O futebol está ficando chato? Tente o circo!

Gian Oddi
Gian Oddi

Puyol coibe comemoração de gol com dancinha no Barcelona
Puyol coibe comemoração de gol com dancinha no Barcelona Reuters

.

A cantilena de que o futebol está ficando chato é o que há de verdadeiramente chato no futebol nos dias de hoje.

Não é o caso de entrar no mérito sobre se Vinícius Júnior pode ou não comemorar um gol com o gesto do chororô.

Não é o caso chamar de piada ou canalhice Neymar tirar a mão logo após estendê-la para ajudar um adversário a se levantar.

Não é o caso de julgar o jogador que comemora um gol levando as mãos aos ouvidos ou fazendo o gesto de silêncio à torcida adversária.

Não é o caso de classificar como mau humor ou respeito ao rival a advertência feita por Puyol às dancinhas comemorativas de gol.

Eu mesmo tenho opiniões diferentes sobre os exemplos acima.

O limite entre a piada e o desrespeito, entre a descontração e provocação, vai sempre variar de acordo com as pessoas envolvidas, com o contexto, com a cultura de um país, de uma região. De um clube, até, como no caso do Barcelona.

A brincadeira para um é ofensa para o outro, e contanto que as reações não sejam exageradas e incoerentes, porque o autor da zoeira de hoje tem que saber ser zoado amanhã, seria legal aprender a conviver com isso.

O duro é aceitar que o futebol, disparado o esporte mais popular do mundo, esteja ficando chato pela ausência ou pela repressão a estas bobagens. Que podem até dar um molho, divertir, mas nem de longe são o determinante para definir o futebol como chato ou legal.

O futebol é muito maior.

Veja a Premier League: trata-se provavelmente da liga nacional onde gestos como os exemplos acima seriam menos bem vistos. É a liga onde um jogador é duramente vaiado por se jogar e tentar enganar o árbitro. Onde o fair play é exigido. Onde o limite entre a brincadeira ou a esperteza e o desrespeito ofensivo aparece antes.

Não se trata, neste caso, da cultura do futebol, mas da cultura de um país, de um povo. 

E nem por isso, quem gosta verdadeiramente DE FUTEBOL há de convir, podemos chamar a Premier League de “chata”.

Se você a considera chata, haverá sempre a alternativa do circo.   : )

Fonte: Gian Oddi

Comentários

O futebol está ficando chato? Tente o circo!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Traição, brigas e mentiras: o caos do atacante de 110 milhões de euros para quem os gols são só detalhe

Gian Oddi
Gian Oddi

.

Domingo, 7 de abril, estádio San Siro de Milão. Enquanto coros com as palavras “mercenário” e “homem de merda” são gritados pela torcida organizada da Internazionale na Curva Nord, outra boa parte dos mais de 60 mil torcedores presentes no jogo contra a Atalanta reagem com vaias para abafar a manifestação daquela minoria barulhenta.

Não chega a surpreender, pois poucos dias antes um comunicado dos ùltras (a versão italiana das organizadas) da Inter havia deixado claro qual seria a posição do grupo: “Não daremos um passo atrás sobre Icardi. Ele não pode ser o futuro da Inter... e cavou seu próprio túmulo”. Não é que o restante da torcida discorde totalmente sobre “o futuro da Inter” sem Icardi, mas há para eles, hoje, um pacto maior pela busca da vaga na Champions.

Era uma das poucas polêmicas que faltavam na carreira do ótimo atacante argentino de 26 anos: Mauro Icardi, que já havia ameaçado (e irritado) a organizada da Inter em sua autobiografia, conseguiu agora dividir a própria torcida com a mesma intensidade com que incomoda companheiros, treinadores e dirigentes – e é incrível que tudo possa ser exemplificado apenas nos meses mais recentes de sua carreira.

Se houve um tempo em que Icardi, pelo futebol jogado na Inter, era visto como vítima de uma poderosa panela formada pelos jogadores mais renomados da seleção argentina e por isso não era convocado, esse tempo ficou para trás.

Não é segredo, e agora parece pouco relevante, que a relação dele com Wanda Nara, ex-mulher do hoje vascaíno Maxi Lopez, foi fundamental para que Icardi não fosse bem quisto pelos companheiros de seleção: menos até por seu envolvimento com Nara quando ela ainda era casada com Maxi, mais por suas atitudes provocadoras após o caso, que envolviam até os filhos de Maxi (de quem fora muito amigo) com a ex-mulher.

Wanda Nara, que se tornou então empresária de Icardi, virou a partir daquele episódio pivô de inúmeras polêmicas envolvendo o jogador. Atuando sempre de maneira midiática, com declarações fortes e interpretações emocionadas na televisão, Nara colocou sobre o atacante holofotes que ele só precisava ter apontados para si dentro de campo.

E assim, em fevereiro, a Inter anunciou através de uma nota seca em seu site que Icardi perdera a faixa de capitão para o goleiro Handanovic. A atitude foi uma reação do diretor Beppe Marotta às declarações da empresária sobre a complicada renovação de contrato com a Inter: a gota d’água foi a ameaça de o argentino vestir a camisa da rival Juventus. Para os dirigentes, a atitude não “condizia com a de um capitão”.

Wanda Nara chegou a ir à televisão após a punição. E chorou, dizendo que tudo o que Icardi mais queria era jogar pela Inter.

Não foi o que se viu. Afinal, após se recusar a viajar para um jogo da Liga Europa, Icardi alegou problemas físicos negados pelos próprios médicos da Inter (!) e ficou por mais de um mês afastado. “Precisar de mediação para fazê-lo vestir a camisa da Inter é uma coisa humilhante. Perguntem a qualquer torcedor o que ele pensa disso”, afirmou recentemente o técnico Luciano Spalletti a respeito da ausência do atacante, que a partir de um certo momento o próprio treinador optou por não convocar.

A irritação de Spalletti com Icardi fez com que ele subisse o tom de maneira surpreendente no final de março, após derrota para a Lazio na qual optou por não tê-lo em campo: “A Inter ficou seis anos sem ir à Champions, e Icardi estava aqui. Quantas partidas assim, ou piores, perdemos com ele em campo? Essa narrativa interessa a vocês [jornalistas] que fazem ficção. Quem faz diferença em campo são Messi, Ronaldo e poucos outros”.

Torcida da Inter para Icardi, ainda em 2016: 100 gols e 100 troféus não apagarão a merda que você é
Torcida da Inter para Icardi, ainda em 2016: 100 gols e 100 troféus não apagarão a merda que você é Getty Images (arquivo)

As frases de Spalletti não agradaram a diretoria da Inter, que nos dias seguintes viu uma matéria da Gazzetta dello Sport tratar sobre a desvalorização de Icardi: por todos os imbróglios, de acordo com o jornal, o atacante cuja cláusula rescisória de 110 milhões parecia passível de ser paga por gigantes europeus no início da temporada, hoje não vale mais de 60 milhões de euros.

Ao não convocar Icardi, porém, Spalletti deixava mais que subentendido não o fazer também por um desejo do elenco, inconformado com a postura do argentino: “Eu preciso ter credibilidade dentro do vestiário, e isso eu tenho há 22 anos. A disciplina é a coisa mais importante em um grupo”.

Se foi por pressão da diretoria ou não, o fato é que Icardi foi chamado já para o jogo seguinte ao da Lazio, aquele que gerou as fortes declarações de Spalletti. Atuando contra o Genoa fora de casa, o atacante voltou ao time, fez um gol de pênalti, deu assistência para Perisic – apontado como um de seus principais desafetos no grupo – e foi eleito o melhor jogador em campo na goleada por 4 a 0.

Foi só mais uma prova de que, para alguns jogadores de futebol, a qualidade é apenas um detalhe.

 
No instagram @gianoddi
No Facebook /gianoddi

Fonte: Gian Oddi

Comentários

Traição, brigas e mentiras: o caos do atacante de 110 milhões de euros para quem os gols são só detalhe

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Federação Paulista e TJD erram feio. Mas Palmeiras não ajuda a expor os absurdos

Gian Oddi
Gian Oddi
Maurício Galliote, presidente do Palmeiras: rompido com a FPF
Maurício Galliote, presidente do Palmeiras: rompido com a FPF ESPN

.

O Palmeiras tem, desde abril do ano passado, inúmeras razões para se irritar, criticar, e combater judicialmente a Federação Paulista de Futebol e o Tribunal de Justiça Desportiva do Estado.

Tudo começou com a  estranha posição da Federação Paulista ao se recusar a investigar a suposta interferência externa na arbitragem da final do Campeonato Paulista de 2018 contra o Corinthians.

Não está em pauta aqui o pênalti (que para mim não houve) daquela final em si, até porque o clubismo impregnado nessa discussão acaba por ofuscar o que de mais importante houve em todo aquele imbróglio: o desinteresse da FPF por buscar a verdade sobre a eventual interferência externa e, se possível, melhorar.

Ao contrário do que fazem até os mais maquiavélicos bandidos da política brasileira, a batida frase “vamos apurar o que houve e, se necessário, tomar as providências devidas, punir os culpados e evitar que esse tipo de coisa volte a acontecer” foi imediatamente descartada pela Federação. Por mais que houvesse indícios da tal interferência, à FPF nunca interessou saber.


Um ano depois, a briga entre Palmeiras e Federação Paulista segue firme (alimentada por embates da política alviverde que não interessam aqui) e, quem diria, viu a entrada de uma terceira instituição que deveria ser, pelo menos em teoria, “independente”: o TJD-SP.

Na semana passada, o presidente desse tribunal, Antonio Olim, respondeu assim aos questionamentos do Palmeiras a respeito de uma possível má utilização do VAR nas quartas-de-final contra o Novorizontino:

“Chamar de Paulistinha, quer esculachar? Desculpa, isso é uma vergonha para o Palmeiras, vamos ganhar na bola, no jogo, vamos parar de chorar. O Palmeiras é um grande clube, mas esse cara (Maurício Galiotte) pensa num mundinho pequeno, tem de pensar no Palmeiras, e não pensar num timinho”.

Não discordo inteiramente da afirmação (logo chegaremos lá), mas certamente não caberia a Olim emitir tal opinião, nessa forma, dias antes de participar de julgamentos importantes envolvendo o clube.

Chegamos então a esta quinta-feira, quando o portal UOL informa que este mesmo Tribunal pode ter tirado o meio-campista Moisés do Paulista através de uma manobra “sem previsão na legislação esportiva. Consultado pelo portal a respeito do fato, o TJD se limitou a dizer que a manobra está “prevista no regimento interno do tribunal”, se recusando, porém, a mostrar o regimento (ao contrário do que é praxe em diversos tribunais, desportivos ou não).

