O goleiro prodígio, o empresário egocêntrico e um retrato do futebol

Gian Oddi
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Capas com Donnarumma nos jornais de Madri
Capas com Donnarumma nos jornais de Madri

Gianluigi Donnaruma, o prodígio goleiro que estreou aos 16 anos como titular do Milan, estampa nesta sexta-feira as capas dos dois principais diários de Madri como possível novo goleiro do Real Madrid.

Hoje com 18 anos de idade e já convocado para a seleção principal da Itália, há dois anos Gigi Donnarumma é considerado o (adivinhem?) "novo Buffon".

Só que o novo Buffon, ao contrário do "velho" que chegou a jogar a Série B com a camisa da Juventus, não deu grande prova de fidelidade ao seu clube nesta quinta-feira. Em uma reunião que durou menos de 30 minutos, seu empresário, Mino Raiola, comunicou à direção do Milan: "o contrato não será renovado".

Donnarumma, que já fez 72 jogos com a camisa milanista apesar da pouca idade, tem contrato válido com o clube até o dia 30 de junho de 2018.

Era ele, até ontem, a grande paixão dos torcedores do Milan - crianças e adultos. Era ele que os dirigentes do novo e abastado Milan "chinês" classificavam como "pilar e bandeira" de uma nova etapa. Era ele que, graças à pouca idade e ao fato de ser goleiro, podia mirar até mesmo, quem sabe daqui a uns 20 anos, a marca de maior número de atuações com a camisa de um dos maiores clubes do mundo.

Mas tudo isso não bastou.

Assim como não bastou a oferta próxima dos 5 milhões de euros por ano, o que o colocaria entre os jogadores mais bem pagos do país.

Cobrar deste garoto de 18 anos a consciência e a capacidade de colocar tudo em perspectiva e analisar uma série de aspectos com os quais ele ainda mal conviveu e nem sequer conhece talvez seja uma exigência injusta.

É aí que entra a figura de Mino Raiola.

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Mino Raiola na capa do Corriere dello Sport (julho 2016)
Mino Raiola na capa do Corriere dello Sport (julho 2016)

Para descrevê-lo em poucas linhas, Raiola é o agente que em julho do ano passado foi capa do jornal Corriere dello Sport por "ganhar mais que Messi". É o mesmo agente de Ibrahimovic, Pogba e Balotelli, todos ótimos jogadores que caminham para carreiras (vitoriosas ou não) sem grandes vínculos afetivos com clubes ou torcidas.

Explicar a decisão de Raiola não é missão das mais simples não só porque a oferta financeira do Milan era generosa. Mas também porque, por melhor que Donnarumma seja - e ele é excelente -, trata-se apenas, ainda, de um garoto de 18 anos que teria muito mais facilidade para amadurecer e evoluir jogando no clube que o formou e investiu nele.

E depois disso, se fosse o caso, seja por ver poucas perspectivas no Milan ou por receber propostas tentadoras, ele poderia mudar de ares.

Mas não será assim.

Raiola, que era muito ligado à antiga gestão berlusconiana do Milan, desde antes do início da nova gestão já dizia que os chineses estavam "fazendo uma figura de merda". Suas primeiras conversas com Max Mirabelli, um dos novos dirigentes, já transpareciam antipatia mútua.

Mino não gostou, e é Gigi Donnaruma quem se vai.

E junto com Donnarumma se vai, de forma tão precoce como foi sua estreia, a esperança de estar nascendo uma história tão linda como as de Javier Zanetti, Paolo Maldini, Alessandro Del Piero e Francesco Totti. Histórias de amor e fidelidade entre clubes e ídolos que emocionaram a Itália e a Europa nos últimos anos.

É preciso, porém, ser realista.

Del Pieros e Tottis são casos do passado. Ninguém representa tão bem o futebol atual como Mino Raiola.

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Nations League: saiba tudo sobre o novo torneio entre seleções da Europa

Gian Oddi
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Alex Livesey/Getty Images
Thomas Muller Comemora Gol Brasil Alemanha Copa do Mundo 08/07/2014
Brasil x Alemanha: jogos entre europeus e sul-americanos serão mais raros com a Nations League

 

Termina nesta terça-feira mais uma data Fifa, uma das últimas que permitirão tantos amistosos entre seleções europeias e sul-americanas como Itália x Uruguai, França x Paraguai e Espanha x Colômbia, jogos que vimos nas últimas semanas. O Brasil tem marcado embate com a Alemanha para o dia 27 de março do ano que vem, em Berlim, a menos de três meses da Copa na Rússia.

Depois da Copa, contudo, amistosos entre europeus e sul-americanos serão raríssimos devido à criação da Uefa Nations League, uma nova competição entre seleções filiadas à Uefa que deixará pouco (quase nenhum) espaço para confrontos de seleções europeias contra equipes de outras confederações.

Entenda o que é, porque foi criado e como funcionará este novo e interessante campeonato, que não apenas definirá um campeão todo ano ímpar como determinará, a partir de agora, sempre quatro dos 24 classificados às edições da badalada Eurocopa.

O que é?
A Uefa Nations League é um campeonato bienal entre todas as seleções da Europa, que passa a acontecer a partir de setembro de 2018, pouco depois da Copa do Mundo na Rússia. A fase final desta primeira edição, chamada de Final Four, está marcada para junho de 2019, em sede ainda a ser definida (veja abaixo).

Quem participa?
Jogarão a Uefa Nations League as seleções de todas as 55 federações nacionais filiadas à Uefa. Estas equipes, porém, serão divididas em quatro diferentes divisões (A, B, C e D). Nesta primeira edição, a definição das divisões se dará com base no ranking da Uefa.

Por que o torneio foi criado?
O campeonato vai substituir quase inteiramente as datas Fifa destinadas a amistosos na Europa, elevando o nível de competitividade das seleções europeias nestas datas e aumentando assim o interesse de torcedores, jogadores e imprensa por estas partidas.

Como fica o calendário de seleções europeias?
Com a adoção da UEFA Nations League, as seleções europeias estarão quase sempre ocupadas com uma grande competição. Nos anos pares, jogarão as fases finais de Copas do Mundo e Eurocopas; nos anos ímpares, sempre haverá uma fase decisiva da Nations League para quatro seleções. E ao final de cada uma destas grandes competições terão início as fases eliminatórias do torneio seguinte - Copa, Eurocopa ou Nations League.

Qual a fórmula de disputa da Nations League?
As seleções serão divididas em grupos de três ou quatro equipes dentro das suas respectivas divisões. Na divisão A serão quatro grupos com três times cada: estas equipes jogam entre si em partidas de ida e volta, e os campeões de cada grupo serão os quatro semifinalistas que disputarão o Final Four (semifinais e final), jogos em confronto único que ocorrerão em uma sede única, sempre um dos países semifinalistas. A divisão B terá, também, quatro grupos de três seleções; a C, um grupo de três e três grupos de quatro; e por fim, a D, quatro grupos de quatro. Importante destacar que haverá rebaixamento e/ou ascensão dos quatro últimos ou quatro primeiros colocados de cada grupo de cada divisão para a divisão imediadamente inferior/superior.

Quais seriam, hoje, as 12 equipes da primeira divisão da Nations League? 
Hoje seriam Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália, França, Rússia, Portugal, Ucrânia, Bélgica, Turquia, República Tcheca e Suíça. Mas ainda pode haver mudança até o fim das eliminatórias da Copa - e a entrada, por exemplo, da Holanda. 

Como serão distribuídas as vagas na Eurocopa via Nations League?
No mês de março em anos de Eurocopa (2020, por exempo), cada uma das divisões da Nations League definirá, entre os times ainda não classificados via eliminatórias tradicionais da Euro, mais um classificado ao torneio. Cada divisão (A, B, C e D) terá um play-off com semifinais e finais em jogos únicos (mesmo formato do Final Four), reunindo os quatro campeões de grupo de cada divisão. Evidentemente, vários destes campeões já estarão classificados à Euro e, nestes casos, as vagas para jogar os play-offs serão ocupada pelos países com melhor ranking na Uefa dentro da mesma divisão (ou na divisão sucessiva, caso todas seleções de uma divisão já estejam classificadas).

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Sobre sinalizadores, torcidas, penas e desobediência civil

Gian Oddi
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Marcelo D. Sants/ESPN
Sinalizadores Itaquera
Sinalizadores na Arena Corinthians: protesto consciente?

É louvável a defesa de bandeiras, instrumentos, sinalizadores (os inofensivos, não os marítimos) por parte de torcedores nas redes sociais. É positivo que haja certa dose de inconformismo com as inúmeras proibições que, indiscutivelmente, têm empobrecido os espetáculos nas arquibancadas dos estádios paulistas há vários anos.


Não me parece tão louvável e nem lógico, contudo, a defesa dos grupos organizados que, jogo após jogo, interrompem as partidas disputadas na Arena Corinthians acarretando não apenas o prejuízo técnico para os jogos em questão, como outras consequências negativas para o clube - já passa de 100 mil reais o valor pago pelo Corinthians em multas pela ação deste grupo de torcedores.

A tese de "desobediência civil", que talvez se faça tão necessária no Brasil atual, não convence como forma de protesto neste caso específico.

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Definição de desobediência civil na Wikipedia
Definição de desobediência civil na Wikipedia

Não convence, em primeiro lugar, porque estes mesmos grupos não têm buscado outras formas eficientes (e por que não criativas) de propostas e protestos que sejam menos nocivas ao time antes de optar pela desobediência às regras dentro dos estádios. Nem mesmo os patéticos (e inócuos) comunicados tantas vezes divulgados à imprensa quando se trata de defender criminosos flagrados por câmeras foram vistos.

