Para o bem do próprio Neymar: por que bilionários do PSG devem endurecer ao máximo venda do craque para o Barcelona

Paulo Cobos
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Neymar não sabe ouvir um não (ou talvez ainda não tenha aparecido alguém que tenha dito um a ele). Pode ser o PSG, e seus bilionários donos árabes, que irão enfim fazer isso. Como não é um "clube vendedor", o time francês deve, para o bem do próprio craque brasileiro, endurecer ao máximo a negociação com o Barcelona.

Com um trunfo na mão, ao contrário da Espanha na França não existe multa rescisória, o PSG não precisa se curvas aos caprichos de Neymar e seu pai. Se o camisa 10 não aparecer para treinar desejando uma guerra em que o clube fique obrigado a vendê-lo, o time de Paris pode fazer como Rabbiot e deixá-lo afastado sem jogar.

Dinheiro não é problema para quem tem centenas de milhões de euros do Catar. Assim, o PSG também pode se dar ao luxo de só fazer negócio com o Barcelona nos termos financeiro que desejar, mesmo sabendo que Neymar não vale hoje os 222 milhões de euros que pagou ao Barcelona há apenas dois anos.

Neymar e seu pai em evento do Instituto Neymar Jr
Neymar e seu pai em evento do Instituto Neymar Jr MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/Getty Images

Aos 27 anos, ainda é hora de Neymar aprender que não se troca de camisa com essa velocidade. E que não pode colocar seus "compromissos comerciais e institucionais" acima dos compromissos do clube que o emprega e lhe paga uma verdadeira fortuna.

Seria didático para ele que o PSG o ensinasse, pena que na marra, essas coisas.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Tevez, Riquelme, vexame, freguês do River e agora vaga em Mundial por 'convite': o ano que o Boca foi pequeno

Paulo Cobos
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Nenhum clube da América é tão grande como o Boca Juniors. Poucos times da América tiveram tantas atitudes pequenas como o Boca em 2019. Tanto pelo que aconteceu em campo, e principalmente fora dele, o clube da Bombonera faz uma temporada para se esquecer.

Começou com a insistência em querer mudar o resultado da Libertadores de 2018 no tapetão na Suíça. É fato que o time foi vítima da odiosa emboscada da torcida do River. Mas também é fato que o título foi decidido depois em campo, e o River levou a melhor em Madri.

Nos gramados, ainda passou vexame histórico ao ser eliminado pelo modesto Almagro, da segunda divisão, na Copa Argentina. E um novo fracasso diante do maior rival River nas semifinais da Libertadores 2019.

E ainda tem uma relação algo estranha com seus maiores ídolos dos últimos 20 anos. Tevez terá seu contrato encerrado no final deste ano. Depois de passar boa parte do ano esquecido na reserva, ele já recebeu sinais claros de situação e oposição que o clube não deseja mais seus serviços. Jeito nada elegante de acabar a relação.

Ao blog irrita ainda mais o que acontece com Riquelme. Ele virou protagonista da eleição do novo presidente do Boca. Ora ele é ligado à situação, ora está com a oposição. E ainda afirmou que poderia ser até presidente em caso de uma pacificação nada provável de acontecer no clube.


         
     

Mas o capítulo mais triste do Boca Junior em 2019 aconteceu nesta semana. Sem vergonha nenhuma, o clube diz abertamente que merece jogar o novo Mundial de clubes, em 2021, por convite. Admite que seu presidente foi à Fifa pedir um lugar na base da 'carteirada'.

Se conseguir, será nos dias que durar a competição, que será realizada na China, menor que o modesto Independiente del Valle, que deve ganhar sua vaga dentro de campo, depois de ter conquistado a Copa Sul-Americana.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Um outro futebol: primeiro técnico campeão da Libertadores pelo Flamengo ganhava 2% do salário de Jesus

Paulo Cobos
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O Flamengo pode ser campeão da Libertadores 38 anos depois do seu primeiro e único título da competição, em 1981. Quase quatro décadas de intervalo. E o salário dos treinadores das duas equipes mostra o quanto o futebol virou um negócio milionário.

Paulo César Carpegiani foi o técnico do título de 1981. Até o meio daquela temporada, ele era jogador do clube. Ao assumir o comando técnico, segundo informações do jornal 'O Globo' da época, ele teve um aumento de 72 mil cruzeiros no seu salário mensal, que chegou então aos 380 mil cruzeiros, a moeda brasileira naquele tempo.

Atualizado pelo INPC, um dos índices oficiais de inflação do país, o salário de Carpegiani ao ser campeão sul-americano era hoje o equivalente a R$ 31.586, uma fração de apenas 2% do que recebe a cada 30 dias hoje Jorge Jesus, por volta de R$ 1,533 milhão.


Mas o treinador gaúcho tem uma vantagem em relação ao português. Segundo o jornal português 'A Bola', o Flamengo já fez uma oferta de um novo contrato para Jesus, com salário que seria de R$ 2,2 milhões, o que significaria um reajuste de menos de 50%.

Também segundo 'O Globo', Carpegian recebeu um novo contrato ao ganhar a Libertadores e logo depois o Mundial de Clubes. Depois de uma negociação longa, o Flamengo aceitou aumentar a oferta inicial de 800 mil cruzeiro para 900 mil, hoje o equivalente a R$ 57,271 mil, um aumento superior a 80%. Nada mal, mas ainda assim menos de 3% do possível novo contrato de Jesus.



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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São Paulo tem agora 30 campeonatos disputados sem uma taça, a maioria deles com Leco no comando

Paulo Cobos
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O São Paulo vai fechar uma temporada sem um título pelo sétimo ano seguido. Desde 2012, quando venceu a Sul-Americana, o clube quer era sinônimo de sucesso no futebol brasileiro não dá uma volta olímpica. E não faltaram oportunidades.

Numa época em que o calendário é mais inchado de competições, a fila são-paulina é de agora 30 torneios disputados sem um título. São sete Brasileiros, seis Copas do Brasil, quatro Libertadores, quatro Sul-Americanas, uma Recopa, uma Suruga e sete edições do Paulista.