De novo: é séria e grave a falta de transparência de Federação Paulista e, agora, do TJD-SP. O Palmeiras tem razão para se incomodar.

O clube, porém, age de maneira contraproducente para escancarar os absurdos quando toma suas atitudes muito mais com o coração do que com a razão.

Ir às redes sociais menosprezando o Campeonato Paulista chamando-o mais uma vez de “Paulistinha” é não apenas um desrespeito aos torcedores que já pagaram (caros) ingressos para assistir às suas partidas, como uma incoerência sem tamanho para quem chega a priorizar a escalação no tal “Paulistinha” em detrimento da Libertadores. Vociferar contra lances de arbitragens discutíveis atribuindo-os ao rompimento com a Federação também não ajuda em nada, é apenas mais do mesmo.

O Palmeiras tem motivos reais para reclamar e precisa se ater a eles, combatendo-os com informação e equilíbrio, através de procedimentos jurídicos e de comunicação. Caso contrário, as manifestações do clube só dão margem para serem ignorados e ironizados. O que só é bom para a Federação Paulista e, claro, para o “independente” TJD.

 
No instagram @gianoddi
No Facebook /gianoddi

Fonte: Gian Oddi

Comentários

Federação Paulista e TJD erram feio. Mas Palmeiras não ajuda a expor os absurdos

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A nova divisão sobre o VAR: dois times atacando o mesmo gol

Gian Oddi
Gian Oddi

.
A atuação do VAR em “lances interpretativos” x “lances objetivos” tornou-se, desde o último sábado, o principal enfoque da discussão sobre o uso da ferramenta no Brasil.

Não surpreende. Nos países onde o árbitro de vídeo foi implementado antes, como Alemanha, Itália e Portugal, a discussão também imperou desde o início: QUANDO e QUANTO o árbitro de campo deve utilizar a ferramenta foi o principal ponto de debate desde os primeiros jogos com a novidade.

Há quem, recorrendo àquilo que supostamente “está escrito na regra”, defenda o uso constante do VAR durante uma partida. Para esses, todo lance passível de revisão que gere um mínimo de dúvida deveria ser revisado, se necessário, pelo próprio árbitro, para que ele possa tomar a melhor decisão possível com todos os recursos disponíveis.

Há quem, pelo contrário, considere que a utilização do monitor por parte do árbitro de campo deva ser evitada o tanto quanto for possível para evitar aquilo que antes mesmo da implementação do VAR era apontado por seus detratores como uma perda significativa para o futebol: o prejuízo na dinâmica do jogo.

São duas linhas compreensíveis de raciocínio, ambas com seus prós e contras.

Particularmente, prefiro a segunda. Menos porque o fato de a regra falar em “erro claro e óbvio” me parece excluir os tais “lances interpretativos” e mais porque, embora sempre tenha sido e continue sendo um defensor contumaz do VAR, concordo que a dinâmica do jogo precisa ser preservada ao máximo.

VAR
VAR Gazeta Press

Somam-se a esses outros dois fatores: primeiro, se o VAR chegou para reduzir as polêmicas de arbitragem, utilizá-lo em casos nos quais sua intervenção potencializará a discussão por conta da mudança de decisão não faz sentido; e por fim, o fato de países com VAR há mais tempo optarem pela segunda linha (a Espanha talvez seja o exemplo mais claro) não pode ser desconsiderado. É preciso aprender com os erros dos outros.

É claro que há e sempre haverá casos pontuais, como por exemplo aqueles em que o árbitro não vê, dentro de campo, um lance considerado “interpretativo”. Nesse caso, é mais do que justo que o responsável pela decisão tenha acesso às imagens disponíveis para, aí sim, interpretar e resolver o que marcar.

O lado que adotamos nessa discussão, contudo, é hoje o menos relevante. Importa bem mais a qualidade das argumentações e a capacidade de reconhecê-las, mesmo que contrárias à sua ideia inicial.

Porque seja qual for sua preferência, a de utilização mais constante do monitor em campo ou seu acionamento apenas em casos específicos, é preciso entender que a partir de agora o esforço de todos precisa ser pela evolução do VAR, para ajustar a ferramenta e não para eliminá-la. Combater o VAR, hoje, é mais ou menos como combater a existência das vacinas.

 
No instagram @gianoddi
No Facebook /gianoddi

Fonte: Gian Oddi

Comentários

A nova divisão sobre o VAR: dois times atacando o mesmo gol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O VAR não é páreo para nossos jogadores chiliquentos

Gian Oddi
Gian Oddi

Cena mais comum no Fla x Flu da Taça Rio
Cena mais comum no Fla x Flu da Taça Rio MAGALHÃES JÚNIOR/Photopress/Gazeta Press

.

Como ocorreu em qualquer praça onde já foi implementado, o VAR no Brasil precisará atravessar um processo de reconhecimento, evolução e ajustes por parte de árbitros e assistentes, mas também de jogadores, técnicos, imprensa e torcedores.

Foi assim na Itália, Portugal e Alemanha. Está sendo assim na Espanha. Será assim na Inglaterra.

Nesses países, entender quando e quanto o VAR deveria ser utilizado para não prejudicar a dinâmica do jogo era o maior desafio no início; seguiu-se então a meta de agilizar a utilização quando o recurso fosse acionado; tornar o processo todo mais transparente foi outra preocupação; e assim ocorreu e ainda ocorre, semana após semana, numa constante evolução.

No Brasil, porém, o desafio será maior e terá uma significativa dificuldade extra, está claro pelos poucos testes realizados e cujo clássico entre Flamengo e Fluminense, pela semifinal da Taça Rio, é provavelmente o exemplo mais emblemático até aqui.

Por aqui, a maioria esmagadora dos jogadores, com o aval e a cooperação de seus treinadores, não reclama apenas ao sentir-se injustiçada por uma decisão equivocada – o que, convenhamos, seria compreensível.

Aqui a regra é reclamar para enganar. Reclamar para levar vantagem no lance seguinte. Reclama-se pedindo o VAR mesmo sabendo que ele não mostrará o que se deseja. Reclama-se durante a utilização do VAR. Reclama-se depois da utilização do VAR. E tentar enganar as imagens é uma hipótese.

A pressão é a regra. E pressionar o árbitro é mais essencial do que pressionar o adversário.

De tão infundadas, muitas das queixas em campo soam patéticas. Os gritos, peitadas, perdigotos e caras feias em direção ao árbitro ou adversário não são as demonstrações de virilidade que nossos jogadores parecem aprender a reproduzir desde as categorias de base, desde os jogos na esquina de casa. São apenas chiliques. Chiliques de quem não sabe perder, de quem não sabe ganhar, de quem não sabe competir.

A fragilidade e a incontestável incompetência da arbitragem brasileira será certamente utilizada por parte das pessoas para justificar a atitude de atletas e técnicos. A lógica do se-eu-não-reclamo-o-outro-vai-fazê-lo-e-levará-vantagem será evocada por alguns.

E assim seguiremos nesse poço, tentando escalar as paredes com as mãos e jogando cada vez mais terra na própria cabeça.

Algo precisa ser feito.

Se a mudança não vier com medidas preventivas como palestras, explicações e, sobretudo, com a consciência de todos os treinadores num pacto para diminuir esse circo que transforma nossos jogadores em palhaços, que seja na força. Com cartões.

Não seria certamente uma medida popular. Um festival de cartões e expulsões geraria, num primeiro momento, revolta geral e um festival de reclamações por parte de torcedores e, claro, também da imprensa.

Mas entre chiliques de jogadores ou de jornalistas, o segundo caso me parece bem menos nocivo ao futebol.

 
No instagram @gianoddi
No Facebook /gianoddi

Fonte: Gian Oddi

Comentários

O VAR não é páreo para nossos jogadores chiliquentos

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O descaso pelos clássicos tem sido o melhor dos Estaduais em 2019

Gian Oddi
Gian Oddi




Se rivalidades locais são constantemente apontadas como o grande combustível para os campeonatos estaduais, temos agora mais um motivo para revê-los, se não em sua existência, pelo menos em seus formatos.

Sei que tratamos aqui de primeiras fases modorrentas nas quais (surpresa!) 11 dos 12 grandes clubes que concorrem nos quatro principais campeonatos estaduais do país conseguiram suas vagas para jogar os mata-matas – um resultado que mais uma vez mostra a inutilidade da disputa dessas fases por esses times.

Muito embora ser a melhor notícia dentro desse panorama possa não significar muita coisa, me parece que, neste caso, ela tem relevância. Afinal, o descaso pelos clássicos é o melhor acontecimento dos campeonatos estaduais de 2019 justamente por atingir um nível que exige repensar esses campeonatos. Um dos últimos argumentos a favor deles, a força dos clássicos, está caindo. 

Tivemos ontem um Fla x Flu em que o Fluminense, mesmo contando com elenco bem inferior ao do rival, não titubeou em rechear seu time de reservas. Já tivemos também o recém-chegado Sampaoli pouco se lixando para um confronto do Santos contra o campeão brasileiro, por causa da Copa Sul-Americana. Tivemos, creiam, um Gre-Nal jogado com reservas: de um lado por protesto, do outro para responder ao protesto, mas sobretudo, de ambos os lados, pela irrelevância do jogo.

São apenas alguns exemplos, tivemos outros, e em todos eles as decisões tomadas pelos técnicos ou diretorias soaram corretas.

O valor esportivo desses jogos, à parte o contexto histórico que inclui a EVENTUAL possibilidade de os times iniciarem, manterem ou encerrarem tabus contra arquirrivais, é apenas o de oferecer um adversário de nível superior aos em geral frágeis times dos campeonatos estaduais. É pouco.

Precisamos admitir também que a atuação da imprensa, ávida por supervalorizar a importância de jogos num panorama de quase absoluta irrelevância do futebol nacional em seu primeiro trimestre, muitas vezes colabora para colocar holofotes exagerados naquilo que poderia ser iluminado com uma lâmpada de 40 watts.

Nem mesmo a argumentação de que “o torcedor quer saber é de clássicos” tem servido como regra. Ainda que num campeonato como o Paulista tenhamos quatro dos seis clássicos já disputados entre os jogos com mais público, o mesmo não ocorre com o Campeonato Carioca, justamente aquele com a maior abundância de confronto entre grandes.

Fossem os clássicos, por si só, um atrativo, teríamos os times do Rio muito bem posicionados no ranking de equipes com mais público do Brasil até aqui. Afinal, devido ao regulamento de seu Estadual, essas equipes disputaram mais clássicos que os grandes de outros estados.

