Mundial de 2000 foi o melhor time da história do Corinthians, mas título não é top 5 na lista de mais importantes do clube

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Dida; Índio, Adilson, Fábio Luciano e Kléber; Vampeta, Rincón, Marcelinho e Ricardinho; Edílson e Luizão. Com esse time, há 20 anos, o Corinthians era campeão mundial. Na opinião do blog, nunca o clube de Parque São Jorge teve um time tão bom na sua história. Mas, que ao superar nos pênaltis o Vasco na decisão, ganhou um título importante, mas que não está no top 5 das taças mais gloriosas corintianas.

O primeiro Mundial organizada pela Fifa não foi um "torneio de verão" como dizem seus detratores. Mas é tolice querer colocar no mesmo patamar de outros títulos do Corinthians uma competição que até hoje claramente não é prioridade dos gigantes europeus. E que também teve critérios nada cristalinos para definir seus participantes.

Corinthians comemora o título mundial de 2000
Corinthians comemora o título mundial de 2000 Getty

Claro que o corintiano sonhava com um título internacional para acabar com piadas tolas. Mas tolice é achar que isso fosse preciso para justificar a grandeza do clube. O torcedor tem títulos muito mais importantes para se orgulhar.

O blog faz aqui o seu top 5. Concorde, ou não. Só não vale xingar.

1º - Paulista de 1977
Sim. É uma competição estadual e a decisão foi contra a Ponte Preta. Mas é um título inesquecível. Eram 23 anos sem gritar campeão. O gol de Basílio é o mais importante e chorado da história corintiana. Nenhuma taça teve tanto choro, tanta festa, tanta coisa para ser contada.

2º - Libertadores de 2012
Isso sim é um título internacional de verdade. Campanha invicta. Ganhando do bicho papão Boca Juniors na decisão, com Romarinho calando a Bombonera. E Sheik arrebentando no jogo decisivo no Pacaembu. De quebra, colocar Neymar no bolso na semifinal.

3º - Brasileiro de 1990
O corintiano mais novo passou anos sonhando com um título internacional. Mas quem tem pelo menos 50 anos teve outra longa espera. E ela acabou em 1990, com o primeiro título do Brasileiro da equipe. Com Neto arrebentando e Tupãzinho marcando de carrinho o gol na decisão contra o São Paulo.

4º - Brasileiro de 1998
A base da equipe que conquistaria o Mundial de 2000 começou a ser montada aqui, com Vanderlei Luxemburgo no comando. E era um time que derrubava a balela que Corinthians era só o time da raça. Um esquadrão, que ainda tinha, além de muitos campeões de 2000, Gamarra brilhando na zaga.

5º - Copa do Brasil de 1995
A ideia inicial era colocar o Mundial de 2012 nesta posição. Mas lembrei que ganhar do Grêmio de Felipão no temido estádio Olímpico teve muito mais emoção do que ganhar do Chelsea no Japão. A Copa do Brasil era um título inédito até então. O Mundial de 2012 fica então no sexto lugar.

Vote em qual é o maior título da história do Corinthians, clicando aqui.



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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'Neymarketing', no ótimo sentido: PSG vê explodir dinheiro de patrocínio depois da chegada de brasileiro

Paulo Cobos
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Os detratores de Neymar adoram dizer que o craque brasileiro é só imagem, e adoram chamá-lo de de "Neymarketing". O estudo anual da consultoria Deloitte, que analisa as finanças dos clubes europeus, mostra que a forma jocosa de tratar o camisa 10, totalmente fora da realidade pelo seu enorme talento, é, na verdade, uma benção para o Paris Saint-Germain.

Nenhum dos 20 clubes mais ricos do mundo tem na "área comercial", que engloba principalmente patrocínios, uma fatia tão grande no total de receitas como o PSG. Na temporada 2018/2019, o time de Paris faturou 363 milhões de euros (cerca de R$ 1,65 bilhão) apenas vendendo sua imagem. 

Esse valor representa 57% de todo o faturamento do time de Neymar (636 milhões de euros).  Nenhuma outra agremiação entre entre as 10 mais ricas do mundo ultrapassa os 50%.

As receitas do PSG com marketing dão um salto enorme justamente com a chegada do brasileiro, para a temporada 2017/2018. No ano anterior, o clube tinha faturado 274 milhões de euros nessa área, ou 89 milhões de euros a menos do que em 2018/2019.

Impulsionado pelo marketing, o PSG é o segundo clube com maior crescimento de faturamento na era pós-Neymar: suas receitas cresceram 31% em apenas dois anos, contra, por exemplo, 12% do Real Madrid e 5% do Manchester United.

Neymar durante jogo entre PSG e Monaco, pela Ligue 1
Neymar durante jogo entre PSG e Monaco, pela Ligue 1 EFE/EPA/YOAN VALAT

Crescimento maior só o do Tottenham, que aumentou seus ganhos em 45%, graças ao boom criado pelo novo estádio.

A Deloitte, usando uma foto de Neymar,  enche de elogios a forma como o PSG se vende, citando a parceria com a Nike e sua coleção que tem Michael Jordan como chamariz. "O PSG é um suceso para unir futebol e entretenimento". 

Com Neymar, faz sentido.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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'Lucrinho', clube mais gastão do mundo, novo estádio parado e sacanagem com técnico: Barcelona pós-Neymar é o caos

Paulo Cobos
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Neymar não é feliz no PSG como foi no Barcelona. Mas ainda mais infeliz é a vida do clube catalão depois do divórcio nada amigável com o atacante brasileiro, em 2017. Depois da saída do integrante mais jovem do trio MSN, o Barcelona entrou em um espiral de decepções esportivas, gastos exorbitantes, obra de  um novo estádio que só atrasa e agora uma conturbada procura por um novo treinador.

