Copa do Mundo a cada 2 anos? Você pode não gostar da ideia, mas Messi, Ronaldo, Neymar e a maioria do mundo, sim

Paulo Cobos
Paulo Cobos

No final de maio, uma votação em congresso da Fifa decidiu se a entidade deveria levar adiante uma ideia da federação da Arábia Saudita: um estudo para viabilizar a realização da Copa do Mundo a cada dois anos, no lugar do intervalo histórico de 4 anos.

A proposta foi aprovada com ampla maioria: 166 federações nacionais disseram sim, e apenas 22 foram contra.

Lembrei desse assunto assistindo agora aos jogos da Copa América e da Eurocopa.


Há muito tempo não sou grande entusiasta do futebol de seleções. Mas é impressionante notar como os grandes jogadores do mundo parecem mais dispostos a jogar por seus  países do que pelos clubes que lhes pagam salários milionários.

Messi e Neymar jogam agora uma Copa América em estádios vazios e gramados muito ruins no Brasil.

Nada disso parece importar. A cada gol, a cada vitória suada eles parecem tão felizes como nos grandes jogos no Barcelona e no PSG.

Copa América: Messi faz dois, anota um golaço, e Argentina goleia


Na Eurocopa, os jogadores têm a vantagem da volta do público e de estádios muito mais bem envelopados. Mas se percebe o quanto eles amam jogar por suas seleções quando se assiste à comemoração dos ingleses no gol de Kane contra a Alemanha.

Para os grandes jogadores, uma Copa do Mundo a cada dois anos também seria uma chance maior de ganhar a competição que tanto faz falta a alguns deles, especialmente Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo.

Mas não são só os grandes jogadores que teriam o que comemorar se o Mundial acontecer a cada dois anos.

Troféu da Copa do Mundo
Troféu da Copa do Mundo Kurt Schorrer/Getty Images

Como bem lembrou o jornalista Steve Price, em texto publicado no site da revista "Forbes", até hoje só 79 países jogaram uma Copa do Mundo. 

"Parte do interesse da Copa do Mundo é que chegar nela é uma conquista. É fácil esquecer que, embora todos os torcedores esperem ver seu país na Copa do Mundo, muitos nunca os viram jogar no maior palco do futebol internacional. É ótimo assistir à Copa do Mundo, mas não é tão bom quando os jogadores do seu país não estão  na TV", escreveu Price, finalizando que uma Copa do Mundo a cada dois dobraria a chance de um país jogá-la, ainda mais que a partir de 2026 ela terá 48 seleções.

Messi, Ronaldo, Neymar e bilhões de pessoas do mundo todo podem ter motivos para celebrar uma Copa a cada dois anos. Seus pontos, admito, são excelentes.

Só que não estarei com eles. Copa do Mundo é o evento mais importante do esporte do planeta por que o mundo fica esperando quatro longos anos para ela acontecer.

Eu não compraria o álbum de figurinhas da Copa se ela fosse tão comum. E você?

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Leila presidente pode ser ótimo, mas ser eleita sem rival e debates repete triste capítulo da história do Palmeiras

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Um ex-presidente impopular, como Mustafá Contursi não conseguiu montar uma chapa, assim Paulo Nobre, um dos ex-presidentes mais queridos da história do Palmeiras. Os eternos mistos de corneteiros e conselheiros também foram atropelados.

Leila Pereira será candidata única na próxima eleição do Palmeiras, em novembro. Apenas ritos burocráticos ela precisa cumprir para ser  a primeira mulher a comandar o clube. Tem tudo para ser também uma das melhores.

Mas a forma como vai chegar ao poder é um dos capítulos mais tristes da gloriosa história alviverde.

Leila Pereira durante coletiva no Palmeiras
Leila Pereira durante coletiva no Palmeiras Divulgação Palmeiras

Nada pior para um clube que eleições com apenas um candidato. O Palmeiras já viveu isso recentemente, em 2016, na primeira vez que Mauricio Galiotte foi eleito (em 2019 ele teve rival).

Com chapa única, o debate desaparece. A alternância de poder tende a sumir.

No caso de Leila, o que pesa mais é a falta de confronto de ideias absolutamente necessário que não vai acontecer com o caminho livre para ela ser a nova presidente do Palmeiras.

O sócio e o torcedor do Palmeiras não poderá analisar projetos diferentes para o clube, e nem terá alguém para questionar Leila no melhor momento para se fazer isso: uma eleição democrática.

Claro que ela vai divulgar um plano de administração.

Mas não haverá um candidato rival  para perguntar a ela questões muito importantes para uma pessoa que vai comandar o clube ao mesmo tempo em que ó principal patrocinador palmeirense.

Duvido que qualquer candidato teria chance de ganhar de Leila numa eleição do Palmeiras hoje.

Só que um eventual derrotado faria muito bem para o Palmeiras se questionasse Leila em uma eleição.

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Jogar Copa do Mundo ou R$ 1 milhão por mês: a escolha que Daniel Alves precisa fazer

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Daniel Alves rejeitou oferta do Fluminense. O clube carioca topava pagar até R$ 750 mil para o lateral-direito, mas ele exige um salário mensal de R$ 1 milhão

Nesta sexta-feira, acaba o prazo para os clubes inscreverem jogadores no Brasileiro. Com Atlético-MG e Flamengo aparentemente sem interesse, é difícil acreditar que outro clube do país possa pagar o salário exigido por Daniel Alves.

Com o mercado europeu fechado, restaria para o ex-são-paulino buscar clube em mercados internacionais que podem pagar o que ele quer, mas em que o nível do futebol é bem mais baixo que no Brasileiro, como nos países árabes. 

Daniel Alves em ação pelo Brasil nas Olimpíadas
Daniel Alves em ação pelo Brasil nas Olimpíadas Lucas Figueiredo/CBF

Daniel Alves precisa tomar uma decisão que, admito, é difícil de tomar.

