O contexto coletivo e a melhora individual: por que o desempenho de Felipe Melo cresceu tanto em 2018?

Renato Rodrigues
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Felipe Melo iniciou 2018 com ótimo desempenho com a camisa do Palmeiras
Felipe Melo iniciou 2018 com ótimo desempenho com a camisa do Palmeiras Gazeta Press

Uma das premissas para quem atua ou gostaria de atuar como observador técnico no futebol (o antigo olheiro) é que nunca devemos tirar uma conclusão permanente sobre um atleta sem considerar o ambiente que ele está inserido. Tal abordagem, inclusive, dá a convicção que diversos jogadores tidos como ruins pela opinião pública, na maioria dos casos, está dentro de um contexto que não potencializa ou extrai ao máximo de suas qualidades. 

Quantas vezes seu time ou mesmo os rivais trouxeram aquele atacante que todo mundo queria e simplesmente não deu certo? Fez gols por onde passou, sempre jogou bem... Mas fracassou no novo clube. Certamente todo mundo tem uma história dessa para contar. É algo muito recorrente, principalmente no cenário do futebol brasileiro, onde contratações são feitas muitas vezes sem ao menos ter uma forma de jogar definida.

O que esquecemos, na maioria das vezes, é que aquela maneira de jogar imposta pelo treinador pode ter sido uma das razões para um desempenho abaixo das expectativas - digo uma das razões, pois são inúmeras as variáveis neste caso. Um exemplo claro são pontas de extrema velocidade que fazem campeonatos impecáveis em equipes menores. Seu antigo clube quase sempre atua mais fechado e apostando em contra-ataques. Ao chegar em um time que normalmente propõem o jogo, muito por conta do adversário, que além de abrir mão da bola, quase nunca dá espaços para correr, o atleta sucumbe e vira uma aposta furada.

Mas existe um atleta neste início de temporada que inspira este post: Felipe Melo. Contratado cheio de pompa no início de 2017, o volante, com passagens por gigantes do futebol italiano como Juventus e Internazionale, entre polêmicas e desabafos, não conseguiu ter um primeiro ano regular. Claro que os motivos vão além da forma de jogar daquele Palmeiras, mas 2018 tem nos mostrado um desempenho em alto nível até aqui do camisa 30.

Sempre foi quase uma unanimidade que Felipe Melo é um jogador de qualidade. Tem um bom repertório técnico, principalmente na organização do jogo por trás, com passes verticais e bolas longas certeiras para achar companheiros em velocidade. O palmeirense também tem uma boa leitura dos espaços, se coloca bem em linhas de passe e  tem agressividade para ganhar duelos defensivos, seja pelo alto ou pelo chão. Mas ele também tem suas deficiências , como a grande maioria dos jogadores espalhados pelo mundo...

Quando chegou ao clube, Melo encontrou Eduardo Baptista. Adepto da marcação por zona, o agora treinador da Ponte Preta vislumbrava espaço e sequência para o volante, justamente por ele se enquadrar na sua ideia de jogo. O início de 2017 dele, inclusive, não foi ruim. Boas atuações, principalmente na Libertadores, o fizeram ganhar alguma sequência como titular.  Mas aí chegou Cuca, que tem uma maneira bem diferente de enxergar futebol -  e que fique claro:  não se trata de certo ou errado, mas sim de uma escolha.

Sergio Busquets, um dos melhores do mundo na função, tem leituras impecáveis à frente da linha defensiva

Campeão brasileiro com próprio Palmeiras em 2016, Cuca sempre foi adepto da marcação individual. Nas suas últimas passagens até trabalhou com algumas trocas de encaixe, justamente para não gerar perseguições longas nesta ideia de sempre defender no homem a homem. Mesmo assim, se tratava de um jogo que exigia muito fisicamente dos atletas. A intensidade era o grande pilar para este tipo de jogo funcionar. E foi aí que o camisa 30 alviverde perdeu espaço. Sem sequência como titular, vieram as queixas e as rusgas com o treinador.

Um dos pontos fracos de Felipe é a agilidade, principalmente na troca de direção. Por ser um jogador de força e estatura (1,83m), o volante nunca foi um jogador de grande velocidade. Por conta disso, sempre se adaptou à contextos que o mantinham competitivo. Normalmente em equipes que faziam um jogo mais posicional sem a bola e de menos exposição em duelos defensivos em velocidade. Agora, aos 34 anos, essa sua capacidade de mudar de direção foi naturalmente caindo.