Os 222 milhões de euros que o PSG pagou por Neymar viraram pó. Desde a saída do atacante, o clube do mundo que mais gastou com contratações foi o Barcelona. Em menos de três anos, o clube investiu 758,6 milhões de euros em reforços, ou quase R$ 3,5 bilhões.

Só com Philipe Coutinho, Dembélé e Griezmann foram mais de 400 milhões de euros. O primeiro está emprestado ao Bayern, o segundo parece nada se importar com o clube e o terceiro pouco faz na sua temporada de estreia.

O Barcelona também é o  time, de qualquer esporte, que paga os salários mais altos do mundo: na média, cada jogador do time recebe R$ 4,3 milhões por mês. O clube gasta mais de 80% do que arrecada com salários, muito acima dos 70% recomendados pela Uefa.

Messi em Barcelona x Atlético de Madrid
Messi em Barcelona x Atlético de Madrid Getty

Assim, na temporada passada, teve lucro, depois do pagamento de impostos, de apenas 4,5 milhões de euros, ou cerca de R$ 20 milhões. Como comparação, no mesmo período o rival Real Madrid lucrou 38 milhões de euros, o equivalente a R$ 170 milhões.

A tão sonhada reforma do Camp Nou é outra decepção. A obra demora para sair do papel, e a previsão é que ele só fique pronta em 2024, o plano inicial é que acabasse entre 2021 e 2022. Em um roteiro que começa a lembrar o do Corinthians em Itaquera, a venda dos 'naming rights' está empacada, com supostos interessados que nunca fecham o negócio.

E agora o Barcelona resolve agir para se afundar no caos administrativo. Descontente com o desempenho do técnico Ernesto Valverde, a diretoria faz um busca inusitada por um novo treinador com o atual ainda empregado.

O clube foi atrás do ídolo Xavi, e ouviu um não de um treinador no começo da carreira no futebol inexpressivo do Qatar. E a imprensa catalã fala agora até em demitir o treinador, que tem o apoio de Messi, e colocar o técnido do seu time B no comando. Tudo sem falar com Valverde.

Muito mais que uma bagunça.

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Pura maldade: Corinthians fez molecagem com Ralf, que sempre foi homem com o clube

Paulo Cobos
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Ralf teve duas passagens pelo Corinthians. A primeira, a mais vitoriosa, entre 2010 e 2015. A segunda, que começou em 2018, acabou nesta segunda-feira, quando soube apenas na volta aos treinos que não fazia parte dos planos de Tiago Nunes.

Somando os dois períodos, o volante participou de 420 jogos oficiais com a camisa corintiana. Disciplinado ao ponto de nunca ter sido expulso e com raras contusões, ele esteve em campo em nada menos do que 78% das 540 partidas oficiais que o clube fez enquanto esteve lá.


Um comportamento profissional exemplar, em uma época com 'chinelinhos' que ficam mais tempo no departamento médico que dentro de campo e jogadores chiliquentos que acabam toda hora suspensos por cartões tolos. 

O Corinthians já teve outros divórcios conturbados com jogadores que foram campões mundiais em 2012. Alguns, como Jorge Henrique, não dá para tirar a razão do clube. Outros, como Paulo André, foram polêmicos e muitas vezes injustos.

Mas com Ralf o que o clube fez foi pura molecagem. Tiago Nunes tem o direito de não querer o volante. Mas que o destrato fosse com ele saindo pela porta da frente. Digno de alguém que foi homem como poucos na história do Corinthians. 

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Jesus reclama das vendas do Flamengo, mas clubes que gastaram mais de R$ 500 milhões com joias da Gávea têm mais motivos para se queixar

Paulo Cobos
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Em entrevista para uma emissora de TV de Portugal, Jorge Jesus reclamou do valor por qual o Flamengo vende seus jogadores. Citando os 30 mihões de euros que o Real Madrid deve pagar por Reinier, o treinador decretou: "O Flamengo ainda não sabe valorizar os seus jogadores."

As palavras do português não fazem sentido. Nenhum time brasileiro conseguiu valores tão expressivos por seus jogadores nos últimos tempos como o Flamengo. Além disso, muitas vezes o valor obtido é praticamente o mesmo da quantia estipulada para as multas rescisórias em contrato. 

E até agora a maioria dos jogadores revelados na Gávea e depois vendidos não conseguiram explodir na Europa (alguns até já voltaram).

Juntos, Vinícius Jr., Paquetá, Vizeu, Jorge, Léo Duarte e Jean Lucas renderam mais de R$ 500 milhões de forma bruta com suas vendas. E até o momento eles são um misto de decepções, irregularidade e desconfiança.

Maior venda da história do Flamengo (45 milhões de euros), Vinícius Jr. começou empolgando no Real Madrid. Mas, 47 jogos depois e apenas seis gols marcados, virou até piada em programas de humor da Espanha por sua falta de pontaria. E cada vez tem menos espaço com Zidane.

Paquetá foi outro negócio milionário do Flamengo. O Milan pagou cerca de R$ 150 milhões por ele. E até agora não empolga, com 30 jogos oficiais pelo clube italiano e apenas um gol marcado.

Outro comprado a peso de ouro pelo Milan, custou 10 milhões de euros, o zagueiro Léo Duarte só entrou em 5 jogos do clube desde sua chegada para a temporada 2019/2020. O volante Jean Lucas, que foi para o Lyon por 8 milhões de euros, só teve basicamente chances de atuar no final das partidas.

