Craque, mico, Messi decepção, Neymar 'fair play': a arriscada escolha dos melhores e piores da Copa América antes da final

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Messi ficou devendo na Copa América
Messi ficou devendo na Copa América Getty

Na Copa do Mundo de 2002, a escolha de melhor do campeonato entrou para a história. E não foi pela qualidade do vencedor. 

A Fifa resolveu fazer a eleição antes da final entre Brasil e Alemanha. E o eleito foi o goleiro Khan. Já como o craque do Mundial, ele falhou feio na decisão, e Ronaldo Fenômeno, autor de dois gols na final, foi campeão e artilheiro, mas não foi o melhor.

Assim, não é nada prudente escolher os melhores e os piores de um campeonato antes da sua grande decisão. Mas o blog resolveu arriscar e fazer sua lista da Copa América antes de  Brasil x Peru, neste domingo. Também não esperou a disputa pelo terceiro lugar, entre Argentina x Chile (Messi pode até arrebentar, mas não vai mudar o fato que mais uma vez ele foi a decepção). Confira:

 Craque
Escolher um lateral direito é a prova que a Copa América não arrancou suspiros pelo seu futebol ofensivo. Mas Daniel Alves deu um show de eficiência. Aos 36 anos, o brasileiro foi perfeito na marcação. Apareceu no ataque como se ainda fosse um garoto. Deu assistências precisas. E ainda esbanjou liderança.

Volta por cima
Ele já mostrou categoria na sua volta ao futebol no Internacional depois do gancho por um doping que cada vez parece mais injusto. Só por isso ele estar numa final com o Peru já era suficiente para Guerrero ter dado a volta por cima. Mas ele fez gols (luta pela artilharia) e ganhou manchetes e elogios até na Europa.

Técnico
Tite pode, e deve, ganhar o título. Mas nenhum treinador fez tanto com tão pouco como o argentino Ricardo Gareca pelo Peru. Depois de levar o país para uma Copa do Mundo, colocou os peruanos na decisão da Copa América. E brilhando em vários momentos, como na semifinal contra o Chile.

Revelação
Parece estranho falar em revelação numa competição de seleções.  Mas antes da Copa América, pouca gente na Europa sabia quem era Everton Cebolinha. Agora, depois de gols e dribles que tiraram o Brasil da letargia, o gremista é desejado por uma penca de grandes europeus.

Decepção
Um passe aqui, um brilhareco ali. Para um jogador comum, a nota 6 até que estaria OK. Mas para quem é 5 vezes melhor do mundo, Messi, de novo, foi uma decepção. Em alguns jogos, ele parecia ser até pior do que o resto do já fraco time da Argentina. E de novo vai embora do Brasil sem um título.

Mico
Esta talvez é a disputa mais dura, e o "título" fica dividido. Pelo preço dos ingressos e os milhares de lugares vazios nos estádios, a Conmebol é a primeira escolhida. Divide o "prêmio" com o VAR. Muito usado em alguns jogos, quase nada em outros. E longos minutos de espera até para decidir cartão amarelo.

'Fair play'
Não. Este não é o prêmio para quem foi leal. É para quem não "fez falta alguma". E o ganhador é Neymar. O Brasil precisa dele para ganhar uma Copa do Mundo, mas para uma Copa América sua ausência não foi sentida. A seleção chegou na final e viveu numa paz rara sem o seu camisa 10.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Que tal o Flamengo devolver a grana dos ingressos quando contratava Frickson Erazo e dava vexames?

Paulo Cobos
Paulo Cobos


O Flamengo foi à Justiça para que o governo federal devolva aos cofres do clube o que deixou de faturar, nos últimos cinco anos, ao vender ingressos com meia-entrada para seus jogos.

Em um estado democrático de direito, é uma aspiração legítima. É na Justiça que qualquer cidadão ou empresa deve buscar o que considera seus direitos.

A discussão pode até existir sim. Mas o que irrita é o Flamengo não querer debater o 'daqui para frente', e sim pedir o ressarcimento do que aconteceu nos últimos cinco anos a um governo que já tem um déficit bilionário e durante a pandemia que deixa o Estado ainda mais endividado.

Além da questão fiscal, a ambição da diretoria flamenguista é um acinte para quem gastou seu dinheiro, pagando caro mesmo por uma meia-entrada, não para ver a orquestra espetacular de Jorge Jesus de 2019.

Léo e Erazo foram apresentados com a camisa do Flamengo, em 2014
Léo e Erazo foram apresentados com a camisa do Flamengo, em 2014 Gazeta Press

Os cartolas do clube mais popular do país querem que fique na conta do governo o desconto da meia-entrada que os torcedores ganharam nos últimos cinco anos.

Mas não lembram que por quase uma década esses torcedores gastaram seu suado dinheiro para assistirem times medíocres, contratações folclóricas (lembram de Val Baiano e Fricskon Erazo?), decepções seguidas nas competições nacionais e principalmente nas internacionais.

Que tal trocar, pau a pau, o dinheiro de cinco anos de meia-entrada pelo 'ressarcimento' aos torcedores por quase dez anos de vexames?

Fonte: Paulo Cobos

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O Barcelona trocou o orgulho arrogante pela incompetência; e nem tudo pode girar em torno de Messi

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Gol 700 e brasileiro no 'bolso': Messi tem participação decisiva em confronto contra o Atlético de Madrid

Um técnico que é refém de seu auxiliar, e faz a maldade de colocar um jogador de mais de 120 milhões de euros aos 45 minutos do 2º tempo para vencer um jogo decisivo, não merece crédito. Só que, mais do que demitir Quique Setién, o Barcelona precisa mudar sua administração, que lembra o pior do que existe no futebol brasileiro.

A gestão de Josep Maria Bartomeu sofreu outro carimbo de incompetência absoluta após o empate por 2 a 2 desta terça-feira, contra o Atlético de Madrid, que pode deixar o time catalão a quatro pontos do Real Madrid na busca pelo Campeonato Espanhol.

Quando no final do segundo tempo o Atlético chegou a encurralar o Barcelona, quase todo dentro da sua área, ficou claro que o clube que tem um orgulho que chega perto da arrogância é hoje uma vergonha.