Em segundo lugar, porque parece fácil apelar para tal forma de protesto (aliás, será mesmo um protesto consciente?) quando as punições não são dirigidas àqueles que infringem as regras, mas sim ao clube - o velho problema que permeia os temas de justiça desportiva no Brasil. A lógica que impera na turma dos sinalizadores é: eu me revolto, eu me divirto (ou, vá lá, "protesto"), e o Corinthians paga a conta, desportiva ou pecuniariamente.

Por fim, e não menos importante, é importante destacar que aqueles que "protestam" acendendo insistentemente seus sinalizadores não parecem, pelas próprias reações de outros torcedores vistos na Arena Corinthians, ser porta-vozes da torcida corintiana. Não são poucos, compreensivelmente, os corintianos incomodados com a ação e, sobretudo, com suas consequências.

Resta ao menos o mérito, intencional ou não, mas este inegável, de fazer com que o tema seja debatido de forma mais corriqueira e intensa que o habitual (que é o que fazemos aqui, aliás). 

Que as cores, o barulho e até a fumaça voltem aos estádios paulistas. Mas o melhor caminho para chegar lá não parece ser este. Pelo menos por enquanto.

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Real x Juventus: a prévia da final, com um duelo especial para os brasileiros

Gian Oddi
Gian Oddi

Real Madrid e Juventus fazem, neste sábado, o jogo mais aguardado da temporada europeia. Os retrospectos de ambos nos últimos anos, mas também na competição em si, provam que eles não estão na final da Champions League 2016-17, que será disputada em Cardiif (País de Gales), por acaso.

No vídeo abaixo, uma prévia da decisão (com palpite sem muro!), lembrando o caminho de cada finalista e trazendo as prováveis escalações (e as possíveis dúvidas) de Massimilano Allegri e Zinedine Zidane para a decisão que provavelmente contará com uma atração especial para os torcedores brasileiros — e para o técnico Tite.

Dani Alves no meio ou na lateral? Gian analisa possíveis escalações de Juve e Real para a final 

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8.821 dias depois: Grazie, Totti!

Gian Oddi
FILIPPO MONTEFORTE/AFP/Getty Images
Totti Roma Austria Vienna Liga Europa 20/10/2016
Francesco Totti se despede da torcida da Roma no domingo, a partir de 12h, na ESPN Brasil


Quando as luzes do estádio Olímpico se apagarem no início da noite do próximo domingo após a partida contra o Genoa, a cidade de Roma, e não apenas seu time mais conhecido, terá perdido um de seus grandes monumentos, um símbolo como o Coliseu.

Parece exagero, eu sei. Mas o adeus de Francesco Totti do futebol romano e romanista, ainda que não signifique o fim de sua carreira como jogador, tem um peso de difícil compreensão para aqueles que não viveram os dias da capital italiana de alguma forma mais próxima ao menos em parte de seus últimos 24 anos.

Porque Roma perde sua figura mais célebre. Mais presente, mais comentada, discutida, amada ou até contestada. E deixem o Papa em paz, porque falamos da Roma dos romanos.

No que se baseia e como se constrói a idolatria dentro futebol? Com títulos? Com gols, recordes e conquistas pessoais? Ou com fatores que extrapolam essa visão meramente matemática do esporte?

No caso de Totti, a resposta é simples.

Danem-se os números. Eles são apenas consequências.

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Totti ano a ano, em figurinhas
Totti ano a ano, em figurinhas: 24 anos em um único clube

Desde o dia 28 de março de 1993, quando, com apenas 16 anos e 28 dias de idade, ele estreou vestindo a camisa da Roma em um jogo contra o Brescia, Totti colecionou marcas incontestavelmente relevantes.

Tornou-se o jogador com mais partidas pelo clube e também o maior artilheiro de sua história. Num time pouco acostumado com títulos, ganhou o terceiro scudetto romanista, quando havia quase 20 anos que isso não ocorria. Levou ainda duas Copas e duas Supercopas da Itália. Foi quem mais jogou o derby romano, e quem nele mais marcou gols. Vestindo a camisa 10 da seleção italiana, foi também campeão do mundo.

Mas o número mais relevante nessa história toda são os 8.821 dias transcorridos desde sua estreia em 1993, passando pelo dia em que recebeu a faixa de capitão do seu ídolo Aldair, até chegar à despedida deste 28 de maio. Dias em que Totti não quis vestir outra camisa que não a do seu time de coração, na cidade que tanto ama: "Cresci em Roma e morrerei em Roma. Gosto da sensação e ter nascido e virado grande na cidade mais bonita do mundo".

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Totti mosaico
Mural com a imagem de Totti no bairro de Monti

Aos que mensuram o tamanho de um jogador por seus títulos, lamento. Certas escolhas valem mais que qualquer troféu, e talvez tenha faltado um Totti no seu time para que você pudesse compreender.

O moleque da Curva Sud virou gandula. O gandula virou promessa. A promessa virou realidade, e a realidade virou Rei. Pois bem: o moleque que virou Rei tem hoje uma relação com sua torcida e seu povo que, arrisco dizer, não encontra paralelo algum no futebol atual, em parte alguma do planeta. Porque não estamos falando "só" de futebol.

Nos quase 9 mil dias transcorridos desde sua estreia (e até antes disso), Totti recusou ofertas realmente importantes para deixar a Roma. Baqueou e admitiu ter tido dúvidas em uma ocasião apenas, quando assediado pelo Real Madrid. Ao abrir mão de atuar na capital espanhola, não deixou apenas de ganhar mais dinheiro (embora tivesse um salário de primeiro nível em Roma). Deixou de lado a fama em outra proporção. Deixou também a chance ser campeão toda hora. De concorrer a melhor do mundo, até.

Mas, de novo: dane-se. Dane-se a Bola de Ouro da Fifa e seus engomadinhos. Dane-se em quem votou o técnico das Ilhas Maurício ou do Suriname.

O orgulho que Totti propiciou à torcida romanista com aquele e com outros "nãos" vale tanto quanto ou até mais que troféus. Até porque, sem menosprezos ou diminuições a outras grandes bandeiras do futebol, é mais fácil dizer "não" a boas propostas para dedicar sua vida ao Milan ou ao Manchester United do que fazê-lo em um clube com três títulos nacionais em sua história.

Ainda assim, longe do Real, il capitano não pode reclamar de reconhecimento.

Em seus momentos de triunfo internacional, como o título mundial com a Itália, o gol contra o City que lhe tornou o jogador mais velho a marcar numa Champions League, a Chuteira de Ouro de 2008 após sua primeira temporada como atacante ou mesmo algumas partidas nas quais exibiu sua classe única nos principais gramados da Europa, não lhe faltaram exaltações dos maiores. De quem conta.

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Maradona e Totti durante partida beneficente em março de 2016
Maradona sobre Totti: "melhor que vi jogar"

Em que pese seu apreço por superlativos, Maradona rotulá-lo como "o melhor que vi jogar" foi só a mais recente (e não foi a primeira vez) dessas exaltações. Zidane, Messi e tantos outros já fizeram coro com declarações que atribuíram a Totti um status que, para quem só acompanha os jogos mais badalados do futebol europeu (leia-se reais e barcelonas), talvez seja uma surpresa.

A estas exaltações individuais, é preciso somar, ao longo de toda sua carreira, as manifestações de admiração por parte de torcidas adversárias como Real Madrid, Valencia, Manchester City, Bologna.... e até Lazio! A faixa "Os inimigos de uma vida saúdam Francesco Totti", exibida em um jogo dos arquirrivais no dia 21 de maio, tem um peso e um significado difícil até de mensurar.

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Faixa dos torcedores da Lazio saúdam Totti:
A mais inesperada das homenagens. Laziales saúdam Totti: "inimigo de uma vida"

Trata-se, evidentemente, de reconhecimento à fidelidade, ao amor por um clube que, sem exceção, qualquer torcedor gostaria de ver em seu time. Mas trata-se, também, de reconhecimento a uma qualidade técnica absolutamente fora do comum e, acima de tudo, sempre colocada a favor do time, do conjunto, de suas cores.

Porque, embora seja o maior artilheiro da história da Roma, Totti nunca atuou para si, nunca foi aquele jogador ávido por gols e que não comemora aqueles de seus companheiros. Pelo contrário: mais que seus lindos gols, sua qualidade mais sublime são os passes, as assistências. A capacidade de mudar tudo, absolutamente tudo, com um toque de um microssegundo aliado à sua visão de jogo espetacular.

Totti foi o craque em função de um time, não era um time em função do craque.

Neste próximo domingo, contudo, ele estará, sim, acima do clube. E o "Grazie, Roma" cantado tradicionalmente ao final dos jogos terá que dar espaço.

Grazie, Totti!

Aqui o VT produzido com base neste texto:

Grazie Totti! A cidade de Roma perde um monumento; veja a trajetória do eterno 'capitano'

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Rogério Ceni tem razão

Gian Oddi

Volto ao tema devido às reações que recebi, via Twitter, após meu comentário a respeito do tema no Bate Bola de ontem (vídeo abaixo).

Adriana Spaca/Getty Images
Rogerio Ceni Sao Paulo Defensa y Justicia Copa Sul-Americana 11/05/2017
Rogerio Ceni, após Sao Paulo x Defensa y Justicia na Copa Sul-Americana

Por tudo que ouvimos de Rogério Ceni a respeito da atitude de Rodrigo Caio no clássico contra o Corinthians, posso afirmar que tenho posição contrária à dele. Discordo, também, da teoria de que Jô mereceria o cartão amarelo de qualquer maneira por um suposto empurrão no zagueiro são-paulino.

Mas, concorde-se ou não com a posição e as visões do novato treinador em relação ao fatídico episódio no clássico, é preciso admitir que seu incômodo com a repercussão e os desdobramentos daquele caso é compreensível.

