto nível e que nos permite ganhar ritmo de jogo e será fundamental para um ano tão importante como esse que está chegando. ” (Já que nesse ano as seleções femininas terão classificatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 e o Panamericano em Lima, Peru, em agosto.)

Chicas gracinhas da Argentina.
Chicas gracinhas da Argentina. Renata Martines

Após semana pesada de treinos e diversão (não dá para ter rugby sem ter diversão), os jogos contra a seleção brasileira começaram na sexta (22). Foram 2 jogos onde a seleção argentina foi se ajustando para terem objetivos ainda mais claros para as partidas que aconteceriam no dia seguinte.

No sábado (23),  tivemos um minitorneio no NAR (núcleo de alto rendimento de SP) com a participação da equipe argentina, dois times do Brasil e do clube Bandeirantes, de SP.

O quarteto de arbitragem foi composto por André, Natasha, Xavier e eu (sorriso beeem largo e zero postura de modelo, hahaha).

Arbitragem dos amistosos do final de semana
Arbitragem dos amistosos do final de semana Denys Flores

A temperatura estava muito amena (#coitada). Começamos com 32°, às 09h da manhã, e passamos para 34°, antes do relógio marcar 12h. Tivemos jogos limpos, com poucos erros, boa comunicação de todos os times e, também, serviu de treinamento para nós, árbitros, já que também estamos nos preparando para os principais torneios do ano!

Sábado foi aniversário de Sofía e ela estava muito emocionada no fim do dia: “Incrível jogar com o Brasil hoje e poder passar meu aniversário fazendo o que mais gosto, que é jogar rugby. Estou imensamente feliz com essa possibilidade. ”

Bom, a Sofía é uma fofa! Super simpática, adorou meu espanhol (Graças a Deus que ela é empática) e para mim, ela joga muito! Super criativa com ótima visão de jogo.

Sofia Gonzalez - Capitã da Argentina
Sofia Gonzalez - Capitã da Argentina Renata Martines

Os placares de sábado foram:

Brasil A 12 x 0 Argentina

Brasil B 22 x 10 Band


Brasil A 24 x 10 Argentina

Brasil B 26 x 10 Band

 

Brasil B 27 x 5 Band

Brasil A 21 x 19 Argentina

Como podemos notar, os times foram criando mais e mais ao longo do minitorneio e conquistando seu espaço nas vitórias nos pequenos detalhes que foram aproveitados em cada minuto de partida. (Lembrando que no seven temos 2 tempos de 7 minutos, com intervalo de 2 minutos).

Fica ligado aqui no blog que tenho muito o que contar sobre essas mulheres poderosas.

 Até breve.

Rê Martines

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Perfil do Instagram relata abusos sofridos por corredoras

Ativo
Ativo

Perfil do Instagram relata abusos sofridos por corredoras
Perfil do Instagram relata abusos sofridos por corredoras Shutterstock

Estamos em 2019, mas parece que ainda vivemos na Idade Média quando se trata de assédio e importunação às mulheres. Nenhum ambiente está livre de perturbações ao sossego feminino.

Na corrida, isso é fato corriqueiro, principalmente ao se treinar em ruas, parques e estradas. Uma forma de ajudar a mudar esse comportamento é denunciar o ato. 

É o que faz a professora de biologia Giseli Trento, de 39 anos. Ela criou o perfil Só quero treinar para compartilhar relatos de atletas que passaram por diferentes situações de assédio na corrida.

A ideia surgiu por causa de um triste episódio. “Um dia, enquanto eu treinava, um homem de bicicleta passou pelas minhas costas e muito perto do meu corpo. Ele fazia algumas caretas e gestos obscenos”, conta. “Nisso, quando vi que ele voltaria, avistei uma casa, entrei e perguntei se podia esperar pelo meu marido”.

Nos posts compartilhados, o problema é o mesmo. Predomina o constrangimento de ouvir assobios, palavras maldosas e agressões físicas, como o de uma seguidora que foi puxada pelo shorts enquanto corria.

“Um carro se aproximou com uns 6 moleques dentro. Eles me puxaram pelo shorts e fizeram com que minha calcinha arrebentasse. Caí igual a uma fruta madura, machuquei joelhos e mãos. Por sorte, fui rápida e corri para um estabelecimento comercial onde estava um anjo da guarda que rapidamente abriu o portão. Ele me acolheu e chamou o meu marido”, diz um trecho do depoimento, dado por Renata Lopes, de Ribeirão Preto.


