Treinadores, aprendam e parem de passar ridículo: ganhar a Florida Cup não serve para nada

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Treinadores de clubes brasileiros, aprendam. Ganhar a Florida Cup não vale nada! O último a aumentar a lista de frases infelizes valorizando o simpático torneio de pré-temporada em Orlando, nos Estados Unidos, foi Vanderlei Luxembugo.

Vanderlei Luxemburgo durante a derrota do Palmeiras para o Coritiba
Vanderlei Luxemburgo durante a derrota do Palmeiras para o Coritiba Palmeiras

Veja abaixo o que disseram os técnicos de times brasileiros que 'conquistaram' a competição sobre o assunto.

Aguirre, campeão com o Atlético-MG em 2016
“A vitória é sempre importante. Ganhar um titulo é importante, por mais que não seja um grande título. Estamos no caminho certo. Essa é a principal observação de hoje."

Rogério Ceni, campeão com o São Paulo em 2017
"Claro que não é um Campeonato Brasileiro, Paulista, mas fico feliz pelos jovens que acabaram de subir, pelos mais experientes, pelo Lugano que não havia levantado um troféu aqui. A vitória é importante, dá confiança. O título valoriza muito os 18 dias de trabalho que tivemos na pré-temporada aqui nos Estados Unidos."

Abel Braga, campeão com o Flamengo em 2019
"Falam tanto quando um grande não ganha nada. Começar ganhando moraliza e nos deixa com um lado mental forte."

Vanderlei Luxemburgo, campeão com o Palmeiras em 2020
"Fomos campeões paulistas, da Florida Cup, lideramos a Libertadores."

Demitido, Luxa diz que ‘teve êxito’ pelo Palmeiras: ‘Fomos campeões paulistas, da Flórida Cup e estávamos brigando lá em cima no Brasileiro’; assista a declaração no vídeo abaixo

Sabem o que todos esses treinadores têm em comum? Nenhum deles terminou o ano no clube em que foram 'campeões' da Florida Cup.

Aguirre foi mandado embora do Atlético-MG em maio, assim como Abel Braga no Flamengo. Rogério Ceni durou até o começo de julho no São Paulo. Luxemburgo caiu em outubro, mas o futebol ficou parado três meses por causa da COVID-19.

Na próxima vez que um técnico ganhar a Florida Cup, lembre: nunca passe o mico de dizer que o título tem qualquer importância.

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Ceni é (muito) pior que Dome no Flamengo; só com muita coragem de cartolas ele não será demitido

Paulo Cobos
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Não há como encontrar uma justificativa. O trabalho de Rogério Ceni no Flamengo é uma decepção. Consegue ser muito pior que o feito por Domènec Torrent. 

Com o catalão, o Flamengo pelo menos teve alguns momentos de brilhos. Nada disso acontece com o treinador que parecia o homem certo no lugar certo.

Ceni tem tempo de sobra agora para trabalhar com o, disparado, melhor elenco do futebol brasileiro.

E seu Flamengo parece um amontoado de jogadores desinteressados que não têm a mínima ideia do que devem fazer em campo.

O fiasco de Ceni tem um agravante. Dome não tinha a mínima ideia do que era o futebol brasileiro. Duvido que ele conhecia mais do que 5 jogadores do elenco rubro-negro.

Ceni parece tão perdido na parte tática (Vitinho de ala foi de doer) quanto na administração do elenco: a má vontade de Gabigol no banco contra o Ceará é só um exemplo. E a cara de poucos amigos de Everton Ribeiro ao ser substituído é outro.

A diretoria flamenguista não hesitou em demitir Dome quando a ira das redes sociais fizeram do catalão um vilão. O mesmo acontece agora com Rogério Ceni.

Resistir e manter Ceni seria um ato de coragem. Duvido que os cartolas rubro-negros a terão. Aposto que vão manter a "coerência" e irão fazer o mesmo que aconteceu com Dome: demissão.

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Tem algo muito errado quando o Barcelona usa 16 jogadores de 10 países, e nenhum é brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Tem algo muito errado quando o Barcelona em uma partida usa 16 jogadores de 10 nacionalidades diferentes, e nenhum deles é brasileiro. Na goleada sobre o Granada, neste sábado, o clube catalão escalou jogadores da Espanha, da França, da Dinamarca, da Holanda, da Alemanha, da Argentina, de Portugal e até da Bósnia, da República Dominicana e dos Estados Unidos.

O elenco do clube catalão tem hoje apenas três brasileiros: o goleiro reserva Neto, o volante Matheus Fernandes e Philippe Coutinho, que vai ficar fora dos gramados por pelo menos 3 meses após cirurgia.

Neto e Matheus Fernandes só vão jogar em casos de emergência, e Coutinho é um pesadelo de centenas de milhões de reais para o Barcelona.

Jogadores do Barcelona comemoram durante vitória sobre o Granada
Jogadores do Barcelona comemoram durante vitória sobre o Granada Getty Images

Nenhum gigante europeu causa tanta estranheza em não escalar brasileiros como o Barcelona. Foi no clube catalão que Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho foram eleitos os melhores do mundo.