Perdido após ver Neymar preferir o PSG, o Barcelona gasta centena de milhões de euros sem critério algum. Um diz, o brasileiro Arthur é o “novo Xavi”. No outro, é vendido apenas para que o balanço financeiro não fique no vermelho.

Como se fosse um garoto rico e mimado, o gigante catalão bate no peito para contratar nada menos do que três jogadores por mais de 100 milhões de euros, sem que nenhum deles valesse essa montanha de dinheiro (Coutinho, Dembele e Griezmann).

E isso fazendo a folha salarial do clube a maior do mundo. Ao troco de faltar dinheiro para projetos importantes, como remodelar o cansado Camp Nou.

Lionel Messi tenta drible durante jogo entre Barcelona e Atlético de Madrid
Lionel Messi tenta drible durante jogo entre Barcelona e Atlético de Madrid David Ramos/Getty Images

Tudo isso misturado com escândalos éticos, como a acusação de espionagem patrocinado pela diretoria contra opositores e até ídolos da equipe, como Piqué e Messi.

O Barcelona segue achando que basta qualquer treinador adotar o seu "DNA", que parece perdido em Manchester, e ele será um sucesso. E não para de errar nas suas escolhas.

Por fim, o que é mais difícil. Messi é o 2º maior jogador da história. Mas chegou a hora de não pensar que tudo ainda roda em torno do craque argentino.

Fonte: Paulo Cobos

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Globo e Flamengo: antes era audiência e milhões de cota; agora, é 'arapuca e cinismo condenável'

Paulo Cobos
Paulo Cobos
Globo e Flamengo: o estranho clima bélico entre quem quase sempre teve motivo para gostar do outro
Globo e Flamengo: o estranho clima bélico entre quem quase sempre teve motivo para gostar do outro Getty Images

O repórter Pedro Henrique Torre, da ESPN Brasil e do ESPN.com.br, mostrou nesta quarta-feira (24) que a temperatura da disputa entre Flamengo e Globo chegou na fervura.

Primeiro, em entrevista concedida por Rodrigo Dunshee de Abranches. Ao defender a medida provisória que permite agora aos times negociar os jogos em que são mandantes, o vice-presidente do clube da Gávea acusou a emissora de "aprisionar clubes numa arapuca contratual". 

Vice diz que Flamengo transmitirá jogo do Carioca e fala em 'arapuca' da Globo; assista abaixo


         
     

Horas depois, veio a notícia de que a Globo foi à Justiça contra o desejo do Flamengo de transmitir seus jogos pelo Carioca, pedindo uma multa de R$ 2 milhões caso isto aconteça. E a empresa também usou palavras duras, acusando a agremiação rubro-negra de um "cinismo condenável".

A guerra entre as duas entidades é algo inédito numa relação que quase sempre foi boa  para as duas partes.

Um estudo da consultoria Ernst & Young mostra que, entre 2015 e 2019, o Flamengo foi o clube brasileiro que mais arrecadou com direitos de TV no Brasil (e a maioria esmagadora desse dinheiro saiu da Globo). A instituição rubro-negra faturou R$ 1,205 bilhão com direitos de TV no período  - ou R$ 319 milhões a mais do que o Corinthians, o segundo colocado.

Não foi sem motivo. O mais popular clube do país é garantia de audiência, o que significa também mais dinheiro para a Globo.

Em 2019, impulsionado pelo timaço de Jorge Jesus, os dez jogos de maior audiência na televisão aberta no Rio tiveram o Flamengo em campo. Contra o Grêmio, na semifinal da Libertadores, foram 52 pontos no Ibope. Os jogos do Flamengo chegaram a ter números de grandes paulistas na audiência de São Paulo.

Agora, cada uma das partes tem todo o direito de buscar o que acha correto na relação. Mas é muito estranho este clima bélico entre quem quase sempre teve motivo de sobra para gostar do outro.

Vice do Flamengo fala sobre relação com a Globo: 'Assim que deve ser. Sem amor, são negócios'; assista abaixo


         
     
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Djokovic: o que fazer quando seu ídolo vira um babaca?

Paulo Cobos
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O título deste post é inspirado em um texto da colunista Nina Lemos, do UOL. Publicado em maio de 2019, lamentava que o cantor Morrisey, ex-líder dos Smiths e ídolo para a colunista durante décadas, havia se 'tornado um babaca'. Isso por suas declarações preconceituosas contra, entre outros, chineses e mulheres.

Lembrei do texto da Nina ao ver o papelão que Novak Djokovic está fazendo.

Novak Djokovic durante a final do Australian Open em 2020
Novak Djokovic durante a final do Australian Open em 2020 Getty

Assim como o cantor autor de músicas inesquecíveis, o tenista sérvio também parecia um ídolo acima de tudo. Como não se encantar com um cara que esbanja carisma em um esporte tão sisudo. Como não se emocionar com seus discursos após ganhar títulos. Como não concordar com um cara que não entrava nessa rivalidade estúpida entre sérvios e croatas. Como não se deliciar com os confrontos épicos contra Federer e Nadal.

Mas chegou o coronavírus, e provavelmente nenhum outro atleta de ponta do mundo teve comportamento tão fútil como Djoko. Primeiro, disse até ser contra que, no dia que exista uma vacina contra esse vírus que já matou mais de 400 mil pessoas, as pessoas sejam obrigadas a tomá-la. OK: liberdade de expressão é tudo, mas que pena ouvir de alguém que seja tão ídolo que um comportamento tolo que pode influenciar muita gente.

E agora o pior. Crente que o vírus já não era uma ameaça na Europa, encheu quadra para jogos de exibição, interagindo até com fãs infantis. Não bastasse isso, organizou uma festa com aglomeração gigante para celebrar com outros tenistas em Belgrado.

Djokovic chama Zverev para a dança e mostra talento no basquete (assista abaixo)

A festança acabou com o próprio Djoko infectado (felizmente sem sintomas).