Com pouco mais de 9 mil seguidores, o perfil também compartilha conteúdos motivacionais e divulga dicas de segurança para as mulheres.


Os relatos de assédio na corrida foram chegando aos poucos. Algumas mulheres pediam anonimato; outras se sentiam mais confortáveis e dispostas a trocar experiências.

“Elas querem falar e conversar com alguém que já passou pela mesma situação”, explica a professora, que já recebeu relatos o suficiente para postar até março.

Problema não está apenas na corrida

Embora o foco seja assédio na corrida, há mulheres que compartilham situações de abusos na academia, na natação, no futebol e no pedal.

“Uma mulher malhar de top e shorts na academia não quer dizer que ela queira se mostrar. Muitas mulheres tinham esse pensamento, mas de pouco em pouco elas entendem que não faz nenhum sentido”, afirma Giseli.

Os próprios homens ganharam um papel importante na divulgação e engajamento da página. De acordo com a professora, muitos passaram a enxergar que os atos realmente não são recíprocos e não devem ser categorizados como “elogios”.

“Muitos tentam mudar a postura. Falar sobre assédio na corrida também é sensibilizar o público masculino. Eles precisam aprender a se colocar no lugar do outro e viver com empatia”.

Como a lei interpreta o assédio na corrida 

Quando há cantadas na rua, assobios e até as palavras chulas e de baixo calão dirigidas à mulher, o intuito, em sua maioria, é o de constranger a vítima e não lhe dar o direito de resposta.

De acordo com a advogada Silvia Vilela Mancilha, o ato é considerado crime de injúria e está previsto no Art. 140 do Código Penal.

Para punir o agressor, é preciso realizar um boletim de ocorrência e abrir um inquérito policial.

Atualmente, muitas delegacias trabalham especialmente para a mulher e visam combater a violência de gênero. O atendimento policial busca tranquilizar o público feminino e prevenir os delitos.

“É importante que a vítima não se intimide”, afirma Silvia. “Em casos de assédio na corrida, acontece tudo muito rápido. A vítima entra em choque, sente-se envergonhada e busca sair daquela cena o mais rápido possível”.

Diferentemente do que ocorre em casos de importunação sexual e assédio físico, a pena para o crime de injúria costuma ser uma multa definida pelo juiz ou detenção de 1 a 6 meses.

Ainda que a maioria dos assédios na corrida esteja ligada ao crime de injúria (por se basearem em atitudes verbais), muitas mulheres também descrevem assédios físicos, como abordamos neste texto.

Nesses casos, as práticas estão inseridas na Lei de Importunação Sexual (nº 13.718) e é considerado crime qualquer ato libidinoso contra outra pessoa sem seu consentimento.

Com pena de 1 a 5 anos de prisão, a lei, sancionada em 2018, passou a considerar qualquer ato ofensivo ao pudor como crime. Até então, as ações respondiam como infração penal.

“A punição torna-se bastante expressiva e todos os casos passam a ser investigados e punidos pelo Estado, independentemente da vontade da parte. Ou seja, mesmo que a parte queira, retirar a queixa não será possível, o que impede que a vítima seja coagida a mudar sua posição”, conclui.

*Fontes: Giseli Trento, professora de biologia e atleta amadora; Sílvia Vilela Mancilha, advogada e especializada em Direito do Consumidor, OAB/SP 155.021.

Fonte: Ativo.com

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Saiba como foi a 3ª rodada do Six Nations

Renata Martines
Renata Martines

Bola oficial do torneio.
Bola oficial do torneio. Guinness Six Nation

Oi, Gente!

Cheguei para contar como foi o final de semana de rugby no Six Nations e, para você que me acompanha, fica tranquila que a minha queridinha França fez o dever de casa e eu respiro sem ajuda de aparelhos. (Obrigada, de nada. hahaha)


Bom, vamos ao fatos:

No masculino, Irlanda venceu a Itália, mesmo os bambinos dando trabalho para os verdinhos. Veja os highlights aqui. Gales VENCEU a Inglaterra (soem os tambores) e assumiu a liderança do grupo com incríveis 21 a 13. Minha queridinha França, que havia perdido para a Inglaterra de 44 a 08 (que pesadelo), ganhou lindamente da Escócia por 20 a 10 (Não preciso de terapia, ainda, amigos...). 