Nada parece combinar mais com o estilo cheio de glamour do Barcelona do que jogadores brasileiros. Se eles não estão mais lá, algo de errado acontece.

E esse errado é triste para os dois lados. O Barcelona parece não saber mais garimpar talento brasileiro. Mas também é verdade que não parece haver mais brasileiros candidatos a melhor do mundo como antes.

Triste para catalães e brasileiros.

Assista aos gols de Granada 0 x 4 Barcelona


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Jorge Jesus já não consegue esconder a amargura: deixar o Flamengo foi uma grande estupidez

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A cada três ou quatro dias, Jorge Jesus dá entrevistas em Portugal, antes ou depois dos jogos do Benfica. Em todas elas demonstra mágoa pela forma como é tratado por torcedores e mídia portugueses. 

Em todas não esconde a saudade dos tempos em que foi uma espécie de rei do futebol brasileiro, quando era tratado, de forma merecida, como uma divindade pelo espetacular trabalho que fez no Flamengo.

Situação que deixa uma coisa bem clara: trocar o Flamengo pelo  Benfica foi uma grande burrice!

Ao fazer isso, Jesus não foi trabalhar em um clube que iria disputar o título da Champions League. Também não foi ganhar muito mais dinheiro do que recebia na Gávea. Fatores pessoais podem ter pesado na decisão, mas o treinador não parece nem um pouco feliz em sua terra natal.

Sormani detona Ceni no Fla e diz que teria mantido Dome; ASSISTA

Parece óbvio que Jesus está arrependido. Ele não tem mais milhões de torcedores o adulando. Não tem mais a chance de enfrentar o Liverpool em uma final de Mundial de Clubes. Não tem um time na mão como era com seu esquadrão rubro-negro. E ainda a pandemia o faz ir a estádios vazios, o que só deve aumentar seu desgosto.

Jesus não pode voltar no tempo e mudar sua decisão. Azar de todos os técnicos que irão comandar o Flamengo. O fantasma do português vai rondar a Gávea eternamente.

Jorge Jesus trocou o Flamengo pelo Benfica. Estaria arrependido?
Jorge Jesus trocou o Flamengo pelo Benfica. Estaria arrependido? Getty Images

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Rogério Ceni insiste em 'erro grotesco': expor jogadores e não assumir sua culpa após derrotas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

"Erramos acima do normal para quem quer vencer um clássico. Cometemos erros primários. Perdemos por erros bobos, por erros comuns. A gente prepara um sistema e conta com o básico dentro de campo. Não fomos felizes na forma de marcar, na iniciativa que deveríamos ter tomado em determinados momentos do jogo."

"Quando tinha o controle do jogo, errava passes simples, de cinco, dez metros, que normalmente não se erra, principalmente na construção do jogo. Se você não consegue ultrapassar a primeira linha do adversário e acaba errando passes primários, não é o padrão."

"O que estamos criando em volume é suficiente para fazer gols e vencer. Agora, os erros que cometemos são grotescos para uma equipe que quer ser campeã."

Estas três frases são de Rogério Ceni. A primeira é de maio de 2017, quando comandava o São Paulo e perdeu para o Corinthians por 3 a 2; a segunda, de setembro de 2019, após o seu Cruzeiro perder para o Internacional por 3 a 0, pela Copa do Brasil; e, finalmente, a terceira aconteceu nessa quarta-feira (6), depois do seu Flamengo perder de virada para o bem mais frágil Fluminense.

Fluminense faz nos acréscimos e consegue virada espetacular contra o Flamengo; VEJA os gols abaixo

As três mostram que o treinador com uma carreira de 20 anos como estrela jogando parece não saber que, em time grande, o comandante até pode achar que os atletas erraram, mas nunca deve expor isso em entrevistas.

E também deve assumir a culpa sem rodeios após fracassos, e eles se acumularam no São Paulo e no Cruzeiro para Ceni e já começam a transbordar no Flamengo.

Em Belo Horizonte, Ceni foi fritado por um vestiário cheio de medalhões. E praticamente todos eles apontaram erros graves do treinador. Verdade que o Cruzeiro era um ninho de serpentes, mas acredito sim que eles têm alguma razão nos relatos das bobagens feitas pelo treinador.

O vestiário do Flamengo é muito mais estrelado. Não vai aceitar que Ceni aponte o dedo para "erros individuais" e não admitir sua culpa.

Rogério Ceni, técnico do Flamengo
Rogério Ceni, técnico do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

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Copa do Brasil e Libertadores serão só cereja do bolo: Palmeiras já é maior vencedor da temporada

Paulo Cobos
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Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Cesar Greco/Ag Palmeiras


Em pouco mais de um mês, teremos novos campeões do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores. Não vou palpitar quem irá levantar a taça de cada competição. Mas já vou apontar meu vencedor da temporada: o Palmeiras.

Se ganhar a Copa do Brasil, em que já está na final, e a Libertadores, onde está muito perto da decisão, o clube irá coroar o que já é o trabalho com mais frutos no Brasil.

Por que futebol não é só títulos. E o Palmeiras tem motivos de sobra para comemorar.

O primeiro foi apostar em garotos, o que faz com que o clube tenha hoje provavelmente o patrimônio mais lucrativo entre todos os clubes nacionais. Segundo o site transfermarkt.com, especializado no assunto, só Palmeiras e Flamengo têm três jogadores próprios entre os 15 mais valorizados do Brasil.

Gabriel Verón é o primeiro, Gabriel Menino é o 9ª e Patrick de Paula é o 13º. Todos eles foram formados no clube. Ou seja: quando vendidos o lucro será imenso. E todos têm um mercado gigante: são bons e muito jovens, tudo que grandes europeus querem hoje.



Veja lances de River 0 x 3 Palmeiras

No  Flamengo, Gabigol, Arrascaeta e Gérson estão entre os 15 mais valiosos do país. Mas os 3 custaram verdadeira fortunas. Uma eventual revenda não irá significar ganho substancial.

Além dos garotos, o Palmeiras "descobriu" um técnico. Abel Ferreira não tinha uma carreira tão sólida como seu compatriota Jorge Jesus. E caminha para ter o mesmo sucesso.

Ele mostrou contra o River Plate que os resultados iniciais não foram por acaso, e esbanjou repertório. E ainda é protagonista das melhores entrevistas de um treinador em muitos anos no Brasil: didático, sem estrelismos, com vocabulário inteligente.

Apostando na base e com Abel, o Palmeiras já conseguiu outra vitória que não se mede apenas pelos resultados.

Depois de anos com Felipão, Mano e Luxemburgo, o torcedor que adora ganhar, mas também de jogar bonito, resgatou o orgulho, que estava perdido na mediocridade do que "o importante é ganhar, nem que for por meio a zero".


Fonte: Paulo Cobos

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'Chega mais duro e quebra o tornozelo dele' de Gallardo é do jogo? Depende de quem fala

Paulo Cobos
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Gallardo dá instrução para Rojas
Gallardo dá instrução para Rojas Getty Images

Não era preciso mais nada para apimentar o jogaço entre River Plate e Palmeiras que abre nesta terça-feira as semifinais da Conmebol Libertadores. Mas Marcelo Gallardo, o técnico argentino, deu motivos para uma vasta polêmica.

O melhor técnico que trabalha na América do Sul foi flagrados pelas câmeras da ESPN pedindo que o zagueiro Rojas fosse mais duro com Tevez após empate no clássico contra o Boca, no último sábado.

"Hacete más duro, c*" (chegue mais duro, c*), falou Gallardo. "Rompe el tobillo". A tradução literal em português seria: "arrebente o tornozelo".

Tenho convicção que Gallardo não quis em nenhum momento que seu jogador realmente quebrasse Tevez. Claramente, no calor de um jogo quente contra o maior rival, sua mensagem era simplesmente exigir mais atenção e entrega de seu atleta na marcação.



Veja lances de Boca x River

Mas admito que Gallardo tem o benefício da dúvida.

Seu River Plate há muitos anos pratica um futebol vistoso, em que violência nunca é estratégia. Ele ainda foi um jogador técnico. E por fim suas entrevistas são de uma lucidez que falta à maioria de seus colegas de profissão sul-americanos, especialmente os brasileiros.

Fico pensando se o flagrado mandando um jogador seu quebrar o rival fosse Luiz Felipe Scolari. Provavelmente, e talvez injustamente, sua palavras seriam escutadas de forma literal. 

Imagem e currículo no futebol podem fazer mesmo a diferença até na hora da polêmica.


Fonte: Paulo Cobos

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Ganhar a Champions é até 'fácil': Pochettino vira gigante se enquadrar Neymar no PSG

Paulo Cobos
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Neymar lamenta derrota do PSG para o Manchester United, pela Champions
Neymar lamenta derrota do PSG para o Manchester United, pela Champions FRANCK FIFE/AFP via Getty Images

Há dois meses, escrevi aqui que Neymar não teve a mesma sorte que Messi e Cristiano Ronaldo. Ao contrário dos dois maiores jogadores do mundo, o brasileiro nunca teve na Europa um treinador da primeira linha, que fosse grande o suficiente para deixar claro a ele quem mandava.

Enfim isso pode mudar. Depois de ser comandado pelos fracos Gerardo Martino, Unay Emery e Thomas Tuchel, além do mediano Luís Enrique, Neymar terá um técnico de ponta na Europa, onde está desde 2013.

A partir de agora, o PSG é comandado pelo argentino Mauricio Pochettino, que ainda não é tão grande como Guardiola ou Mourinho, mas já tem bagagem suficiente para enfim enquadrar Neymar, o que Felipão e Tite também não conseguiram na seleção brasileira.

Há alguns meses, diria que para Pochettino seria mais fácil dar ao PSG sua primeira Champions do que dar um jeito no estilo mimado de Neymar. Mas hoje tenho outra convicção.


Pocchetino comandou primeiro treino no PSG



O  brasileiro teve um 2020 em que mostrou uma maturidade inédita. Mas isso já parece uma miragem. O biquinho depois de não aparecer na lista dos melhores do mundo e seu conturbado final de ano no Brasil mostram que Neymar segue sendo um gigante adulto em campo, mas uma criança birrenta fora dele.

Que Pochettino tenha sucesso nas duas missões. Mas, pelo menos para os brasileiros, ele seria muito mais lembrado como o treinador que enquadrou Neymar do que o primeiro técnico campeão da Champions pelo PSG.



Fonte: Paulo Cobos

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Abel, Cuca e Mancini estão 'aprovados' mesmo sem títulos; Diniz, coitado, não tem esse benefício

Paulo Cobos
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Fernando Diniz lamenta lance de São Paulo x Vasco
Fernando Diniz lamenta lance de São Paulo x Vasco Mauro Horita / Gazeta Press

Os críticos, principalmente os são-paulinos, decretaram após a eliminação do clube do Morumbi nas semifinais da Copa do  Brasil diante do Grêmio: agora, Fernando Diniz tem a obrigação de ganhar o Brasileiro, mesmo com um elenco muito inferior a pelo menos quatro rivais: Atlético-MG, Flamengo, Grêmio e Palmeiras.

Coitado o Diniz. Entre os quatro treinadores dos grandes paulistas, ele é o único que terá o trabalho reprovado caso não ganhe um título. 

Abel Ferreira virou queridinho dos palmeirenses por acabar com a pasmaceira da era Luxemburgo. Na final da Copa do Brasil e nas semifinais da Libertadores, ninguém vai pedir sua cabeça em caso de derrotas nessas competições. Cuca conseguiu milagre no Santos. Merece até aumento mesmo sem taça alguma. Vagner Mancini fez o Corinthians de candidato a rebaixamento a sonhar com vaga direta na Libertadores. O emprego está garantido em 2021.

Já tentei entender no blog o motivo do prazer quase mórbido de tanta gente querer enterrar Fernando Diniz.

Não é possível não admitir que seu trabalho no São Paulo é muito acima da média.

Claro que um título é essencial. Mas o São Paulo não ganha nada há quase 10 anos.

E sem ele não chegava nem perto de conquistá-los, ao contrário de agora.

Mandar Diniz embora caso o São Paulo não conquiste o Brasileiro será burrice.

Como tantas que o São Paulo faz há muito tempo.

Fonte: Paulo Cobos

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Há exatos 20 anos, Vasco incomodava por poder e arrogância; hoje, por se apequenar

Paulo Cobos
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Há exatos 20 anos, em 30 de dezembro de 2000, o futebol brasileiro teve um momento que por milagre não acabou em uma tragédia com muitos mortos. Na final do  Brasileiro de 2000, entre Vasco e São Caetano, eu um São Januário apinhado de torcedores, uma confusão na arquibancada acabou com o alambrado derrubado e dezenas de vascaínos caindo uns sobre os outros.

Depois do acidente, o então todo poderoso Eurico Miranda dava um show de arrogância. Ordenava que feridos deixassem o gramado, dava ordens para todos e exigia que o jogo fosse reiniciado (o que acabou não acontecendo).

Vale lembrar o episódio para comparar como o Vasco era visto em 2000 e agora, quando acaba de demitir outro treinador e vê o pesadelo de outro rebaixamento se aproximar.

Há 20 anos, o Vasco era temido. Dentro de campo, um esquadrão com Júnior Baiano, Felipe, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista e Romário. Nos esportes olímpicos, mandou praticamente ume delegação própria para os Jogos de Sydney-2000. Parecia sobrar dinheiro.

Fora dos gramados, uma imagem de arrogância criada por Eurico Miranda, com seu desprezo a qualquer padrão mínimo de fair play.

Eurico Miranda e Romário
Eurico Miranda e Romário Getty Images

Hoje, o Vasco é insignificante em termos esportivos. Impossível acreditar que o clube, de história gigante, possa voltar a disputar nos próximos anos qualquer título importante.  As dívidas, muitas delas criadas por Eurico, parecem impagáveis. Não há como negar que o clube se apequena a cada dia.

Imagino que para o vascaíno o sentimento de 20 anos atrás era muito melhor. Muitos devem pensar: 'Que se dane os que os rivais acham' e se o clube gasta o dinheiro que  não tem. O Vasco não foi o único clube grande que caiu nessa grande mentira: o Cruzeiro está aí para sentir a mesma dor. 

Tomara que em 20 anos o Vasco volta a ser gigante. Mas sem os mesmos erros e arrogância de 20 anos atrás.


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Ainda dá tempo, Neymar: troque o tal festão por um piquenique com fã com síndrome de Down

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Neymar não joga futebol esses dias, mas virou o grande assunto. E novamente de forma negativa. Com 500 ou 150 pessoas, a suposta festa em mansão no litoral do Rio enquanto centenas de brasileiros morrem todos os dias com a COVID-19 seria uma estupidez mesquinha que só dá argumentos a quem o odeia.

No meio de uma enxurrada de críticas tanto no Brasil quanto na Europa, li uma notícia que Neymar também poderia ler e, quem sabe, mudar de ideia.

Nesta terça-feira, o jornal "Le Parisien" mostra a história de François Varraut, um jovem de 22 anos com síndrome de Down. Ele tem um grande amor na vida: o PSG. E tem Neymar como maior ídolo.

Neymar, antes de jogo pelo PSG
Neymar, antes de jogo pelo PSG Getty

Ao jornal, Varraut revela um sonho. Convidar Neymar para um piquenique. O jovem fez um vídeo em que aplica 21 dribles, justamente para lembrar a síndrome de Down (uma alteração genética no cromossomo 21). A ideia era "desafiar" Neymar a repetir os dribles.

Neymar tem muito dinheiro. Apenas 28 anos. Vai ter tempo para fazer todas as festas que quiser por muitas décadas. E ele tem um jatinho à disposição para deixar o Brasil a qualquer momento.

Quem sou eu para aconselhar alguém que não conheço pessoalmente. Mas não custa sonhar com um ato que pode mostrar que Neymar não é o garoto mimado e vazio que as críticas destes dias desenham.

Esqueça a tentação de um festão de Ano Novo. Não importa o tamanho dela. Essa batalha na sua imagem você já perdeu. Pegue o jatinho. Volte para Paris. Vá fazer um piquenique com Varraut. Vai te fazer bem. Garanto.

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'Não há dinheiro para Neymar e longe do seu lugar': Messi foi sincero sobre o Barcelona, mas com atraso

Paulo Cobos
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Não sou grande fã das entrevistas de Messi. Durante anos, elas foram absolutamente sem graça. Mas começaram a mudar depois que o argentino chegou aos 30. E tiveram seu apogeu neste final de semana, quando ele quebrou o silêncio de meses em uma longa conversa em uma emissora de TV espanhola.

Foi ótimo ver o desejo real de Messi querer ser uma "pessoa normal", de ir ao cinema, de participar do grupo de pais da escola dos filhos no WhatsApp. Mas nada foi mais importante que as declarações sobre o atual momento do Barcelona.

Messi admitiu que o gigante catalão "está realmente mal, muito mal". Também confessou que não acredita na volta de Neymar, simplesmente por que "não há dinheiro". E a mais dolorida para os torcedores do clube que por muito tempo foi o mais invejado do planeta.

Ao comentar a eleição que se aproxima, apontou a principal missão do novo presidente: "tomara que coloque o clube onde merece, que hoje por hoje não está".

Messi foi certeiro com esse soco no estômago do orgulho catalão. Pena que a sinceridade chega com anos de atraso e feitas em um ambiente de mágoa dos dois lados.

Faz muito tempo que o Barcelona mergulha no buraco apontado por Messi. O clube não tem dinheiro hoje por que é o gigante europeu mais irresponsável nos gastos, muitos feitos para agradar o argentino, que custa absurdos 100 milhões de euros por ano.

Nunca é tarde para apontar a verdade, como fez Messi. Mas ele teria feito muito melhor para o Barcelona se colocasse o dedo na ferida que agora sangra como nunca há pelo menos 3 anos.

Lionel Messi durante partida do Barcelona
Lionel Messi durante partida do Barcelona Getty Images
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Tem minha torcida: Fernando Diniz ganhar Brasileiro pelo São Paulo é bom para o futebol

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não sou são-paulino. Meu amigos tricolores até dizem que eu tenho uma implicância extra com o clube. Mas no Brasileiro-20 vou torcer para a taça acabar no Morumbi.

E isso só vai acontecer por causa de Fernando Diniz. 

Diniz ganhar, enfim, um título importante, e ainda mais em um clube que esqueceu o que é ser campeão, não é só merecido. Será também ótimo para o futebol brasileiro e seus treinadores.

Fernando Diniz
Fernando Diniz Gazeta Press

Já escrevi aqui que não entendia tanto prazer dos críticos em enterrar o tal "Dinizismo". Assim como reconheci que Diniz ainda não havia conseguido ser um treinador consistente em todas as partes do campo. E dava como certo que ele seria trocado antes de Rogério Ceni aceitar a oferta do Flamengo.

Mas sempre fui fã do treinador que até no modesto Audax tinha a coragem de simplesmente pensar diferente. De enxergar o futebol sem a mediocridade típica da maioria dos treinadores brasileiros. Do cara que também pode derrapar em uma entrevista, mas que geralmente tem palavras inteligentes e sólidas.

Fernando Diniz campeão do Brasileiro, e ainda nas semifinais da Copa do Brasil, será a vitória do novo, do ousado, do cara que desafia a mesmice. E que também é capaz de evoluir, de aprender com as derrotas, de responder os críticos com a elegância.

Vida longa ao "Dinizismo". E com títulos.

Diniz exalta zagueiros e fala sobre ‘trabalho coletivo’: ‘Fez o São Paulo chegar na liderança’


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Neymar quer jogar com Messi de novo; mas agora quem escolhe o lugar é ele

Paulo Cobos
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Messi e Neymar durante os tempos de parceria no Barcelona
Messi e Neymar durante os tempos de parceria no Barcelona Getty Images

Pode ter sido a euforia de brilhar e marcar dois gols no mítico Old Trafford. Mas, após o PSG vencer o Manchester United, Neymar foi claro em entrevista à ESPN: ele quer voltar a jogar com o amigo Messi, e já na próxima temporada.

