A busca por um novo treinador: o Corinthians já patina no ponto de partida

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues
Duilio Monteiro Alves
Duilio Monteiro Alves Agência Corinthians

O Corinthians foi mais uma equipe de Série A do Brasileirão a demitir treinador na temporada 2021. Com a saída de Mancini, abre-se a caça a um novo nome no mercado. E se olharmos, de cara, para o ponto de partida da diretoria alvinegra, as coisas tendem a não ir muito bem.

Ao colocar nos planos Renato Gaúcho, Carille, Sylvinho e Dorival Junior, como opções, já notamos que não existe um norte, um estilo de jogo que venha sendo pensado para o próximo passo do clube. Os quatro são completamente diferentes.

Outro ponto que chama a atenção é a pouca criatividade na busca por uma solução. Nomes batidos, todos bem conhecidos da torcida, com altos e baixos. No caso de Fábio Carille, seria retomar uma ideia que já havia tentado romper lá atrás. Se a busca é por retomar aquela identidade, nada tem a ver buscar Renato Gaúcho ou Dorival Junior.

Apesar de buscarem um jogo "mais jogado", os dois últimos citados fazem isso de maneira bem diferente também. Enquanto Dorival busca um jogo mais estruturado, com preenchimento de espaços de forma mais rígida, além de marcação por zona, Renato prefere o movimento e marca muito por encaixes individuais.

Favorito da diretoria segundo as pessoas que apuram mais de perto os bastidores alvinegros, Portaluppi traz consigo o trabalho vitorioso no Grêmio. Algo que foi vindo por terra nas últimas temporadas.

Quando de fato precisou recomeçar ideias do zero ou mesmo fazer ajustes mais profundos no Tricolor Gaúcho, Renato mostrou diversos problemas na sua abordagem de jogo. O Grêmio das últimas duas temporadas jogou mal. Teve resultados, chegou a disputar algumas coisas, mas sempre com um desempenho abaixo do que já havia sido alcançado. Um time que veio se definhando mês a mês e que chegou ao limite da imperfeição no início deste ano.

Até a tese de que o "Grêmio de Renato Gaúcho é um time que gosta da bola, que é ofensivo", acabou ficando no caminho. Nas últimas temporadas, a equipe tricolor passou a ser cada vez mais direta. Muito dependente da bola longa, da sustentação de Diego Souza no pivô e da velocidade dos pontas. 

O ex-treinador do Grêmio carrega consigo um perfil mais gestor do que necessariamente "treinador". Sua passagem no Tricolor tem muito a ver com processos internos do clube e um staff com qualidade, que sempre teve um grande peso no desenvolvimento das atividades do elenco. Esse perfil pouco centralizador é um mérito, mas existem alguns limites.

O que de fato segurou o treinador no cargo na sua antiga equipe foram seus feitos e identificação, algo que não terá de cara no Corinthians. O desvio de foco após derrotas, as "não viagens" com o elenco, as cobranças por reforços... As coletivas de Renato Portaluppi nunca falam do jogo. Na capital paulista vai funcionar?

Mais difícil do que demitir um treinador no atual cenário brasileiro é achar alguém para o lugar. O mercado está em baixa e buscar fora tem sido a decisão mais assertiva nos últimos tempos. Até entendo que, para um gringo chegar agora, com o ônibus em movimento e precisando trocar a roda, fica complicado. Um calendário caótico sem tempo para treinar pode ser desfavorável.

Por outro lado, chama muito a atenção a falta de criatividade da diretoria corintiana neste momento. São vários os nomes promissores surgindo na América do Sul (Beccacecce, Osório, Repetto, Heinze, Domínguez). Em Portugal mesmo, centro onde saem grandes treinadores, tem perfis interessantes em equipes menores. Por mais que a questão financeira seja um entrave, tem que ao menos buscar, pelo menos perguntar "quanto o cara quer" .

É hora de pensar um pouco fora da caixa. Tentar estruturar uma ideia que deixe algum legado ao clube, algum norte para daqui para frente. Buscar alguém com conteúdo e fome de fazer acontecer. E isso só será possível se o Corinthians escolher com critério sua próxima escolha.