Capitães das seleções masculinas
Capitães das seleções masculinas Max Chesterton

Já no feminino (ai que emoção) a Itália passou pela Irlanda (what?) por magníficos 29 a 27, sendo a zebra do final de semana (ninguém acreditava que a Itália ganharia da Irlanda!). 

Inglaterra ganhou de 51 a 12 de Gales (festa no jardim - tá, eu explico a piada ruim: a seleção é conhecida como Red Roses, assiste esse vídeo aqui, mas antes, pega uns lencinhos e assiste sozinho para não passar vergonha. #brinks) aaaaaand, por último mas não menos importante, minha queridinha França ganhou de 41 a 10 contra a Escócia e deixou a pessoinha aqui bem feliz (Merci les filles - muito poliglota. Valeu tradutor. hahaha). O destaque desse jogo foi a Gabrielle Vernier que marcou dois tries (cada um vale 5 pontos) e uma conversão (mais 2 pontos).

Comemoração das francesas após vitória contra Escócia no último sábado em Lille - França.
Comemoração das francesas após vitória contra Escócia no último sábado em Lille - França. Charlie Talbot-Smith

Final de semana que vem, 02 e 03 de março, não teremos rodada porque as seleções irão participar dos bloquinhos de carnaval. (aaah, zoeira. hahaha). De qualquer forma, voltarei com novidades na próxima semana (haja coração!).

Torcedor irlandês a caráter.
Torcedor irlandês a caráter. reprodução

Beijos,

Rê Martines.

Fonte: Paul Eddison e Portal do Rugby

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Maratona de Santiago: saiba tudo sobre a prova na capital chilena

Ativo
Ativo

Maratona de Santiago: saiba tudo sobre a prova na capital chilena
Maratona de Santiago: saiba tudo sobre a prova na capital chilena Reprodução

Santiago, conhecida por suas belas vistas da Cordilheira do Andes, saborosos vinhos, praias e passeios de ski, também abriga uma das principais provas de corrida da América do Sul. A capital chilena, um dos destinos mais procurados por turistas brasileiros, sedia em 7 de abril a 13ª Maratona de Santiago, evento que vêm ganhando mais visibilidade de corredores e grandes empresas ligadas ao esporte.

Percurso da Maratona de Santiago

Assim como diversas outras provas, a Maratona de Santiago possui um percurso circular.Ou seja, a largada e a chegada ocorrem no mesmo local. A prova começa na Avenida Libertador Bernardo O’Higgins, em frente ao Palácio de La Moneda.

Palácio de La Moneda
Palácio de La Moneda Shutterstock

Pelo fato da largada usar as oito pistas da espaçosa avenida, a dispersão dos corredores não tarda muito.

Na primeira metade do trajeto, a prova apresenta alguns cotovelos, o que exige certo planejamento dos atletas para se desgastarem o mínimo possível ao realizarem as curvas.

Em contrapartida, o percurso é plano quase em sua totalidade. Apenas no miolo dos 42 km há uma leve subida e no fim da prova há uma leve descida.

Percurso dos 42 K da Maratona de Santiago
Percurso dos 42 K da Maratona de Santiago Reprodução

Após a largada, o percurso segue sentido à Avenida España por um quilômetro, onde os atletas contornarão o Parque O’Higgins. Feito isso, os corredores seguem ao quilômetro 11 pelas avenidas Manuel Matta e Grécia, onde se encontra o Estádio Nacional do Chile.

Depois, os participantes correm no sentido norte por 3 km, então seguem para o sul na Avenida Los Leones até a rua Rodrigo Araya, somando mais 5 km, para completarem a primeira metade da prova.

 

Vista aérea do Estádio Nacional do Chile
Vista aérea do Estádio Nacional do Chile Reprodução

Os atletas seguem para a Avenida Américo Vespucio, uma das maiores retas da prova, e permanecem nela por cerca de 10 km. Então, dirigem-se até ao quilômetro 40 pelas avenidas às margens do rio Mapocho e que contornam o Parque Metropolitano.

O final da prova é uma leve descida da Avenida Libertador Bernardo O’Higgins, de volta ao Palácio de La Moneda.

Como participar da Maratona de Santiago

As inscrições para a Maratona de Santiago podem ser feitas no site oficial da prova. Além dos tradicionais 42 km, o evento oferece disputas de 10 km e 21 km.

Os valores para corredores estrangeiros que não moram no Chile variam entre 60 e 80 dólares, de acordo com a distância escolhida. Há ainda a possibilidade de se inscrever revertendo um valor para instituições de caridade, método em que o preço vai de 100 a 140 dólares.