Ele já deixou claro que pretende disputar a Copa de 2022. Recentemente, afirmou que a seleção brasileira sempre é sua prioridade

Perto dos 40 anos, Daniel Alves já não está mais no auge. Ele tem potencial sim para jogar o Mundial, ainda mais com uma concorrência fraca na lateral direita.

Mas não pode ter lugar cativo na seleção. Se Tite seguir convocando Daniel Alves mesmo que ele dispute uma liga insignificante, estará cometendo um erro imperdoável e uma injustiça com outros jogadores.

Começou bem nesta sexta-feira, quando deixou Daniel fora da lista para os jogos das eliminatórias em outubro.

Para justificar sua convocação, o lateral-direito precisa atuar de forma consistente em uma liga competitiva. No seu caso, o melhor lugar para fazer isso hoje é no Brasil.

Não dá para ter tudo na vida. Daniel Alves deve mesmo pensar em conseguir o melhor contrato possível em termos financeiros. 

Só que não tem como jogar em um time qualquer nos Emirados Árabes e querer jogar Copa do Mundo.



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Não sei se orçamento torna obrigação Flamengo eliminar Barcelona, tenho certeza que o Transfermarkt não sabe nada sobre Libertadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Virou discussão na véspera da abertura das semifinais entre Barcelona de Guayaquil e Flamengo pela Libertadores, nesta quarta-feira, no Maracanã. 

Fabián Bustos, o técnico da equipe equatoriana, precisou responder sobre a disparidade econômica entre os dois times. "A diferença no orçamento não tem nada a ver quando começa o jogo", afirmou.

A discussão não tem como origem apenas o abismo de faturamento entre os dois clubes. Ele se baseia principalmente na opinião de um suposto especialista: o site Transfermarkt.

Duelo Flamengo x Barcelona-EQU tem sido frequente nos últimos anos
Duelo Flamengo x Barcelona-EQU tem sido frequente nos últimos anos DOLORES OCHOA/POOL/AFP via Getty Images

De acordo com a página que avalia o preço de jogadores pelo mundo inteiro, o elenco do Flamengo  vale hoje 148 milhões de euros, ou quase dez vezes mais que a avaliação do Barcelona equatoriano (apenas 16 milhões de euros). 

Não tenho certeza se o Flamengo, por sua riqueza, tem a obrigação de despachar um rival tão mais pobre.

Mas minha tendência é concordar com o treinador do Barcelona. Em uma semifinal de Libertadores, dinheiro não é tudo.

Agora tenho certeza que o Transfermarkt não sabe de Libertadores. E muito menos de futebol equatoriano.

Avaliar de forma tão barata um clube grande equatoriano é ficar cego aos bons resultados que os clubes do país conseguem em competições sul-americanas nos últimos anos, muito acima de centros com mais pompa, como Chile, Colômbia e Uruguai.

A LDU ganhou a Libertadores em 2008. O Independiente del Valle foi vice em 2016, e ganhou a Sul-Americana em 2019. O Barcelona foi às semifinais da Libertadores em 2017.

O Flamengo pode ser dez vezes mais rico que o Barcelona de Guayaquil. Seus jogadores podem valer também dez vezes mais. Mas é delírio achar que o time de Renato Gaúcho é dez vezes melhor que seu rival nas semifinais da Libertadores.

Hoje no Flamengo, Bruno Henrique já se descontrolou e cuspiu em rival contra o Barcelona-EQU na Libertadores; relembre

 



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Como foi estar a 10 metros de Abel em uma noite que ele só errou no Palmeiras, e o Atlético-MG não aproveitou

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta terça-feira, no primeiro jogo da semifinal da Libertadores contra o Atlético-MG, o blog acompanhou os 90 minutos do confronto bem atrás do  banco de reservas do Palmeiras.

Parecia que seria  intenso acompanhar o comportamento do técnico português Abel Ferreira.

Acabou sendo decepcionante em todos os sentidos.

O tão esperado duelo entre dois dos três melhores times do Brasil teve um nível sofrível.

E muito por culpa do comandante alviverde. Abel escalou mal, seu time foi  covarde e ainda teve a atitude de na primeira rodada de substituições sacar Dudu para apostar em Deyverson.

Sorte sua que o Atlético-MG não aproveitou até um pênalti, e a disputa por uma vaga na final em Belo Horizonte está aberta depois do empate sem gols no Allianz Parque.

Abel Ferreira durante jogo entre Palmeiras e Atlético-MG, pela Libertadores
Abel Ferreira durante jogo entre Palmeiras e Atlético-MG, pela Libertadores ESPN

Abel começou de forma mais contida que Cuca. O técnico atleticano começou o jogo já no limite da área permitida para os treinadores. O palmeirense só deixou o banco depois de 70 segundos. 

Logo aos 6 minutos, quando o juiz marcou uma falta perigosa para os mineiros, Abel se conteve e nada reclamou. Na cobrança, se agachou e mostrou alívio quando Hulk acertou a barreira.

O jogo ficava cada vez mais ríspido. Mas Abel exalava calma. Membros da comissão técnica alviverde nas arquibancadas reclamavam enquanto o português seguia calado.

Quando Roni finalizou de forma bisonha um contra-ataque, o treinador se conteve na lamentação.

O mesmo não aconteceu no lance seguinte, quando Guilherme Arana  chutou cruzado e quase abriu o placar. Abel bateu as mãos com força. Parecia a senha para o estilo zen acabar.

Roni era o principal alvo das instruções. 

Por 17 minutos, nenhuma reclamação contra a arbitragem. Até Zé Rafael sofrer falta. Abel ficou pedindo cartão para o quarto árbitro.

Não seria no dia que tive a chance de estar a10 metros de Abel Ferreira em um jogo decisivo que ele resolveria ter um comportamento de monge.

A primeira grande explosão aconteceu aos 23 minutos, quando Zaracho parou com falta Dudu. Antes mesmo do juiz mostrar o amarelo, o treinador palmeirense enfurecido gritava em direção ao pobre quarto árbitro.