Sigo achando que para a carreira do brasileiro hoje Messi não é mais o companheiro ideal. Continuo apostando que Mbappé é sua melhor chance de ganhar a Champions League e enfim ser eleito o melhor do planeta.

Mas acho muito bacana a forma como Neymar reverencia o segundo melhor jogador da história do futebol, sem ciúme algum, com admiração que não tem nada de inveja.

Neymar: 'O que mais quero é voltar a jogar com Messi; tem que acontecer ano que vem'

Só que os tempos são outros. Em uma reedição da parceria, o status seria bem diferente da época em que os dois atuaram juntos no Barcelona. Neymar tem mais carreira pela frente, mostra um vigor físico que já é uma miragem para Messi.

Até pouco tempo, era Messi quem iria decidir onde teria Neymar como companheiro. Fez isso ao tentar levá-lo de volta para o Barcelona com insistência.

Mas agora é diferente, e o clube catalão não é mais uma opção viável. Se os dois quiserem um reencontro, será no lugar em que o brasileiro escolher. E quem vai vestir a camisa 10 é outra discussão.



Neymar acaba com o jogo, faz dois, PSG vence Manchester United e fica perto da vaga nas oitavas



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Eu estava certo: era melhor Rogério Ceni esperar o São Paulo do que ir para o Flamengo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

"Se eu fosse seu amigo, eu iria palpitar: espere o São Paulo". 

Foi com esta frase que encerrei texto no último dia 9 de  novembro, quando o Flamengo estava perto de demitir o espanhol Domènec  Torrent, e os torcedores rubro-negros pediam a contratação de Rogério Ceni, então no Fortaleza.

O blog analisava o que deveria ser a "maior decisão" da carreira de Ceni: esperar um convite para voltar a comandar o seu amado São Paulo ou aceitar um eventual convite flamenguista.

Ponderei os problemas que ele poderia ter na Gávea: "No Flamengo a cobrança será imediata. Sua falta de identificação com o clube não lhe daria o benefício da dúvida em caso de maus resultados iniciais. Ceni também teria que trabalhar com medalhões, experiência em que fracassou no Cruzeiro".

Acertei na mosca.

Após os fracassos na Copa do Brasil e na Libertadores, com um futebol medíocre, Ceni já não tem o benefício da dúvida. Ele não tem identificação alguma com o Flamengo, e por isso já não falta gente pedindo a sua cabeça, menos de um mês depois de assumir o emprego.

E parece que novamente ele tem problemas em lidar com medalhões. A decisão de substituir Arrascaeta e Éverton Ribeiro contra o Racing foi uma trapalhada que vai ser lembrada por anos.

Pode ser que Rogério Ceni ainda tenha tempo para provar que eu estava errado, e que esperar o São Paulo era um grande bobagem. Mas para isso ele precisa fazer o Flamengo jogar bem já no próximo final de semana. E ganhar o Campeonato Brasileiro virou obrigação.

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Real Madrid pagou R$ 1 bilhão por 4 brasileiros que não valiam isso; mas culpá-los pelo desastre é sacanagem

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Shakhtar Donetsk vence Real Madrid com gol de Dentinho e 'rouba' a 2ª colocação na Champions League


Foram 50 milhões de euros por Militão. Outros 45 milhões com Vinicius Jr. A mesma quantia por Rodrygo. E outros 30 milhões por Reinier. Pelo câmbio atual, o Real Madrid gastou R$ 1,07 bilhão com quatro brasileiros nos últimos anos.

É evidente que eles não valiam tudo isso. O valor pago por Militão chega a ser absurdo. Vinicus Jr., Rodrygo e Reinier são apostas firmes. Não têm culpa se foram comprados por muito dinheiro mesmo com carreiras incipientes como profissionais no Brasil.

Por isso chega a ser sacanagem quando boa parte da Espanha culpa a legião brasileira pelo absoluto desastre que vive o Real Madrid, derrotado pelo Shakhtar Donetsk por 2 a 0 nesta terça-feira, pela Champions League.

Militão é ironizado praticamente todas as vezes que entra em campo. Vinicius e Rodrygo são os "melhores próximos jogadores do mundo" em uma semana e verdadeiros pernas de pau na outra. Reinier é visto com desconfiança mesmo jogando na Alemanha emprestado. 

Os brasileiros são só parte da política equivocada do Real Madrid, que manda Cristiano Ronaldo embora e reluta em renovar o contrato de  Sergio Ramos.

Rodrygo tenta jogada durante derrota do Real Madrid para o Shakhtar
Rodrygo tenta jogada durante derrota do Real Madrid para o Shakhtar EFE/EPA/Sergey Dolzhenko

Mas não hesita em pagar fortunas por jogadores que não valem o que custaram, incluindo o quarteto brasileiro. Assim como 63 milhões de euros por Jovic é piada. E 115 milhões de euros por Hazard e sua falta de comprometimento foi outro erro.

O Real Madrid de hoje é a prova que gastar muito é para poucos. E gastar muito com o que vale à pena é para ainda menos gente.

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Real Madrid pagou R$ 1 bilhão por 4 brasileiros que não valiam isso; mas culpá-los pelo desastre é sacanagem

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Torcedores e jogadores: quando todos são tolos irresponsáveis na operação 'caça boleiro furando quarentena'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Já houve um tempo em que torcedor atrás de jogador de seu time na balada era algo mais inocente. O sujeito que deixava sua casa, até durante a madrugada, para tomar conta da vida do outro só estava preocupado que a noitada tirasse o fôlego apenas do próprio festeiro.

Mas os tempos atuais são um "novo normal" também para o futebol. E agora o torcedor, quase sempre de uma organizada, vai atrás de jogadores na operação "caça boleiro furando quarentena".

O pavor é que o atleta se contamine  e depois o resto do time, deixando a equipe esfacelada. Foi assim que aconteceu com seguidores do Atlético-MG, justamente um dos clubes  mais afetados com o vírus: até Jorge Sampaoli teve a COVID-19 depois de participar de uma festa.

É um caso raro em que todo mundo é culpado e, principalmente, irresponsável.

Os jogadores do Atlético-MG, e acredito que da imensa maioria de outros clubes brasileiros, brincam com algo muito sério. Principalmente por que todos deveriam, como qualquer cidadão, evitar aglomerações quando o vírus parece cada vez mais forte. 


Torcedores organizados do Atlético-MG ameaçam Marrony e Dylan Borrero ao verem jogadores na balada

E, sendo profissionais muito bem remunerados,  simplesmente deveriam tomar todas as precauções para não serem contaminados, já que no caso deles não é possível fazer "home office". A irresponsabilidade individual pode ter um preço muito alto pago de forma coletiva: no caso o clube.


Mas não é indo para a rua atrás dos jogadores que torcedores dão algum exemplo. É insano alguém, sem máscara, ficar gritando na cara de um jogador o acusando de furar a quarentena.

Baladeiros e "caçadores de fura quarentena": vocês são todos uns tolos irresponsáveis.

Fonte: Paulo Cobos

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Cada gol custou R$ 109 milhões: Real Madrid joga dinheiro no lixo com Hazard

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Parece notícia velha,  mas não é. Nesta segunda-feira, o Real Madrid anunciou que Hazard está novamente machucado. Tudo indica que ele não joga mais em 2020. E só aumenta a sensação que o clube joga dinheiro, e muito, no lixo.

O blog tabulou os minutos jogados pelo belga no seu ano e meio na Espanha. Computando apenas competições oficiais, ele esteve em campo apenas 1.860 minutos. Isso representa só 32% do tempo em que o clube atuou.

Nesta temporada, ele só disputou 6 das 14 partidas do Real Madrid. Na passada, 22 de 51. 

No pouco que jogou, Hazard ainda só viveu de brilharecos. Até hoje, ele soma míseros 3 gols com a camisa branca e o número 7 de Cristiano Ronaldo, que o clube achou que era caro pelo que podia fazer se aproximando dos 40.

Hazard sente lesão e sai de campo ainda no 1º tempo contra o Alavés; assista


         
     

O valor que o Real Madrid pagou pelo Hazard ao Chelsea é polêmico. Mas a versão mais confiável é que ele custou 115 milhões de euros. Como  o contrato é de 5 anos, a grosso modo os 18 meses no clube até agora tiveram um investimento de 34,5 milhões de euros.

O belga tem o segundo maior salário do clube, com 11 milhões de euros por temporada. Assim, já faturou 16,5 milhões de euros no seu ano e meio no Real Madrid.

Somando a contratação e salário, Hazard já custou 51 milhões de euros para o clube mais vitorioso da história do futebol. Pelo câmbio atual, isso representa R$ 327 milhões. Uma conta simples mostra que cada gol do belga representou um gasto de R$ 109 milhões.

Apresentação de Hazard no Real
Apresentação de Hazard no Real GABRIEL BOUYS/AFP/Getty Images

Hazard nem é o tipo de jogador que faz o Real Madrid faturar vendendo milhões de camisas com seu nome.

E ainda dizem que mau negócio foi o PSG ter pago 222 milhões de euros por Neymar.

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Jorge Jesus falou besteira... Messi é sem graça, mas ninguém faz tanta gente amar futebol como ele

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Messi faz golaço, usa camisa em homenagem a Maradona e toma cartão que deixa Vaughan engasgado: 'Que se dane o amarelo'

Foram poucos minutos entre uma coisa e outra. Primeiro, recebi no grupo do site da ESPN a notícia que o técnico Jorge Jesus, ex-Flamengo, disse que Maradona tinha "paixão pelo futebol" e que Messi "não tem nada"

Logo depois, meu sobrinho de 8 anos chegou para nos visitar. E lembrei que até hoje o presente que ele mais gostou foram duas camisas de futebol: uma do Barcelona e outra da seleção argentina, ambas com o nome de Messi.

E, então, não foi difícil chegar à conclusão que Jorge Jesus falou uma grande besteira.

Quem acompanha o blog sabe que sou um crítico ao atual momento de Messi. Porém, daí a dizer que o craque absolutamente sem graça, mas que jogou mais que Maradona, não tem paixão pelo futebol é insano.

