Craque, mico, Messi decepção, Neymar 'fair play': a arriscada escolha dos melhores e piores da Copa América antes da final

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Messi ficou devendo na Copa América
Messi ficou devendo na Copa América Getty

Na Copa do Mundo de 2002, a escolha de melhor do campeonato entrou para a história. E não foi pela qualidade do vencedor. 

A Fifa resolveu fazer a eleição antes da final entre Brasil e Alemanha. E o eleito foi o goleiro Khan. Já como o craque do Mundial, ele falhou feio na decisão, e Ronaldo Fenômeno, autor de dois gols na final, foi campeão e artilheiro, mas não foi o melhor.

Assim, não é nada prudente escolher os melhores e os piores de um campeonato antes da sua grande decisão. Mas o blog resolveu arriscar e fazer sua lista da Copa América antes de  Brasil x Peru, neste domingo. Também não esperou a disputa pelo terceiro lugar, entre Argentina x Chile (Messi pode até arrebentar, mas não vai mudar o fato que mais uma vez ele foi a decepção). Confira:

 Craque
Escolher um lateral direito é a prova que a Copa América não arrancou suspiros pelo seu futebol ofensivo. Mas Daniel Alves deu um show de eficiência. Aos 36 anos, o brasileiro foi perfeito na marcação. Apareceu no ataque como se ainda fosse um garoto. Deu assistências precisas. E ainda esbanjou liderança.

Volta por cima
Ele já mostrou categoria na sua volta ao futebol no Internacional depois do gancho por um doping que cada vez parece mais injusto. Só por isso ele estar numa final com o Peru já era suficiente para Guerrero ter dado a volta por cima. Mas ele fez gols (luta pela artilharia) e ganhou manchetes e elogios até na Europa.

Técnico
Tite pode, e deve, ganhar o título. Mas nenhum treinador fez tanto com tão pouco como o argentino Ricardo Gareca pelo Peru. Depois de levar o país para uma Copa do Mundo, colocou os peruanos na decisão da Copa América. E brilhando em vários momentos, como na semifinal contra o Chile.

Revelação
Parece estranho falar em revelação numa competição de seleções.  Mas antes da Copa América, pouca gente na Europa sabia quem era Everton Cebolinha. Agora, depois de gols e dribles que tiraram o Brasil da letargia, o gremista é desejado por uma penca de grandes europeus.

Decepção
Um passe aqui, um brilhareco ali. Para um jogador comum, a nota 6 até que estaria OK. Mas para quem é 5 vezes melhor do mundo, Messi, de novo, foi uma decepção. Em alguns jogos, ele parecia ser até pior do que o resto do já fraco time da Argentina. E de novo vai embora do Brasil sem um título.

Mico
Esta talvez é a disputa mais dura, e o "título" fica dividido. Pelo preço dos ingressos e os milhares de lugares vazios nos estádios, a Conmebol é a primeira escolhida. Divide o "prêmio" com o VAR. Muito usado em alguns jogos, quase nada em outros. E longos minutos de espera até para decidir cartão amarelo.

'Fair play'
Não. Este não é o prêmio para quem foi leal. É para quem não "fez falta alguma". E o ganhador é Neymar. O Brasil precisa dele para ganhar uma Copa do Mundo, mas para uma Copa América sua ausência não foi sentida. A seleção chegou na final e viveu numa paz rara sem o seu camisa 10.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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De entrevistas com mais coragem a se inspirar em Messi: 5 sugestões para Neymar ser (mais) respeitado

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Após a vitória da seleção brasileira sobre o Peru, em que se tornou o maior artilheiro brasileiro em eliminatórias sul-americanas, Neymar fez um desabafo. 

"Não sei mais o que fazer para me respeitarem", disse o atacante, cada vez mais perto de superar Pelé como maior goleador do time nacional.

Tenho convicção que Neymar muitas vezes é criticado acima do tom. Mas isso não acontece apenas no Brasil. Basta vez como a imprensa francesa é injusta com ele.

Neymar pela seleção
Neymar pela seleção Lucas Figueiredo/CBF

Mas, tanto no Brasil como na Europa, é insano encontrar alguém que não respeita Neymar como o craque que ele é (está entre os três melhores do mundo há quase uma década).

Só que sempre dá para aumentar "o respeito". Assim, o blog, com humildade, sugere 5 coisas para Neymar se sentir mais reconhecido com a camisa da seleção brasileira.

Ganhar a Copa do Mundo
Vamos começar pela mais óbvia. Neymar tem tudo para ter todas as principais marcas individuais como goleador com a camisa da seleção brasileira. Mas, como bem sabem Pelé e Ronaldo Fenômeno, conquistar a Copa do Mundo faz toda a diferença. Em 2014, Neymar se machucou e ficou fora do 7 a 1. Em 2018, caiu mais do que jogou e parou nas quartas de final, contra a Bélgica.

Evitar cartões bobos e não ser suspenso
Até em jogos resolvidos e contra adversários com nível muito abaixo dele e da seleção brasileira, Neymar perde o controle, bate boca, provoca e acaba recebendo cartões bobos. Foi o que aconteceu no jogo contra o próprio Peru, quando já perto do final da partida levou um amarelo e está agora suspenso para enfrentar a Venezuela na próxima rodada das eliminatórias.

Ter mais coragem nas entrevistas 'desabafo'
Começa a virar rotina. Após jogos da seleção, Neymar dá entrevistas "desabafos". Foi assim em junho, após goleada sobre o Peru na Copa América, quando o camisa 10 chorou dizendo que "passou por muita coisas nos últimos dois anos". Nesta quinta-feira, novamente contra os peruanos, reclamou da "falta de respeito". Seria melhor se o craque deixasse claro o que "passou" e quem "não o respeita". Em Recife, questionado pelo repórter Eric Faria sobre o tipo de desrespeito que sofre, Neymar foi vago. Não custa ter mais coragem e fazer um desabafo completo.