Demorou ainda a primeira dura recebida de Patricio Loustau, o argentino que apitava o jogo. Aos 30 minutos, ele mandou Abel se acalmar. Teve sucesso desta vez.

Curioso fiquei para saber o que havia no papel que o português mostrou a Roni aos 38 minutos. 

Para quem se acostumou a ver o treinador palmeirense esbravejar a qualquer lance, foi surpreendente vê-lo imóvel  quando Gustavo Gomez fez pênalti em Diego Costa.

Abel Ferreira sem reação após marcação de pênalti para o Atlético-MG contra o Palmeiras
Abel Ferreira sem reação após marcação de pênalti para o Atlético-MG contra o Palmeiras ESPN

Quando Hulk errou a cobrança e acertou a trave, os reservas palmeirenses comemoraram com muito mais euforia que Abel.

Depois da mediocridade palmeirense do primeiro tempo, se esperava que Abel mudasse o time e também sua passividade.

Nada de alterações, assim como seu comportamento, muito mais comedido que o normal.

Abel falava pouco, o que amenizava a frustração de ser muito difícil escutá-lo pelo barulho infernal do sistema de som do Allianz Parque.

Quando resolveu mudar, pouco antes dos 20 minutos, os auxiliares falaram mais com Deyverson e Wesley. Imagino o que Dudu pensou quando viu que era um dos substituídos.

Mas a noite não parecia a do jogo mais importante até agora na temporada para o Palmeiras.

Abel alternava momentos sentado no banco com outros agachado na área técnica. Muitas vezes era seu auxiliar que dava os comandos com mais energia.

Para quem esperava um grande jogo e fazer um relato mais saboroso de Abel pela chance da proximidade em um estádio vazio, a noite foi uma enorme decepção.

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Foi longe demais ou fez menos do que poderia? Como seria a carreira de Thiago Neves sem sua estupidez sem limite

Paulo Cobos
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Na Olimpíada de Pequim, em 2008, cobri toda a preparação olímpica de Dunga, em um time que tinha Ronaldinho Gaúcho com bons coadjuvantes.

Aquela cobertura teve uma particularidade. Nunca uma seleção brasileira ficou tão exposta aos olhos dos torcedores comuns e dos jornalistas, já que eles dividiam os mesmos voos com todos.

E nada de lugares reservados. Sempre era possível se sentar ao lado de Dunga e dos jogadores.

Tive a sorte de ser vizinho de assento de atletas adoráveis, como Hernanes, Diego e Lucas Leiva.

Thiago Neves em ação pelo Sport
Thiago Neves em ação pelo Sport Jota Erre - Photo Premium - Gazeta Press

Em uma viagem aérea pela China de pelo menos duas horas, meu vizinho foi Thiago Neves, então com 23 anos. A conversa, admito, não fluiu.

Lembrei desse episódio ao ler a notícia que o Sport rescindiu o contrato do meia. Isso depois de uma semana de polêmicas, que teve como ponto alto ele ironizando em uma rede social a cobrança de um torcedor.

"Tumultuar ambiente? Acho q vc está citando a pessoa errada, faço de tudo pra deixar o ambiente bom mesmo passando por tudo isso que estamos passando, até comprar chuveiros, aparelhos para a fisioterapia, alguns ties para academia, fora frutas..."

Aos 36 anos, Thiago Neves acumula episódios de pura estupidez.


Ainda jovem, assinou contratos ao mesmo tempo com Palmeiras e Fluminense.

Para ironizar o Fluminense, disse que enfim "jogaria em um time grande" quando acertou com o Flamengo.

Cometeu barbaridades históricas ao provocar rivais e chegou ao cúmulo da babaquice ao comparar um rebaixamento do Atlético-MG com a queda da barragem de Brumadinho, que matou 270 pessoas.

Faltaria tempo para listar todas cretinices  feitas por Thiago Neves.

Meu ponto é tentar entender o que foi carreira dele sob a ótica de alguém com tantos episódios bizarros.

Seu talento é inegável. Óbvio que poderia ter mais sucesso se fosse mais profissional e evitasse tanta polêmicas.

Só que minha conclusão é que, no fundo, Thiago Neves é um sortudo.

Ele ganhou muito dinheiro, conquistou títulos, fez gols e belas assistências.

Muito mais do que merecia por ser alguém tão pequeno fora de campo.

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'Odiado' na França e no mundo todo? Cuidado para não exagerar na raiva contra o PSG (ele não é tão diferente assim dos outros)

Paulo Cobos
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Na Espanha, terra dos gastões irresponsáveis Barcelona e Real Madrid, o PSG virou o inimigo número 1. Na Inglaterra, com seus donos de times bilionários de países onde falta transparência, quase isso.

Até na França, segundo o campeão mundial Djorkaeff, o sentimento contra o time de Neymar e Messi é negativo.

"Quando você joga no PSG, luta contra o resto da França. As pessoas odeiam o PSG", afirmou o ex-atacante em entrevista ao jornal espanhol "El País".  

Messi durante apresentação ao PSG
Messi durante apresentação ao PSG Getty Images

Não dá para negar. O PSG, com pouco mais de meio século de vida apenas, é um clube difícil de simpatizar.

Parece não importar que o clube tem uma torcida fanática que já existia muito antes do dinheiro fácil do Qatar. E que mesmo antes já teve grandes craques, como os brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Raí.

Só vale a percepção que o time, como um garoto rico e mimado, consegue sempre ter os jogadores que deseja, driblando o tal fair play financeiro.

Mas cuidado para não exagerar na antipatia.

O PSG não é assim tão diferente da maioria dos grandes europeu. Seja tão crítico com os outros como você é com o clube francês.

E lembre que o clube tem hoje a chance, com seu elenco, de formar um time que pratique o futebol mais encantador do planeta.

Ódio é um sentimento pequeno. Melhor analisar o PSG com mais lucidez.

Neymar em vitória do PSG: pênalti sofrido, cobrança de categoria, tabela com Messi e mais; VEJA!