Acontece que, exceção feita à óbvia liderança do Flamengo, a maior (e hoje empolgada) torcida do Brasil, temos Vasco, Fluminense e Botafogo respectivamente na 11ª, 16ª e 20ª colocações do ranking elaborado pelo Globoesporte.com. E mais: no ranking de jogos dos maiores públicos do Campeonato Carioca até aqui, entre as cinco partidas com mais pagantes constam apenas dois clássicos, ambos entre Flamengo e Fluminense.

Houve também, na mesma Taça Guanabara, aquele que é certamente um fato emblemático: um clássico entre Flamengo (de novo: estamos falando da maior torcida do país!) e Botafogo sendo jogado para apenas 5.314 pagantes, o menor público de um clássico na história do Engenhão em seus 12 anos de existência.

Que o torcedor prefere clássicos a jogos contra outros adversários é óbvio, mas para isso os dois tipos de partidas precisam estar inseridos no mesmo contexto. 

É triste constatar que o contexto oferecido por essas fases insossas dos estaduais é capaz de tudo – inclusive de estragar um clássico, que é das coisas mais legais do futebol. 


 
No instagram @gianoddi
No Facebook /gianoddi

Fonte: Gian Oddi

Comentários

O descaso pelos clássicos tem sido o melhor dos Estaduais em 2019

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O mal que Cristiano Ronaldo faz a Messi. E vice-versa

Gian Oddi
Gian Oddi
Ronaldo e Messi: sempre juntos (nas comparações)
Ronaldo e Messi: sempre juntos (nas comparações) AFP

Que Messi estimula Cristiano Ronaldo e que Cristiano Ronaldo estimula Messi parece evidente já faz um bom tempo. 

Por mais que ambos tenham obsessão com suas carreiras (e creio que nesse aspecto o português está um pouco à frente), parece lógico, após anos atuando rigorosamente nos mesmos campeonatos, imaginar que as marcas de um não seriam as mesmas sem o outro.

Porque ainda que alguém possa discutir se o empenho deles seria tão diferente ao entrar em campo caso o outro não existisse, é difícil duvidar que tanto Messi quanto Ronaldo teriam jogado menos vezes não fosse a disputa por marcas particulares, artilharias, prêmios e todo o tipo de reconhecimento e rivalidade que sempre envolveu suas espetaculares trajetórias.

É evidente que toda e qualquer comparação não apenas entre eles, mas também aquelas envolvendo jogadores do passado, só poderá ser feita com um pouco mais de precisão quando ambos encerrarem suas carreiras e derem a elas números e feitos definitivos.

Mesmo assim, quando ambos tiverem parado, por mais que sejam divertidas, as tais comparações serão sempre inconclusivas, porque também subjetivas, e haverá certezas para os dois lados sobre quem foi melhor, quem foi mais ou menos beneficiado pelo contexto que o envolvia, quais deveriam ser os pesos das seleções nesses paralelos e tantas outras certezas quantas você puder encontrar.

Há uma certeza, porém, que dificilmente alguém poderá rebater: a de que, se não houvesse um Cristiano Ronaldo, Messi só poderia ser comparado com jogadores do passado. E a de que, se não houvesse um Messi, Cristiano Ronaldo também seria incomparável aos seus contemporâneos.


Não que lhes falte reconhecimento, e nem poderia diante dos absurdos que produzem semanalmente há tantos anos, mas é justamente nesse ponto que um craque acaba, de certo modo, por “minimizar” o tamanho do outro: a existência de um faz com que os feitos e o futebol do outro sejam alcançáveis, apesar de anormais. Se não houvesse Ronaldo, imagine qual seria a distância de Messi para o humano mais próximo. E vice-versa. 

Se por um lado Messi e CR7 certamente estimulam um ao outro, por outro lado a existência de um faz o outro parecer humano.

 
No instagram @gianoddi
No Facebook /gianoddi

Fonte: Gian Oddi

Comentários

O mal que Cristiano Ronaldo faz a Messi. E vice-versa

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Carta a Neymar (com tudo que Tite e Gil Cebola não dizem)

Gian Oddi
Gian Oddi
Neymar, em amistoso da seleção
Neymar, em amistoso da seleção Aurelien Meunier/Getty Images

Prezado Neymar

Estava revendo agora, por acaso, alguns trechos da sua entrevista de ontem ao lado do Tite. E é incrível, Neymar. É incrível como as pessoas que deveriam e poderiam te ajudar, porque você as ouve, não fazem o mínimo para isso.

Não estou falando apenas do seu pai, do Gil Cebola, dos outros parças que você sustenta ou da Marquezine.

É incrível que depois do que houve na Copa, depois de você ter virado piada mundial, tudo que o técnico da seleção brasileira e o seu “superior” conseguem fazer é, primeiro, dizer que você é “um menino que sofreu demais”; e depois te dar de presente a faixa de capitão da seleção.

Não dá, Neymar.

Na verdade, alguns dos meus colegas também não ajudam, eu sei. Ontem, quando você finalmente resolveu falar desde o fim da Copa (mea-culpa em propaganda não vale), teve um repórter que usou o gancho do “dia do sexo” para te fazer uma pergunta sobre sua relação com a bola!

Você, por sua importância, causa esse deslumbramento. Basta ver quantas “celebridades” correram ao Instragram para atacar o Miguel Layún, aquele jogador mexicano, depois do pisão que ele te deu na Copa (eu até achei sua reação meio exagerada na ocasião, mas deixa pra lá). É incrível, mas tem colega meu que parece se realizar ao te chamar de “parça”, Neymar. Enfim, eles não importam...

O que importa é você se ligar para, a partir de agora, já aos 26 anos, deslanchar e repercutir apenas pelo futebol jogado, pelos títulos conquistados e, vá lá, pela conquista do prêmio de melhor do mundo com o qual você também parece se importar.

Bola para isso você tem, todos sabemos.

Bom, eu não sou seu amigo, não te chamo de parça e, sinceramente, não tenho essa intenção até porque a gente tem bem pouco em comum. Mas eu sou louco por futebol, e como qualquer amante de futebol adoraria ver você jogando o máximo, sempre, sem ser ofuscado por outras questões.

Então, do alto da minha insignificância (e já que o Gil Cebola e o Tite não o fazem), queria te dizer que:

Ninguém te critica por usar sua habilidade, por driblar e “partir para cima do adversário”. Te criticam, eventualmente, por fazer isso sempre, mesmo quando há uma opção melhor.

Ninguém te critica por sofrer falta – caras bons como você vão apanhar, sempre. Te criticam por agir como quem sofreu falta mesmo quando o adversário mal encostou em você.

Ninguém te critica de graça. Te criticam quando, por exemplo, você finge que vai dar a mão a um adversário para ajudá-lo a levantar e depois prefere deixá-lo no vácuo. Por que?

Sim, talvez alguns te critiquem injustamente pelo cabelo e pelas roupas que você usa, mas, entenda, se você não der espaço para as críticas em campo, ninguém terá coragem de fazer essas críticas bestas fora dele (olha o Ronaldo português...).

Para encerrar, se me permite, não vai te fazer mal algum admitir, uma vez ou outra, que errou, que passou do ponto, exagerou, que talvez pudesse ter feito melhor. Além de um exercício legal de autoconhecimento, isso ainda vai ajudar na sua imagem, tenho certeza.

E se não quiser fazer isso falando com jornalistas, use suas populares redes sociais: afinal, elas não servem apenas para recorrer aos clichês de superação, amor, empenho e resiliência que contaminam uns 90% dos posts que a gente vê por aí (os seus inclusive).

Elas também podem te ajudar, assim como as pessoas que não o fazem.

Abraço e boa sorte.

 
No instagram @gianoddi
No Facebook /gianoddi 

Fonte: Gian Oddi

Comentários

Carta a Neymar (com tudo que Tite e Gil Cebola não dizem)

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Pequenos são os títulos diante do futebol. A Roma comprova

Gian Oddi
Gian Oddi
De Rossi e Florenzi: duas pratas da casa romanista, dois ídolos
De Rossi e Florenzi: duas pratas da casa romanista, dois ídolos Getty Images

Quando o técnico Eusebio Di Francesco escalou três ou quatro reservas para enfrentar a Fiorentina no fim de semana para poupar alguns dos jogadores que enfrentariam o Barcelona na terça-feira, foi tachado de maluco por muita gente. E aí a derrota por 2 a 0 para o time de Florença, jogando em Roma, só fez crescer a desconfiança em relação à decisão do treinador.

Afinal, abrir mão de pontos importantes na acirrada disputa por vaga na próxima Champions League não parecia fazer sentido se o objetivo seguinte seria reverter, na Champions atual, uma desvantagem de 4 a 1 no jogo de ida contra um elenco avaliado em mais de 1 bilhão de euros e que incluía apenas o melhor jogador do planeta.

Só que estamos falando de futebol.

E foi o futebol que fez avançar aquele que foi, indiscutivelmente, o melhor time nos 180 minutos dos dois confrontos. Porque se os 4 a 1 do jogo de ida pareceram um placar exagerado, os 3 a 0 da Roma nessa terça-feira apenas refletiram com precisão aquilo que aconteceu em campo.

Não são, porém, os aspectos em campo que mais interessam no evento ocorrido nessa noite mágica no estádio Olímpico de Roma.

Porque as proporções da incrível virada em cima do Barcelona são de difícil compreensão para boa parte dos torcedores de clubes multimilionários da Europa, aqueles que costumam atrelar seu nível de alegria no futebol ao número de troféus na estante.

Alguns episódios ocorridos depois da épica vitória, contudo, talvez ajudem esses torcedores, digamos, mais “materialistas” a entender o que significou o dia 10 de abril de 2018 em Roma.

O presidente James Pallotta se jogando numa fonte da Piazza del Poppolo; crianças e adultos chorando copiosamente na arquibancada; a reação alucinada na área de imprensa após o apito final; as ruas de Roma sendo tomadas após um jogo de quartas de final; a incrível festa no vestiário do Olímpico; as inúmeras mensagens de felicitações de clubes rivais como Juventus, Milan, Napoli, Fiorentina e Inter; as capas de jornais. (A quem se interessar, vários desses vídeos estão na timeline do meu Twitter e na minha página no Facebook).

Não, de fato não foi um título. E o mais provável, ainda, é que nem seja parte do caminho que levará a um. Mas já foi indiscutivelmente um dos maiores momentos da história do clube e, provavelmente, do ponto de vista esportivo, o maior desde o dia 17 de junho de 2001, quando a Roma derrotou o Parma para (aí sim) conquistar o terceiro scudetto de sua história.