Muito pior aconteceu com Vizeu. Foram apenas 5 jogos pela Udinese antes de voltar ao Brasil. Também foi curta a passagem do lateral Jorge pela Europa, onde não emplacou no Monaco e no Porto.

Jorge Jesus
Jorge Jesus Getty Images

Todos são muito jovens e ainda podem dar a volta por cima. Mas a realidade é que mostraram que o valor que o Flamengo recebeu por eles, que Jesus acha baixo, até agora foi mais alto do que a entrega.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Na frente de Knicks, Patriots, Yankees, Tottenham e Inter de Milão: Flamengo brilha nas redes sociais e se distancia de grandes paulistas

Paulo Cobos
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O sucesso em campo faz o Flamengo brilhar também nas redes sociais, ficando na frente no número de seguidores de gigantes do esporte mundial. E abrindo larga distância para o trio de ferro paulista, com quem antes travava uma disputa muito mais acirrada.

Segundo levantamento do Ibope Repucom, o clube carioca tinha, em dezembro de 2018, 21,271 milhões de seguidores somando Twitter, Facebook, Instagram e  You Tube.  Um ano depois, são 27,352 milhões seguindo o time nessas redes sociais, um crescimento de quase 29%.

No mesmo período, o Corinthians teve um acréscimo de apenas 9% no número de seguidores. Com isso, tem hoje 4,5 milhões de inscritos a menos que o Flamengo. Há 12 meses, a diferença era de apenas 334 mil.

O São Paulo também viu seu número de seguidores crescer apenas 9%, contando hoje com 14,856 milhões. O Palmeiras só foi um pouco melhor, aumentando sua base em 10%, com 10,954 milhões de inscritos em suas redes, ou 40% do total flamenguista.

VEJA MAIS: Jorge Jesus destaca todos os recordes batidos no Flamengo e crava: 'Há um antes e um depois de Jesus no Brasil'

Um outro estudo divulgado nesta semana mostra o quanto o Flamengo é gigante nas redes sociais, superando o número de inscritos de times ícones do esporte mundial.

No levantamento anual sobre o salários de times de diversas modalidades, a consultoria Sporting  Intelligence contabilizou os seguidores dos times de diversas ligas no Twitter, no Facebook e no Instagram. Nessas três redes, o Flamengo tem 25,122 milhões de seguidores.

Os dados da Sporting Intelligence são de meados de novembro passado, e neles a lista dos que ficam atrás do Flamengo é glamurosa.

Na NBA, o New York Knicks tem 10,276 milhões de seguidores. Na liga de basquete, só Los Angeles Lakers, Golden State WarriorsChicago Bulls superam  o rubro-negro carioca. 

Na MLB e na NFL, ninguém bate o Flamengo. O venerado New York Yankees conta com 14,508 milhões de inscritos. No futebol americano, mesmo com Tom Brady, o New England Patriots fica nos 15,4 milhões de seguidores.  O Flamengo também supera times famosos do futebol europeu, como Tottenham e Inter de Milão.

Com tanta gente curtindo, vai ficar mais fácil o Flamengo ganhar ainda mais dinheiro.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Esbanjando 'fair play', Rodrigo Caio no Flamengo é um soco no estômago do São Paulo

Paulo Cobos
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Para o são-paulino, Rodrigo Caio era um fraco. Para o flamenguista, um forte que encarou Salah, Firmino e Mané. E para passar de um jogador "fracassado" pela visão torta que ronda o Morumbi nos últimos anos a zagueiro chave na Gávea ele não precisou chutar o fair play que é a marca de sua carreira.

Em 2019, ele fez 60 jogos pelo Flamengo. E sua disciplina foi espetacular. Foram apenas sete cartões amarelos, ou um a cada oito jogos. Expulsão? Nenhuma. 

No novo clube, Rodrigo Caio quase sempre estava no lugar certo, e pouco precisou fazer faltas para desarmar os adversários. Pelo TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, foram 47 partidas por Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores e Mundial. Nelas, o defensor cometeu apenas 53 infrações, média de 1,2 por confronto, número digno de Gamarra, o zagueiro paraguaio que fez história por seu 'fair play'.

Com o zagueiro em campo, o Flamengo sofreu apenas 51 gols, ou menos de um por partida. Ele manteve também o bom passe de quem já foi volante, com índice de precisão de 90% com a camisa do clube carioca.

Há um ano, quando o Flamengo pagou 5 milhões de euros por apenas 45% dos direitos federativos de Rodrigo Caio, muita gente no São Paulo dizia que o clube havia feito uma grande venda. Mas quem realmente fez um "negócio da China" foi o rubro-negro. E com "fair play".

Rodrigo Caio comemora com Bruno Henrique após marcar pelo Flamengo
Rodrigo Caio comemora com Bruno Henrique após marcar pelo Flamengo Alexandre Vidal/Flamengo

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Suárez, Griezmann e Aubameyang: como esse trio mostra que Neymar só 31º do mundo é pura má vontade

Paulo Cobos
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Nesta quinta-feira, o tradicional jornal inglês "The Guardian" continuou a divulgar sua lista de 100 melhores jogadores do mundo, feita de acordo com o voto de especialistas. E ela mostra que mais uma vez a incrível rejeição que Neymar tem pelo planeta todo.

O brasileiro é apenas o 31º colocado no ranking. É verdade que o camisa 10 esteve longe de fazer em 2019 uma temporada que o colocasse perto do top 10. Mas só dá para creditar essa posição à repulsa, muitas vezes merecida, que sua personalidade causa.