Dicas e curiosidades da prova

Temperatura, umidade e hidratação

No momento da largada da prova, a temperatura, geralmente, é baixa e agradável para os maratonistas brasileiros. Porém, é muito comum que durante o evento o calor aumente consideravelmente. Em abril, na cidade de Santiago, as temperaturas variam entre 7°C e 23°C.

Largada da Maratona de Santiago
Largada da Maratona de Santiago Reprodução

A região que a cidade se encontra é bastante seca, por conta da proximidade do deserto do Atacama e da Cordilheira dos Andes, assim fazendo com que os corredores desacostumados sintam necessidade de se hidratar com mais frequência.

Como os copos distribuídos nos postos de hidratação são totalmente abertos, é comum ver os participantes parando para repôr os líquidos e sais minerais.

Divisão por tempo

Na largada, os corredores são divididos em baias de acordo com o tempo pretendido para a prova. Cada um desses setores é acessado através de ruas perpendiculares à avenida de largada – a fiscalização para evitar pipocas e atletas nos pelotões errados é dura.

Passeios e transporte

Um dos passeios clássicos de quem vai para Santiago é conhecer a Cordilheira dos Andes. Quando o tempo está limpo, é possível apreciar o ponto de diversos locais da cidade. Mas para ver de perto, é preciso pegar um transporte na capital e se deslocar até o topo dos Andes.

Na época da prova, em abril, não é inverno no Chile, porém as temperaturas não são altas o suficiente para derreter toda a neve da Cordilheira. No verão, por exemplo, é possível ver toda a vegetação e a terra característica da região.

Quem deseja passear pela cidade pode fazer uso do metrô. O sistema de Santiago está entre os mais modernos da América Latina. São 118 estações e aproximadamente 120 km de extensão – o horário de funcionamento é das 6h30 às 23h.

Mapa do metrô de Santiago
Mapa do metrô de Santiago Reprodução

O Palácio de La Moneda, o local de largada da prova, fica a 350 m da estação de metrô Universidad de Chile.

A linha mais utilizada pelos turistas é a L1, pois permite fácil acesso a outros pontos turísticos como o Mercado Central, a Plaza de Armas, o Centro Artesanal Los Dominicos e as Vinícolas Concha y Toro e Santa Carolina.

Exposição e entrega de kits

Assim como nas majors, a entrega dos kits da Maratona de Santiago é feita na véspera da prova em uma grande expo, que conta com a presença de stands de diversas empresas patrocinadoras do evento.

Certificado bronze da IAAF

A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) concede selos de ouro, prata e bronze às provas ao redor do globo que seguem certos detalhes técnicos, e a Maratona de Santiago foi a primeira prova da América Latina a conquistar o certificado bronze e fazer parte desse seleto grupo.

Viagem e estadia no Chile

Entre os motivos da Maratona de Santiago ter caído nas graças do público brasileiro estão a proximidade física e a semelhança de fuso horário. As viagens de avião até a capital chilena levam cerca de quatro horas e, no mês de abril, o horário em Santiago é igual ao horário de Brasília.

Leia Mais:
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Fonte: Ativo.com

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Erberth Santos não representa o jiu-jitsu!

Mayara Munhos
Mayara Munhos

Luta principal de BJJ Stars.
Luta principal de BJJ Stars. Reprodução/BJJ Stars

Começando do começo: todos já sabem, mas ontem (23), no BJJ Stars, evento enorme de jiu-jitsu que aconteceu no Clube Hebraica em São Paulo, reunia grandes nomes da arte marcial e terminaria com a luta principal entre Felipe Preguiça e Erberth Santos. Sim, os dois já estavam anteriormente se provocando nas redes sociais e já sabíamos que seria uma luta dura. Porém, ainda nos minutos iniciais, Preguiça foi raspar Erberth que alegou uma dor no joelho, solicitou atendimento médico e ficou no chão. O ginásio começou a vaiar, como sempre acontece quando ele está no tatame e, do lado de fora, "alguém" falou algo que o "atleta" não gostou e, na mesma hora, seu joelho "parou de doer" e ele saiu correndo do tatame para cima do cara. Perante a isso, começou uma briga generalizada. 