 


 


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Mármore é caro e frio: sem torcida, Corinthians vai seguir um time medíocre jogando em Itaquera

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Corinthians tinha um time meia boca e agora tem uma equipe titular muito acima da média. Mas segue medíocre como mandante no Brasileiro.

 O empate contra o América-MG foi o décimo jogo da equipe na sua arena na competição. Foram apenas duas vitórias, quatro empates e quatro derrotas. O aproveitamento de 33% é simplesmente o terceiro pior de um anfitrião, só superando Sport e Chapecoense.

O clube pena em um estádio em que sofre para pagar sua construção cheia de luxos desnecessários. E a conta fica mais salgada, tanto em termos financeiros quanto esportivos, com arquibancadas vazias.

Giuliano lamenta gol perdido pelo Corinthians em Itaquera
Giuliano lamenta gol perdido pelo Corinthians em Itaquera Ale Vianna/W9 PRESS/Gazeta Press

Está na hora do Corinthians pensar em lutar para ter torcedores em Itaquera, como o Flamengo faz no Maracanã. Não é questão de atropelar os protocolos do combate contra a Covid. 

Mas chegou a hora de pensar em como conseguir juntar prevenção com a possibilidade de ter a volta dos torcedores. A realidade do Brasil não é hoje tão distante do que acontece em países da Europa em que os torcedores já retornaram.

Com testes, exigência de vacinação e máscaras, o Corinthians e outros grandes devem estudar como ter torcedores de volta.

A saúde sempre vai estar em primeiro lugar. Mas chegou a hora de encarar a possibilidade de discutir com responsabilidade o retorno dos torcedores.



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E se Daniel Alves jogar e arrebentar no Flamengo? Qual será o tamanho dele no futebol brasileiro?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Acabou o que para muita gente foi a pior contratação da história do São Paulo. O clube anunciou nesta quinta-feira que rescindiu o contrato com Daniel Alves, o lateral-direito que resolveu ser camisa 10 e meia no Morumbi.

Horas antes, Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, admitiu que o clube tem sim interesse em Daniel Alves.

Daniel Alves em treino do São Paulo
Daniel Alves em treino do São Paulo Divulgação/Twitter Oficial/São Paulo F.C

Com o caminho aberto, e desesperado para mostrar serviço em busca do sonho de jogar a Copa de 2022 (na lateral), imagino que Daniel Alves vai abrir mão até de dinheiro para jogar no Flamengo, o melhor time do Brasil e também a vitrine mais importante (Rafinha, sofrendo no Grêmio, que o diga).

Na posição correta e em um clube em que não vai tratar como se fosse uma espécie de Getafe, como fez no São Paulo,  a chance de Daniel Alves aumentar sua vasta galeria de troféus na Gávea é imensa.

E vai gerar um debate: qual será seu tamanho jogando no futebol brasileiro?

O jogador que fracassou de forma retumbante no Morumbi ou o que tem a chance de ganhar tudo no Flamengo?

Esqueça os extremos. O que vai ficar provado é qual o papel de Daniel Alves em um time de futebol.

Ele é sim um dos melhores jogadores da sua posição neste século. Mas não tem característica técnica nem a liderança certa para ser o maior protagonista de um time de futebol.

Daniel Alves, no Barcelona de Messi, Xavi e Iniesta, entra fácil na lista de 5 maiores coadjuvantes da história do futebol brasileiro.

Se acertar com o Flamengo, este será o seu papel. E não existe demérito algum de ser coadjuvante. Pior é querer ser ator principal e se demonstrar um charlatão, como fez no São Paulo.






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Como apagar pichações e enterrar hashtags: Cuca é o maior cala boca de um técnico do Brasil em muito tempo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando o Atlético-MG começou a pensar em Cuca para substituir Jorge Sampaoli,  parte da torcida do Atlético-MG foi às redes sociais para criar uma  hashtag contra sua contratação: #CucaNão.

Depois de empregado, e resultados ruins depois de poucos dias de trabalho, uma nova hashtag virou sucesso nas redes: #ForaCuca. 

Após um empate na estreia contra um modesto time venezuelano na Libertadores, em abril, uma forma de protesto muito mais tradicional contra o treinador aconteceu: os tapumes da obra do novo estádio do Atlético-MG foram pichados com o tradicional "Fora Cuca" (ainda bem que neste caso sem hashtags).

Cuca comanda o Atlético-MG
Cuca comanda o Atlético-MG Pedro Souza / Atlético

Cinco meses depois, tudo mudou.

O Atlético-MG é candidato real a ganhar os três títulos mais importantes da temporada: lidera o Brasileiro e está nas semifinais da Copa do Brasil e da Libertadores. 

E Cuca consegue o maior cala boca de um técnico em muitos anos.

Seu desafio no Atlético-MG era até maior que o de Renato Gaúcho no Flamengo. Ambos têm esquadrões, mas o time mineiro se transformou muito mais para esta temporada e não tem um histórico recente de títulos como o rubro-negro para aliviar a pressão.

Não vale dizer, como nos tempos do Palmeiras, que Cuca montou o Atlético-MG só no fatídico "Cucabol".  A defesa é segura, o time cria muito e joga sim bonito.

Pena, para Cuca, que ele já deve saber que a cobrança contra ele é maior. Ele está perto de três títulos. Se não ganhar nenhum, vai suportar de novo hashtags e muros pichados.

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Em tuíte antecipado no caso de fracasso, São Paulo diz que segue com convicção em Crespo; não sei se a recíproca é verdadeira

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O São Paulo se revolveu antecipar e garantir a permanência de Hernán Crespo no comando do clube mesmo em caso de eliminação nas quartas de final da na Copa do Brasil, nesta quarta-feira, contra o Fortaleza.

Em uma espécie de tuíte antecipado e preventivo em caso de fracasso, Carlos Belmonte, o diretor de futebol do Morumbi, garantiu a permanência do treinador.

"Crespo continua e continuará técnico do São Paulo após a partida de hoje contra o Fortaleza. Essa é uma decisão da Diretoria de Futebol e que tem total apoio do presidente Júlio Casares. Seguiremos com a convicção que temos no trabalho", escreveu o dirigente.

Hernán Crespo em duelo no Morumbi
Hernán Crespo em duelo no Morumbi Rubens Chiri / saopaulofc.net

Seria insano  o São Paulo não ter "convicção" em Crespo mesmo que o time tenha até o final do ano como única missão escapar do rebaixamento no Brasileiro.

O argentino é o melhor técnico são-paulino em muito tempo. E tem potencial para ser alguém grande até na Europa.

Mas tenho muita dúvida se Crespo segue com a mesma convicção sobre o São Paulo.

O argentino parece cansado da lista imensa de jogadores com problemas físicos no São Paulo. Demonstrou incômodo com o fim abrupto da relação do São Paulo com Daniel Alves. Percebeu que o clube do Morumbi vive numa penúria absoluta em que atrasos salariais são comuns e dinheiro para contratar é curto.

E agora surge essa prova de confiança desnecessária via rede sociais antes do jogo decisivo contra o Fortaleza.

Resta saber se o São Paulo vai cumprir a promessa de manter Crespo mesmo que a luta contra o rebaixamento vire o único objetivo. E como o treinador vai reagir a desafio tão pequeno.




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'Quebrado, insolvente', derrotado, sem rumo: Bayern faz orgulho do Barcelona ter seu maior teste

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Se restava alguma dúvida que o Barcelona vive um dos momentos mais tristes da sua gloriosa história, o Bayern de Munique resolveu acabar com ela.

Primeiro, em uma entrevista de Uli Hoeness, presidente honorário do clube alemão. 

"O Barcelona não é mais um modelo para nós. Na verdade, o Barcelona está falido. Na Alemanha, o Barcelona seria um caso para um juiz responsável pela insolvência", afirmou Hoeness.

Depois, em campo, na abertura da fase de grupos, o Bayern,  mesmo longe de seus melhores dias, venceu o clube catalão com enorme facilidade por 3 a 0 em pleno Camp Nou.

Piqué na derrota do Barcelona para o Bayern
Piqué na derrota do Barcelona para o Bayern Getty

O Bayern acertou dois socos na cara do Barcelona para deixar o gigante ainda mais sem rumo.

Não sei se Hoeness exagerou ao dizer que o clube catalão está quebrado e é caso de insolvência. Mas não há como negar que é hoje o grande europeu em situação financeira mais delicada e sem condição nenhuma de investimento.

E é triste ver o que é o Barcelona dentro de campo.

Uma mistura de veteranos decadentes, como Alba e Piqué, garotos promissores, mas assustados e longe de estarem prontos, reforços sem nível para jogar no clube, como o De Jong que chegou do Sevilla, e contratações milionárias fracassadas, como Philippe Coutinho.

Poucos clubes são tão orgulhosos da sua existência como o Barcelona. O slogan genial "mais que um clube" vai ter o maior teste da sua história.

O torcedor do Barcelona vai ter que se acostumar com a realidade atual do clube. Vai demorar para os bons tempos voltarem.



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'Com menos dinheiro, a gente fez mais': não vejo a hora de saber quem fala a verdade sobre contratações milionárias

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Corinthians trouxe vários medalhões, mas garante que o time atual custa menos para o clube do que o anterior. David Luiz vai receber R$ 1,5 milhão por mês no Flamengo, mas a diretoria rubro-negra afirma que ele está dentro do orçamento. 

Rubens Menin, o empresário que virou o mecenas do Atlético-MG, diz que o elenco estrelado que montou para o clube não é tão caro assim:  "Temos um custo extrafutebol menor que do Flamengo. O Palmeiras tem um elenco e uma folha maiores do que o Atlético, mas, com todo respeito ao clube, eu não trocaria o elenco do Atlético pelo do Palmeiras. Acho que o Atlético, com menos dinheiro, fez mais", falou no programa "Papo de Setoristas", no You Tube. 

Mesmo com uma crise que não acaba e ainda sem a receita de bilheteria, os clubes brasileiros investem pesado na repatriação de jogadores caros. E fazem magia para tentar explicar que conseguem  isso sem gastar mais do que deveriam.

Hulk comemora em jogo do Atlético-MG
Hulk comemora em jogo do Atlético-MG Pedro Souza / Atlético

Só vamos saber quem diz a verdade em março ao ano que vem, quando começam a pipocar os balanços dos clubes sobre suas contas de 2021.

Nunca será tão curioso esperar esses números para saber quem está dizendo a verdade. Se é possível trocar jogadores medíocres por medalhões e ainda gastar menos, como o Corinthians, ou montar um elenco melhor e mais econômico do que o Palmeiras, como garante o mecenas do Atlético-MG.

Espero que todos os cartolas falem a verdade sobre o milagre de trazer medalhões e não estourar as contas. Seria uma desmoralização saber que o "bom e barato" na verdade foi uma grande aventura irresponsável.

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Anvisa não foi 'flamenguista', mas cada vez dou mais razão para os argentinos no papelão de Itaquera

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em um país que tanto falhou no combate contra o vírus da Covid, a Anvisa, a agência reguladora saúde brasileira, resolveu ser dura contra jogadores de futebol que passaram pela Inglaterra nos últimos 14 dias.

Primeiro, resolveu tirar de campo jogadores argentinos com a bola rolando em Itaquera no jogo pelas eliminatórias sul-americanas.

Depois, resolveu impedir a estreia do corintiano Willian. E teve que lembrar que não tomou a mesma atitude para o flamenguista Andreas Pereira, e sugeriu uma punição para o jogador.

Jogadores da seleção brasileira logo após suspensão de Brasil x Argentina
Jogadores da seleção brasileira logo após suspensão de Brasil x Argentina Lucas Figueiredo / CBF

Muita gente logo começou a acusar o Flamengo de favorecimento.