Eu sei. São outros tempos. Maradona era rei numa época em que não havia redes sociais. Messi tem seus passos todos pensados numa era em que cada detalhe é avaliado online por milhões de pessoas.

Messi homenageia Maradona após marcar para o Barcelona sobre o Osasuna
Messi homenageia Maradona após marcar para o Barcelona sobre o Osasuna EFE/Andreu Dalmau

Messi tem, sim, muita paixão pelo futebol. Ela é simplesmente muito diferente dos tempos de Maradona. Mais profissional, talvez mais chata mesmo.

Mas lembrei de novo do meu sobrinho e de cententas de milhões de crianças espalhadas pelo planeta. Um sujeito que faz tanta gente amar futebol pode ser acusado de tudo. Menos de não ter paixão por futebol. 

Foi mal, Jesus...

Fonte: Paulo Cobos

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Andrés Sanchez entrou pequeno no Corinthians, virou gigante e se despede nanico

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Andrés Sanchez é um produto típico da politicagem medíocre que todos os grandes brasileiros insistem em não abandonar. Foi assim, como uma figura menor, que ele entrou na vida do Corinthians.

Foi com habilidade nos bastidores que ele se transformou em diretor de futebol rebaixado em uma gestão caótica, como a de Alberto Dualib, a presidente do clube, em 2007. E então o que parecia mais um cartola pequeno se tornou grande, gigante!

Não há como negar: o Corinthians se transformou no primeiro mandato de Andrés. O time se estruturou, enfim ganhou um centro de treinamento moderno, passou a faturar mais dinheiro, conquistou títulos, contratou estrelas e, finalmente, teve sua sonhada casa.

E fez até algo para fazer a política do clube melhor, bancando o fim da reeleição dos presidentes.

Seria uma história bonita: a de um cartola insignificante que acabou sendo um dos maiores da história de um clube centenário. Seria...

Mas na véspera da eleição que vai escolher seu substituto, o final da história de Andrés no Corinthians é outro. Ele vai deixar o clube nanico, ainda menor do que entrou nele.

Candidato, Gobbi explica ‘time de m...’, diz que não terá problemas com elenco e ataca Duílio; assista

É simbólico que o Corinthians chegue na sua eleição com a notícia de que teve suas contas bloqueadas pelo não pagamento de obrigações com o governo. Um reflexo do que o clube se transformou sob às ordens do paulista de 56 anos nascido em Limeira.

Por que não foi só com ele na presidência que o clube seguiu seu estilo. Há quase 15 anos, o Corinthians tem Andrés ou seus aliados mandando.

E o resultado é desastroso. 

O clube que sonhava em ser 'o maior do mundo' se transformou em um poço sem fundo na sua dívida bilionária. Uma entidade em que transparência é algo raro. Uma bagunça de dezenas de jogadores contratados sem sentido algum. Um time que fica cada vez mais longe de seus rivais. Uma equipe que não pode nem mais sonhar em ganhar títulos importantes.

A história de Andrés no Corinthians poderia ser contada em um livro para inspirar pessoas. Mas vai acabar com uma biografia de uma ascensão meteórica seguida de uma lenta decadência, que vai deixar o clube sangrando por muitos anos.

Andrés Sanchez durante entrevista coletiva no CT do Corinthians
Andrés Sanchez durante entrevista coletiva no CT do Corinthians Luis Moura/Wpp/Gazeta Press

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São Paulo vai ter essa coragem? Ladainha de 'erro de direito' é para perdedores, não para quem empatou

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Vai começar o circo de sempre. Nos próximos dias, iremos ouvir auditores do tapetão e intermináveis discussões sobre "erro de direito".  Que na linguagem da bola quase sempre é apelar para a letra fria das regras para reclamar de acertos da arbitragem. 

Isso era comum com a tal "interferência externa", ou a alegação que um juiz mudou uma decisão tomada em campo após ouvir alguém na beira do gramado. 

Agora, em tempos de VAR, pela segunda vez um clube alega que o juiz recorreu a ele quando a bola já tinha voltado a rolar, o que é  ladainha ainda maior do que a tal "interferência externa".



Raí diz que São Paulo vai 'fazer de tudo' para obter respostas sobre polêmica com VAR


Só que o São Paulo, a nova vítima do "erro de direito", terá que mostrar uma coragem rara.

Na maioria imensa dos casos, quem busca mudar acertos da arbitragem faz isso após ser derrotado. Foi assim com o e Fluminense em clássico contra o Flamengo, com o Palmeiras na decisão do Paulista-2018 diante do Corinthians e mais recentemente o Botafogo contra o Palmeiras, no Brasileiro do ano passado.

O São Paulo pode ter a tentação de querer anular o jogo contra o Ceará e buscar uma reedição da partida. Mas o clube saiu do Castelão, onde é nunca fácil jogar, com um ponto.

Ele pode ser precioso no fim do campeonato, assim como os dois a mais que pode somar com um novo jogo.

Árbitro checa o VAR
Árbitro checa o VAR Getty

Resta saber o tamanho da aposta são-paulina para ignorar o acerto do VAR e ser outro a apelar ao "erro de direito".

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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