Aproveitar seu prestígio para ajudar a moralizar a CBF
Neymar até ensaiou fazer algo neste sentido quando o Brasil foi escolhido para sediar a última Copa América. Mas foi fogo de palha. Com sua força, e conhecendo a CBF há dez anos, o craque teria o respeito de muita gente se ajudasse a moralizar a confederação, mergulhado em um escândalo de assédio de seu presidente afastado e sem força nenhuma na Conmebol e na Fifa pelo vazio no poder.

Se mirar no comportamento de Messi na Argentina
Messi apanhou muito na seleção argentina. Maior jogador do século, foi massacrado por torcedores e jornalistas por ano pela falta de bons resultados e futebol com a camisa de seu país.  Em 2021, enfim ganhou um título, a Copa América. Também nesta quinta-feira, marcou três gols contra a Bolívia. Após o jogo, nada de reclamações pelas críticas que recebeu. "Esperei muito tempo por isso", disse, emocionado. Neymar parece ter menos paciência.

Neymar comanda com gol e assistência, e Brasil vence Peru pelas eliminatórias para a Copa; veja os gols


         
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Vasco esculacha técnicos, regulamento, tapetão e o pior: o próprio Vasco

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Vasco é um clube desesperado. Só isso pode explicar a quantidade de trapalhadas que o clube acumula na sua busca, cada vez mais difícil, para voltar à primeira divisão do Brasileiro. 

E resolveu esculachar um monte de coisas.

Começando pela figura de seus treinadores. Primeiro, demitiu Marcelo Cabo, que estava na sétima posição, mas a apenas dois pontos do G-4 da Série B. E tinha um aproveitamento de honestos 56% no comando do clube e com vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Agora, foi a vez de acabar o relacionamento com Lisca.

Lisca no comando do Vasco
Lisca no comando do Vasco Maga Jr/O Fotografico/Gazeta Press

Como o regulamento da Série B, assim como na primeira divisão, permite apenas a demissão de um técnico, as duas partes alegam que foi Lisca que pediu para sair. Difícil acreditar.

O Vasco resolveu até querer esculachar uma das entidades mais esculachadas do futebol brasileiro: o tapetão do STJD.

Vá lá ainda tentar anular o jogo contra o Inter no Brasileiro de 2020, que virtualmente rebaixou o clube com um show de horrores do VAR.

Mas é bizarro o clube novamente ir para o STJD para tentar a anulação de um jogo contra o Brasil de Pelotas pela 22a rodada da Série B, novamente alegando mau funcionamento do VAR.

Imagine se todo clube resolvesse tentar no tapetão anular um jogo por erro do VAR?

Não importa qual divisão o Vasco vai estar. O clube será sempre um gigante. 

Mas atitudes tão equivocadas, com pessoas, regras e tribunal, fazem muito mal para o clube. Esculachar a si próprio é a última coisa que o Vasco precisa em um momento tão difícil.




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Rivais deram um xeque-mate no Flamengo; se recuarem, irão ficar de joelhos humilhados

Paulo Cobos
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Os rivais do Flamengo no Campeonato Brasileiro resolveram se unir contra o rubro-negro carioca. 

Primeiro, após encontro virtual, decidiram que, juntos, trabalharão para derrubar a liminar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que concedeu ao Flamengo o direito de mandar jogos com público, incluindo no Brasileiro.

Alegam que o público só deve retornar aos estádios quando todas as prefeituras locais das equipes envolvidas tenham a mesma liberação.

Quase ao mesmo tempo, o Grêmio anunciou que não vai entrar em campo se o Flamengo puder jogar a partida de volta nas quartas de final na Copa do Brasil, no Maracanã, com torcedores no estádio. 

Nova camisa 2 do Flamengo para 2021
Nova camisa 2 do Flamengo para 2021 Divulgação/Adidas

O clube gaúcho afirma que não seria justo, já que atuou no jogo da ida com arquibancadas vazias.

Os rivais parecem que enfim se uniram para reclamar do que consideram uma posição egoísta do Flamengo.

Concordo com eles que se só o rubro-negro poder atuar com torcida vai causar uma distorção esportiva, e também financeira.

O xeque-mate dos adversários tem, porém, um grande perigo.

O histórico do futebol brasileiro aponta que é difícil de acreditar em união duradoura e fiel entre os clubes. Quase sempre, cada um pensa primeiro nele. É que o Flamengo faz, e atualmente, sempre bem.

Se fraquejarem, os 19 concorrentes do Flamengo sofrerão uma humilhação histórica. Ficarão de joelhos diante de um rival que não é só o mais forte nos últimos tempos em campo.

O Flamengo é sim egoísta. Mas faz tempo que não perde qualquer batalha fora de campo dos rivais. Uma nova vitória na disputa pela volta de público só o deixará mais forte. E seus rivais mais enfraquecidos.

Flamengo não participa de reunião com a CBF para retorno da torcida aos estádios; Pedro Ivo dá detalhes'


         



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Marinho é mais vítima do caos, mas também é culpado e escancara: Santos está mais frágil do que nunca contra o rebaixamento

Paulo Cobos
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Marinho soltou a voz contra o Santos. Em uma live com o jornalista Ademir Quintano, ele acusou o clube de erro médico. Reclamou da diretoria não ter oferecido a ele um plano de carreira. Se mostrou magoado por não ter sido negociado como outros jogadores vice-campeões da Libertadores. Relatou ofertas de Atlético-MG e Palmeiras.

Se disse ainda "chutado" pelo Santos.

Palavras fortes. Muitas delas com razão. Realmente o Santos tem que explicar tantos problemas físicos do jogador. O Santos se esfacelou em 2021 e deixou seu principal jogador sem um elenco competitivo. 

Agora é tolice Marinho querer comparar sua situação no mercado com a de jogadores como Soteldo e Lucas Veríssimo, mais jovens e com mais mercado no exterior.

Marinho em jogo do Santos
Marinho em jogo do Santos Twitter Conmebol Libertadores

Mas o que Marinho deixa mais claro ao expor o clube dessa forma é algo muito triste para o torcedor santista. Nunca o clube esteve tão fragilizado para evitar que um orgulho enorme acabe: só Flamengo, São Paulo e Santos nunca foram rebaixados no Brasileiro.

O Santos já foi apontado muitas vezes como candidato ao rebaixamento. Mas se cansou de calar os céticos, muitas vezes apostando em seus garotos para deixar a área do Z-4 para até ser campeão, como em 2002, ou para conseguir vaga na Libertadores.

Agora está cada vez mais difícil acreditar nesse "cala boca".

O clube é uma bagunça técnica. Basta ver a demissão de Fernando Diniz e seu estilo ousado e agora buscar um especialista em jogo defensivo como Fabio Carille.

Desta vez, a safra dos Meninos da Vila parece não ter nada de especial.

A situação financeira do clube é tenebrosa, com dívidas se acumulando e chance de investimento quase zero.

E como apontou Marinho, a estrutura do clube está em xeque.

E mais preocupante é saber que times grandes com esse nível de destruição sofrem para voltar à primeira divisão quando são rebaixados. Cruzeiro e Vasco estão aí como exemplos.

Marinho faz forte desabafo, diz que foi 'chutado' no Santos e dispara: 'Só presta quem está fora'


         
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De pancadaria em BH até escândalo de Itaquera: quando a rivalidade entre Argentina e Brasil está no nível máximo, mas dá vergonha dela

Paulo Cobos
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Para quem acha que no futebol nada é mais saboroso que a rivalidade entre Argentina e Brasil, 2021 poderia ser uma maravilha. Mas a verdade é que o antagonismo entre as duas potências sul-americanos atingiu o nível máximo de vergonha neste ano.

Não faltaram jogos de futebol entre times dos dois lados. Mas foi lamentável a falta de competividade dos argentinos nos duelos da Libertadores, com os brasileiros os despachando em série. 

Teve também final da Copa América no Maracanã entre Argentina e Brasil. Foi bacana ver Messi enfim ser campeão pelo seu país, mas foi triste ver o festival de pontapés e o péssimo futebol apresentados pelos dois times.

Confusão no jogo entre Atlético-MG e Boca Juniors na Conmebol Libertadores
Confusão no jogo entre Atlético-MG e Boca Juniors na Conmebol Libertadores Getty

Se na bola a rivalidade decepcionou, pior foi o que aconteceu ao redor dos jogos.

Em julho, revoltados após a eliminação na Libertadores pelas mãos do Atlético-MG, jogadores e membros da comissão técnica do Boca Juniors promoveram um verdadeiro quebra quebra no Mineirão, e todos acabaram passando uma noite na delegacia.

Pior aconteceu agora, no nebuloso episódio que interrompeu o duelo entre as duas seleções pelas eliminatórias no estádio do Corinthians, em Itaquera.

 O escândalo do jogo paralisado por agentes da Anvisa na busca de quatro argentinos que deveriam estar cumprindo quarentena é um festival de histórias mal contadas e erros dos dois lados.

Ganhar de argentinos pode ser mais gostoso, assim como eles adoram bater os brasileiros.

Mas não teve nada de gostoso o que os dois países fazem nos seus duelos no futebol em 2021. 

O que aconteceu neste ano é tudo que apenas inimigos, e ainda por cima medíocres, fazem. Isso não tem nada  ver com rivalidade de dois gigantes.




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Não fique feliz com Fernando Diniz, Roger e Rogério Ceni desempregados: o futebol seria melhor se eles tivessem sucesso

Paulo Cobos
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Rogério Ceni foi demitido pelo Flamengo há quase 3 meses e segue desempregado. Há duas semanas, foi a vez de Roger ser dispensado pelo Fluminense. Neste domingo, quem perdeu o trabalho foi Fernando Diniz, no Santos.

Ceni, Roger e Diniz têm muito em comum.

Uma delas é odiosa. São treinadores que despertam para muita gente uma espécie de celebração quando perdem o emprego.

Eles são "acusados" de serem inventores, como querer ousar em uma profissão em que reina a mediocridade no Brasil fosse um grande pecado.

Fernando Diniz no comando do Santos
Fernando Diniz no comando do Santos Ivan Storti/Santos

Também despertam antipatia por suas entrevistas. Inteligentes e com ótima formação além do futebol, incomodam por suas palavras, assim como acontece com Tite.

No Brasil, entrevista de treinador parece ser boa apenas quando ela é cheia de clichês de boleiro. Diniz vira motivo de chacota por que cita Quixote após um jogo.

Não vou tapar os olhos para os defeitos de Diniz, Roger e Ceni.

Nenhum deles ainda conseguiu engrenar na carreira de forma consistente. O único que já tem um bom currículo de títulos como treinador é Ceni, no Fortaleza e no Flamengo.

Tanto Ceni como Diniz já cansaram de errar na relação com os jogadores.

Mas tenho certeza de uma coisa. Fico muito triste que os três não tenham mais sucesso. E torço para logo eles estarem empregados. O futebol brasileiro vai ficar muito melhor com Diniz, Roger e Ceni em alta.





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Argentina e Brasil tiveram algo em comum no vexame de Itaquera: a mediocridade e a falta de transparência

Paulo Cobos
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Esqueça a voz quase oficial da seleção que colocou toda a culpa na Argentina no vexame histórico que aconteceu neste domingo no campo do Corinthians. As duas maiores seleções sul-americanas, e seus cartolas e governantes, saem igualmente chamuscados na mediocridade e na falta de transparência no triste episódio de Itaquera.

Os argentinos deram argumentos para quem adora os acusar de uma soberba absoluta. Como se estivessem acima das regras de um país, ignoraram a norma que brasileira que exige uma quarentena para quem vem da Inglaterra: o caso de quatro jogadores do time que deveria enfrentar o Brasil pelas eliminatórias.

E provavelmente por pura ignorância. Existia um caminho legal para os quatro estarem em campo. Ou alguém duvida que os brasileiros convocados por Tite que jogam na Inglaterra estariam em campo neste domingo se a Premier League tivesse autorizado suas viagens para as eliminatórias?

Jogo entre Brasil e Argentina, pelas eliminatórias, foi suspenso
Jogo entre Brasil e Argentina, pelas eliminatórias, foi suspenso EFE/Sebastião Moreira

Mas é evidente que os argentinos só fizeram essa papelão pelo fato que tiveram algum aval para isso. Como cravou Pedro Ivo Almeida, comentarista dos canais ESPN, havia um acordo entre CBF, Fifa e governo federal para que os argentinos que jogam na Inglaterra pudessem jogar.

A própria CBF, em nota publicada após o papelão,se disse "decepcionada" com os acontecimentos de Itaquera.

O mais fácil nesse vexame histórico é culpar a soberba argentina. Neste caso, realmente ela existe. Mas o que aconteceu neste domingo é algo muito maior, que equivale Brasil e Argentina na mediocridade e na mentira.

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A barriga de Neymar cresceu pelos 'haters', mas só apareceu pela infantilidade do craque

Paulo Cobos
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Neymar vinha jogando muito, mas muito mesmo, pela seleção. Mas bastou uma atuação ruim contra o Chile para o melhor jogador da seleção brasileira voltar a ser detonado pelos seus milhares de "haters". 

E como tudo para o camisa 10 é exagerado, o assunto principal da semana virou sua suposta má forma física.

Não importa que ele acabe de ter voltado das férias. Os fiscais da boa forma física alheia viram ele muito acima do peso, e logo partiram para os ataques que falta profissionalismo para Neymar.

E tome comparações descabidas com Cristiano Ronaldo e seu corpo sempre esbelto.

Neymar sem camisa durante treino da seleção
Neymar sem camisa durante treino da seleção Lucas Figueiredo/CBF

Pura bobagem. Se um jogador de futebol não pode chutar o balde no que come e bebe nas férias, estamos criando verdadeiros robôs.

Neymar teve várias contusões, mas nunca pode ter sido acusado de falta de preparo.

Verdade que ele mostrou falta de mobilidade contra o Chile, o que é totalmente natural para quem está voltando ao trabalho que exige do corpo depois de quase 30 dias de descanso.

A tal barriga de Neymar era muito mais uma questão de seus "haters" do que um real problema.

Mas o craque que teima em não crescer transformou o assunto em uma bola de neve.

Primeiro, foi para uma rede social logo após o jogo contra o Chile para colocar a culpa na camisa por sua imagens na partida: "Camisa era G. Próximo jogo peço M".

Neste sábado, em treino na arena corintiana, Neymar resolveu postar uma foto mostrando sua barriga no melhor estilo tanquinho e ironizando os críticos

A barriga de Neymar era só um problema na cabeça de quem sempre prefere criticá-lo. Pela sua infantilidade, virou o principal assunto da seleção brasileira antes do jogo contra a Argentina. Tite agradece.

 





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Chegou no ponto 'se Brasil ganhar Copa, será apesar dele'; não vale a pena para Tite seguir na seleção

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nos seus últimos meses no Flamengo, Rogério Ceni claramente havia perdido uma batalha: a pela conquista dos torcedores do rubro-negro. Quando ele acertava, nada de elogios. Quando errava e o time tropeçava ou jogava mal, era massacrado.

Quando foi campeão brasileiro pelo clube da Gávea, muita gente soltou o "ganhou, apesar de Rogério Ceni".

Um colega de profissão chegou no mesmo ponto de Ceni, que apostou que poderia mudar o jogo e acabou demitido durante a madrugada pela diretoria flamenguista.

Tite claramente perdeu a tal narrativa para ter o mínimo de paz no comando da seleção brasileira.

Tite comandando a seleção brasileira pelas eliminatórias
Tite comandando a seleção brasileira pelas eliminatórias Lucas Figueiredo/CBF

Basta ver a repercussão após a magra vitória sobre o Chile, fora de casa, pelas eliminatórias sul-americanas nesta quinta-feira.

Nas redes sociais ou nos comentários de críticos na televisão, no rádio, em sites e jornais, Tite é desenhando como retranqueiro, covarde, sem repertório, um banana no trato com Neymar.

Não importa que a seleção lidere com 100% de aproveitamento as eliminatórias. E que na sua primeira metade no comando do time, até a queda na Copa da Rússia, o Brasil jogou seu melhor futebol em muito tempo.

Tite merece críticas, sem dúvida. Algumas são absolutamente justas, como a falha grave na relação com Neymar e a indicação do filho para ser seu auxiliar.

Outras passam muito do limite, como a tal aptidão para a retranca. 

Estar no comando da seleção brasileira é o ápice para um treinador. Imagino o quanto deve ser difícil ter esse cargo e simplesmente resolver abrir mão dele. 

Mas Tite deve considerar mesmo se vale a pena seguir no comando da equipe, ainda mais com o caos que é a CBF hoje.

Tite pode até ganhar a Copa do Mundo. Mas vai ouvir muitas vezes o "apesar dele". E ele não tem o perfil de Zagallo para mandar um "vão ter que me engolir".

Everton Ribeiro decide, Brasil vence Chile e quebra recorde nas Eliminatórias; veja o gol


         
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A dívida que ameaça existência de Botafogo e Vasco dá pena dos credores; a do Cruzeiro, raiva

Paulo Cobos
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Nos últimos dias, três dos maiores gigantes do futebol brasileiro, Botafogo, Cruzeiro e Vasco, receberam um ultimato em decisões da Justiça que  até podem "decretar o encerramento das atividades", como divulgou a diretoria vascaína em nota oficial.

Primeiro, o Vasco recebeu uma execução de dívidas trabalhistas de R$ 93,5 milhões, o que gerou a nota apocalíptica sobre sua existência. Só nesta quarta-feira o clube conseguiu suspender a decisão judicial. Mas um dia essa conta vai chegar. 

O Botafogo seguiu o mesmo roteiro: foi condenado a pagar também quase R$ 100 milhões em débitos trabalhistas, mas conseguiu suspender temporariamente a cobrança.

Mais dramática foi a decisão judicial que condenou o Cruzeiro a pagar R$ 330 milhões em 15 dias aos empresários que contrataram o zagueiro Dedé e que se dizem lesados pelo clube rescindir o contrato do jogador sem nada receber.

Dedé em entrevista coletiva no Cruzeiro
Dedé em entrevista coletiva no Cruzeiro Vinnicius Silva/Cruzeiro

Decisão judicial se cumpre. 

Mas é impossível não ter sentimentos diferentes sobre essas condenações milionárias sofridas por Botafogo, Cruzeiro e Vasco.

Em relação aos clubes cariocas, tenho pena dos credores.

Na montanha de dinheiro que Botafogo e Vasco devem em ações trabalhistas, não estão apenas jogadores com salários de vários dígitos (e estes têm todo direito de acionar os clubes pelo que não receberam).

Na penúria, os dois clubes deixaram também de pagar funcionários com salários modestos, como porteiros e faxineiros.

Triste saber que muitos devem passar dificuldades por cartolas irresponsáveis que levaram esse clubes à bancarrota.

Bem diferente é o sentimento em relação à notícia que o Cruzeiro precisa pagar R$ 330 milhões para empresários.

Não duvido que realmente eles tenham direito a receber dinheiro. Se existe um contrato, ele deve ser cumprido.

Mas é revoltante saber que o clube mineiro, com a administração que o colocou na maior crise de um grande clube brasileiro na história, tenha que pagar o que fatura hoje em quase três anos para um grupo de empresários já muito ricos.

A Justiça é para todos: faxineiros, porteiros, empresários.

Botafogo, Cruzeiro e Vasco não podem acabar. Vou chorar, mas apoiar, que os cariocas sigam no ostracismo em troca de pagar todas suas dívidas trabalhistas, do porteiro do clube ao grande craque.

Não vou lamentar se o Cruzeiro fechar por ter que pagar R$ 330 milhões para empresários.



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Dívida parcelada 'a perder de vista' ou rua: São Paulo tem um 'case' de fracasso na relação com Daniel Alves

Paulo Cobos
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O São Paulo teve agora uma ideia para resolver a dívida milionária que tem com Daniel Alves.

Em entrevista aos jornalistas Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi, o diretor de futebol do clube, Carlos Belmonte, detalhou o plano.

Segundo o dirigente, o clube vai fazer uma proposta para parcela a dívida. 

''Muito mais do Daniel continuar ou sair, nossa vontade é que chegue a um acordo para que todo mundo se sinta confortável. Se o acordo for para o Daniel continuar, com parcelamento da dívida e ele fique satisfeito, ótimo. Se não tiver acordo, porque nossa proposta não agradou e vamos ter que liberar o Daniel para seguir outro caminho, tudo bem também. O que não dá, e isso é o principal, é ficar uma coisa em aberto. Tem que tratar e resolver logo, de um jeito ou de outro'', afirmou Belmonte. 

Aposto que tudo o que o São Paulo quer é que Daniel Alves recuse o parcelamento e deixe o Morumbi.

Daniel Alves em treino do São Paulo
Daniel Alves em treino do São Paulo São Paulo

O São Paulo construiu com Daniel Alves um "case" de fracasso absoluto na relação com um jogador estrelado no futebol.

Começando pelos termos da sua contratação.

O clube fez um acordo que simplesmente não tinha condições de pagar. Exagerou na expectativa que contratos publicitários poderiam bancar a conta.

Daniel Alves chegou para jogar onde ele achasse melhor, não na posição que o consagrou: a lateral direita.

Ganhou a camisa 10, um status de intocável. O direito de opinar quem deveria ser o treinador do clube.

Quando a dívida com ele começou a virar uma bola de neve, a coisa piorou.

O ápice chegou na sua liberação para a Olimpíada, mesmo com o clube sem a obrigação de fazer isso. E o São Paulo ganhou de volta uma humilhação mundial, com o jogador apontando o clube como caloteiro e ingrato.

E tudo isso com silêncio da diretoria são-paulina.

Daniel Alves cansou de errar nos dois anos que está no São Paulo. Mas é fato: o clube, em um misto de covardia e incompetência, errou muito mais na sua relação com ele.


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Já foi loucura, hoje faz muito sentido: você trocaria a seleção brasileira pela portuguesa?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Matheus Nunes nasceu no Rio de Janeiro há 23 anos. Com 12 anos, se mudou para a família com Portugal. Virou jogador de futebol profissional e hoje defende o Sporting, o último campeão português.

Na semana passada, foi convocado por Tite para a seleção brasileira em uma emergência pela recusa dos clubes ingleses de liberarem seus atletas.

Não vai se apresentar. A justificativa oficial é que a convocação foi feita fora do prazo. Mas a imprensa portuguesa crava que o motivo é outro: Matheus Nunes preferiu jogar pela seleção portuguesa e já será chamado pelo técnico Fernando Santos em outubro.

Matheus Nunes em ação pelo Sporting
Matheus Nunes em ação pelo Sporting Getty Images

Há alguns anos, um jogador de futebol seria chamado de lunático se preferisse jogar por Portugal com a chance de defender o único país pentacampeão mundial de seleções.

Hoje, faz sentido a decisão tomada por Matheus Nunes.

Quando o ranking da Fifa foi lançado, em 1992, o Brasil era o 3o colocado. Portugal apenas o 33o. 

Hoje, a seleção brasileira aparece em 2o lugar. O time português não fica longe: oitavo colocado.

Segundo o Transfermarkt, site especializado na avaliação do valor de jogadores, existem hoje no mundo 26 atletas que custam pelo menos 75 milhões de euros. São dois brasileiros: Neymar e Marquinhos. E três portugueses: Bruno Fernandes, João Félix e Rúben Dias.

Jogar por Portugal significa disputar um calendário de seleções mais racional e com competições, fora  Copa do Mundo, muito mais interessantes: basta comparar a Copa América com a Eurocopa.

Por fim, eu desconfiaria de técnico da seleção brasileira que chama um jogador muito mais por evitar que ele possa jogar por outra seleção do que por convicção, como parece acontecer com Tite no caso de Matheus Nunes e com Diego Costa nos tempos de Felipão.

OK. Qualquer um pode dizer que na hora de jogar por seleções, o que importa é o amor à pátria, e que pouco importa quem oferece o melhor pacote técnico. Messi está aí como exemplo: se tivesse preferido a Espanha de Xavi e Iniesta teria sido campeão mundial e europeu.

Respeito muito esse argumento. Mas sinto. O mundo do esporte mudou. Futebol de seleções também virou um assunto profissional.

E, profissionalmente, faz todo sentido jogar pela seleção portuguesa e deixar o Brasil de lado.

Matheus Nunes, do Sporting, é convocado por Tite para a seleção brasileira; veja como ele joga


         
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Já foi loucura, hoje faz muito sentido: você trocaria a seleção brasileira pela portuguesa?

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Corinthians estrelado é mais barato? Se é verdade, é caso de banir responsáveis pelo time da mediocridade

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Corinthians de três meses atrás era de uma mediocridade absoluta. Um time que acumulava eliminações, jogava um futebol indigente e não dava esperança alguma para seu torcedor.

Hoje, tudo mudou. O clube, em um passe mágica, tem agora uma constelação de novos astros: Giuliano, Renato Augusto, Roger Guedes e Willian (este ainda não oficializado).

Willian no Corinthians! Veja como meia brilhou na Premier League com finalizações 'no capricho'

Seria natural achar que o time estrelado seria mais caro que o da mediocridade. Mas não é o que diz a diretoria do clube.

O Corinthians diz que o novo elenco vai custar, em salários, entre R$ 10 milhões e R$ 11 milhões.

Até o final do ano passado, o clube gastava R$ 14,6 milhões por mês, número que rivalizava com o investimento dos bicho papões Flamengo e Palmeiras.

Não tenho argumentos para duvidar do discurso da diretoria do Corinthians. Vou acreditar que um elenco com Renato Augusto, Willian, Roger Guedes e Giuliano é mais barato do que tinha  Sornoza, Cazares, Otero e Sidcley.

Mas, sempre acreditando na boa fé da atual diretoria, não dá perdoar quem montou o elenco corintiano anterior.

O clube deveria banir de suas dependências quem montou um elenco inchado, ruim e caro.

Difícil vai ser decidir o que fazer com Duílio Monteiro Alves. O presidente que agora contrata bem e "gasta menos" era o diretor de futebol que trazia jogadores ruins e caros.

Willian nos tempos de Chelsea
Willian nos tempos de Chelsea Bryn Lennon/Getty Images
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Felicidade por estar no melhor time do mundo ou pela chance de jogar no maior clube do mundo? Mbappé e seu dilema entre PSG e Real

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A expectativa era toda pela estreia de Messi. Mas quem ficou com todos os holofotes no primeiro jogo do craque argentino pelo PSG foi Mbappé.

Não só pelos dois gols que marcou na vitória do clube de Paris sobre o Reims. Mas principalmente pela forma como comemorou.

Depois de balançar as redes, Mbappé parecia exalar felicidade, seja pelo sorriso ou pela euforia que abraçou os companheiros.

Mbappé em aquecimento antes de PSG x Reims
Mbappé em aquecimento antes de PSG x Reims FRANCK FIFE / Getty Images

Difícil saber o motivo da felicidade do craque que está perto de tomar a decisão mais difícil da sua carreira.

Mbappé tem todos os motivos para sorrir pela chance de estar hoje no melhor do time do mundo. Nenhum clube tem hoje um elenco com estrelas tão cintilantes como o PSG. E também com a turma de coadjuvantes mais sólida do planeta.

Mas o craque francês pode ter outra razão pela felicidade mostrada neste domingo. Imagine se despedir do clube de seu país natal com uma exibição de gala e sabendo que terá a chance agora de jogar no maior clube do mundo (caso o Real consiga convencer o PSG a aceitar sua oferta pelo camisa 7).

Poucas vezes foi tão difícil para um jogador de ponta escolher qual clube defender como Mbappé precisa fazer agora (ou daqui a um ano, quando não terá mais contrato com o PSG).

O PSG é sim a maior chance de ganhar a Champions. E também o clube que pode jogar o melhor futebol do mundo. 

Mas não mudei de opinião. Mbappé tem mais a ganhar sendo o dono do Real Madrid

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Dia de fúria: a tentação de sempre detonar o 'marrento' Gabigol e absolver o 'bacanudo' Richarlison

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Separados por milhares de quilômetros, dois atacantes da seleção brasileiro que esbanjam carisma tiveram uma espécie de dia de fúria.

Em Santos, no clube que foi revelado e na cidade que adotou, Gabigol foi xingado e bateu boca com santistas que não deveriam estar nas arquibancadas. Respondeu com três gols, provocando também e comemorando batendo com a mão no escudo do Flamengo.

"Mexeram com a pessoa errada", falou depois do jogo.

Richarlison discute com companheiros durante jogo entre Everton e Brighton
Richarlison discute com companheiros durante jogo entre Everton e Brighton GLYN KIRK/AFP via Getty Images

Na Inglaterra, foi a vez de Richarlison ter um dia de fúria.

Como se fosse o dono da bola, quis de qualquer forma bater um pênalti na vitória do seu Everton sobre o Brighton, mesmo não sendo o primeiro cobrador da equipe.

Discutiu com os companheiros de forma infantil e foi advertido publicamente pelo treinador.

Para quem nunca jogou futebol profissional, como eu e a maioria esmagadora das pessoas, é difícil entender como um jogador toma decisões e reage a situações vividas como Gabigol e Richarlison neste sábado.

Caímos então na tentação de condenar o "marrento" Gabigol e absorver o "bacanudo" Richarlison.

Nada mais perigoso.

Gabigol tem um histórico de chiliques injustificáveis, mas entendo a reação que teve ao ser provocado na Vila Belmiro.

Richarlison é o jogador brasileiro mais encantador fora de campo hoje. Mas pisou feio na bola ao se mostrar um garoto mimado por querer fazer um gol de pênalti contra um time pequeno na terceira rodada de um campeonato.

Ninguém erra sempre, como muita gente acredita que Gabigol faz em termos disciplinares. E também ninguém sempre acerta, como Richarlison.

Jogadores de futebol são humanos.  Podem errar, podem acertar. Bobagem querer colocar um carimbo eterno neles.

Gabigol diz que ainda mora em Santos, relembra história no clube e explica entrevero


         
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Muitos gols e (quase) mais nada: Cristiano Ronaldo na Juventus foi uma decepção com final melancólico

Paulo Cobos
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Cristiano Ronaldo deixou saudades no Sporting, no Manchester United, no Real Madrid. Duvido que o torcedor da Juventus vai ter o mesmo sentimento em relação ao craque português.

Sua chegada tinha um objetivo claro: fazer da Juventus campeã da Europa.

Isso nem de perto aconteceu. 

Nas três edições disputadas da Champions com Ronaldo em campo,  o time de Turim nunca passou das quartas de final. E em todas foi eliminado por clubes que não são hoje do primeiro time do futebol europeu: Ajax, Lyon e Porto.

Cristiano Ronaldo lamenta em partida da Juventus
Cristiano Ronaldo lamenta em partida da Juventus Getty Images

Até no Campeonato Italiano a Juventus perdeu terreno na última temporada com o craque português: na edição 2020/2021, a equipe acabou 13 pontos atrás da campeã Inter de Milão e sofreu para ganhar uma vaga na Champions.

Cristiano Ronaldo também não transformou a Juventus em um clube mais rico. Depois da euforia inicial, há três anos, as ações da equipe negociadas na bolsa de valores despencaram, valendo praticamente a metade do que custavam em 2018.

Nesta sexta-feira, quando deve ser decretada sua transferência para um dos times de Manchester, as ações da Juventus até subiam quase 1%.

O português vai embora com uma montanha de gols com a gloriosa camisa da Juventus: foram 101 em 134 jogos.

No United e no Real, Ronaldo também se cansou de fazer gols. Só que ganhou muitos títulos importantes. E transformou esses clubes. Duas coisas que nem de perto ele conseguiu na Juventus.

Cristiano Ronaldo falou com Guardiola: João Castelo-Branco diz quais ainda são os entraves entre City e Juventus

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Grêmio de 2021 é um 'fracasso': Felipão pode dividir a culpa com Renato Gaúcho, Tiago Nunes e jogadores medalhões

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Luiz Felipe Scolari assumiu a culpa pelo "fracasso" do Grêmio no primeiro jogo das quartas-de-final contra o Flamengo pela Copa do Brasil. Parabéns pela dignidade de assumir a responsabilidade que falta para tantos colegas de profissão após derrotas vergonhosas.

E, se serve de alento, Felipão pode ter certeza que ele não é o único culpado pelo fracasso absoluto que o Grêmio é em 2021 (para o time que tem, ganhar o Gaúcho não tem nada de heroico).

O Grêmio é a maior decepção do futebol brasileiro na temporada. E com a assinatura de muita gente.

Começando por Renato Gaúcho, que agora virou carrasco. Foi sob o comando do treinador e com uma preparação frouxa  que o clube foi eliminado na pré-Libertadores pelo Independente del Valle, resultado que arruinou o planejamento de um time que investiu em um projeto ambicioso.

Renato e Felipão conversam antes de jogo
Renato e Felipão conversam antes de jogo RODRIGO GAZZANEL / RM SPORTS IMAGES/Gaze

Renato perdeu o emprego e foi substituído por Tiago Nunes, que até começou bem ganhando o Gaúcho.  Mas, assim como havia feito no Corinthians, foi perdendo o controle do vestiário e acabou demitido com o time na zona de rebaixamento do Brasileiro.

Felipão chegou, e antes da derrota por 4 a 0 que  praticamente eliminou o Grêmio da Copa do Brasil, fez campanha irregular no Brasileiro, e o clube segue no Z-4.

Mas seria muito fácil culpar apenas os treinadores pelo fracasso gremista.

 Rafinha e Douglas Costa, medalhões contratados a peso de ouro, até agora não justificaram o investimento. Veteranos de muito tempo de clube parecem acomodados como nunca.

O fracasso não é só de Felipão.

Copa do Brasil: Flamengo atropela Grêmio por 4 a 0 e encaminha vaga na semifinal; VEJA os gols!

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Grêmio de 2021 é um 'fracasso': Felipão pode dividir a culpa com Renato Gaúcho, Tiago Nunes e jogadores medalhões

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Crespo x Vojvoda e Renato x Felipão (ou Jorge Jesus): tem algo errado quando os maiores duelos do futebol são entre técnicos

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em 48 horas, entrevistas e a agenda de jogos da Copa do Brasil mostram que tem algo muito errado com o futebol brasileiro.