Cuca sabia que o perfil de Felipe Melo não condizia à sua forma de jogar. Exigiria dele situações que o não deixariam confortável dentro de campo. Uma saída para caçar ou perseguir um atleta mais ágil poderia desequilibrar todo seu sistema defensivo. Uma tirada de primeira de um adversário mais habilidoso seria fatal, já que o volante não teria capacidade de recuperação na corrida. Viraria um efeito dominó. Um cobre o um que saiu da posição do dois. Uma bola de neve com grandes chances de o adversário chegar com vantagem numérica no último terço do campo.

Com Roger Machado, também adepto da marcação mais zonal, que prioriza sempre controlar os espaços, seja lá qual jogador adversário passe poe eles, o camisa 30 se fortaleceu. Mais que isso, dentro da ideia de jogo mostrada até aqui, virou peça de grande importância. Além de ser o principal encarregado de iniciar as jogadas afundando entre os zagueiros para dar mais qualidade na saída (veja na imagem abaixo), seja com passes verticais ou bolas longas de velocidade, Felipe Melo tem sido o ponto de equilíbrio à frente da linha defensiva.

Repare como o volante palmeirense afunda entre os zagueiros para buscar a bola e fazer a saída de 3
Repare como o volante palmeirense afunda entre os zagueiros para buscar a bola e fazer a saída de 3 DataESPN

O clássico contra o Santos, no último domingo, nos mostrou uma outra face deste novo Palmeiras. Tendo que propor e ser protagonista nos jogos anteriores, justamente por enfrentar equipes menores, a equipe de Roger se viu pela primeira vez obrigada a alternar momentos com e sem a bola. O gol cedo foi decisivo para tal comportamento. Com seu 4-1-4-1, normalmente defendendo em bloco médio, o Verdão teve Felipe Melo compensando espaços e coordenando as alternâncias de pressão na bola na entrada do último terço do campo. Veja na imagem abaixo que, ao ver Marcos Rocha quebrar a linha para pressionar o adversário, Felipe já se posiciona no espaço entre o lateral e o zagueiro pela direita (Antonio Carlos).

Marcos Rocha quebra a linha e Felipe Melo se coloca no espaço aberto
Marcos Rocha quebra a linha e Felipe Melo se coloca no espaço aberto DataESPN

O movimento de Felipe Melo vai sempre acontecer com a bola como referência. De acordo onde está a posse do adversário, ele flutua com a equipe, sendo uma importante peça para quebrar e impedir bolas entrando entrelinhas, nas costas de Lucas Lima e Tchê Tchê. Na ilustração abaixo fica fácil ter uma noção dessa movimentação de um lado para o outro, que é o que se exige do volante que atua sozinho à frente da linha defensiva. Inclusive já escrevi aqui no blog sobre essa função, que é de muita complexidade no futebol atual. Clique aqui e veja.

Perceba na ilustração como a referência posicional do volante se dá pelo local da bola e alinhado à linha defensiva
Perceba na ilustração como a referência posicional do volante se dá pelo local da bola e alinhado à linha defensiva DataESPN

A experiência de Felipe Melo em grandes centros na Europa contribuiu muito para estas leituras citadas acima. Tanto na Internazionale quanto na Juventus ele atuou nesta função com certa regularidade. Apesar das variações de plataformas de jogo, às vezes até com um outro volante ao seu lado, esteve sozinho com meias à frente em diversos momentos. No Galatasaray, apesar do 4-2-3-1 mais fixo usado na época, também contribuía com movimentos similares.     

Infelizmente ainda vemos o futebol no Brasil sob a ótica da individualidade. Temos conosco a ideia de que o craque resolve e não a organização. Felipe Melo é só um dos milhares de exemplos neste esporte que comprovam que a individualidade tem que servir o coletivo. E quando isso acontece, o talento é potencializado e decisivo. Então, antes de gostar ou não de algum jogador, busque observar o seu em torno. Às vezes tudo que o rodeia não ajuda. 

Acontece toda hora...


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Fonte: Renato Rodrigues, do DataESPN

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A dificuldade ofensiva do Atlético-MG, o posicionamento na saída de bola e a falta de profundidade na Libertadores

Renato Rodrigues
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Como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos, 'no limite da defesa', dando profundidade

Renato Rodrigues
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DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa'
DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa' ESPN

O São Paulo está nas quartas de final da Conmebol Libertadores. Na Argentina, em noite mágica de Rigoni e Marquinhos, o Tricolor venceu o Racing por 3 a 1 e carimbou vaga na próxima fase do torneio.

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Renato Gaúcho estreia no Flamengo mudando tudo na bola parada e com sofrimento na Argentina; veja a análise

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Um deserto de ideias na Bombonera: Atlético-MG e Boca ficam devendo pela Copa Libertadores

Renato Rodrigues
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Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais
Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais Pedro Souza / Atlético


Faltou jogo em Buenos Aires. Aliás, faltou jogar. 

E a crítica é tanto para Boca Juniors quanto para o Atlético-MG, que se enfrentaram nesta terça-feira, em partida válida pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores. E a baixa qualidade de futebol nada tem a ver com o placar de 0 a 0.

Apesar de o resultado não ser de todo ruim para o Galo, que agora decide a vaga no Mineirão, semana que vem, a sensação é que a equipe poderia ter entregado muito mais, principalmente pela fragilidade mostrada pelo time xeneize.

No fim das contas, o que vimos foi um deserto de ideias dos dois lados. Nem Cuca e muito menos Miguel Russo conseguiram fazer com que suas equipes fluíssem no trabalho com bola. Faltou intensidade, ritmo, movimento... Nem a saída de bola das duas equipes funcionou. Era balão atrás de balão.

Se olharmos para o Boca no primeiro semestre, os problemas apenas persistem. Chama a atenção o fato de seu treinador seguir à frente da equipe depois de uma primeira metade do ano tão fraca. Um time que funciona em contra-ataques apenas, muito pautado nas individualidades e que sofreu para furar defesas em toda a Copa da Liga Argentina. A reformulação do elenco e o longo tempo de inatividade pesam, mas é triste ver os Xeneizes jogar já faz algumas temporadas.

Libertadores: Boca Juniors e Atlético-MG empatam pelo jogo de ida das oitavas; veja os melhores momentos

Já no lado do Atlético-MG a cobrança é por repertório mesmo. Qualidade não falta. O elenco está montado já faz um tempo e o treinador já tem meses de trabalho (apesar do calendário não ajudar). Mesmo com um Boca extremamente espaçado em campo, com muitos espaços entre os setores, os atleticanos criaram muito pouco.

A exploração do espaço entrelinhas (região nas costas dos volantes) foi nula. Mesmo que ali existia um latifúndio. Os argentinos a todo o momento quebrava a sua linha defensiva para perseguir jogadores de frente, deixando brechas para infiltrar. Mesmo assim, ninguém atacando espaço.

A iniciação das jogadas também foi dureza. Bola de um lado, bola para o outro... Poucos passes verticais para ganhar campo e atacar a linha defensiva do Boca. Quando a bola entrava no campo argentino, quem estava sem a posse olhava. Muito pouco, muito pouco.

Uma partida sem intensidade, sem ideias e claramente mostrando falta de repertório dos dois lados. Mais que isso: uma clara impressão que o Galão da Massa poderia voltar de Buenos Aires com a vaga melhor encaminhada.


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Como Sylvinho conseguiu ajustar o Corinthians defensivamente

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Bons retornos, pressão, compactação e superioridade numérica na zona da bola; assista à análise sobre o clássico!


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Atlético-MG sofre com compactação ruim, retorno lento e 'funil aberto'

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Em meio a polêmicas e ano difícil, Corinthians vê, enfim, um ponta virar unanimidade no elenco?

Renato Rodrigues
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Gustavo Mosquito, assim como todas as recentes contratações do Corinthians, chegou ao clube rodeado de desconfiança. Apesar de toda badalação que teve nas categorias de base do Coritiba, o ponta-direita, finalmente, conseguiu se firmar no cenário nacional.

Mesmo com todos problemas que o clube vive, seja financeiro, de gestão ou mesmo dentro de campo, o jovem de 23 anos passou a ser a grande notícia para os corintianos em 2021. Com uma maior sequência como titular, é o jogador que mais gera volume ofensivo para equipe. A partida contra o Sport, na última quinta-feira, foi um exemplo.

Além da alta capacidade de enfrentar adversários no 1x1 e de chegada na linha de fundo, o Gustavo tem conseguido aliar a velocidade com tomada de decisão. Evoluiu muito nos últimos meses as escolhas no terço ofensivo. E lhe traz um protagonismo importante nesta altura da carreira.

Corinthians virou Mosquito e mais 10?




Tido como muito rápido e habilidoso nas divisões inferiores, Mosquito pecou exatamente neste acabamento das jogadas nas suas passagens pelos times principais de Vila Nova, Coritiba e Paraná. 

Gustavo 'Mosquito' Silva tem feito um ótimo Campeonato Brasileiro
Gustavo 'Mosquito' Silva tem feito um ótimo Campeonato Brasileiro []


Mais maduro, faz um trabalho importante também taticamente. Por vezes é o jogador que mais gera profundidade para a equipe, jogando as defesas para trás. Tem um bom timing também para fazer as diagonais para dentro e pisar na área. Tudo isso só foi melhor desenvolvido com minutos em campo.

Para se ter uma ideia, o atacante tem um número bastante significativo neste Brasileiro: nos cinco jogos que fez, ele criou três grandes chances por partida. 

Dentro deste cenário, o camisa 19 surge como o mais novo candidato a ponta de velocidade no Corinthians, posição/função que o clube ainda busca no mercado e que tem sofrido para firmar nas últimas temporadas.

De 2015 para cá, poucos se firmaram nesta faixa do campo e muitos "floparam". Malcom, campeão brasileiro daquele ano, foi importante na conquista, mas deixou o clube antes de realmente "arrebentar". Outro que traz boas lembranças mas demorou para convencer foi Angel Romero, hoje no San Lorenzo. Apesar de toda desconfiança, o paraguaio ganhou muitos títulos e deixa saudades para a torcida.

Clayson, também vitorioso no clube, viveu altos e baixos. De resto, difícil salvar alguém.

Yony Gonzalez, Everaldo, Jonathan Cafú (CONTRATO DE QUATRO ANOS!!!), André Luis, Léo Natel, Luidy, Mendoza, Rildo... São inúmeros os nomes que não vingaram com a camisa alvinegra. Uns contratados sem nenhum sentido, outros que simplesmente não conseguiram se encaixar, mas todos tentando preencher uma lacuna difícil no mercado atual.

Sem dúvida Gustavo Mosquito tem sido o mais regular da posição dos últimos anos. Se vai, enfim, preencher esse espaço que o corintiano tanto espera, é outra história. Mas é um bom candidato.


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Vertical e contundente, Palmeiras constrói primeiro gol com a cara de Abel Ferreira

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Veja como gol da vitória do Fluminense partiu de pressão organizada

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Corinthians pressiona bem a bola e estanca sangria na defesa

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Com armas recentes neutralizadas, Palmeiras e Abel Ferreira precisam aumentar seu repertório ofensivo

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Abel Ferreira completará 50 jogos no comando do Verdão
Abel Ferreira completará 50 jogos no comando do Verdão Cesar Greco / Palmeiras

Não, esse não é um post para dizer que já deu a cota de Abel Ferreira no Palmeiras. Longe disso, aliás. Continuo achando um dos melhores trabalhos do Brasil nos últimos anos. Principalmente pelas dificuldades que os tempos atuais trazem para os treinadores. 

Mas também é quase que unânime que a equipe alviverde caiu de desempenho nos seus últimos "jogos grandes".

E isso tem muito ver com o modelo de jogo de Abel Ferreira que, totalmente estabelecido hoje, também passou a ser mais conhecido pelos adversários. O impacto tem sido diretamente na construção das jogadas, já que defensivamente continuo vendo um Verdão sólido e bem equilibrado.

Quando passou a jogar no 3-5-2, a grande sacada do português foi na dinâmica entre Luiz Adriano e Rony formando uma dupla de atacantes. Com o primeiro baixando para ser o escape na saída rápida, o ex-atacante do Athletico-PR foi potencializado por justamente fazer o que melhor faz: atacar espaços em profundidade.

O primeiro impacto da troca de sistema foi muito positivo. De forma geral os adversários demoraram para entender essa mecânica que também potencializou Raphael Veiga. O meia, que não tem muito de meia no fim das contas, também libertou sua melhor versão: um meia-atacante de chegada, de pisadas na área.

Mas o que de fato freou toda essa ideia de Abel?

Mais especificamente contra São Paulo e Flamengo, a estratégia nítida não foi marcar as "flechas" (Rony e Veiga), mas sim o "arco" (Luiz Adriano). O "ex-centroavante" se viu mais pressionado do que nunca no momento que o Palmeiras recuperava a bola e entrava em transição ofensiva.  Outro positivo na estratégia destes adversários foi o bom controle da profundidade, tirando rapidamente o espaço nas costas da defesa, exatamente onde Rony fazia a festa.

Ambos os adversários, claramente grandes concorrentes para o time alviverde nesta temporada, conseguiram praticamente neutralizar essa saída rápida. Foram poucos os contras encaixados nestas duas partidas e vários momentos do Luiz Adriano baixando bastante no campo para tentar participar.

Em fase ofensiva, ou seja, com o Palmeiras instalado no campo do adversário, o jogador revelado no Internacional ficou encaixotado e escancarou a dificuldade da equipe de Abel Ferreira na hora de propor o jogo, coisa que não é de hoje.

Por isso o momento do time palestrino é de retomada de desempenho. De ajustes e busca por saídas que façam a equipe ter mais fluidez bola. É mais do que necessário aumentar esse repertório ofensivo para se manter competitivo.

Para Lugano, Universidad Católica não tem força para surpreender o 'favorito' Palmeiras na Libertadores

E isso independe de gostar ou não do futebol praticado pelo Palmeiras. A questão aí é se a proposta está sendo bem executada e isso claramente não vem acontecendo. Os ajustes não precisam ser de transformar o Verdão em um time altamente propositivo, mudando da água para o vinho, mas sim de melhorar seu contra-ataque, achar mais escapes, mais formas de "ferir" o adversário no momento da retomada da posse. Por que não?

O grande problema é: quando e como fazer isso já que sessões de treinamento no atual calendário é raridade. Talvez esteja aí o grande dilema de Abel Ferreira, que demonstra incomodo (e com razão) a cada coletiva de imprensa quando o assunto é a agenda de jogos de sua equipe.

O futebol é um jogo de perguntas e respostas. De sobreposição de ideias. E quando a sua já não está levando vantagem sobre a do outro, algo precisa ser feito. O desafio do Palmeiras e Abel Ferreira é esse.

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Na estreia de Sylvinho, Corinthians mostra atitude ‘sem bola’, mas sofre com ela nos pés

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Nacho Fernandez, do Atlético-MG, faz tudo e em todos os lugares. É o melhor jogador da fase de grupos da Libertadores? Veja a análise

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Flamengo já explorou dificuldades da LDU e pode repetir; veja como

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Fonte: Renato Rodrigues

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Por dentro ou por fora? Veja por onde o Cerro Porteño, rival do Atlético-MG, cria suas jogadas

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Fonte: Renato Rodrigues

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A busca por um novo treinador: o Corinthians já patina no ponto de partida

Renato Rodrigues
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Duilio Monteiro Alves
Duilio Monteiro Alves Agência Corinthians

O Corinthians foi mais uma equipe de Série A do Brasileirão a demitir treinador na temporada 2021. Com a saída de Mancini, abre-se a caça a um novo nome no mercado. E se olharmos, de cara, para o ponto de partida da diretoria alvinegra, as coisas tendem a não ir muito bem.

Ao colocar nos planos Renato Gaúcho, Carille, Sylvinho e Dorival Junior, como opções, já notamos que não existe um norte, um estilo de jogo que venha sendo pensado para o próximo passo do clube. Os quatro são completamente diferentes.

Outro ponto que chama a atenção é a pouca criatividade na busca por uma solução. Nomes batidos, todos bem conhecidos da torcida, com altos e baixos. No caso de Fábio Carille, seria retomar uma ideia que já havia tentado romper lá atrás. Se a busca é por retomar aquela identidade, nada tem a ver buscar Renato Gaúcho ou Dorival Junior.

Apesar de buscarem um jogo "mais jogado", os dois últimos citados fazem isso de maneira bem diferente também. Enquanto Dorival busca um jogo mais estruturado, com preenchimento de espaços de forma mais rígida, além de marcação por zona, Renato prefere o movimento e marca muito por encaixes individuais.

Favorito da diretoria segundo as pessoas que apuram mais de perto os bastidores alvinegros, Portaluppi traz consigo o trabalho vitorioso no Grêmio. Algo que foi vindo por terra nas últimas temporadas.

Quando de fato precisou recomeçar ideias do zero ou mesmo fazer ajustes mais profundos no Tricolor Gaúcho, Renato mostrou diversos problemas na sua abordagem de jogo. O Grêmio das últimas duas temporadas jogou mal. Teve resultados, chegou a disputar algumas coisas, mas sempre com um desempenho abaixo do que já havia sido alcançado. Um time que veio se definhando mês a mês e que chegou ao limite da imperfeição no início deste ano.

Até a tese de que o "Grêmio de Renato Gaúcho é um time que gosta da bola, que é ofensivo", acabou ficando no caminho. Nas últimas temporadas, a equipe tricolor passou a ser cada vez mais direta. Muito dependente da bola longa, da sustentação de Diego Souza no pivô e da velocidade dos pontas. 

O ex-treinador do Grêmio carrega consigo um perfil mais gestor do que necessariamente "treinador". Sua passagem no Tricolor tem muito a ver com processos internos do clube e um staff com qualidade, que sempre teve um grande peso no desenvolvimento das atividades do elenco. Esse perfil pouco centralizador é um mérito, mas existem alguns limites.

O que de fato segurou o treinador no cargo na sua antiga equipe foram seus feitos e identificação, algo que não terá de cara no Corinthians. O desvio de foco após derrotas, as "não viagens" com o elenco, as cobranças por reforços... As coletivas de Renato Portaluppi nunca falam do jogo. Na capital paulista vai funcionar?

Mais difícil do que demitir um treinador no atual cenário brasileiro é achar alguém para o lugar. O mercado está em baixa e buscar fora tem sido a decisão mais assertiva nos últimos tempos. Até entendo que, para um gringo chegar agora, com o ônibus em movimento e precisando trocar a roda, fica complicado. Um calendário caótico sem tempo para treinar pode ser desfavorável.

Por outro lado, chama muito a atenção a falta de criatividade da diretoria corintiana neste momento. São vários os nomes promissores surgindo na América do Sul (Beccacecce, Osório, Repetto, Heinze, Domínguez). Em Portugal mesmo, centro onde saem grandes treinadores, tem perfis interessantes em equipes menores. Por mais que a questão financeira seja um entrave, tem que ao menos buscar, pelo menos perguntar "quanto o cara quer" .

É hora de pensar um pouco fora da caixa. Tentar estruturar uma ideia que deixe algum legado ao clube, algum norte para daqui para frente. Buscar alguém com conteúdo e fome de fazer acontecer. E isso só será possível se o Corinthians escolher com critério sua próxima escolha.

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Como o Santos cantou jogada do gol contra o Boca Juniors que o 'recolocou' na Libertadores

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Data ESPN: Como o Santos cantou jogada do gol contra o Boca Juniors que o 'recolocou' na Libertadores
Data ESPN: Como o Santos cantou jogada do gol contra o Boca Juniors que o 'recolocou' na Libertadores ESPN


O Santos ganhou vida nova na Conmebol Libertadores. Nesta terça-feira, o Peixe venceu o Boca Juniors por 1 a 0, na Vila Belmiro, pela 4ª rodada da fase de grupos, e pulou para a vice-liderança de sua chave.

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Fluminense ganhou 1 ponto, mas conseguiu 'mexer bem' na defesa do Junior Barranquilla; veja análise

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O Fluminense sofreu, mas segue invicto na Conmebol Libertadores. Na noite da quinta-feira, em Guayaquil, o time saiu atrás com gol, mas buscou empate com Kayky e ficou no 1 a 1 contra o Junior Barranquilla.


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Rival do São Paulo e ainda se ajeitando na temporada, Racing aposta em bolas longas; veja análise

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São Paulo x Racing-ARG acontece nesta quarta-feira (5 de maio), às 19h; veja AO VIVO no FOX Sports e em tempo real no ESPN.com.br.

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Experiente e cascudo, Olimpia mostra dificuldade na recomposição defensiva. Inter pode aproveitar; veja como

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Internacional x Olimpia-PAR acontece nesta quarta-feira (5 de maio), às 21h; veja AO VIVO no FOX Sports e em tempo real no ESPN.com.br.

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