Pequenez? Nada disso. Apenas a consciência de que a relação das pessoas com o futebol, e com um clube especificamente, não pode e nem deve depender apenas de conquistas, de taças, de números.

Crianças vibram no Olímpico
Crianças vibram no Olímpico reprodução TV

As 60 mil pessoas presentes ontem no estádio Olímpico de Roma mostraram isso, torcendo de verdade, apoiando o time de um jeito raro nesta incrível (mas ainda assim pasteurizada no que diz respeito ao público) Champions League – porque, acreditem, boa parte dos que ali estavam nem confiava muito no feito que acabaria se realizando. Mas estavam lá.

Boa parte daqueles 60 mil também chorou naquela absurda e emocionante despedida de Totti, que preferiu seu time de infância e sua cidade às glorias e à grana. E quase todos eles também amam incondicionalmente o atual capitão De Rossi, porque ele vai seguindo os passos do antigo capitano: toda a vida num só clube.

Uma fidelidade que não se encerra com os que nasceram em Roma e cresceram na Roma. “Prefiro ficar aqui, onde sou feliz. Se dinheiro fosse minha motivação, teria mudado de clube várias vezes, meu salário poderia ter subido seguidamente”, afirmou Radja Nainggolan há menos de dois meses. Na última janela de mercado europeu, Dzeko disse não ao Chelsea e também à própria Roma, que pretendia vendê-lo: só ficou porque bateu o pé.

Será que são fatos menores? Um adeus como o de Totti, a história de fidelidade quase incompreensível dos jogadores, o amor incondicional de uma torcida e de uma cidade como Roma... Não se trata de desfazer das conquistas, sempre importantes. 

Mas, no futebol atual, quantos clubes podem ostentar fatos como os citados acima?

Aos outros, restam apenas os títulos. Que sejam felizes com eles.

 
No instagram @gianoddi
No Facebook /gianoddi 

Fonte: Gian Oddi

Comentários

Pequenos são os títulos diante do futebol. A Roma comprova

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Os prováveis convocados e o otimismo do Uruguai a 80 dias da Copa

Gian Oddi
Gian Oddi
Luis Suárez: Uruguai de hoje vai além da sua maior estrela
Luis Suárez: Uruguai de hoje vai além da sua maior estrela DANIEL DUARTE/AFP/Getty Images


Ao vencer o País de Gales por 1 a 0 na última segunda-feira, três dias depois de derrotar a seleção da República Tcheca por 2 a 0, o Uruguai sagrou-se campeão da China Cup, torneio quadrangular que também contou com a participação do país anfitrião. Bem mais importante que o título do torneio amistoso, porém, foram os sinais que o time do técnico Óscar Tabarez transmitiu aos seus torcedores a menos de três meses do início da Copa da Rússia.

Se os uruguaios sempre tiveram confiança em sua poderosa dupla de ataque formada por Cavani e Suárez, assim como na dupla de zaga composta por Godín e Gimenez (que para facilitar as coisas jogam juntos no Atlético de Madri), os indícios de evolução na China Cup apareceram sobretudo nas laterais e no meio-campo, algo essencial para deixar o futuro uruguaio no Mundial mais promissor.  

Embora Martins Cáceres não tenha podido jogar por estar (de novo) machucado, o problema das laterais, que preocupava Tabarez há não muito tempo, parece estar se resolvendo com as boas atuações de Guillermo Varela (Peñarol) pela direita e, mais surpreendente por ter sido uma improvisação de um meio-campista, de Diego Laxalt (Genoa) pela esquerda.

No meio-campo, Matias Vecino (Internazionale) e Rodrigo Betancour (Juventus) vão se firmando como homens capazes de dar consistência e, sobretudo o segundo, também capacidade de criação ao time uruguaio. Na Copa, eles devem formar o setor ao lado de Nahitan Nández (Boca Juniors) e Cebolla Rodriguez (Peñarol), com o cruzeirense De Arrascaeta brigando por fora pela vaga de Rodriguez.

Com laterais agora participativos e um setor de meio-campo com mais criatividade que o Uruguai vinha mostrando nas últimas competições, o time de Tabárez tem apresentado disposição física e qualidade técnica que têm deixado a imprensa do país otimista pelo menos em relação à primeira fase da Copa, na qual a equipe enfrentará a anfitriã Rússia, o Egito e a Arábia Saudita.

O gol que garantiu o título da China Cup contra o País de Gales, com a participação de nove jogadores trocando 11 passes antes de Cavani finalizar para as redes, foi destacado como exemplo de qualidade coletiva e paciência que a Celeste não tinha até pouco tempo atrás. Assista no vídeo abaixo: 

 
Após os testes na China Cup, Óscar Tabárez parece já ter definido pelo menos 21 dos 23 jogadores que estarão na lista final para a Copa do Mundo da Rússia. São eles:

GOLEIROS
Fernando Muslera (Galatasaray-TUR), Martín Silva (Vasco-BRA), Martín Campaña (Independiente-ARG);

DEFENSORES
Guillermo Varela (Peñarol-POR), Martín Cáceres (Lazio-ITA), Diego Godín (Atlético de Madri-ESP), José María Giménez (Atlético de Madri-ESP), Maximiliano Pereira (Porto-POR), Sebastián Coates (Sporting-POR), Gastón Silva (Independiente-ARG) e Diego Laxalt (Genoa-ITA);

MEIO-CAMPISTAS
Matías Vecino (Internazionale-ITA), Rodrigo Bentancur (Juventus-ITA), Cristian Rodríguez (Peñarol-URU), De Arrascaeta (Cruzeiro-BRA), Nahitan Nández (Boca Juniors-ARG) e Carlos Sánchez (Monterrey-MEX);

ATACANTES
Luis Suárez (Barcelona-ESP), Edinson Cavani (PSG-FRA), Cristhian Stuani (Girona-ESP) e Maximiliano Gómez (Celta-ESP).

AS VAGAS QUE RESTAM
Evidentemente as vagas abertas podem virar mais que duas caso algum dos jogadores da lista acima tenha problemas físicos. Hoje, contudo, parece provável que um entre as jovens revelações Lucas Torreira, da Sampdoria, e Federico Valverde, do La Coruña (emprestado pelo Real Madrid), esteja na lista. E assim a outra vaga ainda aberta seria disputada por Gastón Ramírez (Sampdoria-ITA), Jonathan Urretaviscaya (Pachuca-MEX) e Nicolás Lodeiro (Seattle Sounders-EUA).

  /  No instagram @gianoddi / No Facebook /gianoddi 

Fonte: Gian Oddi

Comentários

Os prováveis convocados e o otimismo do Uruguai a 80 dias da Copa

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A não adoção do VAR no Brasileirão é uma derrota até para quem é contra o VAR

Gian Oddi
Gian Oddi
Árbitro de vídeo sendo utilizado na Série A da Itália
Árbitro de vídeo sendo utilizado na Série A da Itália AIA.it

.

É para lamentar, mas não surpreender: o mesmo Conselho Técnico do Campeonato Brasileiro que nesta segunda-feira liberou o absurdo que é a venda de mandos nos jogos do Campeonato Brasileiro até a 33ª rodada, vetou a utilização do árbitro de vídeo na competição em sua edição de 2018.

As decisões não surpreendem por um motivo simples: dinheiro.

Enquanto a venda de mando faz com que os clubes da Série A possam arrancar um dinheirinho de governos municipais ou estaduais pelo país, a utilização da arbitragem de vídeo, pelo contrário, os obrigaria a colocar a mão no bolso.

Em ambos os casos, lamentavelmente, privilegia-se o dinheiro em detrimento dos aspectos técnicos e esportivos.

Mesmo quem acredita que o VAR não traria benefícios ao campeonato deve admitir: embora estejamos falando de uma implementação de alto custo (R$ 20 milhões para todo o Brasileirão), o aspecto econômico não deveria ser o determinante para decisão tão relevante no cenário do futebol nacional.

Manoel Serapião, responsável pelo VAR na CBF, informou que, além do dinheiro, outros motivos foram alegados pelos clubes para tomar a decisão.

Um deles, de tão patético, só escancara o quanto estamos falando apenas de questões financeiras: segundo alguns clubes, seria melhor “esperar o efeito do VAR” nos 64 jogos da Copa do Mundo, como se mais de 680 partidas dos campeonatos nacionais de Alemanha e Itália (sem falar nas Copas) nesta temporada não bastassem para se fazer uma análise e até um aperfeiçoamento do sistema.

Falta vontade de agir, de melhorar e, claro, de gastar.

É até compreensível e louvável que os clubes brasileiros, em sua maioria ainda mal geridos e endividados até o pescoço, digam não para novos gastos. É compreensível que também exijam da milionária (e pelo menos em seu passado recente corrupta) CBF o pagamento da implementação do sistema, como aliás ocorrerá na Copa do Brasil.

Não é compreensível, contudo, que estes mesmos clubes sigam reféns de federações ou confederações parasitas para implementar as melhoras necessárias ao futebol nacional.

A não adoção do VAR, por este motivo, é mais uma derrota do futebol brasileiro. Até para quem é contra o VAR.


PS. Atendendo a muitos pedidos, eis a relação de quais clubes votaram contra e quais votaram a favor da utilização do VAR. A favor: Bahia, Botafogo, Chapecoense, Flamengo, Grêmio, Internacional e Palmeiras. Contra:  América, Atlético-MG, Atlético-PR, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Paraná, Santos, Sport, Vasco e Vitória. O São Paulo não votou porque seu presidente deixou a reunião antes da votação. 

Fonte: Gian Oddi

Comentários

A não adoção do VAR no Brasileirão é uma derrota até para quem é contra o VAR

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Felipão lamenta ingratidão de Tite e diz por que não respondeu aos seus chamados

Gian Oddi
Gian Oddi

“Esta palavra não existe mais: gratidão.”

Foi esta uma das conclusões de Luiz Felipe Scolari, técnico da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 2002 e 2014, ao tratar sobre sua relação com Tite, o atual técnico da seleção, em entrevista no Bola da Vez da ESPN Brasil que vai ao ar à meia noite de terça para quarta-feira.

“Você acha isso correto de quem tu conhece há 30 anos, de quem te abriu todas as portas? Quem te deu a oportunidade de ser jogador do Caxias, de começar na carreira e arranjar lugares fora do Brasil para trabalhar? Essa é a gratidão?”, questionou Felipão.

Scolari se referiu às declarações dadas pelo irmão de Tite, Miro, à jornalista Camila Mattoso, autora da biografia do hoje técnico da seleção. Na ocasião, Miro disse que Felipão, enquanto técnico do Palmeiras, entregara um jogo do Campeonato Brasileiro de 2010 para prejudicar o Corinthians, então treinado por Tite.