Ao contrário do Morrisey da Nina Lemos, que parece ser impossível reverter a rota para ser um 'babaca', Djokovic ainda é jovem. Tem tempo para perceber que só fez besteira no tema COVID-19. E deixar de ser o 'babaca' do esporte de 2020.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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De região mais afetada de Nova York até cidade que mais sofreu na Espanha; compare e veja o absurdo do número de casos da COVID-19 no Corinthians

Paulo Cobos
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Corinthians tem R$ 23 milhões bloqueados na justiça por dívida com time paranaense que nem existe mais; Ortega informa


Neste final de semana, causou espanto o anúncio dos resultados dos testes para detectar o coronavírus no elenco do Corinthians. Ao todo, foram 27 jogadores avaliados, e nada menos do que 21 apresentaram contato com a doença (13 já com anticorpos e 8 ainda com sinais do vírus no corpo).

Isso significa que 78% dos atletas corintianos tiveram ou têm o vírus. Contando só os casos ativos, ainda são 30%.

O absurdo desses números ficam evidente quando se compara com a quantidade de casos de países inteiros e até de regiões ou cidades  mais afetadas nas nações que já foram o epicentro da doença.

Evidente que nenhum país testou todos os seus habitantes, como fez o Corinthians com seu elenco. Mas ainda assim o resultado do clube paulista parece mais estarrecedor quando se faz essa comparação.

Na Itália, primeiro país europeu afetado pelo vírus, só 0,4% da população foi afetada. Na América do Sul, o país com a maior proporção de infectados é o Chile, com 1,3%.  No Brasil, essa taxa é de 0,5%.

Cássio durante treino do Corinthians, em 10 de março de 2020
Cássio durante treino do Corinthians, em 10 de março de 2020 Luis Moura/Wpp/Gazeta Press

Com quase 400 mil casos e mais de 30 mil mortos, o Estado de Nova York viu até agora 2% de sua população com o vírus. O condado (como é feita a divisão das regiões nos EUA) com mais casos é Rockland, com uma incidência de 4,2% no total de habitantes.

Na Espanha, entre os municípios com pelo menos 1 mil habitantes, o que mais viu seus moradores contraírem o vírus foi Santo Domingo de la Calzada, na província de La Rioja. A cidade viveu um drama com 5,7% de seus moradores dando positivo.

Que todos os jogadores do Corinthians fiquem bem. E que todos percebam que sem cuidados o risco de ter COVID-19 é, sim, grande.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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De região mais afetada de Nova York até cidade que mais sofreu na Espanha; compare e veja o absurdo do número de casos da COVID-19 no Corinthians

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Para fazer inveja a Guardiola e Cristiano Ronaldo: Klopp e Neymar turbinaram valor das marcas de Liverpool e PSG

Paulo Cobos
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Com Neymar e Jurgen Klopp, o valor das marcas de, respectivamente, PSG e Liverpool, sobem de elevador. Para os rivais, a subida é pela escada. Esse é o panorama do estudo feito pela consultoria KPMG, que calcula o preço das marcas de 32 clubes europeus.

Desde a chegada do brasileiro ao Parque dos Príncipes e do alemão em Anfield, seus clubes viram uma explosão nesse valor. 

Vamos começar pelo Liverpool, onde Klopp chegou no final de 2015. A projeção da KPMG leva em conta o valor no início de cada ano. Em janeiro de 2016, a marca do clube inglês era estimada em 1,273 bilhão de euros. Em 2020, esse número subiu para 2,658 bilhões de euros, um expressivo crescimento de 109%, o que fez o clube saltar da 8ª para a 5ª posição geral.

 No mesmo período em que Klopp brilha em Anfield, o valor da marca do United subiu apenas 15%. Guardiola até fez o valor do City crescer forte, mas bem longe do que o alemão conseguiu no Liverpool.

Antes da chegada do espanhol, em 2016, o time azul de Manchester tinha sua marca avaliada em 1,620 bilhão de euros. Hoje, é estipulado em 2,606 bilhões, um aumento de 61%. Em ambos os casos, o clube ficou no sexto lugar.

[]

Neymar fez coisa parecida a de Klopp no PSG, onde chegou para a temporada 2017/2018. Antes do brasileiro, o time de Paris tinha sua marca avaliada em 998 milhões de euros. Em 2020, esse valor é de 1,911 bilhão, um aumento de 91%.

No mesmo período, a marca do  Barcelona, de onde saiu, subiu só 15%. O Real Madrid foi só um pouco melhor: 17%. Com Neymar, o PSG passou de 11º a 9º lugar no ranking do KPMG.

Nem Cristiano Ronaldo conseguiu algo parecido. Há dois anos, quando ele chegou na Juventus, o time de Turim tinha sua marca avaliada em 1,302 bilhão de euros, na 9ª posição. Agora, seu preço subiu 32%, para 1,725 bilhão de euros, o que deixa o time em 2020 no 11º posto no ranking.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Atrás do Getafe, marca que não vale um quinto da do Real Madrid e receita evaporando: a triste decadência do Milan

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Milan agoniza. O clube italiano não é hoje sombra do time que já foi o mais temido da Europa. Um novo golpe no orgulho da equipe foi dado nesta quinta-feira, quando a consultoria KPMG divulgou seu estudo anual sobe o valor das marcas das 32 equipes mais importantes da Europa.

Entre os 32 times, o Milan foi o único que viu o valor de sua marca encolher em relação há 2016. Hoje, o time rubro-negro tem um valor de 526 milhões de euros. Há 4 anos, esse valor era de 545 milhões de euros.

Agora, a marca Milan não vale um quinto da registrada pelo Real Madrid, o líder do levantamento, com 3,478 bilhões de euros. O time rubro-negro tem uma avaliação que é hoje pouco mais da metade da obtida pela rival Inter, que está longe de ser um modelo de sucesso recente.

As receitas evaporam. Levando em conta os balanços da temporada 2008/2009, o Milan era o 10º clube mais rico do mundo, com receitas de 196,5 milhões de euros. Só aplicando a inflação da zona do euro, esse valor em 2018/2019 deveria ser de 226 milhões de euros.

Samu Castillejo lamenta durante partida do Milan
Samu Castillejo lamenta durante partida do Milan Getty Images

Mas o clube faturou na temporada passada apenas 206 milhões de euros, enquanto outros gigantes mais que dobraram suas receitas. Com esse caixa esquálido, o Milan é agora apenas o 21º no ranking de faturamento.