O evento tinha tudo para ser um espetáculo - e foi, até antes disso. A estrutura era impecável. Os atletas receberam ($) para lutar. Os ingressos foram vendidos e esgotados por um público que nem me arrisco chutar a quantidade, porque era mesmo muita gente. Teve transmissão online e venda de pay per view que, segundo a organização, foi recorde. O card? Nem se fale. Foi exatamente o que fez o valor do ingresso valer a pena que, apesar de caro, nos oferecia algo muito importante em troca: um show de jiu-jitsu. 

Além do GP que aconteceu no início, o main event tinha lutas de todos os tipos: dos leves, dos old school, de mulheres, de pioneiros e, infelizmente, de alguém que vai além do trash talking e acaba com a imagem do esporte.

O que quero deixar claro é que não sou a favor de incitação de violência de nenhum tipo. Mas ter um trash talking... isso faz parte. Vide UFC. Nem todo mundo é a favor, mas isso vende. E o evento também tinha o propósito de vender ingressos e ppv. Vimos, sim, um trash talking ser promovido antes, mas vem cá: isso não justifica.

Onde quero chegar é que foi lamentável e repugnante a atitude do Erberth Santos e queria aproveitar para pedir para que os promotores de evento, mídia esportiva e inclusive federações, olhem com mais cuidado para isso. 

Primeiro: não vou compartilhar vídeos porque todos já viram e não quero propagar mais ainda. 

Todo mundo sabe que o cara tem uma má fama. E não é um pré julgamento, é um fato. Todo mundo que acompanha o jiu-jitsu já ouviu ou viu situações onde o Erberth perdeu a cabeça. Onde ele brigou, onde ele esteve envolvido, onde ele falou... e as pessoas ainda insistem em dar mídia para ele. 

Considero que ontem, estávamos dando um passo a frente e terminamos com cinco para trás. É difícil desmistificar para o mundo a imagem ruim que o jiu-jitsu deixou no passado. Tínhamos Ryan, Macaco... que eram, sim, atletas inquestionáveis, mas com atitudes deploráveis. Raramente vemos um evento do calibre do BJJ Stars no Brasil. E ver isso sendo passado para o mundo todo (tendo em vista que o ppv custava 40 reais e eu vi muita gente de fora comprando para assistir), é como uma prova de que o Brasil não pode receber eventos desse tipo. É essa a imagem que fica do nosso país e do nosso esporte para o mundo inteiro.

O apresentador talvez tenha se expressado mal quando, ao finalizar o evento, disse 'isso é Brasil' (depois procuro a fala dele na íntegra e escrevo aqui). Creio que ele não estivesse menosprezando o nosso país, mas querendo dar um alerta de que é essa a imagem que estamos deixando. E não só para fora: essa é a imagem que fica para nossa família e para os nossos amigos que não são do meio do jiu-jitsu e estavam acompanhando.

Na plateia estavam mulheres - inclusive a que ele derrubou no chão e estão dizendo ser a namorada dele (mas eu realmente não confirmo a informação), estavam crianças - vimos Gabriel Rolo pegar a filha dele para levar no tatame e pegar o troféu. Ela estava exatamente onde a briga começou.  Ou então Patrick Gaudio levando sua filha lá para cima, dizendo que era a primeira luta do pai que ela estava vendo. No futuro, vai ser uma pena para ele lembrar como terminou o primeiro evento em que a filha foi assisti-lo lutar. E aliás, Patrick: eu espero que sua luta contra o Erberth não aconteça, como você pediu durante a entrevista. Porque esse cara, NÃO representa o jiu-jitsu e você é um dos novos nomes que tem nos representado muito bem. Ele não merece mais um evento sendo promovido através do nome dele. E temos muitos atletas mais qualificados para entrarem num main event e mostrar o que é jiu-jitsu de verdade.

*Imagens de Patrick Gaudio entrando no tatame.

Comparo o meu sentimento com o com a briga no Paulista (de futebol) de 1999, onde o Edilson (do Corinthians) começou a fazer embaixadinhas e o Paulo Nunes (do Palmeiras) perdeu a cabeça e no final, tomou um chute. Eu tinha 7 anos de idade e estava acompanhando o meu time (verde) muito feliz. Aquela briga me fez sentir vergonha e ficar muito triste por ver algo que eu defendo e gosto ter sido tão deturpado. A sensação que sinto hoje, quase vinte anos depois, é exatamente a mesma. Eu senti vergonha. Eu só consigo pensar nisso. E eu não quero defender meu esporte sem conseguir sustentar minhas justificativas. 

Nós demoramos anos para tirar a imagem de que jiu-jitsu é esporte de marginal. E Erberth veio e colocou mais uma - dentre tantas - manchas na nossa história. Você não merece ser um faixa preta. Você não merece estar liderando uma equipe. Não merece ser ídolo e muito menos exemplo - inclusive de crianças que se espelham em você. Que as providências sejam tomadas para que não vejamos mais esse cara no esporte.


O que deveríamos ressaltar é que a luta principal foi vencida por Felipe Preguiça. Porém, ele sequer lutou. Imagine que louco falarmos sobre o lutão entre os dois, se encontrando de novo? Mas a vitória foi só um detalhe. O que ficou foi a sujeira. Do mais, parabéns pelo evento, BJJ Stars. Que isso não seja um fim.



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Erberth Santos não representa o jiu-jitsu!

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Muita mulher poderosa no rugby neste sábado e você acompanha no WatchESPN!

Renata Martines
Renata Martines

Capitãs dos times envolvidos no torneio 2019
Capitãs dos times envolvidos no torneio 2019 Reprodução

Aí, que poder!

Você já sabe que falo de rugby com muito amor, neh?

Só que hoje vou empoderar a matéria escrevendo sobre o Six Nations Feminino, rugby XV, com mulheres jogando lindamente um esporte de contato e arrasando em suas posições! Para você entrar no clima, dá uma olhadinha nesse vídeo e reflita. (toda engraçadinha... desculpe! rsrsrs)

Dai você tá aqui lendo isso e pergunta: Tá Renata, mas, o que é Six Nations?

Bourdon - scrum half da França <3
Bourdon - scrum half da França <3 Reprodução

Este torneio foi criado em MIL OITOCENTOS E OITENTA E TRÊS (1883), minha gente, e seu nome era Home Nations Championship, envolvendo os países: Escócia, Gales e Irlanda. A minha queridinha França entrou no torneio em 1910 e, em 2000, a Itália foi aceita nesse grupão de elite alterando o nome para Six Nations.

A elite se encontra uma vez por ano e é o título máximo da europa (Meu coração até palpita mais de tanto poder!)

A edição desse ano é mais do que especial, pois é como um preparatório para a Copa do Mundo que também acontecerá neste ano (parei com exclamação, mas, continuo empolgada).

Na edição do ano passado, quem levou a melhor no feminino foi a França (minha favorita sempre: ui, ça va bien merci et toi...abajur, croassant, sutiã!!!). Confira aqui como foi. Já no masculino, foi a Irlanda.

Para ler mais sobre o torneio, cola lá no site dos meus amigões e vejam essa matéria.

França e Gales no jogo do dia 11/02/19
França e Gales no jogo do dia 11/02/19 @portaldorugby

Neste final de semana, o WatchESPN transmitirá os três jogos para confirmarmos as estatísticas sobre as queridinhas do mundo (França e Inglaterra):

23/02 - Sábado

15h30: Itália vs Irlanda (estou torcendo para a Irlanda, mas a Itália está se mostrando maravilhosinha e pode surpreender para saber quem leva a melhor no ranking geral)

17h: França vs Escócia (aqui eu coloco o celular no mudo, fecho as janelas de casa, pego minha garrafa de vinho e só acordarei para o mundo pós vitória da França)

24/02 - Domingo

09h30: País de Gales vs Inglaterra (Acordarei cedo, mesmo de ressaca, para torcer pra Inglaterra e termos a melhor final das finais desse torneio cheio de fineza!)

Poppy Cleall - Gigante da Inglaterra
Poppy Cleall - Gigante da Inglaterra Reproduçãço

Para você entender melhor, França e Inglaterra estão muito superiores que os outros times e por isso já estão sendo consideradas as queridinhas para a final.

No começo do torneio, minha querida França perdeu para a Inglaterra (chora não, coleguinha!) e está muito superior e promete atropelar País de Gales no domingo. Já no jogo da França que pegarão as escocesas, promete fortes emoções e aceito ajuda psicológica depois (#AjudaAsAmigas).

Bom, fica aqui meu convite para você acompanhar essa emoção bem de pertinho comigo, de onde quiser, com o WatchESPN e deixa seu comentário aqui para eu saber o que você achou, se vai me dar um apoio moral, se quer que eu fale de algum assunto especial (dúvidas são muito bem vindas) etc.

Je t'aime. À bientôt,

Renata Martines

Fonte: Portal do Rugby

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