“O Felipe é malandragem, é ganhar de qualquer jeito. É um cara de família e eu admiro ele por isso. Mas entra em campo e esquece da vida. Ali acabou a relação”, afirmou Miro no livro “Tite”, lançado no ano passado.   

Sobre a frase do irmão, também em sua biografia, o atual técnico da seleção comentou o seguinte: “Gratidão eu tenho pelo início, por conselhos e orientações. Depois desse jogo de 2010, passou a ser uma relação profissional... Não perdi a gratidão, mas eu comecei a ver com outros olhos”.

Felipão durante sua participação no programa Bola da Vez
Felipão durante sua participação no programa Bola da Vez ESPN

“Eu também”, retrucou Felipão durante o Bola da Vez, para depois revelar por que se recusou a atender Tite quando este o procurou, assim como a todos os técnicos anteriores da seleção brasileira (com exceção de Dunga) ao assumir o cargo.

Foi em entrevista à Folha de S.Paulo, em outubro deste ano, que Tite disse ter tentado conversar “com todos”, mas sem obter sucesso com Felipão: “Ele não foi possível. Tentei contato por e-mail duas vezes e não obtive resposta, aí vi que não ia ter diálogo e desisti".

Um fato que, segundo Felipão revelou no Bola da Vez, tem um motivo óbvio: “Por que eu tenho que atender se quando eu solicitei (uma conversa) eu não fui atendido? Nem ouviu o porquê daquilo. Então tá bom!”

Além de falar sobre a relação com Tite, durante mais de 1h30 da entrevista concedida a João Carlos Albuquerque, André Kfouri e a mim no Bola da Vez, Felipão tratou de assuntos como os 7x1 da Copa de 2014 (claro), do inimigo que fez no Chelsea e prejudicou sua passagem por Londres, da rivalidade com Luxemburgo, de Figo e Cristiano Ronaldo, da ausência de Alex na Copa de 2002 e de seu futuro como técnico, entre outros temas.

Felipão em sua entrevista ao Bola da Vez
Felipão em sua entrevista ao Bola da Vez ESPN

Fonte: Gian Oddi

Comentários

Felipão lamenta ingratidão de Tite e diz por que não respondeu aos seus chamados

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Técnico, reforços, promoções e retornos: como será a cara do Palmeiras em 2018

Gian Oddi
Gian Oddi
Abel Braga, técnico do Fluminense, é a prioridade do Palmeiras para 2018
Abel Braga, técnico do Fluminense, é a prioridade do Palmeiras para 2018 Gazeta Press

.

Sem maiores objetivos para a temporada e com a vaga na fase de grupos da Libertadores assegurada, o Palmeiras passou a pensar definitivamente em 2018 desde a vitória sobre o Sport.

A novela sobre a renovação de Fernando Prass, que deve ser resolvida ainda nesta semana, é apenas um indício que se junta à anunciada contratação do lateral-esquerdo Diogo Barbosa, do Cruzeiro, e à iminente chegada do zagueiro Emerson Santos, do Botafogo.

Lucas Limas é nome realmente próximo do Palmeiras, e a investida pelo goleiro Weverton, do Atlético-PR, também deve ter sucesso — a avaliação da direção é que as todas alternativas para o gol alviverde em 2018 precisam ser nomes experientes.

A lista de reforços pode até não parar por aí, mas, a partir de agora, só deve crescer se houver desejos pontuais do novo treinador alviverde.

O treinador
Se as possibilidade de permanência de Alberto Valentim não eram das maiores nem mesmo após as suas três primeiras vitórias na sequência, hoje elas inexistem.

Abel Braga, que ontem admitiu pela primeira vez contato do alviverde, é há um bom tempo a prioridade do Palmeiras, que considera necessária a chegada de um técnico "cascudo", com mais renome, para 2018 — era este, aliás, um dos principais atributos apreciados pela diretoria na "primeira opção" Mano Menezes.

Pela inexistência de tantos nomes com este perfil no cenário atual, contudo, Roger Machado, considerado um bom técnico mas ainda inexperiente para este Palmeiras, seria alternativa (bem menos apreciada) caso Abel Braga refute o convite.

Retornos, promoções e partidas
Além das contratações citadas no início do post, o elenco passará a contar também com o retorno de jogadores emprestados: o zagueiro Thiago Martins, hoje no Bahia, e os laterais João Pedro e Victor Luis, respectivamente na Chapecoense e Botafogo (este último ainda pode ser negociado, dependendo das propostas que o Palmeiras receber).

Outras caras, estas ainda pouco conhecidas do torcedor, passarão a integrar o elenco profissional vindos da base palmeirense, cujo desempenho recente tem sido muito bom, como comprova esta matéria. O zagueiro Pedrão, os atacantes Artur e Fernando e até o jovem e promissor lateral-esquerdo Luan Candido (de apenas 16 anos) serão promovidos.

Com quatro reforços, os novos garotos e a volta de atletas emprestados, alguns jogadores também precisarão deixar o Palmeiras, em definitivo ou por empréstimo.

Egídio está pronto para voltar ao Cruzeiro. Zé Roberto deve parar. A situação de Roger Guedes com o restante do elenco, como informamos há semanas no Linha de Passe, é complicada e ele deve ser negociado. Garotos como Erik e Hyoran podem ser emprestados para poder jogar mais.
 
É evidente que, num clube com os recursos do Palmeiras, novidades podem sempre aparecer se surgirem oportunidades no mercado. Hoje, porém, o treinador que chegar avaliará a necessidade de mudanças ou não baseando-se numa lista muito próxima à do elenco abaixo (entre parênteses os reforços ainda não oficializados):    

GOLEIROS
Fernando Prass, Jailson, (Weverton)

ZAGUEIROS
Edu Dracena, Mina (que sai em julho), Luan, Juninho, Thiago Martins, Pedrão e (Emerson Santos) 

LATERAIS DIREITOS
Jean, Mayke e João Pedro 

LATERAIS ESQUERDOS
Diogo Barbosa, Victor Luis e Luan Candido

VOLANTES
Felipe Melo, Tchê Tchê, Bruno Henrique e Thiago Santos  

MEIAS
Moisés, Guerra, (Lucas Lima), Michel Bastos e Raphael Veiga  

ATACANTES
Borja, Dudu, Willian, Keno, Deyverson, Fernando e Artur 

Fonte: Gian Oddi

Comentários

Técnico, reforços, promoções e retornos: como será a cara do Palmeiras em 2018

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O motivo do fiasco: Itália não soube escolher justamente onde ainda é melhor que os outros

Gian Oddi
Gian Oddi
Gian Piero Ventura: escolha bizarra levou Itália a vexame
Gian Piero Ventura: escolha bizarra levou Itália a vexame GettyImages

.

Não chega a ser uma grande surpresa: depois de 60 anos, a seleção italiana, quatro vezes campeã mundial e dona de uma das quatro camisas mais pesadas do futebol no planeta, não jogará uma Copa do Mundo. O baque ocorre após o empate por 0 a 0 com a limitada seleção sueca, no estádio San Siro, nesta segunda-feira.

Muitos motivos podem justificar o fiasco: uma geração distante das mais talentosas do futebol italiano; critérios da Uefa que põem Espanha e Itália para se digladiar nas eliminatórias enquanto outros grupos têm, por exemplo, Islândia e Croácia ou Polônia e Dinamarca como maiores forças; o azar no jogo de ida contra os suecos; a pontaria no jogo de volta; o alinhamento dos planetas, o mapa astral dos atletas ou as fases da lua.

Nada disso, contudo, tem tanto peso no fracasso como a escolha do treinador — curiosamente, talvez a única área do futebol profissional em que a Itália ainda se sobressai em relação aos outros países com relevância na modalidade.

Em uma terra que conta com técnicos da qualidade de Antonio Conte, Carlo Ancelotti, Maurizio Sarri, Luciano Spalletti e Massimiliano Allegri, para ficar apenas nos mais capazes treinadores italianos do momento, a escolha de Gian Piero Ventura, veterano que passou toda a carreira dirigindo times do segundo escalão do país, foi um choque para muita gente em junho do ano passado.

Ainda que atualmente as seleções, com raras exceções (como o Brasil), não contem com os melhores técnicos de seus países por questões financeiras, a escolha de Ventura surpreendeu também pela pouca expressão de seu nome.

Roberto Mancini, Fabio Capello ou até mesmo Claudio Ranieri, técnicos hoje inferiores aos cinco citados acima, certamente causariam menos estranhamento — o que, nestes casos, talvez não significasse um desempenho tão superior.

O fato é que Ventura contou com um grupo muito parecido com o que Antonio Conte teve à disposição na ótima participação da última Eurocopa. Lembremos: na primeira fase, a Itália liderou o grupo considerado mais forte do torneio, com Bélgica, Suécia e Irlanda; nas oitavas, despachou a forte Espanha sem dificuldades; e, cheia de desfalques, caiu nas apenas nos pênaltis nas quartas-de-final, contra a campeã do mundo Alemanha.

Para os confrontos contra a Suécia pela repescagem, Ventura chamou nada menos que 15 dos jogadores que Conte levou à Euro. Ainda teve Verratti, que estava machucado no torneio continental, e contava com os ótimos momentos de atletas como Jorginho, Insigne, El Shaarawy e Immobile, dos quais ele não soube aproveitar.

Vivendo a esquizofrenia entre tentar impor um modelo do jogo ousado e autoral (o 4-2-4) e acatar o clamor dos medalhões pela volta do sistema utilizado por Antonio Conte na Euro, Ventura escreveu seu nome, junto com os de seus empregadores, em um dos capítulos mais tristes e vexatórios do futebol italiano.

Um baque pesado para o calcio justamente no momento em que o Campeonato Italiano renasce com novas ideias de jogo, com a adoção (tardia) de medidas profissionalizantes que serão adotadas na próxima temporada e, também, com novos investimentos estrangeiros.

Para ir à Copa, porém, a Itália não precisava de novidades. Só precisava ter escolhido melhor na única área em que sempre teve excelência.

Fonte: Gian Oddi

Comentários

O motivo do fiasco: Itália não soube escolher justamente onde ainda é melhor que os outros

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

E outra escolha (antes discutível) de Tite se tornou incontestável...

Gian Oddi
Gian Oddi
Alisson Becker: temporada irretocável com a Roma até aqui
Alisson Becker: temporada irretocável com a Roma até aqui Getty

.

Não é só Paulinho, hoje jogador do Barcelona, a ter justificado dentro de campo uma escolha do técnico Tite que parecia bastante questionável alguns meses atrás.