Na lista do "The Guardian", estão à frente de Neymar atacantes com muito menos talento e com números também decepcionantes.

Com seguidas lesões, o brasileiro fez apenas 20 jogos oficiais até agora em 2019. Ainda assim, conseguiu marcar 15 gols e deu assistências para outros nove. Dessa forma, foi responsável direto por 24 tentos do PSG, o que dá a incrível média de 1,20 por partida.

O Arsenal é hoje um time medíocre. Ainda assim, Aubameyang, na lista do jornal, é o 28º melhor do mundo. Ele fez 47 jogos no ano, com 29 gols e 5 assistências, o que dá uma média de 0,72 gol com sua participação direta.

O francês Griezmann não ganhou nada no primeiro semestre no Atlético de Madrid. Agora, pelo Barcelona, tem um desempenho sofrível. Foram 56 jogos em 2019, com apenas 20 gols e 14 assistências, média de 0,61 tento produzido por partida. Mas, para os especialistas ouvidos pelo jornal, foi o 25º melhor jogador de 2019.

Outro atacante do Barcelona, time que esteve o ano todo longe de brilhar, Luís Suárez aparece no 26º posto no ranking do "The Guardian". Sua produção ofensiva também ficou muito longe da registrada por Neymar. O uruguaio fez 52 jogos oficiais na temporada, com 28 gols e 10 assistências, média de 0,73.

Números muitas vezes são frios e não dizem a verdade. Pode até ser no caso do Neymar e sua carreira em 2019. Mas não deve haver alguém que prefira Aubameyang a Neymar.



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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A missão do Flamengo de Jesus: fazer o futebol brasileiro ser menos covarde que Mazembe, Raja Casablanca e Ai Ain no Mundial

Paulo Cobos
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Em entrevista para a TV Globo, Jorge Jesus relembrou um conselho de Cruyff, o gênio holandês. "Jesus, é mais importante ganhar de 5 a 4 do que 1 a 0. Porque tens de lembrar dos torcedores que estão aqui. Tens que ganhar e tens que dar espetáculo."

Tomara que o treinador português leve isso a campo com o Flamengo no Mundial de Clubes, onde os clubes brasileiros, nas vitórias e nas derrotas, têm um histórico de medo e retrancas em decisões contra europeus desde que o campeonato passou a ser administrado pela Fifa.

O número de finalizações nas cinco decisões contra times europeus desde 2005 é vergonhoso. Somados os cinco clubes, foram só 31 chutes a gol, média de apenas 6,2 por jogo. O menos covarde foi o Internacional de 2006, contra o Barcelona, com dez finalizações. O pior foi o Grêmio de 2017, que só chutou uma vez a gol contra o Real Madrid. O São Paulo de 2005, contra o Liverpool, não foi muito melhor (quatro).

O que faz a performance ofensiva do futebol brasileiro ainda pior é a comparação com times de outros países que desafiaram gigantes europeus em decisões do Mundial.

Em 2013, contra o Bayern de Munique, o Raja Casablanca, do Marrocos, finalizou 11 vezes, e em cinco exigiu defesas de Neuer. Um ano depois de ser incomodado apenas uma vez pelo Grêmio de Renato Gaúcho na final do Mundial, o Real Madrid viu o nanico Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, chutar dez vezes no gol defendido por Courtois e marcar um gol na derrota de 4 a 1.

Já teve time africano que até finalizou mais que um gigante europeu na decisão do Mundial. Em 2010, o Mazembe, depois de eliminar o Inter na semifinal, jogou de forma aberta contra a Inter de Milão. Perdeu de 3 a 0, mas com incríveis 16 finalizações contra apenas nove do time italiano.

Tão gigantes quanto os brasileiros que vão ao Mundial, os argentinos não se apequenam contra europeus. Em 2007, o Boca finalizou 16 vezes contra o Milan. Em 2015, o River chutou nove vezes diante do Barcelona.

Que o Flamengo mude o triste histórico brasileiro.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Do 30º lugar ao top 10: o salto no ranking da Libertadores que o Flamengo vai dar se ganhar do River

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O melhor trabalho da reconstrução das finanças de um clube brasileiro da história está muito perto de corrigir um ranking que até este ano mostra que o Flamengo é apenas o 30º clube na Libertadores, atrás de agremiações como Emelec, Bolívar e The Strongest.

Criada pela Conmebol, a lista que mede a força dos clubes sul-americanos em seu principal torneio tem três pontuações. A principal é o desempenho na Libertadores dos últimos dez anos. O segundo é a performance na competição nos anos anteriores. O menor vem dos títulos nacionais conquistados também nos últimos dez anos.

O ranking é atualizado ao final de cada temporada. Na lista atual, o Flamengo tem, na 30ª posição, 2.001 pontos, sendo 1.390 pelas últimas dez Libertadores, 606 do desempenho anterior na competição e 5 pontos do Brasileiro de 2009 (a pontuação vai decrescendo ano a ano).

Com seu desempenho espetacular em 2019, o Flamengo vai quase dobrar sua pontuação. Ao confirmar seu título do Brasileiro, vai trocar os 5 pontos do título de 2009 pelos 50 de 2019. O título da Libertadores vale 1.000 pontos. Os clubes ainda são bonificados  por vitórias e empates na competição, o que pode valer mais 680 pontos.

Depois da desvalorização dos resultados na Libertadores entre 2010 e 2018, o clube cariocar ficará próximo dos 3.600 pontos batendo o River neste sábado.

Bruno Henrique na Libertadores
Bruno Henrique na Libertadores Getty Images

Com essa pontuação, o Flamengo deve ficar entre o oitavo e o nono lugar no ranking que será publicado ao final da temporada. Na sua frente, apenas três clubes brasileiros: Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro. Hoje, o clube da Gávea é apenas o 9º melhor do país.

E quem duvida que, se continuar a fazer a lição de casa na sua administração, o Flamengo logo estará brigando com River e Boca pelo topo do ranking?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Tevez, Riquelme, vexame, freguês do River e agora vaga em Mundial por 'convite': o ano que o Boca foi pequeno

Paulo Cobos
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Nenhum clube da América é tão grande como o Boca Juniors. Poucos times da América tiveram tantas atitudes pequenas como o Boca em 2019. Tanto pelo que aconteceu em campo, e principalmente fora dele, o clube da Bombonera faz uma temporada para se esquecer.

Começou com a insistência em querer mudar o resultado da Libertadores de 2018 no tapetão na Suíça. É fato que o time foi vítima da odiosa emboscada da torcida do River. Mas também é fato que o título foi decidido depois em campo, e o River levou a melhor em Madri.

Nos gramados, ainda passou vexame histórico ao ser eliminado pelo modesto Almagro, da segunda divisão, na Copa Argentina. E um novo fracasso diante do maior rival River nas semifinais da Libertadores 2019.

E ainda tem uma relação algo estranha com seus maiores ídolos dos últimos 20 anos. Tevez terá seu contrato encerrado no final deste ano. Depois de passar boa parte do ano esquecido na reserva, ele já recebeu sinais claros de situação e oposição que o clube não deseja mais seus serviços. Jeito nada elegante de acabar a relação.

Ao blog irrita ainda mais o que acontece com Riquelme. Ele virou protagonista da eleição do novo presidente do Boca. Ora ele é ligado à situação, ora está com a oposição. E ainda afirmou que poderia ser até presidente em caso de uma pacificação nada provável de acontecer no clube.


         
     

Mas o capítulo mais triste do Boca Junior em 2019 aconteceu nesta semana. Sem vergonha nenhuma, o clube diz abertamente que merece jogar o novo Mundial de clubes, em 2021, por convite. Admite que seu presidente foi à Fifa pedir um lugar na base da 'carteirada'.

Se conseguir, será nos dias que durar a competição, que será realizada na China, menor que o modesto Independiente del Valle, que deve ganhar sua vaga dentro de campo, depois de ter conquistado a Copa Sul-Americana.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Um outro futebol: primeiro técnico campeão da Libertadores pelo Flamengo ganhava 2% do salário de Jesus

Paulo Cobos
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O Flamengo pode ser campeão da Libertadores 38 anos depois do seu primeiro e único título da competição, em 1981. Quase quatro décadas de intervalo. E o salário dos treinadores das duas equipes mostra o quanto o futebol virou um negócio milionário.

Paulo César Carpegiani foi o técnico do título de 1981. Até o meio daquela temporada, ele era jogador do clube. Ao assumir o comando técnico, segundo informações do jornal 'O Globo' da época, ele teve um aumento de 72 mil cruzeiros no seu salário mensal, que chegou então aos 380 mil cruzeiros, a moeda brasileira naquele tempo.

Atualizado pelo INPC, um dos índices oficiais de inflação do país, o salário de Carpegiani ao ser campeão sul-americano era hoje o equivalente a R$ 31.586, uma fração de apenas 2% do que recebe a cada 30 dias hoje Jorge Jesus, por volta de R$ 1,533 milhão.


Mas o treinador gaúcho tem uma vantagem em relação ao português. Segundo o jornal português 'A Bola', o Flamengo já fez uma oferta de um novo contrato para Jesus, com salário que seria de R$ 2,2 milhões, o que significaria um reajuste de menos de 50%.

Também segundo 'O Globo', Carpegian recebeu um novo contrato ao ganhar a Libertadores e logo depois o Mundial de Clubes. Depois de uma negociação longa, o Flamengo aceitou aumentar a oferta inicial de 800 mil cruzeiro para 900 mil, hoje o equivalente a R$ 57,271 mil, um aumento superior a 80%. Nada mal, mas ainda assim menos de 3% do possível novo contrato de Jesus.



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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São Paulo tem agora 30 campeonatos disputados sem uma taça, a maioria deles com Leco no comando

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O São Paulo vai fechar uma temporada sem um título pelo sétimo ano seguido. Desde 2012, quando venceu a Sul-Americana, o clube quer era sinônimo de sucesso no futebol brasileiro não dá uma volta olímpica. E não faltaram oportunidades.

Numa época em que o calendário é mais inchado de competições, a fila são-paulina é de agora 30 torneios disputados sem um título. São sete Brasileiros, seis Copas do Brasil, quatro Libertadores, quatro Sul-Americanas, uma Recopa, uma Suruga e sete edições do Paulista.

Na seca, o clube teve três presidentes: Juvenal Juvêncio até abril de 2014, Carlos Miguel Aidar entre abril de 2014 e outubro de 2015 e Leco há mais de quatro anos. 

E está na conta de Leco o maior número de fracassos. Com ele, o São Paulo acumula 18 campeonatos sem uma volta olímpica.  Com ele,  o clube do Morumbi teve nove treinadores e mais seis períodos com interinos.

Se não tem o mesmo dinheiro para investir que Palmeiras e Flamengo, o São Paulo está longe de ser um "coitado" no mercado, investindo pesado em veteranos que custam muito dinheiro, como Pato, Hernânes e Daniel Alves.

Primeiro presidente remunerado pela mudança no estatuto do São Paulo, Leco tem mandato até o final de 2020. Terá pelo menos mais quatro chances de enfim ser campeão no último ano de seu mandato. Vai conseguir?


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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São Paulo tem agora 30 campeonatos disputados sem uma taça, a maioria deles com Leco no comando

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1.489 x 0: o placar que mostra a coragem de Jesus no Flamengo que falta ao Palmeiras na era Crefisa

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Flamengo sofria para furar a retranca do Botafogo nesta quinta-feira, no Engenhão. Aos 31 minutos do 2º tempo, Jorge Jesus resolveu sacar Vitinho. No banco, ele tinha veteranos badalados como Diego e Berrío. Mas resolveu optar por um garoto de 18 anos que não jogava há meses por contusão.

Lincoln foi o escolhido. Entrou e decidiu o jogo que manteve o Flamengo folgado na liderança do Brasileiro. Se fosse no Palmeiras, provavelmente isso não aconteceria.

Os dois melhores clubes do Brasil têm uma diferença. Ambos contam com elencos estrelados e caros. Mas no time da Gávea, Jorge Jesus tem a coragem para usar garotos da base que falta aos treinadores do Palmeiras desde que o clube, impulsionado pelos milhões do patrocínio da Crefisa, vai sempre ao mercado para formar seu elenco.

Pelos número do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, Jesus escalou 9 jogadores formados pelo clube em jogos do Brasileiro desde sua estreia, em julho.  Entre eles, Reinier, Lucas Silva, Vitor Gabriel, Lincoln e Vinícius Souza. Juntos, eles somam 1.489 minutos em campo.

Lincoln
Lincoln divulgação

No mesmo período, o Palmeiras nunca escalou um jogador formado na sua base e que não saiu do clube (Victor Luis começou lá, até jogou bastante em 2014, mas só teve chances de fato após boas passagens por empréstimo por Ceará e Botafogo). 

Isso mesmo: Felipão e Mano não deram chance alguma aos garotos palmeirenses. E eles estão longe de serem ruins. O clube é hoje um dos mais vitoriosos nas categorias de base do Brasil.

Vende muitos garotos por milhões para bancar os salários de medalhões. Enquanto o Flamengo peitou a CBF para vetar a ida de Reinier para o Mundial sub-17, o Palmeiras nunca pensou em dar uma chance no time principal para Gabriel Veron, o garoto alviverde que brilha na mesma seleção sub-17.

No Palmeiras, a aposta é recorrer a Lucas Lima e ignorar o futuro.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Bola, caráter, carisma; 5 motivos para uma campanha que deveria unir flamenguistas e antiflamenguistas: 'Fica Jesus'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Jorge Jesus não gostou de matéria publicada por jornal português, revela Nicola

A manchete na capa de um jornal português ligou o alerta. Jorge Jesus, virtual campeão brasileiro com o Flamengo, estaria disposto a voltar para sua terra natal. Pode ser apenas notícia para vender jornal. Mas se ele realmente pensa nisso, flamenguistas e antiflamenguistas deveriam se unir em uma campanha: 'Fica Jesus'.

Não faltam motivos para querer que o veterano treinador de 65 anos continue no Brasil. O blog lista aqui cinco. Veja:

UM TIME QUE JOGA BOLA
Sim. O Flamengo tem disparado o time com mais bons jogadores no Brasil. Mas o grosso desse elenco já estava nas mãos de Abel Braga e o time da Gávea jogava um futebol tão medíocre como o praticado pelos grandes paulistas. E no caso dos comandados de Jesus não são apenas estatísticas em busca deste ou daquele recorde. Seu Flamengo faz muitos gols, sufoca o adversário e enche os olhos.

UM CARA QUE FALOU VERDADES PARA A CBF
Nenhum treinador brasileiro teve a mesma coragem de bater na CBF com suas convocações que tiram jogadores dos clubes para amistosos esdrúxulos da seleção brasileira a milhares de quilômetros de distância contra rivais inexpressivos. Jesus fez isto ao perder Gabibol e Rodrigo Caio. E fez com todas as letras: afirmando que a confederação se preocupa apenas em ganhar dinheiro e põe o principal campeonato do país em segundo plano.

Jorge Jesus
Jorge Jesus Getty Images

AS MELHORES ENTREVISTAS
Quando a bola para nos jogos do Flamengo, a diversão continua. As coletivas pós partidas de Jorge Jesus são imperdíveis, até quando os repórteres exageram na docilidade nas questões para o "Mister". Ele é capaz de em segundos de passar de críticas pesadas ao VAR aos mais exagerados elogios ao nível do futebol brasileiro. Com seu sotaque se faz entender com palavras diretas que fogem da enrolação da maioria dos treinadores brasileiro.

A RIVALIDADE COM RENATO GAÚCHO
Não chega a ser um Mourinho x Guardiola, mas é o que temos mais perto disto no Brasil em muito tempo. Como Jesus, Renato Gaúcho também é um baita técnico e bom com as palavras. E o duelo verbal dos dois completa a rivalidade que Flamengo e Grêmio têm dentro de campo por serem os melhores times do país hoje. E que promete esquentar ainda mais nesta quarta-feira, quando decidem uma vaga na final da Libertadores.

