Brasileirão já supera Espanhol e Italiano em número de técnicos estrangeiros

André Donke
André Donke

Seja coincidência ou não, após o sucesso de Jorge Jesus e Jorge Sampaoli em 2019,  a elite do futebol brasileiro passará a contar - por enquanto - com o dobro de técnicos estrangeiros. 

Se um argentino saiu, outro chegou: Eduardo Coudet assumiu o Internacional. 

Com Jesualdo Ferreira no lugar de Sampaoli à frente do Santos, Jorge Jesus ganhou a companhia de um conterrâneo.

O venezuelano Rafael Dudamel, novo treinador do Atlético-MG, completa a lista de gringos, que pode ser ainda maior. Afinal, o Red Bull Bragantino busca um técnico, e este pode ser o português Carlos Carvalhal. Tal chegada faria com que um quarto dos comandantes da Série A seja estrangeiro.

Fato é que o Campeonato Brasileiro de 2020, por ora, já conta com mais técnicos de fora do que o Campeonato Espanhol e o Italiano, que possuem somente três cada um.

'A chegada de treinadores estrangeiros não significa que os brasileiros estão ultrapassados', diz Rafael Dudamel

'A chegada de treinadores estrangeiros não significa que os brasileiros estão ultrapassados', diz Rafael Dudamel

Entre os cinco grandes campeonatos nacionais da Europa, o campeão em treinadores que cruzaram as fronteiras é a Premier League, com 11. Já a Bundesliga, que tem apenas 18 times participantes, possui sete nomes estrangeiros, um a mais do que na França.

É importante também refletir quem são os treinadores e as características do futebol europeu e brasileiro. Tal intercâmbio entre países já é uma tendência na Europa - não apenas com jogadores -, sobretudo após o fato de que atletas da zona do Euro deixaram de ser considerados extracomunitários em países do bloco.

Além disso, há casos de ligações de treinadores com determinados times/ligas por conta do seu passado como atleta, casos, por exemplo, do argentino Diego Simeone (Atlético de Madrid), do francês Zinedine Zidane (Real Madrid), do armênio Michel Der Zakarian (Montpellier) e do sérvio Sinisa Mihajlovic (Bologna).

Outro elemento a ser considerado é a proximidade entre os países e também o idioma comum entre eles, como ocorre no Campeonato Alemão, em que há dois austríacos e três suíços.

Eduardo Coudet, Jesualdo Ferreira, Rafael Dudamel e Jorge Jesus
Eduardo Coudet, Jesualdo Ferreira, Rafael Dudamel e Jorge Jesus Divulgação - Internacional, Santos, Atlé

Veja abaixo a relação de técnicos estrangeiros nas cinco principais ligas da Europa:

Bundesliga
Borussia Dortmund: Lucien Favre (Suíça)
Bayer Leverkusen: Peter Bosz (Holanda)
Hoffenheim: Alfred Schreuder (Holanda)
Wolfsburg: Oliver Glasner (Áustria)
Augsburg: Martin Schmidt (Suíça)
Union Berlin: Urs Fischer (Suíça)
Eintracht Frankfurt: Adi Hütter (Áustria)

Premier League
West Ham: David Moyes (Escócia)
Liverpool: Jürgen Klopp (Alemanha)
Leicester City: Brendan Rodgers (Irlanda do Norte)
Manchester City: Pep Guardiola (Espanha)
Everton: Carlo Ancelotti (Itália)
Tottenham: José Mourinho (Portugal)
Manchester United: Ole Gunnar Solskjaer (Noruega)
Wolverhampton: Nuno Espírito Santo (Portugal)
Arsenal: Mikel Arteta (Espanha)
Southampton: Ralph Hasenhüttl (Áustria)
Norwich City: Daniel Farke (Alemanha)

LaLiga
Real Madrid: Zinedine Zidane (França)
Atlético de Madrid: Diego Simeone (Argentina)
Osasuna: Javier Aguirre (México)

Ligue 1
PSG: Thomas Tuchel (Alemanha)
Olympique de Marselha: André Villas-Boas (Portugal)
Montpellier: Michel Der Zakarian (Armênia)
Bordeaux: Paulo Sousa (Portugal)
Amiens: Luka Elsner (Eslovênia)
Monaco: Robert Moreno (Espanha)

Série A
Roma: Paulo Fonseca (Portugal)
Bologna: Sinisa Mihajlovic (Sérvia)
Hellas Verona: Ivan Juric (Croácia)

Fonte: André Donke

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Seis horas antes de Barcelona x Napoli e Bayern x Chelsea, a bola rola para Champions 20-21

André Donke
André Donke

O impacto da pandemia do coronavírus no mundo também fez com que houvesse diversas alterações no futebol. Jogos sem público, cinco substituições, calendário estendido, competições europeias com formatos diferentes...

Outro aspecto – e bastante inusitado – deste cenário foi registrado neste sábado, dia em que ocorrem partidas de duas edições diferentes da Champions League.

Às 18h (de Brasília), Bayern de Munique x Chelsea e Barcelona x Napoli definem os últimos quadrifinalistas da atual disputa; seis horas antes, a bola rolou para o primeiro jogo da Champions League 2020-21.

E a próxima edição já começa com uma semifinal.

Sorteio dos confrontos da primeira fase preliminar da Champions League ocorreu em 17 de julho
Sorteio dos confrontos da primeira fase preliminar da Champions League ocorreu em 17 de julho Getty Images

A fase preliminar envolve quatro times, que se enfrentam em jogos únicos. Os dois vencedores neste sábado irão duelar na terça, com o ganhador se classificando para primeira fase classificatória - que irá ser disputada em 18 e 19 de agosto, dias antes da decisão da Champions 2019-20 (23 de agosto). Os três jogos do estágio inaugural ocorrem no Colovray Stadium, em Nyon, cidade suíça onde fica a sede da Uefa.

Na primeira partida, o Tre Fiori, atual campeão de San Marino, encara o Linfield, bicampeão da Irlanda do Norte.

A equipe britânica é comandada por David Healy, ex-atacante formado no Manchester United e com passagem por Leeds United. Pela seleção norte-irlandesa, ele é o maior artilheiro da história com 36 gols, sendo que chegou a fazer um hat-trick sobre a Espanha por 3 a 2, em setembro de 2006, pela eliminatória da Eurocopa.

Às 13h, Drita e Inter Club d'Escaldes, atuais vencedores do campeonato de Kosovo e Andorra, respectivamente, definem o outro finalista. Os atletas, membros da comissão técnica e árbitros ainda terão tempo o suficiente para tomar um banho e poder acompanhar as oitavas da Champions League da temporada que ainda não acabou.

Gabriel Jesus brilha, Manchester City vence Real Madrid e vai às quartas da Champions League

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Casillas, o goleiro dos meus sonhos que me 'ajudou' a realizar um deles

André Donke
André Donke

Eu queria ser Iker Casillas no mesmo momento em que passei a achar que jogar no gol era mais legal do que na linha. Tinha uns nove ou dez anos.

Na mesma época também o futebol europeu passou a fazer parte da minha rotina. Sou o reflexo de uma geração de fãs do esporte que cresceu influenciada no que acontecia nos mais badalados campeonatos do mundo.

Estava presente em quase tudo. Nos jogos que eu jogava, nas camisas que comprava com minhas mesadas – a primeira, inclusive, foi do Real Madrid.  Gritar ‘Casillas’ até muitas vezes foi um gesto natural após uma defesa.

Iker Casillas faz defesa pelo Real Madrid em 2002
Iker Casillas faz defesa pelo Real Madrid em 2002 Getty Images

No nível em que jogava, coisa de colégio só, eu não me saía mal não, viu? E mesmo sendo baixinho. Embora o 1,82m de Casillas pudesse ser uma justificativa para minha identificação por ele, este não foi um aspecto que me despertou admiração – pelo menos não naquela época. Ele era minha referência e ponto.

O meu goleiro dos sonhos era uma inspiração para um garoto que simplesmente tinha no futebol como lazer, mas também foi alguém que contribuiu indiretamente para o que seria a minha profissão.

O querer ser Casillas me fez querer ter o futebol cada vez mais presente na minha vida. A paixão por jogar futebol levou à paixão para escrever e produzir conteúdos sobre futebol. Casillas bateu o tiro de meta da minha carreira.

Como ‘pseudo-torcedor’ do Real Madrid, vi ele ganhar a Champions League uma vez; como estudante de jornalismo e apaixonado pelo esporte, o vi erguer o mundo e me comover com suas lágrimas na África do Sul; como jornalista na tão sonhada ESPN, o vi conquistar a sua também tão sonhada ‘La Décima’ pelo Real; no meu blog e como comentarista da ESPN, tudo o que mais almejei profissionalmente, eu escrevo este texto para falar de sua aposentadoria.

Obrigado, Casillas. Para mim, você sempre será mais do que um dos grandes goleiros que o futebol já viu.

Milagres, posicionamento incrível e decisivo: veja grandes defesas da carreira de Iker Casillas

 

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Clube profissional de futebol mais velho do mundo e que inspirou uniforme da Juventus perde final e segue na 5ª divisão

André Donke
André Donke

Fundado em 1862,  o Notts County,  conhecido como clube de futebol profissional mais velho do mundo, perdeu a final dos playoffs da National League para o Harrowgate Town por 3 a 1 neste domingo em Wembley, um dia após o lendário estádio ter sido o palco do título do Arsenal na FA Cup. Dessa forma, os Magpies, um dos fundadores da Football League em 1888, seguem como um time ‘non-league’, denominação para as equipes que estão de fora das 92 que fazem parte dos quatro primeiros níveis do futebol nacional.

Jogadores do Notts County lamentam derrota na final dos playoffs do acesso da National League
Jogadores do Notts County lamentam derrota na final dos playoffs do acesso da National League Getty Images

A quinta divisão nacional foi encerrada precocemente por conta do impacto da pandemia do coronavírus, o que fez com que a classificação final fosse determinada de acordo com a pontuação em média por jogo dos times, uma vez que havia clubes com 35, 36, 37, 38 ou 39 partidas disputadas.

O primeiro colocado Barrow subiu, e os times entre a segunda e a sétima posição foram aos playoffs. Harrowgate Town (segundo) e Notts County (terceiro) entraram diretametes nas semifinais,  enquanto os demais começaram nas quartas. Depois de terem vencido seus compromissos, os dois foram à decisão valendo o acesso à League Two. Pior para o Notts County, que terá de jogar a quinta divisão novamente em 2020-21.

Um ano atrás, após o rebaixamento , os irmãos Christoffer e Alexander Reedtz completaram a aquisição do clube - algo que foi tentado também por Gerard Piqué, segundo informou o site The Athletic.

Meadow Lane, casa do Notts County
Meadow Lane, casa do Notts County Getty Images

O começo pareceu promissor, uma vez que,"todas as dívidas pendentes, incluindo aos funcionários cujos salários não tinham sido pagos, foram liquidados e o embargo sobre transferências do clube foi retirado", de acordo com o site oficial dos Magpies.

A mudança, porém, não foi o suficiente para subir imediatamente à Football League, algo tão desejado por um clube tão tradicional da história do futebol. O Notts County, que já venceu uma Copa da Inglaterra (1894) e a segunda divisão nacional em três oportunidades (1897, 1914 e 1923), até já teve grande influência para o uniforme de um dos maiores clubes do mundo: a Juventus. 

Em 1903, a Velha Senhora usava a cor rosa, mas isso mudaria quando John Savage contatou um amigo de Nottingham para providenciar camisas à Juve, e estas vieram em preto e branco, como as do Notts County. O impacto do time inglês na história da equipe de Turim, inclusive, fez com que fosse convidado para fazer o amistoso de inauguração do novo estádio do time italiano em 2011.

Jogadores do Notts County durante partida da National League
Jogadores do Notts County durante partida da National League Getty Images

O Notts County está longe da elite inglesa desde 1991-92, a última edição antes do início da Premier League, ao ser o penúltimo colocado. A equipe ainda seria campeã da quarta divisão em 2009-10 e ficou no terceiro escalão até 2014-15.

Discussão sobre título de clube mais velho

Depois da queda do Notts County, há uma discussão sobre qual clube é o mais velho da Football League: Stoke City ou Nottingham Forest? Não bastasse isso, o Crystal Palace também entrou na disputa.

O Stoke City alega ter sido fundado em 1863, como apresenta em seu escudo, dois anos antes do que o Nottingham Forest.

“Não há evidência para sugerir que o Stoke City foi formado em 1863. Relatos oficiais mostram que um clube conhecido como Stoke Ramblers foi formado em outubro de 1868, quando jogaram sua primeira partida”, disse o historiador Mark Metcalf em declarações reproduzidas pelos jornais Mirror e Nottingham Post em abril de 2019.

“O clube depois fundiu-se com o Stoke Victoria Cricket Clube e eventualmente se tornou o Stoke City. Aquele clube, então, sofreu com problemas financeiros no começo do século 20, foi à liquidação e renunciou à Football League. Um ano depois, empresários locais, clérigos e apoiadores se reuniram para comprar os ativos do clube antigo.”

No entanto, em abril de 2020, o Crystal Palace pediu o reconhecimento como clube mais velho da Football League com um estudo do autor Peter Manning, que apontava o surgimento do time de futebol em 1861. A primeira partida teria sido disputada em março de 1862. Oficialmente, o clube londrino é de 1905.



Porém, Metcalf, junto com seu colega Clive Nicholson, discorda da versão de Manning, conforme relatado pelo Nottingham Post em maio de 2020.

"Revelamos que o primeiro Crystal Palace FC foi afiliado à FA entre 1861 e 1875, momento em que o clube deixou de existir. Não houve então um clube afiliado à FA por um período de 30 anos até o novo e totalmente separado clube se forma em 1905."

Vale destacar ainda que há na Alemanha o Munique 1860, que passou a ter o futebol apenas em 1889, portanto, 29 anos após sua fundação. Além disso, na Inglaterra há o Sheffield FC, que foi fundado em 24 de outubro de 1857, que é o clube mais velho do mundo e está na disputa de uma das ramificações da oitava divisão nacional.

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Primeiro campeão da FA Cup renasce após 122 anos com professor, hoje disputa 15ª divisão e sonha em voltar à Copa

André Donke
André Donke

Logo na primeira resposta da entrevista tive a impressão de que Mark Wilson se trata de alguém que gosta de falar. Os 80 minutos de papo acabaram por comprovar. E não é por menos, já que não faltam histórias a serem contadas. Histórias, aliás, que foram construídas bem antes de seus 40 anos de vida, mas que foram resgatadas em boa parte por conta dele.

Em 2009, Wilson decidiu começar um time de futebol e procurou informações na região de Kennington, onde costumava jogar sete contra sete no parque local. A busca na vizinhança o jogou no século 19, deparando-se com o Wanderers FC, o primeiro campeão da FA Cup, em 1871-72.

Nas seis edições seguintes, o clube ficou com a taça mais quatro vezes e segue até hoje como um dos dez maiores vencedores da história da competição, ao lado de Everton e West Bromwich.

Os primórdios do futebol viviam uma realidade completamente distinta da atual, desde o contexto social até o esporte propriamente dito. O Wanderers FC, por exemplo, ganhou a semifinal por desistência do escocês Queens Park, que não teria como fazer a longa viagem de trem a Londres novamente para o replay após ter empatado o primeiro jogo por 0 a 0.

Em meio a um cenário de um mundo bem menos globalizado e um futebol ainda engatinhando, o multicampeão da década de 70 acabou dissolvido em 1887, depois de apenas 28 anos de sua fundação. Entre 1882 e 1884, o time só havia atuado uma vez por ano.

Assim, o Wanderers ficou limitado às páginas da história do futebol inglês por 122 anos. Até que Wilson resolveu resgatar a história. Ele localizou a bisneta do irmão de Charles Alcock - os dois foram fundadores do clube e da Federação Inglesa - , que não se opôs à aventura histórica.

“Os descendentes dos fundadores nos deram sua benção. Logo no começo eu mandei um email à FA de Londres, porque Charles Alcock foi um dos membros fundadores da FA de Londres”, conta Wilson, que recebeu o aval também da entidade, que inclusive chegou a fazer um convite para um tour do troféu da FA Cup.

Hoje secretário-geral do clube, o professor de inglês de adolescentes entre 11 e 17 anos foi adiante em seu projeto, e no ano da retomada do Wanderers houve um jogo contra Oxford University, em uma reedição da final da segunda edição da Copa da Inglaterra, que acabou com o título do Wanderers com uma vitória por 2 a 0 – como defensor do título, o time só disputou a final, um critério impensável para os dias atuais. 

Passados 147 anos daquela final, o amistoso entre as duas equipes foi marcado para novembro.

“Era o primeiro time deles. Eles tinham 18, 19 anos e nossa média era de 30 para 40 anos. Nunca tínhamos jogado 11 contra 11 juntos. Foi um choque, perdemos por 11 a 1. No papel foi um desastre. O jogo foi totalmente de um time apenas, mas, depois de um banho e uma bebida, falamos: 'Foi ótimo, temos que fazer isso de novo'”, diz Wilson.

E fizeram de novo. Em 2012, aliás, houve a reedição da primeira final da FA Cup contra o Royal Engineers no Kennington Oval, mesmo estádio que recebeu a partida que decidiu o primeiro campeão do torneio mais antigo da história do futebol. Mas houve uma diferença. "Mais pessoas foram ver o jogo em 2012 do que em 1872". (É possível ver imagens da partida em matéria da BBC, clicando AQUI)

Time do Wanderers que participou em 2012 da reedição da primeira final da FA Cup
Time do Wanderers que participou em 2012 da reedição da primeira final da FA Cup Getty Images

O time que trouxe um passado importante do futebol ao presente também pensa – e muito – no futuro.

O clube começou a atuar em ligas amadoras, chegou a enfileirar acessos e também teve rebaixamento. Atualmente, disputa a Junior Division One da Surrey South Eastern Combination, que seria o equivalente a uma das ramificações da 15ª divisão nacional. O foco é a longo prazo.

“Para ir à FA Cup tem que estar no 11º ou décimo nível”, afirma Wilson, que atua quando pode pelo time como lateral – e algumas vezes até já foi goleiro. “Precisamos de quatro promoções eu acho. Mas o meu objetivo é na 150ª FA Cup, então temos dez anos para conseguir quatro promoções. Eu espero”. A 139ª edição será decidida neste sábado entre Arsenal e Chelsea.

Mas os objetivos do Wanderers – que tem um segundo time masculino e uma equipe feminina - vão além das quatro linhas, já que o clube tem um propósito social, algo presente desde o seu começo, quando juntavam 70 libras para alugar o campo em que jogavam. O valor era dobro do que tinham de pagar, então metade ia como doação à Unicef.

Hoje, as ações se distribuem de diferentes formas. Em maio, o site do clube anunciou uma campanha por conta do impacto da pandemia, com uma estratégia de reduzir custos de operação para negócios locais, tendo recrutado quatro empresas diferentes. Além disso, há um engajamento em ajudar pessoas que sofrem de luto ou depressão, por exemplo.

Tudo, no fim das contas, passa pelo envolvimento com pessoas. “Pensando nos idosos, posso trazer pessoas idosas para ver um jogo, se eles são dois, eles podem começar uma amizade”, conta Wilson. “Queremos estar envolvidos na comunidade. Não é só jogar em um lugar, treinar em um lugar, é tentar fazer mais na comunidade”.

A preocupação de fazer mais pelas pessoas ao redor vem de um clube que já contou com grande apoio coletivo recentemente. Um crowdfunding ajudou o Wanderers a levantar 10 mil libras para melhorar a estrutura do estádio que aluga do Virgo Fidelis Convent Senior School.

O Wanderers, na verdade, é do mundo, como se autointitula em sua descrição no Twitter. Tal aspecto é comprovado com um elenco em que há cerca de 30% a 40% de estrangeiros, embora seja difícil de precisar. As mudanças são constantes, sobretudo no período de pré-temporada.

“Eu provavelmente poderia fazer dois times cheios com o número pessoas que vieram e disseram: 'eu virei para treinar'. E nunca aparecem”, diz Wilson, que inclusive conta com três brasileiros para a pré-temporada atualmente.

Para o criador do novo Wanderers, este perfil de integração tem grande relação com as origens do clube, que foi fundado em um tempo em que os times de futebol nutriam ligação com as instituições de ensino.

“O conceito do clube, é difícil de imaginar o que pensavam na época, mas quando você olha para o fato de que o Wanderers era o único time em Londres a dizer: 'você pode se juntar, não importa qual foi sua escola', é um pouco aberto, então tentamos continuar isso”, declara o professor.

O Wanderers se abre à comunidade e ao mundo, da mesma forma que Wilson abriu a biografia do futebol para resgatar suas primeiras páginas, sem jamais esquecer que este é um esporte, acima de tudo, coletivo. O sonho de voltar à FA Cup agora é a inspiração para se escrever uma nova história.

"Muitas pessoas amam os aspectos românticos do futebol, os contos de fadas, as redenções, coisas que as fazem se apaixonar, tanto com novelas, futebol, família. Acho que é isso que as pessoas gostam sobre o Wanderers.”

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Primeiro campeão da FA Cup renasce após 122 anos com professor, hoje disputa 15ª divisão e sonha em voltar à Copa

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Desfalque por tempo indeterminado, Reus já perdeu '3 Bundesligas e meia' desde que chegou ao Dortmund

André Donke
André Donke

A temporada 2020-21 ainda nem iniciou, mas já reservou uma notícia negativa para Marco Reus. O Borussia Dortmund anunciou nesta quinta-feira que o seu capitão "sofreu uma inflamação do tendão do seu músculo adutor já lesionado" e ainda não se sabe quando ele estará à disposição.

"Reus tem trabalhado duro e feito progresso nos últimos meses, mas ele ainda tem problemas com certos movimentos. Um abordagem terapêutica conservadora está sendo usada para tratr a lesão", diz nota do clube.

Desde 2012 no clube, o meia-atacante sempre se notabilizou como uma das referências técnicas e uma das lideranças do elenco. Porém, ao mesmo tempo, suas qualidades dividiram atenção com as ausências.

Os aurinegros disputaram 398 jogos em oito temporadas desde a chegada de Reus, que ficou de fora de 123 duelos por questões físicas – seja lesão ou doença como uma gripe, por exemplo -, o que equivale a 30,9% de todas as partidas. Os números são do site Transfermarkt e não levam em conta suas presenças e ausências na seleção alemã. 

Marco Reus sente problema durante partida do Borussia Dortmund
Marco Reus sente problema durante partida do Borussia Dortmund Getty Images

Para efeito comparativo, a quantidade de partidas equivale a mais de três edições e meia da Bundesliga (competição disputada em 34 rodadas).

Além disso, ele só não atuou em outras sete partidas, sendo quatro por suspensão, três em que ficou no banco os 90 minutos, uma em que foi liberado por conta do nascimento do filho e outra que aparece no site simplesmente que o não ficou nem no banco.

A lesão atual de Reus o fez perder os últimos 16 compromissos do Dortmund em 2019-20, sendo que não entra em campo desde 4 de fevereiro, quando o time foi derrotado por 3 a 2 para o Werder Bremen pelas oitavas de final da Copa da Alemanha. Até então, ele só tinha sido desfalque em quatro partidas na atual campanha por questão física.

A decepção para o camisa 11 é ainda maior considerando que ele vinha de uma temporada em que atuou constantemente. Em 2018-19, o atleta foi desfalque apenas em seis oportunidades, seu número mais baixo pelo clube desde 2013-14.

Este cenário faz com que um jogador com enorme qualidade técnica e de perfil decisivo tenha uma Copa da Alemanha como grande conquista na carreira. Afinal, pela seleção alemã, chegaria como uma das grandes peças ofensivas na Copa do Mundo de 2014, mas se machucou no último amistoso antes do torneio. Um problema físico também o tirou da Eurocopa de 2016.

Aos 31 anos, Reus merecia bem mais conquistas na carreira. Ou pelo menos mais jogos em campo, mas infelizmente seu corpo não tem deixado.

Confira os dados de Marco Reus segundo o site Transfermarkt:

398 jogos no total do Dortmund
266 atuações de Marco Reus

Ausências
123 jogos de lesão
4 jogos suspenso
3 jogos no banco
1 jogo nem no banco
1 liberação por nascimento do filho 

2012-13
49/52 jogos
Desfalque por lesão: 2 jogos 

2013-14
44/51 jogos
Desfalque por lesão: 5 jogos 

2014-15
29/49 jogos
Desfalque por lesão: 20 jogos

 2015-16
43/56 jogos
Desfalque por lesão: 11 jogos 

2016-17
24/51 jogos
Desfalque por lesão: 26 jogos 

2017-18
15/48 jogos
Desfalque por lesão: 33 jogos 

2018-19
36/45 jogos
Desfalque por lesão: 6 jogos 

2019-20
26/46 jogos
Desfalque por lesão: 20 jogos

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Desfalque por tempo indeterminado, Reus já perdeu '3 Bundesligas e meia' desde que chegou ao Dortmund

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Destaques, probabilidades e campanhas: confira miniguia dos playoffs da Championship

André Donke
André Donke

Depois de Leeds United e West Bromwich terem se garantido na Premier League 2020-21, resta mais uma vaga a ser disputada por quatro times.

Os playoffs da Championship começam neste domingo, com o jogo de ida da semifinal entre Swansea City e Brentford, às 14h30 (de Brasília). Já na segunda-feira, tem Cardiff City x Fulham, às 15h45. Ambas as partidas têm transmissão da ESPN Brasil e ESPN App. Os confrontos de volta irão ocorrer na quarta e quinta. A decisão está marcada para 4 de agosto (terça-feira) em Wembley.

Para o fã do esporte ficar por dentro dos playoffs, o blog preparou um miniguia sobre a situação de cada um dos quatro times que disputam um lugar na primeira divisão do Campeonato Inglês. Confira abaixo:

Aleksandar Mitrovic, Matt Grimes, Ollie Watkins e Lee Tomlin
Aleksandar Mitrovic, Matt Grimes, Ollie Watkins e Lee Tomlin Getty Images - Mosaico ESPN

Brentford – 3º colocado, com 81 pontos

Não disputa a primeira divisão desde: 1946-47

Promovido à Championship em 2014, o Brentford disputou o playoff de acesso logo em sua primeira campanha e depois teve desempenhos regulares, ficando sempre entre nono e 11º nas quatro edições seguintes. Na atual temporada, a equipe entrou na zona de playoffs na 22ª rodada para não sair mais. Os Bees ainda venceriam oito jogos seguidos na reta final, o que rendeu o prêmio de melhor técnico do mês para Thomas Frank em junho.

A ótima fase, no entanto, acabaria com um gosto amargo, já que o Brentford perdeu em suas duas últimas rodadas. Se tivesse vencido o Barnsley, que lutava contra o rebaixamento, em casa na jornada final, o time teria sido vice-campeão e conseguiria o acesso direto, retornando à elite após 73 anos de ausência.

Fique de olho: O Brentford marcou 80 gols e teve o melhor ataque da Championship, sendo que há dois grandes responsáveis para isso. Ollie Watkins, de 24 anos, foi às redes 25 vezes e terminou como vice-artilheiro, além de ter contribuído com três assistências. Mohamed Saïd Benrahma foi o sexto artilheiro da competição com 17 gols e ainda deu oito assistências, sendo o principal garçom da equipe. Além disso, é o quinto jogador na liga com mais chances criadas (91) e o segundo em dribles (132). 

Com gol do no último minuto, Barnsley vence Brentford, foge do rebaixamento e faz festa insana em campo


Fulham – 4º colocado, com 81 pontos

Não disputa a primeira divisão desde: 2018-19

Depois de ter ficado na Premier League entre 2001-02 até 2013-14, o Fulham disputou quatro anos da Championship, subiu e caiu logo no retorno ao ser o vice-lanterna. Ou seja, é um time para lá de conhecido na elite - inclusive pelo charmoso estádio Craven Cottage.

O clube londrino era apontado para terminar na quarta colocação na previsão da revista FourFourTwo, o que veio a se confirmar. Sua já esperada força na competição comprova-se com o fato de que desde a 17ª rodada a equipe jamais deixou a zona de playoffs.

Além disso, na avaliação do site Transfermarkt, tem disparadamente o elenco mais caro, com 134,8 milhões de euros. O West Bromwich e Leeds United aparecem na sequência com 88,48 milhões de euros e 75,55 milhões de euros, respectivamente.

O Fulham é ainda um time marcado pelo gosto pela bola, sendo que tem uma posse média de 61,3% na competição - atrás só do campeão Leeds United (63,7%). Além disso, lidera em número de toques na bola (33.604), acerto de passes (83,2%) e sequências com pelo menos nove passes, com 768 - o Brentford, segundo no quesito, teve 605.

Fique de olho: Aleksandar Mitrovic foi o artilheiro da Championship com 26 gols, além de ter sido o único jogador do Fulham a faturar o prêmio de melhor jogador do mês - o sérvio de 25 anos ganhou em outubro. Na última Premier League, ele havia marcado 11 vezes. 

Cardiff City – 5º colocado, com 73 pontos

Não disputa a primeira divisão desde: 2018-19

Lanterna em sua estreia na Premier League em 2013-14, o Cardiff foi vice-campeão da Championship em 2017-18, retornou à elite e caiu na sequência ao terminar na 18ª posição. A equipe galesa não conseguiu ir bem no começo da temporada e teve até a saída do técnico Neil Warnock. Sob o comando de Neil Harris, o Cardiff só foi entrar na zona de playoffs pela primeira vez no campeonato na 39ª rodada e se manteve graças a vitórias nas três últimas rodadas.

Chama atenção o fato de o time ter tido a segunda pior posse de bola na Championship com 43%, apenas 0,1% a mais do que o Millwall. Além disso, foi isoladamente a equipe com o menor número de sequências de pelo menos nove passes, com 367 delas - o Hull City, segundo pior na estatística, teve 416. Em contrapartida, foi o oitavo em finalizações no alvo, demonstrando sua objetividade quando tem a bola nos pés.

Fique de olho: Lee Tomlin é a grande referência ofensiva da equipe, que fez 68 gols e teve o quarto melhor ataque da competição. Além de ser o artilheiro do elenco com oito gols, o atacante de 31 anos é o quarto principal garçom da Championship com dez assistências. 

Swansea – 6º colocado, com 70 pontos

Não disputa a primeira divisão desde: 2017-18

Desde a nona rodada, o Swansea só integraria a zona de playoffs nas 26ª e 28ª rodadas, quando ficou na sexta posição. A equipe ficou de fora do G-6 desde então e chegou até a cair para 11º, mas retornou à sexta colocação na última rodada ao conseguir o que parecia improvável. Graças a uma vitória por 4 a 1 sobre o Reading fora de casa e uma derrota do Nottingham Forest em casa pelo mesmo placar diante do Stoke City, os galeses ultrapassaram seus concorrentes no saldo de gols (9 a 8). Foi uma das maiores frustrações recentes do Forest, que não venceu nas últimas seis rodadas (três derrotas e três empates).

Embalado por uma classificação inimaginável, o Swansea tenta o retorno à Premier League, competição que disputou entre 2011-12 e 2017-18, quando foi rebaixado com um 18º lugar. Tirando o ano da queda, a equipe foi sólida na elite, chegando a conseguir uma oitava e uma nona colocação e sendo 12º em duas ocasiões.

Fique de olho: O veterano André Ayew é o artilheiro (15 gols) e principal garçom (sete assistências) da equipe. Além dele, o ataque conta com Rhian Brewster, emprestado pelo Liverpool e que foi artilheiro e campeão do Mundial sub-17 com a Inglaterra em 2017. O jogador soma dez gols nesta Championship.

Outro nome de destaque no elenco é Matt Grimes, que divide a liderança de assistências do time com Ayew, além de ser o 12º que mais cria chances na liga, com 75. Defensivamente, o atleta de 25 anos também é fundamental, sendo o líder em recuperações de bola (368), o nono em interceptações (71) e o terceiro em desarmes (76). Ele é ainda um dos quatro atletas de linha que disputaram todos os 4140 minutos desta Championship. 

Probabilidades 

O Brentford é o favorito ao acesso com 48% de chances, de acordo com o FiveThirtyEight, site parceiro da ESPN, que usa uma série de combinações matemáticas para calcular probabilidades no futebol. O Fulham aparece na sequência com 23%, enquanto Cardiff City e Swansea City têm 17% e 11%, respectivamente.

Com Bielsa no meio da festa: veja como foi comemoração do Leeds United no vestiário após 1ª vitória como 'time de Premier League'

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Destaques, probabilidades e campanhas: confira miniguia dos playoffs da Championship

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Quem é Jude Bellingham, a nova joia do Borussia Dortmund

André Donke
André Donke

“Novamente um cobiçado talento se decidiu pelo Borussia Dortmund.”

É assim que começa o texto em que o clube alemão anuncia a contratação de Jude Bellingham. A escolha de ambas as partes faz total sentido, tendo em vista como os aurinegros projetaram diversos grandes nomes nos últimos anos, como os casos de Christian Pulisic, Jadon Sancho e Ousmane Dembélé, sem contar Erling Haaland, que chegou no começo de 2020 e já trilha o mesmo caminho de promessa que ganha espaço e protagonismo no Signal Iduna Park.

Mas quem é a nova joia do elenco alemão?

Jude Bellingham é apresentado como novo jogador do Borussia Dortmund
Jude Bellingham é apresentado como novo jogador do Borussia Dortmund Getty Images

Jude Bellingham é um meio-campista de 17 anos (fez aniversário em 29 de junho) que está desde o sub-8 no Birmingham City. Sempre promissor, estreou no time sub-18 aos 14 anos de idade e passou pelas seleções de base da Inglaterra.

 Em 6 de agosto de 2019, ele foi titular na derrota para o Portsmouth pela Copa da Liga Inglesa, tornando-se, aos 16 anos e 38 dias, o mais novo na história a defender o Birmingham. Depois de 25 dias, ele quebraria outro recorde: o de atleta mais jovem a marcar um gol pelo clube, ao definir a virada por 2 a 1 sobre o Stoke City pela segunda divisão inglesa.

Desde então, estabeleceu-se como titular. Na temporada em que estreou pelo elenco principal, Bellingham disputou 43 das 50 partidas da equipe, tendo sido titular em 34. Sua despedida irá ocorrer nesta quarta-feira, quando o Birmingham recebe o Derby County pela última rodada da Championship.

Borussia Dortmund coloca jogadores para cantar 'Hey Jude', dos Beatles, em anúncio de contratação da promessa Jude Bellingham

O atleta soma quatro gols (terceiro artilheiro), duas assistências e é o terceiro principal criador de chances na equipe na Championship. Além disso, é o segundo principal driblador, o terceiro com mais desarmes e o quarto que mais recupera bolas.  Com 2.868 minutos em campo em 2019-20, ele é o sétimo jogador de linha que mais atuou pelo Birmingham em 2019-20.

Embora seja um meio-campista central, o jovem atua em qualquer função no setor, seja mais defensivo ou ofensivo, ou de um lado ou de outro, como o fez nesta temporada - o mapa de caloe abaixo deixa claro essa versatilidade dele em campo.

"Ele já tem uma surpreendente quantidade de qualidade com ou sem a bola e também tem uma mentalidade forte. Nós imediatamente enxergamos Jude como um reforço para o time principal, mas é claro que daremos tempo para ele se adaptar ao alto nível", afirmou o diretor esportivo do Dortmund, Michael Zorc.

Bellingham chega para integrar imediatamente o elenco principal. Se tudo ocorrer dentro do esperado, mais um jovem talento explodirá no Borussia Dortmund em breve.

Mapa de calor de Jude Bellingham na Championship 2019-20
Mapa de calor de Jude Bellingham na Championship 2019-20 ESPN TruMedia

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Eliminação para o Atlético de Madrid foi pior ao Liverpool do que o imaginado

André Donke
André Donke

A campanha incrível do Liverpool na conquista de seu primeiro título da Premier League acabará sem o recorde.

Afinal, depois da derrota para o Arsenal nesta quarta-feira, a equipe não poderá irá além dos 99 pontos, o que seria um a menos do que o Manchester City conseguiu em 2017-18.

Não alcançar tal marca não diminui o excelente desempenho e o indiscutível título do time de Jürgen Klopp. Porém, me deixa a sensação de que poderia ter sido ainda melhor caso não faltasse na reta final um motivo pelo qual se inspirar, além de simplesmente recordes. Um jogo de Champions League, por exemplo.

Assista aos gols de Arsenal 2 x 1 Liverpool

É evidente que qualquer time entra para ganhar sempre, ainda mais os que estão acostumados a isso. No entanto, também é muito natural, e imagino que até inevitável, que a adrenalina baixe quando seu grande objetivo foi conquistado e não exista mais troféus em jogo. Ainda mais em um período tão incomum como o atual, em que a pandemia causou uma paralisação de três meses no calendário do futebol inglês.

Não fosse a queda para o Atlético de Madrid – e não faltou futebol para isso naquele dia -, os Reds teriam a manutenção da forma e do alto nível como prioridade desde 25 de junho, quando o título foi matematicamente garantido. E consequentemente, isso teria impactado no desempenho da equipe nos jogos seguintes.

A partir do momento que a taça já estava em suas mãos, o Liverpool perdeu duas vezes e empatou uma, deixando escapar mais pontos do que havia permitido no restante do campeonato todo.

Talvez não perdesse de forma tão categórica para o Manchester City, levando um 4 a 0 e vendo o ‘pasillo’ virar passeio. Talvez não tivesse tido atuações tão pouco empolgantes quanto nos triunfos sobre Aston Villa e Brighton.

Desde a conquista do título, o melhor momento em campo foi em um tropeço: o primeiro tempo no empate contra o Burnley. Não fosse a excepcional atuação do goleiro Nick Pope, o time de Jürgen Klopp teria boas chances de terem conseguido manter a sequência de vitórias em casa e podendo ser apenas o segundo time na história a terminar uma edição do Campeonato Inglês com 100% de aproveitamento em casa – o primeiro e único foi o Sunderland no fim do século 19.

Por fim, nesta quarta, Virgil van Dijk falhou. Alisson falhou. O inacreditável aconteceu duas vezes no mesmo tempo de jogo. Difícil imaginar que algo assim ocorresse em um Liverpool no seu mais alto nível de concentração e adrenalina em uma partida. Ainda mais em um clássico.

Lógico que a queda em si foi a grande frustração para o Liverpool na derrota para o Atlético de Madrid. Mas seus malefícios respingam até hoje.

Jogadores do Liverpool lamentam eliminação na Champions League para o Atlético de Madrid
Jogadores do Liverpool lamentam eliminação na Champions League para o Atlético de Madrid Getty Images

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Hull City, que há 4 temporadas tinha Robertson e Maguire, hoje leva de 8 a 0 e se aproxima da 3ª divisão

André Donke
André Donke

Nesta terça-feira, em um jogo pela Championship que há alguns anos seria pela Premier League, o Wigan venceu o Hull City... por 8 a 0!

Segundo o Opta Sports, foi a primeira vez que os Tigers sofreram oito gols em um jogo de liga nacional desde novembro 1911 – na ocasião, levaram 8 a 0 do Wolverhampton. O time jamais sofreu nove gols neste tipo de partida.


O resultado deixa o Hull na 22ª colocação, a primeira dentro da zona de rebaixamento, a duas rodadas do fim da competição. A equipe foi justamente ultrapassada pelo Wigan, que perderá 12 pontos ao final da temporada por ter entrado em administração judicial. Os Latics têm os mesmos 45 pontos que o concorrente, mas fica à frente por conta de um melhor saldo de gols (1 a -26).

Na próxima rodada, o Hull receberá o vice-lanterna Luton Town em um jogo decisivo e que será crucial para a permanência na segunda ou a queda para a terceira divisão.

Goleada histórica à parte, a fase não ajuda em nada, já que os Tigers perderam seus últimos quatro jogos e têm um total de nove derrotas nas últimas 11 rodadas. A equipe tem ainda a pior defesa da competição com 83 gols.

Nem dá para imaginar que há quatro temporadas o clube tinha dois dos melhores defensores do mundo...

Na Premier League 2016-17, o elenco contava com Harry Maguire e Andrew Robertson. O primeiro virou o zagueiro mais caro da história nesta temporada e capitão do Manchester United, enquanto que o segundo é titular absoluto do Liverpool e um dos principais laterais-esquerdos na atualidade, além de ser o atual campeão da Premier League e da Champions League.

Harry Maguire e Andrew Robertson em ação pelo Hull City em 2017
Harry Maguire e Andrew Robertson em ação pelo Hull City em 2017 Getty Images

Maguire foi titular em 25 rodadas daquele Campeonato Inglês, antes de ser negociado com o Leicester City por 13,7 milhões de euros. Dois anos depois, acabou vendido ao United por 87 milhões de euros. Foram três anos no Hull, com um curto empréstimo ao Wigan no período.

Assim como o zagueiro, Robertson também ficou entre 2014 e 2017 no clube, sendo vendido ao Liverpool por 9 milhões de euros. Em sua última campanha pelos Tigers, ele foi titular em 31 partidas da Premier League.

A presença da dupla, no entanto, não evitou o rebaixamento da equipe naquela edição. Aliás, a temporada começou e terminou de forma ruim. No fim de agosto de 2016, quando o campeonato já havia sido iniciado, o Hull vivia uma situação complicada e só tinha 14 (!) jogadores profissionais no elenco, como apontou matéria do jornal Guardian à época.

O técnico Steve Bruce, que havia subido a equipe na campanha anterior, deixou o cargo antes do início da nova temporada. À época, o dono Assem Allam já buscava um comprador para o clube, mas não encontrou até hoje. O Hull segue à venda, conforme disse o vice-presidente Ehab Allam em entrevista recente à rádio da BBC.

Após ter sido 18º e 13º nas duas últimas edições da Championship, o time agora tenta evitar retornar à League One, a terceira divisão nacional, após 15 anos sempre jogando no primeiro ou segundo nível do futebol da Inglaterra.

A chance de a equipe ser rebaixada é de 59%, segundo o FiveThirtyEight, site parceiro da ESPN, que usa uma série de combinações matemáticas para calcular probabilidades no futebol.


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Um gol aos 51min do 2º tempo impediu que segundo maior campeão alemão fosse direto da primeira à terceira divisão

André Donke
André Donke

         
     


50min do segundo tempo. O Ingolstadt vai vencendo por 3 a 0 e garantindo o acesso à segunda divisão do Campeonato Alemão, depois de ter perdido o jogo de ida da repescagem por 2 a 0.

O resultado representava possivelmente um dos pontos mais baixos da história do Nuremberg, um clube de 120 anos. Afinal, o time havia acabado de ser rebaixado da elite – foi o lanterna em 2018-19 . Assim, ia sofrendo duas quedas seguidas.

O cenário já seria frustrante para qualquer equipe, mas é ainda mais para a segunda maior campeã da Alemanha, com nove títulos (o último em 1967-68), atrás só do Bayern de Munique, com 30 taças. Além disso, o Nuremberg é o quinto maior vencedor da Copa da Alemanha, com quatro troféus.

Na era Bundesliga (a partir de 1963-64), o time bávaro jogou a terceira divisão uma única vez. Depois de ter sido rebaixado da primeira divisão em 1993-94, o time iria ao terceiro escalão em 1995-96, mas voltaria de imediato, terminando como primeiro colocado em 1996-97.

Na sequência, conseguiu o acesso direto à primeira divisão. Na elite, inclusive, o clube conseguiu o sexto lugar em 2006-07 e 2010-11.  

O desespero de um iminente retorno à terceira divisão após 23 anos, no entanto, virou um alívio quando Fabian Schleusener marcou aos 51min do segundo tempo e determinou a permanência do Nuremberg na segunda divisão graças ao gol fora de casa.

Time do Nuremberg comemora após gol marcado diante do Ingolstadt
Time do Nuremberg comemora após gol marcado diante do Ingolstadt Getty Images

“Eu não faço ideia do que devo escrever. Nós ficamos!”, escreveu o clube em sua conta no Twitter ao final da partida.

A emoção foi refletida por Michael Wiesinger, ex-jogador do Nuremberg na década de 1990, que comandou o time interinamente nos playoffs e foi às lágrimas após o apito final.

Por questão de segundos o choro de alívio não foi o de frustração. O segundo maior campeão alemão segue na segunda divisão.

Michael Wiesinger fica emocionado após Nuremberg conseguir permanência na segunda divisão
Michael Wiesinger fica emocionado após Nuremberg conseguir permanência na segunda divisão Getty Images

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Qual time chegará melhor fisicamente para Champions League? Especialista analisa

André Donke
André Donke

Os confrontos das quartas e semifinais da Champions League foram definidos nesta sexta-feira, em sorteio realizado pela Uefa. Em um período tão atípico do futebol e do mundo, as equipes irão para a competição em realidades bem distintas, tendo em vista como se encerraram ou irão se encerrar cada temporada nacional na Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália, únicos países com representantes no principal torneio de clubes do continente. 

Manchester City e Chelsea – encerram sua participação na Premier League em 26 de julho e podem estar na final da Copa da Inglaterra em 1º de agosto.

Juventus, Napoli e Atalanta – encerram sua participação na Série A em 1º de agosto.

Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid - encerram sua participação em LaLiga em 18 de julho.

Bayern de Munique – fez seu último jogo oficial em 4 de julho.

RB Leipzig – fez seu último jogo oficial em 27 de junho.

Lyon  - fez seu último jogo oficial em 8 de março. Disputará a final da Copa da Liga da França em 31 de julho.

PSG - fez seu último jogo oficial em 11 de março. Disputará a final da Copa da França em 24 de julho e a final da Copa da Liga da França em 31 de julho.

Manchester City, Chelsea, Juventus, Napoli, Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e Lyon ainda atuarão pela volta das oitavas de final da Champions League em 7 e 8 de agosto.

As quartas de final irão ocorrer em jogo único em 12, 13, 14 e 15 de agosto. As semis serão em 18 e 19 de agosto, enquanto que a decisão está marcada para 23 de agosto. Todos as partidas acontecerão em Lisboa.

O blog conversou com Felipe Rabelo, coordenador de performances do Athletico-PR e especialista em preparação física de atletas, para abordar o impacto das diferenças de calendário de cada equipe antes da disputa da Champions.

Messi corre durante jogo contra o Tottenham pela Champions League em 2018
Messi corre durante jogo contra o Tottenham pela Champions League em 2018 Getty Images

Espanhóis, italianos e ingleses têm um calendário mais interessante?

Felipe Rabelo: Acredito que sim. É a questão de manter o ritmo de treino e de jogo. Se eu terminasse hoje o campeonato para daqui uma semana começar a Champions, é muito mais interessante do que quem vai terminar muito tempo atrás, em que vai ter que manter um ritmo de treinamento e um ritmo de jogo para manter o time no mais alto nível. A grande dificuldade é encontrar equipes para fazer amistosos nesta época, ou que tenha um cunho de jogo oficial de alta demanda, de alta competitividade. Mas acredito que neste sentido, terminar mais próximo, mas não em cima da hora da Champions, te coloca em um ritmo de treino e de jogo - e principalmente de mentalidade competitiva - muito maior.

Pode haver uma diferença quanto a ingleses e italianos (terminam seus compromissos mais perto da Champions) em relação aos espanhóis?

Felipe Rabelo: Acho relativo, porque dependendo da maneira como acabar o Campeonato Italiano... depende muito da qualidade dos jogos. Se, por exemplo, a Juventus enfrentar nas últimas rodadas equipes do meio da tabela para baixo, jogos teoricamente menos difíceis, que demandem menos física e mentalmente, pode ser que a recuperação deles desse final de campeonato seja menos difícil do que se tivessem enfrentando jogos e adversários muito complicadoss e de demanda física muito alta. Assim, terminar com uma semana ou menos para começar a Champions já seria suficiente para a recuperação mental e física. A maior preocupação que eu veria neste caso, é quem não vai perder jogador por questão de lesão, de sobrecarga, ou algum outro motivo, porque depende muito mais de como cada um vai terminar esse campeonato, tanto o Inglês, como o Espanhol e o Italiano, no sentido de qual é o estado como termino a competição, poorque até lá, mesmo quem tiver com um problema físico, com uma lesão mais branda, coisas que se recuperam em poucos dias, quem terminar antes, pode ser que tenha essa vantagem para recuperar esse atleta. Com relação a questões físicas, acredito em como vai terminar a competição, para ver se vai precisar de muito tempo para se recuperar ou não. Para mim, é bem relativo. 

Neymar resolvendo para o PSG e Atlético de Madrid derrubando o Liverpool: como foi última rodada antes da pausa da Champions


Diferença entre condicionamento físico e condicionamento para o jogo

Felipe Rabelo: Temos que fazer uma análise um pouco mais sistêmica neste caso, porque eu poderia muito bem falar só da parte de condicionamento físico, mas somente estar apto fisicamente apto em uma condição ótima, não máxima, mas ótima, não garante sucesso no futebol. Até porque é um esporte coletivo, que envolve interação entre posição, inteligência para jogar e organização, etc. Considerando essas diferenças desses diferentes clubes dos diferentes países, aqueles que estiverem em competição, na minha opinião, estarão em vantagem. Por quê? Tem uma coisa chamada condicionamento físico e tem uma coisa chamada condicionamento para o jogo. Eu posso estar no meio de um processo de treinamento físico, treinando de maneira inespecífica, ou seja, corridas intervaladas, eu posso estar fazendo academia, posso estar fazendo trabalhos de potência, posso estar mesmo no campo fazendo alguns trabalhos específicos de aceleração, de mudança de direção, de resistência, mas isso não garante um condicionamento para o jogo.  

Então, poderia estar condicionado fisicamente. No entanto, para o jogo, que seria um treinamento baseado em comportamento, a parte técnica e tática do treinador, a questão mental, e o desenvolvimento da inteligência para jogar, e organização da equipe... se não estiver acontecendo esse tipo de treinamento, fica muito mais complicado de você acreditar que somente fisicamente bem, vai dar essa chance de ganhar. Acredito muito que os clubes que voltaram a competir agora (entrevista foi concedida em 19 de junho), como Italiano, Espanhol e Inglês, que eles vão chegar muito mais preparados com relação a condicionamento do jogo, que vem acompanhado do condicionamento físico. Eu estar condicionado fisicamente, treinando numa corrida no campo de uma maneira inespecífica, não me garante condicionamento para a parte física do jogo, porque, pensar que no jogo tem muitos sprints longos, muitas mudanças de direção, aceleração e desaceleração, isso acontece a todo momento dentro de um jogo. E se você estiver competindo, como está o Campeonato Italiano, Espanhol, Inglês... você está sendo exigido em uma condição extremamente alta de demanda. Assim,  você vai ficar muito mais condicionado para o jogo, em uma condição oficial, do que somente de treinamento.

Por mais que os atletas tivessem treinando em casa, sob supervisão do preparador físico do clube, ainda assim não é um condicionamento de jogo, não é um campo, não é um treino que tenha uma caráter muito mais de campo aberto, metabólico. Eles estavam treinando indoor, porque não podiam sair de casa. É um condicionamento específico diferente. Mesmo esses, se tivessem voltando bem antes, ainda assim não é garantia de sucesso. Agora, o mais importante para quem voltou antes, dentro de segurança do protocolo, é claro, é conseguir construir do ponto zero, o condicionamento do cara, gradativamente, para ele suportar o aumento de intensidade de treino. Aí passa, primeira, segunda, terceira semana de treinamento, você constrói o muro de proteção para aquele atleta para que não aconteça que nem no Brasil, que é voltar aos treinos as equipes e 15 dias depois estarem jogando em alto nível ou pelo menos em uma demanda competitiva muito alta.

Do ponto de vista do condicionamento físico de jogo, o amistoso oferece a mesma preparação do que um jogo oficial?

 Felipe Rabelo: Pensando em condicionamento físico de jogo, até por ser um amistoso, jogo-treino, não tem tanta motivação, não tem tanto engajamento dos atletas. Até porque, se não é um “jogo valendo”, muitos não dão o 100%, no sentido até de não entrar em divididas, correr até o final do campo naquela bola perdida. Sem contar a questão emocional, de não ter torcida, de não ser um jogo valendo, a importância daquela competição. Então, tem diferença, sim, até em uma questão de condicionamento físico, considerando que o comportamento do atleta é diferente. 

O cenário atual favorece algum estilo de jogo? Por exemplo, o Atlético de Madrid, que é conhecido pelo seu jogo coletivo e força defensiva?

 Felipe Rabelo: Acho que, na verdade, o que tiver os jogadores mais experientes e acostumados a jogar o mata-mata, leva mais vantagem. É claro que cada estilo de jogo permite vantagens e até tem desvantagens no formato de competição, mas acredito que, como vai ser só um jogo a partir das quartas de final, o que mais faz diferença vai ser aquele time que tem mais jogadores com experiência para esse tipo jogo, porque muitas vezes vai acontecer o que você comentou do Atlético de Madrid. Pode acontecer que saiam placares muito curtos, e talvez quem esteja mais acostumado a jogar este tipo de jogo consiga suportar ou manter o placar a seu favor, ou consiga jogar para conseguir reverter. É difícil de dizer.

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Tudo dominado: Em 6 horas, Bayern é campeão da terceira divisão e da Copa da Alemanha

André Donke
André Donke

Que o Bayern de Munique reina absoluto no futebol alemão, disso não há dúvidas. O time acaba de fechar a dobradinha pela segunda temporada consecutiva e foi a 30 títulos do campeonato e 20 da copa, tendo mais do que o triplo de qualquer equipe em ambas as competições.

Os oito títulos seguidos na Bundesliga representam a maior dinastia na história do país, que tinha visto somente tricampeonatos até então.

Porém, os bávaros foram além – se é que isso parecia possível.

O time II perdeu para o tradicional Kaiserslautern por 1 a 0 neste domingo e terminou na primeira colocação da terceira divisão com 65 pontos, um a mais do que Würzburger Kickers e Eintracht Braunschweig, que empatou e foi derrotado, respectivamente, na última rodada.

Apesar do título, o Bayern II é impedido de subir para o segundo escalão do futebol nacional.  Isso porque as duas primeiras divisões nacionais englobam a Bundesliga, onde não é permitido ter dois representantes de um mesmo clube. Dessa forma, Würzburger Kickers e Eintracht Braunschweig sobem direto, enquanto que o Ingolstadt, quarto colocado, irá disputar a repescagem com o Nuremberg por um lugar na segunda divisão.

Bayern de Munique conquistou a Copa da Alemanha e a terceira divisão neste sábado
Bayern de Munique conquistou a Copa da Alemanha e a terceira divisão neste sábado Getty Images - Montagem ESPN

Pela primeira vez na história da 3.Liga, um time reserva ficou com o título. E o Bayern II havia acabado de subir, depois de ter conquistado a liga regional bávara em 2018-19 e conquistado o acesso ao vencer o Wolfsburg II nos playoffs. Na ocasião,  Kwasi Okyere Wriedt foi peça fundamental ao marcar os dois últimos gols da vitória por 4 a 1, no jogo de volta, após o Bayern II ter perdido a ida por 3 a 1.

Wriedt foi mais uma vez importante ao terminar como goleador da terceira divisão nesta temporada, com 24 gols, quatro a mais do que o veterano Albert Bunjaku, do Viktoria Colônia.

Além do artilheiro, Alphonso Davies, Michaël Cuisance, Joshua Zirkzee, Sarpreet Singh, Oliver Batista Meier, Leon Dajaku, Chris Richards e Jamal Musiala são os outros atletas que estiveram em campo em conquistas do elenco principal e da segunda equipe em 2019-20.

Wriedt, o ‘Lewandowski’ do  segundo time, ficou sem marcar na partida contra o Kaiserslautern que acabou por volta das 11h (de Brasília), mas o mesmo não pode se dizer do camisa 9 do time principal, que às 17h (de Brasília) comemorava a dobradinha com a vitória por 4 a 2 sobre o Bayer Leverkusen. Lewandowski foi às redes duas vezes e fechou como artilheiro da competição, com seis gols – ele também foi o goleador da Bundesliga, com 34 tentos.

Ou seja, nas duas últimas temporadas, o Bayern de Munique foi duas vezes campeão da primeira divisão, duas vezes campeão da Copa da Alemanha, campeão de sua liga na quarta divisão e campeão da terceira divisão. Teve o artilheiro da Bundesliga duas vezes e o artilheiro da liga regional bávara em 2018-19 e o artilheiro da terceira divisão em 2019-20.

O domínio do Bayern nunca foi tão grande. Seja em qual divisão for.

Golaços, frango e um sonoro 4 a 2: veja como o Bayern bateu o Leverkusen na final da Copa da Alemanha

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'O clube que nasceu antes do futebol': conheça o adversário do Werder Bremen por um lugar na Bundesliga

André Donke
André Donke

Qual divisão o Werder Bremen disputará em 2020-21? A pergunta começa a ser respondida nesta quinta-feira, quando a equipe recebe o 1. Fussball Club Heidenheim 1846, pelo jogo de ida da repescagem da Bundesliga.

Espera, 1846? Isso mesmo. Dezessete anos antes de as 18 primeiras regras terem sido introduzidas, o que determina o nascimento do futebol moderno.

A data que é levada no nome do clube diz respeito à fundação do clube esportivo da cidade, o Heidenheimer Sportsbund, que existe até hoje e tem cerca de 4200 sócios, de acordo com informação no site da cidade.

O registro de um time de futebol só veio em 1910 com o VfB Heidenheim, como é apontado no site oficial do clube. O time em sua condição atual existe desde 2007, quando houve a separação do segmento do futebol em relação ao Heidenheimer Sportbund.

Heidenheim
Heidenheim FC Heidenheim/Divulgação - Getty Images

Naquele ano, o clube estava na quarta divisão, tendo conseguido o acesso em 2009. Em cinco anos na 3.Liga, a equipe somou um sexto, um nono, um quarto e um quinto lugar, antes de conseguir o título e subir para o segundo escalão do futebol nacional.

Desde então, o Heidenheim está em sua sexta campanha seguida na 2. Bundesliga. Tirando um 11º lugar em 2015-16 e uma 13ª posição em 2017-18, a equipe esteve entre os oito primeiros em todas as outras edições.

A quinta colocação na temporada passada tinha sido sua melhor campanha, até o terceiro posto em 2019-20, com direito a uma vitória dramática sobre o Hamburgo por 2 a 1 na penúltima rodada, que foi fundamental para que tivesse a chance de jogar a repescagem.

Todo esse processo de ascensão no futebol nacional veio com o técnico Frank Schmidt, que está no cargo desde 2007, logo após ter sido jogador do clube. Ou seja, o treinador de 46 anos pode levar o time da quarta para a primeira divisão nacional e ainda virar o técnico mais longevo no cargo na Bundesliga, status que pertence atualmente a Christian Streich (à frente do Freiburg desde o começo de 2012).

O caminho percorrido até aqui foi um desafio enorme, assim como serão os confrontos com o Werder, que tem um elenco avaliado em 137,68 milhões de euros segundo o site Transfermarkt, uma quantia muito maior que a do Heidenheim: 18,93 milhões de euros.

Aliás, por falar no elenco do clube, chama atenção o fato que 24 dos 25 nomes que entraram em campo pelo time na segunda divisão têm nacionalidade alemã. A exceção é o meio-campista austríaco Konstantin Kerschbaumer.

A bola rola no Weserstadion para Werder Bremen x Heidenheim às 15h30 (de Brasília) desta quinta-feira. A partida tem transmissão da Fox Sports.

Veja os gols de Werder Bremen 6 x 1 Colônia, pela última rodada da Bundesliga:

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Em oito jogos após retorno, Porto e Benfica tropeçam quase o mesmo que em 46 partidas; o que explica?

André Donke
André Donke

Desde o retorno das principais ligas do futebol europeu após a paralisação por conta da pandemia do coronavírus, o Campeonato Português foi o que registrou a queda mais significativa nos resultados de seus principais times.

Nos oito jogos totalizados que fizeram no período, Porto e Benfica combinam para um total de cinco tropeços. Até então eles tinham empatado e perdido partidas na competição apenas oito vezes em 46 confrontos disputados – 23 jogos de cada um. Naturalmente, os clássicos entre eles foram ignorados na conta.

Vale destacar que cada um dos dois perdeu pontos com Portimonense ou Aves, que são os dois últimos colocados. Confira a lista de jogos no fim do texto.

Na edição passada da competição, o Benfica foi campeão com 87 pontos, dois a mais do que o Porto. Excluindo os confrontos entre ambos, foram 11 tropeços o campeonato inteiro, sendo três empates e três derrotas dos Encarnados e quatro empates e uma derrota dos Dragões.

Porto e Benfica tropeçaram no total em cinco jogos após retorno do Português
Porto e Benfica tropeçaram no total em cinco jogos após retorno do Português Getty Images

Ou seja, o que tem acontecido após a paralisação do campeonato é bem atípico. O que justifica?

“Creio que a razão fundamental comum aos dois é a ausência do público. Os grandes de Portugal (Benfica, Porto e Sporting) são as únicas equipes que têm acima de 40 mil pessoas nos jogos em casa e que têm maioria da torcida mesmo nos jogos fora. Os jogadores dessas equipes são os que mais sentem a falta do público. Além de que até os adversários estarão agora menos pressionados (por não haver público) e até os árbitros decidem de outra forma subconscientemente. Depois há razões particulares a cada um. O Porto tem falhado muito na finalização das jogadas. O Benfica está num dilema tático acerca da composição do meio-campo”, disse ao blog o comentarista da RTP, António Tadeia, que também é jornalista do antoniotadeia.com.

Após a 28ª rodada (de um total de 34), o Porto abriu vantagem de três pontos ao vencer o Boavista por 4 a 0 e ver o Benfica ser superado em casa pelo Santa Clara por 4 a 3. Os Dragões ainda levam vantagem, caso o rival os alcance na pontuação, uma vez que venceu os dois clássicos entre ambos.

Qual  time é o favorito ao título?

“Neste momento o Porto. Tem três pontos de vantagem e ganha no primeiro critério de desempate, que é o confronto direto. Além disso, no Benfica está uma grande confusão neste momento, com a possibilidade de o treinador Bruno Lage ser demitido. Mas atenção que quando o campeonato recomeçou e o Porto perdeu para o Famalicão, tendo o Benfica de jogar em casa com o Tondela para subir à liderança, toda a gente dizia que era o Benfica que ia ganhar. Na verdade, com tanto ponto a ser desperdiçado, o campeonato está meio incerto.”

Agora, as duas equipes voltarão a campo como visitantes nesta segunda-feira. O Benfica enfrenta o Marítimo (16º), às 14h (de Brasília), enquanto que o Porto duelará com o Paços de Ferreira (12º), às 17h15. Os dois jogos terão transmissão da Fox Sports.

Assista aos gols de Benfica 3 x 4 Santa Clara:


Veja os resultados de Porto e Benfica no retorno do Campeonato Português e a posição em que estavam seus adversários na data do confronto: 

Porto

Famalicão (7º) 2 x 1 Porto

Porto 1 x 0 Marítimo (15º)

Desportivo Aves 0 x 0 Porto (18º)

Porto 4 x 0 Boavista (8º)

Benfica

Benfica 0 x 0 Tondela (14º)

Portimonense (17º) 2 x 2 Benfica

Rio Ave (6º) 1 x 2 Benfica

Benfica 3 x 4 Santa Clara (9º)

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Em oito jogos após retorno, Porto e Benfica tropeçam quase o mesmo que em 46 partidas; o que explica?

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Brilho, esquecimento e suspensão: como tem jogado Kalou, reforço do Botafogo

André Donke
André Donke

Texto atualizado em 10 de julho

Salomon Kalou ganhou destaque no futebol brasileiro ao ser anunciado nesta quinta-feira como novo reforço do Botafogo. Mas repercussão a respeito do nome do atacante não era algo que vinha ocorrendo - e não só no Brasil -, tendo em vista que ele vem de uma temporada em que praticamente não atuou.

O marfinense de 34 anos – completará 35 no começo de agosto – disputou apenas sete jogos em 2019-20, sendo três como titular, e fez dois gols. A última partida ocorreu em 30 de novembro de 2019, quando foi a campo aos 33min do segundo tempo na derrota do Hertha Berlin para o Borussia Dortmund por 2 a 1. Na Bundesliga, são cinco jogos, um como titular, e um gol.

Em maio, ele foi suspenso ao fazer uma transmissão ao vivo no clube quebrando as regras de isolamento social a respeito da pandemia do coronavírus. A Liga de Futebol Alemã manifestou-se à época e disse que as “imagens são absolutamente inaceitáveis”.

Salomon Kalou em ação pelo Hertha Berlin
Salomon Kalou em ação pelo Hertha Berlin Getty Images

Antes desta discreta temporada, Kalou vinha sendo uma peça importante no Hertha Berlin, clube que defende desde o meio de 2014. Nas cinco campanhas anteriores, ele foi titular na maioria dos jogos da Bundesliga. Das 170 partidas da competição no período, o ateta esteve em campo em 146, tendo sido titular em 130. Foram 47 gols marcados e 11 assistências. Em 2015-16, o jogador viveu sua edição mais goleadora do Campeonato Alemão com 14 bolas nas redes, sendo o sexto principal artilheiro da competição. Já em 2017-18, balançou as redes 12 vezes.

O atacante pode atuar tanto centralizado, como em qualquer um dos lados, funções nas quais se alternou na última temporada, como deixa claro o mapa de calor abaixo.

Mapa de calor de Salomon Kalou na Bundesliga 2018-19
Mapa de calor de Salomon Kalou na Bundesliga 2018-19 ESPN TruMedia

Na Bundesliga 2018-19, Kalou foi o terceiro artilheiro do time com oito gols, atrás de Ondrej Duda (11) e Vedad Ibisevic (dez). Além disso, encerrou a competição como o quarto da equipe em chances criadas, com 30 – Valentino Lazaro, o líder da equipe no quesito, somou 55. Vale destacar que o marfinense ainda foi o oitavo jogador com mais dribles certos em toda a competição, com 55, empatado com Julian Brandt (ex-Bayer Leverkusen e atualmente no Borussia Dortmund).

Ou seja, um período bom e atuando regularmente seguido por uma temporada quase nula. Este é o momento da carreira do veterano atacante, famoso por ter sido reserva do Chelsea campeão europeu em 2012, embora tenha atuado como titular na final contra o Bayern de Munique.

Kalou fala pela primeira vez como jogador do Botafogo: 'Legião, o clube mais tradicional do Brasil'

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Do orgulho ao desespero: Hamburgo vive novo drama e volta à Bundesliga pode não acontecer – de novo

André Donke
André Donke

Por muitos anos o Volksparkstadion mostrava em um relógio desde quando o Hamburgo estava na Bundesliga, marcando os anos, dias, horas, minutos e segundos. Mais do que qualquer registro temporal, o objetivo indicava muito mais o orgulho de um time que se vangloriava de ser o único a ter disputado todas as edições da competição, que existe desde 1963-64.

Este era apenas mais um feito de uma das principais equipes do país, que é a quinta maior vencedora da liga nacional com seis taças (1922–23, 1927–28, 1959–60, 1978–79, 1981–82 e 1982–83) e dona de três troféus da Copa da Alemanha (1962-63, 1975-76 e 1986-87).

Além disso, forma o trio ao lado de Bayern de Munique e Borussia Dortmund como únicos times germânicos a vencer a principal competição de clubes do continente, tendo faturado a Copa da Europa (hoje Champions League) em 1982-83.

Jogadores do Hamurgo lamentam durante derrota para o Heidenheim
Jogadores do Hamurgo lamentam durante derrota para o Heidenheim Getty Images

Porém, a história recente do clube de quase 133 anos reservou capítulos bem adversos, que estão certamente entre os piores de sua existência. Após quatro temporadas discretas na Bundesliga, sendo que jogou o playoff contra o rebaixamento duas vezes e que no máximo foi décima colocada, a equipe cairia de forma inédita em 2017-18 ao terminar na penúltima posição.

O caos começaria já no dia da queda, quando a vitória sobre o Borussia Mönchengladbach foi encerrada minutos antes do previsto, depois que objetos foram atirados no gramado por torcedores.

O rebaixamento parecia um acidente de percurso que seria corrigido já na campanha seguinte com o acesso. O roteiro indicava isso, ainda mais considerando que o time ficou da 11ª até a 30ª rodada sempre entre os dois primeiros – que sobem direto.

No entanto, três derrotas seguidas deixaram o Hamburgo fora da zona de acesso e chegando virtualmente sem chances de terminar em terceiro, que o permitiria jogar o playoff contra o 16º colocado da primeira divisão por um lugar na elite.

Um ano depois, o torcedor do Hamburgo teme estar vivenciando um déjà vu. Depois de ter ficado entre as três primeiras posições da segunda até a 32ª rodada (era o vice-líder na 31ª), o time caiu para quarto na 33ª e penúltima jornada, que foi realizada neste domingo.

Em um confronto direto com o Heidenheim, o Hamburgo abriu o placar jogando fora de casa com Joel Pohjanpalo. Louis Beyer, contra, empatou aos 35min do segundo tempo. A virada sairia aos 50min, com Konstantin Kerschbaumer. Fim de jogo: Heindenheim 2 x 1 Hamburgo.

Com isso, o gigante do norte da Alemanha ficou no quarto lugar com 54 pontos, um a menos que o Heidenheim. O resultado tirou sua chance de acesso direto, uma vez que o vice-líder Stuttgart foi a 58 pontos. Aliás, os suábios, que acabaram de cair, estão próximos do retorno imediato, uma vez que para perderem a segunda colocação precisariam ser derrotados em casa para o Darmstadt, ver o Heindeheim vencer e ainda tirar uma diferença de 11 gols no saldo.

Dessa forma, resta ao Hamburgo vencer jogando em casa contra o Sandhausen (12º) e torcer para que o Heidenhem, fora de casa, perca pontos diante do líder e já campeão Arminia Bielefeld. O Hamburgo também assume o terceiro lugar com um empate em seu jogo e uma derrota do seu concorrente.

Caso consiga o terceiro lugar, o Hamburgo disputará o playoff contra Fortuna Düsseldorf ou Werder Bremen.

Será o fim do calvário ou a manutenção dele? O próximo passo para esta reposta será dado no domingo.

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De festa com cerveja na faixa a 'La Décima': o vizinho do Bayern que há uma década vive 'conto de fadas' na Bundesliga

André Donke
André Donke

A Bundesliga vive uma hegemonia de oito anos do Bayern, mas há uma festa ainda mais longeva no futebol alemão a cerca de 57km a noroeste de Munique. Enquanto o clube mais famoso do país continua escrevendo a história da maior série de títulos seguidos já vista, outro time bávaro vive o seu conto de fadas há uma década.

Quando o assunto é alegria proporcionada pelo futebol, o torcedor do Augsburg talvez possua até mais motivos para tê-la do que os próprios fãs do Bayern. Se para um ganhar é a única opção, o outro passou a desfrutar do sabor das grandes vitórias apenas recentemente. Afinal, uma década é um período muito curto para um clube de quase 113 anos.

Jogadores do Augsburg comemoram manutenção na Bundesliga com uma rodada de antecedência
Jogadores do Augsburg comemoram manutenção na Bundesliga com uma rodada de antecedência Getty Images

Em 2001-02, o time estava na quarta divisão; em 2005-06, na terceira; em 2010-11, em seu quinto ano seguido no segundo escalão, conseguiu o acesso ao ser vice-campeão. Pela primeira vez em sua história, o Augsburg iria jogar a Bundesliga.

Naturalmente, a aventura de um estreante em um grande campeonato nacional sugere que ele seja um candidato ao rebaixamento no ano seguinte. O Augsburg driblou este cenário. Nove vezes.

“Também na próxima temporada novamente o candidato número 1 ao rebaixamento?”, questionava a camisa comemorativa usada pelos jogadores e comissão técnica depois da vitória sobre o Mainz por 2 a 0, em abril de 2018, resultado que confirmou a permanência do Augsburg na elite com três rodadas de antecedência na temporada 2017-18. Veja abaixo:

A esta altura, o Augsburg já era uma realidade bem consolidada na Bundesliga, e que já tinha dado inclusive passos maiores. Em 2013-14, conseguiu um oitavo lugar; na campanha seguinte, veio a quinta colocação, terminando à frente do Borussia Dortmund de Jürgen Klopp. O resultado classificou o time para a Liga Europa, na qual passaria pela fase de grupos, antes de cair para o Liverpool, que já tinha Klopp no comando, na fase de 16avos de final.

Para um time que vivia a primeira divisão havia apenas quatro anos, aquilo representava um título. E foi comemorado como tal. Quatro mil torcedores foram saudar os atletas na praça da prefeitura, e a festa ainda teve 2900 litros de cerveja na faixa fornecidos pela cervejaria Riegele, como publicou o site da cidade à época.

“O FC Augsburg irá levar o nome de nossa cidade à Europa. Isso é sempre um motivo para celebrar”, disse o então prefeito Kurt Gribl.

“Nós amamos estes jogadores! É o melhor time que o Augsburg teve em 100 anos”, declarou na comemoração o presidente Klaus Hofmann.

Veja imagens da festa de 2015:


O ponto alto ficou para trás, e o clube nunca mais conseguiu terminar entre os dez primeiros, mas sempre se manteve na Bundesliga. Para 2020-21, sua presença foi confirmada com um empate por 1 a 1 com o Fortuna Düsseldorf neste sábado, pela penúltima rodada.

O apito final foi a deixa para mais uma camiseta comemorativa e criativa, que inclusive está à venda pelo clube. “La Décima”, o termo que ficou conhecido para a décima conquista do Real Madrid na Champions League em 2014, agora registra a alegria de um time que vai para sua décima temporada seguida na elite.

O domínio imposto pelo seu vizinho no campeonato nacional não impede que o sonho do Augsburg continue sendo realidade.

Fonte: André Donke

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Alaba iguala 'mentor' Ribéry, Müller alcança sua redenção e ambos viram 'donos' da Bundesliga

André Donke
André Donke

A conquista da oitava Bundesliga consecutiva pelo Bayern de Munique foi a nona da carreira de David Alaba (27 anos) e Thomas Müller (29), marca que os deixa igualados a Franck Ribéry como jogador que mais vezes foi campeão da história da competição.

A dupla moldada pela cultura de vencer ou vencer do seu clube comprovou, mais uma vez, ter tal DNA.

David Alaba e Thomas Müller
David Alaba e Thomas Müller Getty Images

O título de 2019-20 para Alaba é como zagueiro, função que exerceu o tempo todo sob o comando de Hansi Flick. As lesões de Lucas Hernández e o rompimento de ligamento de Nicklas Süle jogaram o austríaco para o meio da defesa, uma tarefa que não era nova a ele – atuou constantemente assim em 2015-16 . Aliás, o versátil atleta já esteve em diferentes posições no gramado ao longo carreira, mas ele vinha estabelecido na lateral nas duas últimas temporadas.

Sexto jogador com mais recuperações de bola na liga e com quase 91% de acerto nos passes, ele tem sido importante para que o Bayern tenha a melhor zaga, com 31 gols sofridos em 32 partidas.

Assim, Alaba mostrou outra vez que, independentemente da posição, nasceu para jogar no Bayern, ao qual chegou aos 16 anos em 2008. Um empréstimo ao Hoffenheim no primeiro semestre de 2011 o fez ganhar experiência. Assim, voltou para ser utilizado com maior frequência, virar um ícone no elenco e uma referência mundial na lateral e empilhar títulos ao lado de seu 'mentor' Franck Ribéry, com quem passou a dividir o recorde de títulos na Bundesliga.

"Quando Alaba começou a treinar conosco, eu imediatamente disse a ele: 'Hey, você ficará bem, estou aqui. Sem problema! Foi legal para ele, porque não é fácil para jovens quando eles se juntam ao primeiro time", afirmou o francês em entrevista à rede alemã DW em 2019. "Agora estamos há um bom tempo juntos e sentamos um do lado do outro no vestiário. O que ele alcançou até aqui é inacreditável".

Antes, o defensor já havia falado do peso do meia-atacante em sua vida ao site do Bayern, classificando o francês como um "modelo" e um "amigo próximo".  "Ele é uma das pessoas mais importantes na minha carreira. Ele tentou me ajudar a progredir desde o primeiro dia".

Bom, nem precisa falar que essa tentativa deu certo...

Voleio de Goretzka, cobertura de Kimmich e chutaço de Coutinho: os 10 gols mais bonitos do campeão Bayern


O começo de Alaba também foi no mesmo período que o de Müller. Na temporada em que o austríaco tinha sido contratado do Austria Vienna, o meia-atacante, que está desde os dez anos no Bayern, ganhava suas primeiras oportunidades no time principal.

Müller rapidamente se estabeleceu no time principal e, inclusive, foi um dos destaques da Copa do Mundo de 2010. Colecionando títulos no Bayern, o meia-atacante veria o cenário mudar na seleção em março de 2019, quando Joachim Löw anunciou que não contaria mais com ele, Jérôme Boateng e Mats Hummels.

Poucos meses depois, no começo da atual temporada, Müller alternava-se entre o banco e a titularidade de um Bayern que começou oscilando – ele esteve entre os 11 iniciais em apenas cinco das dez primeiras rodadas.

Depois de o comando ter passado para as mãos de Hansi Flick, o atleta consolidou-se como titular e foi um monstro. A sua redenção individual foi o retrato da recuperação do time no campeonato. O camisa 25 chegou a 20 assistências na Bundesliga, estabelecendo um recorde em uma edição, e foi um dos jogadores mais importantes da conquista.

Apelidado de Raumdeuter, o interpretador de espaços, em alemão, por conta da sua capacidade impressionante de ler o jogo, Müller talvez não tenha previsto o espaço que encontraria na história do Bayern e da Bundesliga. E na companhia de Alaba. 


Müller completamente 'louco', Alaba 'maluco' e mais: a festa no ônibus do Bayern após o título alemão

Fonte: André Donke

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Outro artilheiro? Red Bull Salzburg, time em que Haaland brilhou, já tem nova máquina de gols

André Donke
André Donke

Erling Haaland tornou-se um dos nomes de maior impacto do futebol europeu nesta temporada antes mesmo de sua transferência e início impressionante pelo Borussia Dortmund. Afinal, no segundo semestre de 2019, o atacante já havia chocado o continente com seus gols, especialmente na Champions League.

Pelo Red Bull Salzburg, o norueguês de 19 anos somou 22 jogos e 28 gols na primeira metade de 2019-20, sendo que balançou as redes oito vezes na fase de grupos da Champions League, tendo estreado no torneio com um hat-trick. Já no Campeonato Austríaco, ele marcou 16 vezes em 14 partidas, permanecendo ainda como terceiro principal artilheiro da competição.

O seu faro de gol seguiu em alta na Alemanha, onde soma 14 jogos e 13 bolas nas redes com a camisa aurinegra. Mas e seu antigo clube, como ficou sem o goleador?

Patson Daka tem cumprido muito bem o papel de artilheiro no Red Bull Salzburg após a saída de Haaland. O zambiano de 21 anos soma 22 gols em 24 partidas na Bundesliga austríaca e é o vice-artilheiro da competição, com dois tentos a menos do que Shon Weissman, do Wolfsberger.

Patson Daka em ação pelo Red Bull Salzburg
Patson Daka em ação pelo Red Bull Salzburg Getty Images

É importante destacar que Daka foi titular apenas 15 vezes em 25 rodadas. Nas três primeiras partidas após o retorno da competição, ele marcou cinco vezes. 

O atacante transferiu-se de sua terra natal para a Áustria no começo de 2017, tendo alternado oportunidades entre o seu time atual e o FC Liefering, que é um clube satélite do Red Bull Salzburg. Na temporada passada, ele defendeu apenas o Salzburg, somando 26 partidas (12 como titular) e seis gols marcados.

Pela seleção principal de Zâmbia, ele estreou com 16 anos, tem 18 partidas até o momento e marcou dois gols, um deles no último jogo que fez. Em novembro de 2019, o atacante balançou a rede na derrota por 2 a 1 para Zimbábue pela eliminatória da Copa Africana de Nações. Além disso, foi campeão e eleito o melhor jogador do título de seu país na conquista da CAN sub-20 em 2017.

"Eu não sou o próximo qualquer coisa", disse Daka em entrevista publicada no site do jornal inglês Guardian neste mês. "Só haverá um Haaland e só haverá um Patson. Eu apenas quero me tornar a melhor visão de mim mesmo".

Élber elogia começo de Haaland, mas evita comparação: 'Tem que se espelhar no trabalho do Lewandowski'

Fonte: André Donke

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A maior rivalidade, a tática do sucesso e as semelhanças com o futebol: conheça a 'Bundesliga da cerveja'

André Donke
André Donke

Futebol e cerveja. Poucas coisas têm mais identificação com a Alemanha. E as duas criações, que estão entre as mais amadas pelo ser humano, podem apresentar algumas semelhanças entre si no país europeu.

O blog conversou com Leandro Viu, coordenador, professor e cervejeiro do Instituto da Cerveja Brasil, e usou uma dose de imaginação para explorar as relações entre o esporte e a bebida.

Então, deguste:

A ‘campeã’

Como diz o ditado, gosto não se discute. Então, para escolher uma 'vencedora', ficamos por conta da preferência pessoal do nosso especialista. Assim como no futebol, o campeão vem da Bavaria, mas, quando a disputa é no copo, o vencedor vem de outro lugar além de Munique.

No futebol, Bamberg tem como principais representantes atualmente o Eintracht Bamberg e o Don Bosco Bamberg, que estão em uma das ramificações da quinta divisão. Porém, quando o assunto é o líquido dourado, a cidade ao norte de Munique é a referência na Rauchbier.

“Antigamente, a secagem (do malte de cevada) era feita com queima de madeira. Todo malte de cevada que era utilizado tinha uma característica de defumação, por causa da fumaça da queima de madeira. Quando a tecnologia veio e trouxe outras formas de secar o malte, ele perdeu essa característica. Na cidade de Bamberg, eles mantiveram essa tradição”, contou Viu.

“É uma cerveja bem defumada, quando você sente o cheiro, parece que está vindo um bacon. É a região produtora deste estilo de cerveja”, disse o especialista, que também é sommelier de cervejas, mestre em estilos, técnico cervejeiro, além de sócio consultor da ProBeer.

OK, gosto é pessoal. Porém, para criar um estereótipo, qual cerveja mais representa a Alemanha? A resposta permite um paralelo com o futebol.

Se no esporte, o Bayern de Munique é o dominante do país e, quando ele não ganha, diversos times se alternam no título, a cerveja oferece um cenário similiar. Afinal, a de trigo (Weißbier), tradicional na Bavária, é uma das referências do país, assim como a Pilsen, que tem como forças no tipo da bebida a parte do centro ao norte do país, conforme analisou o cervejeiro.

Rafinha bebe cerveja em comemoração de título do Bayern de Munique
Rafinha bebe cerveja em comemoração de título do Bayern de Munique Getty Images

O clássico

“Quando eu dou aula sobre esse tema, eu até faço o paralelo: ‘imagina Corinthians x Palmeiras, Brasil x Argentina’. Tem uma rivalidade muito grande em relação à cerveja deles”.

Aqui nem precisa uma dose de imaginação, já que a rivalidade existe e tem até provocação. Colônia e Düsseldorf estão separadas por 34km, uma distância menor do que a rixa entre a Kölsch e Altbier, que, respectivamente, são as marcas registradas das cidades.

“Quando você sai de uma cidade para a outra, na estrada tem outdoor: ‘você está saindo da cidade que tem a melhor cerveja da Alemanha e você está indo para a que tem a pior’”, contou Viu.

Em uma rápida busca na internet, você encontra a imagem de um cavalo bebendo uma cerveja e urinando a outra, o que ‘explica’ a produção de cada uma, dentro do clima de rivalidade. É praticamente um clássico da mesa de bar.

Altbier e Kölsch, as cervejas de Düsseldorf e Colônia, respectivamente
Altbier e Kölsch, as cervejas de Düsseldorf e Colônia, respectivamente Getty Images

Minha cidade, meu time, minha cerveja

“Os alemães têm um ditado que diz que a melhor cerveja que você pode tomar é a que você toma à sombra da chaminé da fábrica. Eles têm essa lealdade, essa cultura regional. Eles têm uma grande resistência a grandes corporações.”

Tal postura se repete, de uma maneira geral, em um país em que há a regra do ‘50+1’, que impede que clubes de futebol tenham um sócio majoritário, salvo algumas exceções, que ainda assim enfrentam rejeição de boa parte dos torcedores, como deixaram claro os protestos contra o dono do Hoffenheim na atual temporada. O RB Leipzig, que encontra uma alternativa neste cenário, também é alvo de críticas de parte dos torcedores.

A identificação, tanto da cerveja, quanto do futebol, se justifica na qualidade de diferentes cidades no que fazem e na lealdade de sua população.

O futebol prova isso com a diversidade de representantes de diferentes locais na Bundesliga – atualmente, a única localidade com mais de um representante é a capital, com Hertha e Union Berlin.

A fidelidade se comprova na presença dos torcedores nos estádios, sendo que 13 dos 18 clubes tiveram uma média de ocupação superior a 90% nos jogos em casa nesta edição antes das partidas ficarem com os portões fechados por conta da pandemia do coronavírus. O Hertha é o único com uma taxa de ocupação inferior a 79%.

Havertz faz 21 anos: o melhor do alemão de R$ 470 milhões que já é alvo de gigantes da Europa


A tática do sucesso

No futebol, não existe a melhor formação tática, uma vez que depende do contexto histórico, dos atletas que cada elenco possui e às vezes até do aversário. Porém, na cerveja, a mesma regra é seguida há mais de cinco séculos, com a Lei da Pureza Alemã, tendo sido promulgada na Bavaria em 1516 e que segue em vigor até hoje.

Esta determina que a cerveja pode ser feita apenas com quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura. Além disso, também “regulamentava o uso da terra para o plantio dos grãos, valor de venda, época de produção”.

A Lei da Pureza Alemã acabou sendo um ponto impactante em relação à qualidade da produção da cerveja, como analisou Viu.

“A gente tem cerveja de alta e baixa fermentação. A de alta fermentação fermenta em uma temperatura mais alta, e a de baixa fermenta em uma temperatura mais baixa, porque o tipo de micro-organismo trabalha nessas faixas de temperatura. Só que nessa época, não tinha controle de levedura, não sabia por que a cerveja fermentava, era micro-organismo selvagem, do ambiente. E eles começaram a perceber que as cervejas produzidas no verão estragavam mais rápido, e quando produzidas no inverno e armazenadas a frio,  e elas fermentavam em uma temperatura mais baixa, elas duravam mais tempo. Então, se pegar todos os estilos de cerveja da Alemanha, alguns são de alta fermentação, mas 99% é de baixa fermentação, por conta da Lei da Pureza”, disse.

“Todo mundo acha que a Alemanha é top em tudo na cerveja por conta dessa tradição. Como os cervejeiros não podiam usar nenhum ingrediente a não ser estes quatro, eles tiveram que ter um desenvolvimento tecnológico muto grande. Os próprios cervejeiros, quando falamos de mestre cervejeiro, equipamento para a produção de cervejeiro, a referência é a Alemanha.”

Fonte: André Donke

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