Porém, se o ex-volante corintiano o fez sobretudo em jogos da própria seleção brasileira antes mesmo de se transferir para o Barça, no caso do goleiro Alisson a mudança se dá essencialmente pelos jogos de seu time, a Roma.

O goleiro, que só jogava pelas copas menos importantes na temporada passada e por isso suscitava uma série de (justas) dúvidas sobre suas escalações como titular no gol da seleção iniciadas ainda na Era Dunga, transformou-se em destaque do Campeonato Italiano (mas não só).

Nesta segunda-feira, o jornal italiano La Gazzeta dello Sport traz uma relação com o percentual de defesas em relação às bolas chutadas a gol de todos os goleiros da competição, e é o brasileiro de 25 anos quem lidera a relação.

Alisson aparece com 86,5% das bolas defendidas, marca que o deixa à frente de nomes como Buffon, Handanovic e do badalado goleiro prodígio Donnarumma (curiosamente o último da lista com apenas 55,6% de defesas).

Não é, contudo, apenas uma questão estatística: trata-se de analisar, também, o grau de dificuldade e o momento das defesas que o goleiro revelado pelo Internacional tem feito rodada após rodada.

No último sábado contra o Bologna, por exemplo, Alisson foi pouco acionado. Mas, mesmo frio, garantiu o então 0 a 0 com uma grande defesa poucos minutos antes de El Shaarawy marcar o gol que asseguraria mais uma vitória por 1 a 0 (a terceira seguida) da Roma.

Alisson, ter Stegen, Oblak... veja as grandes defesas das muralhas do fim de semana, que fecharam o gol

Com Alisson sob as traves, o time da capital italiana não tomou gol em 7 das partidas 10 que fez pelo Campeonato Italiano, no qual tem a melhor defesa (5 gols). E na Champions League, uma atuação exuberante do brasileiro garantiu o empate por 0 a 0 contra o Atlético de Madri, em Roma.

Vida de goleiro, sabemos, é sempre ingrata e arriscada: uma sequência de ótimas atuações pode ser esquecida por uma falha num momento decisivo. O goleiro de Novo Hamburgo pode até errar já nesta terça-feira, contra o Chelsea pela Champions League, ou, pior ainda, na Copa do Mundo.

Mas, hoje, por melhores que sejam as atuações de seus "concorrentes" Ederson, Cássio ou até mesmo o esquecido Vanderlei, não há mais ninguém que possa contestar com bons argumentos a escalação de Alisson como titular da seleção brasileira.

Comentários

E outra escolha (antes discutível) de Tite se tornou incontestável...

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Por que Felipe Melo concedeu entrevista?

Gian Oddi
Gian Oddi

Felipe Melo parece ser refém de seu personagem: o Ousado
Felipe Melo parece ser refém de seu personagem: o Ousado Gazeta Press

..

Beirou o ridículo a entrevista coletiva concedida por Felipe Melo para falar sobre sua reintegração ao elenco do Palmeiras nesta segunda-feira.

A direção do clube via a coletiva como oportunidade para o jogador limpar sua barra com todos. Com a torcida, que em sua maior parte esqueceu a idolatria pelo volante após a divulgação do fatídico áudio em que Melo chamava o técnico Cuca de mau caráter, mas, sobretudo, com o próprio treinador.

Era, na visão da direção palmeirense, chance de uma manifestação pública com humildade, demonstrando arrependimento.

Felipe Melo garante que não se ofereceu a outros clubes e nega qualquer tipo de arrependimento

Mas não foi o que houve, e o tiro saiu pela culatra.

Em vez de tentar apaziguar a situação, Melo, uma espécie de refém de seu personagem ousado, procurou outro caminho.

Primeiro ao interromper o repórter para ressaltar que não havia pedido perdão a Cuca. Depois, ao dizer que, fosse ele uma “laranja podre”, o time teria “voado” a partir de sua saída, algo que acabou não ocorrendo.

Em que pese sua qualidade como jogador, a verdade é que, desde que chegou ao Palmeiras, Felipe Melo foi e segue sendo muito mais relevante e contundente nas entrevistas do que dentro de campo.

Gian Oddi: 'Por que conceder ao Felipe Melo a possibilidade de falar?'

Após a atrapalhada entrevista, sua tentativa de minimizar o que disse através do Twitter teve pouco efeito, até porque não é a primeira vez que ele o faz — basta lembrarmos do vazamento do áudio e a entrevista ao Linha de Passe horas depois.

Nesta segunda-feira, Felipe Melo foi, no melhor dos casos, pouco cuidadoso para quem sabia que sua entrevista era aguardada com enorme expectativa.

O “ativo do clube”, como ele mesmo se classificou em mais de uma oportunidade na fala de hoje, deve seguir sendo ativo apenas do ponto de vista contratual.

Cuca já não tinha muitos motivos para escalá-lo e certamente não passará a tê-los por causa da mais recente entrevista de seu mais polêmico jogador.

Felipe Melo diz que não pediu perdão ao Cuca diretamente, mas a todos do Palmeiras

Ou seja, a expectativa da direção, de que a entrevista servisse como oportunidade para o jogador tentar convencer o técnico de suas boas intenções, teve efeito contrário. E, convenhamos, ninguém poderá condenar Cuca por manter Felipe Melo fora do time.

Segue, assim, o trâmite protocolar e burocrático que, ninguém fala abertamente, mas está claro só ocorrer por conta de orientações jurídicas.

Afinal, a reintegração do jogador não ocorreu a pedido do técnico e, a julgar pela entrevista, também tem pouco a ver com a vontade do jogador de voltar a vestir a camisa do Palmeiras dentro de campo.

Fonte: Gian Oddi

Comentários

Por que Felipe Melo concedeu entrevista?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Com empurrão de PSG e Milan, mercado bate recorde; veja ranking de ligas mais gastonas (e surpreenda-se)

Gian Oddi
Gian Oddi

Graças ao PSG, de Neymar, Liga Francesa investiu 121% a mais que em 2016
Graças ao PSG, de Neymar, Liga Francesa investiu 121% a mais que em 2016 Getty

..

Após o fechamento da última janela do mercado europeu, pela primeira vez na história do futebol as cifras das cinco principais ligas da Europa superaram a marca dos 4 bilhões de euros gastos em contratações.

O recorde de 3,9 bilhões do último verão europeu foi superado em mais de 20% segundo um levantamento minucioso realizado pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport — neste ano o montante chegou a mais de 4,7 bilhões gastos*.

É interessante notar, contudo, que embora a Premier League continue sendo com larga margem a competição onde os clubes mais gastam, seu crescimento foi modesto em relação à temporada passada — cerca de 7%, pulando de 1,65 bilhão para 1,76 bi.

Dirigente do Barcelona conta quando soube que Neymar iria para o PSG

A liga responsável pelo maior aumento, não só em valores proporcionais como absolutos, foi a francesa, evidentemente impulsionada pelo PSG. Na França, os gastos passaram de 372 milhões para 822 mi, um crescimento de 121%!

A Itália também passou a gastar consideravelmente mais, cerca de 47%, sobretudo por causa do Milan e seu investimento chinês. Aliás, além dos ingleses, os clubes italianos foram os únicos a gastar (pouco) mais de 1 bilhão de euros em jogadores.
 
Curiosamente, a liga alemã, não à toa a mais sustentável entre as cinco maiores da Europa, foi a única onde as despesas em contratações de jogadores sofreram queda em relação ao último mercado de verão na Europa: de 659 para 608 milhões de euros.   

Segundo dirigente do Barça, Liverpool pediu 200 milhões de euros para vender Coutinho

Já na Espanha, também pela pouca necessidade de investimento do milionário campeão europeu Real Madrid, o aumento do investimento dos clubes no mercado foi pequeno, algo em torno de 8%.

Confira abaixo as listas com os valores em euros investidos pelas ligas e principais clubes, e a relação dos jogadores que mais custaram no último mercado europeu:


Liga

Gastos 2017    Gastos 2016    Variação

1) Premier League (Reino Unido)    

1,76 bi1,65 bi+7%

2) Serie A (Itália)

1,03 bi707 mi+47%

3) Ligue 1 (França)

822 mi372 mi+121%

4) Bundesliga (Alemanha)

608 mi659 mi-8%

5) La Liga (Espanha)

553 mi512 mi+8%


Os 10 times que mais gastaram no mercado 
(milhões de euros)
1) PSG (França) - 383
2) Milan (Itália) - 228
3) Manchester City (Inglaterra) - 209,9
4) Chelsea (Inglaterra) - 204,5
5) Barcelona (Espanha) - 192
6) Manchester United (Inglaterra) - 161,8  
7) Everton (Inglaterra) - 158,6
8) Roma (Itália) - 148,2
9) Juventus (Itália) - 141,2
10) Liverpool (Inglaterra) - 140

Os 10 jogadores mais caros do último mercado (milhões de euros)
1) Neymar (PSG) - 222
2) Mbappé (PSG) - 145
3) Dembelé (Barcelona) - 105
4) Lukaku (Manchester United) - 83
5) Moarata (Chelsea) - 66,5
6) Mendy (Manchester City) - 57,5
   Lacazette (Arsenal) - 57,5
8) Walker (Manchester City) - 50
   Sigurdsson (Everton) - 50
10) Matic (Manchester United) - 44,5

* Diferenças em relação a outras listas similares ocorrem pela contabilização ou não de bônus previstos em contratos. Aqui as contas incluem valores que serão atingidos por metas meramente burocráticas feitas para burlar o Fair Play financeiro (por exemplo, já se considera como 145 milhões de euros o valor pago pelo PSG por Mbappé). 

Comentários

Com empurrão de PSG e Milan, mercado bate recorde; veja ranking de ligas mais gastonas (e surpreenda-se)

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Falta uma semana: 11 jogadores que podem fazer Mercado europeu bater recorde

Gian Oddi
Gian Oddi

Mbappé: saída do Monaco (por muito dinheiro, claro) é questão de tempo
Mbappé: saída do Monaco (por muito dinheiro, claro) é questão de tempo Getty

..


Falta uma semana para o encerramento da janela de mercado mais maluca dos últimos tempos na Europa. Depois que o PSG pagou 222 milhões de euros para tirar Neymar do Barcelona, depois que o Manchester City torrou cerca de 150 milhões de euros em três laterais, depois que o Milan se encheu de dinheiro chinês para sair às compras e voltar a ser forte, o futebol europeu está inflacionado. E muito.

O resultado é que, faltando 7 dias para o fim do mercado, parece iminente que tenhamos, ao final do dia 31 de agosto, um novo recorde de investimento em jogadores para uma janela do mercado europeu considerando as cinco principais ligas nacionais do continente. A maior marca é, ainda, a do último verão da Europa, quando foram gastos nada menos que 3,9 bilhões de euros em contratações.