Na seca, o clube teve três presidentes: Juvenal Juvêncio até abril de 2014, Carlos Miguel Aidar entre abril de 2014 e outubro de 2015 e Leco há mais de quatro anos. 

E está na conta de Leco o maior número de fracassos. Com ele, o São Paulo acumula 18 campeonatos sem uma volta olímpica.  Com ele,  o clube do Morumbi teve nove treinadores e mais seis períodos com interinos.

Se não tem o mesmo dinheiro para investir que Palmeiras e Flamengo, o São Paulo está longe de ser um "coitado" no mercado, investindo pesado em veteranos que custam muito dinheiro, como Pato, Hernânes e Daniel Alves.

Primeiro presidente remunerado pela mudança no estatuto do São Paulo, Leco tem mandato até o final de 2020. Terá pelo menos mais quatro chances de enfim ser campeão no último ano de seu mandato. Vai conseguir?


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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1.489 x 0: o placar que mostra a coragem de Jesus no Flamengo que falta ao Palmeiras na era Crefisa

Paulo Cobos
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O Flamengo sofria para furar a retranca do Botafogo nesta quinta-feira, no Engenhão. Aos 31 minutos do 2º tempo, Jorge Jesus resolveu sacar Vitinho. No banco, ele tinha veteranos badalados como Diego e Berrío. Mas resolveu optar por um garoto de 18 anos que não jogava há meses por contusão.

Lincoln foi o escolhido. Entrou e decidiu o jogo que manteve o Flamengo folgado na liderança do Brasileiro. Se fosse no Palmeiras, provavelmente isso não aconteceria.

Os dois melhores clubes do Brasil têm uma diferença. Ambos contam com elencos estrelados e caros. Mas no time da Gávea, Jorge Jesus tem a coragem para usar garotos da base que falta aos treinadores do Palmeiras desde que o clube, impulsionado pelos milhões do patrocínio da Crefisa, vai sempre ao mercado para formar seu elenco.

Pelos número do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, Jesus escalou 9 jogadores formados pelo clube em jogos do Brasileiro desde sua estreia, em julho.  Entre eles, Reinier, Lucas Silva, Vitor Gabriel, Lincoln e Vinícius Souza. Juntos, eles somam 1.489 minutos em campo.

Lincoln
Lincoln divulgação

No mesmo período, o Palmeiras nunca escalou um jogador formado na sua base e que não saiu do clube (Victor Luis começou lá, até jogou bastante em 2014, mas só teve chances de fato após boas passagens por empréstimo por Ceará e Botafogo). 

Isso mesmo: Felipão e Mano não deram chance alguma aos garotos palmeirenses. E eles estão longe de serem ruins. O clube é hoje um dos mais vitoriosos nas categorias de base do Brasil.

Vende muitos garotos por milhões para bancar os salários de medalhões. Enquanto o Flamengo peitou a CBF para vetar a ida de Reinier para o Mundial sub-17, o Palmeiras nunca pensou em dar uma chance no time principal para Gabriel Veron, o garoto alviverde que brilha na mesma seleção sub-17.

No Palmeiras, a aposta é recorrer a Lucas Lima e ignorar o futuro.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Bola, caráter, carisma; 5 motivos para uma campanha que deveria unir flamenguistas e antiflamenguistas: 'Fica Jesus'

Paulo Cobos
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Jorge Jesus não gostou de matéria publicada por jornal português, revela Nicola

A manchete na capa de um jornal português ligou o alerta. Jorge Jesus, virtual campeão brasileiro com o Flamengo, estaria disposto a voltar para sua terra natal. Pode ser apenas notícia para vender jornal. Mas se ele realmente pensa nisso, flamenguistas e antiflamenguistas deveriam se unir em uma campanha: 'Fica Jesus'.

Não faltam motivos para querer que o veterano treinador de 65 anos continue no Brasil. O blog lista aqui cinco. Veja:

UM TIME QUE JOGA BOLA
Sim. O Flamengo tem disparado o time com mais bons jogadores no Brasil. Mas o grosso desse elenco já estava nas mãos de Abel Braga e o time da Gávea jogava um futebol tão medíocre como o praticado pelos grandes paulistas. E no caso dos comandados de Jesus não são apenas estatísticas em busca deste ou daquele recorde. Seu Flamengo faz muitos gols, sufoca o adversário e enche os olhos.

UM CARA QUE FALOU VERDADES PARA A CBF
Nenhum treinador brasileiro teve a mesma coragem de bater na CBF com suas convocações que tiram jogadores dos clubes para amistosos esdrúxulos da seleção brasileira a milhares de quilômetros de distância contra rivais inexpressivos. Jesus fez isto ao perder Gabibol e Rodrigo Caio. E fez com todas as letras: afirmando que a confederação se preocupa apenas em ganhar dinheiro e põe o principal campeonato do país em segundo plano.

Jorge Jesus
Jorge Jesus Getty Images

AS MELHORES ENTREVISTAS
Quando a bola para nos jogos do Flamengo, a diversão continua. As coletivas pós partidas de Jorge Jesus são imperdíveis, até quando os repórteres exageram na docilidade nas questões para o "Mister". Ele é capaz de em segundos de passar de críticas pesadas ao VAR aos mais exagerados elogios ao nível do futebol brasileiro. Com seu sotaque se faz entender com palavras diretas que fogem da enrolação da maioria dos treinadores brasileiro.

A RIVALIDADE COM RENATO GAÚCHO
Não chega a ser um Mourinho x Guardiola, mas é o que temos mais perto disto no Brasil em muito tempo. Como Jesus, Renato Gaúcho também é um baita técnico e bom com as palavras. E o duelo verbal dos dois completa a rivalidade que Flamengo e Grêmio têm dentro de campo por serem os melhores times do país hoje. E que promete esquentar ainda mais nesta quarta-feira, quando decidem uma vaga na final da Libertadores.

EM 4 MESES, ELE ENTENDEU COMO POUCOS O QUE É O FLAMENGO
Tem treinador que é carioca, passou a vida perto do Flamengo e nunca teve a compreensão do que que é o clube como Jesus conseguiu em apenas quatro meses. Ele sabe como o torcedor gosta que o time jogue. Percebeu rápido que o Flamengo é mesmo o único time nacional do Brasil. Consegue fazer com que jogadores vaiados passem a receber apoio das arquibancadas. E que o Maracanã cheio vale tanto quanto elenco estrelado.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Não é só Carille que 'tomou aula': quem deveria aprender com Independiente del Valle é Andrés Sanchez

Paulo Cobos
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Após a derrota do Corinthians em casa para o Independiente del Valle, pelas semifinais da Copa Sul-Americana, Andrés Sanchez, o presidente do clube brasileiro, resolveu elogiar o valente time equatoriano. 

"Tomamos um show de bola. Nós jogamos muito mal e eles jogaram muito bem. A realidade é essa.  Eles deram aula de futebol"", disse o cartola.

Fato que o time de Carille tomou um "baile". Mas também é pura a verdade que quem deveria fazer uma aula com os equatorianos é Andrés.

Administrando um clube que passou dias antes de partida tão importante sendo esculachado por acúmulo de dívidas milionárias de seu estádio e até sendo cobrado por estátuas, ele deveria aprender como um clube com orçamento ínfimo pode ser muito mais organizado que um gigante do tamanho do Corinthians.

Em 2016, quando chegou na final da Libertadores, o Independiente del Valle tinha um orçamento para o ano inteiro de US$ 5,5 milhões, hoje o equivalente a R$ 22,5 milhões, menos do que o Corinthians gasta em um mês.

De lá para cá até entrou mais dinheiro com prêmios, mas o time segue com os pés no chão, administrado de forma empresarial e não gastando mais do que arrecada. Assim, sem fama e torcida, virou força no futebol do Equador. 

Andrés Sanchez durante entrevista coletiva no CT do Corinthians
Andrés Sanchez durante entrevista coletiva no CT do Corinthians Luis Moura/Wpp/Gazeta Press

E não é um projeto só do time principal. Seu time B luta pelas primeiras posições na segunda divisão do país. Os times da base fazem sucesso em competições internacionais (metade do elenco profissional é formado no clube). A equipe feminina também é uma potência local.

O clube ergue, mesmo que a passos lentos, um novo estádio. E sem os excessos de mármore de Itaquera. Para cerca de 20 mil torcedores, vai custar menos de R$ 50 milhões. Tem um dos CTs mais modernos da América do Sul.

E, pesquisando a imprensa equatoriana, não é possível achar nada de cobranças milionárias e modestas como as que o Corinthians parece ter se acostumado...




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Não é milagre: com Jesus, Flamengo tem no Brasileiro média de gols de fazer inveja a City, Barcelona e Bayern

Paulo Cobos
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O Flamengo tem um esquadrão. Mas também já era muito forte com Abel Braga, o que mostra o mérito de Jorge Jesus para transformar o time na maior máquina de fazer gols do futebol  Brasileiro, principalmente no campeonato nacional.

Com o português no comando, o Flamengo fez oito jogos pelo Brasileiro e marcou absurdos 23 gols, média de 2,87 por partida, número que supera com folga o ritmo que os campeões das principais ligas europeias balançaram as redes na temporada passada.

O Manchester City de Guardiola foi campeão inglês marcando, em média, 2,5 gols por jogo. O Barcelona de Messi levou o Espanhol com 2,37 tentos por partida. O Bayern ficou com o Alemão com média de 2,59 gols. Já tendo Cristiano Ronaldo, a Juventus teve média de 1,84 gols no título italiano. Até o PSG ,no desequilibrado Campeonato Francês, marcou menos gols que o Flamengo de Jesus no Brasileiro: 2,76.

Jesus não fez um milagre em fazer o Flamengo marcar tantos gols: o que fez foi ter coragem, trabalho e escalar os jogadores nos lugares certos. Mas irá conseguir um verdadeiro milagre se ensinar aos treinadores brasileiros que não basta marcar um gol e ficar satisfeito.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Até R$ 26,4 milhões: veja por que Santos torce para PSG rejeitar Coutinho ou Bale e vender Neymar só em dinheiro

Paulo Cobos
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Para o Santos, que passa por grave crise financeira, nada melhor do que o PSG fazer jogo duro contra Barcelona e Real Madrid por Neymar. 

Ao mostrar que recusa a inclusão de jogadores no negócio e bater o pé por muito dinheiro para liberar o jogador, o clube francês pode garantir uma bela verba extra para os cofres santistas.

O motivo é o dinheiro que o Santos terá direito a receber como clube formador do jogador, de acordo com o Mecanismo de Solidariedade da Fifa. 

Pelo sistema, o time formador tem direito até 5% do valor pago por um jogador. No caso de Neymar, que ficou na Vila até os 21 anos, o Santos tem direito a 4%, como aconteceu quando o craque foi vendido do Barcelona para o PSG.

Segundo o advogado João Henrique Chiminazzo, especialista no assunto, nessa conta só entra a parte em dinheiro de uma transação. Assim, não importa que jogadores especulados como possíveis moedas de trocas, como Coutinho, Bale, James Rodríguez ou Raktic, sejam avaliados em dezenas de milhões de euros.

Se eles entrarem no negócio, o Santos não teria direito ao percentual do Mecanismo de Solidariedade do valor deles.

Um exemplo: de acordo com alguns jornais de Madri, o PSG só aceita vender Neymar ao Barcelona por 250 milhões de euros. Nessa caso, pelo câmbio atual, se o valor for todo pago em dinheiro, o Santos teria direito a R$ 44 milhões.

Neymar durante treino do PSG, em 2 de agosto de 2019
Neymar durante treino do PSG, em 2 de agosto de 2019 FRANCK FIFE/AFP/Getty Images

Agora imagine que o  PSG aceite uma oferta de 100 milhões de euros em dinheiro vivo e mais os direitos sobre Coutinho e Rakitic. Neste caso, a fatia do Santos seria de apenas R$ 17,6 milhões,  uma diferença de R$ 26,4 milhões.

Vai sobrar santista dizendo que Bale não cabe no PSG...

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Vale R$ 2,5 bilhões? Neymar pode custar para o Real Madrid tanto quanto o novo Santiago Bernabéu

Paulo Cobos
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Tudo indica que o Real Madrid virou o favorito para tirar Neymar do PSG. As contas do negócio não estão claras, mas certamente seria o maior investimento já feito em um jogador do clube mais vitorioso do futebol mundial.

Tanto dinheiro que rivaliza até com o projeto dos sonhos do clube da capital espanhola. Para fazer uma remodelação total no Santiago Bernabéu, sua casa, o Real Madrid acertou há poucos meses um empréstimo de 575 milhões de euros, ou R$ 2,538 bilhões.

Ficando 5 anos como o previsto no clube, Neymar vai custar praticamente o mesmo que o Real vai gastar no novo Bernabéu.

Segundo a imprensa francesa, o PSG não vai liberar o brasileiro por menos de 200 milhões de euros. O salário de Neymar é motivo de discordância, mas as previsões variam de 34 milhões de euros a 40 milhões de euros.

Projeto para o novo Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid
Projeto para o novo Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid Divulgação

Mas essa dinheiro é livre para o jogador. Com o pagamento de impostos, esse valor praticamente dobra. Assim, só com salários o investimento em Neymar seria entre 340 milhões de euros a 400 milhões de euros.

Somando com o valor pago ao PSG, o custo total poderia bater na casa dos 600 milhões de euros, ou R$ 2,648 bilhões.

Vale? Depende. Com a falta de compromisso de Neymar dos últimos anos, seria melhor o Real pegar esse dinheiro e "pintar de ouro" as paredes do novo Bernabéu. Se resolver voltar a ser um profissional com talento gigantesco, é Neymar quem vai ajudar a pagar as parcelas do financiamento do novo estádio.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Flamengo está gastando muito com salários? Ainda não é para se preocupar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Flamengo está gastando mais do que deve para formar um elenco estrelado? Não sai barato, mas a situação ainda não deve ser motivo de preocupação para quem se interessa pelas contas dos clubes.

Com o balanço oficial das contas flamenguistas no primeiro semestre, o blog calculou quanto a conta salários, incluindo encargos, impostos e também direitos de imagem, consome do dinheiro que entra no clube de forma recorrente, excluindo receitas com a venda de jogadores, como acontece na Europa.

Nos seis primeiros meses do ano, o Fla gastou, contando todo o clube (e não só o futebol), R$ 127,2 milhões com salários. Isso representa 66% das receitas do clube no período sem contar a venda de jogadores (incluindo elas, a folha consumiu só 33% do dinheiro que entrou).

Segundo a Uefa, que adota rígido controle sobre as finanças dos times na Europa, o saudável é que os clubes gastem no máximo 70% de suas receitas com salários.

As chegadas de Rafinha e Filipe Luís e a eventual de Balotelli vão deixar o Flamengo no limite. Em entrevista para a Fox Sports, o presidente flamenguista, Rodolfo Landim, afirmou que a previsão é um gasto de R$ 271 milhões com salários em 2019.

Jogadores do Flamengo posados antes de jogo contra o Bahia, pelo Brasileirão
Jogadores do Flamengo posados antes de jogo contra o Bahia, pelo Brasileirão Alexandre Vidal/Flamengo

Mantido o ritmo das receitas no primeiro semestre (lembrando que aqui não entra a venda de jogadores), o Flamengo gastaria 70% de seu faturamento com salários, no limite do que a Uefa considera saudável. 

Contando a grana da venda de atletas, a conta salário é até fácil para o Flamengo pagar.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Palmeiras e Flamengo entre os times mais ricos do mundo? Só vendendo mais jogadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos



Soberanos nas finanças no Brasil, Palmeiras e Flamengo ficam longe do grupo dos 30 mais ricos do mundo quando não se contabiliza  a venda de jogadores, como fazem os clubes europeus nas suas contas. É o  que aponta estudo do banco Itaú BBA, que analisa todos os anos a saúde financeira dos times nacionais. 

Para fazer a comparação, a instituição usou os balanços oficiais dos times nacionais de 2018 e os dados das equipes da Europa na temporada 2017/2018 tabulados pela consultoria Deloitte.

Contando venda de jogadores, o Palmeiras entraria na lista dos 30 mais ricos do mundo, justamente na 30ª posição, com receitas de 156 milhões de euros, à frente do Benfica, com 151 milhões de euros. O Flamengo, com faturamento de 128 milhões de euros, não estaria no ranking.

De qualquer forma, os dois brasileiros não estariam tão longe até do 21º do ranking, o Napoli, com 183 milhões de euros.

Só que tirando o dinheiro obtido com a venda de atletas, a diferença da dupla para os 30 mais ricos do planeta aumentaria muito. Sem essa verba, o Palmeiras teve receitas de 116 milhões de euros, e o Flamengo, 115 milhões, ou mais de 30 milhões de euros a menos que o Benfica.

Prova que nem o trabalho bem feito como o de Palmeiras e Flamengo deixa o futebol brasileiro próximo da elite financeira da  Europa, que não tem só clubes dos países mais poderosos do futebol. Entre os 30 mais ricos, há equipes de Rússia e Turquia.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Cruzeiro 'curtindo a vida adoidado', Flamengo na 'hora da colheita' e Palmeiras 'dono da bola': as finanças dos clubes segundo estudo de banco

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta terça-feira, o Itaú BBA lançou seu tradicional estudo sobre as finanças dos clubes brasileiros. E, como sempre faz, a instituição define em uma frase curta a situação de cada equipe. E eles são precisas para saber se seu time vai bem ou vai mal na administração.

O bloco dos que são elogiados não é pequeno. Claro que fazem parte dele os poderosos Palmeiras e Flamengo, mas também sobram elogios para o Grêmio e também para agremiações sem tantas receitas, como o Bahia.

Veja o título que cada clube recebeu e uma pequena amostra da análise do Itaú BBA.

Atlético-MG: Buraco sem fundo
Há boas e más notícias. No lado bom vemos um clube trabalhando com menos custos e despesas, o que é bastante positivo. Agora, todo o resto não ajuda. As receitas recorrentes caem consistentemente e a dependência da venda de atletas aumenta. Os investimentos, que deveriam estar controlados, mudam o rumo ao sabor do vento. A elevada dívida gera despesas financeiras imensas.