EM 4 MESES, ELE ENTENDEU COMO POUCOS O QUE É O FLAMENGO
Tem treinador que é carioca, passou a vida perto do Flamengo e nunca teve a compreensão do que que é o clube como Jesus conseguiu em apenas quatro meses. Ele sabe como o torcedor gosta que o time jogue. Percebeu rápido que o Flamengo é mesmo o único time nacional do Brasil. Consegue fazer com que jogadores vaiados passem a receber apoio das arquibancadas. E que o Maracanã cheio vale tanto quanto elenco estrelado.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Não é só Carille que 'tomou aula': quem deveria aprender com Independiente del Valle é Andrés Sanchez

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Após a derrota do Corinthians em casa para o Independiente del Valle, pelas semifinais da Copa Sul-Americana, Andrés Sanchez, o presidente do clube brasileiro, resolveu elogiar o valente time equatoriano. 

"Tomamos um show de bola. Nós jogamos muito mal e eles jogaram muito bem. A realidade é essa.  Eles deram aula de futebol"", disse o cartola.

Fato que o time de Carille tomou um "baile". Mas também é pura a verdade que quem deveria fazer uma aula com os equatorianos é Andrés.

Administrando um clube que passou dias antes de partida tão importante sendo esculachado por acúmulo de dívidas milionárias de seu estádio e até sendo cobrado por estátuas, ele deveria aprender como um clube com orçamento ínfimo pode ser muito mais organizado que um gigante do tamanho do Corinthians.

Em 2016, quando chegou na final da Libertadores, o Independiente del Valle tinha um orçamento para o ano inteiro de US$ 5,5 milhões, hoje o equivalente a R$ 22,5 milhões, menos do que o Corinthians gasta em um mês.

De lá para cá até entrou mais dinheiro com prêmios, mas o time segue com os pés no chão, administrado de forma empresarial e não gastando mais do que arrecada. Assim, sem fama e torcida, virou força no futebol do Equador. 

Andrés Sanchez durante entrevista coletiva no CT do Corinthians
Andrés Sanchez durante entrevista coletiva no CT do Corinthians Luis Moura/Wpp/Gazeta Press

E não é um projeto só do time principal. Seu time B luta pelas primeiras posições na segunda divisão do país. Os times da base fazem sucesso em competições internacionais (metade do elenco profissional é formado no clube). A equipe feminina também é uma potência local.

O clube ergue, mesmo que a passos lentos, um novo estádio. E sem os excessos de mármore de Itaquera. Para cerca de 20 mil torcedores, vai custar menos de R$ 50 milhões. Tem um dos CTs mais modernos da América do Sul.

E, pesquisando a imprensa equatoriana, não é possível achar nada de cobranças milionárias e modestas como as que o Corinthians parece ter se acostumado...




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Não é milagre: com Jesus, Flamengo tem no Brasileiro média de gols de fazer inveja a City, Barcelona e Bayern

Paulo Cobos
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O Flamengo tem um esquadrão. Mas também já era muito forte com Abel Braga, o que mostra o mérito de Jorge Jesus para transformar o time na maior máquina de fazer gols do futebol  Brasileiro, principalmente no campeonato nacional.

Com o português no comando, o Flamengo fez oito jogos pelo Brasileiro e marcou absurdos 23 gols, média de 2,87 por partida, número que supera com folga o ritmo que os campeões das principais ligas europeias balançaram as redes na temporada passada.

O Manchester City de Guardiola foi campeão inglês marcando, em média, 2,5 gols por jogo. O Barcelona de Messi levou o Espanhol com 2,37 tentos por partida. O Bayern ficou com o Alemão com média de 2,59 gols. Já tendo Cristiano Ronaldo, a Juventus teve média de 1,84 gols no título italiano. Até o PSG ,no desequilibrado Campeonato Francês, marcou menos gols que o Flamengo de Jesus no Brasileiro: 2,76.

Jesus não fez um milagre em fazer o Flamengo marcar tantos gols: o que fez foi ter coragem, trabalho e escalar os jogadores nos lugares certos. Mas irá conseguir um verdadeiro milagre se ensinar aos treinadores brasileiros que não basta marcar um gol e ficar satisfeito.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Até R$ 26,4 milhões: veja por que Santos torce para PSG rejeitar Coutinho ou Bale e vender Neymar só em dinheiro

Paulo Cobos
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Para o Santos, que passa por grave crise financeira, nada melhor do que o PSG fazer jogo duro contra Barcelona e Real Madrid por Neymar. 

Ao mostrar que recusa a inclusão de jogadores no negócio e bater o pé por muito dinheiro para liberar o jogador, o clube francês pode garantir uma bela verba extra para os cofres santistas.

O motivo é o dinheiro que o Santos terá direito a receber como clube formador do jogador, de acordo com o Mecanismo de Solidariedade da Fifa. 

Pelo sistema, o time formador tem direito até 5% do valor pago por um jogador. No caso de Neymar, que ficou na Vila até os 21 anos, o Santos tem direito a 4%, como aconteceu quando o craque foi vendido do Barcelona para o PSG.

Segundo o advogado João Henrique Chiminazzo, especialista no assunto, nessa conta só entra a parte em dinheiro de uma transação. Assim, não importa que jogadores especulados como possíveis moedas de trocas, como Coutinho, Bale, James Rodríguez ou Raktic, sejam avaliados em dezenas de milhões de euros.

Se eles entrarem no negócio, o Santos não teria direito ao percentual do Mecanismo de Solidariedade do valor deles.

Um exemplo: de acordo com alguns jornais de Madri, o PSG só aceita vender Neymar ao Barcelona por 250 milhões de euros. Nessa caso, pelo câmbio atual, se o valor for todo pago em dinheiro, o Santos teria direito a R$ 44 milhões.

Neymar durante treino do PSG, em 2 de agosto de 2019
Neymar durante treino do PSG, em 2 de agosto de 2019 FRANCK FIFE/AFP/Getty Images

Agora imagine que o  PSG aceite uma oferta de 100 milhões de euros em dinheiro vivo e mais os direitos sobre Coutinho e Rakitic. Neste caso, a fatia do Santos seria de apenas R$ 17,6 milhões,  uma diferença de R$ 26,4 milhões.

Vai sobrar santista dizendo que Bale não cabe no PSG...

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Vale R$ 2,5 bilhões? Neymar pode custar para o Real Madrid tanto quanto o novo Santiago Bernabéu

Paulo Cobos
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Tudo indica que o Real Madrid virou o favorito para tirar Neymar do PSG. As contas do negócio não estão claras, mas certamente seria o maior investimento já feito em um jogador do clube mais vitorioso do futebol mundial.

Tanto dinheiro que rivaliza até com o projeto dos sonhos do clube da capital espanhola. Para fazer uma remodelação total no Santiago Bernabéu, sua casa, o Real Madrid acertou há poucos meses um empréstimo de 575 milhões de euros, ou R$ 2,538 bilhões.

Ficando 5 anos como o previsto no clube, Neymar vai custar praticamente o mesmo que o Real vai gastar no novo Bernabéu.

Segundo a imprensa francesa, o PSG não vai liberar o brasileiro por menos de 200 milhões de euros. O salário de Neymar é motivo de discordância, mas as previsões variam de 34 milhões de euros a 40 milhões de euros.

Projeto para o novo Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid
Projeto para o novo Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid Divulgação

Mas essa dinheiro é livre para o jogador. Com o pagamento de impostos, esse valor praticamente dobra. Assim, só com salários o investimento em Neymar seria entre 340 milhões de euros a 400 milhões de euros.

Somando com o valor pago ao PSG, o custo total poderia bater na casa dos 600 milhões de euros, ou R$ 2,648 bilhões.

Vale? Depende. Com a falta de compromisso de Neymar dos últimos anos, seria melhor o Real pegar esse dinheiro e "pintar de ouro" as paredes do novo Bernabéu. Se resolver voltar a ser um profissional com talento gigantesco, é Neymar quem vai ajudar a pagar as parcelas do financiamento do novo estádio.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Flamengo está gastando muito com salários? Ainda não é para se preocupar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Flamengo está gastando mais do que deve para formar um elenco estrelado? Não sai barato, mas a situação ainda não deve ser motivo de preocupação para quem se interessa pelas contas dos clubes.

Com o balanço oficial das contas flamenguistas no primeiro semestre, o blog calculou quanto a conta salários, incluindo encargos, impostos e também direitos de imagem, consome do dinheiro que entra no clube de forma recorrente, excluindo receitas com a venda de jogadores, como acontece na Europa.

Nos seis primeiros meses do ano, o Fla gastou, contando todo o clube (e não só o futebol), R$ 127,2 milhões com salários. Isso representa 66% das receitas do clube no período sem contar a venda de jogadores (incluindo elas, a folha consumiu só 33% do dinheiro que entrou).

Segundo a Uefa, que adota rígido controle sobre as finanças dos times na Europa, o saudável é que os clubes gastem no máximo 70% de suas receitas com salários.

As chegadas de Rafinha e Filipe Luís e a eventual de Balotelli vão deixar o Flamengo no limite. Em entrevista para a Fox Sports, o presidente flamenguista, Rodolfo Landim, afirmou que a previsão é um gasto de R$ 271 milhões com salários em 2019.

Jogadores do Flamengo posados antes de jogo contra o Bahia, pelo Brasileirão
Jogadores do Flamengo posados antes de jogo contra o Bahia, pelo Brasileirão Alexandre Vidal/Flamengo

Mantido o ritmo das receitas no primeiro semestre (lembrando que aqui não entra a venda de jogadores), o Flamengo gastaria 70% de seu faturamento com salários, no limite do que a Uefa considera saudável. 

Contando a grana da venda de atletas, a conta salário é até fácil para o Flamengo pagar.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Palmeiras e Flamengo entre os times mais ricos do mundo? Só vendendo mais jogadores

Paulo Cobos
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Soberanos nas finanças no Brasil, Palmeiras e Flamengo ficam longe do grupo dos 30 mais ricos do mundo quando não se contabiliza  a venda de jogadores, como fazem os clubes europeus nas suas contas. É o  que aponta estudo do banco Itaú BBA, que analisa todos os anos a saúde financeira dos times nacionais. 

Para fazer a comparação, a instituição usou os balanços oficiais dos times nacionais de 2018 e os dados das equipes da Europa na temporada 2017/2018 tabulados pela consultoria Deloitte.

Contando venda de jogadores, o Palmeiras entraria na lista dos 30 mais ricos do mundo, justamente na 30ª posição, com receitas de 156 milhões de euros, à frente do Benfica, com 151 milhões de euros. O Flamengo, com faturamento de 128 milhões de euros, não estaria no ranking.

De qualquer forma, os dois brasileiros não estariam tão longe até do 21º do ranking, o Napoli, com 183 milhões de euros.

Só que tirando o dinheiro obtido com a venda de atletas, a diferença da dupla para os 30 mais ricos do planeta aumentaria muito. Sem essa verba, o Palmeiras teve receitas de 116 milhões de euros, e o Flamengo, 115 milhões, ou mais de 30 milhões de euros a menos que o Benfica.

Prova que nem o trabalho bem feito como o de Palmeiras e Flamengo deixa o futebol brasileiro próximo da elite financeira da  Europa, que não tem só clubes dos países mais poderosos do futebol. Entre os 30 mais ricos, há equipes de Rússia e Turquia.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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