Para que esta marca (sempre envolvendo exclusivamente as ligas de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) seja superada faltam menos de 400 milhões de euros. Uma cifra que, considerando a iminência de contratações ainda grandes que devem ocorrer nesta reta final de mercado, tem chances enormes de ser superada.

Quais as tais contratações iminentes? São muitas, até porque, num mercado inflacionado, é normal que os clubes vendedores esperem até o último momento para liberar seus jogadores mais valiosos, esperando por eles as melhores ofertas. 

O blog selecionou 11 entre os tantos jogadores que podem (e em muitos casos, devem) movimentar estes últimos 7 dias de mercado. Aqueles com mais chances de mexer nas cifras acima de maneira realmente significativa.  

Kylian Mbappé (Monaco)
Atacante francês, 18 anos
Tratado como objetivo dos gigantes Barcelona e Real Madrid no início do mercado, hoje parece apenas questão de tempo para que seja anunciado como (outro) reforço do PSG de Neymar.

Ousmane Dembelé (Borussia Dortmund) 
Meia-atacante francês, 20 anos
Um dos principais objetivos do Barcelona desde o início do mercado, não tem jogado pelo Dortmund por vontade própria e é, ainda, uma alternativa para substituir Neymar.

Diego Costa (Chelsea) 
Atacante brasileiro, 28 anos
Dispensado por Antonio Conte no Chelsea, com quem ainda tem vínculo, quer voltar ao Atlético de Madri, que, contudo, só poderá contratar em janeiro. E até lá? O Milan chegou a ser tratado como alternativa.

Philippe Coutinho (Liverpool) 
Meia-atacante brasileiro, 25 anos
Principal alternativa para substituir Neymar, é mais um que não tem jogado enquanto o mercado não fecha. Ele quer o Barcelona, que se dispõe a pagar 140 milhões de euros, mas o Liverpool (ainda?) não libera.

Alexis Sanchez (Arsenal) 
Atacante chileno, 28 anos
Após interesse de Inter e Milan, é hoje objetivo do Manchester City, que jogará a Champions League, ao contrário do Arsenal. Sua saída já pareceu mais provável, mas certeza de permanência mesmo só após o dia 31.  

Fabinho (Monaco) 
Lateral e volante brasileiro, 23 anos
Já foi cotado para pelo menos uma dúzia de gigantes do futebol europeu. Hoje, o Arsenal, o Manchester United e, claro, o PSG parecem ser os clubes mais interessados em sua contratação.

Andrea Belotti (Torino) 
Atacante italiano, 23 anos
Já foi objetivo de Chelsea e Milan, mas os 100 milhões de euros exigidos pelo time de Turim dificultam o negócio. Hoje, buscando substituto para a iminente saída de Mbappé, o Monaco mira o italiano.

Jean Michel Seri (Nice) 
Meia marfinense, 26 anos
Alternativa bem mais modesta que Dembelé e Coutinho, a ida do jogador ao Barcelona chegou a ser dada como certa pela imprensa europeia. Seu empresário, porém, disse que (adivinhem?) o PSG atrapalhou o negócio.  

Julian Draxler (PSG)
Meia-atacante alemão, 23 anos
Comprando tanto, para correr menos riscos com o Fair Play financeiro, o PSG precisa vender. E o alemão é um jogador que interessa (ou já interessou) a muita gente: Liverpool, Arsenal, Internazionale, Bayern, Barcelona...

Patrik Shick (Sampdoria) 
Atacante tcheco, 21 anos  
A grande promessa tcheca chegou a acertar tudo com a Juventus, mas problemas médicos fizeram o negócio melar. Hoje, Roma e Internazionale, mas não só, estão tentando contratá-lo.

Thomas Lemar (Monaco)
Atacante francês, 21 anos
Mais um atacante francês, mais um atacante do Monaco, mais um suposto objetivo do PSG. Mas não só: o Arsenal também estaria interessado no jovem, sobretudo se Sanchez for mesmo embora.


Comentários

Falta uma semana: 11 jogadores que podem fazer Mercado europeu bater recorde

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O essencial do Italiano 2017-18: candidatos ao título, outros destaques, lista de brasileiros e probabilidades

Gian Oddi
Gian Oddi
Estrelas do Campeonato Italiano 2017-18
Estrelas do Campeonato Italiano 2017-18 ESPN

Times importantes mais fortes, e a equipe mais forte (um pouco) menos forte. Entendeu? Se não, leia de novo, porque a frase resume bem a expectativa para a temporada 2017-18 do Campeonato Italiano. Se esta expectativa for confirmada, e ao mesmo tempo for mantida a média de gols que fez com que o futebol da Itália tivesse (surpreendentemente) a maior marca entre as principais ligas europeias na última temporada, não há motivo para pessimismo em relação à competição que começa na tarde deste sábado, com os jogos de Juventus (13h) e de Napoli (15h30) ao vivo na ESPN Brasil

Interromper a série de seis conquistas seguidas da toda poderosa Juventus continua sendo missão duríssima, mas equipes como Napoli (principalmente), Milan, Roma, Inter e Lazio têm motivos para acreditar no feito — ok, em alguns destes casos, o termo sonhar talvez seja mais realista. Além disso, a ambição de atingir a Champions League da próxima temporada, com o aumento de três para quatro vagas destinadas aos clubes do país, será objetivo de mais times por boa parte do campeonato.  

Veja abaixo um resumo sobre as preparações e as formações dos principais times do Italiano 2017-18, alguns destaques entre as equipes menores, a lista com todos os (por enquanto*) 38 brasileiros que disputam o campeonato e as probabilidades de cada time segundo o FiveThyrtyEight, ferramenta da ESPN criada com esta finalidade.



  •  Juventus

A poderosa hexacampeã italiana até se reforçou bem do meio para frente com as boas contratações do volante Matuidi (PSG), do promissor meia Bernardeschi (Fiorentina) e do atacante brasileiro Douglas Costa (Bayern de Munique). Resta saber como fará para compensar em campo as saídas de Daniel Alves e, principalmente, do zagueiro e líder Leonardo Bonucci, duas peças essenciais do que era até então seu ponto mais forte: a sua quase intransponível defesa. Além disso, após ganhar de forma inédita seis títulos seguidos na Itália, cada vez mais a prioridade dos comandados de Massimiliano Allegri deve ser a Champions League. Manter o foco na briga pelo scudetto com a mesma intensidade, portanto, passa a ser um desafio. 

[]


  •  Roma

Apesar da chegada do badalado diretor esportivo espanhol Monchi, a vice-campeã não saiu fortalecida do mercado. O capitão Francesco Totti encerrou a carreira e virou dirigente, uma perda simbólica. Em campo, o zagueiro Rudiger (que foi para o Chelsea) e o atacante Salah (Liverpool) farão mais falta. Monchi fez de tudo para repor o último contratando Riyad Mahrez, do Leicester, mas 37 milhões de euros não bastaram. Chegaram nomes promissores como o lateral-direito holandês Karsdorsp e o meia-atacante turco Under, o zagueiro da seleção mexicana Hector Moreno, o experiente lateral Kolarov e dois franceses, o meia Gonalons e o atacante Defrel, que trabalhou com o (novo) técnico Di Francesco no Sassuolo nas últimas temporadas. Muitos nomes, mas poucas certezas. É esperar para ver.

[]


  •  Napoli 

A manutenção de todo o elenco do Napoli foi a grande notícia para seus torcedores. Afinal, pelo futebol que jogaram, nomes como o belga Dries Mertens e o italiano  Lorenzo Insigne foram cogitados por alguns gigantes do futebol europeu. Com um futebol vistoso e nada menos que 94 gols marcados no último campeonato, a equipe do (agora badalado) técnico Maurizio Sarri é provavelmente o principal desafiante da Juventus. O problema é que, apesar de mantido, como não chegaram reforços relevantes (o atacante Ounas, ex-Bordeaux, e o lateral Mario Rui, ex-Roma são as novidades), o elenco continua curto para conciliar a disputa do Italiano com a Champions League. Ou seja: a posição final na briga pelo scudetto pode depender de quanto o time avançará no torneio continental.

[]


  •  Milan

Bonucci, zagueiro da Juventus. Biglia, volante da Lazio. André Silva, atacante do Porto. Çalhanoglu, meia do Bayer Leverkusen. Conti, lateral da Atalanta, de onde também veio o volante Kessie. Musacchio, zagueiro do Villareal. Rodriguez, lateral do Wolfsburg. Borini, atacante do Sunderland. Kalinic, atacante da Fiorentina (falta oficializar). Os novos proprietários chineses do Milan mostraram por que chegaram, abriram a carteira e montaram uma equipe nova, com promessas e realidades, levando o clube a vender carnês para os jogos da temporada como não acontecia há mais de uma década. Embora no clube ninguém fale na conquista do scudetto já para esta temporada, a torcida está empolgada como há muito não esteve, e caberá ao jovem técnico Vincenzo Montella mostrar que toda esta empolgação faz sentido.

[]



  •  Internazionale 

Embora com uma política mais austera do que a do arquirrival, a Inter também se reforçou: o meia Borja Valero (Fiorentina), os laterais Cancelo (Valencia) e Dalbert (brasileiro do Nice), o volante Vecino (Fiorentina), o zagueiro Skriniar (Sampdoria) e a volta do atacante Jovetic são as principais novidades em campo. Mas a maior esperança para evoluir está no banco, com a chegada do técnico Luciano Spalletti, cujo trabalho na pré-temporada empolgou a torcida a ponto de a estreia contra a Fiorentina já ter vendido mais de 40 mil ingressos - marca que a Inter não tinha para um jogo em agosto desde os tempos de José Mourinho. Em relação aos principais rivais, o time tem a vantagem de não participar de nenhuma copa europeia, podendo assim se concentrar totalmente no Italiano.

[]


  •  Lazio

Embora o título da Supercopa da Itália contra a Juventus, obtida após emocionante vitória por 3 a 2, tenha empolgado a torcida e quebrado um longo jejum contra a hexacampeã italiana, brigar pelo scudetto parece um objetivo distante da realidade.  Até porque, em relação ao time que foi 5º colocado no último Italiano, as mudanças foram poucas: Lucas Leiva chegou do Liverpool como maior contratação da temporada, mas seu objetivo é repor a saída de Biglia para o Milan. Keita não deve mesmo permanecer, e portanto as esperanças de gols ficam depositadas na boa dupla formada pelo brasileiro Felipe Anderson e pelo atacante da seleção italiana Ciro Immobile. Hoje, brigar por uma das quatro vagas na Champions parece ser uma meta mais realista para o time de Simone Inzaghi.

