Curti: Jamal Adams tem pouca barganha para pedir troca – então, ele vai causar

Antony Curti
Antony Curti
Jamal Adams durante vitória dos Jets sobre os Cowboys na temporada 2019 da NFL
Jamal Adams durante vitória dos Jets sobre os Cowboys na temporada 2019 da NFL Getty

Jamal Adams está no mercado. A afirmação, em realidade, é a conclusão de uma longa novela que há algum tempo se arrasta nas entrelinhas e nas especulações. Em meio a um time com muitos buracos e algumas decepções, Adams conseguiu ir ao Pro Bowl e, no ano passado, foi eleito para a seleção All-Pro, dos melhores jogadores da liga.

Mas, para ele, ainda é pouco. Normal, Adams é um jogador talentoso e pode ser um dos melhores safeties de sua geração. A seu ver, ao que tudo indica, isso não deve acontecer no New York Jets. O time teve uma temporada complicada em 2019, primeiro ano de Adam Gase no comando do time.

É aí que mora a situação: Gase x Adams. Não é de hoje que sabemos que Adam Gase é um técnico que não tolera personalidades fortes. Em sua passagem anterior, em Miami, Gase despachou vários jogadores com base na filosofia de “mudança de cultura” no vestiário. Um exemplo foi Jarvis Landry, que vinha de liderar a NFL em recepções.

Em outubro do ano passado, listei no ESPN League como Adams poderia acabar sendo trocado mesmo que fosse o melhor jogador do time. Com o quarterback Sam Darnold perdendo jogos, a temporada foi pro vinagre – então uma troca para capitalizar no futuro seria plausível. Então, não rolou.  Agora, parece que Adams não quer mais esperar. Ele sabe de seu valor como um dos melhores safeties da liga e sabe que com ajuda de melhores companheiros defensivos, pode muito mais – além de na chegada a um novo time carente na posição, ter a barganha de pedir um mega contrato. 

Os Jets, porém, têm a barganha de “não precisar fazer nada”. Não é como se, com o elenco atual e a AFC East do jeito que está – Bills em ascensão, Patriots ainda com boa defesa e Dolphins arrumando a casa – o time estivesse a um Jamal Adams de vencer o Super Bowl ou mesmo de ter mais de 10 vitórias na temporada. Ademais, os Jets acionaram a opção de quinto ano de Adams – então ele ainda teria dois anos no contrato.  

Então, Adams precisa causar e, como Ian Rapoport falou no Twitter, usar a imprensa como meio de pressionar o time. Foi o que ele fez o que está fazendo. Inclusive, chegou a listar times pelos quais ele jogaria. Tampa Bay, Baltimore, Dallas, Houston, Kansas City, Philadelphia, San Francisco e Seattle. Em comum, todos times que brigam por playoffs – e vários com carência na posição de safety. 

Agora é a vez de Adam Gase. O que ele fará sobre? A troca vem ou o que virá é o silêncio como resposta? A forma pela qual Gase e a diretoria do time vão lidar com isso tudo podem dar a tônica do vestiário dos Jets em 2020. Joe Douglas, oficialmente o general manager – que por óbvio vai ouvir seu treinador – parece ser um cara ponderado que não segue a imprensa ou a torcida em suas decisões. Seja como for, cenas dos próximos capítulos.

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Brady vai bem contra pressão e Heinicke até surpreende – Bucs classificam sem sustos

Antony Curti
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Tom Brady, quarterback do Tampa Bay Buccaneers
Tom Brady, quarterback do Tampa Bay Buccaneers Getty

Bom, foi mais difícil do que aparentava que seria, mas a primeira vitória nos Playoffs desde o último título de Super Bowl, em janeiro de 2003, chegou para Tampa Bay. E, mesmo um pouco mais sofrido, em nenhum momento realmente os Buccaneers aparentavam que perderiam o controle do jogo. Ainda, mesmo sendo menos fácil do que parecia que seria contra um time da NFC East nos playoffs, há boas notícias para os fãs de Tom Brady: a pressão veio e ele lidou bem com ela. 

A grande manchete, creio, é esta: pressionado, Tom Brady fez um bom jogo. O quarterback dos Buccaneers recebeu pressão da boa linha defensiva de Washington em 27,9% dos recuos de passe. Brady não havia vencido nenhum jogo nesta temporada quando pressionado em mais de 22%; Ontem, quando em situações como essas, o quarterback teve 4-9 com boas 10 jardas por tentativa. A pressão chegou, mas turnovers não vieram com ela. Ainda, os Buccaneers tiveram apenas sua segunda vitória em cinco jogos noturnos nesta temporada. Antes do jogo de sábado, o time tinha 1 vitória e 3 derrotas jogando após as 20h no horário local da partida. 

Embora a porcentagem de passes completos de Brady não tenha sido maravilhosa, o volume foi. O camisa 12 terminou a partida com 381 jardas, sua quarta melhor marca em pós-temporada – é seu 17º jogo para mais de 300 jardas nos playoffs. Um recurso importante foi a continuidade do passe em profundidade, que apareceu bem na reta final de 2020 e teve sequência neste primeiro jogo contra Washington. Os dois passes para touchdown de Brady viajaram mais de 20 jardas, seu terceiro jogo com múltiplos TDs assim, de acordo com o ESPN Stats and Info. Para mais de 15 jardas, ele teve nove passes completos – melhor marca em 15 temporadas. Considerando que essa era uma preocupação para o mês de janeiro, com ele tendo 43 anos, tal preocupação foi um tanto quanto mitigada após a vitória de sábado e a consequente classificação.

Heinicke surpreende, mas acaba não sendo o necessário para Washington ser zebra

O quarterback reserva do Football Team, Taylor Heinicke, não pareceu... Bem, um reserva. Em apenas sua segunda partida como titular neste sábado, ele teve 306 jardas passadas com dois touchdowns totais, sendo um corrido e um passado. Se Brady conseguiu conectar bem em profundidade, a surpresa veio do outro lado também com o quarterback de Washington também fazendo tais feitos. Ele teve 7-12 para mais de 15 jardas – é a melhor marca da franquia desde 2016, ainda com Kirk Cousins.

Heinicke é free agent é março e será interessante se algum time lhe der a oportunidade de ao menos ser reserva – ele veio do practice squad no final da temporada em meio ao corte de Dwayne Haskins, escolha de primeira rodada em 2019, e a lesão na panturrilha de Alex Smith. Além de conseguir passar a bola bem em média e longa distância, o quarterback de Washington ainda mostrou senso de oportunidade com as pernas: acumulou quatro primeiras descidas correndo, melhor marca do time em mais de 10 anos. 

Com a vitória, o Tampa Bay Buccaneers avança para o Divisional Round, a semifinal de conferência. Aí dependem do resultado de New Orleans x Chicago neste domingo. Se New Orleans passar, teremos o terceiro confronto entre Brady e Drew Brees nesta temporada. Se Chicago passar, teremos o segundo confronto entre o Los Angeles Rams e o Tampa Bay Buccaneers. 

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Semifinais do College colocam frente a frente QBs que podem brilhar na NFL em 2021

Antony Curti
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Trevor Lawrence, quarterback de Clemson
Trevor Lawrence, quarterback de Clemson Getty

Como já começa a ser tradição, a virada do ano no futebol americano universitário coloca em jogo os quatro melhores times do país de acordo com o Comitê de Notáveis do College Football Playoff. Alabama e Clemson, como já também começa a ser tradição, estão lá – e são as favoritas para passar pelas duas semifinais de hoje e se enfrentarem mais uma vez numa final.

O que não deve se tornar tradição foi a atipicidade do ano de 2020 que ainda carrega um lastro para 2021. Em seu ano de rodízio como uma das semifinais, o Rose Bowl Game pela primeira vez desde 1942 não será disputado em Pasadena, na Califórnia – no estádio homônimo que também já foi sede de Super Bowl e que viu o Brasil ser tetracampeão da Copa do Mundo FIFA em 1994. Em 1942, temores na Costa Oeste após o ataque japonês a Pearl Harbor mudaram o jogo para a Carolina do Norte. Em 2020-2021, a pandemia de COVID-19 e decretos estaduais na Califórnia mudaram o jogo para Arlington, no estádio do Dallas Cowboys que também é sede do Cotton Bowl Classic, o AT&T Stadium. 

As duas semifinais contam com os quatro quarterbacks mais vitoriosos do College Football dentre os que estão em atividade. Trevor Lawrence (Clemson) tem 97,1% de aproveitamento em vitórias, Justin Fields (Ohio State) tem 95%, Mac Jones (Alabama) tem 93,3% e Ian Book (Notre Dame) tem 88,2%. Todos eles devem estar no Draft de 2021, mas com expectativas diferentes quanto a suas futuras carreiras profissionais. 

Rose Bowl: Mac Jones tenta entrar na primeira rodada; Ian Book tenta mostrar seu valor

Herdeiro da posição de Tua Tagovailoa na Crimson Tide, Jones tem um elenco de apoio formidável nesta temporada – Najae Harris briga forte para ser o melhor running back da classe do Draft 2021, com 24 touchdowns terrestres e 5,9 jardas por carregada. DeVonta Smith é um wide receiver que você deve ver na primeira rodada do Draft deste ano, beirando as 100 recepções na temporada e tendo anotado 17 touchdowns recebidos. Em meio a tudo isso, Mac Jones tem vida fácil: seus 77% de passes completos falam por si, comandando um ataque que tem média de quase 50 pontos por jogo – e que converte 60% de terceiras descidas, algo faraônico até para os níveis do College Football.  Hoje, Jones é reputado como um prospecto de segundo dia de Draft – segunda ou terceira rodada, havendo questionamentos sobre sua capacidade em janelas mais apertadas, trabalho de pés e processamento após o snap. 

Ian Book, por sua vez, tem missão mais difícil para mesmo ser draftado. O quarterback de Notre Dame tem questionamentos quanto ao peso (massa magra), segurar a bola de mais, tamanho (1,80m, que não é compensado com velocidade e outras coisas que você vê em Kyler Murray e Russell Wilson) e, principalmente, precisão em passes de média e longa distância – embora o passe em profundidade venha melhorado nas últimas temporadas. Em tese, é um prospecto de sexta rodada neste momento – mas um milagre contra Alabama, que é favorita por 21 pontos em Las Vegas, certamente ajudaria sua cotação. 

Sugar Bowl: Lawrence rumo aos Jaguars, Fields tenta salvar seu status de segundo quarterback da classe

Temporada estranha em Ohio State como fora na Big Ten como um todo – jogadores perdendo jogos por conta da pandemia, temporada começando bem mais tarde do que o normal e Justin Fields sendo mais interceptado do que deveria e esperávamos. Adam Schefter, insider da ESPN americana, disse nesta semana que o status de "prêmio de consolação" do Tank for Lawrence está mudando e pode ser Zach Wilson (BYU) e não Fields. "Meu palpite é que Fields será uma escolha de top 10, mas não creio que ele será o segundo quarterback escolhido, não penso que ele irá tão alto quanto Zach Wilson", disse num podcast nesta semana. (Finalmente) bater Clemson e ser campeão com bons jogos pode ajudar a cotação de Fields a voltar ao topo, mas o duelo contra Clemson será duro. 

Do outro lado do Sugar Bowl, a segunda semifinal de hoje, certeza é meio que palavra de ordem para qualificar Trevor Lawrence. Já campeão por Clemson e há algum tempo reputado como melhor quarterback do Draft 2021, Trevor é o prospecto mais pronto a chegar no Draft desde Andrew Luck em 2012. Lawrence tem mecânica limpa, bom trabalho de pés, faz corretamente progressão de recebedores e antecipação de lançamentos em média e longa distância. Em meio a tantas incertezas que o Draft apresenta, ele é uma das maiores certezas dos últimos anos. Lawrence terminou a temporada com 22 TDs e apenas 4 interceptações em nove jogos – todos eles, vitórias de Clemson, mais uma vez campeã da ACC. 

Rose Bowl Game, Alabama vs Notre Dame: 18h, na ESPN 2 (comento o jogo, aliás). 
Sugar Bowl, Clemson vs Ohio State: 22:10, na ESPN 2. 

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Semifinais do College colocam frente a frente QBs que podem brilhar na NFL em 2021

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Curti: Se Brady não for pressionado, vai deitar e rolar como no sábado

Antony Curti
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Bom, acho que o título diz tudo e a verdade é que essa afirmação é verdadeira há muitos e muitos anos – mais de uma década, certamente. Contra o Detroit Lions, Tom Brady não encontrou quaisquer dificuldades e passou o carro no primeiro tempo. Era o esperado, como escrevi neste blog na sexta. Afinal, Detroit entrou na partida como o time que menos pressionava o quarterback na NFL, com apenas 21%. 

No jogo de ontem, os Lions não fizeram nem cócegas em Tom Brady. Ele foi pressionado em 10,7% dos recuos de passe e passou com facilidade das 300 jardas mesmo saindo do jogo no terceiro quarto. Brady perdeu todos os jogos nos quais foi pressionado para mais de 22% dos recuos de passe. Para menos, perdeu apenas um, contra os Rams na Semana 11. 

NFL: Buccaneers atropelam os Lions e garantem vaga nos playoffs com Brady anotando 4 touchdowns no 1º tempo

A grata notícia para o torcedor dos Buccaneers e para o fã de seu quarteback é que o passe em profundidade entrou como faca quente na manteiga. Brady teve 13,48 jardas no ar por passe, melhor marca de seu ano. 25,9% de seus passes foram para mais de 20 jardas, também maior marca da temporada – no final das contas, ele teve 348 jardas passadas apenas no primeiro tempo, melhor marca de um primeiro tempo em sua carreira, que ironicamente começou no Thanksgiving de 2000 também contra o Detroit Lions. Brady foi pressionado em 6% do segundo tempo contra Atlanta e nos 10,7% do primeiro tempo contra Detroit – somando esses quatro períodos, o quarterback somou 668 jardas. 

Tom Brady
Tom Brady Getty Images

Ganhar desse jeito dá um fôlego mais do que interessante para Brady e para o Tampa Bay Buccaneers. Não é de hoje que levantamos a sobrancelha e nos perguntamos se tem alguma coisa errada com Tom Brady no mês de dezembro – há pelo menos cinco temporadas seus números caíram justamente na reta final da temporada. Não foi o caso ontem e isso dá esperança para o torcedor dos Buccaneers, na seca de título desde 2002. 

Seca de playoff, não mais. Com a vitória, os Buccaneers garantiram sua primeira ida à pós-temporada desde 2007, ano em que Tom Brady comandara os Patriots ao 16-0 na temporada regular e que Jon Gruden ainda era o head coach em Tampa. Brady não foi para os playoffs no ano seguinte, tendo se machucado na Semana 1 – mas desde 2009, é figurinha carimbada na pós-temporada. São 12 aparições seguidas, agora a maior marca da história da NFL para um jogador. 

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Sistema segue igual – mas Brady melhorou depois da folga

Antony Curti
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Tom Brady no uniforme dos Buccaneers
Tom Brady no uniforme dos Buccaneers Getty

Nas primeiras semanas da temporada tudo lindo, tudo maravilhoso – Tom Brady tinha o melhor elenco de recebedores em praticamente uma década e chegara até a ser cogitado a entrar na corrida pelo MVP. Não, não vou apontar o dedo para ninguém, eu comprei essa história também. Afinal, ele estava lá em cima na briga pela liderança em touchdowns passados – feito um tanto quanto impressionante para um jogador de 43 anos, convenhamos. 

Aí as coisas começaram a azedar. Veio aquela partida esquisita contra os Giants, na qual os Buccaneers eram favoritos por mais de 10 pontos em Las Vegas. Depois, aquele jogo pífio contra o New Orleans Saints no Sunday Night Football – no qual a atuação de Tampa Bay praticamente sepultou a chance de um título de divisão, coisa que Tom Brady tinha conquistado de maneira seguida desde 2009. 

De repente, a culpa era só do sistema. Bruce Arians estava fazendo coisas erradas – que ele sempre fez, diga-se – e Tom Brady precisava ser ajudado. Não discordo que o head coach tem que moldar suas chamadas em função dos jogadores que tem à disposição. Mas passar pano 200% como se Brady fosse isento totalmente de culpa é algo que não concordei na época e o tempo mostrou que de fato não era o caso. Com acesso à plataforma de Big Data que temos acesso, montei a seguinte tabela para mostrar como o sistema segue rigorosamente o mesmo no intervalo Semana 11-12 e Semana 14-15. No primeiro, duas derrotas de Tampa Bay. No segundo, duas vitórias. 

Semana 11-12: 11,9% de play-action (31), 65,3% de passes completos para tight ends, com, 9 recepções (16); 18 passes lançados para mais de 15 jardas
Semana 14-15 (Folga na Semana 13): 18,6% de play-action (17º) 64,2%  de passes completos para tight ends, com 10 recepções (24); 12 passes lançados para mais de 15 jardas.

O que explica o ataque jogar melhor então? Ora, a essência tática de Bruce Arians continuou parecida. Não houve um aumento tão grande no número de passes para tight ends – como se esperava dado o elenco do time e a afinidade de Brady com jogadores da posição – o número de passes em profundidade seguiu semelhante, de certa forma, e o play-action ficou numa porcentagem parecida – ainda abaixo dos 20%, sendo de longe uma das equipes que menos usam do expediente. 

Brady mudou – sobretudo em profundidade

É aí que mora o núcleo da tese. Como você vê acima, o sistema continuou praticamente idêntico nas duas últimas derrotas e nas duas últimas vitorias; Já Tom Brady? Melhorou no que precisava. Quando um quarterback "não tem" o passe em profundidade como era o caso do quarterback dos Buccaneers, a defesa tem vida mais fácil porque pode aglomerar o box com defensores. Nas duas derrotas, 

Não surpreende, portanto, que Tom Brady em si seja o fator de melhora. Aparte da questão que ele foi menos pressionado nas duas últimas partidas – em especial no segundo tempo contra Atlanta, sendo pressionado em apenas 6% dos recuos de passe – houve uma significativa melhora. Nas duas derrotas (Semana 11-12), Brady teve 5-18 para mais de 15 jardas, somando 1 touchdown e 3 interceptações. Nas duas últimas partidas (Semanas 14-15), 7-12 (58%), 2 touchdowns e nenhuma interceptação. Isso, frise-se, no mesmo sistema rodado anteriormente – até porque nessa altura do campeonato não dá para fazer mudanças significativas num sistema tático-ofensivo. 

A partida contra o Detroit Lions neste sábado pode ser um termômetro interessante para essa melhora. Até porque a defesa dos Lions vem sendo uma avenida com sinal verde para jogadas assim. Nesse mesmo espaço amostral – passes para mais de 15 jardas – os Lions estão cedendo 53% de passes completos (27º da NFL) e tem média de 4 touchdowns cedidos para cada interceptação – 29º. O rating cedido em passes assim? 95.6, o 27º da NFL. Para completar, nem de perto os Lions estão conseguindo pressionar o quarterback, tendo 21% de pressão no ano todo. Sim, você imaginou certo, é a pior marca da NFL. E sim, sem pressionar Tom Brady é praticamente impossível ter uma chance razoável de vitória como o Atlanta Falcons brilhantemente demonstrou ao mundo na semana passada. 

Vejamos se a melhora segue. A tendência é que sim e isso é importante – afinal, os playoffs começam em apenas duas semanas. Neste sábado comento Buccaneers @ Lions às 15h na ESPN, te espero. 

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Seahawks: Jamal Adams vai começando a fazer preço da troca valer a pena

Antony Curti
Antony Curti

Trocar escolhas de primeira rodadas por safeties é algo complicado – afinal, o jogador é o último na linha defensiva e costuma ter impacto menor na atuação defensiva do que um apressado de passe como Nick Bosa, Von Miller e tantos outros. O Pittsburgh Steelers fez essa aposta e ela se pagou com Minkah Fitzpatrick. Praticamente um ano depois, antes da temporada 2020, o Seattle Seahawks fez o mesmo com Jamal Adams. 

Vindo do New York Jets, Adams nunca foi o melhor safety da NFL na cobertura do passe – alguma coisa longe disso, aliás. Adams tinha e tem, porém, uma versatilidade que poderia ser ouro nas mãos do coordenador defensivo certo. Chegando por duas escolhas de primeira rodada no final de julho, o safety tinha um preço caro e que dificilmente seria compensado. No início da temporada, não pagou. Para completar as coisas – além da secundária de Seattle estar tomando quase 400 jardas por jogo – o ex-Jets perdeu jogos por lesão. 

Em meio a essa mazela defensiva, Russell Wilson vinha compensando as coisas e ajudando o time a aglutinar vitórias na tabela. Aí veio a fase ruim de Wilson, que lhe tirou da briga pelo MVP. Mas como diria o ditado, quando Deus fecha uma porta, abre uma janela. Em termos, foi o que aconteceu. 

Jamal Adams
Jamal Adams Getty Images

Mais agressividade de Ken Norton Jr, Adams começando a brilhar

Da Semana 1 à Semana 8, Norton comandou uma defesa mole, para não dizer outra coisa. Passiva. O Seattle Seahawks tinha 27% de blitzes, sendo o 17º no ranking de volume da blitz – não, não é operação Lei Seca, lembro àqueles que começaram a acompanhar agora a NFL que a blitz é aquela jogada na qual cinco ou mais defensores vão para cima do quarterback (e que com isso, há menos lá atrás para defender o passe caso o passe não seja apressado). Parecia que ninguém iria ceder mais pontos e jardas nesta temporada do que os Seahawks. 

Bom, isso melhorou a partir da Semana 9 e, para além da chegada de Carlos Dunlap, que sensivelmente melhorou a % de pressão ao quarterback adversário, a unidade começou a jogar de maneira mais agressiva por meio das chamadas de seu coordenador. Com a volta de Jamal Adams, que estava lesionado, Norton foi para o tudo ou nada, por assim dizer. Ativou o modo de agressividade como seu pai tantas vezes fez como boxeador e que ele por vezes demonstrara como linebacker na NFL. Tendo Jamal Adams na escalação, era algo que deveria ter acontecido desde a Semana 1. 

A defesa subiu para 40% de blitzes, terceira que mais usa do expediente da liga. Não por acaso, o time lidera a NFL em sacks desde a Semana 9 – são 28. E sim, você adivinhou certo: Jamal Adams é parte fundamental disso. O safety vem sendo usado em blitzes criativas e, nesse mesmo período, lidera a NFL em sacks com 7,5 – fato incrível se considerarmos que ele é um defensive back. 

Seattle não teve nem de perto uma sequência assim no ano passado. Em realidade, o pass rush era o grande problema da equipe em 2019 – e, de maneira acessória, a chegada de Adams prometia mitigar esse problema. Finalmente está o fazendo. Claro que as coisas são dinâmicas na NFL e pode ser que os Seahawks não sigam com a sexta marcha na eficiência defensiva – mas, ao menos, afastaram a narrativa de que eram a pior defesa da liga contra o passe. 

Informações estatísticas via ESPN Stats and Info.

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40 milhões em jogo: McLaren bate Racing Point e fica em 3º no mundial

Antony Curti
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 Carlos Sainz no GP de Abu Dhabi
Carlos Sainz no GP de Abu Dhabi Getty Images

Ficamos mal acostumados na reta final do Mundial de Fórmula 1 de 2020, com as vitórias de Pierre Gasly na Itália e de Sergio Pérez em Sahkir. O Grande Prêmio de Abu Dhabi entregou o "mais do mesmo" das provas que são disputadas no modorrento circuito de Yas Marina, cuja essência sofre uma crise de identidade entre circuito de rua e um normal – caráter parecido a Sochi. 

Max Verstappen liderou de ponta a ponta e conseguiu sua segunda vitória no anoMax Verstappen liderou de ponta a ponta e conseguiu sua segunda vitória no ano – a décima na carreira. Foi bom para a Red Bull terminar o campeonato numa nota alta, embora houvesse pouco em jogo. Salvo uma catástrofe de Valtteri Bottas, o vice-campeonato estava assegurado para o finlandês. O mesmo para a classificação final no mundial de construtores, com a Mercedes em primeiro e a Red Bull em segundo. Mas o que estava em jogo até foi mais interessante de acompanhar: 40 milhões de dólares de diferente da fatia do bolo aos construtores. 

McLaren garante a grana e Racing Point "paga o preço" de ter Stroll

Lance Stroll foi melhor neste ano em relação a anos anteriores na Fórmula 1, isso é inegável e há méritos para o canadense. O final de prova, ao ser ultrapassado por Esteban Ocon, foi um resumo da ópera de como houve diferença entre McLaren e Racing Point: equilíbrio na dupla de pilotos. Pérez, que vinha de vitória, abandonou logo no início com problemas no motor. Sobrou para Stroll a missão de pontuar bem numa prova em que os carros laranjas de Woking pareciam fadados ao top 6 – coisa que praticamente colocaria a equipe como terceira melhor do campeonato de construtores. Para além dos louros e "bragging rights", havia 40 milhões de reais em diferença – o "a mais" que recebe o terceiro lugar no mundial de construtores em relação ao quarto. 

O drama não veio na pista, mas nos boxes. Sainz sofre investigação enquanto falamos por supostamente ter ido mais lento na saída de sua primeira parada – isso, porém, não deve mudar muita coisa no final das contas, dado que se houver punição ela deve ser de 5 segundos e isso não faria o espanhol perder nenhuma posição. Lando Norris foi 5º, Carlos Sainz o 6º e Lance Stroll o 10º. Com esses resultados, a McLaren termina o campeonato em terceiro – sete pontos na frente da Racing Point. 

É sim possível falar que piloto fez diferença – afinal, o carro da Racing Point foi reputado durante todo o ano como um bólido melhor. Para exemplificar a afirmação e como comparativo, Sainz foi o 6º no mundial de pilotos, Norris o 9º. Na Racing Point, Pérez o 4º  – atrás apenas da dupla da Mercedes e de Max – e Stroll apenas o 11º. Acabou fazendo diferença. O canadense foi top 5 numa prova em apenas duas ocasiões. Sainz teve cinco e Norris teve seis resultados entre os cinco primeiros da corrida. 

Pérez abandona no início e bom resultado de Albon pode ajudar a manutenção do tailandês na Red Bull

Como falei semana passada aqui no blog, há praticamente dois assentos ainda vagos para o campeonato de 2021 e os dois "pertencem" à Red Bull. Na AlphaTauri, a vaga de segundo piloto deve ficar com o japonês Yuki Tsunoda, que tem a Honda como fiadora e que fez bom campeonato na Fórmula 2 – Kvyat mais uma vez ficou atrás de Gasly e deve rodar. Na Red Bull, ainda há certa indecisão mas o quarto lugar de Alex Albon dá forças para o tailandês. Ele ficou em terceiro na primeira prova do Bahrein e agora um quarto lugar – desempenho satisfatório considerando as patinadas do resto do ano. 

Há certa especulação de que o mexicano Sergio Pérez poderia ficar com essa vaga, mas há mais em jogo para além da qualidade do piloto. Albon corre com a bandeira da Tailândia, país de um dos principais acionistas da Red Bull – o energético é baseado numa bebida local, aliás. Ainda e mais importante, ele faz parte da academia de pilotos da equipe. Colocar Pérez no lugar seria um relevante golpe ao modelo, que já revelou Sebastian Vettel, Max Verstappen e Daniel Ricciardo. Seria interessante ver a Red Bull com mais paciência em relação a esse assento 2. Afinal, tá parecendo técnico no campeonato brasileiro. Outra coisa que pode pesar é a idade; Albon tem apenas 24 anos e teto para amadurecer. Pérez tem 30. Vejamos o que acontece. Palpite? Mantém Albon – até porque o regulamento muda em 2022 e mudanças agora não fariam tanto sentido, ainda mais com a melhora do tailandês no final do campeonato. 

Se tudo der certo em meio ao cenário da pandemia de COVID-19, a Fórmula 1 volta no dia 21 de março de 2021 com o Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne no circuito de Albert Park. 

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Fonte: Antony Curti

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Albon segue? Tsunoda chega? Assentos do grid de 2021 caminham para definição

Antony Curti
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Albon durante o GP de Sakhir
Albon durante o GP de Sakhir Getty Images

Como toda dança das cadeiras, há menos assentos do que pessoas dançando e na próxima temporada a tendência segue. Considerando que Lewis Hamilton siga na Mercedes e que Lance Stroll siga na Racing Point/Aston Martin, na prática, apenas dois assentos seguem indefinidos para o grid de 2021 na Fórmula 1.  Ambos são na Red Bull, de uma forma ou de outra. 

Falta a definição do segundo piloto da Red Bull Racing, o qual será o companheiro de equipe de Max Verstappen em 2021. É a cadeira mais quente da Fórmula um desde a acensão do holandês ao posto de preferido de Christian Horner & Amigos. Daniel Ricciardo, Danii Kvyat, Pierre Gasly e Alex Albon já passaram pelo "desafio". O primeiro se cansou e foi para a Renault. O segundo foi ejetado. O terceiro também e se reencontrou – o quarto segue por esse caminho mas a Red Bull parece ter mais paciência que em momentos anteriores. A vaga neste momento é para Albon perder, não para outros ganharem. E, ao contrário de Kvyat e Gasly, não é uma plano B no "rebaixamento". É Red Bull ou banco. 

"Não creio que ele faça parte dos planos de Franz Tost (chefe da AlphaTauri) para 2020. Ou é um assento na Red Bull Racing ou um ano no banco. O foco é dar a ele essa chance. Ele fez um bom trabalho no último final de semana subindo no pódio, seu segundo na F1 [na primeira prova no Bahrein]", falou Horner sobre a vaga. Após a primeira vitória do mexicano Sergio Pérez – e considerando a grana de Carlos Slim que vem junto do pacote – ainda não é descartado o rumor de Pérez "roubar" essa vaga a depender do que acontecer em Abu Dhabi na última etapa do Mundial. Mas, como visto, o panorama é de que Albon siga – até pela manutenção do regulamento, que deveria mudar em 2021 mas por conta da pandemia apenas terá as mudanças programadas em 2022. 

Na AlphaTauri, Kvyat deve rodar

Com a chegada dos motores Honda nas duas equipes da Red Bull, parecia questão de tempo até que um piloto apadrinhado pela montadora japonesa encontrasse espaço – e a tendência é que isso aconteça em 2021. Yuki Tsunoda conseguiu os pontos da super-licença e a chance do jovem japonês ser companheiro de equipe de Pierre Gasly na temporada que vem é enorme. Kvyat conseguiu um bom quarto lugar em Ímola mas o contraste com Gasly foi forte durante todo o campeonato. O francês deu 12 a 4 na classificação e em resultados de corrida, Gasly soma 71 pontos contra 32 de Kvyat – que só está à frente dos pilotos da Haas, Williams e Alfa Romeo na classificação. 

A Honda deixará a Fórmula 1 após a temporada de 2021, mas é óbvio que existe influência na chegada de Yuki. E mérito também, dado que o japonês terminou em terceiro lugar no campeonato da Fórmula 2, acumulando três vitórias. O japonês já realizou testes com o carro da AlphaTauri e foi elogiado. "Yuki se familiarizou com o carro e quando mudamos para os pneus de pista seca [havia chovido antes] ele melhorou imediatamente os tempos e foi bastante impressionante", falou Tost, o chefe da equipe. 

Ambas as vagas devem ter definição em breve – falta apenas uma etapa do Mundial de 2020, em Abu Dhabi, no dia 13 de dezembro. 

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Albon segue? Tsunoda chega? Assentos do grid de 2021 caminham para definição

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Curti: Contraste entre Russell e Bottas mostra que sim, piloto ainda importa na F1

Antony Curti
Antony Curti
George Russell, da Mercedes, no GP de Sakhir de Fórmula 1
George Russell, da Mercedes, no GP de Sakhir de Fórmula 1 Getty

"AAAAAAAH".  O grito pelo rádio resume a frustração de Russell ao sair do box em 15º, posição que ele teve o costume de frequentar ao longo da temporada. George Russell entrou o Grande Prêmio de Sakhir como um dos poucos sem pontos no Campeonato Mundial de 2020, tendo ao seu lado também zerado o canadense e companheiro de equipe, Nicholas Latifi, da Williams. Neste final de semana, de maneira excepcional, Russell teria outro companheiro de equipe – Valtteri Bottas. Tal como deu baile o ano inteiro no canadense, Russell fez o mesmo com o finlandês. 

Nos treinos, o mesmo Bottas de sempre. Rápido, com a pole-position. Na corrida, o mesmo Bottas de sempre – com problemas em largada, perdendo a primeira posição para Russell, errando várias vezes na mesma curva, sendo passivo ao menor sinal de ultrapassagem. O constrangimento final veio após a lambança que a Mercedes fez no pit-stop chamado em função de um safety car por conta de um aerofólio de Jack Aitken no meio do "oval". A equipe alemã trocou as bolas – ou melhor, os pneus – e Russell teve que voltar ao box novamente depois disso. Como efeito, o inglês caiu para quinto, logo atrás do finlandês. Saindo o safety car, já foi para cima e ultrapassou Bottas. Ali, o contraste estava definido. 

O "azar" de Russell acabou aparecendo novamente com um pneu furado e novo pit-stop quando tinha pneus novos e estava em segundo lugar, sendo que chegar em Perez parecia questão de tempo – ele terminou com quatro paradas na prova, ninguém teve mais. De toda forma, ainda conseguiu terminar com a nona colocação – algo notório vide como ele "caiu" várias vezes ao longo das 87 voltas. Russell não conseguiu sua primeira vitória, mas conseguiu algo maior: provar que pode muito se tiver um bom equipamento. A prova de hoje mostrou como piloto é algo que importa – mesmo a Mercedes sendo o melhor carro da categoria. Algo que todos sabiam na época de Rosberg-Hamilton mas que parecem ter esquecido.

Russell volta para a Williams na temporada de 2021 – mas com olho em 2022. O desempenho de hoje, mesmo que não tenha terminado com a vitória que parecia tão possível, é uma vitória mais duradoura que o champagne e um troféu. George foi bem o suficiente para "garantir" um assento no futuro. Já sabíamos de seu talento por tirar muito com o fraco carro da Williams. Com o desempenho deste final de semana na Mercedes, provou que tem talento para eventualmente sair da pior para a melhor equipe do grid em breve. Ao mesmo passo, a constrangedora corrida de Valtteri faz com que ele entre 2021 com o assento mais quente dentre as equipes de ponta – em certa medida, um cenário parecido com o que Vettel teve na ascensão do jovem monegasco Charles Leclerc. 

Perez vence pela primeira vez e ganha força para emprego em 2021

O mexicano Sérgio Pérez venceu hoje pela primeira vez, eram 189 grandes prêmios sem vitórias – o que era a segunda marca mais longa da modalidade, atrás apenas de Andrea De Cesaris, um caso à parte  por ter conseguido assentos por anos pelo fato de ter sido bancado por uma indústria tabagista. É verdade que Sergio tem o apoio de Carlos Slim, um dos maiores empresários do mundo. Mas sua permanência na Fórmula 1 nos últimos anos fora feita por merecimento também. Hoje, ele caiu para último depois de largar em quinto – recuperou-se e contou com as lambanças da Merdeces nos pit stops derradeiros de Bottas e Russell. Manteve o ritmo forte no final, estando a três segundos do inglês até que um furo no pneu cessou a ameaça. 

Sergio flertou com o primeiro lugar do pódio em alguns momentos, com destaque para o segundo lugar na Turquia, ainda nesta temporada. Perdeu dois grandes prêmios por um diagnóstico positivo do COVID-19. Agora veio a vitória. O interessante é que o mexicano não tem lugar garantido para a próxima temporada, mas o desempenho em Istanbul e agora no Bahrein criam um momento interessante. Seu assento na Racing Point, que vira Aston Martin ano que vem, será de Sebastian Vettel. No momento, há dois assentos vagos: um na Red Bull, como companheiro de Max Verstappen, e outro na AlphaTauri, como companheiro do francês Pierre Gasly – que também venceu corrida neste ano. "Estou sem palavras, espero não estar sonhando. Sonhei com este momento. Após a primeira volta a corrida parecia ter acabado, mas tivemos um ritmo tremendo e sabíamos o que fazer hoje. O que acontecer no ano que vem não está em minhas mãos, mas quero seguir [na F1]", disse o mexicano.

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Derrick Henry amassa defesa desfalcada dos Colts e mostra por que está em outro patamar

Antony Curti
Antony Curti

Depois da corrida para a vitória na prorrogação contra o Baltimore Ravens na semana passada, Derrick Henry conseguiu outro momento para chamar de seu nesta Semana 12. Seu dia foi extraordinário e mostrou por que o corredor está em outro patamar em relação aos seus pares da posição. 

Considerando as últimas 20 partidas, de acordo com o ESPN Stats and Info, Henry tem 2599 jardas corridas – uma média de praticamente 130 jardas por jogo. Numa temporada hipotética de 16 jogos, ele teria 2079, o que estaria a 26 do recorde oficial de Eric Dickerson, que está de pé desde 1984. 

Mas, em termos de sequência de jogos, é algo realmente fora de série e com menos precedentes do que o clube das 2000 jardas numa temporada. Apenas Earl Campbell entre 1980 e 1981 e Terrell Davis entre 1997 e 1998 tiveram mais jardas num espaço de 20 jogos. Henry tem mais jogos com 175 jardas (6) do que o resto da NFL combinada. 

O que ele faz de tão especial? O tamanho, sobretudo. É difícil de parar o cara. Henry tem 428 jardas nesta temporada após o primeiro contato. É quase metade das jardas que ele tem durante toda a temporada – o running back lidera a NFL, com 1079. 

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A defesa de Indianapolis, severamente desfalcada na partida de hoje, não encontrou resposta para nem Henry e nem para o resto. O time não contava com Denico Autry e DeForest Bucker, discutivelmente dois dos melhores jogadores do elenco e peças-chave na linha defensiva. Henry terminou o dia com 178 jardas e três touchdowns. Ryan Tannehill teve partida tímida, com 221 jardas e apenas um touchdown, completando praticamente metade dos passes. O time correu para a vitória, literalmente – com destaque também para longo touchdown de AJ Brown, no qual ao todo ele percorreu 100 jardas no campo (NFL Next Gen Stats).

Do lado dos Colts, uma derrota doída. Aparte dos desfalques, o ataque não funcionou e a interceptação de Philip Rivers tampouco ajuda. O time ficou com déficit de 21 pontos no intervalo, maior que o head coach Frank Reich enfrentou no comando da equipe. No segundo tempo, a unidade ofensiva não conseguiu ajudar a defesa fragilizada.

Com a vitória, as chances de vencer a divisão agora pendem para Tennessee. No confronto direto – primeiro critério de desempate – os Titans estão empatados com os Colts em 1-1. Mas agora a campanha de Tennessee é melhor. 8-3 contra 7-4 de Indianapolis. Os Titans ainda têm jogo duro contra Green Bay, mas a fragilidade dos Packers é justamente conter a corrida, a força maior dos Titans. Indianapolis, por sua vez, ainda pega os Steelers e os Raiders como partidas duras na reta final da temporada. 

A AFC South ainda não está decidida – mas após o massacre de hoje, volta a ficar sob controle dos Titans. 

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Vitória e defesa melhorando - mas playoffs ainda seguem sonho distante em New England

Antony Curti
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Bill Belichick 01
Bill Belichick 01 Ronald Martinez/Getty Images Sport

Se fosse para ainda respirar, nem que fosse com chance mínima, teria que ser assim num time comandado por Bill Belichick. A defesa do New England Patriots limitou Kyler Murray a menos de 200 jardas passadas, ele tampouco teve impacto no jogo aéreo e mesmo com um jogo bem aquém de Cam Newton, os Patriots ainda sonham com pós-temporada.

Belichick tem seus problemas como general manager nas últimas temporadas – e o estado das coisas no elenco reflete isso. Mas como treinador, não há o que dizer. Ainda mais depois de um sólido plano de jogo como o de hoje. Os Patriots mandaram blitz em 35% dos snaps de Kyler Murray – contra a blitz, ele teve 6-11, uma interceptação, um sack e apenas 4,7 jardas por tentativa. Vem sendo assim nas últimas quatro partidas aliás. 

Não que o ataque de New England tenha ajudado muito, que frisemos. Só três jogadores diferentes receberam passes por New England e só dois tiveram mais do que uma jarda recebida. O corpo de recebedores é horrível. 

Cam Newton, embora tenha arrancado no último quarto com o jogo terrestre, teve mais uma partida ruim. A corrida para 14 jardas terminou em falta do calouro Isaiah Simmons, o que deu mais 15 jardas para New England e a bola na linha de 39 jardas de Arizona, o que armou o field goal da vitória. 

Mas, no geral, um show de passes incompletos (50% de aproveitamento) e uma problemática constante: turnovers. Newton é o primeiro jogador nesta temporada a ter múltiplos turnovers no último quarto, com o placar em diferença de até três pontos e no território do oponente – a derrota para Buffalo na semana 8 foi nessa conta. Hoje, acabou sendo diferente. 

Mesmo com a vitória, podemos dizer que as chances de Arizona foram mais atrapalhadas do que as de New England ajudadas. Os Patriots, considerando apenas a sua partida, tem 9% de chance de pós-temporada. Buffalo e Miami venceram hoje, então seguem na liderança da divisão, com 8-3 e 7-4 de campanha. Os Patriots ainda tem campanha negativa, com 5-6 – a esperança em tese seria o Wild Card, mas este também promete ser missão difícil. Ainda há Baltimore e Las Vegas com campanhas melhores e ambos sequer estariam nos playoffs neste momento. 

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Curti: As chaves da partida para Packers x Bears

Antony Curti
Antony Curti
Aaron Rodgers, Green Bay Packers
Aaron Rodgers, Green Bay Packers Getty

A duas vitórias do Green Bay Packers na divisão, o Chicago Bears tenta um respiro nesta semana 12 contra seu grande rival. A missão está longe de ser remotamente fácil e os Packers, que jogam em casa, são favoritos neste domingo. 

Para os dois lados há caminhos marcados para a vitória. Sendo óbvio, lembramos que Mitchell Trubisky joga hoje e isso acaba sendo uma vantagem natural para os Packers. Quando pressionado nesta temporada, Trubisky tem 3 jardas por tentativa e menos de 30% de passes completos. Pior pior que Nick Foles estivesse jogando, o buraco é mais embaixo para os Bears caso Trubisky tenha “aquela” atuação clássica. 

Por essas e outras, é importante que Chicago corra bem com a bola. Então vamos às chaves da partida para os dois times. 

Chicago: Correr contra uma fraca defesa

A defesa dos Packers, nessa altura do campeonato, já é considerada uma unidade “soft”. No jogo aéreo, por exemplo, Green Bay tem pelo menos um cornerback em press coverage em apenas 35% dos snaps, sétima menor marca da NFL. No jogo terrestre, a unidade vem sofrendo bastante com tackles perdidos e quando os corredores chegam em campo aberto. 

Nas duas últimas semanas, Green Bay vem cedendo 2 jardas após o primeiro contato, em média. Com isso, é a terceira pior defesa da NFL no quesito. Por outro lado, no mesmo período, os Bears têm apenas 2.41 jardas por carregada. Adivinha? Terceiro pior da liga.

Correr com a bola é essencial para Chicago hoje. Primeiro porque é a fraqueza de Green Bay e segundo porque, bem, são menos passes de Mitchell Trubisky. 

Green Bay: Proteger Aaron Rodgers que aí é difícil parar o homem

Além do oposto de cima – ou seja, não tomar uma pancada terrestre de uma fraca unidade do outro lado – basta para que Green Bay tenha uma sólida chance que Aaron Rodgers esteja minimamente protegido. A última vitória dos Bears contra Green Bay veio na reta final da temporada 2018, ao final da Administração Mike McCarthy. Na ocasião, Rodgers foi pressionado em 38% dos recuos de passe – é bastante coisa. 

Já falei na semana passada sobre como os números de Rodgers estão consideravelmente... Menos Rodgers quando ele é pressionado. A má notícia para o torcedor dos Bears, porém, é que a unidade comandada por Chuck Pagano não vem conseguindo pressionar o adversário nas últimas semanas. Desde a Semana 9, os Bears estão pressionando o quarterback adversário em 24,2% dos snaps – 26ª marca da NFL. Em comparação, Rodgers foi pressionado em 18% dos recuos de passe, 5ª melhor marca da liga. 

Green Bay Packers vs Chicago Bears tem transmissão às 22:20h do domingo na ESPN – comento a partida e te espero na audiência e na hashtag #NFLnaESPN

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Mesmo com Daniel Jones machucando, Giants vencem e lideram a NFC East

Antony Curti
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Após a lesão de Saquon Barkley, o torcedor do New York Giants imaginou que pior que está, não ficaria. Então, temos uma notícia boa e uma notícia ruim. A boa é que passadas 12 semanas, os Giants lideram a NFC East – algo completamente inimaginável em agosto. A ruim é que isso aconteceu sem Daniel Jones. O quarterback da equipe saiu machucado no meio da partida com lesão no posterior da coxa – saindo e voltando em momentos distintos.   Jones terminou o jogo com 213 jardas em 27 tentativas de passe – não foi um bom jogo, mas ao menos os turnovers foram controlados. Foi mais uma partida do segundanista que não terminou em entregar a posse para o adversário em momento algum. É verdade, os Giants também não viram seu quarterback passando para touchdown – mas deixar de dar campo curto para o adversário era essencial. 

É verdade, também: os Giants enfrentavam um Cincinnati Bengals que não conta mais com Joe Burrow nesta temporada e, por tabela são um dos times mais frágeis da temporada. Mas passaram por cima desse jogo armadilha. Brandon Allen, que substitui Burrow, teve apenas 136 jardas e foi interceptado uma vez. 

Aparte das narrativas de Jones e Barkley no ataque, a defesa de Nova York tem que ser exaltada nessa reta final de temporada. Sobretudo na contenção terrestre, algo que já fazem bem desde o início do ano. Ademais, James Bradberry, cornerback, vem jogando o fino nesta temporada e a unidade contra o passe vem melhorando semana a semana. O ponto negativo é ficar sem Daniel Jones, que vinha contribuindo no jogo terrestre e reduziu turnovers. Haverá mais testes nesta segunda, mas segundo o insider Jordan Raanan, a lesão no posterior na coxa foi grave e ele pode perder tempo nesta temporada.

Não dá para dizer que os Giants vão vencer a divisão porque, né, a NFC East está uma bagunça nesta temporada. Mas a impressão é que o time está sendo bem treinado por Joe Judge em seu primeiro ano. A defesa é aguerrida, o ataque terrestre vem melhorando mesmo sem Barkley. Num ano que parecia perdido para o torcedor do Big Blue, ao menos sangue em campo os caras estão dando – e nessa fraca divisão, essa pode ser a diferença entre ir para os playoffs como campeão ou estar no top 10 do Draft. 

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Curti: As chaves da partida para Packers x Colts

Antony Curti
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Aaron Rodgers, Green Bay Packers
Aaron Rodgers, Green Bay Packers Getty

Jogo duro para Green Bay nesta Semana 11: a equipe enfrenta um Indianapolis Colts em ascensão e e descansado, dado que sua última partida foi no Thursday Night Football da Semana 10 – uma vitória maiúscula contra o Tennessee Titans, adversário de divisão. Enquanto isso, Green Bay sofreu contra o Jacksonville Jaguars em confronto que deveria ter tido placar bem mais elástico do que teve. Um dos fatores que atrapalhou os Packers, para além do retorno de punt para touchdown por parte de Jacksonville, foi a defesa terrestre da equipe, que segue sendo problema como já era na temporada passada. 

Dito tudo isso, vamos a duas chaves da partida para Colts e Packers. 

Green Bay precisa melhorar contra a corrida

Erros de tackles, demora para engajar nos mesmos e "passou de Kenny Clark, ferrou". São muitos os problemas da unidade. Lesões entre eles, que seja frisado. Em contrato de dois anos, o linebacker Christian Kirksey – que chegara para tentar mitigar o problema que fora tão amplamente debatido no ano passado – perdeu muitos jogos por lesão, tendo voltado na partida da semana passada. No geral, Green Bay é o 18º pior time da liga em jardas/carregada nas duas últimas semanas. Na temporada, Green Bay tem 4.55 jardas cedidas/tentativa, o que não é um número nem remotamente bom. 

Do outro lado, o ataque terrestre de Indianapolis vem melhorando com o maior volume de Nyheim Hines. No mesmo período - as duas últimas semanas – os Colts têm 245 jardas corridas (8º da NFL), 4,9 jardas por tentativa (8º também) e três touchdowns corridos, quinto da liga. É certamente o duelo mais importante da partida quando os Colts tiverem a bola. 

Duelos para ficar de olho: 
LB Christian Kirksey vs RB Nyheim Hines
iDL Kenny Clark vs OG Quenton Nelson

Pressionar Aaron Rodgers é missão fundamental

Falamos muito sobre como Tom Brady não tem bons números quando pressionado nesta temporada. Nas três partidas que o velhinho foi mais pressionado – as duas contra New Orleans e a contra Chicago – foram três derrotas. Experiente e com quase 37 anos, Aaron Rodgers também vem tendo problemas quando pressionado nesta temporada. Não são problemas tão agudos quanto Brady vem tendo, mas é algo relevante de ser dito. 

Quando pressionado, Rodgers, tem 36,4% de passes completos (30º da NFL), 6,33 jardas/tentativa (23º) e tem QBR (rating) de 12,2 (19º da NFL). Sem ser pressionado, seus números são faraonicamente melhores. 71% de passes completos (12º), 8,43 jardas/tentativa (7º) e QBR de 90.4 (2º) da liga. Ou seja, se os Colts não conseguirem chegar até Aaron, a vida não vai ser nada fácil. 

A defesa de Indianapolis estava pressionando bem no início da temporada, com destaque para DeForest Buckner. Nas últimas três semanas, porém, tá bem mediana. 29,2% de pressão ao quarterback adversário, 15ª da NFL. Buckner tem um papel fundamental na partida, até para gerar a pressão que os quarterbacks mais odeiam – a que vem pelo meio. 

Duelo para ficar de olho: C Corey Linsley vs iDL DeForest Buckner

Green Bay Packers vs Indianapolis Colts tem transmissão às 18:25h do domingo na ESPN – comento a partida e te espero na audiência e na hashtag #NFLnaESPN

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Curti: Defesa de Seattle melhora e consegue conter Kyler Murray

Antony Curti
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Kyler Murray em ação pelo Arizona Cardinals
Kyler Murray em ação pelo Arizona Cardinals Getty Images

A candidatura ao MVP por parte de Kyler Murray perdeu força na última partida contra o Seattle Seahawks. Arizona entrou na liderança da NFC West e agora vê Seattle no comando da divisão – dado que além de ter melhor campanha, ainda vale lembrar que o time de Russell Wilson ainda terá jogos contra o New York Jets e três jogos contra a NFC East (Washington, NY Giants e Philadelphia). 

O que aconteceu? Bom, a candidatura para MVP era válida justamente porque Murray estava sendo um jogador pra lá de valioso. Contido pela defesa de Seattle, Murray não conseguiu colocar pontos no placar e o lado ameaça-dupla dele não apareceu. O camisa 1 terminou a partida com 15 jardas corridas – menor marca de sua carreira na NFL. Segundo o ESPN Stats and Info, os Cardinals têm 1-8-1 nas duas temporadas de Murray titular quando ele tem menos de 30 jardas corridas – se ele tiver menos de 20, como ontem, Arizona não tem nenhuma vitória (0-5-1). 

Mas não foi só nisso que Murray não pareceu "ele mesmo". Em passes profundos, a defesa de Seattle apareceu – temos que dar o mérito para a unidade, que está melhorando a cada semana desde a chegada de Carlos Dunlap, que terminou o jogo de ontem com dois sacks. Em passes para mais de 15 jardas, Murray tinha 7-9 nas duas últimas semanas – incluindo a Hail Mary épica para vencer a partida contra Buffalo. Ontem, teve 1-5.

Conter o que o adversário faz de melhor, além de um preceito de Arte da Guerra, é algo que bons head coaches da NFL procuram fazer. Para além da questão da contenção terrestre contra Kyler Murray, a unidade defensiva do contestado coordenador Ken Norton Jr conseguiu parar a conexão Murray-Hopkins. Os números de Kyler Murray quando passando para DeAndre Hopkins são muito melhores do que quando passando para o resto do time. Semana a semana, praticamente, venho falando sobre isso. 

Neste ano, passando para Hopkins, Murray tem 9.6 jardas por tentativa e 76% de passes completos. Para o resto do elenco, ele tem 7.4 jardas por tentativa e 72% de passes completos.  Ontem, DeAndre não foi o recebedor mais acionado por Arizona – foram 8 alvos, dois a menos do que para Larry Fitzgerald. Nesses, Hopkins terminou com 51 jardas em 5 recepções. Não são números ruins, claro. Mas foi uma boa contenção feita pela defesa de Seattle – tal como fizeram contra o jogo terrestre como um todo, limitando Kenyan Drake a 29 jardas em 11 tentativas.

A partida mais tímida de Kyler Murray não lhe tira totalmente da briga de MVP, a qual ele estava começando a querer entrar na primeira prateleira – que para mim tem Russell Wilson, Patrick Mahomes e Aaron Rodgers. Mas a derrota, ainda mais para Wilson, acaba fazendo com que ele perca espaço na disputa. O mesmo vale para Arizona na briga pela NFC West. 

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Marlins contratam Kim Ng, primeira general manager mulher da história do esporte

Antony Curti
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Notícia bem bacana neste início de intertemporada no beisebol. O Miami Marlins quebrou um tabu centenário no esporte e anunciou que Kim Ng será a nova general manager do time. Kim é a primeira general manager mulher na história do esporte de acordo com o ESPN Stats and Info. Óbvio que a questão da integração de gênero é algo importante, ainda mais em 2020 e ainda mais se considerarmos que a MLB não tem sequer uma owner mulher e menos ainda uma general manager. 

Mas é importante salientar que Kim tem um currículo extenso e impecável. Ela começou a carreira na diretoria do Chicago White Sox, onde ficou de 1990 a 1996. Depois, entre 1998 e 2001, esteve como general manager assistente no New York Yankees, onde foi campeã de três World Series (98, 99, 00) e vice em 2001. Foi nesse período em que trabalhou, mesmo que indiretamente, com Derek Jeter – naquela altura, shortstop dos Yankees e hoje um dos donos dos Marlins. Após a passagem pelos Yankees, Kim ocupou o mesmo cargo no Los Angeles Dodgers entre 2001 e 2011 – sendo ainda, desde 2011, vice-presidente de operações da Major League Baseball. 

"Sejamos claros aqui. Kim Ng esteve entre as pessoas mais qualificadas para ser general manager nas duas últimas décadas. Ela sempre foi capacitada para administrar um time da Major League Baseball. Não é uma contratação de risco – é uma inteligente por um time que quer vencer a World Series", disse Alyson Foster, repórter da MLB.com, no twitter.

Kim terá nas mãos um elenco que pode surpreender nas próximas temporadas

Ng terá nas mãos um time em ascensão. Os Marlins foram grata surpresa na temporada passada, com um time jovem e bem treinado por Don Mattingly – eleito o manager do ano na Liga Nacional. Miami acabou caindo na segunda fase dos playoffs, mas conseguiu, tal como em 2003, eliminar o Chicago Cubs no Wrigley Field. O time teve 16% de melhora no aproveitamento, apenas os Padres foram melhores nos quesitos. 

Ainda há muito trabalho para fazer. Embora a rotação de arremessadores tenha ido bem no ano passado – e olha que Mattingly testou uma galera – ainda há bastante trabalho a ser feito no ataque. Miami tinha -41 no saldo de corridas quando a pós-temporada começou. Era o terceiro pior time da pós-temporada em Home Runs e o quinto pior em corridas/jogo. 

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Nem Wilson salva: a defesa aérea do Seattle Seahawks é uma bomba

Antony Curti
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400 jardas, três touchdowns e um baile. O Buffalo Bills teve 11 tentativas terrestres com seus dois principais running backs. Praticamente nem se deram ao trabalho de correr. Precisava? Não, como vimos. O Seattle Seahawks de 2020 está cedendo quase 370 jardas aéreas por jogo. É absurdamente muita coisa. 

Em praticamente toda live que faço, nas redes sociais, o torcedor de Seattle me pergunta quão longe o time pode ir nesta temporada. Boa pergunta, porque por um lado o time tem um potencial MVP em Russell Wilson, o atual líder de touchdowns passados da NFL. Por outro, tem uma bomba de secundária. Então, se equilibram? Não, esse é o problema. 

Um belo dia em janeiro, Wilson pode ter um jogo com duas interceptações e a casa cai, porque a defesa não carrega o piano – aliás é ele que vem carregando. Para responder essa pergunta então, fui à história da liga. Desde 2006, qual a pior secundária que ao menos chegou ao Super Bowl? 2011 Patriots, que cedia 293 jardas por jogo pelo ar. Isso são 80 a menos que a secundária de Seattle – e aquele New England Patriots perdeu o jogo decisivo. A segunda colocada? Atlanta Falcons de 2016. Não é um bom parâmetro considerando o que aconteceu no Super Bowl LI.

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Então, perguntei ao nosso departamento de pesquisa, o ESPN Stats and Info: quão grave é essa situação considerando a história recente da liga? Sinto dizer, mas bastante. A combinação "defesa ruim mesmo tendo o MVP" não costuma dar certo. Em 2000, os Rams tinham o melhor jogador e MVP da liga em Marshawn Faulk. Mas cediam 29.4 pontos por jogo. Caíram na primeira rodada dos playoffs. Seattle? Cede 30 pontos por jogo.  Em 2011, os Packers tinham a pior defesa da NFL em jardas cedidas por partida, sendo o único time a chegar na pós-temporada com esse ranking. Mas tinham o MVP, Aaron Rodgers. Resultado? Caíram na primeira rodada dos playoffs.

Se a defesa não melhorar, o bicho vai pegar. Basicamente, é isso. Nem Russell Wilson em campanha de MVP está conseguindo carregar o time nas costas em toda partida, porque como você viu acima, realmente não dá para fazer isso. Dá para o MVP carregar uma defesa horrorosa para os playoffs, mas em jogo de eliminação simples como acontece na NFL – e não melhor de 5 ou 7 jogos como nas outras ligas americanas – a casa costuma cair. Esse é o problema. 

Ainda há tempo de melhora. Muito dessa culpa reside nas chamadas ruins de Ken Norton Jr, coordenador defensivo de Seattle. Blitzes aleatórias, tomando 3a descida em screen, linebackers marcando wide receivers. De contrato recém-renovado, Pete Carroll precisa colocar ordem na casa, dado que tem um histórico como técnico defensivo. É o jeito. Se não acontecer, o torcedor de Seattle (e Russell Wilson) vão passar por altas emoções até o final de janeiro. 

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Nem Wilson salva: a defesa aérea do Seattle Seahawks é uma bomba

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Defesa de Miami consegue parar Kyler Murray e os Cardinals?

Antony Curti
Antony Curti

"Ah mas Miami pegou o vento". Calma, não é bem assim. Quando um time passa muitos anos no fosso, normal que quando melhore gere desconfiança e desculpas para tanto. Geralmente, costuma ser demérito do adversário e não mérito da equipe em si. Normal. 

Mas precisamos desmitificar essa narrativa logo quando o assunto é o Miami Dolphins. A equipe não pegou só o vento. Pelo contrário, aliás: teve partida contra Buffalo em setembro – num momento em que Josh Allen colocava-se na conversa por MVP – e Russell Wilson duas semanas depois, dando trabalho ao quarterback do Seattle Seahawks. Na semana passada, veio a afirmação contra o sólido ataque do Los Angeles Rams sendo que antes haviam dinamitado os 49ers e forçado os Jets a 0 pontos. 

Em meio a tudo isso, a defesa dos Dolphins é a melhor da NFL em menos pontos cedidos/jogo. 18.57. Do outro lado, Kyler Murray apresenta-se como um canivete suíço. Ele faz tudo. Murray entrou a semana 8 (folga dos Cardinals) como top 15 da NFL em jardas passadas, touchdowns passados, jardas corridas e touchdowns corridos – a última vez que isso aconteceu, segundo o ELIAS Sports Bureau, foi com o pioneiro Randall Cunningham em 1990. Como parar isso?

Kyler Murray em ação pelo Arizona Cardinals
Kyler Murray em ação pelo Arizona Cardinals Getty Images

Marca como? Homem-a-homem ou em zona? 

Essa é a grande pergunta. A impressão que eu tinha pelo tape era que Kyler Murray tinha números piores contra a marcação individual se considerássemos os mesmos números contra a marcação em zona. De fato são piores, mas muito pouco. Veja em 2020, segundo o ESPN Stats and Info:

                        Indiv.          Zona

Comp pct        64%         70%
Yds/att            7.3            7.5
TD-Int             8-3           5-4

Mas se os números são piores, por que não marcam mais homem-a-homem? Boa pergunta também. Porque em zona, um defensor fica responsável por uma dado setor do campo, olhando para o quarterback – o que diminui o risco de que ele vença a defesa com as pernas. Em marcação individual, com exceção a dados safeties marcando em zona, não há tanta gente olhando para o quarterback. Isso permite que haja raias de corrida para quarterbacks móveis. Nesse sentido, Miami tem uma missão interessante para pensar. Nenhum quarterback recebe menos marcação individual do que Kyler Murray nesta temporada, com 33,7%. 

Os Dolphins estão marcando menos em homem-a-homem nesta temporada em relação ao ano passado. Com Brian Flores sendo da árvore de treinadores de Bill Belichick, natural que a marcação individual esteja sendo o foco de Miami – mas neste ano foi em 53%, 14ª da liga, contra 61%, 4ª da liga. Ou seja, mais equilibrada nesse sentido. Marcando individual, porém, a defesa dos Dolphins é a melhor da liga em rating cedido ao quarterback oposto. 

Outro ponto interessante é saber quem vai marcar DeAndre Hopkins

Os números de Kyler Murray são bem melhores – nenhum demérito dele, isso é o óbvio – quando passando em direção a DeAndre Hopkins, principal recebedor dos Cardinals e principal reforço da equipe em relação à temporada passada. Passando para ele, Murray tem 78% de passes completos, 9,64 jardas por tentativa e razão de 3 em TD/INT. Para os demais recebedores, 70%m 7,14 e 1.67 na razão TD-INT. 

Do outro lado, Xavien Howard tem 4 interceptações nesta temporada e vem sendo um dos melhores cornerbacks de 2020. Howard não está estrito a um recebedor nesta temporada, mas tem uma boa parcela cobrindo os principais recebedores do oponente. Contra Seattle, por exemplo, marcou DK Metcalf em 30 rotas. A tendência é que ele fique mais em Hopkins, então este é um duelo importante para assistirmos no domingo. 

Miami Dolphins vs Arizona Cardinals tem transmissão do FOX Sports às 19h no domingo (em andamento). Comento a partida e você pode participar pela hashtag #NFLFoxSports

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Curti: Não é verdade que Lamar Jackson pipoca em jogos grandes

Antony Curti
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Lamar Jackson
Lamar Jackson Getty

Após as derrotas para o Kansas City Chiefs e para o Pittsburgh Steelers, já nasce um pouco a narrativa de que o quarterback do Baltimore Ravens, Lamar Jackson, 'pipoca' em jogos grandes. Esconde-se. Some. Use a palavra como quiser – mas já vi isso aparecendo em alguns comentários em redes sociais. Sinceramente, não acho uma narrativa justa. 

Em realidade, me parece uma narrativa seletiva. É verdade que os Ravens perderam dois jogos grandes neste ano – para Chiefs e Steelers – mas queria entender: por que a  memória seletiva? O retrospecto de 2020 não é favorável se contarmos a derrota de janeiro contra o Tennessee Titans nos playoffs. Mas os números indicam que em "jogos grandes", não é como se Lamar sumisse tanto assim. 

Fui atrás dos números para bancar essa observação. Considerando jogos grandes aqueles que os adversários têm campanha positiva, entre 2019 e 2020 Lamar tem 18 touchdowns, 5 interceptações. Contra times com campanha negativa, 31-7 nas mesmas estatísticas. Não são números ruins. Ademais, a derrota para o Pittsburgh Steelers é plenamente normal. Pittsburgh tem a melhor defesa da NFL, uma sólida comissão técnica e é um rival divisional. A partida poderia ter ido para qualquer lado e aí essa narrativa morreria. 

É verdade, Lamar não está entre os melhores passadores da NFL e isso é problema quando o time fica atrás no placar. Foi assim contra Kansas City e também contra Tennessee em janeiro. Mas vale lembrar que ele tem apenas 23 anos – é mais novo do que Joe Burrow mesmo tendo sido draftado dois anos antes. Ainda há espaço para evolução nesse quesito. E, de toda forma, dizer que Lamar "pipocou" contra os Steelers na minha concepção não só é uma inverdade – também é tirar mérito de Pittsburgh, que para mim é o melhor time da liga após oito semanas. 


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Fonte: Antony Curti

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Blitz, baby blitz: Como Ravens e Steelers pressionam (à rodo) os quarterbacks em 2020

Antony Curti
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TJ Watt pressiona Ryan Tannehill durante Steelers x Titans
TJ Watt pressiona Ryan Tannehill durante Steelers x Titans Getty Images

5 ou mais homens indo para cima do quarterback. Essa é a definição da jogada denominada "blitz" no futebol americano. Quando você manda uma blitz, dado que os recursos (número de jogadores) são limitados, expõe outro lado do campo. É o chamado cobertor curto nessa leitura de custo de oportunidade. 

Jogada pontual para muitos times, a blitz faz a festa de Pittsburgh e Baltimore nesta temporada da NFL. Estava meio deixada de lado, em desuso. Afinal, os quarterbacks estavam chegando cada vez mais prontos do College Football e estavam lendo as blitzes antes do snap – passando a bola rápido e queimando a defesa. Nos últimos cinco anos, a média da NFL em blitzes estava em 27% depois de girar em 31% nas 10 temporadas anteriores. 

Aí vieram Baltimore e Pittsburgh (e Tampa Bay). Os três times são os que mais mandam blitz em 2020 – sendo três das melhores defesas da liga em eficiência. A de Pittsburgh se destaca pela porcentagem absurdamente alta: 46%, sendo 17 sacks via blitz nesta temporada. Claro que ter Bud Dupree e T.J. Watt ajuda, antes que você diga. Mandar blitz é um risco: se o seu defensor ficar preso na linha ofensiva haverá menos jogadores na marcação ao passe. 

Baltimore, que até esta semana com a chegada de Yannick Ngakoue não tinha nenhum pass rusher de calibre, vinha usando uma abordagem diferente. Mandar defensive backs para a blitz. É uma abordagem mais arriscada – porque se lida pelo quarterback antes do snap proporciona uma gigante oportunidade de ganho de território – mas ao mesmo tempo o ganho pode ser maior, dado que é uma pressão menos ortodoxa e não esperada – já que vem de um defensor que em teoria deveria recuar para proteger o passe. 21% das blitzes dos Ravens são via defensive backs – maior porcentagem da liga. Nelas, são 18 pressões e 8 sacks – também maiores marcas da NFL. 

A kriptonita? Pat Mahomes

Mais do que um confronto direto pela briga da AFC North, Pittsburgh x Baltimore do próximo domingo (14h, com transmissão da ESPN) pode valer a fuga de Kansas City até uma potencial final de Conferência. A partir deste ano, apenas a melhor campanha da AFC e da NFC folgam na primeira rodada dos playoffs – e necessariamente só enfrentam a potencial segunda melhor campanha numa final de Conferência Americana e em casa. 

Baltimore já enfrentou Kansas City neste ano e quebrou a cara usando blitzes contra Patrick Mahomes. Foram 21 passes sob blitz do camisa 15 e neles foram 10 jardas por tentativa, 3 touchdowns, nenhuma interceptação e 81% de passes completos. Então, enfrentar Kansas City no futuro pode ser um novo teste de fogo para as duas defesas que usam a blitz como base – daí um tempero extra desse jogo. 

E como Lamar Jackson e Ben Roethlisberger estão contra a blitz neste ano?  

Os números de Roethlisberger em 2020 são melhores contra blitz do que sem ela. 8.69 jardas por tentativa com blitz, 5 TDs, 1 INT. Sem a blitz, 6,04 jardas por tentativa, 8 TDs, 3 INTs. Contra blitzes de defensive backs, os números de Ben são ainda melhores no contexto geral. 68% de passes completos, 6.4 jardas por tentativa e 3 TDs (nenhuma INT). 

Já Lamar vem tendo seus problemas contra a blitz nesta temporada. De acordo com o NFL Next Gen Stats/Research, ele tem 5.6 jardas por tentativa, 2 TDs e 2 INTs contra a blitz nesta temporada – são números bem piores do que em 2019, aliás, quando teve 7.8 e 24-2 nas mesmas estatísticas respectivamente. 

Ou seja: se as duas defesas mantiverem as tendências e os quarterbacks idem – coisa que não dá para termos certeza em se tratando de esporte – podemos ter uma vantagem de Pittsburgh na partida (mesmo que minúscula, dada a paridade dos dois elencos e a super rivalidade entre as equipes nos últimos anos). No ano passado, mesmo sem Roethlisberger os Steelers deram trabalho para Lamar e companhia na primeira partida entre os dois na temporada. 

E vale muito. Vitória de Baltimore deixa o time com 70% de chance de vencer a AFC North e os Steelers com 27%. Vitória de Pittsburgh deixa a equipe da Pensilvânia com 68% de chance de título de divisão e os Ravens com 29%. Seja como for, com blitz ou sem, vai ser um jogaço. 

As informações estatísticas neste artigo são via ESPN Stats and Info, nosso departamento de pesquisa, e também filtradas pelo ESPN Trumedia, nossa plataforma de big data

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Curti: Depois de 189 entradas arremessadas, finalmente o título para Kershaw

Antony Curti
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Após 189 entradas arremessadas em pós-temporada, finalmente Clayton Kershaw é campeão
Após 189 entradas arremessadas em pós-temporada, finalmente Clayton Kershaw é campeão Getty

Acabou a narrativa. 

"Aí veio a sexta entrada e a tendência é maldita para Kershaw a partir do momento que isso acontece. Três das cinco corridas de Clayton foram cedidas na sexta entrada – ele tem 7.31 de ERA em pós-temporada da sexta entrada em diante. Nas cinco primeiras, 3.59. É uma diferença bizarra.  Ao mesmo tempo, Kershaw não cede só mais corridas, mas também mais bases a partir da sexta entrada em jogos de pós-temporada. Também de acordo com o ESPN Stats and Info, o WHIP (walks e rebaditadas cedidas por entrada arremessada) de Kershaw sai de 1.04 nas cinco primeiras entradas para 1.28 da sexta em diante

Nas cinco primeiras entradas, HR/9 de 1.00. A partir da sexta, 2.53. Os números de Kershaw em termos de ERA vão piorando na medida em que a corda aperta e mais coisas estão na linha. Na temporada regular, 2.43. No Wild Card/NLDS, 3,68. Na final da Liga Nacional, 4,85. Em World Series, 5,40."

Com esses números, lamentava a atuação daquele que poderia ser o último jogo de Clayton Kershaw na pós-temporada de 2020. A mácula ainda tinha chances de seguir depois da derrota contra o Atlanta Braves – mas Los Angeles se recuperou do pior momento que esteve em outubro, atrás por 3-1 depois da queda de Kershaw naquela sexta entrada. 

Aí veio a World Series

A narrativa tinha tudo para ser histórica e um conto de fadas. Tal como histórias assim escritas, teve uma pedra no caminho que parecia demonstrar que o fim chegara. Que a carruagem virara abóbora. O jogo 4 contra Atlanta assim estava desenhado. O sonho de ser campeão pela primeira vez parecia mais uma vez adiado como fora em 2017, 2018 e 2019 – Houston, Boston e Washington no caminho eliminaram os Dodgers e foram os eventuais campeões. 

Não desta vez. Havia muito em jogo. Os números que o ESPN Stats and Info compilou antes da World Series eram chocantes: Kershaw era o único de 10 arremessadores a ter três Cy Young (prêmio de melhor arremessador do ano) a não ter vencido um título. 1 de 10 a liderar a MLB em ERA pelo menos quatro vezes sem um título – ele teve 5. 1 de 10 desde 1961 a ser MVP e não ter um título. Depois de 189 entradas arremessadas na pós-temporada, bolas de curva que não quebraram como deviam e lágrimas derramadas no montinho, chegou a hora. 

Kershaw teve duas vitórias em seu crédito na World Series e eliminou por strike out 1/3 dos rebatedores que enfrentou – na pós-temporada de 2020, ficou com 4 vitórias. Aparte do apagão contra Atlanta, foi uma pós-temporada sólida.  

Parece que Kershaw estava fadado a ser um talento sem título. Apenas parecia – porque as melhores histórias são as que demoram mais para se desenrolar. As melhores histórias não são as cômodas: são as que tem luta e significado. Neste caso, um pra lá de especial: Clayton Kershaw jogaria uma World Series inteira em Dallas – cidade na qual aprendera a amar o esporte e que nascera.

 Chegara a hora de espantar a narrativa. A hora chegou. Finalmente.  Um anel no dedo é como um escudo para críticas sobre pipocar espalhar a farofa ou qualquer expressão que você queira. O mais talentoso arremessador de nossa geração, inquestionavelmente o melhor em temporada regular, finalmente é campeão.

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