Balela. O rigor da Anvisa com jogadores de futebol começou apenas pela janela de exposição para a agência ocorrida após o episódio com os argentinos no estádio corintiano. E Andreas Pereira entrou em campo antes disso.

Nada melhor do que ganhar os holofotes por tamanho rigor que faltou com milhares de pessoas comuns que chegaram nos aeroportos brasileiros por tantos meses vindos de países com alta incidência de Covid.

Parece importar, no caso dos jogadores de futebol, apenas o momento máximo para eles: o jogo.

Eles puderam dar entrevistas, treinarem, serem apresentados em grandes eventos e não foram importunados.

Mas não podem jogar, mesmo sendo testados com frequência.

A Argentina tem uma grave acusação de ter fraudado documentos na entrada dos jogadores que atuam na Inglaterra.

Mas já não me parece tão absurda a versão deles para ganharem os pontos do jogo interrompido contra o Brasil.

Os argentinos alegam que o jogo foi paralisado por pessoas que não estavam autorizadas para estarem no campo.

Inicialmente, esse argumento não me convencia.

Mas, depois de ver a busca por holofotes da Anvisa e de seus agentes no futebol, começo a mudar de ideia.



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Anvisa não foi 'flamenguista', mas cada vez dou mais razão para os argentinos no papelão de Itaquera

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Qualquer freguesia dói, mas a do Palmeiras contra o Flamengo é cruel e flerta com a vergonha

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Flamengo tem agora uma série de novo jogos sem perder para o Palmeiras. A vitória deste domingo, por a 3 a 1, no Allianz Parque foi a quinta na série que começou em 2019. Aconteceram ainda mais quatro empates no período.

Qualquer freguesia entre clubes do mesmo tamanho dói. Mas a palmeirense diante dos flamenguistas é cruel, flertando com a vergonha.

Começando pelo fato que o alviverde não é capaz de ganhar jogos que eram praticamente uma obrigação de vencer.

Abel Ferreira, que ainda não venceu o Flamengo
Abel Ferreira, que ainda não venceu o Flamengo Cesar Greco / Palmeiras

No ano passado, esfacelado por casos de Covid, o Flamengo foi ao Allianz Parque com um time repleto de garotos para enfrentar um Palmeiras com praticamente força máxima, e arrancou um empate.

Neste domingo, o Flamengo novamente estava lotado de desfalques. Terminou o jogo com apenas três titulares: Diego Alves, Isla e Arão.

Abel Ferreira teve duas semanas para treinar o Palmeiras, e força máxima. Até fez um jogo de igual para igual no primeiro tempo, mas na segunda etapa novamente mostrou falta de repertório para sair derrotado por 3 a 1.

Nos grandes jogos, o Palmeiras é incapaz de bater o Flamengo. Foi assim no duelo do primeiro turno do Brasileiro-19, quando o Palmeiras de Felipão perdeu por 3 a 0 no Maracanã para o time de Jorge Jesus e começou ladeira abaixo na classificação.

O mesmo aconteceu na decisão da Supercopa deste ano, quando o rubro-negro levou a melhor nos pênaltis.

Mas não é só pelos resultados que a freguesia do Palmeiras contra o Flamengo flerta com a vergonha.

Um time com tamanho investimento e de elenco tão diversificado não pode fazer tão pouco, mesmo sabendo que o Flamengo segue tendo o melhor time titular do Brasil e conta com um punhado de ótimos reservas, com Michael e Pedro.

O Palmeiras pode ganhar títulos, como fez no ano passado com a Libertadores e a Copa do Brasil. Mas, para ser o melhor time do Brasil, não pode ser tão freguês do Flamengo.



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Qualquer freguesia dói, mas a do Palmeiras contra o Flamengo é cruel e flerta com a vergonha

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Daniel Alves não entendeu que o São Paulo é do tamanho de Barcelona, Juventus e PSG

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Ao que tudo parece, a história de Daniel Alves no São Paulo acabou.

Depois de servir a seleção, ele não se reapresentou no clube. Segundo a direção são-paulina, ele comunicou que só volta ao clube se receber a montanha de dinheiro atrasado que tem direito: algo como R$ 12 milhões.

Como o São Paulo nem em sonho tem esse dinheiro no cofre hoje, e a relação está totalmente corroída, não tem mais volta.

Já relatei várias vezes aqui a quantidade imensa de erros do São Paulo com o jogador: contratou alguém que não podia pagar, deixou ele escolher posição, não coibiu seus caprichos e permitiu que ele fosse para a Olimpíada mesmo sem a obrigação de liberá-lo e ganhou em troca uma humilhação mundial

Daniel Alves durante jogo do São Paulo
Daniel Alves durante jogo do São Paulo Rubens Chiri/saopaulofc.net

Mas tudo isso não esconde um erro de Daniel Alves do tamanho da sua galeria de títulos: ele não entendeu o tamanho do São Paulo.

Daniel Alves ficou por dois anos no São Paulo achando que estava em um clube de segundo escalão da Europa, como se sua presença fosse um grande favor ao time.

Não importa que o São Paulo hoje é um clube endividado, com estrutura corroída, que em mais de dez anos só ganhou dois títulos de segunda linha: a Sul-Americana de 2012 e o Paulista de 2021.

O lateral foi incapaz de ver que o São Paulo é tão grande como Barcelona, Juventus e PSG, três dos quatro clubes que defendeu na Europa.

Pior. Daniel Alves teve no São Paulo um desempenho em campo no máximo mediano. Muito pouco para quem tanto esnobou um clube três vezes campeão mundial.




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Daniel Alves não entendeu que o São Paulo é do tamanho de Barcelona, Juventus e PSG

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De entrevistas com mais coragem a se inspirar em Messi: 5 sugestões para Neymar ser (mais) respeitado

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Após a vitória da seleção brasileira sobre o Peru, em que se tornou o maior artilheiro brasileiro em eliminatórias sul-americanas, Neymar fez um desabafo. 

"Não sei mais o que fazer para me respeitarem", disse o atacante, cada vez mais perto de superar Pelé como maior goleador do time nacional.

Tenho convicção que Neymar muitas vezes é criticado acima do tom. Mas isso não acontece apenas no Brasil. Basta vez como a imprensa francesa é injusta com ele.

Neymar pela seleção
Neymar pela seleção Lucas Figueiredo/CBF

Mas, tanto no Brasil como na Europa, é insano encontrar alguém que não respeita Neymar como o craque que ele é (está entre os três melhores do mundo há quase uma década).

Só que sempre dá para aumentar "o respeito". Assim, o blog, com humildade, sugere 5 coisas para Neymar se sentir mais reconhecido com a camisa da seleção brasileira.

Ganhar a Copa do Mundo
Vamos começar pela mais óbvia. Neymar tem tudo para ter todas as principais marcas individuais como goleador com a camisa da seleção brasileira. Mas, como bem sabem Pelé e Ronaldo Fenômeno, conquistar a Copa do Mundo faz toda a diferença. Em 2014, Neymar se machucou e ficou fora do 7 a 1. Em 2018, caiu mais do que jogou e parou nas quartas de final, contra a Bélgica.

Evitar cartões bobos e não ser suspenso
Até em jogos resolvidos e contra adversários com nível muito abaixo dele e da seleção brasileira, Neymar perde o controle, bate boca, provoca e acaba recebendo cartões bobos. Foi o que aconteceu no jogo contra o próprio Peru, quando já perto do final da partida levou um amarelo e está agora suspenso para enfrentar a Venezuela na próxima rodada das eliminatórias.

Ter mais coragem nas entrevistas 'desabafo'
Começa a virar rotina. Após jogos da seleção, Neymar dá entrevistas "desabafos". Foi assim em junho, após goleada sobre o Peru na Copa América, quando o camisa 10 chorou dizendo que "passou por muita coisas nos últimos dois anos". Nesta quinta-feira, novamente contra os peruanos, reclamou da "falta de respeito". Seria melhor se o craque deixasse claro o que "passou" e quem "não o respeita". Em Recife, questionado pelo repórter Eric Faria sobre o tipo de desrespeito que sofre, Neymar foi vago. Não custa ter mais coragem e fazer um desabafo completo.

Aproveitar seu prestígio para ajudar a moralizar a CBF
Neymar até ensaiou fazer algo neste sentido quando o Brasil foi escolhido para sediar a última Copa América. Mas foi fogo de palha. Com sua força, e conhecendo a CBF há dez anos, o craque teria o respeito de muita gente se ajudasse a moralizar a confederação, mergulhado em um escândalo de assédio de seu presidente afastado e sem força nenhuma na Conmebol e na Fifa pelo vazio no poder.

Se mirar no comportamento de Messi na Argentina
Messi apanhou muito na seleção argentina. Maior jogador do século, foi massacrado por torcedores e jornalistas por ano pela falta de bons resultados e futebol com a camisa de seu país.  Em 2021, enfim ganhou um título, a Copa América. Também nesta quinta-feira, marcou três gols contra a Bolívia. Após o jogo, nada de reclamações pelas críticas que recebeu. "Esperei muito tempo por isso", disse, emocionado. Neymar parece ter menos paciência.

Neymar comanda com gol e assistência, e Brasil vence Peru pelas eliminatórias para a Copa; veja os gols


         
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Vasco esculacha técnicos, regulamento, tapetão e o pior: o próprio Vasco

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Vasco é um clube desesperado. Só isso pode explicar a quantidade de trapalhadas que o clube acumula na sua busca, cada vez mais difícil, para voltar à primeira divisão do Brasileiro. 

E resolveu esculachar um monte de coisas.

Começando pela figura de seus treinadores. Primeiro, demitiu Marcelo Cabo, que estava na sétima posição, mas a apenas dois pontos do G-4 da Série B. E tinha um aproveitamento de honestos 56% no comando do clube e com vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Agora, foi a vez de acabar o relacionamento com Lisca.

Lisca no comando do Vasco
Lisca no comando do Vasco Maga Jr/O Fotografico/Gazeta Press

Como o regulamento da Série B, assim como na primeira divisão, permite apenas a demissão de um técnico, as duas partes alegam que foi Lisca que pediu para sair. Difícil acreditar.

O Vasco resolveu até querer esculachar uma das entidades mais esculachadas do futebol brasileiro: o tapetão do STJD.

Vá lá ainda tentar anular o jogo contra o Inter no Brasileiro de 2020, que virtualmente rebaixou o clube com um show de horrores do VAR.

Mas é bizarro o clube novamente ir para o STJD para tentar a anulação de um jogo contra o Brasil de Pelotas pela 22a rodada da Série B, novamente alegando mau funcionamento do VAR.

Imagine se todo clube resolvesse tentar no tapetão anular um jogo por erro do VAR?

Não importa qual divisão o Vasco vai estar. O clube será sempre um gigante. 

Mas atitudes tão equivocadas, com pessoas, regras e tribunal, fazem muito mal para o clube. Esculachar a si próprio é a última coisa que o Vasco precisa em um momento tão difícil.




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Vasco esculacha técnicos, regulamento, tapetão e o pior: o próprio Vasco

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Rivais deram um xeque-mate no Flamengo; se recuarem, irão ficar de joelhos humilhados

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Os rivais do Flamengo no Campeonato Brasileiro resolveram se unir contra o rubro-negro carioca. 

Primeiro, após encontro virtual, decidiram que, juntos, trabalharão para derrubar a liminar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que concedeu ao Flamengo o direito de mandar jogos com público, incluindo no Brasileiro.

Alegam que o público só deve retornar aos estádios quando todas as prefeituras locais das equipes envolvidas tenham a mesma liberação.

Quase ao mesmo tempo, o Grêmio anunciou que não vai entrar em campo se o Flamengo puder jogar a partida de volta nas quartas de final na Copa do Brasil, no Maracanã, com torcedores no estádio. 

Nova camisa 2 do Flamengo para 2021
Nova camisa 2 do Flamengo para 2021 Divulgação/Adidas

O clube gaúcho afirma que não seria justo, já que atuou no jogo da ida com arquibancadas vazias.

Os rivais parecem que enfim se uniram para reclamar do que consideram uma posição egoísta do Flamengo.

Concordo com eles que se só o rubro-negro poder atuar com torcida vai causar uma distorção esportiva, e também financeira.

O xeque-mate dos adversários tem, porém, um grande perigo.

O histórico do futebol brasileiro aponta que é difícil de acreditar em união duradoura e fiel entre os clubes. Quase sempre, cada um pensa primeiro nele. É que o Flamengo faz, e atualmente, sempre bem.

Se fraquejarem, os 19 concorrentes do Flamengo sofrerão uma humilhação histórica. Ficarão de joelhos diante de um rival que não é só o mais forte nos últimos tempos em campo.

O Flamengo é sim egoísta. Mas faz tempo que não perde qualquer batalha fora de campo dos rivais. Uma nova vitória na disputa pela volta de público só o deixará mais forte. E seus rivais mais enfraquecidos.

Flamengo não participa de reunião com a CBF para retorno da torcida aos estádios; Pedro Ivo dá detalhes'


         



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Marinho é mais vítima do caos, mas também é culpado e escancara: Santos está mais frágil do que nunca contra o rebaixamento

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Marinho soltou a voz contra o Santos. Em uma live com o jornalista Ademir Quintano, ele acusou o clube de erro médico. Reclamou da diretoria não ter oferecido a ele um plano de carreira. Se mostrou magoado por não ter sido negociado como outros jogadores vice-campeões da Libertadores. Relatou ofertas de Atlético-MG e Palmeiras.

Se disse ainda "chutado" pelo Santos.

Palavras fortes. Muitas delas com razão. Realmente o Santos tem que explicar tantos problemas físicos do jogador. O Santos se esfacelou em 2021 e deixou seu principal jogador sem um elenco competitivo. 

Agora é tolice Marinho querer comparar sua situação no mercado com a de jogadores como Soteldo e Lucas Veríssimo, mais jovens e com mais mercado no exterior.

Marinho em jogo do Santos
Marinho em jogo do Santos Twitter Conmebol Libertadores

Mas o que Marinho deixa mais claro ao expor o clube dessa forma é algo muito triste para o torcedor santista. Nunca o clube esteve tão fragilizado para evitar que um orgulho enorme acabe: só Flamengo, São Paulo e Santos nunca foram rebaixados no Brasileiro.

O Santos já foi apontado muitas vezes como candidato ao rebaixamento. Mas se cansou de calar os céticos, muitas vezes apostando em seus garotos para deixar a área do Z-4 para até ser campeão, como em 2002, ou para conseguir vaga na Libertadores.

Agora está cada vez mais difícil acreditar nesse "cala boca".

O clube é uma bagunça técnica. Basta ver a demissão de Fernando Diniz e seu estilo ousado e agora buscar um especialista em jogo defensivo como Fabio Carille.

Desta vez, a safra dos Meninos da Vila parece não ter nada de especial.

A situação financeira do clube é tenebrosa, com dívidas se acumulando e chance de investimento quase zero.

E como apontou Marinho, a estrutura do clube está em xeque.

E mais preocupante é saber que times grandes com esse nível de destruição sofrem para voltar à primeira divisão quando são rebaixados. Cruzeiro e Vasco estão aí como exemplos.

Marinho faz forte desabafo, diz que foi 'chutado' no Santos e dispara: 'Só presta quem está fora'


         
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Marinho é mais vítima do caos, mas também é culpado e escancara: Santos está mais frágil do que nunca contra o rebaixamento

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De pancadaria em BH até escândalo de Itaquera: quando a rivalidade entre Argentina e Brasil está no nível máximo, mas dá vergonha dela

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Para quem acha que no futebol nada é mais saboroso que a rivalidade entre Argentina e Brasil, 2021 poderia ser uma maravilha. Mas a verdade é que o antagonismo entre as duas potências sul-americanos atingiu o nível máximo de vergonha neste ano.

Não faltaram jogos de futebol entre times dos dois lados. Mas foi lamentável a falta de competividade dos argentinos nos duelos da Libertadores, com os brasileiros os despachando em série. 

Teve também final da Copa América no Maracanã entre Argentina e Brasil. Foi bacana ver Messi enfim ser campeão pelo seu país, mas foi triste ver o festival de pontapés e o péssimo futebol apresentados pelos dois times.

Confusão no jogo entre Atlético-MG e Boca Juniors na Conmebol Libertadores
Confusão no jogo entre Atlético-MG e Boca Juniors na Conmebol Libertadores Getty

Se na bola a rivalidade decepcionou, pior foi o que aconteceu ao redor dos jogos.

Em julho, revoltados após a eliminação na Libertadores pelas mãos do Atlético-MG, jogadores e membros da comissão técnica do Boca Juniors promoveram um verdadeiro quebra quebra no Mineirão, e todos acabaram passando uma noite na delegacia.

Pior aconteceu agora, no nebuloso episódio que interrompeu o duelo entre as duas seleções pelas eliminatórias no estádio do Corinthians, em Itaquera.

 O escândalo do jogo paralisado por agentes da Anvisa na busca de quatro argentinos que deveriam estar cumprindo quarentena é um festival de histórias mal contadas e erros dos dois lados.

Ganhar de argentinos pode ser mais gostoso, assim como eles adoram bater os brasileiros.

Mas não teve nada de gostoso o que os dois países fazem nos seus duelos no futebol em 2021. 

O que aconteceu neste ano é tudo que apenas inimigos, e ainda por cima medíocres, fazem. Isso não tem nada  ver com rivalidade de dois gigantes.




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De pancadaria em BH até escândalo de Itaquera: quando a rivalidade entre Argentina e Brasil está no nível máximo, mas dá vergonha dela

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