Fisiculturismo é um esporte mais mental do que físico

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Um esporte mais mental do que físico
Um esporte mais mental do que físico Bill Fotos

O corpo nunca responderá completamente aos seus treinamentos até que você entenda como treinar a mente também. A mente é um dínamo, uma fonte de energia vital. Essa energia pode ser negativa e trabalhar contra você, ou pode ser utilizada para dar-lhe treinamentos inacreditáveis e desenvolver um físico que se mantenha até suas mais entusiásticas expectativas.

Arnold Schwarzenegger

Uma das características que mais amo no fisiculturismo é o quanto a atividade envolve o poder mental. Quem olha de fora, sem conhecer o esporte, pode pensar que, para ser um atleta fitness, tudo se resume ao corpo: ganhar músculos e ter uma alimentação controlada. Sim, esta é uma realidade também, mas é somente a parte visível de quem não está por dentro do que, na verdade, é o fisiculturismo. Falo isso porque a parte invisível diz sobre o quanto precisamos ter força mental, exatamente para conseguirmos controlar nosso corpo a ter restrições alimentares severas, treinos altamente desgastantes e suportarmos as pressões das competições.

A mente é um importante instrumento e, quando ela não está totalmente condicionada para suportar a carga emocional de uma competição ou de uma preparação, ou até mesmo de uma meta pessoal traçada por um atleta amador, esse descompasso se reflete automaticamente no resultado e na performance esportiva. Afinal, cabe à nossa dimensão psicológica integrar a motricidade, os conhecimentos táticos e mesmo o potencial fisiológico, de modo a garantir o alto desempenho. 

Ganhar músculos e ter uma alimentação controlada é uma realidade, mas não é tudo.
Ganhar músculos e ter uma alimentação controlada é uma realidade, mas não é tudo. Bill Fotos

Atletas de alto nível são justamente aqueles que demonstram a prontidão psicológica adequada nos momentos de treino e de competição, que conseguem manter um estado ótimo de atenção e presença, além de dominarem pensamentos e emoções que atrapalhem o desempenho.

E isso não é uma habilidade com a qual a pessoa nasce, mas sim, é uma série de características de personalidade e formas de abordar a prática esportiva e profissional que podem – e muito – ser desenvolvidas por meio de trabalhos psicológicos adequados.

Essa possibilidade de treinar a mente é o que mais me apaixona no esporte! Isso porque este “treino mental” nos proporciona  algo que eu acredito ser o ponto fundamental em nossa jornada como seres humanos: o autoconhecimento. 

Quando nos conhecemos profundamente, entendemos nossas crenças limitantes e as barreiras que nos impossibilitam de atingir nossa melhor performance. Além disso, percebemos que a mente e o corpo não são separados, mas sim, diferentes expressões da vida humana. O que ocorre na mente ocorre no corpo e vice-versa. Por isso, o esporte é uma maneira bastante interessante de se trabalhar a consciência de si mesmo.

Esse processo de autodescoberta estimulado pela prática esportiva pode ser muito prazeroso, e o fisiculturismo propicia isso! Por meio dele, aceitamos nossos limites, o que torna o processo de superá-los ainda mais complexo.

Em sua essência, a prática esportiva de alto nível implica na busca de limites não necessariamente para superar o outro, como uma forma de submeter o adversário, mas sim, como uma maneira  de nos conhecermos melhor.

No fisiculturismo, o adversário é muito mais um parceiro do que um inimigo, pois preciso dele para poder encontrar minha melhor performance. Este é o sentido essencial do esporte!

Seja para competir em alto nível, seja para praticar seu esporte favorito, o preparo mental e o autoconhecimento são tão importantes quanto a boa forma para que você possa alcançar os objetivos a que se propôs.

Portanto, trate de colocar seu corpo e sua mente em equilíbrio e perfeita sintonia, trabalhando juntos em direção às suas metas!

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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Mr. Olympia desembarcou no Brasil pela primeira vez na história

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Pela 1ª vez, Mr. Olympia desembarcou no Brasil.
Pela 1ª vez, Mr. Olympia desembarcou no Brasil. Reprodução

De 19 a 21 de outubro, o Expo Center Norte, em São Paulo, foi palco da segunda edição do BTFF Brasil Trading Fitness Fair 2018. E, neste ano, um dos principais diferenciais da feira foi que, pela primeira vez na história, o Mr. Olympia, principal competição de fisiculturismo do mundo, que tem a cidade de Las Vegas como sede, desembarcou por aqui e realizou uma etapa brasileira com atletas amadores.

Foram 640 atletas que disputaram em seis categorias (Overall Men’s Physique, Overall Bikini,  Men’s Bodybuilding, Classic Physique, Figure, Women’s Physique e Bikini), e os três melhores de cada categoria foram premiados com o Pro Card, certificado que os classificam como profissionais!

Fiquei super orgulhosa de fazer parte do time de embaixadores do BTFF e de participar  deste momento histórico do fisiculturismo no Brasil.

Em ação no evento.
Em ação no evento. Rê Spallicci

Na abertura da competição, o Sardinha, que é uma lenda do esporte, falou da emoção de ver esse sonho se realizar e o quanto ter um evento desta magnitude no país abre as portas do esporte para mais atletas. Imaginem só! Ele, que está há 30 anos no mundo do fisiculturismo e que teve inúmeras dificuldades para conseguir vencer em um esporte que era pouco difundido e conhecido no Brasil, ter a oportunidade de ver uma competição como o Mr. Olympia aportar por aqui.  Se para mim que estou há três anos no esporte já é um sentimento de conquista, penso o que esse acontecimento  representa para ele e para toda a comunidade do fisiculturismo!

Parabéns aos grandes vencedores de cada uma das categorias, Pedro Lima, Ise Lurde, Rafaelle Zen Elaine Vita e Mari Carvalho, e a todos os atletas que conseguiram a conquista do Pro Card!

Atletas no Mr. Olympia
Atletas no Mr. Olympia Reprodução

Foi demais ver a qualidade dos nossos atletas e também poder ver de perto algumas lendas do esporte que estiveram presentes no palco principal, como Bob Cicherillo, Branch Warren, Flex Lewis, Flex Wheeler e Jay Cutler.

Mais do que um simples evento, vejo a chegada do Mr. Olympia aqui no Brasil como uma demonstração do quanto o fisiculturismo e bodybuiding vêm ganhando força entre nós, brasileiros, e como já atraímos a visão do mundo para a qualidade de nossos atletas! 

Tenho certeza de que a história do BTFF e do Mr. Olympia no Brasil está somente começando, e que muitos e muitos capítulos de sucesso ainda virão! 

Ah! Não poderia terminar este texto sem falar sobre o Dia do Fisiculturista, que foi comemorado ontem, 30 de outubro! Aproveito a data para deixar todo o meu carinho e admiração por todos os fisiculturistas e bodybuilders e também para expressar a gratidão por tudo que este esporte me ensina a cada dia.

Mais do que músculos, construímos paciência, resiliência, poder mental e muita tenacidade na busca por objetivos cada vez maiores. A competição do fisiculturista não é com aqueles com quem sobe no palco, mas com seus limites, e é isso que torna o esporte tão apaixonante!  

Acredito que um evento dessa grandeza abrirá cada vez mais portas para o fisiculturismo e para o estilo de vida fitness, atraindo mais e mais pessoas para esse nosso universo que tanto amo.

Até a próxima!

Busque seu propósito. Deixe o seu legado.
Rê Spallicci

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Um novo olhar sobre o fisiculturismo

Rê Spallicci
Rê Spallicci


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Quando recebi o convite da ESPN para ser uma das colunistas aqui do blog, fiquei extremamente feliz e orgulhosa. E quero começar nossos encontros semanais, contando um pouco mais de mim para vocês.

Para quem não me conhece, sou a Rê Spallicci, atleta profissional, executiva, empresária, escritora, blogueira, empreendedora, coaching e realizadora social. Parece serem muitas atividades (e realmente são, ufa, rs), mas, como sou uma sonhadora nata, “me viro nos trinta” para dar conta de várias funções e poder ser tudo o que eu quero ser!

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E foi exatamente por este motivo que o fisiculturismo surgiu em minha vida! Eu nunca aceitei ser colocada em uma caixinha e rotulada como “isso” ou “aquilo”. Afinal, acredito, de verdade, que todos nós podemos ter várias facetas! Assim, apesar de ter uma carreira de executiva e inúmeras atividades, como descrevi acima, nunca deixei de cuidar de meu corpo e de levar o esporte, que é uma paixão em minha vida, como uma prioridade. A musculação foi minha companheira por anos a fio e, com a disciplina dos treinamentos, veio também a busca por uma alimentação mais saudável e por um estilo de vida que proporcionasse que o meu corpo tivesse sempre a sua melhor performance.

 Até que um dia, no início de 2016, resolvi ir além e me desafiar, inscrevendo-me em minha primeira competição fitness, no WBFF. Para quem não sabe, o WBFF, World Beauty Fitness & Fashion, é uma competição que tem como foco o lado fashion e glamoroso do mundo fitness. Os atletas são avaliados não só pelo corpo, mas também pela simpatia e a desenvoltura no palco.

Em menos de seis meses lá estava eu, nos EUA, competindo contra meninas que estavam se preparando há muito mais tempo do que eu! Para minha surpresa, voltei com a terceira colocação nas malas e, principalmente, com uma certeza: eu queria ser uma atleta profissional WBFF. 

Mas, para alcançar esse objetivo, eu precisava ser a primeira colocada! Intensifiquei os treinamentos, fiz ajustes em minha dieta e, no final daquele mesmo ano, consegui o tão sonhado título e me tornei uma atleta profissional! 

Mais do que títulos, porém, o que me move a ser uma atleta de fisiculturismo é mostrar para todo mundo que podemos ser aquilo que quisermos, espantando estereótipos e preconceitos. Consigo ser uma atleta de fisiculturismo e manter minha rotina em todas as outras áreas de minha vida!

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E, por acreditar que somos muito mais do que nossas profissões ou atividades, é que aqui nesta coluna vou abordar o fisiculturismo de uma forma mais abrangente, mostrando que este esporte vai muito além de músculos e da aparência! 

Conto com vocês em mais esta maravilhosa jornada!

Até a próxima!

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Rê Spallicci

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