Motivo pelo qual é também compreensível a resposta, considerada por muita gente como irônica e agressiva, dada por ele no programa Bem Amigos desta semana, quando o ex-goleiro afirma "talvez o Rodrigo (Caio) e o Tite sejam melhores pessoas do que eu".

A visão de que concordar com a atitude de Rodrigo Caio nos transforma em pessoas com mais caráter ou mais honestas em relação àquelas que por um motivo ou outro discordam não foi, afinal, uma teoria criada e propagada por Ceni. E essa tese certamente chegou aos seus ouvidos, não poucas vezes.

Convenhamos: é normal que aqueles que se deparam com a teoria acima e discordam da atitude do zagueiro se sintam ofendidos e pretendam responder. A ironia utilizada por Rogério, portanto, é apenas uma forma de zombar de uma afirmação que, mesmo indiretamente, o ofende.

Generalizações maniqueístas como essa, dividindo as pessoas entre boas e más ou honestas e corruptas baseando-se em critérios descabidos como um lance de um jogo de futebol, têm sido, infelizmente, muito comuns no Brasil. E fazem mal.

Rogério Ceni tem seus defeitos, como todos, e talvez agora os exponha ainda mais pela visibilidade e vulnerabilidade da carreira de técnico (que exige entrevistas obrigatórias constantes, bem mais que na época de goleiro).

Neste caso, contudo, Rogério só se defendeu. Como fazia nos tempos de goleiro.

Gian entende resposta de Ceni: 'Discordar do ato de Rodrigo Caio não faz dele uma pessoa pior'

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Brasileirão 2017 já tem um recorde, e muito se deve à nova Libertadores

Gian Oddi
Gilvan de Souza/Flamengo
Flamengo, Guerrero, Maracanã, Campeonato Brasileiro, 2017
Fla x Galo: maior público da 1ª rodada

É verdade que Flamengo, Palmeiras e Corinthians, três dos times que hoje mais levam torcedores aos estádios, jogaram em casa e, não à toa, tiveram respectivamente os três maiores públicos da primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

Não deixa de ser significante, contudo, que a rodada inaugural deste Brasileirão tenha tido a melhor média da história da competição desde a adoção dos pontos corridos no Brasil, em 2003, como mostram os dados abaixo compilados pela Footstats.

Footstats
media rodada 1BR
Primeira rodada do Brasileirão 2017 é a que tem a melhor média da história dos pontos corridos

Como se vê, em relação ao ano passado, houve neste ano um acréscimo de 34% na média de público da primeira rodada do torneio.

É difícil ignorar, nesta comparação com anos anteriores, o peso que a mudança da Libertadores tem nessa melhora. Afinal, com a competição continental mais espaçada e num momento menos decisivo em relação ao início de outros Brasileirões, os principais times jogaram com suas equipes mais fortes na estreia deste campeonato nacional.

Porém, mais do que as escalações, as torcidas parecem ter começado o Brasileirão mais interessadas no torneio — ainda que até mais times estejam jogando outras competições em relação a outros anos.

No ano passado, a primeira rodada do Brasileirão ocorreu nos dias 14 e 15 de maio, e os dois clássicos entre Atlético-MG e São Paulo pelas quartas de final da Libertadores, por exemplo, ocorreram nos dias 11 e 18 do mesmo mês. Como torcedores, técnicos e jogadores não priorizariam totalmente o torneio continental neste contexto?

Vale lembrar que, nesta altura do certame sul-americano em 2016, Corinthians, Palmeiras e Grêmio já haviam sido eliminados, e este cenário com tão poucos brasileiros nesta fase da Libertadores certamente não se repetiu em vários outros anos, quando o Brasileirão foi, portanto, ainda mais prejudicado.

É evidente que, neste ano, quando a Libertadores entrar em suas fases decisivas, possivelmente (e provavelmente, até), grandes times do país escalarão equipes mistas ou reservas no Brasileiro.

Mas há aí uma diferença.

Porque uma coisa é fazer com que as equipes tomem suas decisões e façam suas escolhas de priorização ao longo da temporada, de forma eventual e espaçada, e de acordo com os contextos e evoluções nos torneios.

Outra, bem mais absurda, era fazer com que os principais times do Brasil começassem a melhor e mais importante competição do país encarando-a, de cara, como um enorme estorvo. Isso não ocorre mais ou, no pior dos casos, ocorrerá bem menos.

Mérito, ainda que involuntário, da nova Libertadores.

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Brasileirão 2017 já tem um recorde, e muito se deve à nova Libertadores

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Quando o futebol se basta

Gian Oddi
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Sud América x Wanderers, primeira divisão do futebol uruguaio
Sud América x Wanderers, primeira divisão do futebol uruguaio

Pense num jogo de futebol em que o sujeito responsável pelos dois gols da virada do seu time deixa o campo e, ainda de uniforme, suado e cheio de terra, encontra sua mulher que há poucos minutos sentava no concreto frio das arquibancadas para caminhar em meio aos torcedores até seu Peugeot 206 estacionado a poucos metros da entrada do estádio, que ele mesmo sai dirigindo.

Isso acontece, e não estamos falando da rua Javari, onde um misto de velhos senhores de camisas grená, famílias curiosas e até alguns hipsters mais interessados nos canolis do que em futebol se juntam para ver um jogo do Juventus da Mooca em divisões inferiores do nosso futebol.

Isso acontece, e pude comprovar in loco no último dia 7, em Montevidéu, na primeira divisão do futebol uruguaio. Isso mesmo: na primeira divisão do futebol bicampeão do mundo que, até antes da "Era Tite", podia se orgulhar até mais que o Brasil pelo desempenho recente de sua seleção.

O jogo do vídeo acima, entre o lanterninha Sud América e um Montevideo Wanderers que vinha de quatro derrotas seguidas e só por isso fora alijado da briga pelo título do Apertura, aconteceu no acanhado estádio Parque Palermo, a poucos metros do histórico e glorioso Centenário. O jogador em questão, Cristian Palacios, é um bicampeão uruguaio pelo Peñarol.

Com um misto entre surpresa e apreço pela singeleza, saí de lá emocionado, admito.

Não sou da turma que odeia as novas arenas, o conforto, as cadeirinhas, as opções gastronômicas, os banheiros limpos e, vá lá, contanto que com moderação e algum senso de ridículo nessa ânsia meio doida que temos de copiar os norte-americanos, nem mesmo contra uma ou outra ação para entreter a turma das arquibancadas nos intervalos.

Por mais que nossa memória afetiva muitas vezes nos pressione a bradar pelo contrário, evoluções costumam ser bem-vindas, além de inevitáveis. E conforto, convenhamos, não machuca ninguém.

Ao mesmo tempo, é bom demais perceber que o futebol não precisa transformar o jogo em si numa parte diminuta de um show hollywoodiano com músicas, luzes e narradores histéricos. É bom ver que ele sobrevive (humildemente, mas bem) sem câmeras de beijos, coreografias pasteurizadas e outras pataquadas. Que não carece de sorteio, salsicha gourmet, pompons e hashtags.

Rogério Andrade
Hora do cafezinho (um pouco doce, é verdade)
Hora do cafezinho (um pouco doce, é verdade)

A paixão de um velho senhor por volta dos 80 anos, que ao fim do jogo caminhou com dificuldade para desamarrar a pequena faixa do Wanderers que colocara no alambrado, dobrá-la com carinho e guardá-la na mochila, tem valor maior que tudo isso. E se bater a fome, a gente se vira, haverá sempre um cafezinho requentado e o velho amendoim para recorrer.

É sempre bom constatar que o futebol precisa de muito pouco para ser tão apaixonante. Precisa apenas de futebol.

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O problema é de Rodrigo Caio. E só dele

Gian Oddi
Gian Oddi
Daniel Vorley/ Agif/Gazeta Press
Rodrigo Caio se destacou pela honestidade em campo
Rodrigo Caio, no fatídico clássico contra o Corinthians


Era previsível e até compreensível a irritação de parte da torcida do São Paulo com o que fez Rodrigo Caio no clássico contra o Corinthians. Afinal, a partir do momento em que a atitude do zagueiro está muito longe do padrão, a tendência é o torcedor considerar seu time prejudicado por dar ao adversário uma vantagem que o adversário jamais lhe daria.

Com exceção do ônus pessoal para o jogador, porém, é impossível encontrar qualquer motivo para criticar sua atitude. Não só pela nobreza do gesto em si, mas pela postura que o são-paulino teve ao não exaltar ou buscar louros pelo próprio ato. Sua entrevista ao sair do campo, breve e séria sobre o tema, foi prova disso: "Fiz o que tinha que fazer".

Escolher o caminho da crítica, no meu ponto de vista, significaria a resignação de que nada pode melhorar no aspecto ético e moral dentro de um campo de futebol. A partir do momento que as críticas possíveis a Rodrigo Caio, todas elas, partem do fato de sua atitude ser incomum, não há como criticá-lo. É o que escreveu Fernando Meligeni em seu blog: se todos fizessem o que fez Rodrigo Caio, por que a torcida reclamaria?

De fato. Se a atitude do zagueiro do São Paulo se tornasse padrão por aqui, no que não acredito, o benfeitor de hoje seria o beneficiado de amanhã. Os árbitros errariam menos, que é uma coisa que todos querem, e os resultados seriam mais condizentes com o que ocorreu dentro de campo, que é outra coisa que todo mundo quer.

Reprodução ESPN
Gian elogia atitude de Rodrigo Caio: 'Ele não quis ser exaltado por isso'
Gian elogia atitude de Rodrigo Caio: 'Ele não quis ser exaltado por isso'


Lamentavelmente, não acredito que atos como o de Rodrigo Caio passem a acontecer rotineiramente. Mas se sua atitude servir para pelo menos inibir e constranger atitudes absolutamente opostas como as simulações bizarras que a gente vê em todas as rodadas, jogos e times do futebol brasileiro, já terá sido um ganho imenso. E nisso me parece possível acreditar.

A argumentação de que o futebol não é uma ilha de honestidade no mundo não deveria ser usada para reprimir atos como o do zagueiro. Porque o esporte é sim, ou pelo menos deveria ser, um meio que não precisa reproduzir todas as mazelas do mundo. Não fosse assim, qual seria o motivo da existência do termo "espírito esportivo"?

Parece lógico que, em relação a outros segmentos da sociedade, o esporte conte com mais espírito esportivo. Ou não?

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Libertadores x Estadual: entre os oito brasileiros, quais os times mais e menos prejudicados pelo calendário?

Gian Oddi
Gian Oddi, blogueiro do ESPN.com.br
Getty
Barrios fez sua estreia pelo Grêmio no clássico
Grêmio, de Barrios: quatro jogos decisivos do Gaúcho podem anteceder Libertadores

Começa hoje a fase de grupos da Copa Libertadores de 2017, que tem a presença de oito times brasileiros. Só que, ao mesmo tempo em que jogam o torneio continental, estas oito equipes seguem nas disputas de seus respectivos campeonatos estaduais pelo Brasil.

Partindo do pressuposto que, neste contexto, todas vão priorizar a Libertadores, vamos mostrar quais das equipes terão seus caminhos nas fases agudas dos estaduais (caso cheguem lá, claro) mais ou menos prejudicados pelos jogos agendados para a Libertadores.

A lógica é simples. Em primeiro lugar, consideram-se só os jogos "decisivos" dos estaduais nesta análise (quartas-de-final, semifinais ou finais; nada de primeiras fases modorrentas). No caso do Carioca, semifinais e finais da Taça Rio foram deixadas de lado já que, convenhamos, valem pouco.

Com estas datas em mãos, avaliamos quantos dos jogos importantes nos estaduais antecedem em poucos dias (menos de uma semana) as partidas de cada time na Libertadores. Afinal, nesta conjuntura, é bem provável que os clubes optem por jogar com times mistos ou reservas nos estaduais, reduzindo as chances de sucesso.

O resultado está aí: o Grêmio surge como time com tabela mais complicada, o único com quatro jogos importantes do Estadual antecedendo os de Libertadores. Os Atléticos, junto com o Palmeiras, vêm em seguida com três. O Flamengo tem dois, mas um dele é justamente a inacreditável semifinal em partida única (depois de tanta enrolação...). Santos, Botafogo e Chapecoense, que ainda lutam para avançar em seus estaduais, não terão tantos problemas se conseguirem fazê-lo.

Confira abaixo a lista completa de jogos "comprometidos" dos estaduais entre os oito times brasileiros da Copa Liberadores:

GRÊMIO - 4 jogos
2º jogo das quartas do Gaúcho 9/4, antes da 2ª rodada da Libertadores
1ª semifinal do Gaúcho 16/4, antes da 3ª rodada da Libertadores
2ª semifinal do Gaúcho 23/4, antes da 4ª rodada da Libertadores
1º jogo da final do Gaúcho 30/4, antes da 5ª rodada da Libertadores

ATLÉTICO-MG - 3 jogos
1ª semifinal do Mineiro 16/4, antes da 3ª rodada da Libertadores
2ª semifinal do Mineiro 23/4, antes da 4ª rodada da Libertadores
1ª final do Mineiro 30/4, antes da 5ª rodada da Libertadores

ATLÉTICO-PR - 3 jogos
2º jogo das quartas do Paranaense 9/4, antes da 3ª rodada da Libertadores
2ª semifinal do Paranaense 23/4, antes da 4ª rodada da Libertadores
1ª final do Paranaense 30/4, antes da 5ª rodada da Libertadores

PALMEIRAS - 3 jogos
2º jogo das quartas do Paulista 9/4, antes da 3ª rodada da Libertadores
2º jogo das semifinais do Paulista 23/4, antes da 4ª rodada da Libertadores
1ª final do Paulista 30/4, antes da 5ª rodada da Libertadores

FLAMENGO - 2 jogos
semifinal única do Carioca 23/4, antes da 4ª rodada da Libertadores
1ª final do Carioca 30/4, antes da 5ª rodada da Libertadores

SANTOS - 2 jogos
1ª semifinal do Paulista 16/4, antes da 3ª rodada da Libertadores
1ª final do Paulista 30/4, antes da 4ª rodada da Libertadores

BOTAFOGO - 1 jogo
1ª final do Carioca 30/4, antes da 4ª rodada da Libertadores

CHAPECOENSE - nenhum jogo
Mesmo que chegue às finais do Catarinense, as datas das decisões não antecedem jogos da Libertadores.

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Libertadores x Estadual: entre os oito brasileiros, quais os times mais e menos prejudicados pelo calendário?

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Consagrados e anônimos: quem são todos os brasileiros do Campeonato Italiano 2016-17

Gian Oddi

Alisson, Daniel Alves, Miranda, Juan Jesus e Alex Sandro; Felipe Melo, Bruno Henrique, Hernanes e Felipe Anderson; Eder e Gabigol.

Esta é uma das opções de seleção com jogadores nascidos no Brasil que podemos formar dentro do Campeonato Italiano da temporada 2015-16.

São 39 brasileiros distribuídos em 16 dos 20 times da competição — só Chievo, Fiorentina, Pescara e Sassuolo não têm nenhum. A Udinese é a equipe mais brasileira, com 6 jogadores, seguida por Roma (5), Juventus e Inter (4), Cagliari, Milan e Napoli (3).

Getty Images
O brasileiro chegou à Itália nessa temporada
Daniel Alves na Juventus: o brasileiro fará sua primeira temporada na Itália


Veja abaixo quem são todos os brasileiros do Campeonato Italiano. 

ATALANTA
Rafael Toloi (Z) - Após passagem discreta pela Roma, o zagueiro ex-São Paulo e Goiás, se firmou na Atalanta.

BOLOGNA
Angelo (G) - Ex-Santo André, Ancona e Sampdoria, o goleiro está na Itália desde 2007 e em Bolonha, desde 2015.

CAGLIARI
Rafael (G) - Após quase 10 anos jogando pelo Verona, chegou ao Cagliari no início deste ano.
João Pedro (M) - Formado no Atlético-MG, é titular do time recém-promovido à Série A e marcou 13 gols na última Série B.
Diego Farias (A) - Daqueles brasileiros que nasceram futebolisticamente na Itália, também fez 13 gols na última Série B.

CHIEVO
Não tem.

CROTONE
Claiton (Z) - Aos 31, fez toda sua carreira em clubes menores do calcio, como Lecco, Varese, Bari e Chievo.

EMPOLI
Matheus Pereira (M) - Meia inteligente e técnico, fez barulho aqui quando perdeu um pênalti com cavadinha na final da Copa São Paulo de Juniores, pelo Corinthians. Tem só 18 anos.

FIORENTINA
Não tem.

GENOA
Edenílson (V) - Ex-corinthians, jogou uma temporada na Udinese e foi emprestado para o Genoa, onde continuará por outra temporada.

INTERNAZIONALE
Miranda (Z) - Depois do sucesso no Atlético de Madri, transferiu-se à Inter, onde é titular absoluto.
Felipe Melo (V) - O ex-jogador da seleção está em seu terceiro time na Itália, após jogar por Fiorentina e Juventus. Tem sido figurante.
Eder (A) - Fez sua carreira na Itália, naturalizou-se italiano e virou titular da seleção de Antonio Conte na última Eurocopa.
Gabriel (A) - O ex-atacante do Santos, jogador da seleção brasileira, chega como uma das principais contratações da pré-temporada no futebol italiano.

JUVENTUS
Neto (G) - Hoje com 27 anos, no ano passado o goleiro trocou a Fiorentina, onde era titular, para ser reserva de Buffon na Juve.
Daniel Alves (LD) - Vindo do Barcelona, o renomado lateral fará sua primeira temporada na Itália.
Alex Sandro (LE) - Ex-Atlético-PR, Santos e Porto. Chegou à Juve na última temporada e foi muito bem, tomando a condição de titular de Evra em vários jogos.
Hernanes (M) - Após passagens por Lazio (onde foi ídolo) e Inter, começou mal em Turim, mas evoluiu na segunda parte da temporada 2015-16.

LAZIO
Wallace (LD) - O ex-cruzeirense estava no Monaco e chega agora à Lazio, comprado por 8 milhões de euros.
Felipe Anderson (M) - O meia da seleção olímpica é há duas temporadas um dos principais jogadores do time. Chegou a ser sondado pelo Manchester United.

MILAN
Gabriel (G) - Está desde 2012 no Milan, que chegou a emprestá-lo para Carpi e Napoli. Será reserva do jovem e promissor Donnarumma.
Rodrigo Ely (Z) - Aos 22 anos, é outra promessa que pertence ao Milan desde 2012. Quase sempre esteve emprestado a outros times.
Luiz Adriano (A) - No Milan, o ex-atacante do Inter não conseguiu repetir o sucesso de sua passagem no Shakhtar Donetsk e vive relação conturbada com a torcida, sobretudo após uma tentativa frustrada de transação para o futebol chinês.

NAPOLI
Rafael (G) - O bom goleiro, ex-Santos, é reserva do espanhol Pepe Reina.
Allan (V) - O ex-vascaíno é hoje nome respeitado no futebol italiano, após passagem pela Udinese e uma ótima temporada em Nápoles.
Jorginho (V) - Aos 24 anos, é outro meio-campista brasileiro que tem feito sucesso no time, a ponto de, naturalizado, já ter sido convocado para a seleção italiana.

PALERMO
Bruno Henrique (V) - O volante deixa o Corinthians e chega agora ao time siciliano com perspectiva de ser titular.

PESCARA
Não tem.

ROMA
Alisson (G) - O goleiro da seleção brasileira, ex-Inter, fará sua primeira temporada na Itália.
Bruno Peres (LD) - Ex-Santos, aos 26 anos, é outro reforço que chega agora, após boas temporadas pelo Torino.
Juan Jesus (Z/LE) - Chega agora da Inter de Milão para jogar na zaga e na lateral-esquerda.
Emerson Palmieri (LE) - Outro ex-santista, com passagem pelo Palermo. Está no clube desde 2015, mas foi pouco utilizado até aqui.
Gerson (A) - Comprado pela Roma desde o início do ano, o atacante ex-Flu finalmente jogará pelo time, após permanecer emprestado ao clube carioca.

SAMPDORIA
Dodô (LE) - O lateral, ex-Corinthians e Bahia, jogará mais uma temporada na Sampdoria, à qual está emprestado pela Inter.

SASSUOLO
Não tem.

TORINO
Leandro Castan (Z) - Curiosamente, o ex-zagueiro do Corinthians chegou a ser anunciado como reforço pela Sampdoria, onde não ficou nem 40 dias - vai jogar mesmo é pelo Torino. Na Roma, não conseguiu se firmar também por ter se submetido a uma delicada cirurgia no cérebro.
Danilo Avelar (Z) - Outro daqueles com quase toda carreira no exterior. Chegou do Cagliari no meio de 2015, mas jogou muito pouco por causa de seguidas lesões

UDINESE
Danilo (Z) - Aos 32 anos, o ex-zagueiro do Palmeiras está na Udinese desde 2011, quase sempre como titular.
Felipe (Z) - Formado na própria Udinese e com passagens por empréstimo em vários outros times da Itália, está com 31 anos.
Samir (Z) - Chegou do Flamengo esta ano, foi emprestado ao Verona e agora deve ter suas primeiras chances em Údine.
Lucas Evangelista (M) - Meia formado no São Paulo, aos 21 anos volta à Udinese buscando mais espaço depois de um empréstimo ao Panathinaikos.
Ewandro (A) - Formado no São Paulo e com passagem pelo Atlético-PR, fará sua primeira temporada na Itália.
Ryder Matos (A) - Aos 23, o atacante formado no Vitória já passou por Fiorentina, Bahia, Córdoba, Palmeiras e Carpi, mas não vingou. Está em Údine desde o início do ano. 


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Por que o título do Leicester é o maior feito da história do futebol mundial

Gian Oddi
Gian Oddi

É preciso admitir: por motivos que podemos discutir outro dia, volta e meia o jornalismo esportivo abusa de termos como "épico", "histórico" ou "incrível" para adjetivar feitos que, se não são corriqueiros, vão só um pouco além do habitual. Um jogo contra um time medíocre da Bolívia ou do Peru logo vira "épico", uma virada num modorrento campeonato estadual torna-se "histórica" ou "heroica", e por aí vai...

Getty
Ranieri abraça Vardy: parceria entre técnico e elenco foi harmoniosa do início ao fim
Ranieri abraça Vardy: os dois nomes que melhor simbolizam o absurdo da conquista

Então, antes de continuar, é bom deixar claro que não acredito estar incorrendo nesse tipo de banalização ao classificar o título inglês conquistado agora pelo pequeno Leicester. Um time de uma cidade com 340 mil habitantes que, no início do campeonato, com o quarto elenco menos valioso do torneio — à frente apenas dos que vieram da segunda divisão —, era candidatíssimo a cair. Cujo artilheiro, hoje com 29 anos, aos 23 anos ainda jogava na 7ª divisão. E com um simpático técnico que, mesmo renomado, só agora, aos 64, vence seu primeiro campeonato nacional.

Estes são apenas alguns entre os tantos ingredientes que fazem com que as palavras "histórico", "épico" e "heroico" sejam adjetivos até modestos para classificar o que fez o Leicester na temporada 2015-16. Porque a conquista desta segunda-feira foi — e agora vai parecer exagero — o maior feito da história do futebol mundial.

Justifico a seguir. Porque o título do Leicester, entre as raras histórias similares ocorridas em toda a história, é a única a ter em comum os três pontos abaixo.

1) Foi nos pontos corridos.
Esqueça a discussão sobre a "melhor" fórmula de disputa. Existe uma premissa que nem sequer gera debate: a de que, diante da imprevisibilidade do mata-mata, as chances do mais fraco, do azarão, do time menos técnico e menos rico tornam-se bem maiores do que numa disputa por pontos corridos, onde a regularidade (neste caso durante 38 rodadas) é fator determinante para que se chegue ao troféu. Portanto, se você pensou na Grécia campeã da Euro 2004 ou em qualquer outra bizarrice do gênero para "rivalizar" com a conquista do Leicester, já está explicado o descarte feito nesta comparação.

2) É o triunfo de um favorito ao rebaixamento.
Ok, se a gente fuçar a história dos campeonatos por pontos corridos pelo planeta certamente acharemos muitas conquistas de times que não eram apontados como favoritos ao título. Isso é uma coisa. Outra coisa, bem diferente, será encontrar, entre estes campeões, aqueles que eram apontados como favoritos ao rebaixamento no início da temporada. Times cuja chance de ser campeão fossem iguais as de, como mostravam as apostas no caso do Leicester, alguém provar que Elvis Presley está vivo ou que o monstro do lago Ness existe e está à espera de um turista mais atento para sair em sua próxima selfie.

3) Ocorreu contra gigantes milionários donos de seleções mundiais.
Não sabemos, mas podemos até admitir que num campeonato do Congo, da Armênia, da Finlândia ou do Paquistão (será que por pontos corridos?) um time inicialmente favorito ao rebaixamento tenha conquistado o título. Pode ser. Agora, ainda que isso tenha ocorrido, o nivelamento (por baixo) e a (pouca) qualidade dos adversários terá colaborado para a surpresa. Ou alguém acha que em algumas destas ligas o azarão da vez terá superado os bilhões de chelseas, cities e uniteds e derrotado nomes como rooneys, mourinhos e agueros? A força dos rivais é um dos principais pontos a engrandecer o feito do Leicester.

Mesmo considerando os três quesitos acima, não deixa de ser tentador comparar a conquista do time de Claudio Ranieri com outros campeões épicos (de verdade), certo? Então vamos lá.

Getty
Derby County - campeão inglês em 1972
Derby County - campeão inglês em 1972


Derby County
(Inglaterra, 1972)
Embora tenha subido à primeira divisão em 1969, o surpreendente time de Brian Clough ficou na parte de cima da tabela, especificamente no 9º lugar, na temporada anterior à conquista. Portanto, embora não fosse um "candidato ao título" em 1972, também não era nem de longe favorito a cair — como foi o Leicester nesta temporada.

Getty
Nottingham Forest - campeão inglês em 1978
Nottingham Forest - campeão inglês em 1978


Nottingham Forest
(Inglaterra, 1978)
Outro time de Clough, talvez seja o maior rival ao feito do Leicester. Não pelo posterior bicampeonato europeu (no mata-mata), mas por ter sido o título de um time vindo da segunda divisão e, portanto, também candidato a cair. A diferença: numa época em que a Inglaterra não contava com a grana de bilionários estrangeiros e na qual as ligas nacionais praticamente não tinham jogadores de outros países, o time não combatia contra quatro ou cinco seleções intercontinentais como fez a equipe de Ranieri. 

Hellas Verona/Divulgação
Hellas Verona - campeão italiano em 1985
Hellas Verona - campeão italiano em 1985


Verona (Itália, 1985)

Já neste caso o poderio dos rivais até pode ser comparado: naquele ano, cada time italiano passou a poder contar com dois jogadores estrangeiros e por isso, para chegar à incrível conquista, o modesto Verona superou nada menos que o Napoli de Maradona, a Juventus de Platini, a Roma de Falcão, a Udinese de Zico... O Verona, porém, não era um candidato ao rebaixamento como o Leicester: no ano anterior tinha sido o 6º colocado e, uma temporada antes, chegara a obter uma vaga na Copa da Uefa.

Getty
Blackburn Rovers - campeão inglês em 1995
Blackburn Rovers - campeão inglês em 1995


Blackburn (Inglaterra, 1995)

Como Mauro Cezar Pereira já explicou detalhadamente em seu blog (clique aqui se quiser saber mais a respeito), "os Rovers tiveram forte investimento na época e vinham ensaiando a conquista do título há dois anos". O efeito surpresa, dessa forma, não se compara com o que aconteceu neste ano na Inglaterra. 

Getty
Kaiserslautern - campeão alemão em 1998
Kaiserslautern - campeão alemão em 1998



Kaiserslautern
(Alemanha, 1998)
Assim como o caso do Forest, o time chegara da 2ª divisão, era candidato a cair e foi campeão. Também aqui, porém, o nível dos rivais não pode ser comparado com os times milionários que o Leicester pegou. Além disso, o Kaiserslautern é um time tradicional e que já havia conquistado o título nacional três vezes antes de 1998.


Convencido? Chegue-se ou não à conclusão de que o feito do Leicester nesta temporada foi o mais incrível e inesperado da história do futebol mundial, uma coisa é certeza: os termos "histórico, épico e heroico", neste caso, podem ser usados sem moderação.

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Por que tanta certeza em relação à honestidade da arbitragem nacional?

Gian Oddi
Gian Oddi

AVISO: este post foi publicado pela primeira vez em 2012 e, portanto, não trata de um suposto benefício premeditado ao Corinthians no Brasileirão de 2015. Só reproduzo agora (com pequenos adendos) porque a lógica de raciocínio relatada abaixo permanece presente.

Edilson Pereira de Carvalho

Edilson Pereira de Carvalho: nos tempos dele, muitos já diziam "é só incompetência"


“Não houve má intenção. A arbitragem brasileira é só incompetente”.

A frase virou praticamente um mantra em programas esportivos, e eu mesmo já devo ter repetido a expressão algumas vezes.

Mas, parando para pensar, o que nos garante? O que nos permite repetir, com tanta convicção, que os inúmeros erros cometidos pelos árbitros no Brasileirão não são, em parte, premeditados?

A lisura da CBF? A seriedade com que o futebol brasileiro é tratado pelos órgãos por ele responsáveis? O incontestável sistema de seleção de árbitros?

Não há motivos para confiar tão cegamente na honestidade da arbitragem nacional.

Ok, sua incompetência é incontestável. Mas isso não nos permite afirmar, com a convicção que se tem afirmado, ser absurdo pensar em premeditação.

Em 2005, quando os erros de arbitragem já ocorriam em abundância, o discurso não era diferente do atualíssimo “é só incompetência”.

Pois bem: o Campeonato Brasileiro daquele ano teve 11 partidas anuladas porque ficou comprovada a desonestidade, a premeditação e a má intenção de um dos árbitros do torneio, Edilson Pereira de Carvalho (e aqui vale destacar: premeditação pode ter uma série de outros objetivos que não apenas beneficiar ou prejudicar um time específico).

Não parece que, de lá pra cá, as coisas tenham mudado tanto no futebol brasileiro.

Sem provas, é absolutamente leviano e irresponsável fazer qualquer insinuação em relação aos erros de fulano ou ciclano. Até por isso não escrevo esse texto logo após uma rodada ou um específico jogo polêmico.

Mas, diante de tantos e repetidos erros, é preciso pelo menos desconfiar. Investigar. E afastar provisoriamente os responsáveis pelos erros menos justificáveis.  

Antes de investigações detalhadas, veredictos de absolvição sobre premeditação são quase tão infundados quanto veredictos de culpa.
_______________________________________

Resposta aos vários (e esperados) “você está sendo leviano” ou “todo mundo é inocente até que se prove o contrário” nos comentários.

Não estou acusando ninguém. Não estou sendo leviano. Estou dizendo que, diante de tantos erros, não é possível descartar de antemão UMA DAS HIPÓTESES, que é a premeditação. Exemplo: se a contabilidade de uma empresa apresenta muito erros (balanço irregular), não concluímos antecipadamente que a irregularidade se deu por erro involuntário, por incompetência. Investiga-se para saber se houve ou não má fé. Por que então, no futebol brasileiro, concluímos que a batelada de erros recorrentes é involuntária e fruto APENAS de incompetência? Não vejo motivo para acreditar que o futebol seja um oásis de honestidade na sociedade.

Para Gian, o torcedor tem todo o direito de desconfiar; entenda

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Protagonistas, anônimos e promessas: quem são todos os brasileiros do Campeonato Italiano

Gian Oddi
Gian Oddi
Getty
Felipe Anderson fez um gol e deu uma assitência
Felipe Anderson: após grande ano pela Lazio, ele é um dos destaques brasileiros do Italiano


São 44 os brasileiros que jogarão o Campeonato Italiano da temporada 2015-16.

Dos 20 times do torneio, apenas quatro, Chievo, Frosinone, Genoa e Sassuolo, não contam com nenhum brasileiro. Por outro lado, a Udinese, até pela grande rede de olheiros que tem espalhada pelo mundo, a Internazionale e o Napoli são as equipes com mais brasileiros, cinco cada.

A lista de nomes, como de costume, mescla jogadores nos mais distintos patamares técnicos e de notoriedade.

São vários desconhecidos, jogadores que começaram a carreira profissional fora do Brasil como o jovem zagueiro Rodrigo Ely, convocado recentemente para a seleção olímpica de Dunga, mas que não deve atuar muito no Italiano.

Alguns nomes promissores como Lucas Evangelista, ex-são Paulo e agora na Udinese, ou o ex-corintiano Matheus Cassini, que já vai vestir a camisa 9 do Palermo.

E, como ocorre desde os anos 80, jogarão o Italiano também protagonistas brasileiros como Miranda e Felipe Melo, na Inter, Felipe Anderson, na Lazio, Hernanes, agora na Juventus, e Luiz Adriano, ex-Shakhtar e uma das principais contratações do Milan para a temporada.

Veja abaixo a lista de todos os brasileiros do Campeonato Italiano com seus respectivos times, posições e referências.

# ATALANTA
Ariel, atacante (ex-Chievo, volta a jogar a Série A após quatro temporadas em divisões menores)
Rafael Toloi, zagueiro (ex-Roma e São Paulo, chega para ser titular da equipe)

# BOLOGNA
Angelo, goleiro (ex-Sampdoria, desconhecido dos brasileiros)

# CARPI
Gabriel Silva, lateral (aquele, ex-Palmeiras e Udinese)
Wallace, lateral-direito (ex-Fluminense, pertence ao Chelsea)
Ryder Matos, atacante (breve passagem pelo Palmeiras no início do ano)

# EMPOLI
Ronaldo, meia (jogou em times menores da Itália, primeira vez na Série A)

# FIORENTINA
Gilberto, lateral-direito (ex-Botafogo e Inter, fará primeira temporada na Itália)

# INTER
Alex Telles, lateral-esquerdo (o ex-gremista chega do Galatasaray para ser titular do time)
Dodô, lateral-esquerdo (esperança há anos, por Corinthians, Roma e Inter, deve ter menos espaço após a chegada de Telles)
Juan Jesus, zagueiro (presença constante entre os titulares no último Italiano)
Miranda, zagueiro (um dos principais reforços da Inter, chega para ser titular)
Felipe Melo, volante (chega do Galatasaray também para repor a perda de Hernanes)

# JUVENTUS
Hernanes, meio-campista (após passagens por Lazio e Inter, chega à tricampeã com boas chances de virar titular)
Neto, goleiro (novidade, antes titular na Fiorentina, será agora reserva de Buffon)
Rubinho, goleiro (sempre terceiro reserva, vai de novo assistir aos jogos do banco)
Alex Sandro, lateral-esquerdo (aos 24 anos, o ex-santista com passagem pela seleção brasileira chega do Porto)

# LAZIO
Maurício, zagueiro (sempre uma opção para o técnico Pioli)
Felipe Anderson, meia (após grande temporada, cresce a expectativa em torno do seu nome)

# MILAN
Alex, zagueiro (aquele, ex-Santos, vai brigar por posição)
Rodrigo Ely, zagueiro (nome da seleção olímpica, ainda deve jogar pouco no Italiano)
Luiz Adriano, atacante (reforço importante, esperança de gols ao lado de Bacca)

# NAPOLI
Gabriel, goleiro (novidade, pertence ao Milan, mas terá vida dura na briga com Rafael e Andujar)
Rafael, goleiro (foi o titular na maior parte do tempo do último Italiano)
Henrique, zagueiro (ex-Palmeiras, sempre cotado para deixar o clube e jogar no Brasil)
Allan, volante (ex-Vasco e Udinese, chegou ao Napoli no último mercado)
Jorginho, volante (21 anos, já jogou pelas categorias de base da Azzurra e sonha com o time principal)

# PALERMO
Matheus Cassini, atacante (aos 19, deixou o Corinthians após muita polêmica, chegou agora e já recebeu a camisa 9)

# ROMA
Leandro Castán, zagueiro (após passar por delicada cirurgia no cérebro, retoma sua carreia com chances de titularidade)
Maicon, lateral-direito (aos 34 e lesionado em boa parte da última temporada, brigará por lugar no time)
Emerson Palmieri, lateral-esquerdo (o ex-santista chegou do Palermo na reta final do mercado e deve ser reserva de Digne)

# SAMPDORIA
Fernando, volante (ex-Grêmio, Shakhtar e seleção brasileira, é um importante reforço da Samp)
Éder, atacante (naturalizado, foi convocado para a Itália após boas temporadas, mas uma grave lesão o tirou do último campeonato) 

# TORINO
Danilo, lateral-esquerdo (mais um dos brasileiros desconhecido por aqui, jogou no Cagliari)
Bruno Peres, lateral-direito (ex-Santos, fez boa última temporada pelo Toro e foi cotado para reforçar a Roma)
Amauri, atacante (naturalizado italiano, passou por Palermo, Juve e chegou a ser convocado pela Azzurra)

# UDINESE
Danilo, zagueiro (ex-Palmeiras, há anos faz carreira sólida no time de Udine)
Edenilson, volante (ex-Corinthians, às vezes joga também como lateral-direito)
Guilherme, volante (outro ex-corintiano, no último Italiano chegou e logo virou titular)
Lucas Evangelista, meia (ex-promessa do São Paulo, chegou como grande esperança)
Marquinho, meia (ex-Flu, jogou pela Roma sem brilho, agora recomeça na Itália após passagem pela Arábia)

# VERONA
Rafael, goleiro (titular, está no time desde a temporada 2008-09)
Claudio Wink, lateral-direito (chega do Inter para seu primeiro ano na Itália)
Rômulo, volante (volta ao time após uma ano jogando pouco na Juventus)

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Organizadas, dirigentes, governo e polícia: quem é pior? A violência seguirá

Gian Oddi
PM lança bombas de gás em conflito com palmeirenses no entorno do Allianz Parque

Foram poucos dias e um único jogo. Mas todos os episódios que antecederam e sucederam o clássico entre Palmeiras e Corinthians, no último domingo, sintetizaram de maneira precisa as diversas faces do problema que há tantos anos assola o futebol brasileiro. Repare só:

O EPISÓDIO NO METRÔ
Nada mais que o básico: sábado à tarde, 40 e poucos covardes (a maioria absoluta com camisa da principal organizada corintiana) são flagrados e filmados depredando o metrô e espancando quatro torcedores do São Paulo. Eles são detidos pela polícia e, minutos depois, fotografados em uma cena que lembrava alguns moleques desobedientes tomando bronca da diretora numa escola primária (inclusive um tipo de Rambo que batia no peito, muito macho, no vídeo do metrô). Três ou quatro pagaram fiança, o resto não precisou nem mesmo disso, e todos foram rapidamente liberados, em tempo de, provavelmente, se dirigirem ao clássico no Allianz Parque no dia seguinte, para quebrar algumas cadeiras.

A COLETIVA DE GOBBI
o presidente corintiano, em coletiva mais lúcida que o habitual, se coloca compreensivelmente contra a torcida única no dérbi. Só ameaça perder a linha quando alguém lhe pergunta sobre qual seria o destino dos 1.800 ingressos que seu clube poderia conseguir. A venda das entradas seria aberta aos torcedores comuns ou, como de praxe, elas seriam destinadas à torcida organizada que por tantas vezes, inclusive após suas ações mais vergonhosas, contou com o apoio, a condescendência ou as vistas grossas do então presidente corintiano? O processo de distribuição não ficou claro (porque ele não respondeu), e o que seu viu no estádio foi uma proporção enorme de camisas dos "organizados" para um número bem inferior de camisas do Corinthians.

OS INTERESSES DE NOBRE
Assim como ainda não se pode afirmar que Gobbi, neste caso específico, destinou seus ingressos para as organizadas, não é possível afirmar que Paulo Nobre, ao defender o clássico com torcida única, tivesse como principal objetivo evitar o prejuízo com o qual arcaria por fechar um setor do estádio para garantir a segurança dos "torcedores" adversários — mas, segundo Gobbi, foi o que o próprio Paulo Nobre lhe disse. De qualquer maneira, o episódio é emblemático de um tipo de prática cada vez mais comum no futebol, o predomínio absoluto dos interesses comerciais (cuja importância não se discute) em detrimento do espetáculo.

O DESPREPARO DA PM
Antes do jogo, alguns poucos bandidos da mesma espécie do episódio ocorrido no metrô, só que desta vez palmeirenses, provocam e exigem da Polícia Militar o uso da força. Ok. O que se vê, contudo, é o uso da força aleatório e indiscriminado: sem preparação (e talvez até sem número, como mostra esta matéria) e incapaz de agir apenas sobre os responsáveis pelos crimes, a tropa de choque sai atirando bombas em torcedores que caminham tranquilamente para o estádio ou que conversam pelos arredores do Allianz Parque — ninguém me contou, eu vi. Famílias desistem de ir ao jogo e prometem nunca mais voltar a um clássico.

O ESTÁDIO QUEBRADO
Ao fim da partida, como já ocorrera com a Arena Corinthians quando visitada pelos torcedores palmeirenses, constata-se que várias cadeiras, assim como outros itens do estádio, foram depredados pelos torcedores visitantes. Um dia antes, a principal organizada corintiana, maioria absoluta no setor da depredação, havia se manifestado publicamente contra esse tipo de violência. É algo comum quando se trata das organizadas: por ma fé ou por falta de controle sobre seus integrantes, o discurso é um, a prática é outra.

A AÇÃO E A REAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Primeiro, foi o esforço para que o jogo ocorresse com torcida única, clara admissão do despreparo e da incapacidade do poder público para proteger os inocentes e identificar, prender e manter presos (pelo menos nas horas de jogos) os "torcedores-bandidos". Depois, a solução para todos os eventos bizarros ocorridos antes, durante e depois do clássico: processar os clubes. É esta toda a intervenção que se vê do poder público em relação a um problema que, convenhamos, já não é novidade há muito tempo.

Com bandidos reincidentes sempre livres, dirigentes mais (ou apenas) interessados  em política ou dinheiro, uma polícia militar despreparada, as organizadas esbanjando hipocrisia e a incompetência do governo e da justiça, a solução para a violência no futebol parece estar longe, muito longe.

 

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Organizadas, dirigentes, governo e polícia: quem é pior? A violência seguirá

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Ministério de Dilma volta a unir o Brasil e envergonha a todos. Inclusive no Esporte

Gian Oddi
Douglas Gomes/PRB
George Hilton, novo ministro dos Esportes
George Hilton, novo ministro dos Esportes

"Teólogo, radialista, apresentador de TV e animador", segundo sua própria definição. Pastor da Igreja Universal do Reino de Deus como bônus. Certamente não se tratou de critério técnico a escolha do nome de George Hilton para assumir o Ministério do Esporte.

Com atuação praticamente nula na área esportiva, o feito a dar maior visibilidade ao deputado federal do PRB até hoje ocorreu em 2007, quando, então deputado estadual pelo PFL, acabou expulso do partido por ter sido flagrado pela Polícia Federal desembarcando em Belo Horizonte com 11 malas e caixas contendo cheques e maços de dinheiro com doações de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus.

Para que se conheça um pouco mais do perfil deste deputado que luta contra a "ideologia de gênero, esse conceito que acarretaria danos absurdos à instituição chamada família gerando permissividade sexual", recomendo a visualização do vídeo abaixo:

AVISO: após a publicação deste post e o aumento considerável do número de visualizações do vídeo, a propaganda do PRB foi retirada do Youtube pelo usuário responsável pela publicação. Atitude que considero louvável por demonstrar, pelo menos, autocrítica ] 

Não há muito mais para se dizer sobre Hilton.

No segundo semestre de 2014, Dilma reuniu-se com jornalistas esportivos, líderes do Bom Senso FC e outros representantes da sociedade prometendo dar novos rumos à política esportiva brasileira. Sua primeira ação ligada ao esporte em seu novo mandato é de uma decepção enorme.

Ao olharmos para seu novo ministério em outras áreas, fica o consolo de que, pelo menos, não se trata de menosprezo ao esporte: a falta de critério técnico, o predomínio dos fatores políticos e a preferência por nomes (ou sobrenomes) envolvidos em escândalos deste ou de outros governos deu o tom às escolhas de Dilma.

Além disso, se muitos sustentavam que o Brasil havia saído rachado da eleição deste ano, a presidenta voltou a unir o país: tanto entre os que votaram nela como entre os que não votaram, é difícil achar alguém satisfeito com seu ministério.

Gian lamenta escolha de George Hilton para Ministério do Esporte: 'Dilma começa mal seu 2º mandato'

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Ministério de Dilma volta a unir o Brasil e envergonha a todos. Inclusive no Esporte

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Caso Petros precisa ser julgado logo, e não quando soubermos suas consequências

Gian Oddi
Gazeta Press
Petros: caso divulgado no dia 2 de setembro vai a julgamento quando?
Petros: caso divulgado no dia 2 de setembro pelo diário Lance! vai a julgamento quando?

A bagunça continua. Todo o imbróglio ocorrido no "caso Lusa", em 2013, não bastou para que alguma medida fosse tomada com o intuito de interromper a possibilidade de jogadores atuarem em condição irregular no Brasileirão.

Seria lógico que, a partir do momento em que a CBF libera a utilização de um jogador em seu campeonato, não poderia haver contestação. Mas há.

Não houve prevenção, então continuaremos a remediar.

Outros casos vieram depois da confusão de 2013 que, legalismos à parte, depreciou a já contestada credibilidade do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, da CBF e do Campeonato Brasileiro.

A CBF pode continuar a errar junto com os clubes, com a tranquilidade de quem sabe que apenas estes últimos pagarão. O América-MG, na Série B, que o diga.

Surge agora um novo velho caso: o Corinthians pode perder 4 pontos pela escalação irregular de Petros.

Deixemos o mérito do imbróglio para que os advogados, essas estrelas ascendentes do futebol brasileiro, se refastelem com seus incisos, códigos, artigos e parágrafos lá no STJD.

É obrigatório, contudo, que a decisão DEFINITIVA sobre o caso, divulgado ainda no início de setembro (!) pelo diário Lance!, não tarde mais e ocorra antes das rodadas decisivas do Campeonato Brasileiro.

Porque esperar para saber qual será o exato prejuízo ao Corinthians no caso da perda de pontos (título, vaga na Libertadores, absolutamente nada?) ou esperar para saber qual será o eventual beneficiado (Sport, Atlético-MG, Fluminense..?) pode colocar a decisão sob suspeita e prejudicar ainda mais a credibilidade do Tribunal de Justiça Desportiva. 

Se é que lhe resta alguma.

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Entre os maiores salários do futebol italiano, o Brasil só aparece em 20º. A crise é só do calcio?

Gian Oddi
Getty Images
Hernanes, Internazionale
Hernanes, da Inter, é o brasileiro mais bem pago no futebol italiano

Como faz todos os anos, o jornal italiano La Gazzetta dello Sport divulgou nesta semana uma relação com os salários de todos os jogadores dos 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Italiano.

A lista traz, entre tantos nomes, 39 jogadores brasileiros. Contudo, ao contrário do que costumava ocorrer no passado, nenhum deles figura entre os primeiros colocados.

O brasileiro mais bem colocado, Hernanes, da Internazionale, só aparece na 20ª posição, ao lado do meia Hamsik, do Napoli. Ele recebe, de acordo com o diário, 3 milhões de euros por ano (algo em torno de R$ 730 mil mensais).

É verdade que o poder econômico do futebol italiano caiu demais: para que se tenha uma ideia, nas últimas seis temporadas do Campeonato Italiano os clubes da Série A gastaram mais do que os 849 milhões que serão gastos em salários de jogadores nesta temporada.

A grana está minguando por lá e, sendo assim, seria impossível para um clube italiano contar com jogadores do calibre de Neymar ou Thiago Silva em seus elencos.

Ainda assim, entre os cinco campeonatos mais importantes da Europa, o Italiano é aquele que conta com maior número de jogadores brasileiros. E chama atenção o fato de que, entre eles, nenhum tenha futebol para aparecer entre os mais bem pagos.

A crise econômica no futebol italiano é incontestável, não se discute. Mas não haverá, pararalelamente, uma crise técnica do futebol brasileiro?

Veja a lista dos 20 jogadores mais bem pagos da Itália (em milhões de euros por ano):

1) De Rossi (Roma) - 6,5
2) Higuain (Napoli) - 5,5
3) Tevez (Juventus) - 4,5
4) Mario Gomez (Fiorentina) - 4,25
5) Buffon (Juventus) - 4
    Fernando Torres (Milan) - 4
    Mexes (Milan) - 4
    Vidal (Juventus) - 4
9) Pirlo (Juventus) - 3,8
10) Boriello (Roma) - 3,5
      Chiellini (Juventus) - 3,5
      De Jong (Milan) - 3,5
      Llorente (Juventus) - 3,5
      Marchisio (Juventus) - 3,5
      Montolivo (Milan) - 3,5
16) Palacio (Inter) - 3,2
      Pjanic (Roma) - 3,2
      Vidic (Inter) - 3,2
      Zuñiga (Napoli) - 3,2
20) Hernanes (Inter) - 3
      Hamskic (Napoli) - 3

Veja também quais os times que mais gastam em salários de jogadores (por ano, em milhões de euros):

1) Juventus - 118
2) Roma - 98
3) Milan - 94
4) Inter e Napoli - 70
6) Fiorentina - 56
7) Lazio - 55,1
8) Palermo - 30


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Média de público recorde na maltratada 19ª rodada: todos têm aprendido com os pontos corridos

Gian Oddi
Gazeta Press
Recorde de público no Brasileiro: 59.680 torcedores estiveram no Maracanã neste sábado
Recorde no Brasileiro: 59.680 pessoas estiveram no Maracanã para ver Flamengo x Grêmio 


Acabou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Um campeonato maltratado, como demostram, para citar um só exemplo, as recentes rodadas em datas-Fifa que desfalcam os melhores times do torneio de seus melhores jogadores.

Ainda assim, a média da 19ª rodada (que não decidia lá muita coisa e tinha muito time desfalcado por seleções) foi de 20.573 pagantes por jogo. Média recorde do torneio e número que estaria entre as maiores médias gerais do Campeonato Brasileiro em toda história da competição.

Hoje, a média de público do campeonato é de mais de 15 mi pagantes por jogo. Nenhuma maravilha, mas ainda assim mais que a média dos últimos quatro Brasileirões. Historicamente, a presença de público cresce no returno, quando os jogos, embora valendo os mesmos três pontos do turno, são vistos por parte dos torcedores como mais decisivos. Ou seja: a tendência é que esta média de pouco mais de 15 mil pagantes por partida cresça consideravelmente até o fim do Brasileiro.

Não pode ser desconsiderado, neste crescimento, o efeito que o conforto e fascínio dos novos estádios construídos para a Copa do Mundo tiveram no torcedor, fazendo subir sua assiduidade justamente nos jogos disputados nestas praças, como mostra matéria publicada pelo ESPN.com.br há menos de um mês.

Mas não é só.

Com a adoção do sistema por pontos corridos, alguns clubes, como o Corinthians (atual líder de público), passaram a compreender melhor a importância dos planos de sócios-torcedores. Outros, como o São Paulo (vice-líder de público), buscam encontrar o caminho para precificar os ingressos, buscando o tênue limite do "quanto-vale-cobrar-para-não-perder-dinheiro-nem-apoio-no-estádio".

Mais importante (e demorado), a torcida, aos poucos, passa a entender que todo jogo vale o mesmo número de pontos e que, portanto, não faz sentido esperar as rodadas finais para ir ao estádio.

Já são pouco mais de 10 anos de pontos corridos. Todos têm aprendido e, ainda que tenhamos inúmeros problemas na organização do campeonato, a evolução é real.

Falar em mudança de fórmula baseando-se numa euforia momentânea com a emocionante Copa do Brasil ou, pior ainda, com dados sobre audiência de TV não parece fazer sentido algum neste momento.

Veja abaixo as 10 maiores médias de público pagante do Brasileiro até aqui, segundo a Footstats. Considerando apenas os jogos disputados como mandante:

1)  Corinthians  29.635
2)  São Paulo  29.486
3)  Flamengo  25.214
4)  Fluminense  22.427
5)  Cruzeiro  21.855
6)  Internacional  20.151
7)  Grêmio  18.328
8)  Sport  15.175
9)  Palmeiras  14.920
10)  Atlético-MG  12.355

Errata: este texto chegou a informar, equivocadamente, que a média a 19ª rodada foi superior a 26 mil pagantes por jogo — dado corrigido posteriormente.

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Messi decidiu dois jogos de Copa do Mundo. E agora, é gênio?

Gian Oddi
Getty
Messi comemora golaço salvador
Messi comemora golaço salvador. E, dessa vez, na Copa do Mundo

Nesta Copa do Mundo, Messi deu apenas dois chutes em direção ao gol. Fez dois gols e, a julgar pela importância de ambos, dá para dizer sem exagero que conquistou seis pontos para a Argentina.

Messi não está jogando bem, pelo menos se considerarmos o "padrão Messi" de futebol.

Enfrentou o bom time da Bósnia e a esforçada equipe iraniana. Equipes com poderio incomparável ao de times como Real Madrid, Bayern de Munique ou Chelsea, para ficar em três exemplos apenas, contra quem Messi fez história.

Messi ganhou dois Mundiais de Clubes, três Champions League e seis Campeonatos Espanhois. Foi três vezes artilheiro da temporada europeia e quatro vezes artilheiro da Champions. É o maior artilheiro da história do Barcelona e ganhou quatro Bolas de Ouro. Este parágrafo poderia até continuar, mas não é necessário (quem quiser mais, clica aqui para ver o infográfico).

O grande argumento dos detratores de Messi, aqueles que pretendem colocá-lo em patamares abaixo do que ele (já) merece na história do futebol mundial, é o de que ele nunca foi figura determinante em Copas do Mundo.

Pois bem. Messi já decidiu dois jogos de Copa do Mundo.

Sim, foram jogos contra Bósnia e Irã. Mas quem argumenta que enfrentar e derrotar verdadeiros esquadrões como Real Madrid e Chelsea não é suficiente por não se tratar de uma Copa do Mundo seria incoerente ao passar a considerar a qualidade do adversário em detrimento da importância do torneio, não?

Já dá para imaginar a próxima exigência: Messi precisa ganhar uma Copa do Mundo.

Pode ser. Porque para muitos dos que contestam o incontestável, o que Messi fizer nunca será suficiente. Já para quem gosta realmente de futebol, e só não de clubes, camisas ou países, Messi já um gênio há um bom tempo.



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O 'favoritaço', os favoritos e os azarões: classificando a força das 32 seleções

Gian Oddi
Gian Oddi, blogueiro do ESPN.com.br
Getty
Neymar, do Brasil, tenta escapar da marcação de Jordi Alba, da Espanha, durante a final da Copa das Confederações 2013, no Maracanã
Brasil x Espanha: seis estrelas contra cinco. Só pelo fator casa

 

Desde que aderi à tese do Arnaldo Ribeiro, apontando o Brasil como "favoritaço" para esta Copa no Linha de Passe, tem um pessoal se divertindo nas redes sociais acusando-nos de pachequismo (claro que um pouco por culpa do amigo Mauro Cezar Pereira, que se diverte com a brincadeira).

O tema é divertido, nada mais que isso, afinal apontar favoritos ou zebras em qualquer torneio com o imprevisível sistema de mata-mata nada mais é que um palpite. E palpites que buscam prever inúmeros resultados, em geral, são furados.

De qualquer forma, aponto aqui, até para que cada um tenha o espaço de fazer o mesmo e apontar seus favoritos ou azarões no espaço destinado aos comentários, minha classificação de favoritismo para essa Copa. Vamos lá:

SEIS ESTRELAS * * * * * *
Brasil

Tem um bom time, não melhor que as seleções cinco estrelas. Mas o fato de jogar em casa, historicamente, o coloca como maior favorito.

CINCO ESTRELAS * * * * *
Argentina, Alemanha, Espanha

Seleções tecnicamente muito boas. Se a Copa fosse realizada em seus territórios, estariam no lugar do Brasil com as seis estrelinhas.

QUATRO ESTRELAS * * * *
Itália, França
Boas equipes (mesmo sem Rossi e Ribery), ainda que inferiores às quatro acima nesta classificação. E camisas pesadas (sobretudo a italiana).

TRÊS ESTRELAS * * *
Holanda, Uruguai, Inglaterra, Portugal, Bélgica, Chile, Croácia

Misto de tradição e técnica. Não há seleções ruins neste grupo: todas podem almejar pelo menos as quartas-de-final.

DUAS ESTRELAS * *
Bósnia, Rússia, Gana, Colômbia, Suíça, Japão, Costa do Marfim

Todas seleções que contam com alguns bons jogadores. Mas os times completos, de 1 a 11, têm deficiências.

UMA ESTRELA *
Camarões, México, Nigéria, Equador, Estados Unidos

Sem exceções, estas seleções já foram melhores em outros tempos.

CÉU ESCURO
Austrália, Grécia, Coréia do Sul, Irã, Honduras, Argélia, Costa Rica
Curtir o Brasil já está de bom tamanho.

 

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