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DataESPN: Em jogo 'espaçado' e de muita trocação, Flamengo usa suas individualidades e é letal em velocidade

Renato Rodrigues
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O Flamengo venceu o Barcelona por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Maracanã, pelo jogo de ida da semifinal da Conmebol Libertadores, e encaminhou bem a ida à grande final continental para buscar seu 3º título.

CLIQUE AQUI e veja Barcelona de Guayaquil x Flamengo em transmissão AO VIVO no FOX Sports e também pela ESPN no Star+

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Os contextos de jogo e o crescimento de Michael com a camisa do Flamengo

Renato Rodrigues
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2019. O Goiás, no meio de tabela do Brasileirão, não sofreu muitos riscos de cair porque tinha um jogador decisivo em sua equipe. Um baixinho que, com campo para acelerar, era praticamente imparável na corrida e nos dribles. 

Esse ponta rapidinho era Michael, que na temporada seguinte se transferiria para o poderoso Flamengo de Jorge Jesus, campeão de tudo e protagonista em todos os jogos que fazia. Pela frente o jogador de agora 25 anos teria um contexto totalmente diferente para se adaptar.

E foi daí que veio sua dificuldade em seu início de Flamengo.

Brasileiro: Flamengo vence Palmeiras com show de Michael no Allianz Parque; VEJA os gols!

De um time extremamente vertical, que dava a bola para o adversário e o acionava com muitos metros para contra-ataques, Michael chegou em uma equipe com ampla posse de bola, jogo no campo de adversário e pouco espaço para acelerar. Meu pé atrás sempre foi em cima disso: o contexto.

Por ser um jogador mais leve, que tem dificuldade nos duelos mais físicos, jogar em zonas com muita pressão na bola não o deixa confortável. Vindo por dentro, pegando a bola de costas... Isso não daria certo. O negócio melhorou quando ele passou a jogar em mais campo aberto.

E ficou claro que, enquanto o Flamengo era um time de mais jogo curto, associações e jogadas combinadas em pouco espaço, o atacante não conseguiu ser potencializado. Eis que chegou Renato Gaúcho.

Apesar de já vir dando mostras de evolução com o treinador anterior, no caso Rogério Ceni, foi com Portaluppi que o camisa 19 parece ter encontrado a sua melhor versão. E isso, mais uma vez, está totalmente elencado ao... Contexto!

Michael marca contra o Palmeiras no Allianz Parque
Michael marca contra o Palmeiras no Allianz Parque Marcelo Cortes/Flamengo

Hoje o Flamengo é um time que tem diversas faces. Se mostra maduro para jogar tanto no campo do adversário, com posse e tabelas curtas, quanto esperando mais o adversário, controlando o jogo sem bola e saindo rápido quando a recupera. E aí entra Michael, com o que tem de melhor para entregar.

Contra o Palmeiras, isso ficou bem claro. O Rubro-Negro escolheu esperar o rival paulista dado momento do jogo e acionou ponta na situação que ele tem de melhor: com espaço, metros pela frente para acelerar. O primeiro gol ele faz a leitura e pisa na área para concluir. No segundo, "puro suco" de Michael. Tento, aliás, que lembra seus melhores momentos de Goiás.

Michael recebe, em transição ofensiva, com espaço para avançar
Michael recebe, em transição ofensiva, com espaço para avançar DataESPN

Como vemos no frame acima, perceba o espaço para acelerar, as coberturas desajustadas e, principalmente, a linha defensiva desorganizada. Agora olhe as próximas imagens aqui abaixo. São gols e assistências dele. Percebe alguma semelhança?

Contra o Volta Redonda, também beste ano: campo aberto para Michael
Contra o Volta Redonda, também beste ano: campo aberto para Michael DataESPN
Jogo na Vila Belmiro e assistência de Michael. Olha a situação da defesa do Santos
Jogo na Vila Belmiro e assistência de Michael. Olha a situação da defesa do Santos DataESPN

A verdade é que, quando o Flamengo apresentou um contexto mais favorável para Michael, ele pôde usar suas melhores armas. No fim das contas, tudo no futebol "DEPENDE". Depende de onde, como, quem... Da ideia por trás, da estratégia. Normalmente temos muito mais jogadores fora de contexto do que necessariamente ruins.

Quase todo mundo serve para alguma coisa. Basta explorar o que cada um tem de melhor. 

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Suco de 'Cuquismo': como Atlético-MG destruiu o River Plate bem no estilo Cuca

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Dudu e o domínio em Palmeiras x São Paulo: a análise da atuação do atacante no DataESPN

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DataESPN: Os gols de Adson, a construção das jogadas e a 'leitura de espaço' do corintiano

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Flamengo aproveita as fragilidades e vence no Paraguai; veja a análise do Data ESPN

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A função de Dudu e o 'encaixe frouxo' no gol de Luan em São Paulo x Palmeiras

Renato Rodrigues
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No primeiro jogo do duelo brasileiro das quartas de final da Conmebol Libertadores, São Paulo e Palmeiras ficaram no empate por 1 a 1 nessa terça-feira (10), no Morumbi. A equipe da casa saiu na frente com gol de Luan, aos 9 minutos do segundo tempo. E Patrick de Paula, cobrando falta aos 29, empatou para o Palmeiras.



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Como Abel Ferreira mudou totalmente o sistema de marcação do Palmeiras contra o São Paulo

Renato Rodrigues
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No primeiro jogo do duelo brasileiro das quartas de final da Conmebol Libertadores,São Paulo e Palmeiras ficaram no empate por 1 a 1 nessa terça-feira (10), no Morumbi. A equipe da casa saiu na frente com gol de Luan, aos 9 minutos do segundo tempo. E Patrick de Paula, cobrando falta aos 29, empatou para o Palmeiras.



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Missão Messi: como Maurício Pochettino encaixará o craque argentino com Neymar e Mbappé?

Renato Rodrigues
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Pensa num problema bom. Agora multiplique por 10. Bom, é com isso que Mauricio Pochettino, treinador do PSG terá que se "preocupar" nas próximas semanas. 

Com Neymar e Mbappé no elenco, mais as chegadas de Sergio Ramos, Wijnaldum e Hakimi, o treinador do PSG agora vai receber Lionel Messi, que viu sua renovação com o Barcelona subir no telhado, e chega sem contrato à França.

O grande questionamento passa a ser: como escalar tanto cara bom junto e não deixar de ter uma equipe equilibrada?

As opções do treinador argentino são muitas. Adaptações, diferentes sistemas, variações com e sem a bola... No futebol quase tudo é possível, desde que seja bem treinado, pensado e, principalmente, executado pelos atletas, que são os verdadeiros protagonistas.

Montar o atual PSG vai partir, antes de tudo, do tridente de ataque que Pochettino terá nas mãos. Tudo começa por Neymar, Mbappé e Messi. E para iniciar a montagem de uma estrutura sólida, precisamos entender bem a característica de cada um deles.


Neymar comemora chegada de Lionel Messi


  




         

O primeiro ponto é que nenhum é um centroavante de fato, daquele típico, tipo Icardi (este vai ter dificuldade para jogar, aliás). Neymar e Messi se equivalem em características, ambos são arco e flecha, armam e finalizam, com obviamente o brasileiro com mais capacidade de mobilidade por conta da idade.

Já Mbappé é a flecha pura. Jogador de atacar espaços, de explosão e de grandes distâncias. Provavelmente é quem será incumbido da profundidade, de empurrar a linha defensiva adversária para trás, jogando no limite dela, para explorar a bola no ponto futuro. 

Pochettino já pode começar a quebrar a cabeça para montar seu PSG
Pochettino já pode começar a quebrar a cabeça para montar seu PSG Getty Images

Com isso, é bem provável afirmar que o PSG terá um ataque muito móvel, com frequentes trocas de posição. O prodígio francês vai trabalhar muito sem bola, em diagonais, saindo da área, para Neymar e Messi virem carregando a bola de trás. Um volante infiltrador também não seria nada mal na montagem dessa engrenagem.

Em um 4-3-3 por exemplo (imagem abaixo), você teria Messi e Neymar partindo do lado para o centro e abrindo corredor para Hakimi e Diallo, por exemplo. Com Paredes, Gueye e Verratti, você tem opções de construção por trás e também mais pegada na marcação. Wjinaldum, como típico área a área, seria o cara de mais chegada no terço ofensivo.

 

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Pois bem a primeira opção é simplesmente baixar Neymar e Mbappé na linha de meias e fecharem o lado do campo, passando a um 4-1-4-1. A segunda, e mais provável, é liberar o brasileiro ao lado de Messi e usar duas linhas de 4 em fase defensiva (veja na próxima imagem). Neste caso, Mbappé seria mais sacrificado e Wjinaldum fecharia o lado esquerdo, por exemplo.

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Estas variações seriam estruturalmente mais tranquilas, mas existem também opções em outras plataformas. Se quiser usar uma estrutura com 3 zagueiros e o ótimo Kimpembe, Pochettino pode partir para um 3-4-2-1, por exemplo, algo que ele já utilizou bastante em outros trabalhos. Di Maria poderia ser um dos alas e ele poderia usar a melhor versão de Hakimi (veja abaixo).

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A verdade é que são várias as opções, desenhos e características que o comandante do PSG terá durante a temporada. Tudo vai depender da estratégia desenhada para o próximo confronto, do adversário e do casamento de características que terá que encaixar.  Para ser competitiva, a equipe de Paris terá de ter um modelo de jogo forte, com aplicação dos atletas e muita intensidade sem a bola. São várias as equipes na história do futebol que se apresentaram como galácticas e que na hora da verdade não funcionou coletivamente.

Os últimos autógrafos de Lionel Messi a torcedores do Barcelona


  




         

O futebol tem sido cada vez mais o todo trabalhando para o individual e não o contrário. Individualidades com certeza não faltarão ao PSG, mas o desafio para fazer "tudo isso" funcionar não é dos mais tranquilos.

O problema de Mauricio Pochettino é bom. Mas não deixa de ser um problema.

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Renato Augusto, Giuliano... Só reforços não mudarão a trajetória do Corinthians com Sylvinho

Renato Rodrigues
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É praticamente unanimidade que, ao contratar Renato Augusto e Giuliano, o Corinthians acrescentou bastante qualidade ao seu elenco e em um setor totalmente necessário no atual contexto. Mas o crescimento da equipe alvinegra vai muito além de trazer novas peças para um elenco considerado ruim por parte da crítica.

E isso não tem a ver estritamente à atuação deplorável contra o Flamengo, apesar de reforçar outras necessidades que o Timão tem. A principal delas é ser um time, uma estrutura coletivamente ajustada.

Colocar as duas novidades no time não garante um crescimento espontâneo do Corinthians. Colocá-los no atual contexto, aliás, pode inclusive queimá-los, principalmente por toda a expectativa gerada com estas chegadas.

O amassado tomado contra o Flamengo em Itaquera expôs fraquezas bastante relevantes na equipe. Uma tarde que todo corintiano gostaria de apagar para sempre da sua memória. Um time nada competitivo, nada concentrado e, principalmente, demonstrando desde o primeiro minuto que não acreditava que seria capaz de vencer o adversário carioca.

Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO
Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press

Pouca pressão na bola, linha defensiva perdida com a mobilidade rubro-negra e poucas soluções para sair com a posse de bola. O trabalho de Sylvinho se estabilizou após o início ruim, cresceu defensivamente, mas estagnou na necessidade de jogar com a bola. As boas ideias e o bom preparado do comandante, que já foi exaltado por mim, estão se mostrando até aqui insuficientes. Até porque o futebol é isso e muito mais coisas.

Renato Augusto pode sim acrescentar o controle de ritmo que qualquer meio de campo precisa. Giuliano pode agregar com mais repertório ofensivo, criando e chegando na área. Por outro lado Cantillo não pode repetir a passividade que vem demonstrando sem a bola. Gabriel não pode "correr errado" do jeito que está. Nem a linha defensiva, ponto forte deste Corinthians, cometer os erros que cometeu no último domingo.

Roger Guedes é outro que pode acrescentar qualidade caso chegue, mas também necessitará de uma estrutura por trás para potencializar as suas qualidades. 

Sylvinho tem um grande desafio pela frente. Primeiro encaixar essas peças de maneira eficaz na equipe. Segundo formar uma equipe em volta delas. Terceiro colocar todo seu conhecimento e ideias no desempenho, no modelo de jogo.

O prisma do futebol é cada vez de individualidades trabalhando para um todo, e não o contrário. E este precisa ser o norte do Corinthians. 


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A dificuldade ofensiva do Atlético-MG, o posicionamento na saída de bola e a falta de profundidade na Libertadores

Renato Rodrigues
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Como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos, 'no limite da defesa', dando profundidade

Renato Rodrigues
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DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa'
DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa' ESPN

O São Paulo está nas quartas de final da Conmebol Libertadores. Na Argentina, em noite mágica de Rigoni e Marquinhos, o Tricolor venceu o Racing por 3 a 1 e carimbou vaga na próxima fase do torneio.

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Renato Gaúcho estreia no Flamengo mudando tudo na bola parada e com sofrimento na Argentina; veja a análise

Renato Rodrigues
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Um deserto de ideias na Bombonera: Atlético-MG e Boca ficam devendo pela Copa Libertadores

Renato Rodrigues
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Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais
Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais Pedro Souza / Atlético


Faltou jogo em Buenos Aires. Aliás, faltou jogar. 

E a crítica é tanto para Boca Juniors quanto para o Atlético-MG, que se enfrentaram nesta terça-feira, em partida válida pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores. E a baixa qualidade de futebol nada tem a ver com o placar de 0 a 0.

Apesar de o resultado não ser de todo ruim para o Galo, que agora decide a vaga no Mineirão, semana que vem, a sensação é que a equipe poderia ter entregado muito mais, principalmente pela fragilidade mostrada pelo time xeneize.

No fim das contas, o que vimos foi um deserto de ideias dos dois lados. Nem Cuca e muito menos Miguel Russo conseguiram fazer com que suas equipes fluíssem no trabalho com bola. Faltou intensidade, ritmo, movimento... Nem a saída de bola das duas equipes funcionou. Era balão atrás de balão.

Se olharmos para o Boca no primeiro semestre, os problemas apenas persistem. Chama a atenção o fato de seu treinador seguir à frente da equipe depois de uma primeira metade do ano tão fraca. Um time que funciona em contra-ataques apenas, muito pautado nas individualidades e que sofreu para furar defesas em toda a Copa da Liga Argentina. A reformulação do elenco e o longo tempo de inatividade pesam, mas é triste ver os Xeneizes jogar já faz algumas temporadas.

Libertadores: Boca Juniors e Atlético-MG empatam pelo jogo de ida das oitavas; veja os melhores momentos

Já no lado do Atlético-MG a cobrança é por repertório mesmo. Qualidade não falta. O elenco está montado já faz um tempo e o treinador já tem meses de trabalho (apesar do calendário não ajudar). Mesmo com um Boca extremamente espaçado em campo, com muitos espaços entre os setores, os atleticanos criaram muito pouco.

A exploração do espaço entrelinhas (região nas costas dos volantes) foi nula. Mesmo que ali existia um latifúndio. Os argentinos a todo o momento quebrava a sua linha defensiva para perseguir jogadores de frente, deixando brechas para infiltrar. Mesmo assim, ninguém atacando espaço.

A iniciação das jogadas também foi dureza. Bola de um lado, bola para o outro... Poucos passes verticais para ganhar campo e atacar a linha defensiva do Boca. Quando a bola entrava no campo argentino, quem estava sem a posse olhava. Muito pouco, muito pouco.

Uma partida sem intensidade, sem ideias e claramente mostrando falta de repertório dos dois lados. Mais que isso: uma clara impressão que o Galão da Massa poderia voltar de Buenos Aires com a vaga melhor encaminhada.


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Como Sylvinho conseguiu ajustar o Corinthians defensivamente

Renato Rodrigues
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Bons retornos, pressão, compactação e superioridade numérica na zona da bola; assista à análise sobre o clássico!


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Atlético-MG sofre com compactação ruim, retorno lento e 'funil aberto'

Renato Rodrigues
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Em meio a polêmicas e ano difícil, Corinthians vê, enfim, um ponta virar unanimidade no elenco?

Renato Rodrigues
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Gustavo Mosquito, assim como todas as recentes contratações do Corinthians, chegou ao clube rodeado de desconfiança. Apesar de toda badalação que teve nas categorias de base do Coritiba, o ponta-direita, finalmente, conseguiu se firmar no cenário nacional.

Mesmo com todos problemas que o clube vive, seja financeiro, de gestão ou mesmo dentro de campo, o jovem de 23 anos passou a ser a grande notícia para os corintianos em 2021. Com uma maior sequência como titular, é o jogador que mais gera volume ofensivo para equipe. A partida contra o Sport, na última quinta-feira, foi um exemplo.

Além da alta capacidade de enfrentar adversários no 1x1 e de chegada na linha de fundo, o Gustavo tem conseguido aliar a velocidade com tomada de decisão. Evoluiu muito nos últimos meses as escolhas no terço ofensivo. E lhe traz um protagonismo importante nesta altura da carreira.

Corinthians virou Mosquito e mais 10?




Tido como muito rápido e habilidoso nas divisões inferiores, Mosquito pecou exatamente neste acabamento das jogadas nas suas passagens pelos times principais de Vila Nova, Coritiba e Paraná. 

Gustavo 'Mosquito' Silva tem feito um ótimo Campeonato Brasileiro
Gustavo 'Mosquito' Silva tem feito um ótimo Campeonato Brasileiro []


Mais maduro, faz um trabalho importante também taticamente. Por vezes é o jogador que mais gera profundidade para a equipe, jogando as defesas para trás. Tem um bom timing também para fazer as diagonais para dentro e pisar na área. Tudo isso só foi melhor desenvolvido com minutos em campo.

Para se ter uma ideia, o atacante tem um número bastante significativo neste Brasileiro: nos cinco jogos que fez, ele criou três grandes chances por partida. 

Dentro deste cenário, o camisa 19 surge como o mais novo candidato a ponta de velocidade no Corinthians, posição/função que o clube ainda busca no mercado e que tem sofrido para firmar nas últimas temporadas.

De 2015 para cá, poucos se firmaram nesta faixa do campo e muitos "floparam". Malcom, campeão brasileiro daquele ano, foi importante na conquista, mas deixou o clube antes de realmente "arrebentar". Outro que traz boas lembranças mas demorou para convencer foi Angel Romero, hoje no San Lorenzo. Apesar de toda desconfiança, o paraguaio ganhou muitos títulos e deixa saudades para a torcida.

Clayson, também vitorioso no clube, viveu altos e baixos. De resto, difícil salvar alguém.

Yony Gonzalez, Everaldo, Jonathan Cafú (CONTRATO DE QUATRO ANOS!!!), André Luis, Léo Natel, Luidy, Mendoza, Rildo... São inúmeros os nomes que não vingaram com a camisa alvinegra. Uns contratados sem nenhum sentido, outros que simplesmente não conseguiram se encaixar, mas todos tentando preencher uma lacuna difícil no mercado atual.

Sem dúvida Gustavo Mosquito tem sido o mais regular da posição dos últimos anos. Se vai, enfim, preencher esse espaço que o corintiano tanto espera, é outra história. Mas é um bom candidato.


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Vertical e contundente, Palmeiras constrói primeiro gol com a cara de Abel Ferreira

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Veja como gol da vitória do Fluminense partiu de pressão organizada

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Corinthians pressiona bem a bola e estanca sangria na defesa

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