[]


OUTROS DESTAQUES (com um olhar brasileiro)

Após o surpreendente 4º lugar no ano passado, a Atalanta de Giampiero Gasperini, apesar de perdas importantes, busca afirmação com a manutenção da estrela argentina Papu Gomez e reforços como o brasileiro João Schmidt, ex-São Paulo. O Torino desponta como primeira força após os favoritos, não só porque conseguiu manter o cobiçadíssimo Belotti, mas por ter se reforçado com nomes como o goleiro Sirigu, o ex-zagueiro são-paulino Lyanco (que começou bem) e o volante Rincon, da Juventus. Já a Fiorentina, agora com o técnico Pioli, ex-Inter, viu uma debandada no elenco, mas aposta no ex-palmeirense Vitor Hugo para acertar sua zaga e no atacante Giovanni 'Cholito' Simeone, filho do técnico do Atlético de Madri, para formar o ataque de outro filho com "grife", o jovem Chiesa. No Genoa, a curiosidade ficará por conta do desempenho do argentino Centurión, ex-São Paulo, que poderá formar dupla com outro argentino, Maxi Lopez (negócio ainda não fechado). Outra dupla de ataque interessante do torneio será Pazzini e Cerci no Verona, que também contratou o zagueiro/lateral uruguaio Cáceres. No já não mais surpreendente Sassuolo, o cobiçado Berardi seguirá como estrela por outro ano. No Bologna, a contratação do argentino Palácio, após tantos anos de Inter, é a que chama mais atenção. A Udinese terá uma dupla de zaga toda brasileira, formada por Danilo e Samir


38 BRASILEIROS 

Entre os 20 times que disputarão o Campeonato Italiano 2017-18, apenas quatro não contam com nenhum brasileiro em seu elenco. São eles o novato Benevento, Crotone, Chievo e Genoa. Entre as demais equipes, a Roma é a mais brasileira da Itália, com seis jogadores, seguida por Napoli, Lazio, Udinese e Cagliari (quatro cada um). Saiba quem são eles*: 

Atalanta
Rafael Tolói (zagueiro), João Schmidt (volante)

 Bologna
Angelo da Costa (goleiro)

Cagliari
Rafael (goleiro), João Pedro (meia), Diego Farias (atacante)

Fiorentina
Vitor Hugo (zagueiro)

Internazionale
Miranda (zagueiro), Dalbert (lateral-esquerdo), Gabriel (atacante)

Juventus
Alex Sandro (lateral-esquerdo), Douglas Costa (atacante)

Lazio
Maurício (zagueiro), Wallace (zagueiro), Lucas Leiva (volante), Felipe Anderson (meia-atacante)

Milan
Gabriel (goleiro)

Napoli
Rafael (goleiro), Allan (volante), Jorginho (volante), Leandrinho (atacante)

Roma
Alisson (goleiro), Juan Jesus (zagueiro), Leandro Castan (zagueiro), Bruno Peres (lateral-direito), Emerson Palmieri (lateral-esquerdo), Gerson (meia)

Sampdoria
Dodô (ala/lateral-esquerdo)

Sassuolo
Rogério (lateral-esquerdo)

Spal
Felipe (zagueiro)

Torino
Lyanco (zagueiro), Danilo Avelar (lateral-esquerdo)

Udinese
Danilo (zagueiro), Samir (zagueiro), Ewandro (atacante), Ryder Matos (atacante)

Verona
Nicolas (goleiro), Daniel Bessa (meia)


PROBABILIDADES
A expectativa e as chances de cada equipe de acordo com este blog é possível compreender nos textos acima sobre cada um dos seis favoritos. Se quiser, você pode conferir também quais as probabilidades de cada time segundo os dados e estatísticas da ferramenta FiveThirtyEight, criada pela ESPN com esta finalidade. Um breve resumo da ordenação dos favoritos está na imagem abaixo. Mas, se quiser mais detalhes, clique aqui para acessar o FiveThirtyEight.

Probabilidade para o título Italiano segundo o Five Thirty Eight
Probabilidade para o título Italiano segundo o Five Thirty Eight reprodução

* até o dia 31 de agosto os times e a lista de brasileiros podem e devem sofrer alterações. O blog será atualizado com as novas informações.

Comentários

O essencial do Italiano 2017-18: candidatos ao título, outros destaques, lista de brasileiros e probabilidades

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Na Inglaterra, brasileiros (quase) só jogam em candidatos ao título. Saiba por que e quem são todos eles

Gian Oddi
Gian Oddi
Gabriel Jesus: um dos principais brasileiros da Premier League 2017-18
Gabriel Jesus: um dos principais brasileiros da Premier League 2017-18 Getty

Começa nesta sexta-feira a temporada 2017-18 da Premier League, o mais rico e disputado campeonato nacional do planeta.

Quando o assunto é número de brasileiros, porém, o Campeonato Inglês fica bem abaixo de outras ligas da Europa, como Espanha, Itália, Portugal e França. Nesta edição são, por enquanto*, apenas 13 os brasileiros que iniciam a competição (e alguns com poucas perspectivas de jogar).

É compreensível: na Inglaterra, jogadores de fora da comunidade europeia precisam preencher certos pré-requisitos que atestem sua importância ou capacidade (como passagem por seleções, por exemplo) para poder jogar a liga nacional. São, portanto, jogadores mais caros.

Estes critérios técnicos nem sempre são seguidos com rigor, pois existe um comitê para avaliar caso a caso a intenção de contratação de estrangeiros dos clubes britânicos. Assim, muitas vezes acabam por ser subjetivas as razões que dão “aval” para contratações de estrangeiros no país.

De qualquer forma, o método funciona. Tanto é que os brasileiros estão quase que exclusivamente nos times mais ricos, os candidatos ao título (a exceção é o modesto Watford, do goleiro Gomes e do recém-contratado atacante Richarlison, ex-Fluminense).

Das 20 equipes que disputam a competição, nada menos que 15 delas não contam com brasileiro algum. São elas: Arsenal, Bornemouth, Brighton, Burnley, Crystal Palace, Everton, Huddersfield, Leicester, Newcastle, Southampton, Stoke City, Swansea, Tottenham, West Bromwich e West Ham.

Os cinco quatro times que têm brasileiros, além do já citado Watford, são todos gigantes, com ambições grandes no campeonato. Veja como estão distribuídos os 16 brasileiros* do Campeonato Inglês entre estas equipes, que têm o Chelsea e o City como times que mais apostam em jogadores nascidos por aqui:

ARSENAL
Gabriel Paulista (zagueiro) 

CHELSEA
David Luiz (zagueiro), Willian (meia), Wallace (lateral), Nathan (meia), Kenedy (meia)

LIVERPOOL
Phillipe Coutinho (meia), Roberto Firmino (atacante), Allan (meia)

MANCHESTER CITY
Ederson (goleiro), Danilo (lateral), Fernandinho (volante), Gabriel Jesus (atacante)

MANCHESTER UNITED
Andreas Pereira (meia)

WATFORD
Gomes (goleiro), Richarlison (atacante)  

* Até o dia 31 de agosto, quando fecha o mercado europeu, mudanças podem e devem ocorrer (Coutinho pode sair, Kenedy deve ser emprestado...). O blog será atualizado conforme o andamento dos negócios.

Fonte: Gian Oddi

Comentários

Na Inglaterra, brasileiros (quase) só jogam em candidatos ao título. Saiba por que e quem são todos eles

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A recusa de Roger Machado é motivo de elogios

Gian Oddi
Gian Oddi


Roger Machado: atitude inédita para muitos técnicos consagrados
Roger Machado: atitude inédita para muitos técnicos consagrados Bruno Cantini/Atlético-MG

Nesta segunda-feira, durante o Linha de Passe na ESPN Brasil, tivemos uma mesa dividida, com opiniões diferentes ao avaliar a recusa de Roger Machado após o técnico receber uma sondagem sobre a possibilidade de assumir o comando técnico do Flamengo.



Conforme apurou Mauro Cezar Pereira, Roger ouviu uma sondagem do Fla (não chegou a receber convite formal), mas reforçou sua posição: após a demissão no Atlético, não pretende voltar a trabalhar em 2017.

Não havia na mesa, porém, dúvida alguma de que  assumir este Flamengo já fora da briga pelo título nas duas principais competições do ano, mas com o melhor elenco do Brasil, enorme margem de melhora pela frente e a chance de levantar duas taças — Copa do Brasil e Sul-Americana — seria boa oportunidade de consagração para o treinador.

O que só torna sua atitude mais elogiável.

Roger Machado recusa convite do Flamengo e divide opiniões no 'Linha de Passe'

A fartura de demissões de treinadores em uma temporada do futebol brasileiro é alvo de críticas constantes, sobretudo da imprensa e, claro, dos próprios treinadores, que em todo momento alegam não ter tempo para desenvolver bons trabalhos.


Roger, pela segunda vez em sua ainda curta carreira, faz mais do que reclamar ao agir com a personalidade que outros técnicos mais renomados não agiram em décadas de carreira: recusar sondagens ou propostas tentadoras, dos dois clubes com mais torcida no país, por princípios e convicções sobre o que é (ou deveria ser) o trabalho de um treinador.

Evidentemente choverão críticas a Roger na linha do “quem ele pensa que é?”, “ainda não é nada para recusar Corinthians e Flamengo” e “está se achando demais para quem ainda não ganhou nenhum título relevante”.

O principal debate causado por sua recusa, contudo, não deveria ser sobre sua capacidade, que de fato ainda carece de comprovação depois de um início promissor e ideias tão promissoras quanto. Até porque a recusa a convites tão tentadores é bem mais rara que a escolha equivocada de técnicos por parte de grandes clubes.

Gian diz que Rueda é a melhor opção para o Flamengo: 'Teria muito mais crédito para trabalhar'

Antonio Rueda até parece, hoje, um nome mais adequado ao Flamengo: não apenas por sua qualidade, mas porque, no Brasil, quanto mais crédito um treinador tem no momento de sua chegada, mais tempo terá para trabalhar sem depender de resultados. E hoje Rueda tem muito mais crédito do que Roger, inclusive com os torcedores.

A atitude de Roger, porém, é um passo, ainda que pequeno, para que os técnicos no Brasil não dependam mais de “créditos” para ter o mínimo de tempo necessário para trabalhar. 

Que outros técnicos parem de reclamar e copiem seu exemplo.

Fonte: Gian Oddi

Comentários

A recusa de Roger Machado é motivo de elogios

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading