Pelo direito de não ser mercadoria: por que Bale se recusa a entrar em barca de dispensas do Real e vira herói do Mercado da Bola

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

O Real Madrid não quer mais Gareth Bale. No meio de um processo de renovação e precisando de espaço no elenco e dinheiro para mais contratações, o mais poderoso clube do mundo não esconde que o galês está à venda.

E com requintes de crueldade. Depois de virar reserva, o meia que já foi o jogador mais caro do mundo tem seu nome colocado em todas as listas de barca de dispensas do clube, muitas delas plantadas por gente ligada ao clube em jornais da Espanha.

Mas Bale não admite ser tratado como uma mercadoria. Não importa que o Real Madrid não o quer mais. Ele tem contrato até 2022, e bate o pé que não vai sair, como disse agora seu agente.  "Ele não tem a intenção de sair e está pronto para começar na próxima semana a pré-temporada", afirmou Jonathan Barnett.

Bale em ação pelo Real Madrid
Bale em ação pelo Real Madrid Getty Images

Numa época em que o futebol virou um grande negócio e craques como Neymar querem trocar de clube como trocam de penteado, Bale tem a coragem de cobrar o óbvio. Ele tem um contrato assinado. Se cumpre com o que está escrito nele, tem todo o direito de ficar no lugar para onde se programou para morar por alguns anos.

É fácil atacar a 'dolce vita' em Madri, como já ironizou um jornal,  de Bale na ensolarada capital espanhola. Mas se ele e sua família são felizes morando lá, não é a "vontade" do Mercado da Bola que vai mudar isso.


Comentários

Pelo direito de não ser mercadoria: por que Bale se recusa a entrar em barca de dispensas do Real e vira herói do Mercado da Bola

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Como 'autorização expressa' faz Brasil ser esculachado por Messi e companhia para todo planeta

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


No regulamento da Copa América, o termo "terreno de juego" (ou gramado) aparece 27 vezes. No papel, o rigor com sua qualidade dos campos na competição que está sendo disputada no Brasil seria extremo. 

No 6º parágrafo do artigo 20, por exemplo, está escrito que 'os estádios e campos de treinamento oficial não poderiam ser usados para jogos e outros atos nos 30 dias prévios e durante a competição". E com ameaça de "sanções disciplinares" para quem não respeitar.

Mas o mesmo parágrafo afirma que isso poderia ser deixado de lado em caso de "autorização expressa" da Conmebol. E elas foram dadas de baciada pela entidade. O resultado: os gramados brasileiros são esculachados para todo o planeta.

Quem puxa as críticas é justamente a maior estrela do evento. Messi disse após a vitória contra a Venezuela, no Maracanã, que os gramados da Copa América são uma "vergonha".  

"É muito difícil [dominar a bola], todos os campos são ruins, não permitem conduzir a bola. Parece um coelho a bola, quicando para todo lado. É difícil para controlar. Mas isso é para todos. Não favorece um bom jogo", afirmou o argentino.

Messi ajeita bola durante jogo entre Argentina e Venezuela, no Maracanã, pela Copa América
Messi ajeita bola durante jogo entre Argentina e Venezuela, no Maracanã, pela Copa América Bruna Prado/Getty Images

O país poderia ter se livrado dessa se tivesse investido em gramados. Ou pelo menos atenuar a situação cumprindo os 30 dias de resguardo.

A Copa América começou no dia 14 de junho.  Mas o Mineirão teve jogo no dia 8 de junho. O Maracanã recebeu um Fla-Flu apenas cinco dias antes da Copa América começar. Na Fonte Nova a bola rolou até 29 de maio, assim como a Arena do Grêmio, o gramado campeão de reclamações.

Melhor fez o Allianz Parque, que por compromissos comerciais resolveu ficar fora da Copa América e agora não apanha de Messi...




Comentários

Como 'autorização expressa' faz Brasil ser esculachado por Messi e companhia para todo planeta

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Como 'Simeone', Tite é nota 10; o problema é que o Brasil sonhava que ele seria 'Guardiola'

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Tite durante partida entre Brasil e Venezuela
Tite durante partida entre Brasil e Venezuela Getty

Admito. Não tenho problema nenhum em gostar de times que fazem da marcação uma questão de vida ou morte. Mas sei que isso é uma exceção cada vez mais rara. E por isso dá para mensurar o tamanho da decepção com o trabalho de Tite na seleção brasileira.

Quando ele foi contratado, em 2016, os brasileiros sonhavam que ele seria uma espécie de "Guardiola" dos trópicos, sentimento que ganhou força depois dos bons resultados e exibições nas eliminatórias. 

O país esperava que o técnico gaúcho incorporasse o toque de bola, o jogo bonito e a audácia do catalão. Três anos depois, com uma decepção na Copa da Rússia e o time suando para passar por rivais como Bolívia, Venezuela e Paraguai na Copa América, o que temos é um time que lembra muito mais o treinador de ponta que é a antítese do que é Guardiola.

Quando você escuta que a seleção brasileira dá "sono" e vê que o time não tem imaginação para furar uma retranca, mas tem uma defesa impecável, só dá para comparar o time nacional com  o Atlético de Madrid de Diego Simeone.

E caro Tite: não ache que isso, para mim, é uma ofensa. Por laços familiares, sou um torcedor do Atlético e aprendi a adorar o técnico argentino por ter resgatado um time da mediocridade absoluta para ser campeão espanhol e ir à final da Champions duas vezes.

Aliás, você montou uma defesa ainda mais segura que a do Cholo Simeone. Com você no comando, a média de gols sofridos da seleção é de 0,25 por jogo, bem melhor que a média de 0,73 do Atlético na era Simeone.

Seu problema Tite, é que eu não conto nada. E seleção brasileira não é o Atlético de Madrid.

Comentários

Como 'Simeone', Tite é nota 10; o problema é que o Brasil sonhava que ele seria 'Guardiola'

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Imprensa catalã, torcida e diretoria do Barcelona aceitam Neymar de volta, mas o fazendo rastejar

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Neymar terá que aceitar muita coisa para voltar
Neymar terá que aceitar muita coisa para voltar ESPN

Ele se oferece. Ele precisa se desculpar pela forma como saiu. Ele precisa ganhar menos. Ele precisa tirar ação conta o clube na Justiça. Ele precisa aceitar ser coadjuvante.  Cada vez está mais claro que o Barcelona aceita Neymar de volta, mas não sem antes fazer o craque se rastejar.

Desde que o PSG deu o sinal que pretende se livrar do brasileiro por quem pagou quase R$ 1 bilhão há apenas dois anos, a imprensa catalã publicou dezenas de matérias com "condições" para que Neymar seja aceito de volta.

Começa por Neymar e seu pai desistindo da disputa que travam com o clube por uma bolada de 26 milhões de euros. Os brasileiros alegam que era um valor combinado por um bônus antes da ida para o PSG.  Quer voltar ao Barcelona? Então abra mão desse valor, que não é o único.

A mídia espanhola, especialmente a catalã, decreta que Neymar não pode nem pensar em ganhar o que recebe no PSG, por volta de 37 milhões de euros. Só topam que ele ganhe no máximo 24 milhões de euros.


Ponto de honra é uma espécie de pedidos públicos de desculpas por Neymar ousar deixar o  "mais que um clube" pelo emergente time de Paris, de muito dinheiro e pouca tradição.  Segundo o diário "Sport", o brasileiro já teria aceitado tornar público seu arrependimento por “ter se deixado levar pela exorbitante oferta parisiense".

E não adianta pensar que Neymar vai voltar para ser um dos comandantes do Barcelona. Após fracassar no PSG, agora é aceitar em ser coadjuvante de Messi.

Se antes a humilhação parecia restrita ao que diziam jornais e torcedores nas ruas, ela ficou oficial nesta quinta-feira, quando o vice-presidente do Barcelona disse em entrevista que é "Neymar quem quer voltar ao clube, mas que antes há muitas coisas para se revolver".

Será que vale fazer tudo o que os catalães querem para voltar ao Barcelona?

Comentários

Imprensa catalã, torcida e diretoria do Barcelona aceitam Neymar de volta, mas o fazendo rastejar

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Calderón, Highbury, White Hart Lane e agora San Siro: quando um estádio é demolido, a beleza de seu nome vai junto

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Nada contra modernas arenas. E dá para entender que elas tenham "naming rights", afinal alguém precisa ajudar a pagar a conta (o Corinthians que o diga). Mas quando surge a notícia que um estádio mítico será demolido, como agora o milanês San Siro,  não é só a arquibancada que vira pó.

Também é certo que no lugar de nomes sonoros, que ajudam a contar a história dos clubes ou de onde eles estão localizados, entrará o de uma empresa que pode estar longe dessa arena daqui  a alguns anos depois que o contrato acabar.

O Asenal joga hoje no moderno Emirates, mas aposto que qualquer torcedor do time inglês preferia quando sua casa era chamada de Highbury. Na mesma Londres, o fã do Tottenham está orgulhoso da sua casa recém inaugurada, mas não dá para esquecer que a antiga foi batizada como se fosse poesia: White Hart Lane. 

Highbury
Highbury divulgação

A Espanha também começa a aposentar seus velhos estádios e trocar nomes históricos por outros batizados por empresas. O Atlético de Madrid se desfez de seu Vicente Calderón para jogar no Wanda, nome de uma empresa chinesa

O Real Madrid até promete manter o Santiago Bernabéu no estádio que vai reformar inteiro, mas junto com o de um "naming right".  E mesmo para os brasileiros, que sofreram com a dura derrota para a Itália na Copa de 1982 no estádio, é triste saber que o Espanyol de Barcelona não joga mais no Sarriá.

O primeiro estádio que viu o Brasil ser campeão também não existe mais. O Rasunda, em Estocolmo, foi demolido, Agora a principal casa do futebol sueco é a "Friends Arena". Bem sem graça.

Estádios das Antas, Delle Alpi. A lista de campos que foram demolidos é grande. No Brasil, acho ótimo que o torcedor palmeirense tenha adotado o nome Allianz Parque e brigue para que ele seja chamado assim. Mas era gostoso quando a discussão se o antigo estádio era o Palestra Itália ou o Parque Antártica.


Comentários

Calderón, Highbury, White Hart Lane e agora San Siro: quando um estádio é demolido, a beleza de seu nome vai junto

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

VIPs, na boca livre ou pagando até R$ 4 mil por um jogo, abandonam seleção de Tite na Copa América

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Aconteceu de novo. Na segunda rodada da Copa América, milhares de lugares ficaram vazios no jogo da seleção brasileira contra a Venezuela na Fonte Nova, assim como havia acontecido na estreia contra a Bolívia.

A organização do torneio, que demorou mais de 72 horas para explicar a estranha renda recorde do jogo no Morumbi, ainda não divulgou o borderô do confronto no estádio de Salvador. Mas, pelos clarões na área central das cadeiras, dá para imaginar que novamente quem desprezou a seleção foram os VIPs.

E isso desde aqueles agraciados com uma boca livre quanto os que pagam os ingressos mais caros da competição continental.

Ao explicar o que aconteceu na abertura, a Conmebol relata que cerca de 8 mil dos lugares vazios foram em assentos de "cortesia", no setor mais caro das cadeiras (R$ 590) e na área de hospitalidade, em que também existe o serviço de comida e bebida e que em alguns casos custava quase R$ 4 mil.

Os ingressos de "cortesia" na abertura não foram dados a pessoas carente. Muito pelo contrário, Ao repórter Thiago Cara, a organização disse que esses ingressos foram distribuídos "às Associações Nacionais participantes do torneio, patrocinadores, parceiros e detentores de direitos do evento e tribunas de convidados".  Foram entregues 3.968, mas apenas 918, ou apenas 23%, compareceram ao Morumbi.

Pelo relato da organização, 2.366 entradas para o setor de "hospitalidade", quase metade da capacidade da área, ficaram encalhados.

Por fim, pessoas que compraram o ingresso comum mais caro, segundo a organização, desistiu em massa de confirmar a compra do ingresso. A versão oficial é que 1.873 ingressos da categoria 1 ficaram encalhados depois que seus compradores fizeram a reserva, mas não concluíram a compra. Não há relatos do mesmo "fenômeno" nos setores mais baratos.


Comentários

VIPs, na boca livre ou pagando até R$ 4 mil por um jogo, abandonam seleção de Tite na Copa América

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

São Paulo fica com só 1,5% de renda recorde da Copa América, pouco mais do que se gastou com 'decoração e sinalização'

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Estádio do Morumbi antes de Brasil x Bolívia pela Copa América
Estádio do Morumbi antes de Brasil x Bolívia pela Copa América Gazeta Press

Depois de muita polêmica, a organização da Copa América divulgou o borderô do jogo de abertura da competição, entre Brasil e Bolívia. Nele, ficam detalhados as receitas por tipo de ingresso e as despesas da partida, realizada no estádio do Morumbi.

Dos R$ 22,476 milhões da renda bruta, sobraram R$ 16,194 milhões depois do pagamento de todas as despesas, muitas delas milionárias como a arrecadação total. A segurança do jogo, por exemplo, custou R$ 1,097 milhão. Mais caro ainda foi o valor dos ingressos e sistemas de acesso: R$ 1,514 milhões. A locação de "estruturas complementares" ficou em R$ 777 mil.

Já o São Paulo, que chegava a cobrar 12% do total da renda quando seus rivais jogavam na sua casa, ficou com uma fatia bem menor. Segundo o borderô, o aluguel do Morumbi saiu por apenas R$ 350 mil, ou 1,5% da arrecadação total.

Valor próximo ao de despesas mais simples. Foram gastos, por exemplo, R$ 309 mil com "decoração e sinalização".  O "serviço de ambientação convidados" saiu por R$ 153 mil. "Serviços de alimentação" ficaram em R$ 271 mil.

Nas receitas, a Conmebol diz que não faltaram torcedores para comprar o ingresso de hospitalidade mais caro. Foram 231 vendidos no camarote "Exclusive", que tinha preço unitário de quase R$ 4 mil. Bem mais do que os 73 ingressos vendidos para deficientes, que custavam R$ 290. 

Comentários

São Paulo fica com só 1,5% de renda recorde da Copa América, pouco mais do que se gastou com 'decoração e sinalização'

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

PSG já gastou mais de R$ 2 bilhões com Neymar; vendê-lo agora seria um prejuízo monstruoso

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Nasser Al-Khelaifi, o presidente do PSG, deixou claro que Neymar tem "a porta aberta" para deixar o clube. Ainda reforçou que Mbappé é inegociável, mas o brasileiro não. A mídia francesa diz que o clube topa fazer negócio em caso de uma boa proposta.

Não dá para duvidar que irão aparecer ofertas pelo brasileiro. Mas uma "boa proposta" não irá evitar que o PSG tenha um prejuízo bilionário vendendo seu camisa 10 neste verão europeu.

Neymar já custou, em apenas duas temporadas, 467 milhões de euros com o craque, o equivalente a pouco mais de R$ 2 bilhões.  Foram 222 milhões de euros pagos ao Barcelona. Outros 100 milhões em impostos pela transação com o clube espanhol. O salário anual é de 35 milhões de euros. Mas eles são limpos, e o PSG então precisa gastar outros 37,5 milhões de euros por ano com o fisco francês. 

Hoje é difícil acreditar até que algum clube ofereça os mesmos 222 milhões que o PSG pagou ao Barcelona. Segundo o CIES, especializado em determinar o valor de mercado de jogadores, Neymar é hoje apenas o 17º mais caro do mundo, com uma avaliação de 124 milhões de euros.

Neymar e o presidente do PSG em sua apresentação, em 2017
Neymar e o presidente do PSG em sua apresentação, em 2017 LIONEL BONAVENTURE/AFP/Getty Images

Alguém pode argumentar que nos dois anos de muitas lesões e confusões na França, Neymar trouxe mais receitas e títulos para o PSG, mas não é bem assim. Na temporada 2017/2018, o PSG faturou 542 milhões, só 7% a mais do que no período anterior e praticamente os mesmos 521 milhões de euros da temporada 2015/2016.

Em campo, o time repetiu o que sempre fez desde que passou a ter o dinheiro farto do Qatar: domínio quase absoluto nas competições domésticas e fracassos na Champions League.

Você venderia Neymar agora? Eu não.


Comentários

PSG já gastou mais de R$ 2 bilhões com Neymar; vendê-lo agora seria um prejuízo monstruoso

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Mais caro até que na Eurocopa da rica França: Copa América trata torcedor brasileiro como um idiota e vê estádios vazios

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Responda rápido: que ingresso pode ser mais caro, para um Itália x Espanha pelas oitavas de final da Eurocopa, no Stade de France, em Paris, ou para um Paraguai x Catar pela primeira fase da Copa América, no Maracanã, no Rio?

Se você cravou com certeza o duelo entre as duas potências europeias pela mais importante competição continental do futebol, errou!

Em uma região muito mais pobre do que a rica França, palco da Eurocopa de 2016, a Conmebol trata o torcedor como um idiota, cobrando uma pequena fortuna por um ingresso para a Copa América no Brasil e colhendo, como resultado, milhares de lugares vazios nos estádios, seja nos jogos da seleção brasileira ou em outros, como Venezuela 0 x 0 Peru, no sábado, que teve apenas 24% de ocupação em relação à capacidade geral da Arena do Grêmio, palco do 'confronto fantasma'

Na Eurocopa da França, os ingressos mais baratos para os jogos da primeira fase e também das oitavas de final custavam 25 euros, o equivalente a R$ 110 pelo câmbio atual. Na Copa América, a entrada da categoria 4, a mais barata disponível em todos os estádios, custa R$ 120 na primeira fase (nas arenas de Corinthians e Grêmio, existe um setor sem assentos que custa R$ 60).

Torcedores antes de Venezuela x Peru
Torcedores antes de Venezuela x Peru EFE

Nos setores mais caros, a Eurocopa francesa, quase sempre com estádios lotados, tinha ingressos mais caros do que na Copa América. Mas aí entra um outro fator que mostra o desprezo ao bom senso da Conmebol.

Na França, o salário mínimo é hoje de 1.521 euros (pouco menos de R$ 6,7 mil) Assim, o ingresso mais caro da Eurocopa, o de categoria 1 da grande final, que custava 895 euros, equivalia a 58% do mínimo que um trabalhador do país ganha.

No Brasil, o salário mínimo é de R$ 998. Um ingresso para a final da Copa América no setor mais caro do Maracanã custa R$ 890, ou quase 90% do salário mínimo. Dá para comprar o tíquete e sobram R$ 108. Com o preço da bebida e da comida nos estádios, não vai dar para se esbaldar.


Comentários

Mais caro até que na Eurocopa da rica França: Copa América trata torcedor brasileiro como um idiota e vê estádios vazios

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Alguém precisa explicar os mistérios da 'maior renda da história', com ingresso médio valendo meio salário mínimo

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

A organização da Copa América precisa explicar o que aconteceu na bilheteria da abertura da Copa América, na vitória do Brasil sobre a  Bolívia no Morumbi. Depois de anunciar durante dias que os ingressos estavam esgotados, foi anunciado um público de 46 mil pagantes e pouco mais de 47 mil presentes.

O que significa que 20 mil assentos ficaram vazios, o que é provável pelos clarões em praticamente todos os setores do estádio. E, ao contrário do que aconteceu na Copa do Mundo, foi divulgada também a renda, de R$ 22,476 milhões, que é a maior da história já divulgada no país.

Mas esse número também tem algo estranho. Dividindo pelo número de pagantes, fica que o preço médio do ingresso no Morumbi foi de estratosféricos R$ 485. 

Pela tabela de preços da abertura da Copa América, apenas as entradas de categoria 1 tinham valor acima do preço médio. São os lugares nos três anéis do Morumbi no centro de campo, o que não deve dar metade da capacidade do estádio, Custavam R$ 590, e ainda havia meia-entrada a R$ 295. 

Torcedores nas arquibancadas do Morumbi durante abertura da Copa América
Torcedores nas arquibancadas do Morumbi durante abertura da Copa América EFE

Todos os outros setores tinham preço bem abaixo dos R$ 485 do preço médio divulgado. A categoria 2 era tabelada em R$ 390, a 3, em R$ 290, e a 4 em R$ 190. E sempre com meia entrada. 

Uma renda de R$ 22,5 milhões faria sentido com 67 mil pagantes no Morumbi, o que daria um tíquete médio de R$ 335.

Para terminar, o preço médio anunciado na vitória mostra o quanto o futebol brasileiro deixou de ser um passatempo do povo para se tornar  programa de elite. Em 1989, quando sediou a Copa América pela última vez, o Brasil decidiu o título com o Uruguai diante de mais de 132 mil pagantes no Maracanã.

Atualizando o ingresso médio pelo INPC, um dos índices oficiais de inflação do país, o valor hoje seria de apenas R$ 45.

Há 30 anos, o ingresso da final da Copa América contra o Uruguai comprava só 3 dólares e era 7% do salário mínimo, Agora, em abertura contra a Bolívia, uma entrada da Copa América compra US$ 120 e é quase metade do valor do salário mínimo.

Não é só no borderô que tem algo estranho.


Comentários

Alguém precisa explicar os mistérios da 'maior renda da história', com ingresso médio valendo meio salário mínimo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Como valor de Neymar caiu mais de R$ 2 milhões, o preço de uma Ferrari, por dia em 2019

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br




Para definir o valor de mercado de um jogador de futebol,  o CIES Football Observatory, entidade da Europa especializada no assunto, criou um complexo algorítimo. E ele mostra que a cotação de Neymar derreteu em 2019.

Em janeiro, ele era o terceiro do ranking, só atrás de do francês Mbappé e do inglês Kane. O brasileiro era avaliado em 197,1 milhões de euros. Agora, em junho, Neymar é apenas o 17º no ranking, com um valor estimado de de R$ 124,7 milhões.

Pelo câmbio atual, é como se a cotação do jogador do PSG perdesse mais de R$ 2 milhões por dia no período, praticamente o preço de uma Ferrari conversível Portofino no Brasil. No seu site, o CIES não detalha como é a composição do valor mercado de cada jogador. Para tentar entender como o preço de Neymar caiu tanto, resta recorrer à metodologia do levantamento.

Uma boa aposta para entender o que aconteceu com o melhor jogador brasileiro dos últimos tempos é no capítulo "prevendo o interesse". Nele, o CIES conta como contabiliza o desejo que um determinado jogador gera no mercado. 

Nesse capítulo, conta o poder esportivo e a situação financeira de um clube que tenha interesse em ter um jogador. Nesta janela, o Real Madrid esfriou claramente seu interesse por Neymar. E nenhum gigante inglês cogita tirar o jogador do PSG.

Neymar Ferrari Instagram
Neymar Ferrari Instagram Reprodução/Instagram

O estudo também considera, claro, o desempenho no clube atual e na seleção. O que nos últimos meses também não abona o brasileiro.

Mas a principal dica para entender a desvalorização de Neymar está no capítulo "fazendo seguro". Nele, o CIES diz que pode 'monitorar com precisão os valores atuais e futuros de jogadores sob contrato". E diz isso serve para a "possibilidade da perda de valor de um jogador, principalmente por meio de lesões".

Neymar vem de uma série de lesões. E pelas encrencas fora de campo , um "seguro" sobre seu futuro seria bem caro.



 

Comentários

Como valor de Neymar caiu mais de R$ 2 milhões, o preço de uma Ferrari, por dia em 2019

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Tá errado? 100 maiores ricaços do esporte faturam mais do que economia de 36 países

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

A revista "Forbes" divulgou nesta terça-feira sua tradicional lista dos 100 atletas mais bem pagos do mundo. A publicação mostra que é cada vez mais difícil entrar na lista.  Há cinco anos, para entrar no ranking era preciso ganhar US$ 17,3 milhões (R$ 67 milhões pelo câmbio atual). Agora, em 2019, a nota de corte passou para US$ 25 milhões, ou quase R$ 100 milhões.

Assim, a fortuna dos 100 mais ricaços do esporte chega a números estratosféricos. Somando o faturamento de todos os integrantes da lista de 2019, as receitas totais chegam a US$ 4,014 bilhões, ou quase R$ 12 bilhões.

'A Argentina não é favorita em nenhum dos jogos': Sebá Dominguez fala sobre expectativas para a seleção de Lionel Messi na Copa América

Você consegue imaginar quantos países têm um PIB (a soma de todas as riquezas produzidas por nação em um ano) menor do dinheiro que os 100 esportistas mais bem pagos ganham em apenas 365 dias?

Se você chutou baixo, errou feio. Segundo o Banco Mundial, que leva em conta o último dado oficial de cada lugar, nada menos do que 36 países, ou quase 20% das nações do planeta, produzem em um ano menos do que os 100 ricaços do esporte ganham.

A lista inclui países ricos, mas de população minúscula, como Andorra e San Marino. Outros pequenos bem pobres, como Lesoto e Timor Leste. E também vizinho brasileiro, como o Suriname.

Cristiano Ronaldo comanda festa de Portugal campeão da Liga das Nações e chama torcida: 'Sem vocês, isto não era possível'

Mas também países com população grande, que não conseguem produzir o que apenas 100 atletas faturam. É o caso da africana Serra Leoa, com mais de 6,3 milhões de habitantes. De acordo com o Banco Mundial,  o PB do país é de US$ 3,775 bilhões.

Isso significa que cada país vive, na média, com R$ 6 por dia. Não dá o que ganham Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar por segundo.


Comentários

Tá errado? 100 maiores ricaços do esporte faturam mais do que economia de 36 países

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Bom? Sem Neymar, seleção é medíocre em jogos oficiais e só ganhou de Venezuela e Haiti

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Que a seleção brasileira necessitava da paz que não tinha com a presença de Neymar e todos seus problemas extra-campo é fato. Mas achar que, com um passe de mágica, a equipe vai melhorar sem ele é tolice. É só ver o que acontece com o time nacional desde 2011, quando ele estreou, em jogos oficiais.

Com seu maior craque em campo, o Brasil fez 35 jogos oficiais por Copa América, Copa das Confederações, Copa do Mundo e eliminatórias. Nesses confrontos, o aproveitamento é de ótimos 75%, com 23 vitórias, 10 empates e só 2 derrotas.

Quando ele ficou fora, por lesões ou suspensão, foram 11 partidas, com aproveitamento de apenas 45%. Vitórias foram apenas quatro, sendo que três contra a frágil Venezuela e uma diante da inexpressiva equipe do Haiti.

Neymar durante amistoso entre Brasil e Catar, em Brasília-DF
Neymar durante amistoso entre Brasil e Catar, em Brasília-DF EFE/Joédson Alves

Neymar não estava no 7 a 1 em que a Alemanha humilhou o Brasil como nunca, na Copa de 2014, vitimado por uma entrada violenta de um colombiano nas qurtas de final. Ele estava em campo na eliminação do Mundial de 2018, mas a derrota para a Bélgica ao menos não foi vergonhosa.

Ele também ficou fora nas eliminações de duas edições da Copa América, em 2015 e 2016.

Quando jogou, o Brasil teve seus melhores momentos na década, como na conquista da Copa das Confederações, em 2013, e na brilhante campanha das eliminatórias para o Mundial a partir do momento que Tite assumiu o time. Em ambos os casos com ele como protagonista.


Neymar é um problemão para qualquer um que o comande. Mas em campo não dá para brigar: ele faz muita falta.

Comentários

Bom? Sem Neymar, seleção é medíocre em jogos oficiais e só ganhou de Venezuela e Haiti

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Mais do que Corinthians e Palmeiras e 78% do arrecadado em 2018 inteiro em só 5 meses: Flamengo brilha na bilheteria

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Com uma torcida que lota com cada vez mais frequência o Maracanã, o Flamengo é agora o líder de bilheteria no futebol brasileiro em 2019, feito que nos últimos tempos foi monopolizado por Corinthians e Palmeiras.

Com os R$ 3,5 milhões arrecadados na vitória contra o Corinthians pelas oitavas de final da Copa do Brasil, o clube da Gávea tem agora uma renda bruta como mandante de R$ 31,026 milhões em 18 partidas na temporada, segundo dados da mais completa série sobre bilheteria do futebol nacional, feita há alguns anos pelo site Globoesporte.com.

Em 2º lugar, aparece o Corinthians, com R$ 29,293 milhões nas mesmas 18 partidas. Em 3º, o Palmeiras, com R$ 23,5 milhões em 15 jogos. 

O desejo do flamenguista de ver seu time no estádio é tão grande que o clube já está perto de igualar em apenas 5 meses de futebol em 2019 tudo que arrecadou no ano passado inteiro. Os R$ 31,026 milhões atuais são 78% dos R$ 39,988 milhões de 2018. Pelo ritmo atual, vai chegar perto dos R$ 70 milhões.

No ano passado, o Flamengo ficou bem longe dos rivais paulistas na renda bruta. O Palmeiras foi o 1º com R$ 79,5 milhões, e o Corinthians em 2º, com R$ 59,3 milhões.

Torcedores do Flamengo durante jogo contra o Corinthians, pela Copa do Brasil
Torcedores do Flamengo durante jogo contra o Corinthians, pela Copa do Brasil Alexandre Vidal/Flamengo

E, ao contrário das diretorias corintiana e palmeirense, a flamenguista não mete a faca no seu torcedor. O preço médio do ingresso em 2019 até aumentou em relação ao ano passado, de R$ 33 para R$ 37, mas ainda é menos que os R$ 48 cobrados em Itaquera e os R$ 54 no Allianz Parque.

O que subiu mais foi o público médio, dos 37.549 do ano passado para quase 46 mil agora. Um sucesso.

Comentários

Mais do que Corinthians e Palmeiras e 78% do arrecadado em 2018 inteiro em só 5 meses: Flamengo brilha na bilheteria

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Do A de Abel até o W de Waldemar e o Z de Zé Ricardo: passeando pelo alfabeto, a insana troca de técnicos do Flamengo nos pontos corridos

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Com a saída de Abel Braga, o Flamengo vai repetir uma triste rotina que acontece desde 2003, quando o Brasileiro passou a ser disputado em pontos corridos. Nesse período, o mais popular clube do país só teve uma vez o mesmo treinador entre o começo e o fim de uma temporada: Vanderlei Luxemburgo, em 2011.

Além dele, só Caio Jr., em 2008, disputou o Nacional de pontos corridos durante toda a sua direção (assumiu na semana da estreia). Contando interinos, o Flamengo teve 44 trocas de comando no Brasileiro com as atuais regras, chegando a ter quatro treinadores diferentes em quatro edições: 2003, 2004, 2010 e 2015.

Os clubes de mais sucesso nos pontos corridos  têm mais campeonatos com o mesmo treinador do começo ao fim, como o Corinthians, sete vezes, e Cruzeiro, nove.

Abel Braga, agora ex-técnico do Flamengo
Abel Braga, agora ex-técnico do Flamengo MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images

A insanidade das trocas do Flamengo é tamanha que a lista de treinadores passa por praticamente todas as letras do alfabeto. Começando pelo A, de Abel e de Andrade, o único campeão pelo clube nos pontos corridos, em 2009, quando assumiu no meio da competição.

Tem o B, de Barbieri. O C, de Cuca e Carpegiani. O D, com Dorival, não ficou fora. Evaristo não chegou ao Brasileiro, mas era o técnico no começo de 2003. Tem o J de Jayme, o O de Oswaldo, o M de Muricy, o N de Ney Franco, o R de Rueda, o S de Silas, o Z de Zé Ricardo.

E não faltou o W, de Waldemar Lemos, do célebre: "O novo técnico do Flamengo é o senhor Waldemar". Piada que ficou famosa em um clube que adora errar, ao escolher, e ama mandar treinador embora.

Comentários

Do A de Abel até o W de Waldemar e o Z de Zé Ricardo: passeando pelo alfabeto, a insana troca de técnicos do Flamengo nos pontos corridos

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Irresponsabilidade salarial e estádio mais vazio dos gigantes: estudo mostra Barcelona perdendo valor

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Se o Barcelona é 'mais que um clube', está na hora de ter mais da sua administração. Estudo da consultoria KPMG, divulgado nesta terça-feira com as finanças dos clubes europeus, mostra que o clube catalão foi ultrapassado pelo Bayern de Munique e agora tem o 4º maior valor de mercado do futebol mundial.

Com uma cotação de 2,556 bilhões de euros, cerca de R$ 11,5 bilhões, o clube catalão fica distante do líder e rival Real Madrid (3,115 bilhões de euros), Manchester United (3,069 bilhões) e Bayern de Munique (2,559 bilhões).

Se continua uma potência  e dono do melhor jogador do mundo, o Barcelona, para padrões empresariais, tem uma situação que chega a preocupar. A consultoria detalha os números dos dez clubes com maior valor de mercado. E neles a agremiação catalã faz muito feio. 

De acordo com a Uefa, nenhum clube do continente deve gastar mais de 70% das suas receitas com o pagamento de salários. Mas, depois de perder Neymar, o Barcelona foi às compras, trouxe jogadores caros e ainda fez uma política de renovação de contratos de boa parte de seus jogadores.

Na temporada 17/18, a estudada pela consultoria, o Barcelona gastava nada menos do que 81% de seu faturamento apenas com salários. Nenhum dos outros nove times mais valiosos do mundo ultrapassa os 70%. O Real Madrid, por exemplo, gasta só 58% de suas receitas com salários. Bayern e United apenas 50%.

O estádio Camp Nou antes de jogo entre Barcelona e Real Sociedad
O estádio Camp Nou antes de jogo entre Barcelona e Real Sociedad David Ramos/Getty Images

Tanto dinheiro pago a jogadores não garante um estádio cheio (muito pelo contrário). Entre os dez mais valiosos da Europa, o Barcelona tem a menor taxa de ocupação da sua casa. Na média, o Camp Nou só enche 66% de seus assentos, contra 100% de United e Bayern, 98% do City e 81% do Real Madrid.

Melhor ligar o sinal de alerta.


Comentários

Irresponsabilidade salarial e estádio mais vazio dos gigantes: estudo mostra Barcelona perdendo valor

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Há 8 anos, Palmeiras foi no embalo do Corinthians e pouco resistiu à Globo; agora, deu as cartas

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Há apenas oito anos, um enfraquecido Palmeiras acabou liderado pelo Corinthians em um movimento que implodiu a forma como os clubes negociavam os direitos de TV do Brasileiro. E em poucas semanas assinou um contrato com a Globo que o fez faturar muito menos do que o maior rival.

Agora, em 2019, deu as cartas e, após uma longa batalha, assinou um contrato que vai deixar seu faturamento com televisão muito próximo ao do Corinthians.

Até o Brasileiro de 2010, a negociação dos direitos era feita pelo Clube dos 13. E o valor recebido pelos cinco clubes mais populares do país, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Vasco, era rigorosamente o mesmo.

Presidentes Andrés Sanchez, do Corinthians, e Maurício Galiotte, do Palmeiras, se abraçam
Presidentes Andrés Sanchez, do Corinthians, e Maurício Galiotte, do Palmeiras, se abraçam Gazeta Press

Surgiu então Andrés Sanchez, na sua primeira passagem como presidente do Corinthians, implodindo o Clube dos 13 e dizendo que a partir daquele momento seu time iria negociar de forma isolada sua parte. Alguns clubes, como São Paulo, Atlético-MG e Grêmio, tentaram resistir.

Já o Palmeiras preferiu seguir o movimento liderado pelo maior rival. E no começo de abril de 2011, menos de dois meses depois da rebelião de Andrés, assinou, com Arnaldo Tirone, seu presidente da época, um contrato com a Globo que rendia R$ 70 milhões anuais, ou R$ 50 milhões a menos do recebido pelo Corinthians.

Nada como ter agora um estádio novo e lucrativo, contas saneadas, um patrocinador milionário e não ficar na sombra de um rival.

O Palmeiras esticou a corda ao máximo, peitou o risco de ficar um ano sem o dinheiro grosso de TV aberta e pay per view. E nesta quinta-feira, depois de mais de um ano de  negociações, anunciou que fechou com a Globo por seis temporadas.


Os valores ainda não foram divulgados, mas a diferença para o Corinthians será muito menor do que a de 2011. 

E, mais do que dinheiro, mostrou a força e grandeza que lhe faltou há 8 anos.


Comentários

Há 8 anos, Palmeiras foi no embalo do Corinthians e pouco resistiu à Globo; agora, deu as cartas

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O Barcelona conquistou corações e mentes e o Real Madrid é 'passado'; pelo menos é o que diz pesquisa na Europa

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Imagem é tudo. Para quem acredita nesta máxima, o estudo da consultoria Brand Finance sobre o valor da marca dos clubes tem um item que cabe como uma luva. O estudo aponta que o Real Madrid, clube mais vitorioso da Europa, ainda tem a marca mais valiosa do mundo.

Mas o levantamento tem uma pesquisa feita com 1.000 fãs de cada um dos principais países na Europa sobre a percepção deles sobre vários aspectos do futebol. E ela mostra que o Barcelona conquistou os corações e mentes dos torcedores e o Real Madrid é um clube em que o passado é a principal marca.

São 10 itens em que os entrevistados tinham que responder que clube era o primeiro em cada um deles. O Barcelona, que ama dizer que é 'mais que um clube',  foi o escolhido em cinco.

O clube catalão é o que joga o futebol que mais empolga. É apontado como o que tem mais jogadores estrelas. Não importa a diferença de sua galeria da taça com a de Real Madrid. Para os torcedores, o Barcelona é quem mais vence troféus. Ainda é apontado como o time com mais torcedores globais. Por fim, tem a "marca mais legal".

Messi, do Barcelona, e Sergio Ramos, do Real Madrid, disputam jogada
Messi, do Barcelona, e Sergio Ramos, do Real Madrid, disputam jogada Burak Akbulut/Anadolu Agency/Getty Image

Para o maior rival catalão sobrou pouco. O Real Madrid por o primeiro em apenas duas "percepções".

Para os entrevistados, o clube da capital espanhola tem 'história e uma rica herança". O outro mostra que virou o clube dos outros, já que foi apontado como o time que "meus amigos, minha família e pessoas que eu gosto torcem".

A pesquisa também mostra os torcedores estão antenados em outro movimento europeu. O clube mais "ambicioso" é o PSG.



Comentários

O Barcelona conquistou corações e mentes e o Real Madrid é 'passado'; pelo menos é o que diz pesquisa na Europa

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Mais de 20 mil lugares vazios para ganhar o que conseguiria vendendo refrigerante: a (burra) conta do ingresso caro do São Paulo

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


O São Paulo adotou agora um critério de estipular o preço dos ingressos para seus jogos de acordo com a importância do jogo. Assim, cobrou R$ 50, no mínimo, por uma arquibancada no Morumbi no empate deste domingo contra o Flamengo.

Com o time começando a rodada na liderança, torcida empolgada com as revelações feitas em casa e um clima ótimo na capital paulista tinha tudo para ser casa cheia. O público até foi bom, mas os 38.749 ingressos vendidos são menos de 60% da capacidade do estádio.

Valeu à pena, financeiramente, deixar tantos lugares vazios?

Com um preço médio de R$ 51,  a renda bruta foi de R$ 1,988 milhão. A comparação com os número de 2017, quando ameaçado de rebaixamento o São Paulo adotou uma política de ingresso barato e fez de sua torcida uma das melhores histórias daquele Brasileiro, mostra que a política atual não é das mais inteligentes.

Há dois anos, o clube vendeu 61.142 ingressos para um jogo contra o Corinthians no Morumbi. Com um tíquete médio de apenas R$ 28, arrecadou R$ 1.719 milhão, ou apenas R$ 269 mil a menos do que neste domingo contra o Flamengo, com quase 23 mil torcedores a menos.

Isso mesmo. O ingresso mais caro produziu na arrecadação um extra que o clube São Paulo facilmente conseguiria com outras receitas no próprio estádio com mais gente.

Torcedores do São Paulo durante jogo contra o Flamengo, pelo Brasileirão 2019
Torcedores do São Paulo durante jogo contra o Flamengo, pelo Brasileirão 2019 Rubens Chiri/saopaulofc.net

Imagine que, com os preços de 2017, fossem ao Morumbi contra o Flamengo mais 23 mil torcedores.  Bastaria que cada um deles gastasse R$ 12 nos bares do estádio, basicamente o preço de dois refrigerantes, para o clube conseguir os mesmos R$ 269 mil extras. Isso sem falar na chance de vender camisas oficiais e atrair o fã para o programa de sócio-torcedor.

Alguém vai falar que mais gente no estádio representa mais despesa. É verdade. Mas são migalhas. 

Contas de cartolas que parecem não saber o incalculável preço de um estádio cheio.


Comentários

Mais de 20 mil lugares vazios para ganhar o que conseguiria vendendo refrigerante: a (burra) conta do ingresso caro do São Paulo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

De dinheiro a títulos: como Messi diminuiu o abismo entre Barcelona e Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Em outubro de 2004, quando Messi fez seu primeiro jogo como profissional, um quase abismo separava o Barcelona do Real Madrid em termos de finanças e títulos. Hoje, 15 anos depois, tanto no cofre quanto na galeria de troféus a diferença entre as potências espanholas, principalmente graças ao gênio argentino, é bem menor.

Vamos começar pelas finanças. Na temporada 2003/04, a última integral sem Messi no time principal, o clube catalão, segundo a consultoria Deloitte, era apenas o 7º mais rico do mundo, com receitas de 169 milhões de euros. Isso representava só 72% do faturamento do Real Madrid, então o segundo mais rico.

Na temporada 17/18, o Real Madrid foi o mais rico, mas o Barcelona apareceu em 2º lugar, agora com receitas equivalentes a 92% das registradas por seu rival de Madri:  (690 milhões de euros contra 751 milhões).

Messi comemora gol do Barcelona sobre o Real Madrid, em 2017
Messi comemora gol do Barcelona sobre o Real Madrid, em 2017 OSCAR DEL POZO/AFP/Getty Images

Impressionante foi como, comandado por Messi, o time da Catalunha encurtou a diferença de títulos espanhóis. Até a estreia do argentino, o Real tinha 29 títulos da competição e o Barcelona apenas 16, diferença de 13 taças.

Hoje, o time merengue tem 33 títulos do Espanhol e o Barcelona 26, uma diferença de sete conquistas.

Na Copa do Rei, o Barcelona já tinha vantagem sobre o eterno rival antes de Messi. Mas agora tem ainda mais folga. Até 2004, eram 24 títulos dos catalães e 17 da equipe da capital. Hoje, o placar é 30 a 19, e o clube azul grená está na final desta temporada.

Resta comparar o mais importante torneio de clubes do planeta. Na Champions, a diferença segue a mesma, mas o placar do Barcelona é agora bem mais digno e pode melhorar nas próximas semanas.


Em 2004, eram 9 taças para o Real Madrid e apenas uma do Barcelona. Hoje, o placar é 13 a 5. Mas pode virar 13 a 6, já que o time de Messi está muito perto de outra decisão, justamente em Madri, a cidade onde adora brilhar.


Comentários

De dinheiro a títulos: como Messi diminuiu o abismo entre Barcelona e Real Madrid

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Ajax fatura menos do que Flamengo, Palmeiras, Corinthians e São Paulo? Só se 'craque se faz em casa' não contar

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


O sucesso do Ajax nesta Champions, com o time muito perto da grande decisão de Madri, é uma das melhores histórias do futebol nos últimos anos. Um tapa na cara de quem acha que no futebol dinheiro é o único que importa: o clube já deixou Real Madrid e Juventus pelo caminho, dois dos times mais ricos do planeta.

E muita gente começou a comparar as receitas da  agremiação holandesa com a dos maiores clubes brasileiros, com a afirmação que o Ajax tem um faturamento menor do que Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Flamengo. Não é bem assim.

Pelos números de consultorias, como a Deloitte, o Ajax teve um faturamento de 91,9 milhões de euros na temporada 17/18. Pelo câmbio atual, isso equivale a R$ 405 milhões. Realmente é menos das receitas obtidas em 2018 por Corinthians (R$ 446 milhões), Palmeiras (654 milhões), São Paulo (R$ 410 milhões) e Flamengo (R$ 517 milhões).


Mas um "gigante detalhe" separa as finanças dos gigantes do Brasil e o Ajax. No caso dos times nacionais, todos contabilizam em seus balanços o dinheiro obtido com a venda de jogadores, e na maioria dos casos isso representa uma participação acima dos 30% no total das receitas. O time de Amsterdã não faz isso.

Com uma das categorias de base mais eficientes da Europa, o Ajax praticamente dobra seu faturamento somando a venda de atletas.

Na temporada 2017/2018, o clube faturou 81,2 milhões de euros vendendo suas joias. Somando esse dinheiro com as receitas de patrocínio, direitos de TV e ingressos, teria ganhos totais de 173 milhões de euros, ou R$ 763 milhões, mais, com folga, do que qualquer clube brasileiro.

Jogadores do Ajax posados antes de jogo contra o Tottenham, pela Champions
Jogadores do Ajax posados antes de jogo contra o Tottenham, pela Champions EFE/Neil Hall

E neste ano o Ajax continua vendendo, e bem. O clube já negociou o meia De Jong para o Barcelona por 75 milhões de euros, ou R$ 331 milhões. E o sucesso na Champions ainda vai turbinar as receitas com a premiação da Uefa (já tem garantido algo na casa dos 50 milhões de euros).

Não dá ainda para time brasileiro querer ser Ajax.

Comentários

Ajax fatura menos do que Flamengo, Palmeiras, Corinthians e São Paulo? Só se 'craque se faz em casa' não contar

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading