Entrevistei uma ex-Fifth Harmony! Ally Brooke reage à teoria Taylor Swift-Corinthians, cita Neymar e monta halftime show dos sonhos no Super Bowl

Mariana Spinelli
Mariana Spinelli

Torcedora do San Antonio Spurs, apaixonada com o ambiente da NBA e telespectadora assídua de Super Bowls, Ally Brooke, cantora e ex-membro do grupo Fifth Harmony, contou um pouco da sua relação com o esporte e como tudo isso se mistura com a cultura pop.

Natural de San Antonio, Texas, e em carreira solo desde 2018, você pode ter a visto na NBA. Mas, como? 

Em entrevista exclusiva à ESPN, Ally se declarou para o público brasileiro, falou de Neymar, halfitme show do Super Bowl, Spurs, Serena Williams e muito mais.


         
    

Ally Brooke, ex-Fifth Harmony, diz qual atleta gostaria de ser e monta show dos sonhos no Super Bowl com Dua Lipa no setlist

NBA

Como já citado no texto, a artista é torcedora dos Spurs e, apesar da baixa estatura (1,52m), Ally já esteve presente em partidas da liga de basquete norte-americana… cantando, é claro. 

“Não sou uma especialista em basquete e nem sei muito de técnica, mas eu amo assistir aos jogos in loco. Amo basquete, futebol, futebol americano… é muito divertido e sinto falta demais. Sou do Texas e os Spurs são herois para nós. Cantei o hino nacional no primeiro jogo que recebeu a torcida no estádio por lá após a bolha. Um clima familiar, caseiro… eu amo!”

MÚSICA E FUTEBOL

Traçando um paralelo com a indústria da música, que ainda é muito machista, com o futebol, Ally lamentou que as mulheres ainda precisam lutar e brigar por espaços que deveriam ser de igualdade. 

Para cantar ou para jogar, o talento deveria bastar.

“Qualquer um deveria fazer o que gosta. Se é cantar, se é jogar… especialmente mulheres. Se você tem a paixão pelo esporte, pelo futebol, você deveria ter a chance de fazer isso e seguir seus sonhos”.

Quando o assunto é futebol brasileiro, Ally não sabe muito, mas um nome ela reconhece... 

‘NEYMAR? O JOGADOR? É CLARO QUE CONHEÇO!’, disse a cantora muito empolgada.

“Se quiser me chamar para um jogo… eu topo! Não existe ‘multidão’ melhor do que uma multidão brasileira em um estádio de futebol”. 


Ally durante apresentação
Ally durante apresentação Manny Hernandez/Getty Images
SUPER BOWL

Como mexicana-americana, o Super Bowl LIV foi muito marcante para a artista. Além de ter sido sediado em Miami, Flórida, cidade com grande quantidade de latinos, as apresentações do show do intervalo foram de duas inspirações para Ally: Shakira e Jennifer Lopez.

“Aquela apresentação foi muito significativa, por tudo envolvido: minhas duas referências, latinas.... para mim foi uma das melhores apresentações do halftime show na história”, declarou.

Veja a resposta completa e uma imitação IMPECÁVEL da Shakira abaixo


         

    

Ally Brooke revela 'surto' com show de J-Lo e Shakira no Super Bowl, valoriza cultura latina e tira onda imitando colombiana

PROJETOS E BRASIL

Além de cantar, agora Ally também é escritora. Recentemente seu livro ‘Em Busca de Harmonia’ chegou ao Brasil com tradução em português.

“Uma das coisas mais difíceis de escrever o livro foi ser vulnerável, compartilhar minhas inseguranças, as coisas complicadas que passei na indústria como jovem e no Fifth Harmony. Compartilhei também as memórias de quando perdi alguém que amava, foi muito difícil. É difícil ainda até de ler esses capítulos porque parte meu coração, mas ao mesmo tempo me dá forças. Consigo ver tudo que passei, superei, como sou forte…”

E é notório o brilho nos olhos da artista quando ela cita o carinho e a relação com fãs brasileiros. 

“O Brasil é minha base de fãs mais forte. Sei que o momento da pandemia não é fácil, mas fiquem firmes. Vocês têm tantas pessoas rezando por vocês e mandando coisas boas e pensamentos. Amo vocês e mando o maior abraço virtual de todos. Não posso esperar até o dia de visitar vocês logo, vocês são os meus amores!”

Durante a entrevista, Ally foi apresentada à ‘Teoria Taylor Swift e Corinthians’ e recebeu o convite para ser a ‘artista da sorte’ de algum clube brasileiro.


         
    

Ally Brooke reage à teoria de Taylor Swift e Corinthians, dá risada e manda recado para clubes brasileiros

Sobre seu novo álbum, a cantora não quis entregar muita coisa, apenas disse que está por vir e que o público ficará satisfeito com o material - e, claro, que não vê a hora de trazer uma tour para o Brasil.

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Brasil dá sinais 'suecos' com Pia no comando. E o que isto significa?

Mariana Spinelli
Mariana Spinelli

A seleção brasileira feminina venceu a Rússia por 3 a 0 no amistoso preparatório para os Jogos Olímpicos. Bruna Benites, zagueira, fez dois gols- essa informação é importante - e  Andressa Alves também deixou o dela.

O time comandado por Pia Sundhage, sueca, dá claros sinais "suecos" no seu estilo de jogo. Mas isso é bom? Então, há uma notícia boa e uma ruim.

Começo pela boa: a consistência defensiva, típica da Suécia. Uma das preocupações da treinadora era construir uma equipe segura defensivamente, corrigir os erros bobos que ocorriam e ganhar corpo no setor. Isso ela fez. Rafaelle é a dona da zaga e, no amistoso, teve Bruna Benites como companheira. 

Pia conseguiu implementar uma mentalidade mais aguerrida na seleção, com todas marcando e protegendo o gol de Bárbara - que, para mim, é o elo fraco desse setor defensivo. Mas já desisti de falar sobre as goleiras brasileiras,  e Pia já deixou bem clara sua preferência.

Mas, agora, a notícia "ruim": o setor ofensivo. O Brasil ainda está testando e tentando encontrar o encaixe. Marta longe do gol não rende como pode, Debinha se desdobra em campo e Lud não tem o espaço para correr como tem no Atletico de Madrid.

O meio de campo perde muito (muito!) sem Luana Bertolucci, que está fora dos Jogos Olímpicos por causa de lesão. Andressinha deve ser a nova dupla de Formiga, mas ainda falta criatividade no setor.

O lado 'sueco' ofensivo brasileiro é o abuso em cruzamentos. Por isso disse que a informação dos gols da Bruna Benites era importante: duas bolas paradas e zagueira aproveitou a subida para balançar as redes. Isso é ótimo, claro. Ser impiedoso quando tem a chance da bola parada é uma arma, mas não pode ser a única. 

Há mais talento a ser aproveitado com a bola no pé das atletas do Brasil. No jogo contra a Rússia, a equipe cruzou demais, foi um dos únicos recursos do time. 

A Suécia é uma seleção alta, mais 'pesadona', de um porte físico diferente e, logo, a bola aérea é um perigo mesmo. Já a seleção brasileira pode render mais em velocidade, troca de passes e criação pelo meio.

Tamires trabalhou muito na lateral-esquerda e foi o escape ofensivo, cruzando - com muita qualidade, diga-se de passagem- diversas vezes a bola na área.

O gol de Andressa Alves também nasceu de uma bola que cruzou a área.

A seleção brasileira está em evolução, mas ainda pode melhorar. O futuro é promissor e Pia parece não ter pressa para resolver tudo 'de qualquer jeito'. O trabalho pede paciência e correções. 

Segunda-feira a seleção entra em campo novamente e encara o Canadá. Será o último teste antes de Tóquio.

Jogadoras da seleção feminina brasileira de futebol reunidas antes do amistoso contra a Rússia
Jogadoras da seleção feminina brasileira de futebol reunidas antes do amistoso contra a Rússia Richard Callis/CBF
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A queda do Lyon na Champions e o título do Barcelona: dor de cabeça e preocupação para hegemonia dos Estados Unidos

Mariana Spinelli
Mariana Spinelli

Mais uma edição da Champions League feminina chegou ao fim e, dessa vez, com  feitos históricos: o primeiro é a ausência do Lyon no pódio (heptacampeão e vencedor das últimas cinco edições de forma consecutiva) e o segundo é o título inédito do Barcelona, que se tornou o primeiro clube a ter uma Liga dos Campeões no masculino e feminino. Com o sucesso de audiência, de qualidade no futebol praticado e alcance do torneio, o correto seria todo mundo estar feliz, mas... 

Pensando no desenvolvimento da modalidade, os Estados Unidos precisam - já dizia Carla Diaz - abrir os olhos, e o recado é muito claro: o futebol feminino cresce a passos largos na Europa.

A queda da hegemonia do Lyon é o primeiro indício. Não há apenas um clube dominante no continente mais. Apenas um clube que investe, contrata e vence. A competitividade já vinha aumentando há tempos, mas estourou nesta temporada quando a equipe francesa foi eliminada pelo grande rival PSG. Conclusão: o futebol na França não é de um time só.

Mas aí o PSG foi eliminado pelo Barcelona, que conquistou o torneio pela primeira vez em na história. O time catalão já havia disputado a final em 2019, caiu nas semis em 2020 e, agora, levantou a 'orelhudinha' em 2021. Conclusão: não é só na França que se concentra a força da modalidade. 

Como isso afeta os Estados Unidos, o 'monstro' dos torneios de seleções? O tetracampeão mundial? As quatro vezes campeãs olímpicas? 

Pois bem, as respostas estão nos primeiros quatro parágrafos. O futebol feminino avança como um furacão na Europa e não vejo um limite próximo. Culturalmente o futebol é mais forte no continente (em termos de fanatismo, história e relação com os países), do que com os EUA. Naturalmente, o peso das camisas das equipes europeias é diferente. Financeiramente uma hora isso vai pesar. Pensa comigo: camisas com mais história + uma base de fãs já consolidada + rivalidade + clubes milionários por causa do futebol masculino + respeito mundial... Bom, a conta não é muito difícil de entender.

É verdade que os Estados Unidos ainda são os favoritos nos Jogos Olímpicos, por exemplo, mas, para a Copa de 2023, já vejo a hegemonia mais ameaçada. Bem mais ameaçada.

[]

Voltemos para 2019, na Copa da França.

As norte-americanas não tiveram vida fácil com a Espanha nas oitavas de final, nem com a França nas quartas e muito menos com a Inglaterra na semi (todos os jogos terminaram 2x1, alguns com diversos sustos). A régua das outras seleções já havia subido à época.

Para manter a hegemonia, os EUA (leia-se a Confederação) precisam tornar a liga nacional mais atraente - e não só uma panela para desenvolvimento de universitárias - e deixar as atletas de elite disputarem torneios ao redor do mundo. Não dá para manter tudo 'debaixo da asa'. 

E o crescimento do futebol feminino não fica restrito à Europa. O próprio desenvolvimento da modalidade no Brasil, com o fortalecimento do Brasileirão feminino, também promete gerar frutos a serem colhidos futuramente.

Mas, no fim, quem ganha é a gente. A graça do futebol está na imprevisibilidade. Saber quem vai ser campeão mesmo antes do torneio começar não faz bem para ninguém. Os Estados Unidos que se organizem porque 2023 promete aquilo que O Grande Pensador Rômulo Mendonça sempre diz: O CAOS! 

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No hay distancia! Barcelona tem o ingrediente necessário para disputar uma final de Champions feminina: raiva

Mariana Spinelli
Mariana Spinelli

Ainda tomada por adrenalina após o jogo entre Barcelona e PSG pela semifinal da Champions League feminina, tento explicar a fórmula do sucesso das catalãs. 


         

    

Martens faz dois, Barcelona vence o PSG de Formiga e está na final da Champions League feminina


A vitória por 2x1 em cima das francesas comprova algo dito pela camisa 11 do Barça, Alexia Putellas, após a eliminação na última temporada da UWCL contra o Wolfsburg: ‘No hay distancia’. A jogadora estava - com razão - muito brava após a queda na competição. Time podia ter ido mais longe. Não havia mais uma enorme distância entre o Barcelona e as grandes equipes europeias, o time, para ela, estava 100% pronto. Eu discordo. 

A derrota na última temporada colocou o último ingrediente que faltava para o Barcelona se firmar na Europa: raiva e sangue nos olhos. A competição engasgada na garganta. Vontade, raça, entrega.

Comparando o futebol das catalãs, que foram goleadas pelo Lyon na final de 2018/19, com o time que vai para a final agora, eu digo tranquilamente: Hay muita distancia.

Mapi León é uma fortaleza na zaga, Alexia comanda o meio, Patri é um cão de guarda, Jenni Hermoso é gol, Aitana é o futuro, Paños é um paredão no gol.

A evolução da equipe de Lluis Cortés é absurda e ele sabe disso. A comemoração após o apito final deste domingo, que garantiu a vaga na grande decisão, foi mais um descarrego, um desabafo, um grito que estava há muito tempo preso dentro do time.

Jogadoras do Barça comemoram vaga na final da Champions
Jogadoras do Barça comemoram vaga na final da Champions Getty

Triste por não ver Formiga, do PSG, em uma final de Champions, mas não há como negar e não se encantar com a história do Barcelona. 

Uma final antecipada...o futebol tem dessas. Alguém tinha que avançar.

A decisão é no dia 16 de maio, Chelsea e Bayern disputam a outra vaga.

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Champions feminina: nomes ‘pouca mídia e muita bola’ pra ficar de olho em Barcelona x PSG

Mariana Spinelli
Mariana Spinelli

Para a estreia deste blog, apresento a vocês algumas jogadoras que não recebem tanto holofote, mas ‘comem’ a bola na Europa. Claro, se você acompanha assiduamente o futebol feminino, os nomes não serão muita surpresa.

Todas de Barcelona e Paris Saint-Germain, que duelam por uma vaga na decisão da Champions League feminina neste domingo (25), às 10h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo do ESPN App. E a promessa é de jogaço!

Formiga que me perdoe, mas a equipe espanhola faz meus olhos brilharem por vários motivos: além das atletas, o sangue nos olhos por ter a competição ‘entalada’ na garganta pela eliminação frustrante na última temporada.

Rolfoe marca, Wolfsburg supera o Barcelona e vai à final da Champions League feminina


"Não há distância", disse Alexia Putellas, uma das craques do Barça, após a derrota para o Wolfsburg ano passado (assista no vídeo acima). E não há mesmo mais distância entre a catalã e as outras equipes europeias.

Vamos aos nomes: Lieke Martens, Putellas, Hermoso e Mapi Leon são as mais conhecidas, seguidas nas redes sociais e com mais destaque internacional. Mas, com pouca mídia e muita bola, destaco Aitana Bonmatí.

A meia de 23 anos, camisa 14 do Barça, é um motor para a equipe. Inicia jogadas, chega bem na área, finaliza com qualidade… Vale olhar diferente para a atleta em campo neste domingo.

Na última temporada, quando comentei a Champions, Aitana ainda não era titular indiscutível, Hamraoui e Patri Guijarro eram as volantes da equipe. Mas logo o técnico Cortés entendeu que a vaga na ‘meiuca’ catalã seria dela. Sorte dele. E do time.

Do lado do PSG, meu coração é de Formiga e Luana - que não estará em campo por causa de lesão -, mas tirarei isso do caminho para trazer outros nomes para vocês.

No gol, Tiane Endler, a melhor do mundo na posição na minha visão, não é novidade para ninguém. 

Na zaga, vale ficar de olho em Irene Paredes. A espanhola, inclusive, é especulada no Barcelona, já que tem contrato acabando nos próximos meses. 

Geyoro, autora de um dos gols que eliminou o Lyon (atual pentacampeão e, ao todo, dono de sete títulos da Champions), também precisa ser destacada. 

Putellas e Patri, jogadoras do Barcelona
Putellas e Patri, jogadoras do Barcelona Getty Images
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