Uma administração caótica que tem reflexos no gramado, fazendo da equipe hoje uma piada na Europa. No ranking da Uefa, o Milan era, na temporada 2009/2010, o nono colocado do continente. Agora, na mesma lista, é apenas o 81º, atrás de clubes como Getafe e Qarabag.

E tanto no caixa quanto no cartaz na Europa as coisas não devem mudar. Para um clube faturar alto e subir forte no ranking da Uefa, é necessário jogar a Champions. E neste Italiano o Milan é apenas o 7º colocado, 12 pontos atrás do 4º lugar, o último que garante vaga na principal competição de clubes do mundo.

Triste.

Ibrahimovic filma 'rolê monstro' de motocicleta com Calhanoglu, companheiro de Milan; está mal de motor?




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Lucrar R$ 1,34 bilhão ou provar que é gigante que busca títulos: o dilema que Dortmund terá com Haaland e Sancho

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando a temporada na Europa acabar, dois nomes estarão, junto com Neymar, como principais alvos no Mercado da Bola. Ambos são do Borussia Dortmund: o inglês Sancho e o norueguês Haaland.

E o clube alemão terá um grande dilema pela frente: conseguir um lucro estratosférico negociando os dois ou mantê-los e mostrar que tem ambição de time grande.

Tradicional na arte de garimpar talentos, o Dortmund comprou os dois por uma barganha. Quando ainda era da base do Manchester City, Sancho foi para a Alemanha por "apenas" 8 milhões de euros. Hoje, os interessados nele terão que assinar um cheque de 140 milhões de euros (o Manchester United é o maior interessado).

Haaland foi contratado no início deste ano. Pelo atacante que virou sensação de 2020, o Dortmund pagou 20 milhões de euros ao RB Salzburgo. Se quiser ter o grandalhão, o Real Madrid, que se derrete por ele, teria que pagar agora algo como 120 milhões de euros.

Não há vacina contra Haaland': jornais espanhóis se curvam ao atacante no retorno da Bundesliga

Pelo câmbio atual, o Dortmund teria um lucro de absurdos R$ 1,34 bilhão com apenas dois jogadores. Para um clube que tem suas ações negociadas na bolsa de valores, seria a felicidade dos acionistas.

Mas o clube tem uma das mais fanáticas torcida do mundo, sedenta por títulos. Desde 2013 o Bayern ganha o Alemão. Nesta temporada, que recomeçou neste final de semana, o time de Munique tem 4 pontos de vantagem, com 8 rodadas para o fim.

Haaland comemora seu gol pelo Borussia Dortmund sobre o Schalke 04
Haaland comemora seu gol pelo Borussia Dortmund sobre o Schalke 04 BVB

Com Haaland, de 19 anos, e Sancho, 20,  ainda por entrarem em seus melhores anos, o clube tem tudo para ter um dos ataques mais demolidores da Europa. E não faltam coadjuvantes bons no elenco.

O futuro no campo parece promissor. Resta saber se o lucro bilionário vale mais que uma taça no museu do clube.




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Antes de Itaquera, Corinthans pagava sua dívida com 7 meses de receitas; agora, precisa até mais de 4 anos

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em 2011, o Corinthians começou a erguer um dos maiores sonhos da sua torcida: o seu tão desejado estádio próprio. Nove anos depois, o clube que tinha as melhores finanças do futebol brasileiro vive agora um caos cada vez mais preocupante nas suas contas.

Na temporada 2010, a última antes do início da obra de Itaquera, o Corinthians era o clube com mais receitas no futebol brasileiro: R$ 213 milhões. A equipe ainda acabou com superávit de R$ 4 milhões, modesto, mas ainda assim o melhor resultado do futebol brasileiro naquele ano.

Antes de iniciar a construção da sua arena, o Corinthians tinha um dívida de R$ 122 milhões. Assim, bastavam sete meses de receitas para pagar todos os débitos. Tudo bem diferente da situação atual.

Nesta segunda-feira, o site Meu Timão adiantou os números finais do balanço corintiano de 2019. Somando as receitas normais com a venda de jogadores, o clube faturou R$ 404 milhões, menos da metade do que o Flamengo conseguiu.

O resultado foi o pior de todos os clubes brasileiros, com um déficit de R$ 177 milhões.

Andrés Sanchez detalha dívidas que clube ainda tem por obras da Arena

A escalada da dívida impressiona. Segundo o Meu Timão, o Corinthians terminou 2019 devendo R$ 665 milhões. Assim, precisaria de tudo que fatura em quase 20 meses para quitar seus débitos. Mas o buraco é muito maior.

No balanço, não entra a dívida da Arena. Esse número não é claro, mas por declarações recentes de cartolas corintianos é possível estimar que ela esteja hoje em R$ 1 bilhão: metade para a Caixa e a outra metade para a Odebrecht.

Assim, o Corinthians pode estar devendo hoje algo como R$ 1,65 bilhão, ou praticamente 4 vezes o que arrecada em um ano inteiro. O futuro não parece nada bom no Parque São Jorge.

Arena Corinthians
Arena Corinthians Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Pres

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Não é só vender jogador, Andrés: sem isso, Flamengo ainda fatura 57% a mais do que o Corinthians

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta quarta-feira, em entrevistas na Band e no canal do Jorge Nicola, Andrés Sanchez, o presidente do Corinthians, atribuiu o grande momento do Flamengo ao dinheiro que o clube carioca conseguiu vendendo jogadores.

É fato que o Flamengo faturou uma montanha de dinheiro com suas revelações: só no ano passado foram R$ 300 milhões. Mas também é verdade que, mesmo sem essa verba, o time rubro-negro ainda teria um faturamento 57% maior do que o obtido pelo Corinthians em 2019.

Os números flamenguistas são oficiais, o clube já divulgou seu balanço. O corintiano ainda não foi publicado, mas a equipe adiantou suas finanças da temporada passada no orçamento para 2020 (os números finais devem ter pouca variação).

A equipe carioca teve receitas líquidas de R$ 914 milhões. Tirando os R$ 300 milhões da venda de atletas, sobram R$ 614 milhões. Já o Corinthians declarou receitas líquidas, também sem direitos federativos, de R$ 391 milhões.