É certo que no esporte mais popular do planeta a figura do treinador é endeusada muito mais do que em outras modalidades. Até para quem gosta de NBA é difícil lembrar quem eram os treinadores de Milwaukee Bucks e Phoenix Suns, os finalistas da última temporada.

Mas, no Brasil, o que parece importar mais é o duelo entre os técnicos: em campo (o que até faz sentido) ou, muito pior, fora dele.

Jorge Jesus e Renato Gaúcho rivalizaram em 2019
Jorge Jesus e Renato Gaúcho rivalizaram em 2019 Getty Images

O grande assunto da terça-feira foi a entrevista do exagerado Jorge Jesus após jogo do Benfica na Champions.  Ele afirmou que Renato Gaúcho, outro exagerado e que cansou de provocar o português em 2019, "nunca fará" uma história como a dele no Flamengo. 

O mesmo Renato é o personagem principal do confronto entre Grêmio x Flamengo pelas quartas de final da Copa do Brasil. Será o reencontro dele com com o clube onde é mais ídolo, como jogador e treinador.

De quebra, fará um duelo com Luiz Felipe Scolari, outro ídolo imortal gremista.

Na série entre São Paulo x Fortaleza, o que mais gera debate é o duelo entre os técnicos argentinos Vojvoda e Crespo.

Nada contra os treinadores também serem protagonistas. Claro que eles deixam os jogos mais saborosos por suas rivalidades pessoais.

Mas é de doer que o sujeito que fica na beira do campo gritando e reclamando da arbitragem tenha mais holofotes dos jogadores que estão dentro de campo.

Reencontro de Renato, técnicos 'copeiros', estreia e mais: Grêmio e Flamengo se enfrentam pela Copa do Brasil


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Futebol brasileiro não é o melhor do mundo, mas Flamengo é, disparado, a melhor opção para David Luiz

Paulo Cobos
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Casagrande pediu para David Luiz pensar bem em uma eventual volta ao futebol brasileiro para jogar no Flamengo. Marcos Braz, o todo poderoso homem forte de futebol do clube carioca, retrucou.

Não vou entrar na discussão se jogar no futebol brasileiro é um acerto ou erro.

Mas afirmo sem um pingo de dúvida: nesse estágio da carreira, não existe melhor lugar no mundo para David Luiz que o Flamengo.

David Luiz em ação durante treino no Arsenal
David Luiz em ação durante treino no Arsenal Getty Images

David Luiz já passou do tempo de jogar em gigantes europeus que jogam pelo título da Champions.

Jorge Jesus está aí para dizer que defender o Benfica é sonhar no máximo com o título do Português. Muito melhor jogar no Flamengo e saber que o céu é o limite em termos de América do Sul.

Se ainda sonha em voltar à seleção brasileira, David Luiz seria tolo de trocar a oportunidade de jogar pelo Flamengo por um clube na Turquia. Duvido que Tite vai olhar para o que acontece no Campeonato Turco. E, aqui no Brasil, convoca Daniel Alves, que está longe de bilhar no São Paulo.

David Luiz pode até ganhar mais dinheiro em um clube europeu, mas o Flamengo paga muito bem, e em dia.

Por fim, existe uma coisa que não dá para ser medida.

David Luiz é um jogador passional. Parece que suas deficiências desaparecem quando é abraçado. Nada melhor do que ser abraçado pela maior torcida do Brasil, que dá sinais claros que quer sua contratação.

Se quer um final de carreira glorioso, o Flamengo é o melhor lugar do mundo para David Luiz.

Marcos Braz diz que Flamengo disputa quatro campeonatos e ironiza CBF: 'Aqui não para na Data Fifa'



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Problema do Corinthians não é gastar o que não tem em Renato Augusto e sim no exército de 'Cafús' que arruinaram o clube

Paulo Cobos
Paulo Cobos

É cada vez mais evidente. O Corinthians mudou de patamar com a chegada de reforços como Renato Augusto e Giuliano. O time que tinha pesadelos com o rebaixamento no Brasileiro agora já é forte candidato para ganhar uma vaga na fase de grupos da Libertadores.

A ressurreição corintiana gera um debate. Um clube que atrasa salários, deixa os jogadores da base sem receber por 3 meses e não paga tantas contas pode se dar ao luxo de contratar atletas que ganham muito dinheiro?

A resposta não é fácil.

Jonathan Cafú ao lado de Gil em treino no Corinthians
Jonathan Cafú ao lado de Gil em treino no Corinthians Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Se antes cair para a Série B era um pesadelo muito mais esportivo, ele agora é um desastre financeiro com a mudança nos critérios de distribuição do dinheiro da TV. O Cruzeiro está aí para provar o quanto voltar para  elite é difícil com o cofre vazio.

Assim, investir em bons, e caros jogadores, pode ser muito mais solução do que um problema. Com eles, o clube pode conquistar prêmios, ganhar mais patrocínios e ver dinheiro entrar no caixa para pagar suas dívidas.

Mas a questão corintiana é outra.

Se existe debate se o time poderia ou não contratar Renato Augusto na sua situação financeira, ninguém pode discutir o motivo que levou o clube para a ruína financeira.

O Corinthians virou um balcão de negócios vergonhoso nos últimos anos. Contratações milionárias de jogadores que não valiam isso, como o chileno Araos, o uruguaio Bruno Méndez e o brasileiro Luan.

Buscar jogadores do Fluminense com frequência para logo depois emprestá-los.

Dar um contrato de 3 anos para um jogador como o atacante Jonathan Cafú com quase 30 anos de idade. E vê-lo sair depois de 3 jogos e míseros 103 minutos com a camisa do clube.

O Corinthians se estrepou com seu exército de "Cafús". Que volte a ser respeitado com um Renato Augusto.

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