Athlético-PR: Contra o relógio
É inegável a capacidade de desenvolvimento estrutural do Athlético. O clube formou um patrimônio invejável, com estádio e centro de treinamentos modernos. Trabalha sua marca como poucos, tem um excelente projeto de sócio torcedor. Mas o clube tem limitações de crescimento e tem contra si o ponteiro do relógio, uma vez que as dívidas do estádio começarão a vencer e o clube precisa de estruturar para isso.

Bahia:  No caminho certo
O Bahia mostra que há um caminho para que os clubes regionais tenham força e sustentabilidade. Desenvolvendo o relacionamento com seu torcedor, explorando a marca do clube, trabalhando corretamente a venda de atletas e controlando custos e investimentos, priorizando o pagamento de dívidas. Este é um processo que se bem coordenado colocará não só o Bahia, mas os clubes que nele se espelharem, em boas condições no futuro.

Botafogo:  O passado condena
Os números nos permitem analisar casos de forma fria. O Botafogo caminha para uma situação de completa insolvência, mesmo com uma gestão que trabalha na direção correta, controlando custos e investimentos.

Ceará:  No limite, mas sem sustos
O Ceará apresentou em 2018 um comportamento bastante similar ao que vem tendo nos últimos anos. O clube trabalha sempre dentro de seus limites, mas sem folgas. O fato de não carregar dívidas relevantes que pressionam o fluxo de caixa ajuda a manter esta estratégia.Tem conseguido ampliar receitas recorrentes, especialmente com torcedores, de forma a dar maior sustentabilidade ao clube no longo prazo.

Chapecoense: Irreconhecível
A Chapecoense tem um histórico de desempenho esportivo e financeiro invejável. Sempre bem posicionada nos campeonatos que disputa e operando dentro de suas possibilidades, o que mostra a eficiência da gestão. Mas em 2018 a estratégia mudou e não funcionou.  Esportivamente o clube não foi bem, escapando do rebaixamento no Brasileiro na última rodada, e financeiramente a estratégia de elevar investimentos e gastos apenas consumiu o caixa disponível.

Corinthians:  Equilibrista em apuros
O Corinthians lembra aquele equilibristas que mantém vários pratos girando sobre hastes. Exige muito esforço e fôlego, mas enquanto eles estão girando a plateia aplaude. A manutenção da dependência da venda de atletas é um sintoma ruim, assim como a redução de valores a receber em Publicidade, sem contar a falta que a receita de bilheteria faz. Tudo isso e ainda haverá necessidade de pagamento de Profut de forma mais significativa logo mais. Haja fôlego. Ainda assim o clube voltou a investir mais fortemente em 2018.  

Cruzeiro: Curtindo a vida adoidado
A situação do Cruzeiro é complicadíssima, para ficarmos numa esfera onde ainda há esperança. O clube tem um descontrole absurdo, e leva ao pé da letra a máxima de que clube de futebol não quebra. As ações observadas em 2018 são uma coleção de atitudes que vão contra qualquer manual de boa gestão.

Flamengo: Hora da colheita
O dever de casa foi cumprido. O Flamengo hoje é uma potência econômico-financeira do futebol brasileiro. Anos de austeridade, recuperação da imagem e trabalho colocaram o clube numa condição invejável. Receitas elevadas, geração de caixa robusta, dívida controlada e em patamares aceitáveis. Investimentos crescendo, não só em atletas mas também em estrutura. Tudo certo, tudo pronto. Mas dirão que faltam os títulos.

Éverton Ribeiro é marcado por Thiago Santos durante Flamengo x Palmeiras, em 2018
Éverton Ribeiro é marcado por Thiago Santos durante Flamengo x Palmeiras, em 2018 Cesar Greco/Ag Palmeiras

Fluminense: Pressão aumentado
A vida financeira do Fluminense lembra uma piscina daquelas de plástico, cheia de furos. É possível correr para tapar um aqui e outro ali, mas a água  continuará escorrendo enquanto todos não forem fechados. O problema é que enquanto não são fechados os buracos aumentam com a pressão da água. 

Fortaleza: Trazendo a massa para jogo
O Fortaleza apresentou um desempenho bastante interessante em 2018. Chamou a torcida para o jogo, bancou um “all in” para voltar à Série A e deu tudo certo. O crescimento de receitas com Sócio Torcedor, Bilheteria e também com Patrocínios permitiu ao clube elevar seus gastos na formação de elenco e isso foi fundamental para esse momento. Dinheiro  mais apoio nas arquibancadas, dupla incontestável de sucesso no futebol.

Goiás: Controle e equilíbrio
Mesmo depois de cair para a Série B, em 2015, o Goiás, manteve uma política de controle de gastos e investimentos nos lugares certos. Controle de gastos não é somente cortar custo, mas sim gastar dentro de suas possibilidades. Contando ainda com receitas de TV acima da média da Série A, o clube manteve gastos comportados, reforçou seu  caixa e pode nos dois últimos anos ser mais agressivo, investir mais, sem perder o equilíbrio

Grêmio: Caminho para a estabilidade
A oportunidade bateu à porta do Grêmio e a gestão soube aproveitá-la. O elevado valor de venda de direitos de atletas entrou no clube e foi aproveitado. Ainda que parte do dinheiro tenha sido endereçada a investimentos, o clube reduziu em R$ 45 milhões suas dívidas e atravessou o ano sem sustos. Contribuiu para isso a redução nos custos, numa política de controle bem feita.

Inter: Longe demais das capitais
Inegável dizer que o Internacional apresenta evolução. Recuperação de geração de caixa, mostram uma cenário melhor que o dos dois anos anteriores. Era terra arrasada. Recuperar-se a partir de um cenário tão complicado leva tempo, e é compreensível que seja lento. Entretanto, o clube ainda está muito distante do ideal, muito distante dos clubes que já apresentam uma estrutura e condição financeira equilibradas. Além disso, manteve investimentos e a dívida aumentou, na contamão do ideal. 

Palmeiras:  O dono da bola
O Palmeiras atingiu um patamar econômico-financeiro muito acima dos demais clubes. O nível de receitas é equilibrado, e nenhuma concentração relevante. Consegue obter um enorme retorno dos seus torcedores, com receitas de Bilheteria/Sócio Torcedores expressivas. O que vimos em 2018 é resultado de um trabalho iniciado em 2014 e que trouxe os primeiros sinais de evolução ainda em 2015. A partir daí temos números superlativos em todos os itens: receitas, investimentos, gastos com pessoal, sem que isso se transformasse num problema, com dívidas incontroláveis.

Santos; A arte de enxugar gelo
O Santos apresentou um desempenho mais fraco em 2018. Menos receitas, mas com pouca capacidade de adequação de custos fizeram de 2018 um ano mais difícil. Ainda assim, graças à antecipação de parte da venda de Rodrygo o clube conseguiu se ajustar, mas sem nenhuma margem de folga. Fechamento de ano tão justo deve ter sido contornado com muita ginástica por parte da gestão. É o preço que se paga por viver na dependência da venda de atletas para fechar suas contas. 

São Paulo: Feitiço do tempo
Esta é uma expressão repetida em todos os anos nas nossas análises. Nem sempre para o mesmo clube, mas para situações que vemos tantas vezes que dá a sensação de que o tempo não passou. O São Paulo repete os erros dos últimos muitos anos: dependência da venda de atletas para fechar suas contas e fazer investimentos elevados sem sucesso esportivo, além da incapacidade de fazer receitas além da TV. Em 2018 o clube perdeu receitas de Publicidade e não conseguiu transformar seus torcedores em receitas, com Bilheteria e Sócio Torcedor emperrados

Vasco: Longa batalha pela frente
A situação geral do Vasco é bastante difícil. Tem dificuldades em fazer as receitas recorrentes crescerem consistente e rapidamente, os custos não cedem, e mesmo sem investimentos relevantes o dinheiro que sobra é pouco para o tamanho das dívidas existentes e potenciais. Mas para se chegar ao longe é preciso dar o primeiro passo. E em 2018 vimos isso acontecer. Balanço melhor explicado, renegociações vantajosas, uso do recurso aplicado na solução de problemas.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Flamengo já gastou R$ 190,8 milhões em reforços; veja em que lugar o time ficaria em um ranking mundial

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Com as contratações do meia Gerson e do zagueiro espanhol Pablo Mari, o Flamengo vai para R$ 190,8 milhões em reforços nesta temporada. Nem todo esse valor será pago em 2019: algumas negociações foram parceladas.

Transparente para divulgar o quanto gasta em reforços, o clube já detalhou em seu balancete o investimento dos jogadores que chegaram no começo do ano. Foram R$ 80,534 milhões com Arrascaeta, R$ 23,9 milhões com Bruno Henrique, R$ 21 milhões com Rodrigo Caio e R$ 3 milhões em luvas para Gabigol. 

O Flamengo ainda declarou R$ 9,2 milhões gastos com intermediação de agentes nas contratações. Agora, são mais R$ 49,7 milhões na compra de Gerson e outros R$ 5,4 milhões com Pablo Mari.

Expressivo para os padrões brasileiros, o total de R$ 190,8 milhões é 25% do que o clube prevê como faturamento no ano, proporção próxima ou até menor do que grandes europeus.

Você consegue imaginar em que posição de um ranking mundial de gastos com  reforços o Flamengo estaria?

Gerson foi contratado por quase R$ 50 milhões pelo Flamengo
Gerson foi contratado por quase R$ 50 milhões pelo Flamengo Marcelo Cortes/Flamengo

A atual janela da Europa ainda está longe de acabar, então é melhor comparar o investimento flamenguista com o que aconteceu na temporada 2018/2019. Com os R$ 190,8 milhões, ou 45,2 milhões de euros pelo câmbio atual, o clube carioca estaria na 49º posto da lista, logo à frente do Betis, que investiu 42,5 milhões de euros.

O Flamengo de 2019 também superaria outros times importantes da Europa, como Lyon, Shakhtar Donetsk, e Porto.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Pobre Valverde: nas redes sociais, quarteto Messi, Suárez, Griezmann e Neymar massacra Barcelona em seguidores

Paulo Cobos
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Messi e Suárez já estavam lá. Griezmann foi anunciado nesta sexta-feira. Falta agora Neymar para o Barcelona ter um quarteto de ataque histórico. Se vai dar resultado em campo, teremos que esperar. Mas já é certo que seria o quarteto mais popular nas redes sociais do futebol de todos os tempos.

A ponto dos quatro juntos massacrem o próprio Barcelona em três das principais redes.

O clube catalão, um dos mais admirados do mundo, tem 73,6 milhões de seguidores no Instagram.  O quarteto que o clube está perto de montar soma 306,6 milhões, sendo 125 milhões de Messi, 122 de Neymar, 34,2 milhões de Suárez e 25,4 milhões de Griezmann.

No Facebook, são 103,7 milhões seguindo o Barcelona.  Neste caso, o clube não perde para nenhum dos quatro individualmente. Mas, junto, o quarteto bate nos 176,9 milhões, com 90,1 milhões do argentino, 60,5 milhões do brasileiro, 18,6 milhões do uruguaio e 7,7 milhões do francês. 

Resta o Twitter, onde Messi não tem conta. Mas isso não impede que os outros três juntos superem o Barcelona, que tem 30,1 milhões seguidores nessa rede. Neymar tem 43,8 milhões, Suárez, 15,7 milhões, e Griezmann, sempre atrás, 7,7 milhões, com o trio totalizando 65,7 milhões.

É muito holofote para um técnico como Ernesto Valverde.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Flamengo e Palmeiras perto de terem algo em comum: nenhum titular formado no clube

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Formar para vender, contratar para escalar. Com  a incorporação do espanhol Pablo Marí, o Flamengo abre o caminho para ter algo em comum com o Palmeiras, com quem disputa o título de clube mais poderoso do país.

Hoje, o Palmeiras não tem nenhum jogador titular formado no clube (na verdade é raro um prata da casa até ficar no banco com Luiz Felipe Scolari). No Flamengo, resta Léo Duarte na zaga, justamente a posição de Pablo Marí, que chega com o aval de Jorge Jesus e já parece ser favorito para ganhar a titularidade.

Com finanças em dia, os dois times podem se dar ao luxo de gastar dezenas de milhões de reais em reforços, deixando as revelações sem espaço.

Mas os dois seguem investido pesado na base. No ano passado, em matéria da repórter Gabriela Moreira, o Flamengo mostrava o desejo de ser o maior "celeiro" do futebol mundial. O Palmeiras coleciona títulos na base e pretende até fazer um hotel de R$ 10 milhões exclusivo para seus garotos.

Renê, do Flamengo, e Willian, do Palmeiras, disputam jogada
Renê, do Flamengo, e Willian, do Palmeiras, disputam jogada Cesar Greco/Ag Palmeiras

E se não servem para jogarem no profissional, os produtos dos dois clubes rendem muito. Só nos últimos dois anos, o Flamengo arrecadou mais de 100 milhões de euros vendendo revelações, como Jorge, Paquetá, Vizeu, Vinícius Jr. e Jean Lucas.

O Palmeiras não tem nomes tão ilustres, mas conseguiu vender por quantias acima dos R$ 10 milhões garotos que nem tiveram chances reais no profissional, como Fernando e João Pedro. 



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Prepare-se: Cruzeiro pode fazer Brasileiro mudar campeão, vaga na Libertadores ou rebaixado após o seu fim

Paulo Cobos
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Willian celebra gol pelo Cruzeiro sobre o Atlético-MG: transferência em litígio
Willian celebra gol pelo Cruzeiro sobre o Atlético-MG: transferência em litígio Denis Dias/Gazeta Press

O Brasileiro não deve acabar no começo do dezembro, quando acontece a última rodada. Ao entrar com recurso na CAS, a Corte Arbitral do Esporte, no caso em que foi punido pela Fifa com a perda de seis pontos por calote em time ucraniano na compra de William Bigode, o Cruzeiro pode, em última instância, até mudar, depois da bola parar, o campeão, vaga na Libertadores ou rebaixado.

Isso por que o caso deve ter uma definição apenas, com sorte, em 2020, meses depois do final do Brasileiro-19.

Em seu site, a CAS estima que os casos que analisa demoram entre seis e 12 meses para serem decididos. Em nota, o próprio Cruzeiro estima que o caso será julgado em dez meses. A corte até admite que casos urgentes podem ser avaliados com mais pressa.

VÍDEO - Thiago Neves diz que clássicos são mais importantes que a turbulência que passa o Cruzeiro: 'Não vai interferir'

Mas um outro caso mostra que a definição do Brasileiro não terá esse tratamento. Na confusão que foi a final da Libertadores do ano passado, quando pedradas fizeram o jogo entre Boca e River sair de Buenos Aires e para Madri, o time da Bombonera foi ao CAS para ganhar os pontos, já que foi o alvo da selvageria.

O órgão negou a emergência, e o caso terá audiências agora em julho, quase oito meses depois.

Ou seja: imagine que o Cruzeiro ganhe o Brasileiro, leve uma vaga na Libertadores ou se salve do rebaixamento com menos de seis pontos de vantagem. E depois a CAS confirme a punição da Fifa e que ela seja paga no Brasileiro de 2019. O Cruzeiro ainda poderia pagar a multa e evitar a sanção, mas o caos já estará feito. Prepara-se para muita emoção no tapetão, só que agora na Suíça.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Paz no meio do caos de rivais: como Cristiano Ronaldo virou favorito para ser o melhor do mundo de novo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Se paz e descanso contam, Cristiano Ronaldo é o favorito para ser novamente o melhor do mundo. Enquanto praticamente todos os grandes grandes jogadores do planeta se desgastam em competições continentais e se envolvem nos mais diferentes tipos de polêmica, o português, para o seu bem, "sumiu" do noticiário antes do início da temporada 2019/2020.

Ronaldo não joga desde 9 de junho, quando Portugal decidiu a Liga das Nações da Europa. Depois, emendou férias e já estará ponto para fazer a pré-temporada da Juventus de forma integral. E seu nome não se envolveu em nenhuma novela do mercado. Nada também de complicada renovação de contrato. E até a acusação de estupro nos Estados Unidos parece adormecida.

Totalmente diferente de outros grandes astros.

Cristiano Ronaldo comemora título da Liga das Nações
Cristiano Ronaldo comemora título da Liga das Nações Getty Images

A começar pelo seu maior rival nos prêmios de melhor do mundo. Messi fez seis jogos na Copa América até o último sábado. Agora, descansa na Argentina e terá poucos dias de preparação antes da volta do Barcelona aos jogos oficiais. De quebra, ficou à beira de um ataque de nervos nos gramados brasileiros, com direito à expulsão e chance de ser suspenso pela Conmebol.

Neymar então vive um inferno astral. Acusação de estupro, nova lesão, corte na Copa América e sem saber onde vai jogar na próxima temporada. Seu destino promete ser a maior novela da janela. E ainda tem um gancho para cumprir na Champions. Impossível achar que ele pode ser o melhor do mundo agora.

Mbappé, como Cristiano Ronaldo, também teve férias integrais. Mas ele não ficou imune a todo tipo de boatos de possível saída do PSG, alimentados também por ele, já que deixou claro no final da última temporada que pensava em "novos desafios".

Salah vai chegar na próxima temporada esfacelado fisicamente. Ele jogou pelo Liverpool até o começo de junho na decisão da Champions. E até este domingo jogava pelo Egito na Copa Africana de Nações, com seu clube já treinando.

Pior é o que acontece com Griezmann. Ele se recusou a voltar aos treinos no Atlético de Madrid e está no meio de um tiroteio entre o clube e o Barcelona, onde quer jogar. Mas está claro que muita gente não o quer na cidade catalã, incluindo torcedores e jogador.

Tá fácil para Cristiano Ronaldo.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Pontapé em torcedor, 'chicletada', homofobia, chilique, mau perdedor: sobrou falta de educação na Copa América

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Faltou futebol, sobrou má educação. A Copa América do Brasil mostrou que o futebol sul-americano sofre para repetir a qualidade do passado. Mas comprovou que os bons modos seguem sendo algo raro por aqui.

Teve de tudo. Das arquibancadas, o idiota grito homofóbico importado do México quando um goleiro vai bater o tiro de meta. Quando um torcedor resolveu invadir o gramado no duelo contra o Uruguai, o zagueiro chileno Jara resolveu ser justiceiro e derrubar o invasor com um pontapé.

Outro chileno, Medel, foi todo valentão contra Messi com peitadas e cabeçada. Depois foi flagrada arremessando um chiclete contra torcedores na saída da Arena do Corinthians.

O VAR sul-americano foi um desastre. E ficou ainda pior pela insistência com que os jogadores reclamavam dele. A falta de educação dos organizadores apareceu no péssimo estados dos gramados.

Mas o pior foi o que aconteceu no último final de semana. No sábado, na disputa do terceiro lugar, Messi, o melhor jogador do mundo, colocou a credibilidade da Conmebol em xeque e afirmou que o campeonato estava "armado" para o Brasil ganhar. Feio fazer isso sem provas e depois de mais um fracasso do camisa 10 com a seleção argentina.

E, na grande decisão, o papelão ficou com Gabriel Jesus, que até então brilhava contra o Peru, com um gol e uma assistência. Após sua expulsão, questionável, ele deu um verdadeiro chilique. Fez o gesto tradicional quando um time "está sendo roubado". Deixou o gramado xingando e ainda tentou derrubar a cabine do VAR na beira do gramado.

Tudo muito feio.




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Suspensão de até dois anos e multa de quase R$ 200 mil: pelo regulamento, o que pode acontecer com Messi

Paulo Cobos
Paulo Cobos

As fortes palavras de Messi contra a Conmebol, acusando a Copa América de corrupção e que o torneio está "armado" para o Brasil ganhar, podem, na teoria, deixar o craque argentino fora dos gramados por até dois anos.

O regulamento da competição disputada no Brasil aponta que o Código Disciplinar da Conmebol vale para a competição. E, pelo artigo 7 do código, um jogador não pode "insultar de qualquer maneira e por qualquer meio a Conmebol, suas autoridades, seus oficias, etc".

E a pena para quem fizer isso pode ser pesada. Quem não cumpre o artigo 7 tem as punições previstas no artigo 20. E elas podem ser brandas, como advertência e repreensão. Mas, para quem acusa alguém de corrupção sem provas, é de se imaginar que as penas mais pesadas podem ser aplicadas.

O item D do artigo 20 diz que um jogador que insulta a Conmebol pode receber uma suspensão de até 24 meses. Ainda existe a chance de uma multa de até US$ 50 mil. E até a retirada da licença do profissional no futebol.

Dá para acreditar que a Conmebol faria isso com Messi?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Craque, mico, Messi decepção, Neymar 'fair play': a arriscada escolha dos melhores e piores da Copa América antes da final

Paulo Cobos
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Messi ficou devendo na Copa América
Messi ficou devendo na Copa América Getty

Na Copa do Mundo de 2002, a escolha de melhor do campeonato entrou para a história. E não foi pela qualidade do vencedor. 

A Fifa resolveu fazer a eleição antes da final entre Brasil e Alemanha. E o eleito foi o goleiro Khan. Já como o craque do Mundial, ele falhou feio na decisão, e Ronaldo Fenômeno, autor de dois gols na final, foi campeão e artilheiro, mas não foi o melhor.

Assim, não é nada prudente escolher os melhores e os piores de um campeonato antes da sua grande decisão. Mas o blog resolveu arriscar e fazer sua lista da Copa América antes de  Brasil x Peru, neste domingo. Também não esperou a disputa pelo terceiro lugar, entre Argentina x Chile (Messi pode até arrebentar, mas não vai mudar o fato que mais uma vez ele foi a decepção). Confira:

 Craque
Escolher um lateral direito é a prova que a Copa América não arrancou suspiros pelo seu futebol ofensivo. Mas Daniel Alves deu um show de eficiência. Aos 36 anos, o brasileiro foi perfeito na marcação. Apareceu no ataque como se ainda fosse um garoto. Deu assistências precisas. E ainda esbanjou liderança.

Volta por cima
Ele já mostrou categoria na sua volta ao futebol no Internacional depois do gancho por um doping que cada vez parece mais injusto. Só por isso ele estar numa final com o Peru já era suficiente para Guerrero ter dado a volta por cima. Mas ele fez gols (luta pela artilharia) e ganhou manchetes e elogios até na Europa.

Técnico
Tite pode, e deve, ganhar o título. Mas nenhum treinador fez tanto com tão pouco como o argentino Ricardo Gareca pelo Peru. Depois de levar o país para uma Copa do Mundo, colocou os peruanos na decisão da Copa América. E brilhando em vários momentos, como na semifinal contra o Chile.

Revelação
Parece estranho falar em revelação numa competição de seleções.  Mas antes da Copa América, pouca gente na Europa sabia quem era Everton Cebolinha. Agora, depois de gols e dribles que tiraram o Brasil da letargia, o gremista é desejado por uma penca de grandes europeus.

Decepção
Um passe aqui, um brilhareco ali. Para um jogador comum, a nota 6 até que estaria OK. Mas para quem é 5 vezes melhor do mundo, Messi, de novo, foi uma decepção. Em alguns jogos, ele parecia ser até pior do que o resto do já fraco time da Argentina. E de novo vai embora do Brasil sem um título.

Mico
Esta talvez é a disputa mais dura, e o "título" fica dividido. Pelo preço dos ingressos e os milhares de lugares vazios nos estádios, a Conmebol é a primeira escolhida. Divide o "prêmio" com o VAR. Muito usado em alguns jogos, quase nada em outros. E longos minutos de espera até para decidir cartão amarelo.

'Fair play'
Não. Este não é o prêmio para quem foi leal. É para quem não "fez falta alguma". E o ganhador é Neymar. O Brasil precisa dele para ganhar uma Copa do Mundo, mas para uma Copa América sua ausência não foi sentida. A seleção chegou na final e viveu numa paz rara sem o seu camisa 10.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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