Nos seus números, a diretoria corintiana contabiliza R$ 63,5 milhões, de bilheteria, dinheiro que na prática obrigatoriamente deveria ser para pagar o financiamento da Arena de Itaquera.

Rodolfo Landim e Andrés Sanchez
Rodolfo Landim e Andrés Sanchez ESPN

Um abismo separa alguns itens das receitas dos dois clubes. Contando venda de ingressos e programas de sócio-torcedor, o Flamengo arrecadou R$ 170,7 milhões, contra apenas R$ 76 milhões do Corinthians.

Somando direitos de TV, licenciamento da marca e todos os tipos de patrocínios entraram R$ 422,7 milhões nos cofres da equipe carioca. Para o Corinthians, esse tipo de receita contribuiu com R$ 313,4 milhões. 

Ao final de tudo, o Flamengo teve superávit de R$ 63 milhões, enquanto o Corinthians projeta um déficit de R$ 145 milhões.

É claro que os números flamenguistas não seriam tão brilhantes sem a venda de jogadores. Mas aí também o clube poderia evitar o luxo de gastar tanto em um time que foi tão vencedor: foram R$ 181 milhões gastos na aquisição de jogadores em 2019. E a dívida parece controlada. Bem diferente do que acontece no Parque São Jorge.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Menos da metade do salário e 'comportamento social': pelo delírio catalão, Neymar trocar PSG por Barcelona é estupidez

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Neymar por menos da metade do salário no Barcelona e Real Madrid se mudando para Estádio Di Stéfano; Linares repercute jornais espanhóis


Já escrevi isso há alguns anos neste espaço. Mas a coisa piorou. Pelo que cartolas e imprensa da Catalunha falam e escrevem, Neymar trocar o PSG pelo Barcelona seria uma grande estupidez.

Para jogar por um clube que é gigante, mas que hoje é uma bagunça generalizada e tem um Messi já em declínio, Neymar, segundo esse delírio catalão, teria que abrir mão de dinheiro, do jeito que gosta de tocar sua vida pessoal e ainda pedir a benção dos líderes do vestiário.

A série de "exigências" catalãs começou com uma entrevista do ex-presidente do clube Sandro Rosell, que deixou a prisão recentemente inocentado das acusações da sua relação com Ricardo Teixeira, o ex-presidente da CBF banido do futebol. 

Para o cartola, o Barcelona deveria trazer de volta Neymar. Mas com uma condição: que seu contrato fosse de ganho variável, de acordo com "resultados esportivos, sociais e de comportamento". Gostaria de saber como seria um contrato com "cláusulas de comportamento".

Neymar, do PSG, antes de uma partida do Campeonato Francês
Neymar, do PSG, antes de uma partida do Campeonato Francês Getty Images

Mesmo que aceite um contrato tradicional, segundo o jornal "Mundo Deportivo", Neymar teria que aceitar uma redução em relação ao salário que ganha no PSG. De acordo com o diário, o brasileiro ganha 52 milhões de euros no clube francês. O Barcelona só pagaria o que ele ganhava antes da sua ida para Paris: 20 milhões de euros.

Seria uma grande surpresa que o craque brasileiro, que sempre buscou o lucro máximo na sua carreira (o que não tem nada de errado), abrisse mão de quase R$ 200 milhões anuais para jogar de novo na Catalunha.

Por fim, a informação que para ser aceito de volta, o vestiário do Barcelona exigiria o compromisso de Neymar ter "cuidado com sua atitude".

Se ainda assim aceitar esse combo de humilhação para voltar ao Barcelona, fica a pergunta: o PSG não parece hoje tão promissor, ou até mais, do que o Barcelona para se ganhar uma Champions ou se tornar o melhor do mundo?




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Um papo sobre SUS no aeroporto de Moscou: o dia que percebi que Ronaldo também era Fenômeno fora de campo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Março de 2006. Um dia antes, a seleção brasileira havia feito o amistoso mais sem sentido na ‘era caça-níqueis’ da CBF. Como bem estampou o Estadão, jogar no inverno de Moscou, com 17 graus negativos, era uma "ideia estupidamente gelada", em uma referência ao slogan da cervejaria que patrocinava o time nacional.

Mas foi nessa fria viagem que tive a experiência de viver com Ronaldo Fenômeno um dia inesquecível.

| Ronaldo relembra drible absurdo que deu pelo Real e brinca com Djalminha: 'Eu que inventei; esse você nunca viu' |


Saguão de embarque do aeroporto de Moscou. Na pista, parecia haver mais de um metro de neve acumulada. Era raro um avião decolar ou aterrissar.

Desta vez, a CBF não havia fretado um avião para levar os jogadores de volta para as cidades de seus clubes na Europa. Por coincidência, o voo em que a Folha de S. Paulo, onde eu trabalhava, me colocou era o mesmo que levaria a maior parte dos jogadores e a comissão técnica até Frankfurt, de onde cada um iria para seu destino final.

E, claro, o voo atrasou. Para desespero de Ronaldo. Ele não parava de reclamar da 'economia' da CBF. Impaciente, andava de um lado para o outro e apelava para a máquina que fornecia salgadinhos e refrigerantes.

Cansado do tédio da longa espera, ele resolveu até bater um papo com os jornalistas que também esperavam o voo.

E foi nessa conversa, que deve ter durado algo como 15 minutos, que percebi que o Fenômeno não era algo só dentro do campo. Eu estava em Yokohama quando Ronaldo fez dois gols na final da Copa do Mundo. Mas foi no aeroporto de Moscou que o camisa 9 me impressionou mais.

Ronaldo durante a Copa de 2002
Ronaldo durante a Copa de 2002 Getty Images

Ronaldo sempre falou que gostava de ler jornais, mas não a parte de esporte. E não era mentira.

Em Moscou, ele falou sobre o mercado de petróleo. Mas o mais impressionante, e não me lembro por que o assunto surgiu, foi notar que ele sabia tudo sobre o SUS, o sistema de saúde público brasileiro que, apesar de todos os seus problemas, é algo que todos aqui deveriam se orgulhar.

O Fenômeno sabia falar como o sistema era financiado e relatou seus problemas. Desde que surgiu no Cruzeiro, imagino que nem ele e nem seus familiares precisaram usar o SUS. Mas que fenomenal foi saber quem alguém tão rico e famoso como ele se preocupava com a saúde de brasileiros com pouco, ou nenhum, dinheiro no bolso.

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Flamengo gasta muito com salários? A conta que mostra que não e ensina como fazer a Barcelona, Juventus, PSG e companhia

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Gabigol treina forte o físico e também com bola de olho no retorno da temporada

A Uefa, a entidade que controla o futebol europeu, recomenda que nenhum clube do continente gaste com salários mais do que 70% do que arrecada. Por esse parâmetro, não se pode falar que o Flamengo, apesar de seu time estrelado, gasta muito com sua folha de pagamento.

Em seu balanço de 2019, publicado nesta terça-feira (31), o clube carioca detalha suas receitas e despesas. Somando salários e direitos de imagens de atletas de todas suas modalidades e também funcionários administrativos (incluindo encargos e benefícios), o Flamengo gastou R$ 358 milhões no ano passado (80% desse valor com o futebol).

Segundo o clube, isso representa apenas 38% de tudo que o clube arrecadou. Mesmo se tirando o valor expressivo obtido com a venda de jogadores, o Flamengo gastou em salários 55% do que faturou, ainda bem abaixo do recomendado pela Uefa.

E ainda assim a diretoria de preocupa. "É de fundamental importância atentar para o comportamento desse indicador (o salário no total das receitas). Em 2019, verifica-se ainda um crescimento em relação às despesas de pessoal do Departamento de Futebol em relação ao total de despesas de pessoal do clube, em função do fortalecimento técnico do elenco em comparação aos anos anteriores" escreveu o clube em seu balanço.

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo
Rodolfo Landim, presidente do Flamengo Getty Images

 A situação do Flamengo nesse ponto é muito melhor do que a maioria esmagadora dos grandes europeus. Segundo levantamento da própria Uefa publicado em janeiro, o Barcelona gasta 77% do que arrecada pagando salários. Na Juventus de Cristiano Ronaldo, esse índice é de 65%. No Milan, fica em 70%. No PSG, 62%. O Real Madrid é um pouco melhor, com 57%.

Não vai dar para os rivais dizerem que é por irresponsabilidade para pagar salários que o Flamengo domina o futebol brasileiro.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Federação ganhar mais que Flamengo, Real, Barcelona, City ou United? Veja como só no Brasil essa piada acontece

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta terça-feira, a CBF, a Confederação Brasileira de Futebol, anunciou as receitas que teve em 2019. Os números impressionaram. A entidade que comanda (ou deveria) o futebol nacional anunciou que entraram R$ 957 milhões nos seus cofres. O lucro também foi graúdo: R$ 190 milhões. Isso em um ano com clubes gigantes tendo prejuízos acima dos R$ 150 milhões, como Corinthians e São Paulo.

Mas o que mais salta aos olhos é que a CBF foi a entidade do futebol brasileiro que mais faturou. Mesmo no melhor ano da sua história nas finanças, o Flamengo arrecadou R$ 939 milhões. E isso com a ajuda dos R$ 300 milhões obtidos com a venda de jogadores. Sem eles, o abismo em relação à CBF seria imenso.

É uma grande piada do futebol brasileiro. Basta ver a realidade dos dois países com os clubes mais ricos do mundo. Tanto na Espanha quanto na Inglaterra as federações nacionais ficam muito longe das receitas obtidas pelos grandes clubes.

Na temporada 2018/2019, a Real Federação Espanhola de Futebol teve receitas de 225 milhões de euros. Muito menos do que o Barcelona (840 milhões de euros) e Real Madrid (757 milhões de euros) conseguiram no mesmo período. A federação também ficou bem longe do Atlético de Madrid, que faturou 368 milhões de euros.

Na Inglaterra, a FA, a federação nacional fundada em 1863, é bem rica. Mas ainda assim fica atrás de cinco clubes. Na temporada 2017/2018, os últimos números oficiais disponíveis, a entidade divulgou receitas de 357 milhões de libras, número bem abaixo dos registrados, no mesmo período, por United (590 milhões de libras) e City (500 milhões).

A federação inglesa também foi superada por Arsenal (403 milhões de libras), Chelsea (448 milhões) e Liverpool (445 milhões).

Que pelo menos a CBF use a fortuna que arrecada em troca de tão poucos serviços prestados ao flagelo que muito clubes sofrerão com a crise do coronavírus.



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Euro adiada 'custa' mais que um Liverpool; Copa América nem tanto

Paulo Cobos
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Copa América e Euro adiadas, e agora? Hofman explica consequências de torneios em 2021

Nesta terça-feira, Uefa e Conmebol bateram o martelo. Tanto a Euro e a Copa América que estavam previstas para o meio do ano foram adiadas para 2021. Isso significa que muito dinheiro vai demorar para entrar no cofre das duas abastadas entidades.

Mas, óbvio, que o torneio europeu é muito mais rico que o sul-americano.

Na última edição, disputada em 2020, a Euro  rendeu impressionantes 1,916 bilhão de euros para Uefa, ou cerca de R$ 10,6 bilhões pelo câmbio atual. Só com direitos de TV o faturamento foi de R$ 5,7 bilhões. Patrocínios renderam R$ 2,7 bilhões. Ingressos e pacotes de  hospitalidade geraram outros R$ 2,2 bilhões.

Pelo ritmo de crescimento das outras edições, a edição de 2020 teria uma receita total de 2,5 bilhões de euros (R$ 13,9 bilhões). Em 2018, a meta era arrecadar 2 bilhões de euros apenas com direitos de TV e patrocínio. 

As receitas da Euro seriam suficientes até para comprar, se eles estivessem à venda, alguns dos clubes mais ricos do mundo. Em ranking tradicional da revista Forbes, o Liverpool teve um valor estimado em US$ 2,18 bilhões, ou, sempre pelo câmbio atual, R$ 11 bilhões.

Álbum de figurinhas da Eurocopa 2020, que foi adiada para 2021
Álbum de figurinhas da Eurocopa 2020, que foi adiada para 2021 Adam Davy/PA Images via Getty Images

Em seus balanços, a Conmebol não detalha quanto arrecada com suas competições. Mas, pelo orçamento de 2019, é possível ter certeza que a Copa América não chega nem perto das receitas da Euro.

Na sua previsão de ganhos do ano passado, quando a Copa América foi disputa no Brasil, a entidade apostou que iria faturar US$ 486,7 milhões (R$ 2,5 bilhões) com todas suas competições. E a maior parte do dinheiro vem da Libertadores.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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E se o coronavírus fechar estádios por meses em todo o mundo? De Flamengo a Liverpool, veja quanto clubes podem perder

Paulo Cobos
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O pânico da epidemia do novo coronavírus bateu com força no futebol. Depois de praticamente paralisar o esporte na Ásia, o vírus passou a atacar as competições na Europa, com uma enxurrada de portões fechados e adiamento de duelos importantes.

E nesta semana esse movimento chegou com força total na América do Sul, com Libertadores e eliminatórias paradas. No Brasil, jogos nas capitais paulista e carioca serão com portões fechados.

E se a epidemia durar meses? Qual será o impacto nas finanças dos clubes? 

O presidente do Barcelona afirmou que cada vez que o time joga no Camp Nou sem torcida o prejuízo é de 6 milhões de euros, ou cerca de R$ 31,5 milhões. Para detalhar mais o tamanho do rombo, o blog buscou o quanto a bilheteria pesa nas receitas de times brasileiros e europeus.

Na Europa, o levantamento que a consultoria Deloitte faz todos os anos mostra o peso do "match day" nas finanças dos clubes. Nesse valor entram o preço dos ingressos e o que os torcedores consomem nos estádios.

Entre os 5 times mais ricos do planeta, essas receitas respondem, na média, por 18% das receitas. Por exemplo: o PSG, quinto no ranking e que já sofre com os portões fechados, faturou na temporada passada 636 milhões de euros, ou R$ 3,339 bilhões. Seu torcedores respondem por 18% desse valor, ou 115,9 milhões de euros (R$ 608 milhões).

Para os clubes colocados entre o sexto e o décimo lugar na lista dos mais ricos, o peso do "match day" cai para 14%. É um pouco mais alto para o Liverpool, que tira 16% de suas receitas, o equivalente a R$ 496 milhões. dos jogos em Anfield.

Anfield, estádio do Liverpool
Anfield, estádio do Liverpool Getty Images

No Brasil não é tão simples fazer essa conta. Mas orçamentos dos clubes e levantamento do Itaú BBA ajudam a entender essa equação.

Em seu orçamento para 2020, o Flamengo estima ter receitas totais de R$ 672 milhões. Pelas contas do clube, R$ 108 milhões, ou 16% do total, serão obtidos com bilheteria. Mas levando em conta que os programas de sócio torcedor têm como principal atrativo vantagens para ir aos estádios, um longo período com portões fechados pode  tornar o coronavírus ainda mais devastador para as finanças no futebol.

O Flamengo estima faturar R$ 96 milhões em 2020 com seu sócio-torcedor.  Somados aos R$ 108 milhões de bilheteria, essa fatia representa 30% de todas receitas  previstas pelo rubro-negro.

Em seu estudo, o Itaú BBA junta bilheteria e sócio-torcedor como um só grupo na divisão de receitas dos clubes brasileiros. Em 2018, 15%, em média, de todas as receitas dos principais times do país saíram diretamente do torcedor.

Mas esse peso pode ser bem maior em alguns casos. No Grêmio, 21% das receitas dos times em 2018 tiveram bilheteria e sócio-torcedor como fonte.  No Internacional, essa fatia foi ainda maior, de 27%.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Juventus, Dortmund, United: Coronavírus faz ações de clubes despencarem até 39% e donos perderem milhões

Paulo Cobos
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A epidemia do novo Coronavírus que assusta o mundo não  leva prejuízo ao futebol apenas pelos portões fechados em jogos na Europa. Todos clubes do continente que têm ações em bolsas de valores espalhadas pelo mundo viram seus papéis derreterem  desde o começo de fevereiro, quando a doença deixou de ser um problema apenas chinês.

O caso mais grave é o da Juventus. No dia 2 de fevereiro, cada ação do time de Cristiano Ronaldo valia 1,15 euro. No fechamento de ontem, os papéis do time de Turim fecharam a 0,70 euro, um tombo de inacreditáveis 39%.

País europeu mais afetado pelo vírus, a Itália vê também as ações dos dois grandes da capital perderem valor. No início de fevereiro, uma ação da Roma era negociada por 0,62 euros. Nesta segunda-feira, elas valiam 0,46, uma queda de 26%. No mesmo período, os papéis da Lazio despencaram 28%, indo de 1,72 euro a 1,23.


Borussia Dortmund e Manchester United, gigante que negociam ações, também sofrem com a queda em seus papéis.

Sempre levando em conta o início de fevereiro até ontem, as ações do time alemão caíram 20%, passando de 8,61 euros para 6,93 euros. O tombo do United foi menor, mas ainda assim considerável.

Em pouco mais de 30 dias, as ações do time caíram 16%. Negociados em Nova York, os papéis do time inglês foram de US$ 19,10 para US$ 16,08. Mas como é o time de futebol em bolsas de valores o United com ações mais valiosas, a baixa representa um rombo enorme, de cerca de US$ 200 milhões.



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Que pena, você era o cara! Como dói ver Ronaldinho algemado no Paraguai

Paulo Cobos
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Ronaldinho Gaúcho chega algemado ao Palácio de Justiça no Paraguai

Durante oito anos, entre 2002 e 2010, cobri praticamente todos os jogos da seleção brasileira pela "Folha de S. Paulo".  E na primeira metade deste período o time nacional tinha uma verdadeira constelação de astros. Dida, Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldo, Adriano, Kaká e Juninho Pernambucano (que baita sujeito este).

Para onde você olhasse, sempre tinha um craque que rendia alguma boa história para ser contada. Mas para mim o "cara" daquela época era Ronaldinho. Não por que suas entrevistas fossem as melhores do mundo. Muito pelo contrário: suas respostas quase sempre começavam com um "estou muito contente, muito feliz" e eram, via de regra, vazias de conteúdo. E obrigado por uma vez "driblar" o Dunga, que gostava da imprensa longe, e me dar uma exclusiva.

Ele até teve bons momentos com a camisa da seleção, como na conquista do penta e na Copa das Confederações de 2005. Mas também nunca jogou com a camisa amarela como fazia com a do Barcelona.

Mas Ronaldinho tinha na seleção o que todos os outros juntos não tinham: um carisma arrebatador.

Eu vi várias vezes crianças deficientes alucinadas por ganharem um abraço de Ronaldinho. Eu vi policiais da imigração deixando seus postos de trabalho para correrem atrás dele em um desembarque na China. Eu estava no Vietnã quando milhares de pessoas foram às ruas receber uma seleção brasileira olímpica.

Ronaldinho algemado
Ronaldinho algemado Getty Images

Era fácil ver o sorriso das pessoas vendo o aquecimento dos jogos e treinos, quando Ronaldinho fazia malabarismos que pareciam impossíveis com a bola. Eu vi adversários brigando para ganhar a camisa do craque após os jogos, certamente para guardarem como se fosse um troféu.

Tudo isso passou pela minha cabeça no sábado, quando Ronaldinho escondia as algemas a caminho de uma prisão paraguaia.

Ninguém está acima da lei. Se errou, que Ronaldinho seja punido. Mas como dói ver alguém como ele nesta situação. 

Torço muito para Ronaldinho logo resolva este e outros problemas legais que se acumulam no Brasil. Você não pode deixar de ser o "cara" que encantou o mundo por jogar muito. Mas que encantava muito mais, pelo menos para mim, por ser um sujeito tão legal.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Gabigol e Bruno Henrique terão chance? Agora louco por atacantes, Tite cria missão mais difícil da seleção: ser companheiro de Neymar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

'Sarrafo alto' e 'melhor nível técnico': Tite diz o que espera de Neymar na seleção brasileira

Em setembro de 2016, Tite fez sua primeira convocação na seleção brasileira. Os compromissos eram oficiais, pelas eliminatórias para a Copa de 2018. Na lista de 23 nomes, eram apenas quatro atacantes. Neymar e Gabriel Jesus tinham lugar certo no time titular, já que Taíson e Gabigol não eram páreo para a época.

Dois anos depois, na Copa da Rússia, Tite só foi um pouco mais generoso com os atacantes: chamou cinco para a competição em que o Brasil acabou eliminado nas quartas de final.

Gabigol e Bruno Henrique comemoram gol do Flamengo no Mundial de Clubes 2019
Gabigol e Bruno Henrique comemoram gol do Flamengo no Mundial de Clubes 2019 Marcio Machado/Eurasia Sport Images/Gett

Estamos agora em março de 2020. Nesta sexta-feira, o treinador fez uma nova convocação. Novamente para as eliminatórias, mas agora para o Mundial de 2020. Chamou 24 atletas, e nada menos do que sete são atacantes.

Contando que Neymar é intocável, a lista de Tite cria a mais dura missão da seleção nas eliminatórias. Se optar por um esquema com três atacantes, serão seis candidatos para duas vagas. Pior se o comandante for mais conservador e optar por apenas dois jogadores de frente, o que faria a outra vaga no ataque ser disputada por seis atletas.

E desta vez não há figurantes na parada. Isso se Tite não ter levado Gabigol e Bruno Henrique apenas para justificar a estupenda fase dos flamenguistas, e, no fim, como quase sempre faz, optar pelos "europeus".

Tite nega ter conversado com Flamengo sobre convocação de três jogadores: 'É o começo de uma Copa do Mundo'

Além da dupla da Gávea e Neymar, todos os outros atacantes chamados já foram titulares com o treinador: Gabriel Jesus, Firmino, Richarlison e Everton Cebolinha.

Vai ser imperdível.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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De rival mais valorizado a seca de bicampeões: os (poucos) números que restam para desafiar favoritismo do Flamengo na Libertadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A fase de grupos da Libertadores de 2020 começa nesta terça-feira. E não será o blog que irá dizer que o Flamengo não é o favorito para conquistá-la. É verdade que Palmeiras, Grêmio e São Paulo têm sim bons times. E que a dupla Boca e River segue forte. Mas nenhum desses clubes têm a mesma qualidade, e confiança, que o time de Jorge Jesus.

Resta, para os 31 adversários do rubro-negro, a 'numerologia'. Veja 4 fatos que desafiam o favoritismo flamenguista.

Valor de mercado
De acordo com o site especializado transfermarkt.com, o Flamengo tem o elenco mais valioso desta Libertadores. No total, o grupo da Gávea é avaliado pelo site em 151,2 milhões de euros, ou quase R$ 750 milhões. Mas isso só pelo fato de ter um elenco mais numeroso: são 33 atletas. Mas no valor por jogador 'per capita', o River está na frente. De acordo com o transfermarkt, cada atleta do time argentino vale, em média, 4,95 milhões de euros, contra 4,58 milhões dos rubro-negros.

Seca de bicampeões
Antes comum (aconteceu sete vezes no século passado), um clube ganhar pelo menos duas vezes seguidas a Libertadores agora é raridade. O último a fazer isso foi o Boca Juniors, que levantou a taça em 2000 e 2001.

Tradição
Não são poucos os times que disputam a Libertadores com mais títulos do certame que o Flamengo. São seis títulos do Boca ,cinco do Penãnol, quatro do River Plate e três de Grêmio, São Paulo, Santos, Nacional e Olímpia.

Ranking de técnicos
Jorge Jesus virou ídolo quase instantâneo no Flamengo. Mas ainda fica atrás de Marcelo Gallardo, do River, em ranking mundial que leva em conta todos os resultados nos últimos anos. O argentino é o segundo da lista, e o português o sexto. E Gallardo já foi cotado para dirigir um gigante como o Barcelona, algo que Jesus ainda busca.

Gabigol comemora após marcar para o Flamengo sobre a Cabofriense
Gabigol comemora após marcar para o Flamengo sobre a Cabofriense Gazeta Press

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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